Boa Noite!
Nem a notícia da quebra da patente do medicamento VIAGRA pelo Ministério da Saúde, feita no dia de hoje, e que propicia o fim do monopólio deste fármaco usado no tratamento da impotência masculina, consegue escapar da desastrosa 'brincadeira' feita pelo Sr. Ministro da Saúde em relação à hipertensão.
Por diversos anos os cardiologistas, clínicos e outros profissionais médicos sérios tentam conscientizar as pessoas com fatores de risco ou que possuem vida sedentária e outras formas de exposição ao risco cardiovascular que se cuidem, em especial de maneira preventiva.
São campanhas, entrevistas, ações de saúde e por aí se vai. Ontem, o Ministro Temporão jogou tudo isso fora ao declarar que basta o sexo (claro, lembrou-se da camisinha que tanto valoriza) para que as pessoas estejam bem da sua hipertensão. Sim, esta é a associação que os menos informados estão fazendo desde então.
Durante todo o dia escutei e tentei esclarecer que não é assim. Associar o sexo desenfreado a uma melhoria dos problemas cardiológicos chega a ser imbecil. Mas para quem quer fugir dos cuidados preventivos, e o sexo masculino é único nesta fuga, as afirmações do Sr. Ministro não poderiam ter chegado em hora pior.
Sinceramente, jogou-se fora a prevenção, séria, sistematizada e desenvolvida com foco. Tudo isto trocado pela ânsia de ser 'engraçadinho' perante as câmeras de televisão.
Nesta hora só lembro daquele antigo refrão televisivo: "Cala a boca, Magda!".
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
29 de abr. de 2010
28 de abr. de 2010
TRISTE ESQUECIMENTO
Boa Noite!
Em entrevista concedida já na condição de ex-Diretor Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o Dr. Fausto Santos afirmou de forma inequívoca e taxativa que a ANS fracassou, também sob sua gestão, no reforço e implantação do Modelo de Saúde com foco na Atenção Primária, tal qual listado entre seus objetivos e bastante apregoado nas milhares de entrevistas que avidamente concedem os dirigentes daquela agência reguladora, inclusive o próprio depoente.
Nada a constestar na declaração do ex-dirigente máximo, que provavelmente será substituído por alguém que representa o segmento hospitalar em nosso país (conversas de corredores).
O que dói, e muito, é que mais uma vez neste governo, como nunca antes na história deste país, alguém que podia tê-lo feito, e não o fez, descobre depois que era este o caminho correto! Que tempos particulares: ou se esquece daquilo que sempre se deve saber, ou não se faz aquilo para o que se foi elevado a um cargo estratégico no país.
Que bom, Dr. Fausto, que o senhor deixa este testemunho para seu sucessor, se é que ele vai querer discutir algo sobre Modelo de Saúde. Que pena o senhor não ter se lembrado disto nos quatro anos em que esteve em suas mãos a caneta e o poder para promover e priorizar esta discussão no mercado de saúde suplementar.
Talvez se o currículo e a experiência na gestão pesassem mais nas escolhas desta nação, pudéssemos hoje não sermos espectadores da maior crise que já atravessou, na história deste país, a Saúde Pública E Privada!
Em entrevista concedida já na condição de ex-Diretor Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o Dr. Fausto Santos afirmou de forma inequívoca e taxativa que a ANS fracassou, também sob sua gestão, no reforço e implantação do Modelo de Saúde com foco na Atenção Primária, tal qual listado entre seus objetivos e bastante apregoado nas milhares de entrevistas que avidamente concedem os dirigentes daquela agência reguladora, inclusive o próprio depoente.
Nada a constestar na declaração do ex-dirigente máximo, que provavelmente será substituído por alguém que representa o segmento hospitalar em nosso país (conversas de corredores).
O que dói, e muito, é que mais uma vez neste governo, como nunca antes na história deste país, alguém que podia tê-lo feito, e não o fez, descobre depois que era este o caminho correto! Que tempos particulares: ou se esquece daquilo que sempre se deve saber, ou não se faz aquilo para o que se foi elevado a um cargo estratégico no país.
Que bom, Dr. Fausto, que o senhor deixa este testemunho para seu sucessor, se é que ele vai querer discutir algo sobre Modelo de Saúde. Que pena o senhor não ter se lembrado disto nos quatro anos em que esteve em suas mãos a caneta e o poder para promover e priorizar esta discussão no mercado de saúde suplementar.
Talvez se o currículo e a experiência na gestão pesassem mais nas escolhas desta nação, pudéssemos hoje não sermos espectadores da maior crise que já atravessou, na história deste país, a Saúde Pública E Privada!
24 de abr. de 2010
ENTRE A VERDADE E A CARIDADE
Boa Noite!
Um dos grandes pensadores e teólogos da Idade Medieval foi Santo Agostinho. Além da sua fascinante história pessoal, quer no aspecto da mudança radical de vida ao descobrir sua verdadeira vocação e asumir com coragem sua Fé, quanto pelas inúmeras obras e ensinamentos que legou, em todos os campos da vida humana.
Uma das sua frases que mais admiro é que relaciona a Verdade com a Caridade. Diz ele que não se pode deixar de associar, às Verdades que apresentamos a alguém, à Caridade no trato desta pessoa, sempre merecedora de nossa compreensão e cuidado. Mas, alerta o grande Santo, que JAMAIS pode-se abrir mão da Verdade em nome da Caridade.
Ou seja, é vital para que possamos falar em respeito humano, que apresentamos as Verdades àqueles com quem repartimos nossa vida pessoal e profissional, porém sempre cuidando para que a firmeza de nossa apresentação não descambe para a arrogância ou, pior, humilhe aquele que recebe nossa mensagem.
Mas é gritante que, em nossos dias, clama-se pela omissão, pelo silêncio culposo, pela covardia pública, a pretexto de se "resguardarem" aqueles que seriam mais "fracos" para ouvirem e conhecerem tais verdades.
Isto é abrir mão da Verdade, situação condenada irreversivelmente pelo grande teólogo.
A verdade é caminho acertado, que não conhece desvios e, por tudo isso, capaz de elevar e tornar destacável aqueles que a adotam em todos os momentos de suas vidas.
