Boa Noite!
Desde que me entendo 'de gente' como se diz em minha terra natal, escuto todos os sábios idosos da minha família repetirem que: "o acordado não é caro". Isto quer dizer que aquilo que se promete após uma negociação, ou um acordo empresarial, deve sempre ser cumprido no tempo e na forma estabelecidas. Mais do que um requisito essencial a um negociador, o cumprimento da palavra empenhado é uma questão de pleno exercício da Ética: se vigio meus passos e minhas responsabilidades para cumprir o que afirmei fazê-lo, terei que necessariamente pensar no coletivo, no correto e na forma mais honesta e justa de consegui-lo.
Por isso causa-me estranheza e certo desânimo perceber que, para alguns jovens executivos de empresas, a palavra nada mais é do que um torpe meio de se ludibriar outras pessoas. É uma 'forma' de se ganhar tempo. Forma, diga-se de passagem, vil e medonha, pois não expõe apenas a falta de ética (o que já seria lamentável), mas a própria incompetência de quem assim o faz.
Se nós não temos competência para fazer algo que julgávamos ter, devemos usar a única estratégia possível: pedir as contas e ir embora. Ao tentarmos enganar outros, estamos perdendo não apenas tempo valioso de nossas carreiras, mas a própria credibilidade profissional. Inexiste maior patrimônio para um gestor do que sua credibilidade, seu nome, o respeito profissional que adquiriu com sua coerência entre o acordado e o cumprido. Todo o restante é supérfluo e passageiro. Mas a honra, a honestidade e o conceito ficam, para sempre. Eles serão lembrados, quase nunca nos momentos em que temos presente os verdadeiros profissionais, mas SEMPRE nas suas ausências.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de nov. de 2011
QUESTÕES PARA PENSAR
Boa Noite!
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
28 de nov. de 2011
VERDADES SOBRE O ABORTO
"O que é que eu aprendi em três anos de estudo dos efeitos do aborto legal? Que existem inúmeras complicações e que não existem garantias de uma passagem segura. Nenhum médico, nenhum hospital, nenhuma clínica pode garantir a uma mulher que ela vai sobreviver a um aborto legal.”
(Ann Saltenberger)
Ao referir que o aborto induzido é 10 vezes mais seguro do que um parto, a propaganda de muitas clínicas de aborto (em países onde a prática está legalizada) cria uma falsa sensação de segurança nas mulheres que procuram os seus serviços. No entanto, esta prática está longe de ser segura. As mulheres que se submetem a um aborto induzido colocam a sua saúde em risco. Mesmo que o procedimento cirúrgico possa correr bem, a mulher não está livre de ter problemas a longo prazo. Em alguns casos, a prática do aborto pode resultar na morte da mulher. As principais causas de morte relacionadas com o aborto induzido resultam de infecções, hemorragias e perfurações uterinas.
Aproximadamente 10% das mulheres que se sujeitam a um aborto induzido sofrem de complicações imediatas, das quais cerca de um quinto (2%) são consideradas de risco para a vida da mulher.
As oito complicações principais mais comuns que podem ocorrer são: infecção, embolia, perfuração ou dilaceração do útero, complicações com a anestesia, convulsões, hemorragia aguda, danos cervicais, e choque endotóxico.
As complicações menores mais comuns incluem: infecção, hemorragia, febre, queimaduras de segundo grau, dores abdominais crônicas, vômitos, distúrbios gastrointestinais, e sensibilização Rh (ocorre quando o sangue do feto se mistura com o sangue da mulher grávida e ambos tem Rh’s diferentes). (2)
Num estudo envolvendo 1428 mulheres, os investigadores verificaram que a perda durante a gravidez, em especial a perda causada por aborto induzido, estava significativamente relacionada com uma pior saúde geral (3). Enquanto que a gravidez interrompida por motivos naturais causava um detrimento na saúde, o aborto tinha ainda uma maior correlação com um mau estado de saúde. Estudos como este têm confirmado outros anteriores que referiam que no ano após o aborto, as mulheres frequentavam o seu médico de família 80% mais por diversas razões e 180% mais por razões psicológicas.
Autores: 1. Saltenberger, A. (1982). Every Woman Has a Right to Know the Dangers of Legal Abortion. Air-Plus Enterprises, Glassboro, NJ; 2. Frank, P.I. (1985). Induced-Abortion Operations and Their Early Sequelae. Journal of the Royal College of General Practitioners 35(273):175-180.; Grimes, D.A. and Cates, W., Abortion: Methods and Complications, Human Reproduction, pp. 796-813.; Freedman, M.A., Jillson, D.A., Coffin, R.R. and Novick, L.F. (1986). Comparison of Complication Rates in 1st-Trimester Abortions Performed by Physician Assistants and Physicians. American Journal of Public Health 76(5):550-554; 3. Ney, P.G., Fung, T., Wickett, A.R. and Beamandodd, C. (1994). The Effects of Pregnancy Loss on Womens Health. Social Science & Medicine 38(9):1193-1200.; Badgley, Caron and Powell (1997). Report of the Committee on the Abortion Law, Supply and Services, Ottawa.
(Ann Saltenberger)
Ao referir que o aborto induzido é 10 vezes mais seguro do que um parto, a propaganda de muitas clínicas de aborto (em países onde a prática está legalizada) cria uma falsa sensação de segurança nas mulheres que procuram os seus serviços. No entanto, esta prática está longe de ser segura. As mulheres que se submetem a um aborto induzido colocam a sua saúde em risco. Mesmo que o procedimento cirúrgico possa correr bem, a mulher não está livre de ter problemas a longo prazo. Em alguns casos, a prática do aborto pode resultar na morte da mulher. As principais causas de morte relacionadas com o aborto induzido resultam de infecções, hemorragias e perfurações uterinas.
Aproximadamente 10% das mulheres que se sujeitam a um aborto induzido sofrem de complicações imediatas, das quais cerca de um quinto (2%) são consideradas de risco para a vida da mulher.
As oito complicações principais mais comuns que podem ocorrer são: infecção, embolia, perfuração ou dilaceração do útero, complicações com a anestesia, convulsões, hemorragia aguda, danos cervicais, e choque endotóxico.
