28 de fev. de 2008

COMPETIÇÃO OU CONQUISTA?

Bom Dia!

Lendo JÚLIO VERNE, em sua obra "Os Conquistadores", do século XIX, e que trata dos diversos embates travados pelos espanhóis para a colonização e exploração das Américas, descobri-me refletindo sobre a forma agressiva e imediatista usada por todos os conquistadores designados pela coroa e os tempos atuais. Sim, parece despropositada a comparação, mas penso que nem tanto.
Os espanhóis, seguindo a lógica vigente nos séculos XV e XVI, buscavam novas fontes de recursos que pudessem enriquecer a coroa espanhola e manter o glamoroso fausto da corte. Não se importavam com os direitos dos índios, o respeito à natureza e tampouco se voltavam para o futuro. Era o ganhar agora e o resto, é o resto!
Em que tudo isto me lembrou o tempo (leia-se: o mercado) atual?
Nossos dias são marcados por um grande paradoxo: todos os atores existentes no mercado de saúde conseguem identificar as causas da crise que atravessamos e até mesmo concordam com os cenários apresentados. Entretanto, na hora de se construir a solução consensual, esbarramos no maior dos problemas: a falta de confiança.
Boa parte das empresas, de qualquer dos lados (fornecedores, compradores, prestadores, etc), quer crescer a qualquer custo, de forma imediata, sem preocupar-se com o futuro. É aquilo que chamo de crescimento lateral: não há ganho de mercado, apenas o deslocamento de massa de clientes de um lugar para outro. Ora, se não há entrada de novos capitais, o que estamos fazendo é retirar uns dos outros importantes parcelas de valores que poderiam assegurar a sobrevivência de todos, a melhoria dos ganhos e, principalmente, o aumento de qualidade no Setor.
Não vou nem comentar acerca da responsabilidade social, pois se não conseguimos perceber que esta competição insana levará a todos para a bancarrota, como poderemos perceber a nossa inserção na sociedade e a responsabilidade que devemos ter para com ela?
Parece-me que não estamos competindo, na melhor acepção técnica deste termo.
Estamos, na maioria dos casos, brigando para conquistar territórios.
Nem mesmo se tratam de NOVOS territórios, e sim àqueles pertencentes aos meus vizinhos. Estes últimos, por sua vez, para compensar a perda vão em busca do quintal dos outros, e assim la nave va...
Competir é agregar novos nichos de mercado ao seu portfólio de clientes. Não é andar em círculos, e sim em frente!
Competir é fazer da Qualidade oferecida um default em sua empresa, para que através da ação de encantar nossos clientes façamos com que estes sejam os maiores vendedores dos produtos de nossa empresa para que outros se tornem nossos clientes!
Competir é fazer o mercado tornar-se maior por ser melhor. Conquistar é apenas usar o fato de ser maior, mais poderoso (ou como os conquistadores espanhóis do século XV, mais armados e truculentos), para impor sua vontade e ganhar lateralmente espaço.
O que estamos fazendo em nossa empresa? O que estamos implantando como gestores de nossas empresas: competição ou conquista?

26 de fev. de 2008

UM NOVO OLHAR SOBRE OS HOSPITAIS

Boa Tarde!

