Boa Tarde!
Pesquisadores das Universidades de Warwick e Londres divulgaram, no recente Congresso da BRITISH SLEEP SOCIETY, os estudos realizados com dois grupos de funcionários púpblico, em
quatro anos não consecutivos, voltados para a questão do sono (quantidade de horas dormidas)
em relação à manifestação de problemas cardiovasculares. Sem deixar de considerar os demais
aspectos clássicos no estudo das doenças do coração (idade, sexo, atividades físicas, estresse, etc), os pesquisadores chegaram à conclusão que dormir MENOS do que OITO horas por noite, expõe o indivíduo às cardiopatias. Mais ainda, aqueles que reduziram suas horas de sono de sete para cinco horas por noite, tiveram duplicada a incidência de doenças coronarianas no período estudado. Uma hipótese dos estudiosos é de que ao reduzir as horas de sono o corpo humano eleva a pressão sanguínea, com todas as consequências que isto traz ao coração.
Com este estudo, que agora se abre para as discussões e demais buscas de outras evidências, somos de novo colocados frente à verdade máxima de saúde: nossos hábitos de vida e os cuidados básicos possuem importância vital em nossos indicadores de saúde. Levados pelas agressivas estratégias de marketing das indústrias, a um conceito equivocado de saúde como atrelado a equipamentos de última geração, toda a sociedade tem feito da prática de uma vida saúdavel muito mais um discurso de intenções do que um real compromisso de mudança pessoal e coletiva!
Não somos resultados de propostas terapêuticas ou de prescrições medicamentosas! Somos aquilo que priorizamos em nossas vidas: se seguidores de hábitos corretos, populações estáveis ainda que não isentas em sua totalidade dos agravos modernos; se adeptos do viver este momento presente, sem pensar no futuro, verdadeiras máquinas ambulantes de adoecimento! Que pena não aparecerem nos inúmeros comerciais que nos cercam, em todas as mídias disponíveis, questões acerca desta aparente dicotomia...
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