A omissão é cruel, perversa e sádica, pois vai silenciosamente minando os espaços de suas vítimas, quer para torná-las instrumentos de manipulação por parte do mentiroso, quer por excluí-las completamente do estado de direito a que fazem jus.
A Verdade, ao final, sempre surgirá. Não interessa se cedo ou tarde aos olhos dos incautos, mas no tempo justo e certo para todos aqueles que a perseguem incansavelmente. Vivemos cercados de mentiras, pois são elas os grilhões modernos com os quais os donos do poder prendem os desavisados em suas teias. Em nome da caridade, estas manipuladoras lideranças vão cerceando direitos, derrubando igualdades e tornando o ser humano mais parecido com um objeto, uma coisa, cuja vida pode, assim, ser perfeitamente descartada.
A Verdade com a Caridade atrai e liberta; a verdade sem a caridade afasta e isola; a omissão em nome da caridade escraviza e torna o ser humano refém da manipulação, eterno serviçal do medo que lhe imputaram os donos do poder.
Um dos grandes pensadores e teólogos da Idade Medieval foi Santo Agostinho. Além da sua fascinante história pessoal, quer no aspecto da mudança radical de vida ao descobrir sua verdadeira vocação e asumir com coragem sua Fé, quanto pelas inúmeras obras e ensinamentos que legou, em todos os campos da vida humana.
Uma das sua frases que mais admiro é que relaciona a Verdade com a Caridade. Diz ele que não se pode deixar de associar, às Verdades que apresentamos a alguém, à Caridade no trato desta pessoa, sempre merecedora de nossa compreensão e cuidado. Mas, alerta o grande Santo, que JAMAIS pode-se abrir mão da Verdade em nome da Caridade.
Ou seja, é vital para que possamos falar em respeito humano, que apresentamos as Verdades àqueles com quem repartimos nossa vida pessoal e profissional, porém sempre cuidando para que a firmeza de nossa apresentação não descambe para a arrogância ou, pior, humilhe aquele que recebe nossa mensagem.
Mas é gritante que, em nossos dias, clama-se pela omissão, pelo silêncio culposo, pela covardia pública, a pretexto de se "resguardarem" aqueles que seriam mais "fracos" para ouvirem e conhecerem tais verdades.
Isto é abrir mão da Verdade, situação condenada irreversivelmente pelo grande teólogo.
A verdade é caminho acertado, que não conhece desvios e, por tudo isso, capaz de elevar e tornar destacável aqueles que a adotam em todos os momentos de suas vidas.
A omissão é cruel, perversa e sádica, pois vai silenciosamente minando os espaços de suas vítimas, quer para torná-las instrumentos de manipulação por parte do mentiroso, quer por excluí-las completamente do estado de direito a que fazem jus.
A Verdade, ao final, sempre surgirá. Não interessa se cedo ou tarde aos olhos dos incautos, mas no tempo justo e certo para todos aqueles que a perseguem incansavelmente. Vivemos cercados de mentiras, pois são elas os grilhões modernos com os quais os donos do poder prendem os desavisados em suas teias. Em nome da caridade, estas manipuladoras lideranças vão cerceando direitos, derrubando igualdades e tornando o ser humano mais parecido com um objeto, uma coisa, cuja vida pode, assim, ser perfeitamente descartada.
A Verdade com a Caridade atrai e liberta; a verdade sem a caridade afasta e isola; a omissão em nome da caridade escraviza e torna o ser humano refém da manipulação, eterno serviçal do medo que lhe imputaram os donos do poder.
23 de abr. de 2010
A FELICIDADE E OS POLÍTICOS
Bom Dia!
Nossos políticos não nos querem felizes. Eles nâo permitem sequer que respiremos, entre um escândalo e outro, e tampouco se dão atualmente ao trabalho de tentar explicar o inexplicável. Ou não sabem, ou praticam a amnésia seletiva, somente recordando-se daquilo que lhes interesse. Devem ser pessoas muito tristes, pois não nos querem cativar e nem permite que passemos os poucos momentos de descanso de uma maneira mais relaxada, mais alegres. Não nos querem sorridentes.
Preferem as lágrimas, pois talvez julguem que elas ressultam da emoção que produziram em cada um de nós, ao desfilar todo os recursos que possuem da retórica e do falatório vazio e imbecil com que repetidas eleições vem sendo eleitos, às custas daqueles incautos que os julgam pessoas "interessantes". Mas são prudentes em relação ao choro: preferem interpretá-lo do que perguntar-nos qual a sua verdadeira causa...
Criticam as lambanças dos políticos lá de fora, apenas para serem fotografados junto aos ditadores do momento, travestidos de meninos encantados com ídolos de barro, pois a melhor expectativa dos verdadeiros democratas é a data da queda destes idiotas tiranos. Porque que eles caem, ah, isso é só uma questão de tempo!
A Felicidade deve ser uma eleitora muito rebelde. Ou talvez nem tenha tirado seu título de eleitor e isso provoque tamanha repulsa por parte dos nossos políticos. É bem verdade que não são todos iguais, e ainda acho que alguns realmente querem defender seus projetos de governo. O que não consigo é entender porque se esmeram tanto em nos roubar os parcos momentos de alegria que tentamos usufruir.
Tristes políticos, tristes eleitores seus.
Nossos políticos não nos querem felizes. Eles nâo permitem sequer que respiremos, entre um escândalo e outro, e tampouco se dão atualmente ao trabalho de tentar explicar o inexplicável. Ou não sabem, ou praticam a amnésia seletiva, somente recordando-se daquilo que lhes interesse. Devem ser pessoas muito tristes, pois não nos querem cativar e nem permite que passemos os poucos momentos de descanso de uma maneira mais relaxada, mais alegres. Não nos querem sorridentes.
Preferem as lágrimas, pois talvez julguem que elas ressultam da emoção que produziram em cada um de nós, ao desfilar todo os recursos que possuem da retórica e do falatório vazio e imbecil com que repetidas eleições vem sendo eleitos, às custas daqueles incautos que os julgam pessoas "interessantes". Mas são prudentes em relação ao choro: preferem interpretá-lo do que perguntar-nos qual a sua verdadeira causa...
