Boa Noite!
O ser humano não pode parar, nunca! Da sua inconformidade com o mundo é que brotam as grandes transformações. Se pautadas por sólidos fundamentos, éticos fundamentos melhor dizendo, estas mudanças permitirão à sociedade melhorar, crescer, partilhar.
Por isso, e porque hoje é um dia de parada, apenas temporário, para a retomada vigorosa e\
acelerada da segunda feira, deixo-lhes os ensinamentos do Mestre PLATÃO:
"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida."
"Uma vida não questionada não merece ser vivida."
"Tente mover o mundo o primeiro passo será mover a si mesmo."
"Deus é verdade, e a luz é a sua sombra."
"Cometer injustiças é pior que sofrê-las.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de ago. de 2008
29 de ago. de 2008
A AIDS E O RELATIVISMO
Boa Noite!
Chega a ser assustador os dados que proliferam em todos os canais de comunicação acerca da AIDS. É mudança de perfil etário dos que soropositivos recém detectados, aliada à mudança de consciência (para pior) das camadas mais jovens, junto com a eterna lentidão das pesquisas voltadas à identificação do mecanismo que aciona o desequilíbrio celular e o surgimento desta perigosa síndrome.
Entretanto, meu maior receio ainda é a relativização de costumes e valores que, silenciosamente, alimenta o aumento da exposição aos fatores de risco de toda a sociedade contemporânea.
Os diversos canais formadores de opinião vêm repetindo, à exaustão e das mais diversificadas formas, a tese de que ser “LIVRE” é não observar mais princípios e valores antigos, criando a sensação de que cada um poderia escrever um código ético e moral próprio, personalizado e ajustado aos interesses individuais de cada um.
Para que ter cuidado, evitar a promiscuidade e a devassidão que são fatores comuns entre diversos contaminados, se uma verdadeira “lavagem cerebral” transformou estes comportamentos decadentes e degradantes em sinônimo de “liberdade”?
O relativismo tem conseguido distorcer princípios que estão atrelados à raça humana, dentre eles o respeito entre pessoas que se amam, transformando relacionamentos em peças descartáveis e dando ao casamento uma função meramente consumista e transitória.
Ora, se por um lado eu desqualifico a base fundamental da sociedade, como posso querer que a grande massa que eu condiciono dessa forma, procure e valorize qualquer tipo de prevenção, comprovadamente eficaz ou não? É, no mínimo, ridículo ver figuras públicas que de um lado se posicionam pelo “liberou geral” num determinado dia, vestirem camisas com “símbolos” de campanhas preventivas para pedir moderação e parcimônia no dia seguinte.
Seria risível, se não fosse trágico, tentar saber que imagem restou fixada no ouvinte: a primeira, na qual o ser humano (homem ou mulher) é incentivado a uma quase bestialidade na satisfação de seus desejos sexuais, sob o pretexto de “modernidade, viver o momento, ser feliz”(sic), ou uma outra imagem, mais séria e sóbria (como são bons nossos atores!) na qual pedem para atentar aos princípios e valores humanos de preservação da raça pela saúde! É triste, muito triste, testemunharmos o silêncio e a omissão de muitos, sob tais questões, com medo de serem tachados de “quadrados, ultrapassados”. Pode-se fixar um rótulo na consciência humana?
A AIDS é um agravo seríssimo, que deve merecer especial atenção dos gestores de saúde em todo o mundo, com ações de inclusão e apoio aos pacientes. Mas sua prevenção requer uma atitude corajosa de se discutir não apenas a marca ou espécie de “camisinha” a ser usada, e sim o comportamento, valores e princípios que esperamos sejam os prevalentes na sociedade humana.
Chega a ser assustador os dados que proliferam em todos os canais de comunicação acerca da AIDS. É mudança de perfil etário dos que soropositivos recém detectados, aliada à mudança de consciência (para pior) das camadas mais jovens, junto com a eterna lentidão das pesquisas voltadas à identificação do mecanismo que aciona o desequilíbrio celular e o surgimento desta perigosa síndrome.
Entretanto, meu maior receio ainda é a relativização de costumes e valores que, silenciosamente, alimenta o aumento da exposição aos fatores de risco de toda a sociedade contemporânea.
Os diversos canais formadores de opinião vêm repetindo, à exaustão e das mais diversificadas formas, a tese de que ser “LIVRE” é não observar mais princípios e valores antigos, criando a sensação de que cada um poderia escrever um código ético e moral próprio, personalizado e ajustado aos interesses individuais de cada um.
Para que ter cuidado, evitar a promiscuidade e a devassidão que são fatores comuns entre diversos contaminados, se uma verdadeira “lavagem cerebral” transformou estes comportamentos decadentes e degradantes em sinônimo de “liberdade”?
O relativismo tem conseguido distorcer princípios que estão atrelados à raça humana, dentre eles o respeito entre pessoas que se amam, transformando relacionamentos em peças descartáveis e dando ao casamento uma função meramente consumista e transitória.
Ora, se por um lado eu desqualifico a base fundamental da sociedade, como posso querer que a grande massa que eu condiciono dessa forma, procure e valorize qualquer tipo de prevenção, comprovadamente eficaz ou não? É, no mínimo, ridículo ver figuras públicas que de um lado se posicionam pelo “liberou geral” num determinado dia, vestirem camisas com “símbolos” de campanhas preventivas para pedir moderação e parcimônia no dia seguinte.
Seria risível, se não fosse trágico, tentar saber que imagem restou fixada no ouvinte: a primeira, na qual o ser humano (homem ou mulher) é incentivado a uma quase bestialidade na satisfação de seus desejos sexuais, sob o pretexto de “modernidade, viver o momento, ser feliz”(sic), ou uma outra imagem, mais séria e sóbria (como são bons nossos atores!) na qual pedem para atentar aos princípios e valores humanos de preservação da raça pela saúde! É triste, muito triste, testemunharmos o silêncio e a omissão de muitos, sob tais questões, com medo de serem tachados de “quadrados, ultrapassados”. Pode-se fixar um rótulo na consciência humana?
A AIDS é um agravo seríssimo, que deve merecer especial atenção dos gestores de saúde em todo o mundo, com ações de inclusão e apoio aos pacientes. Mas sua prevenção requer uma atitude corajosa de se discutir não apenas a marca ou espécie de “camisinha” a ser usada, e sim o comportamento, valores e princípios que esperamos sejam os prevalentes na sociedade humana.
28 de ago. de 2008
DEPRESSÃO: A NOITE SEM FIM
Boa Noite!
Quando os primeiros raios do sol começam a nascer, em especial sobre o mar, invade-nos uma sensação de conforto e amparo indescritíveis. É como se aqueles fiapos iniciais da luz solar reavivassem em cada ser humano a certeza da vitória, o recomeço da esperança, o fim das trevas!
A luz vai ocupando seu espaço e a escuridão, com seus medos agregados, sua tenebrosa opressão e a sensação de indefinição e pequenez que as trevas nos incutem, perde espaço e desaparece do nosso horizonte. O homem respira o mesmo ar da noite, mas que parece revigorado pela brisa da manhã. Que belo momento é o amanhecer.
Descrevo-o porque, para mim, a depressão é uma noite que não termina. Todos os nossos semelhantes, vítimas desta silenciosa e cruel patologia, estão aprisionados por sombras que, mesmo contra suas vontades conscientes, insistem em não deixá-los.
Quanta angústia que surge do nada! Quanta tristeza sem que se possa compreendê-la ou associá-la a um fato qualquer! Quanta solidão ainda que cercados de tantos que querem o bem e amam ao depressivo!
Esta verdadeira praga do crescimento e desenvolvimento capitalista, chamada solidão urbana, veio a transformar a depressão de uma preocupante patologia mental, numa verdadeira “epidemia” que se alastra em todos os países, níveis sociais e culturais, povos e raças.
Segundo um estudo da Universidade de Illinois (Chicago/Estados Unidos), publicado no International Journal of Psychiatric in Medicine, 16% da população moderna pesquisada, apresentavam sinais claros de depressão. Ou seja, se você trabalha num ambiente com 30 pessoas, no mínimo duas delas possuem esta patologia e, certamente, com medo de serem despedidas ou tachadas de “loucas”, manter-se-ão silenciosas, prisioneiras de si mesmas, até que a doença as derrote, muitas vezes de forma irreversível.
Por outro lado, o volume de metas, objetivos a serem alcançados, desafios para se preservar o emprego, assédios de toda ordem, pressões e mais pressões, estão levando todos os seres humanos ao limite de sua capacidade intelectual e à perigosa área fronteiriça entre a estabilidade racional e a instabilidade psíquica.
Este insensato volume de sofrimento que a sociedade contemporânea produz em seus filhos, sob o pretexto de “busca da felicidade”, já superou de muito os níveis toleráveis e aceitáveis pela inteligência humana. Dizendo que buscamos a felicidade, e representando-a sob a forma de bens materiais e consumo desenfreado, estamos nos tornando cada vez mais burros e, o que é pior, insensíveis aos que sofrem em nosso derredor.
A depressão requer uma alta dose de compreensão, é verdade. Mas ela exige de cada um de nós a mais alta expressão da existência humana: a solidariedade. Não é fácil, reconheço-o. Mas se tornará menos difícil se conseguirmos nos lembrar que, para nós, o dia sempre chegará, com o sol lindo e a brisa revigorante de uma manhã. Para aqueles que sofrem de depressão, porém, a noite nunca termina .
Quando os primeiros raios do sol começam a nascer, em especial sobre o mar, invade-nos uma sensação de conforto e amparo indescritíveis. É como se aqueles fiapos iniciais da luz solar reavivassem em cada ser humano a certeza da vitória, o recomeço da esperança, o fim das trevas!
A luz vai ocupando seu espaço e a escuridão, com seus medos agregados, sua tenebrosa opressão e a sensação de indefinição e pequenez que as trevas nos incutem, perde espaço e desaparece do nosso horizonte. O homem respira o mesmo ar da noite, mas que parece revigorado pela brisa da manhã. Que belo momento é o amanhecer.
Descrevo-o porque, para mim, a depressão é uma noite que não termina. Todos os nossos semelhantes, vítimas desta silenciosa e cruel patologia, estão aprisionados por sombras que, mesmo contra suas vontades conscientes, insistem em não deixá-los.
Quanta angústia que surge do nada! Quanta tristeza sem que se possa compreendê-la ou associá-la a um fato qualquer! Quanta solidão ainda que cercados de tantos que querem o bem e amam ao depressivo!
Esta verdadeira praga do crescimento e desenvolvimento capitalista, chamada solidão urbana, veio a transformar a depressão de uma preocupante patologia mental, numa verdadeira “epidemia” que se alastra em todos os países, níveis sociais e culturais, povos e raças.
Segundo um estudo da Universidade de Illinois (Chicago/Estados Unidos), publicado no International Journal of Psychiatric in Medicine, 16% da população moderna pesquisada, apresentavam sinais claros de depressão. Ou seja, se você trabalha num ambiente com 30 pessoas, no mínimo duas delas possuem esta patologia e, certamente, com medo de serem despedidas ou tachadas de “loucas”, manter-se-ão silenciosas, prisioneiras de si mesmas, até que a doença as derrote, muitas vezes de forma irreversível.
Por outro lado, o volume de metas, objetivos a serem alcançados, desafios para se preservar o emprego, assédios de toda ordem, pressões e mais pressões, estão levando todos os seres humanos ao limite de sua capacidade intelectual e à perigosa área fronteiriça entre a estabilidade racional e a instabilidade psíquica.
Este insensato volume de sofrimento que a sociedade contemporânea produz em seus filhos, sob o pretexto de “busca da felicidade”, já superou de muito os níveis toleráveis e aceitáveis pela inteligência humana. Dizendo que buscamos a felicidade, e representando-a sob a forma de bens materiais e consumo desenfreado, estamos nos tornando cada vez mais burros e, o que é pior, insensíveis aos que sofrem em nosso derredor.
A depressão requer uma alta dose de compreensão, é verdade. Mas ela exige de cada um de nós a mais alta expressão da existência humana: a solidariedade. Não é fácil, reconheço-o. Mas se tornará menos difícil se conseguirmos nos lembrar que, para nós, o dia sempre chegará, com o sol lindo e a brisa revigorante de uma manhã. Para aqueles que sofrem de depressão, porém, a noite nunca termina .
27 de ago. de 2008
PELO DIREITO À VIDA!
Boa Noite!
Retoma-se no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da Ação impetrada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) que exige a liberação do aborto para os casos de fetos anencéfalos. Por mais que sejam expostas causas e argumentos dos que defendem a liberação do procedimento abortivo, e este caso é apenas um balão de ensaio para a grande discussão, penso que a maior fundamentação contrária a esta verdadeira execução legalizada, é dada pela Sra. Cacilda Galanto Ferreira, mãe da menina Marcela:
"Nunca me passou pela minha cabeça interromper a gravidez", comentou ela, após assistir às palestras.
Ela garante que não se arrepende da decisão que tomou e diz ter sido feliz durante o período que passou com a filha. Existe uma nuance às vezes desapercebida de pessoas bem intencionadas e que se deixam levar pela falsa informação de que a discussão é religiosa: a mão não falou do feto, mas do estado, do processo, do conteúdo essencial da questão – a gravidez, ou a capacidade da vida florescer em uma mulher.
É a vida nascedouro, ainda que limitada, mesmo que incompleta, que deve ser o objeto da atenção dos que militam no campo da saúde, dos que lideram as nações e, claro, do que legislam e garantem que a lei seja cumprida.
A gravidez é um processo sublime dentro da natureza, pois é único e próprio. Estar grávida deve ser sempre percebido pela sociedade como o ápice das suas vitórias e, por isso mesmo, a gestante deve ser merecedora de toda a tutela e proteção do Estado, antes, durante e pós-gestação. E o feto? Por acaso se pode separar gestante do ser que está sendo gerido?
A felicidade da Sra. Cacilda não foi considerada em nenhum momento pelos ilustres Ministros do STF, empolados em seus altos saberes jurídicos e numa profícua terminologia técnica que encanta todos os estudiosos e profissionais do Direito, mas deveria deixar preocupado os verdadeiros defensores da vida pela distância e frieza quanto tratam da defesa da gestação e do feto.
A tentativa de se transformar em debate teológico uma questão que, apesar de envolver a opção religiosa, diz respeito essencialmente à defesa da vida, não é fortuita ou gratuita. Ela pretende fazer com que a opinião pública deixe de pensar no conteúdo do que se está debatendo e fique refém desta ou daquela escolha por uma Igreja ou um credo.