Chegou a hora de trocarmos de OLHAR! Não, não enlouqueci. Apenas reforçou-se em mim a certeza de que se continuarmos a olhar para as empresas, serviços e produtos do Setor Saúde da mesma forma como o fizemos nas últimas décadas, sinceramente, acabou.
O que isto significa? Que hospitais são centros de alta complexidade, mas podem e devem ser usados para promover saúde. Como? Usando da complexidade já instalada e existente para se gerenciar tratamentos de populações que requeiram intervenções mais delicadas, cuidando da saúde e não da doença delas. Um exemplo disto é o programa de controle e redução das fraturas de fêmur, que se está desenvolvendo na Itália usando-se o Ácido Zolendrônico (ZOMETA/ACLASTAN) em uma aplicação única e anual, nos idosos portadores de osteoporose.
A aplicação e o controle serão feitos em HOSPITAIS pelos médicos das equipes próprias!
O projeto, conduzido pela Universidade de Roma, procura reduzir em 30% as internações decorrentes das fraturas ou de novas quebras pela falta de manutenção do controle e tratamento por parte dos pacientes. Uma economia estimada de 200 milhões de euros para 2009!
Pergunto: não é uma atividade de promoção à saúde, feita por técnicos de prestadores terciários? Não irá contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes? Não irá reduzir despesas e custos assistenciais? Não pode ser feita nos hospitais?
Este texto não é um libelo pró-hospitais. Tampouco quer minimizar a importância das estratégias voltadas para a atenção primária. O que desejo, sim, é provocar uma fratura definitiva na mesmice que parece assolar o Setor de Saúde Suplementar.
Chega de acreditar que se ganha dinheiro pela falta de dinheiro de outrem! A rentabilidade tem que advir da ampliação do mercado, nunca de sua retração ou crescimento horizontal! É possível imaginarmos novas alternativas para os fornecedores de serviços que agreguem valor ao paciente e seu tratamento.
O verbo para isso é QUERER... Queremos?

25 de fev. de 2008

A PORTABILIDADE E FREDDY KRUEGER

Bom Dia!

De novo a ANS retoma, agora mostrando as etapas em que ocorrerão, a discussão da Portabilidade. Isto é, a possibilidade de usuários de planos de saúde trocarem de plano, no seu interesse próprio e sem cumprimento de carência. Pleito antigo e populista dos órgãos de defesa dos consumidores, ataca de novo efeitos que existem no mercado suplementar pela falta de qualidade de alguns atores, deixando de lado causas mais estruturais ao sistema: como prover a saúde da população, garantir pleno acesso e qualificar todos os atores envolvidos.
A portabilidade defendida pela Agência faz-me lembrar da Hora do Pesadelo. Aquele filme de terror em que o vilão-monstro (Freddy Krueger), além de não deixar ninguém dormir, pois atacava através dos sonhos, tinha uma predileção pelas crianças e adolescentes que não acreditavam no poder do MAL em conturbar as nossas vidas.
Se nós implantarmos a portabilidade, da forma desejada pelos órgãos que dizem defender os consumidores, poderemos estar inviabilizando a saúde suplementar, ou encarecendo ainda mais os seus produtos, ou reduzindo as empresas que oferecem planos de saúde. Em que isto agrega qualidade ao consumidor?
Se inexistir concorrência saudável e ética, de que servirá a portabilidade? Aliás, se continuar a inviabilizar a existência de empresas, o consumidor se mudará para onde?
Até o final do ano deverão ocorrer audiências públicas promovidas pela ANS.
É bom todos pensarmos como gestores de um sistema de saúde, antes que só nos reste os pesadelos e monstros noturnos que eles trazem...

22 de fev. de 2008

PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...

Bom Dia!

Chegamos ao final da semana. O encerramento se dá com as declarações do Ministro da Saúde a respeito do aumento do número de casos da Dengue no Rio de Janeiro, contrariando a realidade observada pelo Governo no resto do país.
O Ministro não apontou causas. Deteve-se no que considera serem os culpados: as pessoas da classe média, porque são irresponsáveis; e os pobres que insistem em morar em locais onde a violência e insegurança impedem a ação dos agentes de saúde.
Nem mesmo é novidade se culpar, por qualquer coisa no Brasil a classe média e os pobres.
A novidade é fazer isto em plena véspera de sexta feira!!! É demais!!!
Por isso, nossa reflexão de hoje vai com o pensamento de alguém mais cuidadoso com as reflexões do que o nosso Ministro da Saúde:

"A banalização do sofrimento se expressa em nosso meio na própria banalização da morte. Assistimos a uma variação da importância do sofrimento dependendo de com quem ou onde aconteça."
(Marco Antonio Alves Brasil - A Ética do Sofrimento Humano)

21 de fev. de 2008

MERCADO OU OLIGOPÓLIO?

Bom Dia!