Criticam as lambanças dos políticos lá de fora, apenas para serem fotografados junto aos ditadores do momento, travestidos de meninos encantados com ídolos de barro, pois a melhor expectativa dos verdadeiros democratas é a data da queda destes idiotas tiranos. Porque que eles caem, ah, isso é só uma questão de tempo!
A Felicidade deve ser uma eleitora muito rebelde. Ou talvez nem tenha tirado seu título de eleitor e isso provoque tamanha repulsa por parte dos nossos políticos. É bem verdade que não são todos iguais, e ainda acho que alguns realmente querem defender seus projetos de governo. O que não consigo é entender porque se esmeram tanto em nos roubar os parcos momentos de alegria que tentamos usufruir.
Tristes políticos, tristes eleitores seus.
21 de abr. de 2010
HERÓIS FORTES, PAÍSES FRACOS
Bom Dia!
Neste momento em que nosso país relembra o sacrifício de Tiradentes em prol de nossa independência, em conjunto com seus companheiros de conspiração, pego-me imaginando acerca de tamanha ânsia dos nossos tempos em fabricar heróis, a qualquer preço. Lembro-me do Sr. Bush Filho clamando aos americanos que eles deveriam ser os novos heróis contra o terrorismo, e para isso não se furtou em fabricar uma guerra que, à exceção da indústria americana de armamento, somente trouxe prejuízos para s duas nações, suas populações, seus soldados e a paz mundial.
Os países não deveriam precisar de heróis. Em geral são pessoas de boa intenção, determinados a agir em prol daquilo que acreditam e que, uma vez mortos, fazem tanta falta como exemplo e liderança, que nem mesmo seus exemplos conseguem produzir pessoas do mesmo quilate. Que mais nos deixam os heróis além de uma recordação que, ano após ano, vai sendo cada vez menos lembrada como testemunho e mais desejada como um possível feriadão. Poucas das pessoas que conheço refletem sobre o amor à Pátria e a coragem de Tiradentes. Em geral estão mais preocupadas em saber qual o dia da semana que cairá o feriado, para analisarem se é possível ‘enforcar’, não mais o bravo inconfidente, e sim o dia de trabalho imediatamente posterior.
É triste um país viver do seu passado, mesmo que nele exista uma grande galeria de heróis. Países devem viver o futuro, assegurando aos seus cidadãos, em especial os mais carentes o dia de hoje. O que é o futuro senão asseguramos aos mais pobres o dia de hoje? Será que dedicaremos a eles, quando desaparecerem engolidos pela lava de nosso egoísmo, apenas mais um feriado? Como seria bom que para eles, nós fossemos os heróis que, com coragem e ousadia, inovamos em tudo o que fazemos, desde nossas escolhas políticas, até nossas prioridades de vida profissional e pessoal.
Prefiro líderes comprometidos e atuantes, que não queiram sob o pretexto de imprimir suas marcas às organizações, impor suas idéias brilhantes, mas que estejam ao lado de suas equipes quanto à importância e participação na construção dos resultados, dando-lhes exemplos e testemunhos, por estarem vivos e combativos nas suas organizações. Heróis servem de modelo para bustos e de nomes para espaços públicos. Aliás, apenas por pouco tempo os habitantes destas ruas sabem quem foi o homenageado. Menos ainda, o porque e se ele foi, efetivamente, um herói.
Neste momento em que nosso país relembra o sacrifício de Tiradentes em prol de nossa independência, em conjunto com seus companheiros de conspiração, pego-me imaginando acerca de tamanha ânsia dos nossos tempos em fabricar heróis, a qualquer preço. Lembro-me do Sr. Bush Filho clamando aos americanos que eles deveriam ser os novos heróis contra o terrorismo, e para isso não se furtou em fabricar uma guerra que, à exceção da indústria americana de armamento, somente trouxe prejuízos para s duas nações, suas populações, seus soldados e a paz mundial.
Os países não deveriam precisar de heróis. Em geral são pessoas de boa intenção, determinados a agir em prol daquilo que acreditam e que, uma vez mortos, fazem tanta falta como exemplo e liderança, que nem mesmo seus exemplos conseguem produzir pessoas do mesmo quilate. Que mais nos deixam os heróis além de uma recordação que, ano após ano, vai sendo cada vez menos lembrada como testemunho e mais desejada como um possível feriadão. Poucas das pessoas que conheço refletem sobre o amor à Pátria e a coragem de Tiradentes. Em geral estão mais preocupadas em saber qual o dia da semana que cairá o feriado, para analisarem se é possível ‘enforcar’, não mais o bravo inconfidente, e sim o dia de trabalho imediatamente posterior.
É triste um país viver do seu passado, mesmo que nele exista uma grande galeria de heróis. Países devem viver o futuro, assegurando aos seus cidadãos, em especial os mais carentes o dia de hoje. O que é o futuro senão asseguramos aos mais pobres o dia de hoje? Será que dedicaremos a eles, quando desaparecerem engolidos pela lava de nosso egoísmo, apenas mais um feriado? Como seria bom que para eles, nós fossemos os heróis que, com coragem e ousadia, inovamos em tudo o que fazemos, desde nossas escolhas políticas, até nossas prioridades de vida profissional e pessoal.
Prefiro líderes comprometidos e atuantes, que não queiram sob o pretexto de imprimir suas marcas às organizações, impor suas idéias brilhantes, mas que estejam ao lado de suas equipes quanto à importância e participação na construção dos resultados, dando-lhes exemplos e testemunhos, por estarem vivos e combativos nas suas organizações. Heróis servem de modelo para bustos e de nomes para espaços públicos. Aliás, apenas por pouco tempo os habitantes destas ruas sabem quem foi o homenageado. Menos ainda, o porque e se ele foi, efetivamente, um herói.
19 de abr. de 2010
SEJA O SIM, SIM E O NÃO, NÃO...
Bom Dia!
Ir buscar, no fundo de nossas almas, a reserve que parece ser a final de nossa esperança, vencendo nossos medos, que nos paralisam, nossas tristezas, que nos desmotivam, parece ser o eterno ciclo de todos aqueles que lideram pessoas, e pautam suas vidas na honestidade e integridade.
Chego a pensar que o poder que domina o mundo não gosta de transparência e tampouco do respeito à verdade que deveria pautar suas vidas públicas. Também as forças políticas que pululam todos os sistemas da sociedade humana, quer estejamos falando de grupos partidárias, quer falemos das organizações públicas ou privadas, definitivamente a honestidade parece estar fora de moda.