No momento em que se reacendem na Europa velhos brados racistas e excludentes, proliferam movimentos e atos nazistas, parece que o mundo todo, e nós brasileiros, resolvemos esquecer a eugenia apregoada e transformada em fundamento teórico do extermínio dos nossos irmãos judeus, para transformá-la numa absurda tese de “direito à escolha pela mulher”.
Ora, que direito à escolha tiveram as mulheres judias? E as descendentes de cigano? E as que professavam ser testemunhas de Jeová, no Estado nazista? Que direito foi assegurado aos inválidos, aos portadores de doenças graves, aos doentes mentais, quando Hitler decidiu exterminá-los por não serem portadores de uma “vida plena”?
E agora o discurso de vida plena é usado para legalizar-se o aborto?
Somos tolos úteis ou acomodados coniventes? Direito à escolha, para mim, é aquele que se associa à garantia da vida. Seja ela de uma pessoa ou feto saudável, seja ela de alguém que, possuidor de necessidade especial, deformidade ou seja lá o que for, requer da sociedade e não apenas de seus pais, um amor dobrado, constante e corajoso!
Retoma-se no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da Ação impetrada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) que exige a liberação do aborto para os casos de fetos anencéfalos. Por mais que sejam expostas causas e argumentos dos que defendem a liberação do procedimento abortivo, e este caso é apenas um balão de ensaio para a grande discussão, penso que a maior fundamentação contrária a esta verdadeira execução legalizada, é dada pela Sra. Cacilda Galanto Ferreira, mãe da menina Marcela:
"Nunca me passou pela minha cabeça interromper a gravidez", comentou ela, após assistir às palestras.
Ela garante que não se arrepende da decisão que tomou e diz ter sido feliz durante o período que passou com a filha. Existe uma nuance às vezes desapercebida de pessoas bem intencionadas e que se deixam levar pela falsa informação de que a discussão é religiosa: a mão não falou do feto, mas do estado, do processo, do conteúdo essencial da questão – a gravidez, ou a capacidade da vida florescer em uma mulher.
É a vida nascedouro, ainda que limitada, mesmo que incompleta, que deve ser o objeto da atenção dos que militam no campo da saúde, dos que lideram as nações e, claro, do que legislam e garantem que a lei seja cumprida.
A gravidez é um processo sublime dentro da natureza, pois é único e próprio. Estar grávida deve ser sempre percebido pela sociedade como o ápice das suas vitórias e, por isso mesmo, a gestante deve ser merecedora de toda a tutela e proteção do Estado, antes, durante e pós-gestação. E o feto? Por acaso se pode separar gestante do ser que está sendo gerido?
A felicidade da Sra. Cacilda não foi considerada em nenhum momento pelos ilustres Ministros do STF, empolados em seus altos saberes jurídicos e numa profícua terminologia técnica que encanta todos os estudiosos e profissionais do Direito, mas deveria deixar preocupado os verdadeiros defensores da vida pela distância e frieza quanto tratam da defesa da gestação e do feto.
A tentativa de se transformar em debate teológico uma questão que, apesar de envolver a opção religiosa, diz respeito essencialmente à defesa da vida, não é fortuita ou gratuita. Ela pretende fazer com que a opinião pública deixe de pensar no conteúdo do que se está debatendo e fique refém desta ou daquela escolha por uma Igreja ou um credo.
No momento em que se reacendem na Europa velhos brados racistas e excludentes, proliferam movimentos e atos nazistas, parece que o mundo todo, e nós brasileiros, resolvemos esquecer a eugenia apregoada e transformada em fundamento teórico do extermínio dos nossos irmãos judeus, para transformá-la numa absurda tese de “direito à escolha pela mulher”.
Ora, que direito à escolha tiveram as mulheres judias? E as descendentes de cigano? E as que professavam ser testemunhas de Jeová, no Estado nazista? Que direito foi assegurado aos inválidos, aos portadores de doenças graves, aos doentes mentais, quando Hitler decidiu exterminá-los por não serem portadores de uma “vida plena”?
E agora o discurso de vida plena é usado para legalizar-se o aborto?
Somos tolos úteis ou acomodados coniventes? Direito à escolha, para mim, é aquele que se associa à garantia da vida. Seja ela de uma pessoa ou feto saudável, seja ela de alguém que, possuidor de necessidade especial, deformidade ou seja lá o que for, requer da sociedade e não apenas de seus pais, um amor dobrado, constante e corajoso!
26 de ago. de 2008
OS REMÉDIOS E A PREVENÇÃO À SAÚDE
Boa Noite!
“O consumo de um medicamento sempre implica risco”.
(Maria José Delgado – ANVISA, no GLOBO de 25.08.2008)
Após mais de três anos de discussões, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) está prestes a divulgar resolução que trata do marketing das indústrias farmacêuticas no país. Ela pretende regulamentar o verdadeiro exagero de se contratar atores e atrizes famosas para, com sua credibilidade pessoal, levar aos telespectadores a sensação de “cura milagrosa” por parte de um remédio.
Não se trata de cerceamento e nem de se interferir na área da propaganda. O que não se pode mais tolerar é a repetição de formas, nas quais a figura pessoal vale mais do que as informações necessárias ao consumo da droga que se deseja vender.
Os fármacos são aliados importantes na cura dos pacientes, mas não podem se tornar os eixos principais das intervenções. O conhecimento técnico da equipe que intervém no processo de sofrimento do paciente é a principal arma no combate às enfermidades. Sobrepor os remédios àquela intervenção, ou dar-lhes um lugar privilegiado na relação médico-paciente, constitui-se no maior equívoco que herdamos dos grandes avanços conceituais experimentados pela Saúde no Século XX.
Deve ser preocupação de todas as organizações que atuam na saúde coletiva, seja esta pública ou privada, dar a dimensão e importância devidas ao que é forma e o que é conteúdo na questão da gestão de cuidados.
A identificação, o mapeamento das necessidades atuais de cada grupo familiar exposto a um grau de sofrimento, e as conseqüentes e imediatas ações de restauração e/ou prevenção são os pilares da atuação de um sistema de saúde. Estas são tecnologias não materializadas, mas de comprovada efetividade.
Os remédios são ferramentas complementares e assim devem ser apresentadas ao público consumidor. Eles têm, sim, como o afirmou a representante da ANVISA, efeitos colaterais que expõem os pacientes a riscos. E Risco é sempre algo a ser evitado, todas as vezes em que for possível fazê-lo.
A regulamentação da propaganda não deve ser combatida e nem criticada pela indústria farmacêutica. Antes, deve ser saudada como instrumento diferenciador da empresa detentora de qualidade em relação àquelas que possuem um registro comercial e fabril, nada mais agregando ao sistema de saúde além disto.
“O consumo de um medicamento sempre implica risco”.
(Maria José Delgado – ANVISA, no GLOBO de 25.08.2008)
Após mais de três anos de discussões, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) está prestes a divulgar resolução que trata do marketing das indústrias farmacêuticas no país. Ela pretende regulamentar o verdadeiro exagero de se contratar atores e atrizes famosas para, com sua credibilidade pessoal, levar aos telespectadores a sensação de “cura milagrosa” por parte de um remédio.
Não se trata de cerceamento e nem de se interferir na área da propaganda. O que não se pode mais tolerar é a repetição de formas, nas quais a figura pessoal vale mais do que as informações necessárias ao consumo da droga que se deseja vender.
Os fármacos são aliados importantes na cura dos pacientes, mas não podem se tornar os eixos principais das intervenções. O conhecimento técnico da equipe que intervém no processo de sofrimento do paciente é a principal arma no combate às enfermidades. Sobrepor os remédios àquela intervenção, ou dar-lhes um lugar privilegiado na relação médico-paciente, constitui-se no maior equívoco que herdamos dos grandes avanços conceituais experimentados pela Saúde no Século XX.
Deve ser preocupação de todas as organizações que atuam na saúde coletiva, seja esta pública ou privada, dar a dimensão e importância devidas ao que é forma e o que é conteúdo na questão da gestão de cuidados.
A identificação, o mapeamento das necessidades atuais de cada grupo familiar exposto a um grau de sofrimento, e as conseqüentes e imediatas ações de restauração e/ou prevenção são os pilares da atuação de um sistema de saúde. Estas são tecnologias não materializadas, mas de comprovada efetividade.
Os remédios são ferramentas complementares e assim devem ser apresentadas ao público consumidor. Eles têm, sim, como o afirmou a representante da ANVISA, efeitos colaterais que expõem os pacientes a riscos. E Risco é sempre algo a ser evitado, todas as vezes em que for possível fazê-lo.
A regulamentação da propaganda não deve ser combatida e nem criticada pela indústria farmacêutica. Antes, deve ser saudada como instrumento diferenciador da empresa detentora de qualidade em relação àquelas que possuem um registro comercial e fabril, nada mais agregando ao sistema de saúde além disto.
25 de ago. de 2008
SER GRANDE NOS DESAFIOS
Boa Noite!
As imensas mudanças de nossos dias, sejam nos mercados onde atuam nossas organizações, sejam nas próprias empresas onde atuamos, geram reflexos e comportamentos bastante diversos nos profissionais. Enquanto alguns encaram as mudanças, sejam para melhor, sejam elas para pior, como um desafio de carreira, requerendo um grau tolerável de sofrimento, mas principalmente um maior grau de crescimento para superá-las, outros gestores, talvez a grande maioria, tornam-se pequenos diante dos problemas.
Diminuir em qualquer operação aritmética, e também na vida corporativa, significa repassar uma maior parcela de si para outrem. E estes nem sempre com competência e merecimento de recebê-las. Ou seja, se abro mão de minha competência, para não criar um aparente "conflito", estou apenas antecipando outras perigosas concessões. Amanhã, pedirão que abramos mão de nossos princípios, e aí? Encaramos este tipo de pressão?
Existem tempos difíceis em qualquer relação humana. Seja ela constituída por troca de interesses econômicos e financeiros, como ocorre numa empresa, seja esta relação decorrente de sentimentos nobres e profundos, como o amor, por exemplo.
Não há possibilidade de nos encerrarmos numa redoma blindada e protegida contra estas situações. O que existe é a nossa força de vontade, a perseverança que deve ser redescoberta em especial nos momentos de perseguição e injustiça.
A firmeza de nosso caráter e a assunção de uma postura ainda mais profissional, quanto maior for a incompetência reinante, tornar-nos-ão "grandes" perante as dificuldades. Assim, poderemos ver as oportunidades que estes momentos trazem e não cairemos, JAMAIS, na ilusão de que se nos encolhemos, e nos tornamos pequenos, poderemos sobreviver às injustiças.
Pense ético, seja firme, reforçe a técnica e deixe a fuga e o recolhimento para os covardes!
As imensas mudanças de nossos dias, sejam nos mercados onde atuam nossas organizações, sejam nas próprias empresas onde atuamos, geram reflexos e comportamentos bastante diversos nos profissionais. Enquanto alguns encaram as mudanças, sejam para melhor, sejam elas para pior, como um desafio de carreira, requerendo um grau tolerável de sofrimento, mas principalmente um maior grau de crescimento para superá-las, outros gestores, talvez a grande maioria, tornam-se pequenos diante dos problemas.
Diminuir em qualquer operação aritmética, e também na vida corporativa, significa repassar uma maior parcela de si para outrem. E estes nem sempre com competência e merecimento de recebê-las. Ou seja, se abro mão de minha competência, para não criar um aparente "conflito", estou apenas antecipando outras perigosas concessões. Amanhã, pedirão que abramos mão de nossos princípios, e aí? Encaramos este tipo de pressão?
Existem tempos difíceis em qualquer relação humana. Seja ela constituída por troca de interesses econômicos e financeiros, como ocorre numa empresa, seja esta relação decorrente de sentimentos nobres e profundos, como o amor, por exemplo.
Não há possibilidade de nos encerrarmos numa redoma blindada e protegida contra estas situações. O que existe é a nossa força de vontade, a perseverança que deve ser redescoberta em especial nos momentos de perseguição e injustiça.
A firmeza de nosso caráter e a assunção de uma postura ainda mais profissional, quanto maior for a incompetência reinante, tornar-nos-ão "grandes" perante as dificuldades. Assim, poderemos ver as oportunidades que estes momentos trazem e não cairemos, JAMAIS, na ilusão de que se nos encolhemos, e nos tornamos pequenos, poderemos sobreviver às injustiças.
Pense ético, seja firme, reforçe a técnica e deixe a fuga e o recolhimento para os covardes!
23 de ago. de 2008
AUDITORIA EM SAÚDE E GESTÃO ESTRATÉGICA - PARTE 2
Bom Dia!
A Sinistralidade é fator de preocupação constante das organizações brasileiras, aonde já chegam a atingir o alarmante índice de 80% (oitenta por cento)[i], passível de inviabilizar todo o sistema privado. Aos auditores cabe municiar a gestão estratégica destas organizações com sinalizadores colhidos no mercado onde atuem, além de propostas técnicas que viabilizem novas formas de acordo (preços referenciados para eventos específicos; critérios técnicos para incorporação de tecnologias que não possuam normativos legais; indicativos de tendências resultantes da mudança de perfil das carteiras assistidas, dentre outros).
Eis apresentadas as razões para que, ao se atuar com foco nos sinistros, as organizações dotem seus gestores de alçada decisória suficiente para, rapidamente, deliberarem sobre as propostas apontadas por seus auditores. Sem perder o foco dos objetivos estratégicos declarados, os administradores terão da avaliar as melhores alternativas dentre as elencadas que assegurem a contenção do índice de sinistralidade, mantendo todo o sistema num curso evolutivo, rumo à visão pactuada.
No caso da Gestão de Riscos, as organizações agregam ao componente de sinistralidade, um requisito prévio: o mapeamento das necessidades presentes de sua população assistida ou, no mínimo, aquelas que são razoáveis projetarem-se em função do perfil demográfico existente. A forma de intervenção pode ser financeira (repassando-se os custos das populações com maior número de agravos àquelas mais hígidas), ou técnico-administrativa (regulando-se o acesso aos recursos e/ou direcionando-se a demanda em função das necessidades identificadas para redes previamente delimitadas). Este gerenciamento requer, assim, para tornar-se algo concreto, uma gestão ampliada para o foco da Assistência em Saúde.
Em tais casos a atuação dos auditores está voltada para dois campos bem característicos: no âmbito interno, acompanhando os serviços de saúde próprios e avaliando a qualidade do atendimento oferecido, o nível de resolutividade e a precisão dos encaminhamentos. No âmbito externo, assegurando-se de que a Rede de Serviços não está praticando excessos no uso dos recursos existentes, garantindo o equilíbrio do sistema. O mapeamento dos riscos requer unidades de serviço bastante focadas e treinadas ou uma rede específica de profissionais generalistas capazes de produzir um sólido levantamento das necessidades.