As complicações menores mais comuns incluem: infecção, hemorragia, febre, queimaduras de segundo grau, dores abdominais crônicas, vômitos, distúrbios gastrointestinais, e sensibilização Rh (ocorre quando o sangue do feto se mistura com o sangue da mulher grávida e ambos tem Rh’s diferentes). (2)
Num estudo envolvendo 1428 mulheres, os investigadores verificaram que a perda durante a gravidez, em especial a perda causada por aborto induzido, estava significativamente relacionada com uma pior saúde geral (3). Enquanto que a gravidez interrompida por motivos naturais causava um detrimento na saúde, o aborto tinha ainda uma maior correlação com um mau estado de saúde. Estudos como este têm confirmado outros anteriores que referiam que no ano após o aborto, as mulheres frequentavam o seu médico de família 80% mais por diversas razões e 180% mais por razões psicológicas.
Autores: 1. Saltenberger, A. (1982). Every Woman Has a Right to Know the Dangers of Legal Abortion. Air-Plus Enterprises, Glassboro, NJ; 2. Frank, P.I. (1985). Induced-Abortion Operations and Their Early Sequelae. Journal of the Royal College of General Practitioners 35(273):175-180.; Grimes, D.A. and Cates, W., Abortion: Methods and Complications, Human Reproduction, pp. 796-813.; Freedman, M.A., Jillson, D.A., Coffin, R.R. and Novick, L.F. (1986). Comparison of Complication Rates in 1st-Trimester Abortions Performed by Physician Assistants and Physicians. American Journal of Public Health 76(5):550-554; 3. Ney, P.G., Fung, T., Wickett, A.R. and Beamandodd, C. (1994). The Effects of Pregnancy Loss on Womens Health. Social Science & Medicine 38(9):1193-1200.; Badgley, Caron and Powell (1997). Report of the Committee on the Abortion Law, Supply and Services, Ottawa.
25 de nov. de 2011
PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...
Boa Tarde!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
24 de nov. de 2011
O EFEITO BRAGA
Boa Tarde!
A estimativa da OMS é que 25% da população adulta demanda algum tipo de cuidado de saúde mental. “A magnitude dessa realidade provoca enorme descompasso entre demanda e disponibilidade de serviços, mesmo nos países desenvolvidos e requer que examinemos as intervenções atualmente praticadas.” Esta afirmação vale tanto para pontuarmos a importância da discussão como para levantarmos a questão das alternativas terapêuticas à internação psiquiátrica.
A criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) permitiram a desospitalização de diversos enfermos, possibilitando retomarem o convívio familiar,mantendo-se as atividades terapêuticas de suporte. O grande questionamento que persiste é sobre a cronificação dos pacientes nas opções terapêuticas que foram criadas para integrá-los à sociedade. A evolução destas propostas terapêuticas tem se dado em passos lentos. Não se pode esquecer da complexidade da mente humana e das enormes dificuldades enfrentadas pelos profissionais deste campo. Mas é um fato que não surgiram marcos significativos na saúde mental do país, após a reforma sanitária ocorrida no século passado.
O pior é que estão ressurgindo velhas discrepâncias. Médicos psiquiatras e psicólogos discutem entre si, donos de hospitais reacendem velhas posturas e, neste fogo cruzado, o paciente de saúde mental e seus familiares esperam, esperam e sofrem. Com toda franqueza, ficou difícil acreditar numa progressão das intervenções terapêuticas e menos ainda em parceria nesta área difícil e particular.
Continuar a elogiar estratégias que já completaram 30 anos de implantação e não se renovam, apenas criam novas maquiagens, soa muito mais como ausência de evolução do que uma efetiva e segura defesa do que se avançou. A sociedade não é mais a mesma, nem as suas necessidades. O grau de isolamento e sofrimento humanos dos portadores de agravos mentais nunca foram tão extremados.
Por que não conseguimos construir outras pontes?
A estimativa da OMS é que 25% da população adulta demanda algum tipo de cuidado de saúde mental. “A magnitude dessa realidade provoca enorme descompasso entre demanda e disponibilidade de serviços, mesmo nos países desenvolvidos e requer que examinemos as intervenções atualmente praticadas.” Esta afirmação vale tanto para pontuarmos a importância da discussão como para levantarmos a questão das alternativas terapêuticas à internação psiquiátrica.
A criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) permitiram a desospitalização de diversos enfermos, possibilitando retomarem o convívio familiar,mantendo-se as atividades terapêuticas de suporte. O grande questionamento que persiste é sobre a cronificação dos pacientes nas opções terapêuticas que foram criadas para integrá-los à sociedade. A evolução destas propostas terapêuticas tem se dado em passos lentos. Não se pode esquecer da complexidade da mente humana e das enormes dificuldades enfrentadas pelos profissionais deste campo. Mas é um fato que não surgiram marcos significativos na saúde mental do país, após a reforma sanitária ocorrida no século passado.
O pior é que estão ressurgindo velhas discrepâncias. Médicos psiquiatras e psicólogos discutem entre si, donos de hospitais reacendem velhas posturas e, neste fogo cruzado, o paciente de saúde mental e seus familiares esperam, esperam e sofrem. Com toda franqueza, ficou difícil acreditar numa progressão das intervenções terapêuticas e menos ainda em parceria nesta área difícil e particular.
Continuar a elogiar estratégias que já completaram 30 anos de implantação e não se renovam, apenas criam novas maquiagens, soa muito mais como ausência de evolução do que uma efetiva e segura defesa do que se avançou. A sociedade não é mais a mesma, nem as suas necessidades. O grau de isolamento e sofrimento humanos dos portadores de agravos mentais nunca foram tão extremados.
Por que não conseguimos construir outras pontes?
A VITÓRIA DA ÉTICA
Boa Noite!
