Boa Noite!
Os jornais anunciam hoje, com merecido destaque, a operação entre o FEDERAL RESERVE, espécie de Banco Central americano e nove países de troca de moeda como forma de minimizar os impactos da crise (é aquele crise que o nosso Grande Chefe disse que não existia), e auxiliar os países a superarem os problemas que desemboquem numa eventual recessão.
Esta operação se dará sem encargos ou cominações para os bancos centrais destas nações. Bondade americana? Não. Visão Sistêmica e, para ser justo, das boas. Este fato não reverterá isoladamente a crise, que tem forte componente subjetivo, o medo de perda dos investidores em todo o mundo globalizado. Porém, é uma medida acertada, sob o aspecto gerencial e visionária, quanto à redução desta componente que citamos antes.
A Visão Sistêmica de um gestor é exatamente esta “mola propulsora” que lhe permite enxergar as causas, antes dos efeitos, mas os reflexos decorrentes da causa em todo o sistema onde atua, e não apenas nos focos de incêndio. Em geral, o tamanho da labareda pode ser enorme, mas nem sempre quer dizer que a extensão do incêndio lhe é proporcional. Por isso, podem ocorrer grandes incêndios com pequenas chamas.
O mesmo vale no mundo corporativo.
Grandes efeitos preocupam e devem ser de imediato combatidos. Mas são as pequenas causas multiplicadas que levam á derrocada uma organização. Quer testar? Examine corporações que deram errado. Em geral se atribui o fato ao último episódio conhecido. Se olharmos com visão gerencial perceberemos que a destruição ocorreu de forma gradual, sistemática e em pequenos fatos que se acumularam, às vezes, décadas após décadas, sem que os gestores tivessem coragem de identificá-los e enfrentá-los.
Os americanos estão se protegendo e, neste caso específico, fazem isto com uma proteção que minimiza crises alheias. Esta é uma visão sistêmica na mais pura de sua concepção. Os americanos sábios agradecerão no futuro. E nós os países que irresponsáveis afirmaram estarem longe da crise, devemos agradecer-lhes. Ao menos, por esta vez, acertaram em cheio e de forma ética.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
31 de out. de 2008
30 de out. de 2008
DELIVERY = PESADELO?
Boa Noite!
Dia desses minha esposa necessitou adquirir, na cidade onde moramos, uma medicação controlada de que faz uso de forma perene. Usou os serviços de uma farmácia que faz entrega por delivery e que assegurou-lhe um pronto atendimento de sua necessidade. Bem, decorridas seis horas do pedido, e já preocupada com a hipótese de quebrar a terapia medicamentosa, ela ligou para a drogaria e inquiriu sobre a entrega. Foi dito que não havia condições de responder naquele momento mais entrariam em contato.
Não entraram.
No dia seguinte pela manhã, ela voltou a telefonar e recebeu gentilamente a informação de que a medicação já havia sido entregue. Como ela não recebera, instalou-se a tensão e o problema cresceu. Ninguém conseguia dar uma explicação plausível na farmácia e, para não quebrar seu tratamento ela ligou para outra farmácia e recebeu uma nova caixa da medicação.
Somente à noite, quase 32 horas após a compra é que o mistério se desfez:
= O motoboy deixou a medicação com o porteiro, sem aviso ao apartamento;
= O porteiro estava de saída e deixou guardado no escaninho do apartamento;
= Os funcionários seguintes não olaharam o escaninho;
= O delivery informou (e a farmácia acreditou) que havia entregue ao cliente.
Penso:
Para o serviço de call-center a venda está concluída;
Para o serviço de depósito da drogaria o produto foi levado até o delivery;
Para o delivery ele realizou a entrega;
Para a cliente... Bem, ela nunca mais comprará na farmácia e ainda falará de sua triste experiência para outras pessoas.
Cliente insatisfeito = perdas presentes E futuras. O processo, se olhado de forma segmentada, está todo correto, porém do ponto-de-vista sistêmico não tem ninguem fechando a questão da satisfação. POdemos chamá-lo de completo?
Este é o drama de quem usa terceirizados: como integrá-los à qualidade desejada pela empresa no processo onde atuam, sem aumento de custos e com o foco mantido? É bom termos gestores e processos bem afinados; estruturas onde se priorize a atividade-fim e, principalmente, muita vigilância sem burozratização. Atenção aos gestores: olhai vossos processos, ou o cliente olhará os do concorrente!
Dia desses minha esposa necessitou adquirir, na cidade onde moramos, uma medicação controlada de que faz uso de forma perene. Usou os serviços de uma farmácia que faz entrega por delivery e que assegurou-lhe um pronto atendimento de sua necessidade. Bem, decorridas seis horas do pedido, e já preocupada com a hipótese de quebrar a terapia medicamentosa, ela ligou para a drogaria e inquiriu sobre a entrega. Foi dito que não havia condições de responder naquele momento mais entrariam em contato.
Não entraram.
No dia seguinte pela manhã, ela voltou a telefonar e recebeu gentilamente a informação de que a medicação já havia sido entregue. Como ela não recebera, instalou-se a tensão e o problema cresceu. Ninguém conseguia dar uma explicação plausível na farmácia e, para não quebrar seu tratamento ela ligou para outra farmácia e recebeu uma nova caixa da medicação.
Somente à noite, quase 32 horas após a compra é que o mistério se desfez:
= O motoboy deixou a medicação com o porteiro, sem aviso ao apartamento;
= O porteiro estava de saída e deixou guardado no escaninho do apartamento;
= Os funcionários seguintes não olaharam o escaninho;
= O delivery informou (e a farmácia acreditou) que havia entregue ao cliente.
Penso:
Para o serviço de call-center a venda está concluída;
Para o serviço de depósito da drogaria o produto foi levado até o delivery;
Para o delivery ele realizou a entrega;
Para a cliente... Bem, ela nunca mais comprará na farmácia e ainda falará de sua triste experiência para outras pessoas.
Cliente insatisfeito = perdas presentes E futuras. O processo, se olhado de forma segmentada, está todo correto, porém do ponto-de-vista sistêmico não tem ninguem fechando a questão da satisfação. POdemos chamá-lo de completo?
Este é o drama de quem usa terceirizados: como integrá-los à qualidade desejada pela empresa no processo onde atuam, sem aumento de custos e com o foco mantido? É bom termos gestores e processos bem afinados; estruturas onde se priorize a atividade-fim e, principalmente, muita vigilância sem burozratização. Atenção aos gestores: olhai vossos processos, ou o cliente olhará os do concorrente!
28 de out. de 2008
OURO 16
Boa Noite!
Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece!
O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!
Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!
Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece!
O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!
Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!
ABORTO DE ANENCÉFALOS 2
“72% das católicas apóiam aborto de anencéfalo, aponta pesquisa do IBOPE.”
Boa Noite!
Reproduzo integralmente a manchete da UOL NOTÍCIAS de 27.10.2008, que por sua vez se reporta à pesquisa divulgada pelo Estado de São Paulo e realizada a pedido de duas organizações favoráveis ao aborto. Inicialmente gostaria de dizer que mantenho vivo em mim o sonho de um dia, decorridos 47 anos de existência, tendo trabalhado ou residido em cidades grandes tais como Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Campina Grande, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, participar de uma PESQUISA de opinião! Sim, nunca consegui chegar no local, rua, praça ou esquina, na qual as diletantes pesquisadoras se colocam para ouvir a opinião dos transeuntes. Mas isto é um sonho, deixemos para lá!
Quanto ao fato, confesso-me decepcionado. Será que após tanta campanha de mídia, unilateral, sem dar o mesmo espaço para ambos os lados, com tanta ênfase numa intervenção cirúrgica que demandará complementar terapia medicamentosa, com todos os interesses daí decorrentes, nem mesmo assim se consegue superar a casas dos 70% de “apoio”? Francamente esperava mais da poderosa mídia.