Desta opção derivam-se os sistemas privados gerenciados que dominam, por exemplo, o mercado americano, popularizados sob a alcunha de “managed care”. Os cuidados são gerenciados com o foco do equilíbrio econômico e financeiro das corporações e por isso tornam-se mais pobres as formas de seguimento e a intervenção em saúde. Este fato, entretanto, não reduz o papel do auditor e nem restringe sua atuação.
O auditor deverá identificar alternativas mais qualificadas no tratar os riscos das populações assistidas, tanto a partir da análise das ações em saúde desenvolvidas nos serviços próprios, como nas possibilidades existentes no mercado onde atua, quer na área privada quer no setor público. Aliás, a aproximação com a Academia para o estabelecimento de parcerias de trabalho voltadas para a promoção da saúde, não requer que nenhuma das duas esferas seja descaracterizada por isso. As organizações podem co-financiar pesquisas e ações das universidades que agreguem qualidade de vida aos seus usuários, ao passo em que estas podem aprimorar as ferramentas criadas trazendo a experiência de campo para suas formulações teóricas já pensadas e elaboradas.
[i] ALFACE, P. Diário de São Paulo, Edição de 16.07.04. São Paulo, 2004.
A Sinistralidade é fator de preocupação constante das organizações brasileiras, aonde já chegam a atingir o alarmante índice de 80% (oitenta por cento)[i], passível de inviabilizar todo o sistema privado. Aos auditores cabe municiar a gestão estratégica destas organizações com sinalizadores colhidos no mercado onde atuem, além de propostas técnicas que viabilizem novas formas de acordo (preços referenciados para eventos específicos; critérios técnicos para incorporação de tecnologias que não possuam normativos legais; indicativos de tendências resultantes da mudança de perfil das carteiras assistidas, dentre outros).
Eis apresentadas as razões para que, ao se atuar com foco nos sinistros, as organizações dotem seus gestores de alçada decisória suficiente para, rapidamente, deliberarem sobre as propostas apontadas por seus auditores. Sem perder o foco dos objetivos estratégicos declarados, os administradores terão da avaliar as melhores alternativas dentre as elencadas que assegurem a contenção do índice de sinistralidade, mantendo todo o sistema num curso evolutivo, rumo à visão pactuada.
No caso da Gestão de Riscos, as organizações agregam ao componente de sinistralidade, um requisito prévio: o mapeamento das necessidades presentes de sua população assistida ou, no mínimo, aquelas que são razoáveis projetarem-se em função do perfil demográfico existente. A forma de intervenção pode ser financeira (repassando-se os custos das populações com maior número de agravos àquelas mais hígidas), ou técnico-administrativa (regulando-se o acesso aos recursos e/ou direcionando-se a demanda em função das necessidades identificadas para redes previamente delimitadas). Este gerenciamento requer, assim, para tornar-se algo concreto, uma gestão ampliada para o foco da Assistência em Saúde.
Em tais casos a atuação dos auditores está voltada para dois campos bem característicos: no âmbito interno, acompanhando os serviços de saúde próprios e avaliando a qualidade do atendimento oferecido, o nível de resolutividade e a precisão dos encaminhamentos. No âmbito externo, assegurando-se de que a Rede de Serviços não está praticando excessos no uso dos recursos existentes, garantindo o equilíbrio do sistema. O mapeamento dos riscos requer unidades de serviço bastante focadas e treinadas ou uma rede específica de profissionais generalistas capazes de produzir um sólido levantamento das necessidades.
Desta opção derivam-se os sistemas privados gerenciados que dominam, por exemplo, o mercado americano, popularizados sob a alcunha de “managed care”. Os cuidados são gerenciados com o foco do equilíbrio econômico e financeiro das corporações e por isso tornam-se mais pobres as formas de seguimento e a intervenção em saúde. Este fato, entretanto, não reduz o papel do auditor e nem restringe sua atuação.
O auditor deverá identificar alternativas mais qualificadas no tratar os riscos das populações assistidas, tanto a partir da análise das ações em saúde desenvolvidas nos serviços próprios, como nas possibilidades existentes no mercado onde atua, quer na área privada quer no setor público. Aliás, a aproximação com a Academia para o estabelecimento de parcerias de trabalho voltadas para a promoção da saúde, não requer que nenhuma das duas esferas seja descaracterizada por isso. As organizações podem co-financiar pesquisas e ações das universidades que agreguem qualidade de vida aos seus usuários, ao passo em que estas podem aprimorar as ferramentas criadas trazendo a experiência de campo para suas formulações teóricas já pensadas e elaboradas.
[i] ALFACE, P. Diário de São Paulo, Edição de 16.07.04. São Paulo, 2004.
22 de ago. de 2008
AUDITORIA EM SAÚDE E GESTÃO ESTRATÉGICA - Parte 1
Boa Noite!
Uma tendência esperada neste novo século, com relação aos usuários dos sistemas de Saúde é a de assumirem, cada vez mais, seus direitos enquanto cidadãos e financiadores diretos (ou indiretos) dos mesmos. O ser humano quer estabilidade e paz em todos os níveis da sociedade, inclusive na questão saúde. Tentar associar este estado de bem estar e equilíbrio às parafernálias tecnológicas dos equipamentos não deverá produzir mais os efeitos anteriormente observados. Logo, as organizações que conseguirem definir suas intenções estratégicas (Visão, Missão e Objetivos) voltadas para a Atenção Integral à Saúde de seus usuários, podem largar na dianteira desta corrida contra o tempo perdido.
Da mesma forma, a revisão do escopo de atuação das auditorias e dos resultados esperados com seus trabalhos, se associados à qualificação do sistema como um todo, propiciará a diminuição da resistência apresentada, em geral, contra a delicada intervenção regulatória. Sob esta lógica, vislumbramos três modalidades principais para seu desenvolvimento: a Auditoria de Sinistros; a Auditoria de Riscos e aquela voltada para a Qualidade.
A sinistralidade é um conceito oriundo da área dos seguros e está ligada à ocorrência dos eventos para os quais se negociou e contratou coberturas. Trata-se, assim, de ocorrências que geram posteriores acompanhamentos. Quando trazida para a Saúde, a sinistralidade manteve sua lógica e expressa para a organização, um consumo de recursos que haviam sido anteriormente contratados.
Quando uma organização resolve adotar a gestão por sinistralidade ela delimita o perfil de sua atuação para a reatividade. Mesmo que adote ferramentas específicas de monitoramento, estará pautando suas ações (e reações) em função da morbidade observada pela demanda efetiva. Fica restrita ou quase impossibilitada sua atuação preventiva, salvo de forma extremamente generalizada e por isso dispersa. Embora não demande grandes estruturas de recursos (exceto um moderno e eficiente sistema de informação), uma gestão para ser efetiva nesta forma de atuar exige profissionais com perfil diferenciado e elevado conhecimento técnico.
Neste contexto, a Auditoria de Sinistros pressupõe: a informação de forma rápida e dinâmica, se possível sendo oferecida e monitorada “on-line”; técnicos com experiência hospitalar e cirúrgica suficiente para interpretar com segurança os dados divulgados; e estrutura decisória flexível e capaz de rapidamente analisar e decidir sobre as situações surgidas.
A informação em tempo real permite ao auditor identificar, no instante da autorização do evento, os potenciais impactadores de custos que, em geral, estão agregados aos procedimentos mais invasivos e/ou de alta complexidade. À parte a discussão dos resultados para a saúde dos indivíduos, bastante questionados atualmente, este acompanhamento evitará a ocorrência dos indesejados EXCESSOS de consumo. Enquanto o gestor revê suas projeções, o auditor pode monitorar e intervir nas concessões (se houver razão técnica e legal para tanto), ou já iniciar o rito negocial que minimize o impacto final esperado para o evento.
Neste instante prevalecerá o segundo requisito desta forma de auditoria: a experiência profissional e o conhecimento acumulado dos técnicos que estarão envolvidos, quer na avaliação do que se está autorizando, quer nas negociações de preços do que já foi autorizado. O domínio da estrutura de custos hospitalares bem como das tecnologias envolvidas no procedimento será, sempre, um diferencial insubstituível nas mesas de negociação. Ao auditor caberá, independentemente da condução principal do gestor, participação efetiva e expressiva nas rediscussões de valores e acordos comerciais com os prestadores credenciados ou autorizados na RedeAo tempo em que se desenrola este acerto, os auditores têm em suas mãos as informações que irão qualificar as análises futuras das coberturas oferecidas pelas organizações em relação aos riscos esperados pela composição demográfica das carteiras. E isto vale tanto para uma organização privada, onde a elevação do consumo poderá impactar no custo final do produto (e no preço de venda ao usuário); quanto numa organização pública (onde a gestão do orçamento e, portanto, da fonte de financiamento do sistema sofre influência de variáveis diversas além da governabilidade dos gestores).
Uma tendência esperada neste novo século, com relação aos usuários dos sistemas de Saúde é a de assumirem, cada vez mais, seus direitos enquanto cidadãos e financiadores diretos (ou indiretos) dos mesmos. O ser humano quer estabilidade e paz em todos os níveis da sociedade, inclusive na questão saúde. Tentar associar este estado de bem estar e equilíbrio às parafernálias tecnológicas dos equipamentos não deverá produzir mais os efeitos anteriormente observados. Logo, as organizações que conseguirem definir suas intenções estratégicas (Visão, Missão e Objetivos) voltadas para a Atenção Integral à Saúde de seus usuários, podem largar na dianteira desta corrida contra o tempo perdido.
Da mesma forma, a revisão do escopo de atuação das auditorias e dos resultados esperados com seus trabalhos, se associados à qualificação do sistema como um todo, propiciará a diminuição da resistência apresentada, em geral, contra a delicada intervenção regulatória. Sob esta lógica, vislumbramos três modalidades principais para seu desenvolvimento: a Auditoria de Sinistros; a Auditoria de Riscos e aquela voltada para a Qualidade.
A sinistralidade é um conceito oriundo da área dos seguros e está ligada à ocorrência dos eventos para os quais se negociou e contratou coberturas. Trata-se, assim, de ocorrências que geram posteriores acompanhamentos. Quando trazida para a Saúde, a sinistralidade manteve sua lógica e expressa para a organização, um consumo de recursos que haviam sido anteriormente contratados.
Quando uma organização resolve adotar a gestão por sinistralidade ela delimita o perfil de sua atuação para a reatividade. Mesmo que adote ferramentas específicas de monitoramento, estará pautando suas ações (e reações) em função da morbidade observada pela demanda efetiva. Fica restrita ou quase impossibilitada sua atuação preventiva, salvo de forma extremamente generalizada e por isso dispersa. Embora não demande grandes estruturas de recursos (exceto um moderno e eficiente sistema de informação), uma gestão para ser efetiva nesta forma de atuar exige profissionais com perfil diferenciado e elevado conhecimento técnico.
Neste contexto, a Auditoria de Sinistros pressupõe: a informação de forma rápida e dinâmica, se possível sendo oferecida e monitorada “on-line”; técnicos com experiência hospitalar e cirúrgica suficiente para interpretar com segurança os dados divulgados; e estrutura decisória flexível e capaz de rapidamente analisar e decidir sobre as situações surgidas.
A informação em tempo real permite ao auditor identificar, no instante da autorização do evento, os potenciais impactadores de custos que, em geral, estão agregados aos procedimentos mais invasivos e/ou de alta complexidade. À parte a discussão dos resultados para a saúde dos indivíduos, bastante questionados atualmente, este acompanhamento evitará a ocorrência dos indesejados EXCESSOS de consumo. Enquanto o gestor revê suas projeções, o auditor pode monitorar e intervir nas concessões (se houver razão técnica e legal para tanto), ou já iniciar o rito negocial que minimize o impacto final esperado para o evento.
Neste instante prevalecerá o segundo requisito desta forma de auditoria: a experiência profissional e o conhecimento acumulado dos técnicos que estarão envolvidos, quer na avaliação do que se está autorizando, quer nas negociações de preços do que já foi autorizado. O domínio da estrutura de custos hospitalares bem como das tecnologias envolvidas no procedimento será, sempre, um diferencial insubstituível nas mesas de negociação. Ao auditor caberá, independentemente da condução principal do gestor, participação efetiva e expressiva nas rediscussões de valores e acordos comerciais com os prestadores credenciados ou autorizados na RedeAo tempo em que se desenrola este acerto, os auditores têm em suas mãos as informações que irão qualificar as análises futuras das coberturas oferecidas pelas organizações em relação aos riscos esperados pela composição demográfica das carteiras. E isto vale tanto para uma organização privada, onde a elevação do consumo poderá impactar no custo final do produto (e no preço de venda ao usuário); quanto numa organização pública (onde a gestão do orçamento e, portanto, da fonte de financiamento do sistema sofre influência de variáveis diversas além da governabilidade dos gestores).
21 de ago. de 2008
O ÍNDICE DA FELICIDADE FUTURA
Boa Noite!
A Fundação Getúlio Vargas está em ritos finais de lançamento do Índice de Felicidade Futura (IFF) em nosso país. Este novo indicador mensurará o percentual de alcance das expectativas, ou seja, a transformação em realidade de fatores aos quais se atribui economicamente a “felicidade” dos consumidores nacionais, das mais diversas faixas sociais. Este indicador permitirá, também, contemplarmos como deverá se comportar o otimismo dos consumidores e, por conseqüência, o próprio consumo nacional.
Num país em que a renda média da classe “C”, nos últimos quatro anos, cresceu 22,8%, é de se esperar que o IFF esteja em alta, ou seja, consumidores felizes que sempre significa vendas. Ainda, cerca de 43% da população brasileira localiza-se nesta camada social (renda bruta mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.561), que tem como um dos seus grandes e prioritários objetivos, a vontade de possuir uma boa cobertura médica-hospitalar, leia-se, um Plano de Saúde!
Vale registrar que dentre os mais ricos (classes A e B), a variação positiva de seus rendimentos entre 2004/2008 foi de 33,6%, assegurando-lhes os recursos necessários à manutenção de seu padrão de vida e reforçando que, para os integrantes destes grupos, não é financeiro o motivo pela qual não buscarão produtos no segmento de Saúde Suplementar.
Ora, diante deste quadro mercadológico, as empresas profissionais deverão antecipar as expectativas dos seus potenciais clientes, reforçar os diferenciais possuídos e promover estratégias de captação que não apenas os convençam a ingressarem em suas carteiras: assegure a fidelização destes novos participantes.