Há muitos anos, o divino Jesus já nos deu a maior das lições acerca da fidelidade aos nossos princípios e da intransigente defesa da verdade e da honestidade. Procurado pelos seus discípulos Ele foi taxativo: “Seja o teu sim, sim; e o teu não, não”. Não pode haver relativização para com a Ética. Nem mesmo este terrível positivismo jurídico e social que assola nossos tempos de forma tão desavergonhada. São tentativas que aceitemos comportamentos ridículos, bem retratados pelo vídeo do dinheiro nas meias, apenas sob a lógica de que “alguém rouba mais”.
Não existe o pequeno e o grande ladrão. Existem ladrões que roubaram pouco ou muito, mas todos, sem exceção, são responsáveis pelas centenas de milhares de reais que somem dos programas de saúde, de alimentação, e outros destinados a suprir as carências básicas dos seres humanos. Uns roubam nossos patrimônios, e querem andar livremente por aí. Outros tentam roubar nossas consciências, para que deixemos de lado nossos ‘arcaicos’ conceitos acerca de honestidade e transparência.
Outros querem roubar nossa motivação, fustigando nosso profissionalismo com suas medíocres visões de clientelismo e assistencialismo que além de não resolver os problemas estruturais de nossas organizações e da própria sociedade, servem-lhes de instrumentos de manipulação e subjugação da integridade e necessidade humanas.
Ir buscar, no fundo de nossas almas, a reserve que parece ser a final de nossa esperança, vencendo nossos medos, que nos paralisam, nossas tristezas, que nos desmotivam, parece ser o eterno ciclo de todos aqueles que lideram pessoas, e pautam suas vidas na honestidade e integridade.
Chego a pensar que o poder que domina o mundo não gosta de transparência e tampouco do respeito à verdade que deveria pautar suas vidas públicas. Também as forças políticas que pululam todos os sistemas da sociedade humana, quer estejamos falando de grupos partidárias, quer falemos das organizações públicas ou privadas, definitivamente a honestidade parece estar fora de moda.
Há muitos anos, o divino Jesus já nos deu a maior das lições acerca da fidelidade aos nossos princípios e da intransigente defesa da verdade e da honestidade. Procurado pelos seus discípulos Ele foi taxativo: “Seja o teu sim, sim; e o teu não, não”. Não pode haver relativização para com a Ética. Nem mesmo este terrível positivismo jurídico e social que assola nossos tempos de forma tão desavergonhada. São tentativas que aceitemos comportamentos ridículos, bem retratados pelo vídeo do dinheiro nas meias, apenas sob a lógica de que “alguém rouba mais”.
Não existe o pequeno e o grande ladrão. Existem ladrões que roubaram pouco ou muito, mas todos, sem exceção, são responsáveis pelas centenas de milhares de reais que somem dos programas de saúde, de alimentação, e outros destinados a suprir as carências básicas dos seres humanos. Uns roubam nossos patrimônios, e querem andar livremente por aí. Outros tentam roubar nossas consciências, para que deixemos de lado nossos ‘arcaicos’ conceitos acerca de honestidade e transparência.
Outros querem roubar nossa motivação, fustigando nosso profissionalismo com suas medíocres visões de clientelismo e assistencialismo que além de não resolver os problemas estruturais de nossas organizações e da própria sociedade, servem-lhes de instrumentos de manipulação e subjugação da integridade e necessidade humanas.
16 de abr. de 2010
A PORTABILIDADE E O SONHO
Boa Noite!
Hoje faz aniversário de criação a famosa política de Portabilidade criada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para quem não se recorda, ela foi apresentada à mídia como uma grande estratégia da agência que iria solucionar o problema de insatisfação dos clientes para com suas operadoras e de quebra traria um acirramento na concentração de carteiras, objetivo de há muito almejado pela referida ANS.
O público que poderia ser beneficiado pela medida em todo o Brasil poderia chegar a SETE MILHÕES de usuários, de um total de 52 milhões que possuem planos nas diversas operadoras de Saúde Suplementar, o que representa nada menos de quase 14% do total de beneficiários. Eram (e ainda são) números grandiosos, que provocaram uma corrida da mídia aos dirigentes da ANS, e estes, sempre solícitos às câmeras de TV prestaram-se a desfilar a totalidade de suas imensas expectativas, principalmente em como o Mercado estaria ‘diferente’ em um ano.
Bem, como falei na abertura, chegou a hora da verdade. Um ano depois, quais os números da portabilidade? Pífios ou ridículos, a escolha é sua.
Foram 1.074 pedidos de mudança, o que representa 0,0154% da projeção inicialmente efetuada pelos competentes gestores e reguladores brasileiros!
Vocês ouviram algum deles ir até as mesmas emissoras de televisão reconhecer as falácias de seus argumentos de um ano atrás?
Vocês ouviram algum deles reconhecer que faltou à norma uma motivação efetiva, real, como por exemplo, a oferta de programas de saúde, ao invés puramente de uma demagógica ‘vantagem financeira’?
Vocês acreditam que algum deles irá reacender mais este fracasso da agência? Provavelmente não.
Em especial numa semana em que a agência está para receber seu novo Presidente, e que muito se comenta no mercado que ele virá do segmento hospitalar, não haverá lembranças, mais ainda de tamanho desastre. A ANS jogou fora esta oportunidade, este foi o mote de nossa reflexão de um ano atrás. E agora abandona a discussão, tática corriqueira nestes tempos. Não seria o caso de reabri-la, buscando dotar a portabilidade de um diferencial REALMENTE voltado para a saúde da população?
Hoje faz aniversário de criação a famosa política de Portabilidade criada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para quem não se recorda, ela foi apresentada à mídia como uma grande estratégia da agência que iria solucionar o problema de insatisfação dos clientes para com suas operadoras e de quebra traria um acirramento na concentração de carteiras, objetivo de há muito almejado pela referida ANS.