Ou será que, apesar de tudo isto, ainda podemos ter esperança de que as discussões éticas e morais persistirão neste país, pela força das famílias, das lideranças jovens e adultas comprometidas efetivamente com a defesa da vida, pela atuação incessante de todos aqueles que lideram grupos voltados à preservação do ser humano e nunca à relativização de sua existência?
Estes 28% que disseram NÃO à pesquisa são os pilares a partir dos quais a sociedade ainda pode aspirar uma VIDA defendida em plenitude, e nunca rifada por este ou aquele interesse escuso, que não tem a coragem sequer de se assumir publicamente!
A VIDA vai vencer. Ainda que tenha obstáculos a enfrentar. mesmo com as grandes corporações posicionando-se quando deveriam estar isentas nesta discussão, mesmo com o uso escancarado de figuras públicas para defender idéias que, parece-me, às vezes nem mesmo estão certas do que se trata. Apesar de tudo, a vida vencerá!
O julgamento do STF é uma situação singular. Os Ministros já deixam indícios de que correntes doutrinários poderão seguir, a os defensores do aborto já interpretam tais falas como voto certo. Mas, da mesma forma que as urnas reservam surpresas aos que desafiam o povo, a vida reserva etapas que serão vencidas no momento oportuno.
Parabéns aos 28%. São anônimos, não têm espaço na mídia. São perseguidos muitas vezes. Mas são sinceros e possuem um compromisso: a defesa da dignidades humana. As primeiras experiências mais tristemente famosas com seleção de vidas que poderiam ser “descartadas”, se deu com os médicos nazistas, antes mesmo dos campos de concentração. E agora, nosso país se julga “maduro” para iniciar uma legislação sobre o mesmo tema. Cuidado, legisladores, pois às vezes criamos caminhos que nos alcançarão num futuro mais próximo do que imaginamos.
Dizer que o bebê anencéfalo não merecer viver pode tornar-se um primeiro passo numa cruel escala de vidas “descartáveis”. E você, de que lado desta pesquisa está?
Boa Noite!
Reproduzo integralmente a manchete da UOL NOTÍCIAS de 27.10.2008, que por sua vez se reporta à pesquisa divulgada pelo Estado de São Paulo e realizada a pedido de duas organizações favoráveis ao aborto. Inicialmente gostaria de dizer que mantenho vivo em mim o sonho de um dia, decorridos 47 anos de existência, tendo trabalhado ou residido em cidades grandes tais como Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Campina Grande, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, participar de uma PESQUISA de opinião! Sim, nunca consegui chegar no local, rua, praça ou esquina, na qual as diletantes pesquisadoras se colocam para ouvir a opinião dos transeuntes. Mas isto é um sonho, deixemos para lá!
Quanto ao fato, confesso-me decepcionado. Será que após tanta campanha de mídia, unilateral, sem dar o mesmo espaço para ambos os lados, com tanta ênfase numa intervenção cirúrgica que demandará complementar terapia medicamentosa, com todos os interesses daí decorrentes, nem mesmo assim se consegue superar a casas dos 70% de “apoio”? Francamente esperava mais da poderosa mídia.
Ou será que, apesar de tudo isto, ainda podemos ter esperança de que as discussões éticas e morais persistirão neste país, pela força das famílias, das lideranças jovens e adultas comprometidas efetivamente com a defesa da vida, pela atuação incessante de todos aqueles que lideram grupos voltados à preservação do ser humano e nunca à relativização de sua existência?
Estes 28% que disseram NÃO à pesquisa são os pilares a partir dos quais a sociedade ainda pode aspirar uma VIDA defendida em plenitude, e nunca rifada por este ou aquele interesse escuso, que não tem a coragem sequer de se assumir publicamente!
A VIDA vai vencer. Ainda que tenha obstáculos a enfrentar. mesmo com as grandes corporações posicionando-se quando deveriam estar isentas nesta discussão, mesmo com o uso escancarado de figuras públicas para defender idéias que, parece-me, às vezes nem mesmo estão certas do que se trata. Apesar de tudo, a vida vencerá!
O julgamento do STF é uma situação singular. Os Ministros já deixam indícios de que correntes doutrinários poderão seguir, a os defensores do aborto já interpretam tais falas como voto certo. Mas, da mesma forma que as urnas reservam surpresas aos que desafiam o povo, a vida reserva etapas que serão vencidas no momento oportuno.
Parabéns aos 28%. São anônimos, não têm espaço na mídia. São perseguidos muitas vezes. Mas são sinceros e possuem um compromisso: a defesa da dignidades humana. As primeiras experiências mais tristemente famosas com seleção de vidas que poderiam ser “descartadas”, se deu com os médicos nazistas, antes mesmo dos campos de concentração. E agora, nosso país se julga “maduro” para iniciar uma legislação sobre o mesmo tema. Cuidado, legisladores, pois às vezes criamos caminhos que nos alcançarão num futuro mais próximo do que imaginamos.
Dizer que o bebê anencéfalo não merecer viver pode tornar-se um primeiro passo numa cruel escala de vidas “descartáveis”. E você, de que lado desta pesquisa está?
OURO 16
Boa Noite!
Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece!
O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!
Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!
Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece!
O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!
Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!
25 de out. de 2008
É POSSÍVEL AMAR SUA EMPRESA?
Boa Noite!
Que tipo de amor nós sentimos pelas organizações nas quais passamos quase que metade dos nossos dias? Sim, falo de amor mesmo. De um sentimento que deve ser o reflexo do amor que sentimos por nós próprios e por todos os nossos semelhantes. Como o sentimos?
Os gregos afirmavam existir três espécies diferentes de amor: o PHILOS ou FILOS (do grego philia ou φιλία), era um conceito desenvolvido por Aristóteles e estava muito atrelado à lealdade, um sentimento desvinculado da paixão, mas intrínsecamente associado à perseverença frente quaisquer momentos. O Amor-Filos não conhecia individualidade e nem centralismos, era global e se estendia a todos, sejam familiares, conhecidos, amigos, desconhecidos, etc. No grego moderno, FILOS se traduz por AMIZADE.
É uma forma tão forte de amar que, para termos uma idéia, nos livros do Novo Testamento da Bíblia, a descrição de FILOS para este sentimento é usada em número menor apenas do que a outra espécie: o amor ÁGAPE (do grego àgape ou ἀγάπη ), entendido como um sentimento que transcende a questão corporal, vai além de uma atração física ou da empatia com esta ou aquela pessoa. O amor-ágape pode ser entendido como a realização plena pela felicidade e bem estar do outro e não de si próprio. É o que diversos estudiosos chamaram de entrega total. Eu sou feliz por tornar feliz a vida daqueles com quem eu convivo direta ou indiretamente. Este conceito requer uma mudança de vida minha, tomando a Ética, a Responsabilidade Social, a Honestidade e outros princípios relacionados, como vetores que definem minhas prioridades e forma de atuação profissional e pessoalmente falando. No grego moderno, AGAPE se traduz por AMOR. Este é o amor que para os cristãos motivou o sacrifício de Cristo para toda a humanidade. Um sacrifício de um inocente pelos culpados, em nome do amor que não conhece exigências ou condições.
Uma outra espécie descrita pelos gregos clássicos está totalmente ligada à atração física, é o amor EROS (eros ou ἔρως). Ele envolve o desejo por alguém que nos estimula sensualmente falando. Este tipo de amor é descrito como o que nos atrai para além do FILOS ou da amizade. Platão refina o conceito entendendo-o como esta ligação de objetivos ainda que dissocie-o do amor carnal (daí o termo amor platônico). O amor-eros estaria na base da compreensão da verdade, seja pelos amantes, seja pelos filósofos.