Parece-nos que, na saúde, a equivocada tentação de se atrelar a cobertura oferecida às máquinas de exames, aos leitos de terapia intensiva ou aos aviões de resgate está, definitivamente, agonizando para sumir por completo. Isto é muito bom, em especial se este marketing de pirata for substituído por propostas que esclareçam à população a importância do cuidado e da prevenção, e não apenas torne dourada a embalagem do produto que está sendo oferecido.
A saúde não é produto tangível, material ou estruturável que seja facilmente visualizado e apresentado ao cliente. Ela chega a ser uma expectativa assumida pelo cliente como de concreta realização e, por isso, está sempre envolvida em questões delicadas, subjetivas e complexas.
À possibilidade de busca por produtos que é aberta pelo crescimento e pela “felicidade futura”, devem estar associadas soluções em saúde que uma vez apresentadas ao mercado alcancem àquelas expectativas das quais falamos no parágrafo anterior e cativem os novos integrantes da classe média brasileira.
Tomara que, para o bem de todos e felicidade geral da nação (e não apenas dos novos colegas), esta expectativa seja mensurada dentro de poucos anos pela melhoria dos indicadores sanitários e da qualidade de vida desta população, para que possamos afirmar com segurança e precisão que a inclusão social, no setor Saúde do Brasil é, realmente efetiva e benéfica para os clientes.
A Fundação Getúlio Vargas está em ritos finais de lançamento do Índice de Felicidade Futura (IFF) em nosso país. Este novo indicador mensurará o percentual de alcance das expectativas, ou seja, a transformação em realidade de fatores aos quais se atribui economicamente a “felicidade” dos consumidores nacionais, das mais diversas faixas sociais. Este indicador permitirá, também, contemplarmos como deverá se comportar o otimismo dos consumidores e, por conseqüência, o próprio consumo nacional.
Num país em que a renda média da classe “C”, nos últimos quatro anos, cresceu 22,8%, é de se esperar que o IFF esteja em alta, ou seja, consumidores felizes que sempre significa vendas. Ainda, cerca de 43% da população brasileira localiza-se nesta camada social (renda bruta mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.561), que tem como um dos seus grandes e prioritários objetivos, a vontade de possuir uma boa cobertura médica-hospitalar, leia-se, um Plano de Saúde!
Vale registrar que dentre os mais ricos (classes A e B), a variação positiva de seus rendimentos entre 2004/2008 foi de 33,6%, assegurando-lhes os recursos necessários à manutenção de seu padrão de vida e reforçando que, para os integrantes destes grupos, não é financeiro o motivo pela qual não buscarão produtos no segmento de Saúde Suplementar.
Ora, diante deste quadro mercadológico, as empresas profissionais deverão antecipar as expectativas dos seus potenciais clientes, reforçar os diferenciais possuídos e promover estratégias de captação que não apenas os convençam a ingressarem em suas carteiras: assegure a fidelização destes novos participantes.
Parece-nos que, na saúde, a equivocada tentação de se atrelar a cobertura oferecida às máquinas de exames, aos leitos de terapia intensiva ou aos aviões de resgate está, definitivamente, agonizando para sumir por completo. Isto é muito bom, em especial se este marketing de pirata for substituído por propostas que esclareçam à população a importância do cuidado e da prevenção, e não apenas torne dourada a embalagem do produto que está sendo oferecido.
A saúde não é produto tangível, material ou estruturável que seja facilmente visualizado e apresentado ao cliente. Ela chega a ser uma expectativa assumida pelo cliente como de concreta realização e, por isso, está sempre envolvida em questões delicadas, subjetivas e complexas.
À possibilidade de busca por produtos que é aberta pelo crescimento e pela “felicidade futura”, devem estar associadas soluções em saúde que uma vez apresentadas ao mercado alcancem àquelas expectativas das quais falamos no parágrafo anterior e cativem os novos integrantes da classe média brasileira.
Tomara que, para o bem de todos e felicidade geral da nação (e não apenas dos novos colegas), esta expectativa seja mensurada dentro de poucos anos pela melhoria dos indicadores sanitários e da qualidade de vida desta população, para que possamos afirmar com segurança e precisão que a inclusão social, no setor Saúde do Brasil é, realmente efetiva e benéfica para os clientes.
20 de ago. de 2008
CARTA AOS LEVIANOS DO BRASIL
Boa Noite!
Levianos do país: onde estão vossas bandeiras?
Por que não as distinguimos dentre aqueles fiapos egoístas que nos circundam, pelas madrugadas afora, como conseguíamos a algum tempo atrás?
Mudamos nós, meros mortais, ou mudaram as bases filosóficas que vos serviam de manancial retórico-ideológico? Será que se efetuou verdadeira transmutação genética dentre vossos organismos internos?
Estaremos loucos ou, amadurecidos, tornamo-nos completamente imunes aos vossos desmandos, asquerosos insetos caçadores de poder? Estaremos IN FINALE, lúcidos?
Soam as buzinas, refletem-se estranhas figuras formadas sob as luzes de bruxuleantes faróis ressoam os jingles pseudo-políticos, arma-se o toldo! Entretanto, continuemos apáticos, magoados, dissimulados, perdidos.
Cairão por terra, uma-a-uma, as normas que vós nos impusestes, e que, por longos anos, nortearam e direcionaram nossos comportamentos, vidas, esperanças e ilusões. Impotentes, nada mais éramos que testemunhas “privilegiadas” da nova rodada histórica, descendente, que vossa mesquinhez nos impunha.
Avoluma-se, em nossos íntimos, crescendo à velocidade da luz, o brado de revolta, de indignação, de descrença, para a vossa escabrosa tentativa de nos tornar acéfalos.
Pois, acredita, somos sensíveis, apesar do que nos têm sido legado através dos (duros) anos de sofrimento político. Teimamos em reerguer a murada protetora das nossas aspirações, tantas vezes posta abaixo pela gigantesca onda de irracionalidade e descaracterização que causastes.
Não, não se alterou o nosso projeto de vida. Tampouco a sua essência ideológica. Apenas adquirimos plenitude de visão, vislumbrando o mundo real, antes que nos tornemos de novo, os fantoches com os quais contastes nestes últimos tempos.
Silenciais nossa voz com a retórica? Ledo engano, ela apenas descansa para reerguer-se muito mais fortalecida e coerente.
Se ergueres os punhos e bradares, porém sem razão, tudo não passará de fútil ilusão... Descaracterizem nossos anseios, instrumentalizem nossos sonhos, não nos importa... Vós passareis como tudo.
Devolvam nossas bandeiras, temos certeza de que não as mereceis! Afastem-se de nosso caminhar, é o futuro que vos ordena.
Não entendem o que lhes dizemos, levianos? Pois que permaneçam ignorados... Isto já não nos diz mais respeito.
(Inspirado pelo início do horário eleitoral gratuito na mídia: quanta inspiração!!!)
Levianos do país: onde estão vossas bandeiras?
Por que não as distinguimos dentre aqueles fiapos egoístas que nos circundam, pelas madrugadas afora, como conseguíamos a algum tempo atrás?
Mudamos nós, meros mortais, ou mudaram as bases filosóficas que vos serviam de manancial retórico-ideológico? Será que se efetuou verdadeira transmutação genética dentre vossos organismos internos?
Estaremos loucos ou, amadurecidos, tornamo-nos completamente imunes aos vossos desmandos, asquerosos insetos caçadores de poder? Estaremos IN FINALE, lúcidos?
Soam as buzinas, refletem-se estranhas figuras formadas sob as luzes de bruxuleantes faróis ressoam os jingles pseudo-políticos, arma-se o toldo! Entretanto, continuemos apáticos, magoados, dissimulados, perdidos.
Cairão por terra, uma-a-uma, as normas que vós nos impusestes, e que, por longos anos, nortearam e direcionaram nossos comportamentos, vidas, esperanças e ilusões. Impotentes, nada mais éramos que testemunhas “privilegiadas” da nova rodada histórica, descendente, que vossa mesquinhez nos impunha.
Avoluma-se, em nossos íntimos, crescendo à velocidade da luz, o brado de revolta, de indignação, de descrença, para a vossa escabrosa tentativa de nos tornar acéfalos.
Pois, acredita, somos sensíveis, apesar do que nos têm sido legado através dos (duros) anos de sofrimento político. Teimamos em reerguer a murada protetora das nossas aspirações, tantas vezes posta abaixo pela gigantesca onda de irracionalidade e descaracterização que causastes.
Não, não se alterou o nosso projeto de vida. Tampouco a sua essência ideológica. Apenas adquirimos plenitude de visão, vislumbrando o mundo real, antes que nos tornemos de novo, os fantoches com os quais contastes nestes últimos tempos.
Silenciais nossa voz com a retórica? Ledo engano, ela apenas descansa para reerguer-se muito mais fortalecida e coerente.
Se ergueres os punhos e bradares, porém sem razão, tudo não passará de fútil ilusão... Descaracterizem nossos anseios, instrumentalizem nossos sonhos, não nos importa... Vós passareis como tudo.
Devolvam nossas bandeiras, temos certeza de que não as mereceis! Afastem-se de nosso caminhar, é o futuro que vos ordena.
Não entendem o que lhes dizemos, levianos? Pois que permaneçam ignorados... Isto já não nos diz mais respeito.
(Inspirado pelo início do horário eleitoral gratuito na mídia: quanta inspiração!!!)
19 de ago. de 2008
PROFISSIONALISMO NA SAÚDE
Boa Noite!
Notícias veiculadas pela internet no final de semana nos trazem boas surpresas, dentre elas a criação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte do curso de Graduação “GESTÃO EM SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE”, cujo vestibular já ocorrerá este ano. Ele se dará em nível de Bacharelado, com duração de 04 anos e estão disponibilizadas 40 vagas para o primeiro semestre de 2009. Que felicidade para os gestores! Que passo concreto para a qualificação da gestão no sistema de saúde suplementar e público e nosso país!
A Academia tem muito o que contribuir para a formação de uma base sólida e duradoura nos profissionais que escolherem esta carreira, certamente ocupantes futuros de cargos tais como: secretários de saúde, diretores de unidades de saúde e/ou hospitalares, gerentes nas mais diversas áreas que compõem as empresas que atuam neste setor, gestores dos diversos níveis do SUS, consultores e por aí vai.
Não se pode esperar que um gestor seja “fabricado” como um equipamento qualquer. A mecanicidade da linha de produção industrial não se aplica na obtenção e formação de bons administradores. Mas tampouco poderemos vislumbrar qualquer qualificação profissional que não passe por um sério programa de capacitação e, é exatamente neste ponto que o papel da universidade torna-se quase insubstituível.
A iniciativa da UFRN não é para ser apenas saudada, ela deve ser imitada. A Academia reconhece, ao agir dessa forma, a importância da gestão no sistema de saúde e do profissionalismo na obtenção dos resultados sanitários, econômicos e financeiros, sem os quais nenhum sistema sobrevive. Muita retórica já se usou para preencher vazios de discurso, ou mesmo páginas em branco que se pretendia vender. A concretude da ação desta universidade citada, faz com que acreditemos ser possível não apenas uma integração, mas o compartilhamento da capacitação destes gestores entre os técnicos encarregados de pensar a saúde, com aqueles a quem foi designado torná-la melhor e viável.
Os nossos usuários precisam disso, e merecem-no. O País já sobreviveu a muitos vendavais sem um colchão de qualidade administrativa necessário à absorção, prevenção e superação de tantos choques mundiais em diversas esferas. Chega de aventuras! Comecemos e nos comprometamos com o profissionalismo. Saudemos os potiguares pela iniciativa tão oportuna e atual.
E para quem desejar inscrever-se o prazo é até 31 de agosto para o vestibular deste ano. Maiores informações: http://gs.saude.zip.net .
Notícias veiculadas pela internet no final de semana nos trazem boas surpresas, dentre elas a criação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte do curso de Graduação “GESTÃO EM SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE”, cujo vestibular já ocorrerá este ano. Ele se dará em nível de Bacharelado, com duração de 04 anos e estão disponibilizadas 40 vagas para o primeiro semestre de 2009. Que felicidade para os gestores! Que passo concreto para a qualificação da gestão no sistema de saúde suplementar e público e nosso país!
A Academia tem muito o que contribuir para a formação de uma base sólida e duradoura nos profissionais que escolherem esta carreira, certamente ocupantes futuros de cargos tais como: secretários de saúde, diretores de unidades de saúde e/ou hospitalares, gerentes nas mais diversas áreas que compõem as empresas que atuam neste setor, gestores dos diversos níveis do SUS, consultores e por aí vai.
Não se pode esperar que um gestor seja “fabricado” como um equipamento qualquer. A mecanicidade da linha de produção industrial não se aplica na obtenção e formação de bons administradores. Mas tampouco poderemos vislumbrar qualquer qualificação profissional que não passe por um sério programa de capacitação e, é exatamente neste ponto que o papel da universidade torna-se quase insubstituível.
A iniciativa da UFRN não é para ser apenas saudada, ela deve ser imitada. A Academia reconhece, ao agir dessa forma, a importância da gestão no sistema de saúde e do profissionalismo na obtenção dos resultados sanitários, econômicos e financeiros, sem os quais nenhum sistema sobrevive. Muita retórica já se usou para preencher vazios de discurso, ou mesmo páginas em branco que se pretendia vender. A concretude da ação desta universidade citada, faz com que acreditemos ser possível não apenas uma integração, mas o compartilhamento da capacitação destes gestores entre os técnicos encarregados de pensar a saúde, com aqueles a quem foi designado torná-la melhor e viável.
Os nossos usuários precisam disso, e merecem-no. O País já sobreviveu a muitos vendavais sem um colchão de qualidade administrativa necessário à absorção, prevenção e superação de tantos choques mundiais em diversas esferas. Chega de aventuras! Comecemos e nos comprometamos com o profissionalismo. Saudemos os potiguares pela iniciativa tão oportuna e atual.
E para quem desejar inscrever-se o prazo é até 31 de agosto para o vestibular deste ano. Maiores informações: http://gs.saude.zip.net .
18 de ago. de 2008
DIGNIDADE NA ÚLTIMA ETAPA DA VIDA
Bom Dia!
Alguns jornais estão divulgando matérias sobre o trabalho, destacado e elogiável sob diversos aspectos, da equipe multidisciplinar do Hospital dos Servidores de São Paulo (SP), voltado para os pacientes fora de possibilidades terapêuticas. Ao invés de serem sedados, entubados e transformados em marionetes de máquinas de UTI's, estes pacientes são acolhidos com alegria e vivacidade por profissionais especialmente dedicados a eles.
Muitos não têm famílias. Estão solitários e manifestam essa imensa solidão através da entrega total de sua vida aos vícios e demais formas de auto-destruição. Portanto, quando chegam àquela unidade hospitalar, mesmo com toda intervenção técnica, já não mais respondem aos tratamentos. A questão era: mantê-los sedados, induzidos ao estado de coma, quase como vegetais à espera da morte, ou dar-lhes o acolhimento tão apregoado pelos sistemas de saúde, específico e compatível com a dignidade humana?