O público que poderia ser beneficiado pela medida em todo o Brasil poderia chegar a SETE MILHÕES de usuários, de um total de 52 milhões que possuem planos nas diversas operadoras de Saúde Suplementar, o que representa nada menos de quase 14% do total de beneficiários. Eram (e ainda são) números grandiosos, que provocaram uma corrida da mídia aos dirigentes da ANS, e estes, sempre solícitos às câmeras de TV prestaram-se a desfilar a totalidade de suas imensas expectativas, principalmente em como o Mercado estaria ‘diferente’ em um ano.
Bem, como falei na abertura, chegou a hora da verdade. Um ano depois, quais os números da portabilidade? Pífios ou ridículos, a escolha é sua.
Foram 1.074 pedidos de mudança, o que representa 0,0154% da projeção inicialmente efetuada pelos competentes gestores e reguladores brasileiros!
Vocês ouviram algum deles ir até as mesmas emissoras de televisão reconhecer as falácias de seus argumentos de um ano atrás?
Vocês ouviram algum deles reconhecer que faltou à norma uma motivação efetiva, real, como por exemplo, a oferta de programas de saúde, ao invés puramente de uma demagógica ‘vantagem financeira’?
Vocês acreditam que algum deles irá reacender mais este fracasso da agência? Provavelmente não.
Em especial numa semana em que a agência está para receber seu novo Presidente, e que muito se comenta no mercado que ele virá do segmento hospitalar, não haverá lembranças, mais ainda de tamanho desastre. A ANS jogou fora esta oportunidade, este foi o mote de nossa reflexão de um ano atrás. E agora abandona a discussão, tática corriqueira nestes tempos. Não seria o caso de reabri-la, buscando dotar a portabilidade de um diferencial REALMENTE voltado para a saúde da população?
15 de abr. de 2010
PENSAR-SE GESTOR
Boa Noite!
Ainda hoje me surpreendem as situações que encontro de pessoas possuidoras de considerável bagagem de conhecimento, boa cultura geral, postura que nos chama atenção, mas que apesar disto tudo não se colocam e nem querem sentir-se ou pensar, ou agir como gestores.
São pessoas que desenvolveram um discurso bastante contraditório e bem carregado de forte teor de acomodação, para as quais a arzão delas estarem onde estão, marcando passo ou sem ascenderem a cargos mais estratégicos é culpa da própria organização na qual permanecem.
Terceirizam as suas responsabilidades ou a falta de "TONUS", assim entendido o não uso da VONTADE que associada ao conhecimento devem produzir resultados. A competência é o conhecimento usado em prol dos resultados almejados pelas organizações, e independe se falamos da maior empresa do país ou da associação sem fins lucrativos ali do bairro.
A competência faz o projeto estratégico tornar-se algo mensurável e, assim, elemento construtor do futuro almejado. A vontade faz com que o conhecimento se torne irrequieto e busque trilhar o caminho da vitória.
Porém, o imobilismo e a acomodação não são as posturas naturais e, dessa forma, geram a necessidade de se construir uma 'desculpa plausível', ao menos para aquele que a usa.
Não basta almejar um cargo estratégico. É preciso trilhar o caminho que nos leva até ele, e isto deve ser feito pelo desenvolvimento de uma competência técnica além do pensar estratégico. Não basta ser gestor, temos que pensar como tal.
As pessoas definem os salários dos gestores como objeto de seu desejo, mas esquecem de colocar a formação e competência como as ferramentas necessárias para se alcançá-los. Quando se acomodam, e veem seus projetos desapareceram dentre suas mãos, optam por desenvolver desculpas das mais estapafúrdias que se pode pensar. Não seria melhor fugir da acomodação?
Ainda hoje me surpreendem as situações que encontro de pessoas possuidoras de considerável bagagem de conhecimento, boa cultura geral, postura que nos chama atenção, mas que apesar disto tudo não se colocam e nem querem sentir-se ou pensar, ou agir como gestores.
São pessoas que desenvolveram um discurso bastante contraditório e bem carregado de forte teor de acomodação, para as quais a arzão delas estarem onde estão, marcando passo ou sem ascenderem a cargos mais estratégicos é culpa da própria organização na qual permanecem.
Terceirizam as suas responsabilidades ou a falta de "TONUS", assim entendido o não uso da VONTADE que associada ao conhecimento devem produzir resultados. A competência é o conhecimento usado em prol dos resultados almejados pelas organizações, e independe se falamos da maior empresa do país ou da associação sem fins lucrativos ali do bairro.
A competência faz o projeto estratégico tornar-se algo mensurável e, assim, elemento construtor do futuro almejado. A vontade faz com que o conhecimento se torne irrequieto e busque trilhar o caminho da vitória.
Porém, o imobilismo e a acomodação não são as posturas naturais e, dessa forma, geram a necessidade de se construir uma 'desculpa plausível', ao menos para aquele que a usa.
Não basta almejar um cargo estratégico. É preciso trilhar o caminho que nos leva até ele, e isto deve ser feito pelo desenvolvimento de uma competência técnica além do pensar estratégico. Não basta ser gestor, temos que pensar como tal.
As pessoas definem os salários dos gestores como objeto de seu desejo, mas esquecem de colocar a formação e competência como as ferramentas necessárias para se alcançá-los. Quando se acomodam, e veem seus projetos desapareceram dentre suas mãos, optam por desenvolver desculpas das mais estapafúrdias que se pode pensar. Não seria melhor fugir da acomodação?
12 de abr. de 2010
MAS...
Bom Dia!
Sou frio, mas gosto do quente.
Sou da paz, mas gosto de uma 'boa' briga.
Sou ético, mas não podemos deixar passar uma 'oportunidade'.
Sou honesto, mas não perco a oportunidade de sonegar um impostozinho aqui e outro acolá.
Sou democrata, mas não se pode mandar e obedecer às leis, ou permitir que a Justiça nos diga o que fazer.
Sou igualitário, mas Deus me livre de uma filho meu casar com uma pessoa negra.
Sou trabalhador, mas adoro 'enrolar' o emprego e dar uma fugidinha.
Sou favorável a que todos tenham oportunidades iguais, mas reconheço que o mundo é dos 'espertos'.
Sou favorável à vida, mas defendo a pena de morte.
Somos um país onde estas frases são repetidas aos milhares, dia após dia, entrevista após entrevista.
Não deveria, pois, supreender-nos a inexplicável frase proferida pelo inteligente Senador Arthur Virgílio (PSDB - AM), no último dia 08 de abril:
"Sou católico, mas defendo o aborto".