Mas, como estes tipos de amores podem estar ligados ao nosso exercício profissional?
O FILOS pressupõe amizade. E esta não pode acontecer num ambiente onde não se respeite o próximo, principalmente aquele com quem temos divergências metodológicas, culturais ou sejam elas quais forem. Ser amigo não é ser omisso, nem tampouco conivente. É agregar valor à vida profissional dos outros e, assim, pavimentar o caminho de todos rumo às promoções. Crescer juntos é mais fácil do que fazer sucesso sozinho. Atuar sem paternalismos, mas com justiça e, em especial, equilíbrio, torna um profissional amigo da sua empresa e dos seus pares.
O ÁGAPE pressupõe colocar-se na pele de seus clientes. Sentir a sua decisão não sob o seu ponto de vista, não a partir de seu conhecimento técnico, mas sob a percepção de quem usa e adquire os seus produtos. Se você realiza a necessidade dos seus clientes eles necessariamente estarão satisfeitos com sua empresa. Não é mais ou menos satisfeitos, ou parcialmente atendidos. Quem inventou meio termo na satisfação dos clientes foi alguém que não pensa neles! Cliente está satisfeito ou não, ponto. E se tenho amor ágape, não posso exigir deles o que não quero para mim. Não devo diferenciá-los por quaisquer aspectos pessoais, e devo honrar o que prometi.
O EROS deve nos dar a vontade de defender a organização, a gana de conquistar mais clientes e de fazê-la cada vez melhor e maior. Esta garra faz com que assumamos os seus objetivos como se fossem nossos. As metas passam a ser desafios e não barreiras, os resultados transformam-se em degraus para o sucesso e não fardos em nossa vida profissional.
Muitas vezes abrimos mão de sentirmos amor pelas organizações onde atuamos ou por um fanatismo que nos cega e faz-nos acreditar que buscamos um paraíso terrestre nas corporações ao invés de um lugar profissional e formado majoritariamente por profissionais, ou, o que considero pior, deixamo-nos levar por um cinismo de achar que quando as coisas estão mal, não podem ficar piores. E, assim, acomodamo-nos numa mesmice qualquer, abrimos mão de nossas competências e sonhos e ficamos esperando o armagedom passar. Mas ele não passa.
Ter amor por uma empresa só é possível se tivermos:
Primeiro, amor por nós mesmos. Cuidados conosco, com nossos familiares e amigos.
Segundo, amor para com nossas equipes. Solidariedade, equilíbrio e justiça para com todos e dando o exemplo maior, seja qualq for a nossa função ou posição hierárquica.
Terceiro, amor para com as mudanças positivas do mundo, entendendo as empresas como forças propulsoras e viabilizadoras destas mudanças.
Se você não consegue encaixar a palavra egoísmo nestes três requisitos listados acima é porque o AMOR pela empresa pode sim ser algo real e construtivo, para o ser humano, a sociedade onde ele vive e o meio ambiente que lhe assegura a sobrevivência.
Que tipo de amor nós sentimos pelas organizações nas quais passamos quase que metade dos nossos dias? Sim, falo de amor mesmo. De um sentimento que deve ser o reflexo do amor que sentimos por nós próprios e por todos os nossos semelhantes. Como o sentimos?
Os gregos afirmavam existir três espécies diferentes de amor: o PHILOS ou FILOS (do grego philia ou φιλία), era um conceito desenvolvido por Aristóteles e estava muito atrelado à lealdade, um sentimento desvinculado da paixão, mas intrínsecamente associado à perseverença frente quaisquer momentos. O Amor-Filos não conhecia individualidade e nem centralismos, era global e se estendia a todos, sejam familiares, conhecidos, amigos, desconhecidos, etc. No grego moderno, FILOS se traduz por AMIZADE.
É uma forma tão forte de amar que, para termos uma idéia, nos livros do Novo Testamento da Bíblia, a descrição de FILOS para este sentimento é usada em número menor apenas do que a outra espécie: o amor ÁGAPE (do grego àgape ou ἀγάπη ), entendido como um sentimento que transcende a questão corporal, vai além de uma atração física ou da empatia com esta ou aquela pessoa. O amor-ágape pode ser entendido como a realização plena pela felicidade e bem estar do outro e não de si próprio. É o que diversos estudiosos chamaram de entrega total. Eu sou feliz por tornar feliz a vida daqueles com quem eu convivo direta ou indiretamente. Este conceito requer uma mudança de vida minha, tomando a Ética, a Responsabilidade Social, a Honestidade e outros princípios relacionados, como vetores que definem minhas prioridades e forma de atuação profissional e pessoalmente falando. No grego moderno, AGAPE se traduz por AMOR. Este é o amor que para os cristãos motivou o sacrifício de Cristo para toda a humanidade. Um sacrifício de um inocente pelos culpados, em nome do amor que não conhece exigências ou condições.
Uma outra espécie descrita pelos gregos clássicos está totalmente ligada à atração física, é o amor EROS (eros ou ἔρως). Ele envolve o desejo por alguém que nos estimula sensualmente falando. Este tipo de amor é descrito como o que nos atrai para além do FILOS ou da amizade. Platão refina o conceito entendendo-o como esta ligação de objetivos ainda que dissocie-o do amor carnal (daí o termo amor platônico). O amor-eros estaria na base da compreensão da verdade, seja pelos amantes, seja pelos filósofos.
Mas, como estes tipos de amores podem estar ligados ao nosso exercício profissional?
O FILOS pressupõe amizade. E esta não pode acontecer num ambiente onde não se respeite o próximo, principalmente aquele com quem temos divergências metodológicas, culturais ou sejam elas quais forem. Ser amigo não é ser omisso, nem tampouco conivente. É agregar valor à vida profissional dos outros e, assim, pavimentar o caminho de todos rumo às promoções. Crescer juntos é mais fácil do que fazer sucesso sozinho. Atuar sem paternalismos, mas com justiça e, em especial, equilíbrio, torna um profissional amigo da sua empresa e dos seus pares.
O ÁGAPE pressupõe colocar-se na pele de seus clientes. Sentir a sua decisão não sob o seu ponto de vista, não a partir de seu conhecimento técnico, mas sob a percepção de quem usa e adquire os seus produtos. Se você realiza a necessidade dos seus clientes eles necessariamente estarão satisfeitos com sua empresa. Não é mais ou menos satisfeitos, ou parcialmente atendidos. Quem inventou meio termo na satisfação dos clientes foi alguém que não pensa neles! Cliente está satisfeito ou não, ponto. E se tenho amor ágape, não posso exigir deles o que não quero para mim. Não devo diferenciá-los por quaisquer aspectos pessoais, e devo honrar o que prometi.
O EROS deve nos dar a vontade de defender a organização, a gana de conquistar mais clientes e de fazê-la cada vez melhor e maior. Esta garra faz com que assumamos os seus objetivos como se fossem nossos. As metas passam a ser desafios e não barreiras, os resultados transformam-se em degraus para o sucesso e não fardos em nossa vida profissional.
Muitas vezes abrimos mão de sentirmos amor pelas organizações onde atuamos ou por um fanatismo que nos cega e faz-nos acreditar que buscamos um paraíso terrestre nas corporações ao invés de um lugar profissional e formado majoritariamente por profissionais, ou, o que considero pior, deixamo-nos levar por um cinismo de achar que quando as coisas estão mal, não podem ficar piores. E, assim, acomodamo-nos numa mesmice qualquer, abrimos mão de nossas competências e sonhos e ficamos esperando o armagedom passar. Mas ele não passa.
Ter amor por uma empresa só é possível se tivermos:
Primeiro, amor por nós mesmos. Cuidados conosco, com nossos familiares e amigos.
Segundo, amor para com nossas equipes. Solidariedade, equilíbrio e justiça para com todos e dando o exemplo maior, seja qualq for a nossa função ou posição hierárquica.