Aquela equipe do 12. andar optou pela dignidade. Assim, os pacientes são acompanhados de forma individualizada. As medicações chegam na hora precisa, mas nunca de forma mecânica. É possível ouvir-se alguns pacientes falando, contando histórias e dando aos demais um exemplo de resgate da sua honra, muitas vezes vilipendiada pelas sarjetas da vida desgraçada que tiveram.
Eles sabem que o estágio de suas doenças não mais pode ser revertido por ação humana. Eles sabem que a morte os espreita em cada virada de hora do relógio que existe naquele andar. Mas eles recebem o que talvez nunca tiveram na maior parte de sua existência: respeito e atenção humanas!
Não se trata de economia, nem tampouco de contenção de gastos. Os equipamentos continuam a ser usados e geram desembolsos pelo sistema. Estamos diante da nova abordagem tão apregoada que impede pessoas de serem tratadas como bonecos sem vontade própria. A UTI é necessária, sim, mas para os casos específicos e reversíveis. O calor humano, a solidariedade e, principalmente, um tratamento digno e respeitoso nunca serão achados nas frias máquinas que a compõem!
Alguns jornais estão divulgando matérias sobre o trabalho, destacado e elogiável sob diversos aspectos, da equipe multidisciplinar do Hospital dos Servidores de São Paulo (SP), voltado para os pacientes fora de possibilidades terapêuticas. Ao invés de serem sedados, entubados e transformados em marionetes de máquinas de UTI's, estes pacientes são acolhidos com alegria e vivacidade por profissionais especialmente dedicados a eles.
Muitos não têm famílias. Estão solitários e manifestam essa imensa solidão através da entrega total de sua vida aos vícios e demais formas de auto-destruição. Portanto, quando chegam àquela unidade hospitalar, mesmo com toda intervenção técnica, já não mais respondem aos tratamentos. A questão era: mantê-los sedados, induzidos ao estado de coma, quase como vegetais à espera da morte, ou dar-lhes o acolhimento tão apregoado pelos sistemas de saúde, específico e compatível com a dignidade humana?
Aquela equipe do 12. andar optou pela dignidade. Assim, os pacientes são acompanhados de forma individualizada. As medicações chegam na hora precisa, mas nunca de forma mecânica. É possível ouvir-se alguns pacientes falando, contando histórias e dando aos demais um exemplo de resgate da sua honra, muitas vezes vilipendiada pelas sarjetas da vida desgraçada que tiveram.
Eles sabem que o estágio de suas doenças não mais pode ser revertido por ação humana. Eles sabem que a morte os espreita em cada virada de hora do relógio que existe naquele andar. Mas eles recebem o que talvez nunca tiveram na maior parte de sua existência: respeito e atenção humanas!
Não se trata de economia, nem tampouco de contenção de gastos. Os equipamentos continuam a ser usados e geram desembolsos pelo sistema. Estamos diante da nova abordagem tão apregoada que impede pessoas de serem tratadas como bonecos sem vontade própria. A UTI é necessária, sim, mas para os casos específicos e reversíveis. O calor humano, a solidariedade e, principalmente, um tratamento digno e respeitoso nunca serão achados nas frias máquinas que a compõem!
15 de ago. de 2008
PARA PENSARMOS...
Bom Dia!
Semana difícil: deputado cassado por corrupção e formação de quadrilha, ou seja, por suspeita de ser bandido; bandido libertado pelo Supremo Tribunal Federal mesmo sendo réu confesso e tendo matado uma pessoa porque usou algemas; policial assassinado porque usou algemas de plástico em bandido que se livrou delas e o assassinou! A corrupção como geradora direta da violência e esta sendo permitida por quem deveria coibi-la. Todos nós, gestores e trabalhadores estamos no meio desta confusão e no olho do furacão!
Desistir, porém, jamais! Quem tem medo é escravo de si mesmo. Quem trabalha apenas por dinheiro é mercenário. Nós temos o direito e devemos exigir a PAZ!
Deixo-lhes estas lições de João Paulo II que foi muito além do Papa da Igreja Católica, ele foi alguém do seu tempo, sensível aos problemas humanos, firme na defesa da sua crença e com visão de futuro que todos devemos absorver:
"A paz exige quatro condições essenciais: Verdade, justiça, amor e liberdade."
"Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão."
"O diálogo, baseado em sólidas leis morais, facilita a solução dos conflitos e favorece o respeito da vida, de toda vida humana. Por isso, o recurso às armas para dirimir as controvérsias representa sempre uma derrota da razão e da humanidade."
"Se nos afastamos de Deus, quem nos garante que um dia um poder humano não reivindique de novo o direito de decidir que vida humana vale e qual não vale?"
Semana difícil: deputado cassado por corrupção e formação de quadrilha, ou seja, por suspeita de ser bandido; bandido libertado pelo Supremo Tribunal Federal mesmo sendo réu confesso e tendo matado uma pessoa porque usou algemas; policial assassinado porque usou algemas de plástico em bandido que se livrou delas e o assassinou! A corrupção como geradora direta da violência e esta sendo permitida por quem deveria coibi-la. Todos nós, gestores e trabalhadores estamos no meio desta confusão e no olho do furacão!
Desistir, porém, jamais! Quem tem medo é escravo de si mesmo. Quem trabalha apenas por dinheiro é mercenário. Nós temos o direito e devemos exigir a PAZ!
Deixo-lhes estas lições de João Paulo II que foi muito além do Papa da Igreja Católica, ele foi alguém do seu tempo, sensível aos problemas humanos, firme na defesa da sua crença e com visão de futuro que todos devemos absorver:
"A paz exige quatro condições essenciais: Verdade, justiça, amor e liberdade."
"Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão."
"O diálogo, baseado em sólidas leis morais, facilita a solução dos conflitos e favorece o respeito da vida, de toda vida humana. Por isso, o recurso às armas para dirimir as controvérsias representa sempre uma derrota da razão e da humanidade."
"Se nos afastamos de Deus, quem nos garante que um dia um poder humano não reivindique de novo o direito de decidir que vida humana vale e qual não vale?"
14 de ago. de 2008
CREDIBILIDADE NÃO SE COMPRA!
Bom Dia!
Pesquisa realizada entre diversos eleitores brasileiros pelo instituto VOX POPULI e divulgada esta semana aponta, pela enésima vez o descrédito, quase que total, da população brasileira para com suas lideranças políticas. O nível de desmotivação e descrença é tamanho que beira à irracionalidade: um número expressivo ainda acredita em fraudes eleitorais mesmo depois da urna eletrônica! Claro que esta última constatação é uma transferência da imagem dos nossos políticos para a instituição que cuida de nossos processos eleitorais. Devemos ter cautela em qualquer generalização, em especial nesta questão: a urna é uma ferramenta, não é um conteúdo.
E o conteúdo desta pesquisa trata da CREDIBILIDADE. Falamos de uma mercadoria de luxo, que deveria ser tratada com todo mimo e cuidado, não apenas pelos parlamentares, objeto da citada enquete, mas em especial pelas empresas em relação aos seus clientes. A credibilidade não resulta de vontade individual dos empresários, tampouco pode ser adquirida de um trabalho de consultoria das empresas existentes, por melhores que sejam! A credibilidade é um resultado construído ao longo de lapso temporal significativo, não curto e de difícil manutenção.
Aliás, vocês já pararam para pensar como uma mesma pessoa, brasileira, de classe média, parece ter duas personalidades quando a examinamos como ELEITORA E CLIENTE? Vejamos:
# Como CLIENTE, o brasileiro está cada vez mais buscando saber os seus direitos e os deveres dos seus fornecedores. Ele quer tê-los em sua plenitude e fiscaliza desde coisas básicas (como o funcionamento do aparelho de TV comprado), até coisas mais intangíveis ( como a Garantia dada pelo vendedor). O cliente quer serviços que prometam e cumpram suas promessas.
# E o ELEITOR? Sabe de seus direitos e da plenitude do exercício que é a eleição? Procura identificar candidatos não apenas por promessas múltiplas e sim pela coerência de fazê-las? Fiscaliza estas promessas após a eleição???
# O CLIENTE exige cada vez mais capacitação de quem oferece produtos e serviços, não apenas no cuidado com as questões de apresentação, linguagem e postura profissional, mas em especial pela resolutividade às suas necessidades, dúvidas e mesmo sugestões.
# E o ELEITOR? Procura saber acerca da capacitação profissional e, principalmente, ÉTICA dos candidatos? Verifica se sua linguagem está condizente, não com aspectos externos e meramente de conhecimento cultural, mas no respeito aos valores e à dignidade das pessoas que o elegem? Exige postura coerente com seus discursos de campanha e seu projeto de atuação parlamentar? Cobra dos eleitos a resolutividade dos problemas apontados e das promessas feitas para sua resolução??
Quando o cliente exige de todas as empresas atitudes coerentes, transparentes e éticas, ele não apenas exerce o seu direito de cidadania e de consumidor: ele faz com que o mercado se fiscalize e mova as engrenagens voltadas à qualificação dos seus produtos e ao expurgo dos deliquentes. A Ética é exercida de forma natural e exigida de forma convincente pela clientela. Nenhum setor de nosso país está hoje em dia imune a todas estas discussões! E nossos eleitores, como estão procedendo? Quem dera se nossos clientes levassem para as urnas e tempos pós-eleitorais, as atitudes, cobranças e acompanhamento que já manifestam hoje perante as empresas! Talvez não tivéssemos a quantidade de candidatos que temos hoje, mas teríamos melhores candidatos do que aqueles que já iniciaram o desfile anual pelos meios de comunicação!
Pesquisa realizada entre diversos eleitores brasileiros pelo instituto VOX POPULI e divulgada esta semana aponta, pela enésima vez o descrédito, quase que total, da população brasileira para com suas lideranças políticas. O nível de desmotivação e descrença é tamanho que beira à irracionalidade: um número expressivo ainda acredita em fraudes eleitorais mesmo depois da urna eletrônica! Claro que esta última constatação é uma transferência da imagem dos nossos políticos para a instituição que cuida de nossos processos eleitorais. Devemos ter cautela em qualquer generalização, em especial nesta questão: a urna é uma ferramenta, não é um conteúdo.
E o conteúdo desta pesquisa trata da CREDIBILIDADE. Falamos de uma mercadoria de luxo, que deveria ser tratada com todo mimo e cuidado, não apenas pelos parlamentares, objeto da citada enquete, mas em especial pelas empresas em relação aos seus clientes. A credibilidade não resulta de vontade individual dos empresários, tampouco pode ser adquirida de um trabalho de consultoria das empresas existentes, por melhores que sejam! A credibilidade é um resultado construído ao longo de lapso temporal significativo, não curto e de difícil manutenção.
Aliás, vocês já pararam para pensar como uma mesma pessoa, brasileira, de classe média, parece ter duas personalidades quando a examinamos como ELEITORA E CLIENTE? Vejamos:
# Como CLIENTE, o brasileiro está cada vez mais buscando saber os seus direitos e os deveres dos seus fornecedores. Ele quer tê-los em sua plenitude e fiscaliza desde coisas básicas (como o funcionamento do aparelho de TV comprado), até coisas mais intangíveis ( como a Garantia dada pelo vendedor). O cliente quer serviços que prometam e cumpram suas promessas.
# E o ELEITOR? Sabe de seus direitos e da plenitude do exercício que é a eleição? Procura identificar candidatos não apenas por promessas múltiplas e sim pela coerência de fazê-las? Fiscaliza estas promessas após a eleição???
# O CLIENTE exige cada vez mais capacitação de quem oferece produtos e serviços, não apenas no cuidado com as questões de apresentação, linguagem e postura profissional, mas em especial pela resolutividade às suas necessidades, dúvidas e mesmo sugestões.
# E o ELEITOR? Procura saber acerca da capacitação profissional e, principalmente, ÉTICA dos candidatos? Verifica se sua linguagem está condizente, não com aspectos externos e meramente de conhecimento cultural, mas no respeito aos valores e à dignidade das pessoas que o elegem? Exige postura coerente com seus discursos de campanha e seu projeto de atuação parlamentar? Cobra dos eleitos a resolutividade dos problemas apontados e das promessas feitas para sua resolução??
Quando o cliente exige de todas as empresas atitudes coerentes, transparentes e éticas, ele não apenas exerce o seu direito de cidadania e de consumidor: ele faz com que o mercado se fiscalize e mova as engrenagens voltadas à qualificação dos seus produtos e ao expurgo dos deliquentes. A Ética é exercida de forma natural e exigida de forma convincente pela clientela. Nenhum setor de nosso país está hoje em dia imune a todas estas discussões! E nossos eleitores, como estão procedendo? Quem dera se nossos clientes levassem para as urnas e tempos pós-eleitorais, as atitudes, cobranças e acompanhamento que já manifestam hoje perante as empresas! Talvez não tivéssemos a quantidade de candidatos que temos hoje, mas teríamos melhores candidatos do que aqueles que já iniciaram o desfile anual pelos meios de comunicação!
13 de ago. de 2008
A UNIVERSIDADE CORPORATIVA E O CAPITAL INTELECTUAL
Bom Dia!
Notícias veiculadas ontem pelo mercado nos informam da criação pela operadora MEDIAL Saúde da sua universidade corporativa. Elenca, ainda, diversas áreas de concentração e temas estratégicos que pretende a referida empresa levar à discussão e aprofundamento por seus colaboradores. Sempre deve ser saudada qualquer iniciativa voltada à educação e capacitação continuadas. Mais ainda no setor de saúde suplementar em que continuamos carentes destas iniciativas.
Porém, cabe refletirmos acerca de um bem intangível e que, talvez por isso mesmo, seja muitas vezes esquecido pelas corporações: o capital intelectual. O conjunto de saberes, experiências comprovadas e ligadas aos resultados, é algo que se constrói ao longo de um tempo considerável e quase nunca, curto. A apropriação disto pelas empresas é pouco percebida e a importância deste conhecimento para a consolidação dos objetivos estratégicos passa ao largo da maioria de nossos dirigentes (públicos e privados).
Investe-se pesadas somas em treinamentos, exige-se metas aparentemente decorrentes destes últimos, mas o saber adquirido e que pode aperfeiçoar processos de todo o sistema é solenemente ignorado. As universidades corporativas, ambientadas num universo mais específico do que as academias tradicionais e com áreas de concentração estabelecidas pela cúpula diretiva das organizações, tornaram-se importante passo neste sentido.