O Valor Econômico do ontem nos trouxe a notícia de mais uma significativa aquisição na área de saúde, feita por uma das grandes operadoras odontológicas. É um fato esperado, diante das regras criadas e amplificadas pela ANS, desde sua fundação em 1998. As normas editadas pela agência contribuem para que o mercado de Saúde Suplementar caminhe, de forma quase que célere para um oligopólio, com poucas operadoras em todo o país.
Por outro lado, na rede de serviços, a carência na formação de sucessores e o baixo desenvolvimento de competências empresariais faz com que o nosso mercado local (Rio de Janeiro) esteja claramente numa rota irreversível de agrupamento de prestadores. Tudo isto é esperável, como disse. Mas, será que é o melhor para a qualidade tão almejada por todos?
É óbvio que se a projeção da ANS é de restarem apenas os mais competentes, o nível de qualidade e resolutividade tende, num primeiro momento, a se elevar. O descompasso entre as organizações é expressivo, quer sejam elas compradoras ou fornecedoras de serviços médico-hospitalares.
O que me deixa preocupado é o "dia seguinte". Reduzindo-se os atores, teremos uma competição em alto nível ou uma maior possibilidade de formação de oligopólio, com demarcações territoriais e grandes acordos corporativos? O que a história econômica mundial nos mostrou?
A competição do mercado é, para mim, a melhor concepção do capitalismo. Ela se mostrou historicamente tão importante que os regimes de esquerda, ao suprimi-la, assinaram suas próprias sentanças de morte, quanto ao aspecto econômico.
Sem concorrência não há estímulo, motivação e, principalmente, demonstração aos clientes que algo de melhor há de vir. Corremos o risco da mesmice, chata e enfadonha, do fornecedor único. Na Saúde, pior ainda, podemos estar dando um grande passo... para trás!
Por isso, a cada notícia de aquisições remexo-me na cadeira: torço para que os visionários reguladores pátrios estejam enxergando o que a História mostrou não ocorrer: um mercado pequeno, sem concorrência e com qualidade!
"ALEA JACTA EST!" como disse César, pois estamos atravessando o nosso Rubicão!

MAIS UMA DO TELEFONE CELULAR...

Bom Dia!

Além de ser uma praga moderna, em especial para os gestores, o telefone celular é objeto de uma nova confusão. Pesquisadores israelenses informam de Tel-Aviv que o uso excessivo dos celulares aumenta em 50% (cinquenta por cento) o risco de surgimento de tumores nas glândulas salivares. O estudo foi publicado no American Journal of Epídemiology (fonte: Corriere della Sera) e retrata a pesquisa feita com 500 indivíduos, comparada com os resultados de enquete feita com grupo controle de 1000 pessoas.
Sabemos que os fabricantes virão com outras pesquisas mostrando que esta não é tão alarmante quanto parece. Apesar de terem sido mapeados tumores benignos e malignos, é mais uma pesquisa apontando riscos pelo uso do celular, de forma excessiva.
Mais do que isso: falamos de hábitos modernos e mesmo culturais influenciando de forma negativa na qualidade de vida dos seres humanos. Como sempre, resta-nos a questão: até quando absorveremos informações e estudos, mostrando a importância de nos reeducarmos em Saúde, e nada faremos a não ser... adoecermos?
Usei o termo praga no começo deste texto porque, para mim, o celular acabou com a liberdade de termos outras atividades, não compartilharmos de conversas que não são do nosso interesse em locais públicos e não sermos interrompidos em teatros, cinemas e locais similares.
Às vezes, parece que o celular acabou com a educação e o respeito coletivo que deve existir entre os seres humanos, conhecidos ou não.
Mais uma vez o segredo é a moderação, o equilíbrio, o saber usar o telefone celular como uma ferramenta auxiliar, um meio e não um fim. Pensemos a respeito desta prag..., digo, deste aparelho!

19 de fev. de 2008

A QUEDA DO FIDEL

Bom Dia!