Terceiro, amor para com as mudanças positivas do mundo, entendendo as empresas como forças propulsoras e viabilizadoras destas mudanças.
Se você não consegue encaixar a palavra egoísmo nestes três requisitos listados acima é porque o AMOR pela empresa pode sim ser algo real e construtivo, para o ser humano, a sociedade onde ele vive e o meio ambiente que lhe assegura a sobrevivência.
23 de out. de 2008
QUANDO A FOME NÃO É POR FALTA DE COMIDA...
Boa Noite!
Por ocasião da Jornada Mundial de Alimentação, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, abreviatura da sigla em inglês para Food and Agriculture Organization), o diretor geral desta entidade, Dr. Jacques Diouf recebeu uma carta do líder máximo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, na qual ele ataca de forma incisiva a “especulação desenfreada” que tomou conta da agricultura mundial voltada para o comércio, o famoso “agribusiness”.
O Santo Padre afirma textualmente que a fome no mundo não decorre de problemas de produção ou mesmo da insuficiência da produção. Diz ele: “Os meios e os recursos dos quais o mundo dispõe no dia de hoje, estão em condições de fornecer comida suficiente para satisfazer as crescentes necessidades de todos” (entrevista completa está no CORRIERE DELLA SERA, de 16.10.08). Ou seja, os estudos feitos pelos especialistas em Alimentação, ligados ao Vaticano, afirmam que a FOME decorre da especulação financeira e da necessidade do alimento gerar riquezas cada vez maiores, ainda que à custa da vida daqueles que padecem dos horrores da falta de comida!
São duras as palavras do papa Ratzinger. Mas não são menos terríveis as constatações de que fazemos mais vítimas, nos dias atuais pela ganância do lucro fácil, grande e rápido, do que pelas guerras que campeiam nosso mundo desde o século passado.
O Presidente da República, ao assumir o seu primeiro mandato, foi muito feliz ao declarar que, se ao término do seu governo, cada brasileiro pudesse realizar as três refeições do dia ele se sentiria realizado como homem público e líder maior da nação. Uma pena que usou tão nobre objetivo, depois, para aumentar a taxa de empregos no seu partido político. Mas à parte deste desvio, foi uma declaração corajosa e oportuna, de um líder de uma nação emergente. Porém, sua voz não ecoou junto às nações ricas do globo terrestre.
A Fome é uma calamidade social que afeta todos os setores de um país, em especial a Saúde Coletiva. Portanto, consentir na fome é ser conivente com um extermínio sistemático, cruel e contínuo de todas as camadas sociais que a ela estão expostas. A existência de produção mundial suficiente não poderia, jamais, significar a retenção de colheitas ou mesmo sua destruição como estratégia de elevação de preços dos alimentos. A suficiência produtiva, se gerida com inteligência e de forma imparcial, pela própria FAO poderia reduzir taxas de mortalidade excessivas, equilibrar indicadores sanitários nos países mais pobres e reduzir as graves distâncias que separam nações desenvolvidas daquelas denominadas de terceiro mundo.
Maior do que a imposição da fome, somente o grave pecado da omissão. Fazemos de conta que o problema não é nosso, quem sabe dos irmãos africanos, como se não víssemos todos os mendigos, maltrapilhos e abandonados que reviram as latas de lixo e os sacos com restos de comida em todas as ruas e logradouros públicos das nossas grandes cidades. Neste momento de tanta sensibilidade para com os grandes bancos e as imensas corporações financeiras que estão recebendo bilhões de euros e de dólares como “ajuda” dos governos em todo o mundo, não seria um bom momento para se provocar esta discussão?
Por ocasião da Jornada Mundial de Alimentação, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, abreviatura da sigla em inglês para Food and Agriculture Organization), o diretor geral desta entidade, Dr. Jacques Diouf recebeu uma carta do líder máximo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, na qual ele ataca de forma incisiva a “especulação desenfreada” que tomou conta da agricultura mundial voltada para o comércio, o famoso “agribusiness”.
O Santo Padre afirma textualmente que a fome no mundo não decorre de problemas de produção ou mesmo da insuficiência da produção. Diz ele: “Os meios e os recursos dos quais o mundo dispõe no dia de hoje, estão em condições de fornecer comida suficiente para satisfazer as crescentes necessidades de todos” (entrevista completa está no CORRIERE DELLA SERA, de 16.10.08). Ou seja, os estudos feitos pelos especialistas em Alimentação, ligados ao Vaticano, afirmam que a FOME decorre da especulação financeira e da necessidade do alimento gerar riquezas cada vez maiores, ainda que à custa da vida daqueles que padecem dos horrores da falta de comida!
São duras as palavras do papa Ratzinger. Mas não são menos terríveis as constatações de que fazemos mais vítimas, nos dias atuais pela ganância do lucro fácil, grande e rápido, do que pelas guerras que campeiam nosso mundo desde o século passado.
O Presidente da República, ao assumir o seu primeiro mandato, foi muito feliz ao declarar que, se ao término do seu governo, cada brasileiro pudesse realizar as três refeições do dia ele se sentiria realizado como homem público e líder maior da nação. Uma pena que usou tão nobre objetivo, depois, para aumentar a taxa de empregos no seu partido político. Mas à parte deste desvio, foi uma declaração corajosa e oportuna, de um líder de uma nação emergente. Porém, sua voz não ecoou junto às nações ricas do globo terrestre.
A Fome é uma calamidade social que afeta todos os setores de um país, em especial a Saúde Coletiva. Portanto, consentir na fome é ser conivente com um extermínio sistemático, cruel e contínuo de todas as camadas sociais que a ela estão expostas. A existência de produção mundial suficiente não poderia, jamais, significar a retenção de colheitas ou mesmo sua destruição como estratégia de elevação de preços dos alimentos. A suficiência produtiva, se gerida com inteligência e de forma imparcial, pela própria FAO poderia reduzir taxas de mortalidade excessivas, equilibrar indicadores sanitários nos países mais pobres e reduzir as graves distâncias que separam nações desenvolvidas daquelas denominadas de terceiro mundo.
Maior do que a imposição da fome, somente o grave pecado da omissão. Fazemos de conta que o problema não é nosso, quem sabe dos irmãos africanos, como se não víssemos todos os mendigos, maltrapilhos e abandonados que reviram as latas de lixo e os sacos com restos de comida em todas as ruas e logradouros públicos das nossas grandes cidades. Neste momento de tanta sensibilidade para com os grandes bancos e as imensas corporações financeiras que estão recebendo bilhões de euros e de dólares como “ajuda” dos governos em todo o mundo, não seria um bom momento para se provocar esta discussão?
22 de out. de 2008
SUS: DE NOVO O CAOS...
Boa Noite!
O Jornal “O GLOBO” em sua edição de 20.10.2008, estampa na primeira página uma foto onde o dirigente do Hospital Miguel Couto, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, diz: “EMERGÊNCIA FECHADA”. É isto mesmo que você está lendo: por falta de médicos que possam atender as emergências, ou seja, as situações graves nas quais existe risco iminente de morte para os pacientes, o setor fechou as portas.
Deve ser a segunda ou terceira emergência que fecha nestes últimos trinta dias, e mais num momento em que as fortes chuvas caídas ontem levaram dezenas de pessoas a procurar assistência e socorro médicos.
Idosos, gestantes e outras pessoas sofreram e tiveram de esperar por mais de seis horas para serem atendidos. Não sabemos ainda a reação do Sr. Governador quanto ao fato. Da última vez, no caso do Hospital Getúlio Vargas, a medida administrativa tomada foi insultar os médicos chamando-os de “vagabundos”. Claro que, tamanho desabafo vindo do primeiro governante estadual encheu páginas e páginas da imprensa, somente não resolveu o problema.