Desculpe-me V.Exa., mas ou o Senhor não sabe da monstruosidade que é o aborto, sistemático e ininterrupto assassinato silencioso de vítimas do egoísmo desta sociedade contraditória, ou talvez V.Exa. precise buscar e conhecer melhor aos ensinamentos de Jesus Cristo verdadeiro e único criador do Catolicismo.
Quem sabe revisitando tais verdades, possa V.Exa. assumir a real atitude de um católico ou de qualquer pessoa religiosa que defenda a vida: a absoluta e inegociável oposição a este novo genocídio de inocentes vidas.
Talvez o problema de nossa nação seja a quantidade de 'MAS' que usamos a cada momento para tentarmos mascarar a omissão de nossas posições para com tais absurdos proferidos por políticos de todos os níveis de atuação em nossa (ainda) democrática república.
Sou frio, mas gosto do quente.
Sou da paz, mas gosto de uma 'boa' briga.
Sou ético, mas não podemos deixar passar uma 'oportunidade'.
Sou honesto, mas não perco a oportunidade de sonegar um impostozinho aqui e outro acolá.
Sou democrata, mas não se pode mandar e obedecer às leis, ou permitir que a Justiça nos diga o que fazer.
Sou igualitário, mas Deus me livre de uma filho meu casar com uma pessoa negra.
Sou trabalhador, mas adoro 'enrolar' o emprego e dar uma fugidinha.
Sou favorável a que todos tenham oportunidades iguais, mas reconheço que o mundo é dos 'espertos'.
Sou favorável à vida, mas defendo a pena de morte.
Somos um país onde estas frases são repetidas aos milhares, dia após dia, entrevista após entrevista.
Não deveria, pois, supreender-nos a inexplicável frase proferida pelo inteligente Senador Arthur Virgílio (PSDB - AM), no último dia 08 de abril:
"Sou católico, mas defendo o aborto".
Desculpe-me V.Exa., mas ou o Senhor não sabe da monstruosidade que é o aborto, sistemático e ininterrupto assassinato silencioso de vítimas do egoísmo desta sociedade contraditória, ou talvez V.Exa. precise buscar e conhecer melhor aos ensinamentos de Jesus Cristo verdadeiro e único criador do Catolicismo.
Quem sabe revisitando tais verdades, possa V.Exa. assumir a real atitude de um católico ou de qualquer pessoa religiosa que defenda a vida: a absoluta e inegociável oposição a este novo genocídio de inocentes vidas.
Talvez o problema de nossa nação seja a quantidade de 'MAS' que usamos a cada momento para tentarmos mascarar a omissão de nossas posições para com tais absurdos proferidos por políticos de todos os níveis de atuação em nossa (ainda) democrática república.
6 de abr. de 2010
ENTRE FATOS E VERDADES
Bom Dia!
Existem fatos que vem sendo repetidas vezes veiculados pela mídia e que dizem respeito à lamentável prática de pedofilia entre ministros ordenados que pertenciam, à época dos crimes cometidos, ao sacerdócio da Igreja Católica. São notícias dadas com a maior generalidade possível, quase sempre utilizando-se de palavras imprecisas e que, para a grande maioria dos ouvintes, forma uma sensação numérica e de gravidade que chega a beirar a irracionalidade.
Não bastasse a violência dos fatos ocorridos e a imensa traição para com os votos que assumiram livremente tais infratores, a covardia de tais crimes contra crianças e adolescentes, e a repulsa de vermos tais fatos serem atribuídos de forma injusta e desmerecida a centenas de milhares de sacerdotes que não apenas os condenam, mas agem com vocação, carinho e retidão no exercício de suas vocações pastorais.
Mas além de tudo o que citei, estas notícias envolvem aspectos mentirosos, cujas finalidades precisam ser identificadas e denunciadas. Vejamos o que diz o Professor Doutor Philip Jenkins, não católico e atuante em Oxford, autor do livro PEDOPHILES AND PRIEST: ANATOMY OF A CONTEMPORARY CRISIS, citado pelo também Doutor Carlos Alberto de Franco (http://www.consultoradifranco.com/), no mais completo estudo publicado:
1. O VATICANO recebeu entre 1950 e 2000, cerca de 3.000 denúncias de ABUSOS SEXUAIS cometidos por sacerdotes, assim entendidos:
1.800 (60%) de casos de HOMOSSEXUALISMO, ou seja práticas homossexuais cometidas pelos sacerdotes com maiores de idade e que foram reconhecidos por estes, embora tivessem sido aceitos e recebidos no sacerdócio com a livre promessa feita de se manterem celibatários. A Igreja adotou a medida de não mais receber tais promessas e não ordenar quem é homossexual manifesto, numa atitude séria e resolutiva que foi bastante criticada pela mesma imprensa que agora acusa o Papa Bento XVI de nada ter feito.
900 (30%) foram casos de RELAÇÕES HETEROSSEXUAIS tidas com mulheres maiores de idade e que geraram pedidos de perdão (com assunção de responsabilidade civil dos que os praticaram), ou pedidos de suspensão dos votos sacerdotais. Note-se que não houve omissão da Igreja e nem fuga da realidade do problema: o celibato é uma vocação, por isso ele é declarado livremente pelo postulante ao sacerdócio. Ser celibatário é dar todo o seu amor ao rebanho a quem serve, indo muito além do núcleo familiar pessoal que o casamento permite criar.
300 (10%) foram casos de PEDOFILIA e tratados com os rigores e punições previstas no Código de Direito Canônico.
Os mesmo pesquisadores apontam que o número de padres envolvidos com ABUSOS SEXUAIS e não exclusivamente com Pedofilia, representam, por exemplo, menos de 0,2% dos casos totais denunciados na sociedade alemã, bola da vez desde a semana passada e não por coincidência o país natal do Santo Padre.
É pouco este número? É grande este número?
A Igreja tem dito, desde o Papa até o nosso Pároco, da imensa dor que a Igreja toda sente com tão aberrante traição cometida pelos infratores contra Cristo em primeiro lugar, pois a Ele juraram fidelidade, obediência e testemunho; às crianças, vítimas silenciosas destes atos tão vis; e aos demais sacerdotes que agora estão no meio de críticas que não merecem, de muitas pessoas que sequer conhecem o imenso e caridoso trabalho social que realizam em suas paróquias.