As especializações, os mestrados e doutorados, ainda pouco percebidos pelos dirigentes, poderiam evitar inúmeras consultorias mal sucedidas (porque mal encomendadas) e diversos anos de estagnação ou lentidão dos processos de mudança qualitativos. Ao se debruçarem de forma sistêmica sobre suas empresas, os profissionais forçosamente se encontram com a necessidade de ir além da teorização dos principais problemas, sendo quase que obrigados a apontarem soluções concretas e efetivas.
Vincular a criação de universidades corporativas ao capital intelectual das organizações deve ser, assim, mais do que um exercício de retórica. Este vínculo deve expressar a capacidade de visão de futuro dos dirigentes e a real competência administrativa que, ao galgarem postos tão estratégicos, deveriam efetivamente possuir.
Saudemos a operadora, objeto da notícia deste momento, e supliquemos para que as demais empresas que atuam na saúde suplementar a copiem... para ontem!
Notícias veiculadas ontem pelo mercado nos informam da criação pela operadora MEDIAL Saúde da sua universidade corporativa. Elenca, ainda, diversas áreas de concentração e temas estratégicos que pretende a referida empresa levar à discussão e aprofundamento por seus colaboradores. Sempre deve ser saudada qualquer iniciativa voltada à educação e capacitação continuadas. Mais ainda no setor de saúde suplementar em que continuamos carentes destas iniciativas.
Porém, cabe refletirmos acerca de um bem intangível e que, talvez por isso mesmo, seja muitas vezes esquecido pelas corporações: o capital intelectual. O conjunto de saberes, experiências comprovadas e ligadas aos resultados, é algo que se constrói ao longo de um tempo considerável e quase nunca, curto. A apropriação disto pelas empresas é pouco percebida e a importância deste conhecimento para a consolidação dos objetivos estratégicos passa ao largo da maioria de nossos dirigentes (públicos e privados).
Investe-se pesadas somas em treinamentos, exige-se metas aparentemente decorrentes destes últimos, mas o saber adquirido e que pode aperfeiçoar processos de todo o sistema é solenemente ignorado. As universidades corporativas, ambientadas num universo mais específico do que as academias tradicionais e com áreas de concentração estabelecidas pela cúpula diretiva das organizações, tornaram-se importante passo neste sentido.
As especializações, os mestrados e doutorados, ainda pouco percebidos pelos dirigentes, poderiam evitar inúmeras consultorias mal sucedidas (porque mal encomendadas) e diversos anos de estagnação ou lentidão dos processos de mudança qualitativos. Ao se debruçarem de forma sistêmica sobre suas empresas, os profissionais forçosamente se encontram com a necessidade de ir além da teorização dos principais problemas, sendo quase que obrigados a apontarem soluções concretas e efetivas.
Vincular a criação de universidades corporativas ao capital intelectual das organizações deve ser, assim, mais do que um exercício de retórica. Este vínculo deve expressar a capacidade de visão de futuro dos dirigentes e a real competência administrativa que, ao galgarem postos tão estratégicos, deveriam efetivamente possuir.
Saudemos a operadora, objeto da notícia deste momento, e supliquemos para que as demais empresas que atuam na saúde suplementar a copiem... para ontem!
12 de ago. de 2008
COMEÇANDO A CASA PELO TELHADO!
Bom Dia!
Os nossos legisladores e reguladores esmeram-se em criar dificuldades para o setor de saúde suplementar. Chega a ser impressionante a capacidade de negar o mundo real para se criar quimeras, normas impossíveis ou outras que, se implantadas, estabelecerão uma confusão tão grande que não conseguimos identificar a quem interessaria este caos.
Por outro lado, mesmo quando acerta no objeto, a norma dirigida ao setor peca pelo excesso ou inobservância de regras administrativas básicas. É o caso do Decreto 6523, de 31 de julho de 2008 (fixa normas para o Serviço de Atendimento ao Cliente-SAC – Lei 8078/90) que regulamentou o funcionamento das centrais de atendimento (call centers) em nosso país.
Está certo o governo quando pretende disciplinar seu funcionamento, suas regras e critérios de atendimento e, principalmente seu acesso. Devemos lembrar que, por conseqüência natural, ao exigir tais itens do setor privado, o nosso governo assume silencioso compromisso de resolver a questão do acesso ao Sistema Público de Saúde (SUS), um dos seus aspectos de maior deficiência.
Não é possível uma operadora de saúde querer atender bem e assegurar ao seu universo de clientes ou usuários o melhor acesso, sem dispor de diversas ferramentas necessárias a isto. A base principal de um sistema voltado para o atendimento resolutivo e de qualidade aos usuários é a escolha e efetiva implantação de um modelo de saúde voltado à produção de... Saúde!
A ANS reiteradas vezes produziu, nesta última década, documentos nos quais reitera este seu compromisso, para com um modelo dito de Atenção Básica em Saúde, capaz de atender todos os objetivos aqui dispostos e mais qualificar os processos, a gestão e os resultados do sistema. Mas, o que fez de concreto nesta direção? Quantas de suas inúmeras, milhares de normas, estão voltadas para a concretização de um modelo privilegiante do equilíbrio e da higidez, e não favorecedor da doença e da cultura da morte que se espalhou por todo o mundo, inclusive no nosso país?
As boas intenções da agência são louváveis. Mas sua capacidade de transformá-las em mundo real continua a preocupar a todos que sabem da sua importância, mas não conseguem distinguir sua efetividade.
O Decreto passa ao largo desta questão e se foca em medidas de alta aceitação populacional, tais como: gratuidade do serviço ao consumidor; apenas uma atendente deve resolver TODAS as questões (sistemas modernas e ultra-integrados); disponibilidade durante 24 horas e todos os dias da semana; prazo máximo de resolução de qualquer tipo de problema em até cinco dias úteis; todas as ligações devem ser gravadas; pedidos de cancelamento devem ser feitos no mesmo instante da ligação e nenhuma cobrança poderá ser efetuada posteriormente ao cliente; disponibilidade de extrato com histórico de todas as ligações feitas pelos clientes; multas de até R$ 3 MILHÕES DE REAIS por descumprimento destes e dos demais itens.
Não resta dúvida de que o cliente sempre tem que ser objeto de melhorias e aperfeiçoamentos do sistema. O que fica inacreditável é vermos o legislador certo de que todos os problemas de base e estrutura, que fazem com que estes efeitos apareçam estão ou já foram superados, para pudermos exigir de todas as operadoras investimentos da ordem dos que resultam deste decreto. O governo quer uma casa de luxo, com cômodos dignos de palácio e diversos andares. Porém, ao invés de preocupar-se com as bases, os fundamentos desta nova construção, ele começa pelo telhado! É óbvio que esta casa não se sustentará em pé e irá ruir, mas, até lá, ela terá uma visibilidade eleitoral difícil de ser suplantada, mesmo pelo mundo real! Ah! E o prazo para tudo isto virar realidade é 1º. de dezembro de 2008. Em 120 dias o mercado será outro... Vejamos o que diz a dura realidade que nossos governantes teimam em renegar!
Os nossos legisladores e reguladores esmeram-se em criar dificuldades para o setor de saúde suplementar. Chega a ser impressionante a capacidade de negar o mundo real para se criar quimeras, normas impossíveis ou outras que, se implantadas, estabelecerão uma confusão tão grande que não conseguimos identificar a quem interessaria este caos.
Por outro lado, mesmo quando acerta no objeto, a norma dirigida ao setor peca pelo excesso ou inobservância de regras administrativas básicas. É o caso do Decreto 6523, de 31 de julho de 2008 (fixa normas para o Serviço de Atendimento ao Cliente-SAC – Lei 8078/90) que regulamentou o funcionamento das centrais de atendimento (call centers) em nosso país.
Está certo o governo quando pretende disciplinar seu funcionamento, suas regras e critérios de atendimento e, principalmente seu acesso. Devemos lembrar que, por conseqüência natural, ao exigir tais itens do setor privado, o nosso governo assume silencioso compromisso de resolver a questão do acesso ao Sistema Público de Saúde (SUS), um dos seus aspectos de maior deficiência.
Não é possível uma operadora de saúde querer atender bem e assegurar ao seu universo de clientes ou usuários o melhor acesso, sem dispor de diversas ferramentas necessárias a isto. A base principal de um sistema voltado para o atendimento resolutivo e de qualidade aos usuários é a escolha e efetiva implantação de um modelo de saúde voltado à produção de... Saúde!
A ANS reiteradas vezes produziu, nesta última década, documentos nos quais reitera este seu compromisso, para com um modelo dito de Atenção Básica em Saúde, capaz de atender todos os objetivos aqui dispostos e mais qualificar os processos, a gestão e os resultados do sistema. Mas, o que fez de concreto nesta direção? Quantas de suas inúmeras, milhares de normas, estão voltadas para a concretização de um modelo privilegiante do equilíbrio e da higidez, e não favorecedor da doença e da cultura da morte que se espalhou por todo o mundo, inclusive no nosso país?
As boas intenções da agência são louváveis. Mas sua capacidade de transformá-las em mundo real continua a preocupar a todos que sabem da sua importância, mas não conseguem distinguir sua efetividade.
O Decreto passa ao largo desta questão e se foca em medidas de alta aceitação populacional, tais como: gratuidade do serviço ao consumidor; apenas uma atendente deve resolver TODAS as questões (sistemas modernas e ultra-integrados); disponibilidade durante 24 horas e todos os dias da semana; prazo máximo de resolução de qualquer tipo de problema em até cinco dias úteis; todas as ligações devem ser gravadas; pedidos de cancelamento devem ser feitos no mesmo instante da ligação e nenhuma cobrança poderá ser efetuada posteriormente ao cliente; disponibilidade de extrato com histórico de todas as ligações feitas pelos clientes; multas de até R$ 3 MILHÕES DE REAIS por descumprimento destes e dos demais itens.
Não resta dúvida de que o cliente sempre tem que ser objeto de melhorias e aperfeiçoamentos do sistema. O que fica inacreditável é vermos o legislador certo de que todos os problemas de base e estrutura, que fazem com que estes efeitos apareçam estão ou já foram superados, para pudermos exigir de todas as operadoras investimentos da ordem dos que resultam deste decreto. O governo quer uma casa de luxo, com cômodos dignos de palácio e diversos andares. Porém, ao invés de preocupar-se com as bases, os fundamentos desta nova construção, ele começa pelo telhado! É óbvio que esta casa não se sustentará em pé e irá ruir, mas, até lá, ela terá uma visibilidade eleitoral difícil de ser suplantada, mesmo pelo mundo real! Ah! E o prazo para tudo isto virar realidade é 1º. de dezembro de 2008. Em 120 dias o mercado será outro... Vejamos o que diz a dura realidade que nossos governantes teimam em renegar!
11 de ago. de 2008
A DESONRA E O CÂNCER
Bom Dia!
"Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra" - Palavras duras, porém, incontestáveis estas que foram ditas pelo Sr. Vice-Presidente da República, José Alencar, ao ser questionado sobre sua luta contra o câncer que já provocou diversas cirurgias e tratamentos na referida autoridade. Palavras que bem podem servir de alento a todos os pacientes que necessitam, diariamente, travarem uma luta contra o estigma que cerca este agravo, ainda hoje, em todo o mundo.
O câncer não é compreendido como uma patologia, atualmente já com altos índices de estabilização e cura para os casos de detecção primária. Ele continua a ser um fator de exclusão para os pacientes, que o percebem como uma condenação, ou uma segregação do meio onde vivem. O peso que carrega o paciente de câncer é tão violento, que encontramos muitos casos de depressão associados às neoplasias. É dura a vida de um cancerígeno, e as palavras do Vice-Presidente devem servir de referência para uma séria reflexão.
Como homem e paciente, ele mostra que a vontade de lutar contra este mal é uma das principais armas para a cura. Por melhor que sejam os médicos e técnicos envolvidos, as drogas e os equipamentos atuais, a firme decisão de viver é o melhor antídoto contra o mal e a cultura da morte que impregnam nossos dias. Existem mortes mais terríveis, diz a autoridade, e que podem ocorrer ainda em vida: a corrupção, assassina silenciosas de rostos desconhecidos; a exploração, algoz de todos os que querem viver; a desonestidade, que leva homens e autoridades a encherem eleitores de promessas em momentos eleitorais, sabendo que não irão cumpri-las. Poderíamos listar outras, mas estas já bastam.
Quando sabemos que existem brasileiros que vivem hoje com "salários" variando entre R$ 50 e R$ 100,00 POR MÊS, somos capazes de entender bem a desonra a que se refere o Sr. Vice-Presidente. Estes cidadãos não possuem o mal do câncer, mas são tão estigmatizados e sentem-se tão excluídos como se o tivessem.
Preocupamo-nos tanto (e com justa razão) com a nossa sobrevivência, temos tanto cuidados técnicos para com nossos pacientes que, muitas vezes, esquecemos o afeto e acolhimento humanos que devem receber todos os seres viventes, mas em especial os excluídos. Tomara que as sábias palavras da nossa segunda maior autoridade executiva do país alcancem ressonância maior do que a sua divulgação pela mídia. Tomara que elas se reflitam, por exemplo, na orçamentação do SUS, no desenvolvimento de estratégias para a humanização dos serviços de saúde público e privados no país. Tomara que elas sejam uma abertura inicial à inclusão de todos os que sofrem, sejam ou não pacientes de câncer, em nosso país.
"Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra" - Palavras duras, porém, incontestáveis estas que foram ditas pelo Sr. Vice-Presidente da República, José Alencar, ao ser questionado sobre sua luta contra o câncer que já provocou diversas cirurgias e tratamentos na referida autoridade. Palavras que bem podem servir de alento a todos os pacientes que necessitam, diariamente, travarem uma luta contra o estigma que cerca este agravo, ainda hoje, em todo o mundo.
O câncer não é compreendido como uma patologia, atualmente já com altos índices de estabilização e cura para os casos de detecção primária. Ele continua a ser um fator de exclusão para os pacientes, que o percebem como uma condenação, ou uma segregação do meio onde vivem. O peso que carrega o paciente de câncer é tão violento, que encontramos muitos casos de depressão associados às neoplasias. É dura a vida de um cancerígeno, e as palavras do Vice-Presidente devem servir de referência para uma séria reflexão.
Como homem e paciente, ele mostra que a vontade de lutar contra este mal é uma das principais armas para a cura. Por melhor que sejam os médicos e técnicos envolvidos, as drogas e os equipamentos atuais, a firme decisão de viver é o melhor antídoto contra o mal e a cultura da morte que impregnam nossos dias. Existem mortes mais terríveis, diz a autoridade, e que podem ocorrer ainda em vida: a corrupção, assassina silenciosas de rostos desconhecidos; a exploração, algoz de todos os que querem viver; a desonestidade, que leva homens e autoridades a encherem eleitores de promessas em momentos eleitorais, sabendo que não irão cumpri-las. Poderíamos listar outras, mas estas já bastam.