E eis o caos de novo. E mais uma vez a mídia irá associar o lamentável episódio ao SUS, como se a concepção do sistema estivesse errada, ou ele fosse assim apenas por sua natureza pública.
O problema não é de concepção, nem de natureza. O problema deriva-se da gestão amadora, ineficiente e descompromissada do sistema, por parte daqueles que deveriam ter, na Saúde, sua maior preocupação e foco estratégicos. Sistematicamente temos repetido neste espaço que muito pouco se fez para tornar real um dos pilares estabelecidos para o SUS que era a qualificação da gestão.
Até acreditei que quando o Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado no começo deste ano, apontou para a falha e carência de Gestão no sistema, nossos governantes, em geral tão preocupados com sua imagem pessoal no exterior, fossem acordar para o problema. Ledo engano.
Estamos caminhando para mais um ano, mais uma eleição, mais um rol de promessas, sem que nada de concreto possa ser percebido pela população em geral. As expectativas no Rio de Janeiro eram imensas, quase tão grandes quanto as decepções com a realidade da gestão estadual. Continuamos a desperdiçar o imenso conhecimento que possuímos, não fazendo convergir toda a sua intensidade em prol do nosso sistema de saúde coletivo público e privado.
Quando vejo a repetição de tais fatos e os tristes rostos dos eternos sofredores que são os pobres, somente consigo me recordar do título daquele livro de Gabriel Garcia: “Crônica de uma morte anunciada”. É que estão fazendo com o SUS. É o que estão fazendo com o sistema de saúde coletivo do Rio de Janeiro.
O Jornal “O GLOBO” em sua edição de 20.10.2008, estampa na primeira página uma foto onde o dirigente do Hospital Miguel Couto, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, diz: “EMERGÊNCIA FECHADA”. É isto mesmo que você está lendo: por falta de médicos que possam atender as emergências, ou seja, as situações graves nas quais existe risco iminente de morte para os pacientes, o setor fechou as portas.
Deve ser a segunda ou terceira emergência que fecha nestes últimos trinta dias, e mais num momento em que as fortes chuvas caídas ontem levaram dezenas de pessoas a procurar assistência e socorro médicos.
Idosos, gestantes e outras pessoas sofreram e tiveram de esperar por mais de seis horas para serem atendidos. Não sabemos ainda a reação do Sr. Governador quanto ao fato. Da última vez, no caso do Hospital Getúlio Vargas, a medida administrativa tomada foi insultar os médicos chamando-os de “vagabundos”. Claro que, tamanho desabafo vindo do primeiro governante estadual encheu páginas e páginas da imprensa, somente não resolveu o problema.
E eis o caos de novo. E mais uma vez a mídia irá associar o lamentável episódio ao SUS, como se a concepção do sistema estivesse errada, ou ele fosse assim apenas por sua natureza pública.
O problema não é de concepção, nem de natureza. O problema deriva-se da gestão amadora, ineficiente e descompromissada do sistema, por parte daqueles que deveriam ter, na Saúde, sua maior preocupação e foco estratégicos. Sistematicamente temos repetido neste espaço que muito pouco se fez para tornar real um dos pilares estabelecidos para o SUS que era a qualificação da gestão.
Até acreditei que quando o Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado no começo deste ano, apontou para a falha e carência de Gestão no sistema, nossos governantes, em geral tão preocupados com sua imagem pessoal no exterior, fossem acordar para o problema. Ledo engano.
Estamos caminhando para mais um ano, mais uma eleição, mais um rol de promessas, sem que nada de concreto possa ser percebido pela população em geral. As expectativas no Rio de Janeiro eram imensas, quase tão grandes quanto as decepções com a realidade da gestão estadual. Continuamos a desperdiçar o imenso conhecimento que possuímos, não fazendo convergir toda a sua intensidade em prol do nosso sistema de saúde coletivo público e privado.
Quando vejo a repetição de tais fatos e os tristes rostos dos eternos sofredores que são os pobres, somente consigo me recordar do título daquele livro de Gabriel Garcia: “Crônica de uma morte anunciada”. É que estão fazendo com o SUS. É o que estão fazendo com o sistema de saúde coletivo do Rio de Janeiro.
20 de out. de 2008
A HISTÓRIA QUE NÃO QUER ACABAR...
Boa Noite!
Alguém já disse que é muito triste um país que precisa melhorar a partir do sacrifício de seus heróis, com o que concordo. Mas, o que dizermos de um país como o nosso que não consegue melhorar nem mesmo com o sacrifício de seus inocentes? Os discursos retóricos, inflamados, emotivos e incosequentes campeiam os comícios, são feitos procurando desqualificar os avdersários, em especial aqueles de melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto. É lamentável que nenhum deles traz propostas concretas para se atacar e superar de uma vez por todas a triste e lamentável situação de sermos campeões mundiais de VIOLÊNCIA URBANA.
Escrevo sob a emoção repetida de ver o imenso amor da família de Eloá para com seus semelhantes, que ela nunca virá a conhecer, ao doar todos os órgãos que possam ser aproveitados da adolescente, cuja vida foi ceifada não por ciúmes, como diz a imprensa, mas sim pela incompetência dos governantes deste país em coibir a violência, o acesso às armas, ao tráfico de drogas que domina as comunidades, impõe o medo a todos e determina como e onde podemos andar nas metrópoles.
Eloá é mais uma das inúmeras vítimas com as quais os governantes têm escrito suas histórias neste país de terceiro mundo. Espero que ao menos seja respeitada a dor de sua família por tantos candidatos interesseiros e incompetentes que somente se preocupam com estes fatos quando eles estão na mídia, deixando ao alrgo, depois, todos os projetos que tratam sobre este tema.
Certamente será necessário uma outra vítima, que interesse à mídia, para ouvirmos os "poderosos" discursarem sobre a violência. Claro, até que uma destas vítimas seja filha de alguém realmente poderoso, tudo o que veremos será isto.
A violência desequilibra o sistema de saúde, afasta turistas e investidores, mas o pior é que destrói para além das vidas que ceifa: no mínimo duas famílias estão destroçadas hoje. A que mais sofre é a da vítima, imolada no altar da incompetência do Governo Federal e Estadual, mas também a do agressor, tolhida neste pesadelo coletivo que, parece, nunca vai terminar neste país!
Alguém já disse que é muito triste um país que precisa melhorar a partir do sacrifício de seus heróis, com o que concordo. Mas, o que dizermos de um país como o nosso que não consegue melhorar nem mesmo com o sacrifício de seus inocentes? Os discursos retóricos, inflamados, emotivos e incosequentes campeiam os comícios, são feitos procurando desqualificar os avdersários, em especial aqueles de melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto. É lamentável que nenhum deles traz propostas concretas para se atacar e superar de uma vez por todas a triste e lamentável situação de sermos campeões mundiais de VIOLÊNCIA URBANA.
Escrevo sob a emoção repetida de ver o imenso amor da família de Eloá para com seus semelhantes, que ela nunca virá a conhecer, ao doar todos os órgãos que possam ser aproveitados da adolescente, cuja vida foi ceifada não por ciúmes, como diz a imprensa, mas sim pela incompetência dos governantes deste país em coibir a violência, o acesso às armas, ao tráfico de drogas que domina as comunidades, impõe o medo a todos e determina como e onde podemos andar nas metrópoles.
Eloá é mais uma das inúmeras vítimas com as quais os governantes têm escrito suas histórias neste país de terceiro mundo. Espero que ao menos seja respeitada a dor de sua família por tantos candidatos interesseiros e incompetentes que somente se preocupam com estes fatos quando eles estão na mídia, deixando ao alrgo, depois, todos os projetos que tratam sobre este tema.