A dor não seria maior e nem menor se o número de casos fosse 5, 50 ou 5.000. A Igreja sofre como um único e mesmo corpo e por isso ela pediu perdão e já iniciou milhares de processos de reparação material em todo o mundo.
Mas a minha pergunta é como curioso.
Quantas reportagens foram veiculadas com a mesma intensidade e agressividade em relação aos médicos, advogados, e outros profissionais liberais que representam 99,8% DOS CASOS DE PEDOFILIA NA EUROPA?
Quantos Governantes foram intimidados, atacados, denegridos, pichados e injustiçados por conta de funcionários públicos que praticaram atos de pedofilia?
Quantos Empresários sofreram retaliação, tiveram suas imagens pichadas em vias públicas, por terem funcionários de suas empresas praticados atos de pedofilia?
Por acaso políticos e empresários não são líderes? Por que então são isentos e tratados com justiça?
Não defendo a omissão e nem a exclusão de responsabilidade. Mas a tese da responsabilidade coletiva foi a base jurídica do Estado Nazista e serviu de embasamento jurídico às Leis de Nuremberg. Este foi o sentido, talvez que o porta voz do Vaticano tentou mostrar em suas palavras.
Não é possível que homens de bem, inteligentes e sensíveis, fiquem impassíveis e se deixem manipular de forma tão acintosa pela mídia, num ataque injusto e que só tem uma única causa: Bento XVI não perde a calma e não retrocede em sua luta contra as injustiças, exclusões e dissimulações que cercam os órgãos da imprensa mundial.
Fatos só servem ao nosso crescimento se são explicados a partir de verdades. Mas fatos podem (e são) manipulados, especialmente escondendo-se as referências que demonstram sua manipulação.
Existem fatos que vem sendo repetidas vezes veiculados pela mídia e que dizem respeito à lamentável prática de pedofilia entre ministros ordenados que pertenciam, à época dos crimes cometidos, ao sacerdócio da Igreja Católica. São notícias dadas com a maior generalidade possível, quase sempre utilizando-se de palavras imprecisas e que, para a grande maioria dos ouvintes, forma uma sensação numérica e de gravidade que chega a beirar a irracionalidade.
Não bastasse a violência dos fatos ocorridos e a imensa traição para com os votos que assumiram livremente tais infratores, a covardia de tais crimes contra crianças e adolescentes, e a repulsa de vermos tais fatos serem atribuídos de forma injusta e desmerecida a centenas de milhares de sacerdotes que não apenas os condenam, mas agem com vocação, carinho e retidão no exercício de suas vocações pastorais.
Mas além de tudo o que citei, estas notícias envolvem aspectos mentirosos, cujas finalidades precisam ser identificadas e denunciadas. Vejamos o que diz o Professor Doutor Philip Jenkins, não católico e atuante em Oxford, autor do livro PEDOPHILES AND PRIEST: ANATOMY OF A CONTEMPORARY CRISIS, citado pelo também Doutor Carlos Alberto de Franco (http://www.consultoradifranco.com/), no mais completo estudo publicado:
1. O VATICANO recebeu entre 1950 e 2000, cerca de 3.000 denúncias de ABUSOS SEXUAIS cometidos por sacerdotes, assim entendidos:
1.800 (60%) de casos de HOMOSSEXUALISMO, ou seja práticas homossexuais cometidas pelos sacerdotes com maiores de idade e que foram reconhecidos por estes, embora tivessem sido aceitos e recebidos no sacerdócio com a livre promessa feita de se manterem celibatários. A Igreja adotou a medida de não mais receber tais promessas e não ordenar quem é homossexual manifesto, numa atitude séria e resolutiva que foi bastante criticada pela mesma imprensa que agora acusa o Papa Bento XVI de nada ter feito.
900 (30%) foram casos de RELAÇÕES HETEROSSEXUAIS tidas com mulheres maiores de idade e que geraram pedidos de perdão (com assunção de responsabilidade civil dos que os praticaram), ou pedidos de suspensão dos votos sacerdotais. Note-se que não houve omissão da Igreja e nem fuga da realidade do problema: o celibato é uma vocação, por isso ele é declarado livremente pelo postulante ao sacerdócio. Ser celibatário é dar todo o seu amor ao rebanho a quem serve, indo muito além do núcleo familiar pessoal que o casamento permite criar.
300 (10%) foram casos de PEDOFILIA e tratados com os rigores e punições previstas no Código de Direito Canônico.
Os mesmo pesquisadores apontam que o número de padres envolvidos com ABUSOS SEXUAIS e não exclusivamente com Pedofilia, representam, por exemplo, menos de 0,2% dos casos totais denunciados na sociedade alemã, bola da vez desde a semana passada e não por coincidência o país natal do Santo Padre.
É pouco este número? É grande este número?
A Igreja tem dito, desde o Papa até o nosso Pároco, da imensa dor que a Igreja toda sente com tão aberrante traição cometida pelos infratores contra Cristo em primeiro lugar, pois a Ele juraram fidelidade, obediência e testemunho; às crianças, vítimas silenciosas destes atos tão vis; e aos demais sacerdotes que agora estão no meio de críticas que não merecem, de muitas pessoas que sequer conhecem o imenso e caridoso trabalho social que realizam em suas paróquias.
A dor não seria maior e nem menor se o número de casos fosse 5, 50 ou 5.000. A Igreja sofre como um único e mesmo corpo e por isso ela pediu perdão e já iniciou milhares de processos de reparação material em todo o mundo.
Mas a minha pergunta é como curioso.
Quantas reportagens foram veiculadas com a mesma intensidade e agressividade em relação aos médicos, advogados, e outros profissionais liberais que representam 99,8% DOS CASOS DE PEDOFILIA NA EUROPA?
Quantos Governantes foram intimidados, atacados, denegridos, pichados e injustiçados por conta de funcionários públicos que praticaram atos de pedofilia?
Quantos Empresários sofreram retaliação, tiveram suas imagens pichadas em vias públicas, por terem funcionários de suas empresas praticados atos de pedofilia?