Pesquisadores ligados à Universidade de São Paulo (USP) informam o início da fase de testes em humanos do uso de células-tronco maduras, extraídas do próprio paciente, no tratamento de casos de ANGINA. Os primeiros sucessos deixam os técnicos otimistas e já projetando boas novidades aos que sofrem com tão atrozes dores e limitações, em especial devolver-lhes a liberdade de ir e vir a qualquer lugar, sem a preocupação de estar sempre próximo à uma unidade coronariana.
Notem que, além da boa notícia quanto ao agravo, novamente é um avanço de células-tronco extraídas SEM A NECESSIDADE de serem sacrificadas vidas humanas, no caso, dos embriões. Por que, então, não se dá a mesma publicidade que foi dada à pesquisa com embriões humanos?
Onde estão as tão propaladas melhorias e sucessos que o descarte de indefesas vidas traria? Cadê os casos de sucesso que iriam povoar e encher todas as televisões, à medida que se autorizasse o expurgo e assassinato das vidas indefesas, dos novos mártires inocentes?
Perguntas que não possuem resposta, pois toda a boa ciência demonstra exatamente o oposto.
A ciência não colide com a religião, pois são caminhos paralelos que chegam, no limite do infinito, ao mesmo lugar. O problema é que enquanto para o verdadeiro cientista a ética sempre será uma referência limítrofe de sua atuação, para os oportunistas de plantão a ética 'pode e deve ser relativizada' (sic) para atender os seus interesses.
Mas a vida insiste em desmascarar tais embusteiros. E nós devemos apoiar e reforçar a luta dos verdadeiros cientistas.
Pesquisadores ligados à Universidade de São Paulo (USP) informam o início da fase de testes em humanos do uso de células-tronco maduras, extraídas do próprio paciente, no tratamento de casos de ANGINA. Os primeiros sucessos deixam os técnicos otimistas e já projetando boas novidades aos que sofrem com tão atrozes dores e limitações, em especial devolver-lhes a liberdade de ir e vir a qualquer lugar, sem a preocupação de estar sempre próximo à uma unidade coronariana.
Notem que, além da boa notícia quanto ao agravo, novamente é um avanço de células-tronco extraídas SEM A NECESSIDADE de serem sacrificadas vidas humanas, no caso, dos embriões. Por que, então, não se dá a mesma publicidade que foi dada à pesquisa com embriões humanos?
Onde estão as tão propaladas melhorias e sucessos que o descarte de indefesas vidas traria? Cadê os casos de sucesso que iriam povoar e encher todas as televisões, à medida que se autorizasse o expurgo e assassinato das vidas indefesas, dos novos mártires inocentes?
Perguntas que não possuem resposta, pois toda a boa ciência demonstra exatamente o oposto.
A ciência não colide com a religião, pois são caminhos paralelos que chegam, no limite do infinito, ao mesmo lugar. O problema é que enquanto para o verdadeiro cientista a ética sempre será uma referência limítrofe de sua atuação, para os oportunistas de plantão a ética 'pode e deve ser relativizada' (sic) para atender os seus interesses.
Mas a vida insiste em desmascarar tais embusteiros. E nós devemos apoiar e reforçar a luta dos verdadeiros cientistas.
22 de nov. de 2011
HIPÓTESE DE LACUNAS
Boa Tarde!
Existe um filme muito famoso pelo qual um cientista e seu ajudante usam de uma poderosa máquina do tempo, na forma de um veículo possante, para voltar ao passado e, nele, tentar manter as coisas acertadas ou evitar erros. Ou seja, é o batido conceito de que se pudéssemos voltar ao passado faríamos exclusivamente para produzir o bem coletivo.
Pois bem, eu descobri que a ANS é adepta, ou ao menos assim o parece, desta filosofia ficcionista. Só que ao contrário do filme a Agência não volta ao passado, em verdade, nunca sai dele. São as mesmas falas, os mesmos discursos de boas intenções, as mesmas perspectivas e até mesmo as lâminas nos dão a impressão serem sempre a mesmíssima coisa.
A ANS não quer enxergar a realidade, este é o ponto. E ela foge desta discussão usando chavões e textos pré-fabricados que já foram capazes de sensibilizar este ou aquele ator, há muito tempo atrás, mas não serve hoje para absolutamente nada.
Ela não pode fazer isto porque a Lei não o permite. Que Lei? Aquela que a ANS remendou, tricotou, esfacelou, modificou, criou e ela mesma revogou?
Ela não pode chegar aos prestadores de serviço porque não possui estrutura suficiente. Mais gente? Quais os produtos concretos de melhoria estrutural do sistema nós, cidadãos recebemos, com o exuberante crescimento do quadro próprio da agência?
Realmente, não temos uma agência reguladora. E sim, uma agência reclamadora. Dá prá entender porque a ANS convidada a um debate jurídico pela UNIDAS passa vinte minutos falando de "Hipóteses de Lacunas". Lacuna já é uma ausência. Sua hipótese deve ser algo próximo ao 'delirium tremens'.
Existe um filme muito famoso pelo qual um cientista e seu ajudante usam de uma poderosa máquina do tempo, na forma de um veículo possante, para voltar ao passado e, nele, tentar manter as coisas acertadas ou evitar erros. Ou seja, é o batido conceito de que se pudéssemos voltar ao passado faríamos exclusivamente para produzir o bem coletivo.
Pois bem, eu descobri que a ANS é adepta, ou ao menos assim o parece, desta filosofia ficcionista. Só que ao contrário do filme a Agência não volta ao passado, em verdade, nunca sai dele. São as mesmas falas, os mesmos discursos de boas intenções, as mesmas perspectivas e até mesmo as lâminas nos dão a impressão serem sempre a mesmíssima coisa.
A ANS não quer enxergar a realidade, este é o ponto. E ela foge desta discussão usando chavões e textos pré-fabricados que já foram capazes de sensibilizar este ou aquele ator, há muito tempo atrás, mas não serve hoje para absolutamente nada.
Ela não pode fazer isto porque a Lei não o permite. Que Lei? Aquela que a ANS remendou, tricotou, esfacelou, modificou, criou e ela mesma revogou?
Ela não pode chegar aos prestadores de serviço porque não possui estrutura suficiente. Mais gente? Quais os produtos concretos de melhoria estrutural do sistema nós, cidadãos recebemos, com o exuberante crescimento do quadro próprio da agência?