Certamente será necessário uma outra vítima, que interesse à mídia, para ouvirmos os "poderosos" discursarem sobre a violência. Claro, até que uma destas vítimas seja filha de alguém realmente poderoso, tudo o que veremos será isto.
A violência desequilibra o sistema de saúde, afasta turistas e investidores, mas o pior é que destrói para além das vidas que ceifa: no mínimo duas famílias estão destroçadas hoje. A que mais sofre é a da vítima, imolada no altar da incompetência do Governo Federal e Estadual, mas também a do agressor, tolhida neste pesadelo coletivo que, parece, nunca vai terminar neste país!
18 de out. de 2008
A CIÊNCIA E A ÉTICA
Boa Noite!
Nesta semana que termina com mais uma polêmica entre os cientistas e a Igreja Católica, motivada por uma declaração do papa Bento XVI de que não caberia aos cientistas estabelecer princípios éticos, algo que deveria ser pensado e analisado com mais seriedade, profundidade e menor carga emotiva ou preconceituosa contra o líder católico, gostaria de deixar alguns pensamentos de pessoas famosas acerca desta questão:
“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.”
Aristóteles
“O erro acontece de vários modos, enquanto ser correto é possível apenas de um modo.”
Aristóteles
“O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.”
Aristóteles
“Não se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória”.
Maquiavel
“Exercitar as virtudes se faz necessário para se chegar a ética e posteriormente à humanização.”
José Maria Ribeiro
“É errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais.”
Martin Luther King
Um bom final de semana!
Nesta semana que termina com mais uma polêmica entre os cientistas e a Igreja Católica, motivada por uma declaração do papa Bento XVI de que não caberia aos cientistas estabelecer princípios éticos, algo que deveria ser pensado e analisado com mais seriedade, profundidade e menor carga emotiva ou preconceituosa contra o líder católico, gostaria de deixar alguns pensamentos de pessoas famosas acerca desta questão:
“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.”
Aristóteles
“O erro acontece de vários modos, enquanto ser correto é possível apenas de um modo.”
Aristóteles
“O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.”
Aristóteles
“Não se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória”.
Maquiavel
“Exercitar as virtudes se faz necessário para se chegar a ética e posteriormente à humanização.”
José Maria Ribeiro
“É errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais.”
Martin Luther King
Um bom final de semana!
17 de out. de 2008
DESAFIOS AOS JOVENS
Boa Noite!
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
16 de out. de 2008
BARULHOS NOTURNOS: RISCOS À SAÚDE.
Boa Noite!
A União Européia realizou um estudo em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acerca dos barulhos e ruídos noturnos, e seus eventuais impactos sobre a saúde da população, em especial àquela que reside nos grandes centros metropolitanos europeus. O trabalho envolveu o mapeamento da poluição acústica de 12 países e trabalhou em relação ao comportamento de uma pessoa que dorme quando se elevam os decibéis em sua volta.
Suas principais constatações foram:
1. Uma simples passagem de um trem ou metrô de superfície, próximo a uma residência, faz com que a freqüência cardíaca de uma pessoa que está dormindo se eleve em DEZ BATIMENTOS, ainda que por estar habituada ao barulho a referida pessoa não acorde.
2. Se o nível de ruídos se mantiver inferior a 30 decibéis, não se observam efeitos biológicos substanciais, ou seja, nosso organismo absorve e trabalha bem este patamar de barulhos noturnos.
3. Na faixa entre 30 e 40 decibéis se constatou aumento dos movimentos do corpo da pessoa adormecida, agitação e despertares súbitos, todas estas situações que podem trazer riscos ao cérebro e ao equilíbrio orgânico do ser humano.
4. Entre 40 e 55 decibéis foram mensurados efeitos negativos sobretudo ao sistema cardiovascular dos habitantes monitorados pelo estudo. E acima dos 55 decibéis, ocorrências perigosas à própria vida das pessoas.
A OMS estima que uma avenida ou rua movimentada apresenta um nível de ruídos durante o dia situado em torno dos 65 decibéis, caindo um pouco, durante a noite para 58 decibéis. Um trem ou metrô de superfície causa um nível de ruídos de 80 decibéis durante a noite.
Pesquisadores brasileiros já apontaram elevação de colesterol, cortisol, arteriosclerose e outros danos às populações submetidas aos ruídos noturnos (http://www.humanitates.ucb.br/3/ruido.htm), aqui no nosso país.
A OMS estabeleceu protocolos a partir deste trabalho em que recomenda um nível máximo noturno de 30 decibéis. Nosso país possui uma norma que regulamenta esta questão (ABNT nº. 10.151/2000 e NR.15 do Ministério do Trabalho) e admite um nível noturno de 50 decibéis.
Um levantamento realizado pela mesma OMS apontou: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre as CINCO cidades mais barulhentas do mundo! E isto tudo embora tenhamos diversas leis estaduais e municipais que regulamentam esta questão.
Tudo isto nos mostra que a gestão de cuidados em saúde tem que ser compreendida como algo diferente da retórica de uns poucos, ou da adesão filosófica de outras tantas organizações.
Gerir cuidados é mudar de postura, desde o agente promotor até o usuário final. É dar testemunho efetivo daquilo em que se acredita, e não ficar dando bons conselhos que não possam ser associados a uma percepção concreta dos nossos clientes de que efetivamente mudamos. Uma atitude real, ainda que silenciosa, faz a Saúde acontecer. Um discurso ruidoso, sem o exemplo correspondente, como vimos no estudo acima, faz mal à saúde!
A União Européia realizou um estudo em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acerca dos barulhos e ruídos noturnos, e seus eventuais impactos sobre a saúde da população, em especial àquela que reside nos grandes centros metropolitanos europeus. O trabalho envolveu o mapeamento da poluição acústica de 12 países e trabalhou em relação ao comportamento de uma pessoa que dorme quando se elevam os decibéis em sua volta.
Suas principais constatações foram:
1. Uma simples passagem de um trem ou metrô de superfície, próximo a uma residência, faz com que a freqüência cardíaca de uma pessoa que está dormindo se eleve em DEZ BATIMENTOS, ainda que por estar habituada ao barulho a referida pessoa não acorde.
2. Se o nível de ruídos se mantiver inferior a 30 decibéis, não se observam efeitos biológicos substanciais, ou seja, nosso organismo absorve e trabalha bem este patamar de barulhos noturnos.
3. Na faixa entre 30 e 40 decibéis se constatou aumento dos movimentos do corpo da pessoa adormecida, agitação e despertares súbitos, todas estas situações que podem trazer riscos ao cérebro e ao equilíbrio orgânico do ser humano.
4. Entre 40 e 55 decibéis foram mensurados efeitos negativos sobretudo ao sistema cardiovascular dos habitantes monitorados pelo estudo. E acima dos 55 decibéis, ocorrências perigosas à própria vida das pessoas.
A OMS estima que uma avenida ou rua movimentada apresenta um nível de ruídos durante o dia situado em torno dos 65 decibéis, caindo um pouco, durante a noite para 58 decibéis. Um trem ou metrô de superfície causa um nível de ruídos de 80 decibéis durante a noite.
Pesquisadores brasileiros já apontaram elevação de colesterol, cortisol, arteriosclerose e outros danos às populações submetidas aos ruídos noturnos (http://www.humanitates.ucb.br/3/ruido.htm), aqui no nosso país.
A OMS estabeleceu protocolos a partir deste trabalho em que recomenda um nível máximo noturno de 30 decibéis. Nosso país possui uma norma que regulamenta esta questão (ABNT nº. 10.151/2000 e NR.15 do Ministério do Trabalho) e admite um nível noturno de 50 decibéis.
Um levantamento realizado pela mesma OMS apontou: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre as CINCO cidades mais barulhentas do mundo! E isto tudo embora tenhamos diversas leis estaduais e municipais que regulamentam esta questão.