Quando sabemos que existem brasileiros que vivem hoje com "salários" variando entre R$ 50 e R$ 100,00 POR MÊS, somos capazes de entender bem a desonra a que se refere o Sr. Vice-Presidente. Estes cidadãos não possuem o mal do câncer, mas são tão estigmatizados e sentem-se tão excluídos como se o tivessem.
Preocupamo-nos tanto (e com justa razão) com a nossa sobrevivência, temos tanto cuidados técnicos para com nossos pacientes que, muitas vezes, esquecemos o afeto e acolhimento humanos que devem receber todos os seres viventes, mas em especial os excluídos. Tomara que as sábias palavras da nossa segunda maior autoridade executiva do país alcancem ressonância maior do que a sua divulgação pela mídia. Tomara que elas se reflitam, por exemplo, na orçamentação do SUS, no desenvolvimento de estratégias para a humanização dos serviços de saúde público e privados no país. Tomara que elas sejam uma abertura inicial à inclusão de todos os que sofrem, sejam ou não pacientes de câncer, em nosso país.
8 de ago. de 2008
PARA PENSARMOS...
Bom Dia!
O Supremo Tribunal federal (STF) acabou de anular, ontem, um julgamento e respectiva pena de um assassino confesso, condenado a mais de 13 anos de RECLUSÃO, porque durante o seu julgamento... ele foi algemado! É isto mesmo: a vida da vítima, suas expectativas, a dependência de seus parentes, o direito de ser respeitado e não agredido até à morte... bem, isto não foi levado em conta pelos Ministros, porque a FORMA do julgamento contrariou a norma penal.
É a FORMA que conta em nosso país, não o CONTEÚDO. O que se aparenta ter e o que se efetivamente possui, adquire quase que uma aura de inviolabilidade em nossa sociedade.
O que se É, está sendo esquecido.
Nestas horas lembro-me entristecido das mentiras que leio quase que dirariamente acerca do aborto. E a maior delas, sem dúvida, é a de que ele não é um assassinato.
Por isso, e por que hoje, graças a Deus, é sexta-feira, trago aqui algumas tiradas irônicas do escritor de suspense ALFRED HITCHCOCK, criticando a hipocrisia da sociedade britânica em relação ao assassinato e que, infelizmente, bem pode ser aplicado a questão da nossa posição para com os defensores do aborto:
"Ver um assassinato na televisão pode ajudar a tirar gradualmente os antagonismos disso. E se você não tiver nenhum antagonismo, os comerciais lhe darão algum."
"Alguém me disse uma vez que a todo minuto ocorre um assassinato, por isso não quero te fazer perder tempo, sei que você quer voltar ao trabalho."
"Alguns de nossos assassinatos mais esquisitos são domésticos, executados com ternura em lugares simples e caseiros como a mesa da cozinha."
O Supremo Tribunal federal (STF) acabou de anular, ontem, um julgamento e respectiva pena de um assassino confesso, condenado a mais de 13 anos de RECLUSÃO, porque durante o seu julgamento... ele foi algemado! É isto mesmo: a vida da vítima, suas expectativas, a dependência de seus parentes, o direito de ser respeitado e não agredido até à morte... bem, isto não foi levado em conta pelos Ministros, porque a FORMA do julgamento contrariou a norma penal.
É a FORMA que conta em nosso país, não o CONTEÚDO. O que se aparenta ter e o que se efetivamente possui, adquire quase que uma aura de inviolabilidade em nossa sociedade.
O que se É, está sendo esquecido.
Nestas horas lembro-me entristecido das mentiras que leio quase que dirariamente acerca do aborto. E a maior delas, sem dúvida, é a de que ele não é um assassinato.
Por isso, e por que hoje, graças a Deus, é sexta-feira, trago aqui algumas tiradas irônicas do escritor de suspense ALFRED HITCHCOCK, criticando a hipocrisia da sociedade britânica em relação ao assassinato e que, infelizmente, bem pode ser aplicado a questão da nossa posição para com os defensores do aborto:
"Ver um assassinato na televisão pode ajudar a tirar gradualmente os antagonismos disso. E se você não tiver nenhum antagonismo, os comerciais lhe darão algum."
"Alguém me disse uma vez que a todo minuto ocorre um assassinato, por isso não quero te fazer perder tempo, sei que você quer voltar ao trabalho."
"Alguns de nossos assassinatos mais esquisitos são domésticos, executados com ternura em lugares simples e caseiros como a mesa da cozinha."
O VALOR DA CONCORRÊNCIA
Boa Tarde!
Persiste no mercado brasileiro uma silenciosa luta pela formação de grandes blocos dentre as empresas prestadoras de serviço no setor de Saúde Suplementar. Impulsionadas pela abertura de capital, ou pela capitalização de seus proprietários, e sustentada pelo desenvolvimento de uma tecnologia de gestão desenvolvida por décadas, estes grupos pretendem transformar seus critérios de qualidade em um padrão na oferta de serviços. Isto garantiria menos desperdício para eles, e mais ganho, e menos consumo desnecessário às operadoras, e portanto melhor resultado sanitário e financeiro.
Bom para todos? Mais ou menos.
Se por um lado a consciência da qualidade e que esta deve ser concreta e mensurável, não apenas uma intenção declarada ou um quadro na parede, deve ser não apenas saudada, mas apoiada com medidas reais, por outro lado a concentração significa o fim da concorrência... Isto é bom?
Um mercado que não se compara, como irá perceber seus pontos fracos, ou seu distanciamento das necessidades de seus clientes, ou mesmo a mudança do mundo onde atua?
Um mercado em que todos são apenas um ou dois não propicia o desenvolvimento dos quadros de cada empresa e nem a identificação de novos talentos. É uma monotonia interminável, burra e desorganizadora dos processos internos de uma organização.
O oligopólio é o fim da picada! Por isso, torna-se preocupante, não a postura agressiva das empresa de ponta, pois isto é natural de quem detém competência; mas a incompetência das demais empresas em enxergarem o cenário que está sendo delineado e reagirem usando o seu capital intelectual e indo, rapidamente, ao mercado buscar profissionais de excelência administrativa.
A busca da Qualidade deve ser capaz, também, de abrir nichos mercadológicos. Não deveria nunca ser causa de encolhimento das opções para nossos clientes. Como disse um sábio gestor de homens e de almas: Vigiai e orai!
Persiste no mercado brasileiro uma silenciosa luta pela formação de grandes blocos dentre as empresas prestadoras de serviço no setor de Saúde Suplementar. Impulsionadas pela abertura de capital, ou pela capitalização de seus proprietários, e sustentada pelo desenvolvimento de uma tecnologia de gestão desenvolvida por décadas, estes grupos pretendem transformar seus critérios de qualidade em um padrão na oferta de serviços. Isto garantiria menos desperdício para eles, e mais ganho, e menos consumo desnecessário às operadoras, e portanto melhor resultado sanitário e financeiro.
Bom para todos? Mais ou menos.
Se por um lado a consciência da qualidade e que esta deve ser concreta e mensurável, não apenas uma intenção declarada ou um quadro na parede, deve ser não apenas saudada, mas apoiada com medidas reais, por outro lado a concentração significa o fim da concorrência... Isto é bom?
Um mercado que não se compara, como irá perceber seus pontos fracos, ou seu distanciamento das necessidades de seus clientes, ou mesmo a mudança do mundo onde atua?
Um mercado em que todos são apenas um ou dois não propicia o desenvolvimento dos quadros de cada empresa e nem a identificação de novos talentos. É uma monotonia interminável, burra e desorganizadora dos processos internos de uma organização.
O oligopólio é o fim da picada! Por isso, torna-se preocupante, não a postura agressiva das empresa de ponta, pois isto é natural de quem detém competência; mas a incompetência das demais empresas em enxergarem o cenário que está sendo delineado e reagirem usando o seu capital intelectual e indo, rapidamente, ao mercado buscar profissionais de excelência administrativa.
A busca da Qualidade deve ser capaz, também, de abrir nichos mercadológicos. Não deveria nunca ser causa de encolhimento das opções para nossos clientes. Como disse um sábio gestor de homens e de almas: Vigiai e orai!
6 de ago. de 2008
EDUCAÇÃO = LIBERDADE = DIGNIDADE = PAZ
Bom Dia!
“O educando não é vasilha, que aceita todo e qualquer conteúdo”. Somente o mestre e pensador Paulo Freire seria capaz de ser tão abrangente em tão poucas palavras, quando o tema é Educação e Liberdade. De fato, sorvendo do ensinamento legado as nossas gerações, presente e futura, deparo-me com algumas inquietudes: qual o papel que estamos desenhando para nossa sociedade, como educadores e líderes? Que tipo de exemplos, ações conjuntas e soluções construídas visando o bem comum estamos desenvolvendo? Qual a nossa expectativa diante da inovadora proposta que associa à Educação, um processo de melhor e maior qualidade de vida para os cidadãos? Mais ainda, pode haver Educação e Liberdade sem que ocorra de forma simultânea, Dignidade e Paz ?
Falar do educando, ousando utilizar as palavras sábias da Mestra Aridete Motta , é falar do ser humano, indissociáveis sob quaisquer prismas. Logo, debater sobre o processo ensino/aprendizagem é, necessariamente, redefinirmos ou aprimorarmos nossos papéis e responsabilidades sociais. Será aprofundarmos a discussão das dimensões humana e sócio-política, sem prejuízo da técnica, porém visando sempre o resgate da dignidade plena do ser humano. Beira o surrealismo acreditar que, numa sociedade onde a concentração de renda é excessiva, a exclusão e violência estão quase fora de controle, podemos, qualquer um de nós, estar a salvo da turbulência. O que precisa ser compreendido, e acredito de forma rápida, é que a nossa ausência deste processo, o não exercício da liderança que cada um possui em seu círculo de vida, agrava o quadro, acelera-o e aproxima-o velozmente do desequilíbrio total. Se acreditamos no que diz o educador citado, urge assumirmos nossos espaços: através das empresas onde atuamos, das associações ou clubes que freqüentamos, dos movimentos de base, enfim do que está disponível e acessível a cada um. O pensamento de que nada podemos fazer para mudar tais processos, é que distorce nossas antigas aspirações: de revolucionários corremos o risco de ficarmos estacionários. Ou pior, repetidores de teses, teorias e discursos inflamados, sem nexo com a realidade, e meramente “marcador de posição”, para usar um velho e conhecido jargão. E vale repetir, não existe fórmula mágica, nem solução pré fabricada. Ela surgirá da discussão comum, respeitosa e realista. Constrói-se uma outra realidade, e não se impõem interesses individuais ou de segmentos.
Mas, cabe examinarmos, em paralelo ao exercício do papel de cada um, o tipo de sociedade que desejamos construir. A partir de que, e dirigida para o que ?
Neste limiar da primeira década do século XXI atingimos tal grau de desigualdade que é difícil imaginarmos se haverá algo mais. De fato, enquanto regiões são citadas como altamente produtivas, o continente africano padece de uma fome crônica e secular; as potências registram índices econômicos espantosos, enquanto os indicadores de saúde pioram sensivelmente. O ser humano vale, cada vez mais pelo que possui, materialmente falando, do que pelo seu conjunto de crenças e valores morais que, de resto, compõem o conjunto da sociedade. É exatamente destas distorções que nasce a importância do método tão bem defendido por Freire.
A partir da discussão e construção coletiva do conteúdo, levando-se em conta a realidade vivida pelos educandos, o processo ensino/aprendizagem adquire uma outra dimensão, formando e permitindo ao educando o acesso pleno, geral e irrestrito ao saber.Enquanto a saúde e segurança, elementos importantes desta corrente, possuem um forte componente patrimonial, quer do aspecto do Capital Humano, quer do Capital propriamente dito, o item educação é estritamente pessoal. De fato, ela (a educação) é ferramenta que liberta o homem da ignorância, tornando-o capaz de perceber, discernir e decidir sobre o seu futuro, com a visão crítica, tão necessária em nossos tempos. Não que a liberdade seja resultado exclusiva dela, porém é bastante restrito o número dos que conseguem sua libertação, a quebra da escravidão trazida pela falta do saber, sem tê-la recebido.
Se o homem não é capaz de julgar de forma efetiva, as opções que lhe são colocadas pela sociedade dominante, como pode ser considerado livre ? E se não é livre a sua vida, dentro dos preceitos antes abordados, como podemos considerá-la digna? E se a sociedade, esta enorme coletividade de homens e idéias borbulhantes não possui dignidade (assim entendida em sua mais ampla tradução), como poderá viver em paz ?
Enquanto um homem que é catador de restos de lixos, julgar o salário mínimo como forma de alcançar a dignidade plena, ou uma mulher julgar que é muito mais digno “vender” o filho do que vê-lo morrer de fome, ou um idoso achar que a dignidade é sua família visitá-lo num asilo onde foi “jogado”, uma vez por mês ... meus irmãos, acreditem, estaremos buscando ou acelerando a desintegração disto que chamamos “vida moderna”.
Eis porque, sem o profundo conhecimento dos mestres aqui citados, ouso estabelecer este vínculo : a educação é imprescindível ferramenta para a obtenção da verdadeira liberdade humana, que, por sua vez, tornará a sociedade coletiva dotada da dignidade necessária à vida em paz !
Alterando o que já disse um poeta: ainda é possível sonhar ?
“O educando não é vasilha, que aceita todo e qualquer conteúdo”. Somente o mestre e pensador Paulo Freire seria capaz de ser tão abrangente em tão poucas palavras, quando o tema é Educação e Liberdade. De fato, sorvendo do ensinamento legado as nossas gerações, presente e futura, deparo-me com algumas inquietudes: qual o papel que estamos desenhando para nossa sociedade, como educadores e líderes? Que tipo de exemplos, ações conjuntas e soluções construídas visando o bem comum estamos desenvolvendo? Qual a nossa expectativa diante da inovadora proposta que associa à Educação, um processo de melhor e maior qualidade de vida para os cidadãos? Mais ainda, pode haver Educação e Liberdade sem que ocorra de forma simultânea, Dignidade e Paz ?