Realmente, não temos uma agência reguladora. E sim, uma agência reclamadora. Dá prá entender porque a ANS convidada a um debate jurídico pela UNIDAS passa vinte minutos falando de "Hipóteses de Lacunas". Lacuna já é uma ausência. Sua hipótese deve ser algo próximo ao 'delirium tremens'.
17 de nov. de 2011
EM DEFESA DO SILÊNCIO
Boa Noite!
A União Européia realizou um estudo em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acerca dos barulhos e ruídos noturnos, e seus eventuais impactos sobre a saúde da população, em especial àquela que reside nos grandes centros metropolitanos europeus. O trabalho envolveu o mapeamento da poluição acústica de 12 países e trabalhou em relação ao comportamento de uma pessoa que dorme quando se elevam os decibéis em sua volta.
Suas principais constatações foram:
1. Uma simples passagem de um trem ou metrô de superfície, próximo a uma residência, faz com que a freqüência cardíaca de uma pessoa que está dormindo se eleve em DEZ BATIMENTOS, ainda que por estar habituada ao barulho a referida pessoa não acorde.
2. Se o nível de ruídos se mantiver inferior a 30 decibéis, não se observam efeitos biológicos substanciais, ou seja, nosso organismo absorve e trabalha bem este patamar de barulhos noturnos.
3. Na faixa entre 30 e 40 decibéis se constatou aumento dos movimentos do corpo da pessoa adormecida, agitação e despertares súbitos, todas estas situações que podem trazer riscos ao cérebro e ao equilíbrio orgânico do ser humano.
4. Entre 40 e 55 decibéis foram mensurados efeitos negativos sobretudo ao sistema cardiovascular dos habitantes monitorados pelo estudo. E acima dos 55 decibéis, ocorrências perigosas à própria vida das pessoas.
A OMS estima que uma avenida ou rua movimentada apresenta um nível de ruídos durante o dia situado em torno dos 65 decibéis, caindo um pouco, durante a noite para 58 decibéis. Um trem ou metrô de superfície causa um nível de ruídos de 80 decibéis durante a noite. Pesquisadores brasileiros já apontaram elevação de colesterol, cortisol, arteriosclerose e outros danos às populações submetidas aos ruídos noturnos (http://www.humanitates.ucb.br/3/ruido.htm), aqui no nosso país.
A OMS estabeleceu protocolos a partir deste trabalho em que recomenda um nível máximo noturno de 30 decibéis. Nosso país possui uma norma que regulamenta esta questão (ABNT nº. 10.151/2000 e NR.15 do Ministério do Trabalho) e admite um nível noturno de 50 decibéis. Um levantamento realizado pela mesma OMS apontou: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre as CINCO cidades mais barulhentas do mundo! E isto tudo embora tenhamos diversas leis estaduais e municipais que regulamentam esta questão.
Tudo isto nos mostra que a gestão de cuidados em saúde tem que ser compreendida como algo diferente da retórica de uns poucos, ou da adesão filosófica de outras tantas organizações. Gerir cuidados é mudar de postura, desde o agente promotor até o usuário final. É dar testemunho efetivo daquilo em que se acredita, e não ficar dando bons conselhos que não possam ser associados a uma percepção concreta dos nossos clientes de que efetivamente mudamos. Uma atitude real, ainda que silenciosa, faz a Saúde acontecer. Um discurso ruidoso, sem o exemplo correspondente, como vimos no estudo acima, faz mal à saúde!
A União Européia realizou um estudo em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acerca dos barulhos e ruídos noturnos, e seus eventuais impactos sobre a saúde da população, em especial àquela que reside nos grandes centros metropolitanos europeus. O trabalho envolveu o mapeamento da poluição acústica de 12 países e trabalhou em relação ao comportamento de uma pessoa que dorme quando se elevam os decibéis em sua volta.
Suas principais constatações foram:
1. Uma simples passagem de um trem ou metrô de superfície, próximo a uma residência, faz com que a freqüência cardíaca de uma pessoa que está dormindo se eleve em DEZ BATIMENTOS, ainda que por estar habituada ao barulho a referida pessoa não acorde.
2. Se o nível de ruídos se mantiver inferior a 30 decibéis, não se observam efeitos biológicos substanciais, ou seja, nosso organismo absorve e trabalha bem este patamar de barulhos noturnos.
3. Na faixa entre 30 e 40 decibéis se constatou aumento dos movimentos do corpo da pessoa adormecida, agitação e despertares súbitos, todas estas situações que podem trazer riscos ao cérebro e ao equilíbrio orgânico do ser humano.
4. Entre 40 e 55 decibéis foram mensurados efeitos negativos sobretudo ao sistema cardiovascular dos habitantes monitorados pelo estudo. E acima dos 55 decibéis, ocorrências perigosas à própria vida das pessoas.
A OMS estima que uma avenida ou rua movimentada apresenta um nível de ruídos durante o dia situado em torno dos 65 decibéis, caindo um pouco, durante a noite para 58 decibéis. Um trem ou metrô de superfície causa um nível de ruídos de 80 decibéis durante a noite. Pesquisadores brasileiros já apontaram elevação de colesterol, cortisol, arteriosclerose e outros danos às populações submetidas aos ruídos noturnos (http://www.humanitates.ucb.br/3/ruido.htm), aqui no nosso país.
A OMS estabeleceu protocolos a partir deste trabalho em que recomenda um nível máximo noturno de 30 decibéis. Nosso país possui uma norma que regulamenta esta questão (ABNT nº. 10.151/2000 e NR.15 do Ministério do Trabalho) e admite um nível noturno de 50 decibéis. Um levantamento realizado pela mesma OMS apontou: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre as CINCO cidades mais barulhentas do mundo! E isto tudo embora tenhamos diversas leis estaduais e municipais que regulamentam esta questão.