Por acaso políticos e empresários não são líderes? Por que então são isentos e tratados com justiça?
Não defendo a omissão e nem a exclusão de responsabilidade. Mas a tese da responsabilidade coletiva foi a base jurídica do Estado Nazista e serviu de embasamento jurídico às Leis de Nuremberg. Este foi o sentido, talvez que o porta voz do Vaticano tentou mostrar em suas palavras.
Não é possível que homens de bem, inteligentes e sensíveis, fiquem impassíveis e se deixem manipular de forma tão acintosa pela mídia, num ataque injusto e que só tem uma única causa: Bento XVI não perde a calma e não retrocede em sua luta contra as injustiças, exclusões e dissimulações que cercam os órgãos da imprensa mundial.
Fatos só servem ao nosso crescimento se são explicados a partir de verdades. Mas fatos podem (e são) manipulados, especialmente escondendo-se as referências que demonstram sua manipulação.
3 de abr. de 2010
NÃO DESÇAS DA CRUZ!
Boa Tarde!
Um dos grandes líderes da Igreja Católica na América Latina, profundo defensor dos pobres e dos perseguidos, o falecido Dom Hélder Câmara, possui um belíssimo poeta acerca do sacrifício de Jesus feito por cada um de nós e relembrado, revivido e celebrado pelos católicos esta semana, que se inicia com este pedido: Não desças da cruz!
Dom Hélder não quer louvar o ato da crucificação, mas sim expressar tanto sua imensa gratidão pelo amor que fez com que Jesus se entregasse, quanto a nossa imensa incapacidade de nos mantermos fiéis aos seus ensinamentos e exemplos. Somos fracos, somos imperfeitos, acovardamo-nos ante um mundo dominado e conduzido por inúmeros covardes travestidos de líderes.
Queixamo-nos da falta disto ou daquilo nos nossos governantes, e em geral estamos cobertos de razões para fazê-los. Mas basta chegar o tempo de exerceremos nossos direitos de cidadania para que nos acovardemos no voto que, por exemplo, esteja de acordo com o pensamento dos outros, ou com a maioria das pesquisas, ou com a opinião do meu chefe, ou com outra bobagem da espécie.
Queremos compromissos nos outros, apenas porque quanto mais eles o possuírem, talvez menos seja requerido de nossas atitudes uma firmeza maior, uma dedicação mais intensa, um comprometimento efetivo. Necessitamos da cruz de outrem, pois não assumimos as nossas. Aliás, para que o plural? Às vezes a vida nos coloca uma cruz muito inferior a de tantos que se dedicam de corpo e alma à construção de um bem comum, da inserção, da defesa dos fracos e excluídos. Mas nós continuamos a nos iludir que mesmo uma cruz maior ou menor pode ser abandonada à margem da estrada da vida, sem qualquer problema, ou melhor, apenas pela localização de alguém que a assuma.
Será que não percebemos a felicidade, simples, porém persistente, que emana de todas as pessoas que candidamente assumem tais cruzes, em especial as que abandonamos? Não parece que o madeiro pesa-lhes sobre os ombros, ao menos quanto à alegria ou a uma vida plena. Ao contrário, a doação multiplica as horas cronológicas e diminui o espaço para as frustrações, para o esvaziamento da vida, ou para o apego às coisas materiais.
Realmente, por nossas fraquezas é que Cristo foi içado no Calvário. E é por nossa covardia que foi preciso pedir-lhe que permaneça na cruz. Não que Ele tenha pensado em abandoná-la. Nunca. Mas é que nós jogamos tantas cruzes ao largo da estrada de nossa vida que não conseguimos imaginar alguém enfrentando-a exclusivamente por amor.
Um dos grandes líderes da Igreja Católica na América Latina, profundo defensor dos pobres e dos perseguidos, o falecido Dom Hélder Câmara, possui um belíssimo poeta acerca do sacrifício de Jesus feito por cada um de nós e relembrado, revivido e celebrado pelos católicos esta semana, que se inicia com este pedido: Não desças da cruz!
Dom Hélder não quer louvar o ato da crucificação, mas sim expressar tanto sua imensa gratidão pelo amor que fez com que Jesus se entregasse, quanto a nossa imensa incapacidade de nos mantermos fiéis aos seus ensinamentos e exemplos. Somos fracos, somos imperfeitos, acovardamo-nos ante um mundo dominado e conduzido por inúmeros covardes travestidos de líderes.
Queixamo-nos da falta disto ou daquilo nos nossos governantes, e em geral estamos cobertos de razões para fazê-los. Mas basta chegar o tempo de exerceremos nossos direitos de cidadania para que nos acovardemos no voto que, por exemplo, esteja de acordo com o pensamento dos outros, ou com a maioria das pesquisas, ou com a opinião do meu chefe, ou com outra bobagem da espécie.
Queremos compromissos nos outros, apenas porque quanto mais eles o possuírem, talvez menos seja requerido de nossas atitudes uma firmeza maior, uma dedicação mais intensa, um comprometimento efetivo. Necessitamos da cruz de outrem, pois não assumimos as nossas. Aliás, para que o plural? Às vezes a vida nos coloca uma cruz muito inferior a de tantos que se dedicam de corpo e alma à construção de um bem comum, da inserção, da defesa dos fracos e excluídos. Mas nós continuamos a nos iludir que mesmo uma cruz maior ou menor pode ser abandonada à margem da estrada da vida, sem qualquer problema, ou melhor, apenas pela localização de alguém que a assuma.
Será que não percebemos a felicidade, simples, porém persistente, que emana de todas as pessoas que candidamente assumem tais cruzes, em especial as que abandonamos? Não parece que o madeiro pesa-lhes sobre os ombros, ao menos quanto à alegria ou a uma vida plena. Ao contrário, a doação multiplica as horas cronológicas e diminui o espaço para as frustrações, para o esvaziamento da vida, ou para o apego às coisas materiais.
Realmente, por nossas fraquezas é que Cristo foi içado no Calvário. E é por nossa covardia que foi preciso pedir-lhe que permaneça na cruz. Não que Ele tenha pensado em abandoná-la. Nunca. Mas é que nós jogamos tantas cruzes ao largo da estrada de nossa vida que não conseguimos imaginar alguém enfrentando-a exclusivamente por amor.
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