Falar do educando, ousando utilizar as palavras sábias da Mestra Aridete Motta , é falar do ser humano, indissociáveis sob quaisquer prismas. Logo, debater sobre o processo ensino/aprendizagem é, necessariamente, redefinirmos ou aprimorarmos nossos papéis e responsabilidades sociais. Será aprofundarmos a discussão das dimensões humana e sócio-política, sem prejuízo da técnica, porém visando sempre o resgate da dignidade plena do ser humano. Beira o surrealismo acreditar que, numa sociedade onde a concentração de renda é excessiva, a exclusão e violência estão quase fora de controle, podemos, qualquer um de nós, estar a salvo da turbulência. O que precisa ser compreendido, e acredito de forma rápida, é que a nossa ausência deste processo, o não exercício da liderança que cada um possui em seu círculo de vida, agrava o quadro, acelera-o e aproxima-o velozmente do desequilíbrio total. Se acreditamos no que diz o educador citado, urge assumirmos nossos espaços: através das empresas onde atuamos, das associações ou clubes que freqüentamos, dos movimentos de base, enfim do que está disponível e acessível a cada um. O pensamento de que nada podemos fazer para mudar tais processos, é que distorce nossas antigas aspirações: de revolucionários corremos o risco de ficarmos estacionários. Ou pior, repetidores de teses, teorias e discursos inflamados, sem nexo com a realidade, e meramente “marcador de posição”, para usar um velho e conhecido jargão. E vale repetir, não existe fórmula mágica, nem solução pré fabricada. Ela surgirá da discussão comum, respeitosa e realista. Constrói-se uma outra realidade, e não se impõem interesses individuais ou de segmentos.
Mas, cabe examinarmos, em paralelo ao exercício do papel de cada um, o tipo de sociedade que desejamos construir. A partir de que, e dirigida para o que ?
Neste limiar da primeira década do século XXI atingimos tal grau de desigualdade que é difícil imaginarmos se haverá algo mais. De fato, enquanto regiões são citadas como altamente produtivas, o continente africano padece de uma fome crônica e secular; as potências registram índices econômicos espantosos, enquanto os indicadores de saúde pioram sensivelmente. O ser humano vale, cada vez mais pelo que possui, materialmente falando, do que pelo seu conjunto de crenças e valores morais que, de resto, compõem o conjunto da sociedade. É exatamente destas distorções que nasce a importância do método tão bem defendido por Freire.
A partir da discussão e construção coletiva do conteúdo, levando-se em conta a realidade vivida pelos educandos, o processo ensino/aprendizagem adquire uma outra dimensão, formando e permitindo ao educando o acesso pleno, geral e irrestrito ao saber.Enquanto a saúde e segurança, elementos importantes desta corrente, possuem um forte componente patrimonial, quer do aspecto do Capital Humano, quer do Capital propriamente dito, o item educação é estritamente pessoal. De fato, ela (a educação) é ferramenta que liberta o homem da ignorância, tornando-o capaz de perceber, discernir e decidir sobre o seu futuro, com a visão crítica, tão necessária em nossos tempos. Não que a liberdade seja resultado exclusiva dela, porém é bastante restrito o número dos que conseguem sua libertação, a quebra da escravidão trazida pela falta do saber, sem tê-la recebido.
Se o homem não é capaz de julgar de forma efetiva, as opções que lhe são colocadas pela sociedade dominante, como pode ser considerado livre ? E se não é livre a sua vida, dentro dos preceitos antes abordados, como podemos considerá-la digna? E se a sociedade, esta enorme coletividade de homens e idéias borbulhantes não possui dignidade (assim entendida em sua mais ampla tradução), como poderá viver em paz ?
Enquanto um homem que é catador de restos de lixos, julgar o salário mínimo como forma de alcançar a dignidade plena, ou uma mulher julgar que é muito mais digno “vender” o filho do que vê-lo morrer de fome, ou um idoso achar que a dignidade é sua família visitá-lo num asilo onde foi “jogado”, uma vez por mês ... meus irmãos, acreditem, estaremos buscando ou acelerando a desintegração disto que chamamos “vida moderna”.
Eis porque, sem o profundo conhecimento dos mestres aqui citados, ouso estabelecer este vínculo : a educação é imprescindível ferramenta para a obtenção da verdadeira liberdade humana, que, por sua vez, tornará a sociedade coletiva dotada da dignidade necessária à vida em paz !
Alterando o que já disse um poeta: ainda é possível sonhar ?
5 de ago. de 2008
DEPRESSÃO: AGORA UM AGRAVO DA DOLESCÊNCIA!
Bom Dia!
Um estudo produzido pela Mental Health Foundation (http://www.mentalhealth.org.uk/), organização britânica voltada para a Saúde Mental, e divulgado em seu site no último dia 14 de julho, traz os resultados de uma pesquisa efetuada com 350 adolescentes de 04 diferentes classes sociais. Estes jovens, entre 10 e 14 anos de idades, apresentaram as seguintes situações, surpreendentemente preocupantes:
74% sentem-se em perigo, ameaçadas pelo mundo que deverão enfrentar em sua vida. Este medo está associado à necessidade de possuírem um corpo esbelto (magérrimo pelos padrões impostos pela Moda), e ao sentimento que vencer está ligado ao consumismo desenfreado;
42% já foram vítimas de ofensas ou prevaricações sexuais;
32% deles tem pelo menos um amigo que sofre de desordens alimentares;
50% deles conhecem pelo menos um jovem que sofre de depressão; e
para a grande maioria deles é normal, neste idade, um comportamento auto-destrutivo.
Destaco que estes jovens estão todos na Europa, onde o padrão médio de vida é superior a nossa realidade local. Porém, este ganho a mais não está se refletindo sobre a qualidade de vida destes adolescentes, futuros adultos e condutores das sociedades onde vivem, e prováveis multiplicadores de suas visões de mundo. Problema social, comportamental ou sanitário? Ou seria problema geral?
Uma sociedade desprovida de valores e princípios, que desconhece a Lei Moral e tenta relativizar fundamentos tais como a Ética, a Honestidade e por aí vai, torna-se muito mais do que uma sociedade doente: ela está em entropia, num processo de auto-destruição que já quase beira a irreversibilidade. Em nome de modernismos vazios, têm-se deixado de lado valores que a humanidade, através de seus credos e dos santos homens que estão além de suas religiões nos legaram por séculos e séculos de exemplos, dedicação e ensinamentos. Jogar fora tais tesouros do saber é quase que condenar ao extermínio a própria raça humana.
Por outro lado, uma sociedade onde a gestão da saúde é apresentada e vendida apenas sob o aspecto de maquinários renováveis e cada vez mais complexos, desprovidos do olhar humano e do sentimento de cuidado que, em síntese, é a grande busca do enfermo, não pode ser entendida como uma sociedade que avança. Avança rumo a que? Onde os maiores ganhos levarão esta concepção de Saúde, quando se esquecem que se todos estiverem doentes não sobrará ninguém para pagar estas contas? Quanta ilusão é criada pela indústria da morte, que hoje fala majoritariamente na Saúde, setor da vida!
A depressão na adolescência, e reforço na faixa etária de 10 a 14 anos, ainda não é a gota d' água que tanto tememos. Mas, a continuar assim, estamos bem próximos dela.
Um estudo produzido pela Mental Health Foundation (http://www.mentalhealth.org.uk/), organização britânica voltada para a Saúde Mental, e divulgado em seu site no último dia 14 de julho, traz os resultados de uma pesquisa efetuada com 350 adolescentes de 04 diferentes classes sociais. Estes jovens, entre 10 e 14 anos de idades, apresentaram as seguintes situações, surpreendentemente preocupantes:
74% sentem-se em perigo, ameaçadas pelo mundo que deverão enfrentar em sua vida. Este medo está associado à necessidade de possuírem um corpo esbelto (magérrimo pelos padrões impostos pela Moda), e ao sentimento que vencer está ligado ao consumismo desenfreado;
42% já foram vítimas de ofensas ou prevaricações sexuais;
32% deles tem pelo menos um amigo que sofre de desordens alimentares;
50% deles conhecem pelo menos um jovem que sofre de depressão; e
para a grande maioria deles é normal, neste idade, um comportamento auto-destrutivo.
Destaco que estes jovens estão todos na Europa, onde o padrão médio de vida é superior a nossa realidade local. Porém, este ganho a mais não está se refletindo sobre a qualidade de vida destes adolescentes, futuros adultos e condutores das sociedades onde vivem, e prováveis multiplicadores de suas visões de mundo. Problema social, comportamental ou sanitário? Ou seria problema geral?
Uma sociedade desprovida de valores e princípios, que desconhece a Lei Moral e tenta relativizar fundamentos tais como a Ética, a Honestidade e por aí vai, torna-se muito mais do que uma sociedade doente: ela está em entropia, num processo de auto-destruição que já quase beira a irreversibilidade. Em nome de modernismos vazios, têm-se deixado de lado valores que a humanidade, através de seus credos e dos santos homens que estão além de suas religiões nos legaram por séculos e séculos de exemplos, dedicação e ensinamentos. Jogar fora tais tesouros do saber é quase que condenar ao extermínio a própria raça humana.
Por outro lado, uma sociedade onde a gestão da saúde é apresentada e vendida apenas sob o aspecto de maquinários renováveis e cada vez mais complexos, desprovidos do olhar humano e do sentimento de cuidado que, em síntese, é a grande busca do enfermo, não pode ser entendida como uma sociedade que avança. Avança rumo a que? Onde os maiores ganhos levarão esta concepção de Saúde, quando se esquecem que se todos estiverem doentes não sobrará ninguém para pagar estas contas? Quanta ilusão é criada pela indústria da morte, que hoje fala majoritariamente na Saúde, setor da vida!
A depressão na adolescência, e reforço na faixa etária de 10 a 14 anos, ainda não é a gota d' água que tanto tememos. Mas, a continuar assim, estamos bem próximos dela.
4 de ago. de 2008
A DOR SILENCIOSA
Bom Dia!
Mais um mito criado pelos defensores do aborto foi derrubado através de estudos científicos sérios. Trata-se da falsa informação de que o útero além de protegido seria isolado e, por isso, o feto não sentiria ou sofreria a DOR. O livro «Neonatal Pain: Suffering, Pain and the Risck of Brain Damage in the Fetus and Unborn» (Springer), organizado por Giuseppe Buonocore e Carlo Bellieni, ambos membros do departamento de pediatria, obstetrícia e medicina reprodutiva da Universidade de Siena e recentemente lançado derruba mais esta barreira à razão da spessoas de bom senso criada pelos defensores da morte.
São diversos textos de cientistas que utilizaram das mais diversas técnicas (ultra-som normal, em três e quatro dimensões, etc), para testar a sensibilidade do feto que está no útero aos estímulos externos, em especial, àqueles que provocam dores. O útero protege o feto, mas não o isola do meio no qual está inserido através de sua mãe. Já aos três meses, ou seja, com apenas 12 semanas de gestação, foi possível monitorar a mudança de posição do feto ao ser tocado! Ele diferencia o movimento natural de sua mãe, ao andar, correr ou qualquer tipo de ação, daquele que é provocado por agente externo.
Os defensores do aborto negam-se a admitir que o feto sente DOR. E com o argumento de tão grande pobreza, alegam que o aborto é indolor à criança nasciturna! Se a morte for indolor, na opinião destes defensores, ela pode ocorrer! Bem, agora eles estão com um grande problema em suas consciências: a ciência provou que a morte do feto é, sim, dolorida e sofrida. Como aliás, qualquer morte de um ser vivo.
O feto é uma vida. Detentora de direitos e carente de nossa proteção. Sua dor é real, porém silenciosa e, por isso mesmo, requer de todos nós a firme defesa de sua vida. Não enriquece o debate sobre a legalização do aborto esta imensa quantidade de mentiras arguidas por seus defensores! Afinal, a quem querem enganar?
Mais um mito criado pelos defensores do aborto foi derrubado através de estudos científicos sérios. Trata-se da falsa informação de que o útero além de protegido seria isolado e, por isso, o feto não sentiria ou sofreria a DOR. O livro «Neonatal Pain: Suffering, Pain and the Risck of Brain Damage in the Fetus and Unborn» (Springer), organizado por Giuseppe Buonocore e Carlo Bellieni, ambos membros do departamento de pediatria, obstetrícia e medicina reprodutiva da Universidade de Siena e recentemente lançado derruba mais esta barreira à razão da spessoas de bom senso criada pelos defensores da morte.
São diversos textos de cientistas que utilizaram das mais diversas técnicas (ultra-som normal, em três e quatro dimensões, etc), para testar a sensibilidade do feto que está no útero aos estímulos externos, em especial, àqueles que provocam dores. O útero protege o feto, mas não o isola do meio no qual está inserido através de sua mãe. Já aos três meses, ou seja, com apenas 12 semanas de gestação, foi possível monitorar a mudança de posição do feto ao ser tocado! Ele diferencia o movimento natural de sua mãe, ao andar, correr ou qualquer tipo de ação, daquele que é provocado por agente externo.
Os defensores do aborto negam-se a admitir que o feto sente DOR. E com o argumento de tão grande pobreza, alegam que o aborto é indolor à criança nasciturna! Se a morte for indolor, na opinião destes defensores, ela pode ocorrer! Bem, agora eles estão com um grande problema em suas consciências: a ciência provou que a morte do feto é, sim, dolorida e sofrida. Como aliás, qualquer morte de um ser vivo.
O feto é uma vida. Detentora de direitos e carente de nossa proteção. Sua dor é real, porém silenciosa e, por isso mesmo, requer de todos nós a firme defesa de sua vida. Não enriquece o debate sobre a legalização do aborto esta imensa quantidade de mentiras arguidas por seus defensores! Afinal, a quem querem enganar?
1 de ago. de 2008
SÁBIOS & SABEDORIA...
Bom Dia!
Em tempos onde "abobrinhas", deixou de ser uma forma carinhosa e popular de se referir à abóbora (ou jerimum para que for da terrinha) para se tornar a matéria-prima dos discursos políticos, e onde " ignorância" deixou de ser desconhecimento de algo para se tornar desculpa para não se conhecer o esquema de corrupção que rodeia o " ignorante", resolvi trazer, nesta sexta-feira, alguns ensinamentos de um mestre, sábio e santo para todos os homens de boa vontade: GANDHI.
"A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade."
"Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros."
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência."
"Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas; não há o suficiente para a cobiça humana."
Em tempos onde "abobrinhas", deixou de ser uma forma carinhosa e popular de se referir à abóbora (ou jerimum para que for da terrinha) para se tornar a matéria-prima dos discursos políticos, e onde " ignorância" deixou de ser desconhecimento de algo para se tornar desculpa para não se conhecer o esquema de corrupção que rodeia o " ignorante", resolvi trazer, nesta sexta-feira, alguns ensinamentos de um mestre, sábio e santo para todos os homens de boa vontade: GANDHI.
"A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade."
"Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros."
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência."
"Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas; não há o suficiente para a cobiça humana."
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