Tudo isto nos mostra que a gestão de cuidados em saúde tem que ser compreendida como algo diferente da retórica de uns poucos, ou da adesão filosófica de outras tantas organizações. Gerir cuidados é mudar de postura, desde o agente promotor até o usuário final. É dar testemunho efetivo daquilo em que se acredita, e não ficar dando bons conselhos que não possam ser associados a uma percepção concreta dos nossos clientes de que efetivamente mudamos. Uma atitude real, ainda que silenciosa, faz a Saúde acontecer. Um discurso ruidoso, sem o exemplo correspondente, como vimos no estudo acima, faz mal à saúde!
16 de nov. de 2011
O SOFRIMENTO DOS GESTORES
Boa Tarde!
O processo de formação de uma equipe não apenas é árduo, mas ele sempre extrai dos verdadeiros líderes bem mais do que seu conhecimento: trata-se de um complexo, dolorido e lento episódio de sofrimento. Não é que os gestores sejam masoquistas, adoradores da dor e provação. Porém não se acham e nem existem equipes totalmente prontas, ou ao menos pré-dispostas ao profissionalismo. Acredito que prevalece a inércia comportamental nas empresas, nos dias atuais, muito além do que já era esperado pela própria relação conflituosa que causa a existência de empregadores e empregados numa mesma corporação.
Mesmo quando percebemos ter em nossas mãos matéria prima de qualidade, transformá-la da pedra bruta num diamante significa extrair lascas, e nesta caminhada é quase impossível não se ferir. Por isso as empresas deveriam observar melhor os seus líderes e tentar reduzir-lhes o volume de sofrimento, quase totalmente ocorrido no nível mental. Os momentos de desânimo, os episódios depressivos, mais tem a ver com a sensação de não se estar andando do que mesmo com resultados inferiores aos esperados, ou não alcançados.
Empresas vencedoras cuidam de seus líderes, por saberem que destes é que serão formadas as novas lideranças para o seu futuro. Líderes não são aqueles que ocupam cargos numa estrutura organizacional, mas sim os que tornam o futuro possível apra as corporações através do processo duro e contínuo da formação das equipes sob sua responsabilidade. A miopia das organizações em perceber e zelar por tais lideranças inviabilizará não apenas a formação e capacitação de seus quadros, mas seu próprio futuro institucional.
O processo de formação de uma equipe não apenas é árduo, mas ele sempre extrai dos verdadeiros líderes bem mais do que seu conhecimento: trata-se de um complexo, dolorido e lento episódio de sofrimento. Não é que os gestores sejam masoquistas, adoradores da dor e provação. Porém não se acham e nem existem equipes totalmente prontas, ou ao menos pré-dispostas ao profissionalismo. Acredito que prevalece a inércia comportamental nas empresas, nos dias atuais, muito além do que já era esperado pela própria relação conflituosa que causa a existência de empregadores e empregados numa mesma corporação.
Mesmo quando percebemos ter em nossas mãos matéria prima de qualidade, transformá-la da pedra bruta num diamante significa extrair lascas, e nesta caminhada é quase impossível não se ferir. Por isso as empresas deveriam observar melhor os seus líderes e tentar reduzir-lhes o volume de sofrimento, quase totalmente ocorrido no nível mental. Os momentos de desânimo, os episódios depressivos, mais tem a ver com a sensação de não se estar andando do que mesmo com resultados inferiores aos esperados, ou não alcançados.
Empresas vencedoras cuidam de seus líderes, por saberem que destes é que serão formadas as novas lideranças para o seu futuro. Líderes não são aqueles que ocupam cargos numa estrutura organizacional, mas sim os que tornam o futuro possível apra as corporações através do processo duro e contínuo da formação das equipes sob sua responsabilidade. A miopia das organizações em perceber e zelar por tais lideranças inviabilizará não apenas a formação e capacitação de seus quadros, mas seu próprio futuro institucional.
14 de nov. de 2011
JUSTIÇA NÃO RIMA COM BADERNA
Boa Noite!
Já começam a surgir na imprensa os defensores dos viciados que usavam drogas ilícitas no campus da USP. Alegam que o problema não é 'prioritário' para a polícia paulista, ou que a repressão foi 'desproporcional', ou mesmo que a universidade precisa ter 'liberdade total' ou não é universidade. A coisa não é bem assim.
Primeiro: o combate às drogas é prioridade para qualquer órgão policial do estado, em quaisquer dos níveis de sua atuação. Claro que combater os compradores é mais emergencial, porém uma coisa não descarta e nem relativiza a outra. E se a droga é ilícita, seus usuários cometem infração penal e merecem o tratamento devida a infratores. Aliás, depois da depredação do bem público, os viciados se transformaram em depredadores do partimônio do Estado e merecem cadeia, nos termos da Lei.
Segundo: não existe desproporcionalidade quando se enfrenta uma turba com os rostos cobertos, na mesma forma que o fazem os marginais e traficantes de drogas, armados de paus e pedras e em lugar restrito que favorece as ações dos que estão em tocaia. Os policiais não foram lá garantir pessoas do bem e sim expulsar elementos que assumiram deliberadamente atitudes criminosas e violentas.
Terceiro: liberdade total para que a menor parcela dos estudantes atrapalhe a vida da grande maioria? Quebre as instalações que servem a TODOS os estudantes e jogue sobre eles a fama de desordeiros e viciados? Que raio de liberdade é esta?
Mais uma vez temos o exemplo gratuito do que será esta sociedade se permitir a legalização das drogas. Novamente nos deparamos com o coportamento que será tido como 'legalizado' mediante o pagamento de impostos por viciados e traficantes. Deveríamos pensar nas crianças. Naquelas que são nossos filhos biológicos e nas outras de quem somos pais e mães pela fé, pela amizade ou pela caridade. Que exemplo queremos deixar para eles de mundo justo e com liberdade? Que qualidade de vida desejamos dar-lhes? Que referências pretendemos mostrar-lhes em sua caminhada e crescimentos próprios?
Com certeza não será daquele grupo de filiados a um partido de extrema esquerda, viciados em drogas e baderneiros com fortes traçoes de criminosos. Para estes os rigores da Lei.