Tudo isto nos mostra que a gestão de cuidados em saúde tem que ser compreendida como algo diferente da retórica de uns poucos, ou da adesão filosófica de outras tantas organizações.
Gerir cuidados é mudar de postura, desde o agente promotor até o usuário final. É dar testemunho efetivo daquilo em que se acredita, e não ficar dando bons conselhos que não possam ser associados a uma percepção concreta dos nossos clientes de que efetivamente mudamos. Uma atitude real, ainda que silenciosa, faz a Saúde acontecer. Um discurso ruidoso, sem o exemplo correspondente, como vimos no estudo acima, faz mal à saúde!
14 de out. de 2008
TECNOLOGIA E SAÚDE: MISTURA EXPLOSIVA?
Boa Tarde!
Mais um exemplo de como o uso indevido da Tecnologia pode trazer seqüelas terríveis para nossa saúde: estudos da União Européia, veiculados na semana passada, apontam que um em cada dez pessoas que costumas usar FONES DE OUVIDO para ouvir música ou falar ao celular, em volume alto, por mais de uma hora por dia, num período de cinco anos, correm elevado risco de perderem definitivamente sua audição.
Os pesquisadores foram organizados numa Comissão Científica independente para avaliar os riscos, a população exposta e sugerir ações preventivas, inclusive junto aos fabricantes dos famosos Leitores de Música (MP3 e seguintes), uma vez que se projeta entre 50 e 100 milhões de europeus aqueles usuários diários dos fones de ouvido.
A maior preocupação dos cientistas está na camada mais jovem da população: as crianças e os adolescentes. Estes costumam, além do uso por longos períodos, elevar a tonalidade para mais de 90 decibéis, como forma de compensar os ruídos do trânsito e demais barulhos da vida urbana. Também é notório que os jovens fazem do celular um verdadeiro banco de praça, derramando-se em longos e intermináveis telefonemas, sempre com o auxílio dos fones.
As pesquisas apontam qualquer volume em torno dos 100 decibéis como altíssimo risco. É possível, segundo a Comissão Européia, que já existam de 2,5 a 10 milhões de pessoas com a audição irremediavelmente comprometida.
Vale lembrar que a exposição do nosso cérebro a níveis tão altos de barulho, por períodos consideráveis, geram outros agravos tais como os rumores noturnos, que interferem na qualidade do sono, a aceleração dos batimentos cardíacos e um aumento do estado de ansiedade. Todos danosos ao equilíbrio mental e físico do nosso corpo.
Não se trata de uma má tecnologia, não é esta a questão! Os fones de ouvido são tão necessários, quanto os leitores de música. Mas a forma irresponsável como são apresentados aos consumidores, em especial os jovens, estão causando estragos já agora e sérias conseqüências num futuro nem tão distante.
Diversas peças publicitárias apresentaram os MP3 e seguintes como uma forma de se “fugir” do mundo e dos “caretas” que o povoam. Possuíam uma mensagem implícita de que quanto maior o volume, menor o contato e a “contaminação”. Levaram ou induziram a um uso indiscriminado do aparelho, como se nenhum dano causasse aos seus usuários. Talvez seja a hora de cobrar destas mesmas empresas não apenas mudanças tecnológicas efetivas nos aparelhinhos, mas também o financiamento de campanhas publicitárias educativas e sérias sobre os riscos do mau uso, em especial pelas crianças e jovens. Quem sabe mexendo com os seus bolsos, nos próximos lançamentos estas empresas tenham mais responsabilidade na forma de divulgar as novas tecnologias?
Mais um exemplo de como o uso indevido da Tecnologia pode trazer seqüelas terríveis para nossa saúde: estudos da União Européia, veiculados na semana passada, apontam que um em cada dez pessoas que costumas usar FONES DE OUVIDO para ouvir música ou falar ao celular, em volume alto, por mais de uma hora por dia, num período de cinco anos, correm elevado risco de perderem definitivamente sua audição.
Os pesquisadores foram organizados numa Comissão Científica independente para avaliar os riscos, a população exposta e sugerir ações preventivas, inclusive junto aos fabricantes dos famosos Leitores de Música (MP3 e seguintes), uma vez que se projeta entre 50 e 100 milhões de europeus aqueles usuários diários dos fones de ouvido.
A maior preocupação dos cientistas está na camada mais jovem da população: as crianças e os adolescentes. Estes costumam, além do uso por longos períodos, elevar a tonalidade para mais de 90 decibéis, como forma de compensar os ruídos do trânsito e demais barulhos da vida urbana. Também é notório que os jovens fazem do celular um verdadeiro banco de praça, derramando-se em longos e intermináveis telefonemas, sempre com o auxílio dos fones.
As pesquisas apontam qualquer volume em torno dos 100 decibéis como altíssimo risco. É possível, segundo a Comissão Européia, que já existam de 2,5 a 10 milhões de pessoas com a audição irremediavelmente comprometida.
Vale lembrar que a exposição do nosso cérebro a níveis tão altos de barulho, por períodos consideráveis, geram outros agravos tais como os rumores noturnos, que interferem na qualidade do sono, a aceleração dos batimentos cardíacos e um aumento do estado de ansiedade. Todos danosos ao equilíbrio mental e físico do nosso corpo.
Não se trata de uma má tecnologia, não é esta a questão! Os fones de ouvido são tão necessários, quanto os leitores de música. Mas a forma irresponsável como são apresentados aos consumidores, em especial os jovens, estão causando estragos já agora e sérias conseqüências num futuro nem tão distante.
Diversas peças publicitárias apresentaram os MP3 e seguintes como uma forma de se “fugir” do mundo e dos “caretas” que o povoam. Possuíam uma mensagem implícita de que quanto maior o volume, menor o contato e a “contaminação”. Levaram ou induziram a um uso indiscriminado do aparelho, como se nenhum dano causasse aos seus usuários. Talvez seja a hora de cobrar destas mesmas empresas não apenas mudanças tecnológicas efetivas nos aparelhinhos, mas também o financiamento de campanhas publicitárias educativas e sérias sobre os riscos do mau uso, em especial pelas crianças e jovens. Quem sabe mexendo com os seus bolsos, nos próximos lançamentos estas empresas tenham mais responsabilidade na forma de divulgar as novas tecnologias?
O SETOR QUE NÃO VEMOS...
Boa Noite!
Notícias que foram veiculadas hoje pelos jornais e internet comemoram o “crescimento da saúde privada no Rio de Janeiro”, ainda em 2008 e mesmo com esta agudíssima crise que atravessamos, agora até mesmo reconhecida por nosso Presidente. Os fatos reportados tratam da inauguração de nova unidade da empresa AMIL em Nova Iguaçu, da promessa de construção de um centro oncológico pelo empresário Eike Batista e a expansão das unidades do grupo Dor no estado e em todo o país. Inegáveis que estas três ocorrências devam ser merecedoras de apontamento e reflexão, como positivas aos grupos que investem em qualificação de sua gestão.
Preocupante é atrelarmos esta experiências que são corporativas e não refletem a visão do mercado carioca, a uma expansão ou crescimento como um todo do nosso mercado suplementar.
O Estado do Rio de Janeiro possui um elevado número de profissionais competentes, estudiosos e bastante qualificados em suas funções, sejam elas técnicas ou administrativas. Porém, se analisarmos com frieza a organização do setor suplementar como um todo o que vemos é preocupante: empresas quebrando, por não terem conseguido formar gestores e sucessores; concorrência muitas vezes predatória; muito discurso sobre qualidade com pouca prática; baixíssimo nível de mensuração da efetividade do consumo de recursos na produção da saúde coletiva.
O que é mesmo que estamos comemorando?