O que a queda do Fidel, ou sua "renúncia", como noticiam todos os jornais no mundo hoje podem servir de reflexão para os gestores, na Saúde ou em outros campos de atuação? Independentemente de ideologias, deixemo-las para os profissionais do ramo, cabe-nos retroceder na história e verificar o papel do agora ex-ditador cubano à frente do grupo de insurgentes que se instalou em Sierra Maestra, nos idos de 1959.
Cuba vivia sob a ditadura do Fulgêncio Batista e Fidel liderou um grupo unido, onde os objetivos estratégicos estavam definidos e eram assumidos por todos. Sua estratégia resultava de diversas experiências anteriores e passava pela junção da agressividade contra as forças do governo em paralelo à conquista dos camponenses que viviam em torno das montanhas.
Conheciam o terreno e usaram-no em seu favor. Foram vitoriosos pela persistência.
No poder, porém, a história foi outra.
Fidel centralizou cada vez mais as decisões nele e no seu braço direito, Che. Depois, deu um jeito de livrar-se do Guevara e passou a reinar absoluto sobre a Ilha. Consequência: economia arrasada, povo sofrido, embora combativo e corajoso, dificuldades e mais dificuldades .
Final melancólico, mas, inesperado? Não.
A centralização é o primeiro passo de um administrador em direção ao cadafalso. Quanto tempo levará para explodir sua gestão? É questão de cenário. Quanto ele tem de poder, de sustentação com as cúpulas diretivas ou os acionistas, ou a dificuldade de se conseguir um substituto. Mas ele certamente desaparecerá.
O centralismo é burro, cego e inoperante. Em geral ele se utiliza da força desmedida e desproporcional, exatamente por não possuir competência gerencial. O que não significa que os centralizadores sejam pessoas sem inteligência ou cultura. Não!
Apenas acreditam ser alguma coisa acima, ou na pior das hipóteses igual a DEUS!
Fazem sofrer suas equipes, mas sofrem mais ainda. Porque conseguem uns sucessos iniciais pelo medo, apenas para verem seus projetos desabarem contra o Senhor da Razão: o Tempo.
Fidel abriu mão do seu lugar de grande líder de um povo aguerrido e heróico, quando se deixou levar pela ambição do poder único e centralizador.
O administrador abrirá mão de sua competência e dos resultados quando resolver centralizar e se tornar o poder absolutista em qualquer organização. As equipes precisam de líderes com coragem de decidir com firmeza e justiça, com igualdade e competência.

18 de fev. de 2008

LIDANDO COM O IMPREVISTO...

Bom Dia!

O imprevisto está mais presente no dia-a-dia de um gestor do que a maioria das ações projetadas, discutidas e planejadas. Graças a Deus! Imagine a monotonia e mesmo a inutilidade de um gestor, se tudo o que discutíssemos nos cenários e elencássemos nos planejamentos acontecesse direitinho!
Não, não somos adeptos do masoquismo. Nem gostamos de sofrer. Mas, depois de tanto caminhar não resta mais dúvida de que: são os momentos imprevisíveis e os fatos agudos que retiram de nós a maior parcela de criatividade e conhecimento que detemos.
Os acontecimentos inesperados podem ser a diferença entre sucesso e fracasso de um planejamento e, por consequência, de uma gestão. O tratamento dado a eles associado à celeridade e segurança das decisões ainda são os melhores caminhos para superá-los.
O gestor não pode passar sua vida à espreita do inesperado. Tampouco pode se deixar paralisar por ele. Novamente, o equilíbrio entre a rapidez da resposta e a segurança das medidas corretivas, em especial ajustando as causas para se minimizar possíveis repetições, surge como a melhor alternativa a ser seguida.
É óbvio que o tempo nem sempre está sobre nossa governabilidade total. Mas, é possível trabalhar com mais atenção os fatores aliados que surgem nas intercorrências, transformando-os em vetores favoráveis de mudança.
Quem não possui o caminho alternativo (o plano "B"), certamente estará mais sujeito a se transformar em refém do imprevisto. Porém, àqueles que conseguirem desenvolver suas alternativas sem perder a visão do todo, sairão das situações críticas mais fortalecidos: como gestores, como pessoas e perante suas organizações.
Por isso, antes de lamentar as situações agudas, pare, respire e... agradeça! Ela pode ser o grande momento de você demonstrar toda a sua potencialidade retida!