Já começam a surgir na imprensa os defensores dos viciados que usavam drogas ilícitas no campus da USP. Alegam que o problema não é 'prioritário' para a polícia paulista, ou que a repressão foi 'desproporcional', ou mesmo que a universidade precisa ter 'liberdade total' ou não é universidade. A coisa não é bem assim.
Primeiro: o combate às drogas é prioridade para qualquer órgão policial do estado, em quaisquer dos níveis de sua atuação. Claro que combater os compradores é mais emergencial, porém uma coisa não descarta e nem relativiza a outra. E se a droga é ilícita, seus usuários cometem infração penal e merecem o tratamento devida a infratores. Aliás, depois da depredação do bem público, os viciados se transformaram em depredadores do partimônio do Estado e merecem cadeia, nos termos da Lei.
Segundo: não existe desproporcionalidade quando se enfrenta uma turba com os rostos cobertos, na mesma forma que o fazem os marginais e traficantes de drogas, armados de paus e pedras e em lugar restrito que favorece as ações dos que estão em tocaia. Os policiais não foram lá garantir pessoas do bem e sim expulsar elementos que assumiram deliberadamente atitudes criminosas e violentas.
Terceiro: liberdade total para que a menor parcela dos estudantes atrapalhe a vida da grande maioria? Quebre as instalações que servem a TODOS os estudantes e jogue sobre eles a fama de desordeiros e viciados? Que raio de liberdade é esta?
Mais uma vez temos o exemplo gratuito do que será esta sociedade se permitir a legalização das drogas. Novamente nos deparamos com o coportamento que será tido como 'legalizado' mediante o pagamento de impostos por viciados e traficantes. Deveríamos pensar nas crianças. Naquelas que são nossos filhos biológicos e nas outras de quem somos pais e mães pela fé, pela amizade ou pela caridade. Que exemplo queremos deixar para eles de mundo justo e com liberdade? Que qualidade de vida desejamos dar-lhes? Que referências pretendemos mostrar-lhes em sua caminhada e crescimentos próprios?
Com certeza não será daquele grupo de filiados a um partido de extrema esquerda, viciados em drogas e baderneiros com fortes traçoes de criminosos. Para estes os rigores da Lei.
11 de nov. de 2011
HORA DE REPENSAR
Boa Noite!
O Conselho de Regional de Medicina de São Paulo possui um provão, para os médicos que estão na reta final de suas formações, nos moldes da prova da OAB. Porém, ao contrário dos advogados, não existe obrigatoriedade dos futuros médicos participarem da referida prova. Fazem se o quiserem, ela é facultativa.
Bem, vamos aos números:
1. Apenas 418 futuros médicos participaram da prova de 2011 (em 2005 foram cerca de 4.000).
2. Quase 50% dos que participaram, NÃO ALCANÇARAM A NOTA MÍNIMA, ou seja, foram reprovados.
3. A reprovação nesta prova não julga a vocação, mas atesta a deficiência de formação. Se é culpa dos próprios alunos, ou se decorre de falhas estruturais do sistema educacional, aí já se trata de outra discussão.
O fato concreto é que a OAB vem conquistando melhores níveis em seus novos advogados por ter considerado a prova obrigatória. Isto faz com que existam 'cursinhoS' PARA REMEDIAR AS FALHAS D ENSINO das faculdades. Não deveria ser assim, mas é.
A pergunta que não cala é: quem remedia as (eventuais) falhas de ensino dos médicos?
Não está na hora, ou já se passou dela, de repensarmos esta questão da qualidade dos profissionais que despejamos no mercado brasileiro, seja ele público ou privado?
Às vezes, precisamos retroceder um passo, para ganharmos depois alguns metros. Talvez seja este o caso dos conselhos regionais. Com a palavra os médicos e suas lideranças.
O Conselho de Regional de Medicina de São Paulo possui um provão, para os médicos que estão na reta final de suas formações, nos moldes da prova da OAB. Porém, ao contrário dos advogados, não existe obrigatoriedade dos futuros médicos participarem da referida prova. Fazem se o quiserem, ela é facultativa.
Bem, vamos aos números:
1. Apenas 418 futuros médicos participaram da prova de 2011 (em 2005 foram cerca de 4.000).
2. Quase 50% dos que participaram, NÃO ALCANÇARAM A NOTA MÍNIMA, ou seja, foram reprovados.
3. A reprovação nesta prova não julga a vocação, mas atesta a deficiência de formação. Se é culpa dos próprios alunos, ou se decorre de falhas estruturais do sistema educacional, aí já se trata de outra discussão.
O fato concreto é que a OAB vem conquistando melhores níveis em seus novos advogados por ter considerado a prova obrigatória. Isto faz com que existam 'cursinhoS' PARA REMEDIAR AS FALHAS D ENSINO das faculdades. Não deveria ser assim, mas é.
A pergunta que não cala é: quem remedia as (eventuais) falhas de ensino dos médicos?
Não está na hora, ou já se passou dela, de repensarmos esta questão da qualidade dos profissionais que despejamos no mercado brasileiro, seja ele público ou privado?
Às vezes, precisamos retroceder um passo, para ganharmos depois alguns metros. Talvez seja este o caso dos conselhos regionais. Com a palavra os médicos e suas lideranças.
9 de nov. de 2011
O QUE TEMOS PARA DAR
Boa Noite!
“Ninguém pode dar o que não tem”. Esta é a tradução literal deste brocardo latino. Ele não fala contra a mudança de vida em qualquer ser humano, ele nos faz refletir sobre o que somos versus aquilo que aparentamos ser.
Os homens esvaziam suas almas querendo encher seus bolsos. E tentam fazê-lo enganado suas consciências, como se isto fosse possível! Não podemos esperar que egoístas instalados em governos municipais, estaduais ou em nível federal, pensem medidas concretas voltadas para o coletivo da população.
Não deveríamos nos iludir acreditando que materialistas, escravos do dinheiro e obcecados pelo poder, dotados de poder irão promover o bem-social, a justiça e a equidade do acesso e da oportunidade.
Como queremos que pessoas sem amor no coração defendam a vida em todas as suas formas e etapas, quando a vida nada mais é do que o amor colocado na agenda diária do ser humano?
Não se consegue de alguém uma ação concreta cujo fundamento, cuja essência repouse numa opção de vida que a pessoa não fez, ou melhor dizendo, não o quer fazê-lo. Ninguém nasce isto ou aquilo. Nós nos tornamos aquilo que escolhemos para nossas vidas. E a partir destas escolhas os caminhos, ou os descaminhos, vão se construindo nas nossas vidas e nas daqueles que, de forma direta ou indireta, tem suas vidas cruzadas com as nossas.
Não é possível que tudo seja possível de se reduzido a um número, ou caso contrário não tenha credibilidade. Ou se discute como gente grande, ou continuaremos a não ter nada para darmos, por não termos conteúdo.
“Ninguém pode dar o que não tem”. Esta é a tradução literal deste brocardo latino. Ele não fala contra a mudança de vida em qualquer ser humano, ele nos faz refletir sobre o que somos versus aquilo que aparentamos ser.
Os homens esvaziam suas almas querendo encher seus bolsos. E tentam fazê-lo enganado suas consciências, como se isto fosse possível! Não podemos esperar que egoístas instalados em governos municipais, estaduais ou em nível federal, pensem medidas concretas voltadas para o coletivo da população.
Não deveríamos nos iludir acreditando que materialistas, escravos do dinheiro e obcecados pelo poder, dotados de poder irão promover o bem-social, a justiça e a equidade do acesso e da oportunidade.
Como queremos que pessoas sem amor no coração defendam a vida em todas as suas formas e etapas, quando a vida nada mais é do que o amor colocado na agenda diária do ser humano?
Não se consegue de alguém uma ação concreta cujo fundamento, cuja essência repouse numa opção de vida que a pessoa não fez, ou melhor dizendo, não o quer fazê-lo. Ninguém nasce isto ou aquilo. Nós nos tornamos aquilo que escolhemos para nossas vidas. E a partir destas escolhas os caminhos, ou os descaminhos, vão se construindo nas nossas vidas e nas daqueles que, de forma direta ou indireta, tem suas vidas cruzadas com as nossas.
Não é possível que tudo seja possível de se reduzido a um número, ou caso contrário não tenha credibilidade. Ou se discute como gente grande, ou continuaremos a não ter nada para darmos, por não termos conteúdo.
8 de nov. de 2011
VÍTIMA DA OMISSÃO
Boa Tarde!
Procurei ver dentre as diversas manifestações de dor e luto pela morte do jornalista da BAND algum tipo de solidariedade dos que defendem a legalização das drogas. Sim porque o profissional Gélson é o primeiro repórter brasileiro a tombar vítima da guerra civil que existe para a população, mas não existe para o poder governante do país. E procurei este apoio, pois afinal o que mais alegam os defensores desta insana legalização é de que tudo será uma maravilha quando se cobrarem impostos ao tráfico.
Digo isto menos de 48 horas após esta tragédia, filmada pelá própria vítima, e de uma outra divulgada ontem pela UOL Brasília: em 63,7% das cidades brasileiras existem graves e sérios problemas de saúde causados pelo CRACK, derivação mais barata da cocaína, muito mais agressiva e letal aos indivíduos que o consomem. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e divulgada na segunda feira, dia 07, atesta ainda que 58,5% dos casos registrados de incidentes na SEGURANÇA PÚBLICA envolvem usuários ou traficantes de drogas.
Isto quer dizer que dos 4.400 municípios brasileiros, 2802 teriam seus índices de criminalidade bastante reduzidos se não fosse esta maldição dos nossos tempos.
E os nossos políticos e governantes querem que acreditemos que basta arrecadar impostos do tráfico que o problema desaparecerá. Não acredito nisto. Não consigo encontrar subsídios para chegar a esta conclusão. Quando vejo países libertinos como a Holanda recrudescerem suas regras 'liberais' e conviverem com o aumento da violência, não me é racional que alguém nos ache tão imbecis a ponto de nos empanturrar com estas mentiras e falsidades.
Quem diz sim à vida jamais dirá sim às drogas.
Não é pelo imposto que se resolve o problema do tráfico e sim pela educação com qualidade e acesso aos mais pobres e a dura repressão aos consumidores, em especil os de mais alto poder aquisitivo que são os responsáveis pela manutenção do consumo.
Quem puxou o gatilho da arma que matou o pai de família, amigo e profissional Gelson ainda não foi identificado pela polícia carioca. Mas quem o ajuda a atirar é todo aquele indivíduo que defende a legalização das drogas.
Procurei ver dentre as diversas manifestações de dor e luto pela morte do jornalista da BAND algum tipo de solidariedade dos que defendem a legalização das drogas. Sim porque o profissional Gélson é o primeiro repórter brasileiro a tombar vítima da guerra civil que existe para a população, mas não existe para o poder governante do país. E procurei este apoio, pois afinal o que mais alegam os defensores desta insana legalização é de que tudo será uma maravilha quando se cobrarem impostos ao tráfico.
Digo isto menos de 48 horas após esta tragédia, filmada pelá própria vítima, e de uma outra divulgada ontem pela UOL Brasília: em 63,7% das cidades brasileiras existem graves e sérios problemas de saúde causados pelo CRACK, derivação mais barata da cocaína, muito mais agressiva e letal aos indivíduos que o consomem. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e divulgada na segunda feira, dia 07, atesta ainda que 58,5% dos casos registrados de incidentes na SEGURANÇA PÚBLICA envolvem usuários ou traficantes de drogas.
Isto quer dizer que dos 4.400 municípios brasileiros, 2802 teriam seus índices de criminalidade bastante reduzidos se não fosse esta maldição dos nossos tempos.
E os nossos políticos e governantes querem que acreditemos que basta arrecadar impostos do tráfico que o problema desaparecerá. Não acredito nisto. Não consigo encontrar subsídios para chegar a esta conclusão. Quando vejo países libertinos como a Holanda recrudescerem suas regras 'liberais' e conviverem com o aumento da violência, não me é racional que alguém nos ache tão imbecis a ponto de nos empanturrar com estas mentiras e falsidades.