15 de fev. de 2008

ENTRE O IDEAL E O POSSÍVEL

Bom Dia!

Estamos acompanhando através da imprensa, nestas últimas semanas, mais escândalos produzidos por nossos governantes. E isto tem desviado a atenção da maioria dos leitores de uma outra situação, criada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), agora relacionada à ampliação de coberturas e ao final da carência. Como sempre, a ANS usa de declarações que retratam lícitos desejos dos clientes de operadoras de saúde como justificativa para sua normas absolutistas e associa as mudanças das regras à busca da qualidade na Saúde Suplementar.
Não discutimos a legitimidade das aspirações. Os clientes devem querer sempre mais e exigir dos fornecedores o desenvolvimento de produtos que atendam-nos com o melhor custo possível.
Sem clientes não existem as operadoras. E sem estas últimas as agências reguladoras!
O que é lamentável é presenciarmos, novamente, meias-declarações da agência. Senão, vejamos:
* É fato que o mercado pode e deve melhorar a discussão da portabilidade (o final das carências nas transferências entre operadoras), pois ela não pode ser um instrumento de punição ao cliente. Mas é incontestável que sem uma regulamentação que assegure tratamentos iguais para situações iguais, e não assemelhe os planos entre sí apenas pela nomenclatura, sem considerar as coberturas efetivamente contratadas, estaremos dando mais um passo em direção ao abismo;
* É fato que a incorporação tecnológica desregulamentada e conduzida por empresas (fornecedores de materiais) que não se sujeitam a nenhuma regra regulatória, está afetando e inviabilizando o trabalho de todos no setor Saúde: dos profissionais honestos, dos hospitais, dos laboratórios e dos pagadores (planos de saúde). Aumentar a cobertura sem resolver este problema, no qual a ANS é omissa até esta hora em que escrevo, é de uma irresponsabilidade assustadora! Incorporar procedimentos para aparecer bem aos clientes pode ocasionar a desequilíbrio em diversas empresas e mesmo o seu fim.
Afinal, o que quer a ANS?
Um mercado mais regulado, transparente e propiciador da qualidade que a gestão do SUS não consegue dar à Saúde Pública, ou o fim do mercado suplementar? E os clientes, como ficam? Ou será que, em alguns anos, estaremos testemunhando os dirigentes da ANS declarando publicamente que também não conheciam estes riscos?

12 de fev. de 2008

BOAS NOVAS!

Bom Dia!

É muito bom recebermos boas notícias em qualquer momento de nossas vidas. Melhor ainda quando retomamos as atividades laborativas após as férias. Mas, excepcionalmente melhor quando estas boas notícias confirmam o que por diversas vezes debatemos neste espaço: o uso da tecnologia e conhecimento cinetíficos para prover a humanidade de soluções mais qualificadas em Saúde.
Uma pesquisa que vem se desenvolvendo na Europa, financiada pela Organização Mundial de Saúde e coordenada por pesquisadores suíços, testa a vacinação através do uso de sprays eliminando as seringas e invólucros atualmente usados. O medo de que a inalação causasse danos às células nasais (que se ligam às localizadas no cérebro) está praticamente afastado e as possibilidades são imensas:
1. A quebra de grande resistência daqueles que temem as injeções ou possuem traumas desta forma de se ministrar as vacinas;
2. A redução no custo final das imunizações pelas vantagens advindas do uso do aerosol;
3. A agilização no tempo total das campanhas.

Os pesquisadores suiços estimam que em breve terão início as experimentações clínicas. Ou seja, existe campo sim, e grande, para que a tecnologia seja usada de forma a propiciar melhorias para as populações, qualificações dos indicadores de saúde e, nos casos de empresas privadas, ganhos e rentabilidade desejadas pelos investidores.
Por que não generalizar?