Quem diz sim à vida jamais dirá sim às drogas.
Não é pelo imposto que se resolve o problema do tráfico e sim pela educação com qualidade e acesso aos mais pobres e a dura repressão aos consumidores, em especil os de mais alto poder aquisitivo que são os responsáveis pela manutenção do consumo.
Quem puxou o gatilho da arma que matou o pai de família, amigo e profissional Gelson ainda não foi identificado pela polícia carioca. Mas quem o ajuda a atirar é todo aquele indivíduo que defende a legalização das drogas.
PARA PENSAR...
Boa Noite!
Existem momentos em que precisamos buscar sabedoria de outros para retomarmos (ou mantermos) nossa dura caminhada. Eis algumas reflexões sobre otimismo que gostaria de compartilhar com todos vocês:
"O pessimismo é humor; o otimismo é vontade."
(Émile-Auguste Chartier)
"Não sou otimista babaca, mas otimista ativo."
(Betinho)
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
(Rabindranath Tagore)
"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."
(C. S. Lewis)
Uma boa semana de trabalho a todos!
Existem momentos em que precisamos buscar sabedoria de outros para retomarmos (ou mantermos) nossa dura caminhada. Eis algumas reflexões sobre otimismo que gostaria de compartilhar com todos vocês:
"O pessimismo é humor; o otimismo é vontade."
(Émile-Auguste Chartier)
"Não sou otimista babaca, mas otimista ativo."
(Betinho)
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
(Rabindranath Tagore)
"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."
(C. S. Lewis)
Uma boa semana de trabalho a todos!
1 de nov. de 2011
CULPAS E FRACASSOS
Boa Tarde!
A derrota é algo que faz parte da caminhada de qualquer gestor, seja qual for o mercado em que atue, a experiência possuída e a competência desenvolvida. Ela marca, faz sofrer, traz consigo dois terríveis associados: a solidão e o esquecimento.
As vitórias sempre são coletivas, até mesmo para uns aproveitadores que jamais nos ajudaram, mas que se tornam os mais rápidos nos cumprimentos e nas fotos. Porém, as derrotas sempre são solitárias. Ninguém gosta de sofrê-las, mas elas doem mais nos que possuem competência e galgaram sua caminhada profissional através dela.
As palavras que os verdadeiros amigos nos dirigem (e como falo de verdadeiros são poucos nestas horas), parecem nos fazer sentir mais distantes de tudo o que projetáramos realizar, suspensos pela avalanche das mudanças que estão além de nossa governabilidade. Derrota, segundo a Etimologia (Dicionário Houaiss), quer dizer “quebra da rota, do caminho”. Ela é algo passageiro, que causa uma certa confusão na estrada planejada, mas não a termina.
A derrota não pode se transformar num fracasso. Fracasso tem a ver com o barulho estrepitoso que resulta de uma queda. Quando se cai, de forma tão forte e violenta, pode-se nunca mais retornar-se ao estado anterior. Altera-se não o tempo do percurso, mas a própria consistência daquele que caminhava. Os fracassos quebram a alma, a vontade e a perseverança daqueles que deixam as derrotas serem neles convertidas. Por isso, em especial nos momentos que foge de nossos pés o chão que julgáramos firme, ou surgem armadilhas que não pensávamos existir, ou mesmo recebemos de quem não deveria fazer, decisões que derrotam nossos projetos, precisamos ser tolerantes à frustração e superar, rápido tanto quanto possível, o triste e amargo sabor de termos perdido.
As derrotas devem fazer com que nos arrependamos de atitudes ou ações que fizemos ou que deveríamos tê-las feito. O arrependimento é o primeiro degrau da estrada que nos colocará novamente no caminho do sucesso. Os fracassos incutem em nós contraditórios sentimentos de culpa. E a culpa é o maior grilhão a nos impedir de alcançar a redenção e a retomada.
A derrota é algo que faz parte da caminhada de qualquer gestor, seja qual for o mercado em que atue, a experiência possuída e a competência desenvolvida. Ela marca, faz sofrer, traz consigo dois terríveis associados: a solidão e o esquecimento.
As vitórias sempre são coletivas, até mesmo para uns aproveitadores que jamais nos ajudaram, mas que se tornam os mais rápidos nos cumprimentos e nas fotos. Porém, as derrotas sempre são solitárias. Ninguém gosta de sofrê-las, mas elas doem mais nos que possuem competência e galgaram sua caminhada profissional através dela.
As palavras que os verdadeiros amigos nos dirigem (e como falo de verdadeiros são poucos nestas horas), parecem nos fazer sentir mais distantes de tudo o que projetáramos realizar, suspensos pela avalanche das mudanças que estão além de nossa governabilidade. Derrota, segundo a Etimologia (Dicionário Houaiss), quer dizer “quebra da rota, do caminho”. Ela é algo passageiro, que causa uma certa confusão na estrada planejada, mas não a termina.
A derrota não pode se transformar num fracasso. Fracasso tem a ver com o barulho estrepitoso que resulta de uma queda. Quando se cai, de forma tão forte e violenta, pode-se nunca mais retornar-se ao estado anterior. Altera-se não o tempo do percurso, mas a própria consistência daquele que caminhava. Os fracassos quebram a alma, a vontade e a perseverança daqueles que deixam as derrotas serem neles convertidas. Por isso, em especial nos momentos que foge de nossos pés o chão que julgáramos firme, ou surgem armadilhas que não pensávamos existir, ou mesmo recebemos de quem não deveria fazer, decisões que derrotam nossos projetos, precisamos ser tolerantes à frustração e superar, rápido tanto quanto possível, o triste e amargo sabor de termos perdido.
As derrotas devem fazer com que nos arrependamos de atitudes ou ações que fizemos ou que deveríamos tê-las feito. O arrependimento é o primeiro degrau da estrada que nos colocará novamente no caminho do sucesso. Os fracassos incutem em nós contraditórios sentimentos de culpa. E a culpa é o maior grilhão a nos impedir de alcançar a redenção e a retomada.
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