Não estou fazendo o papel de pessimista de plantão, não se trata disto. Gostaria apenas que não tomássemos as vitórias individuais e que considero ainda isoladas no Estado, e as generalizássemos de uma forma ufanista e idílica. Nossos problemas não são instransponíveis e nem tampouco insolúveis. Mas eles ainda não são percebidos por todos os atores que aqui atuam como sistêmicos. E aí reside o grande perigo que enxergo: mais uma vez nos dividirmos, ao invés de buscarmos em conjunto a formatação de um grande pacto pela sobrevivência do mercado de saúde suplementar do Rio de Janeiro.
Aliás, é mais do que a sobrevivência: é a longevidade com qualidade que necessitamos, sob pena de retrocedermos à chegada da família real, a situação do Sistema de Saúde local, seja ele público, seja ele privado. As ilhas de excelência sempre vão existir. O que não se deve permitir é que elas fiquem cada vez menores e mais isoladas dentro de um imenso mar de incompetência. Se for assim, temo que até as ilhas se afoguem!
Notícias que foram veiculadas hoje pelos jornais e internet comemoram o “crescimento da saúde privada no Rio de Janeiro”, ainda em 2008 e mesmo com esta agudíssima crise que atravessamos, agora até mesmo reconhecida por nosso Presidente. Os fatos reportados tratam da inauguração de nova unidade da empresa AMIL em Nova Iguaçu, da promessa de construção de um centro oncológico pelo empresário Eike Batista e a expansão das unidades do grupo Dor no estado e em todo o país. Inegáveis que estas três ocorrências devam ser merecedoras de apontamento e reflexão, como positivas aos grupos que investem em qualificação de sua gestão.
Preocupante é atrelarmos esta experiências que são corporativas e não refletem a visão do mercado carioca, a uma expansão ou crescimento como um todo do nosso mercado suplementar.
O Estado do Rio de Janeiro possui um elevado número de profissionais competentes, estudiosos e bastante qualificados em suas funções, sejam elas técnicas ou administrativas. Porém, se analisarmos com frieza a organização do setor suplementar como um todo o que vemos é preocupante: empresas quebrando, por não terem conseguido formar gestores e sucessores; concorrência muitas vezes predatória; muito discurso sobre qualidade com pouca prática; baixíssimo nível de mensuração da efetividade do consumo de recursos na produção da saúde coletiva.
O que é mesmo que estamos comemorando?
Não estou fazendo o papel de pessimista de plantão, não se trata disto. Gostaria apenas que não tomássemos as vitórias individuais e que considero ainda isoladas no Estado, e as generalizássemos de uma forma ufanista e idílica. Nossos problemas não são instransponíveis e nem tampouco insolúveis. Mas eles ainda não são percebidos por todos os atores que aqui atuam como sistêmicos. E aí reside o grande perigo que enxergo: mais uma vez nos dividirmos, ao invés de buscarmos em conjunto a formatação de um grande pacto pela sobrevivência do mercado de saúde suplementar do Rio de Janeiro.
Aliás, é mais do que a sobrevivência: é a longevidade com qualidade que necessitamos, sob pena de retrocedermos à chegada da família real, a situação do Sistema de Saúde local, seja ele público, seja ele privado. As ilhas de excelência sempre vão existir. O que não se deve permitir é que elas fiquem cada vez menores e mais isoladas dentro de um imenso mar de incompetência. Se for assim, temo que até as ilhas se afoguem!
12 de out. de 2008
EMPRESAS SÃO COMUNIDADES?
Bom Dia!
As empresas mudam e buscam aperfeiçoar seus processos produtivos, seus produtos e portfólios, seus projetos estratégicos. Desenvolvem estratégias de marketing agressivas e ousadas e formatam belíssimas capacitações para seus gestores e principais funcionários. Parecem alcançar todas as esferas de atuação externa e interna, mas será que formam comunidades de pessoas com um mesmo foco?
As comunidades pressupõem mudanças contínuas. As pessoas mudam para adquirir uma melhor consciência de seus direitos e deveres e, ao mudarem, transformam o seu círculo de vida e de relacionamento em algo melhor do que existia antes.
Por outro lado, os agrupamentos tendem a mudar em busca de sobrevivência, comportamento quase que intrínseco à sociedade humana. Se tudo é tão natural, porque ficamos com a sensação de que as coisas não ocorrem bem assim?
Por que insistimos em ser egoístas, apesar de tantos exemplos que nos circundam de desastres, quebras, falências e por aí vai. O homem quer declarar uma comunidade, desde que esta última gravite em torno de seus desejos pessoais e individuais, aceitando-os como a melhor escolha par o todo. Ora, cada um de nós carrega seus projetos, ambições e, óbvio, enganos. Se faço dos meus anseios, os de toda uma coletividade, posso assegurar que o produto final será, no mínimo, mais pobre!
Viver em comunidade é assumir uma cultura de coletivo, para que da vitória geral usufruamos a nossa merecida, e previamente combinada, parte. E a presença da hierarquia e autoridade, neste contexto, adquire um papel de multiplicação, de condução, e não de repressão aos dons individuais, ou às habilidades de cada um dos grupos sujeitos àquela. A pobreza do individualismo começa na própria tentativa dos egoístas em querer demonstrar o sucesso daqueles que "caçam sozinhos". Posso contrapor dizendo que nem os animais selvagens, ditos irracionais, desconhecem a força da atuação em conjunto, com objetivos comuns. Nós, homens, autoproclamados "racionais" é que agimos de maneira tão estúpida e isolada.
Nem uma empresa pode ser tão individualista que esqueça as necessidades pessoais de cada um dos seus indivíduos, nem pode existir uma supervalorização dos objetivos das organizações como se os de cada pessoa pudessem ser relegados a um segundo plano.
Tornar os objetivos estratégicos parte essencial das agendas de cada um dos indivíduos, de forma a que estes se sintam desafiados, motivados, estimulados em alcançá-los, ainda é a regra de ouro para a longevidade e o sucesso das corporações.
Se uma empresa puder agir como uma comunidade de profissionais que nela convivem harmoniosamente, ela terá galgado o maior dos degraus da dura escada da sobrevivência: o de se trabalhar com alegria naquilo que se faz. Empresas de sucesso são lugares felizes para se trabalhar, na visão de seus empregados.
As empresas mudam e buscam aperfeiçoar seus processos produtivos, seus produtos e portfólios, seus projetos estratégicos. Desenvolvem estratégias de marketing agressivas e ousadas e formatam belíssimas capacitações para seus gestores e principais funcionários. Parecem alcançar todas as esferas de atuação externa e interna, mas será que formam comunidades de pessoas com um mesmo foco?
As comunidades pressupõem mudanças contínuas. As pessoas mudam para adquirir uma melhor consciência de seus direitos e deveres e, ao mudarem, transformam o seu círculo de vida e de relacionamento em algo melhor do que existia antes.
Por outro lado, os agrupamentos tendem a mudar em busca de sobrevivência, comportamento quase que intrínseco à sociedade humana. Se tudo é tão natural, porque ficamos com a sensação de que as coisas não ocorrem bem assim?
Por que insistimos em ser egoístas, apesar de tantos exemplos que nos circundam de desastres, quebras, falências e por aí vai. O homem quer declarar uma comunidade, desde que esta última gravite em torno de seus desejos pessoais e individuais, aceitando-os como a melhor escolha par o todo. Ora, cada um de nós carrega seus projetos, ambições e, óbvio, enganos. Se faço dos meus anseios, os de toda uma coletividade, posso assegurar que o produto final será, no mínimo, mais pobre!
Viver em comunidade é assumir uma cultura de coletivo, para que da vitória geral usufruamos a nossa merecida, e previamente combinada, parte. E a presença da hierarquia e autoridade, neste contexto, adquire um papel de multiplicação, de condução, e não de repressão aos dons individuais, ou às habilidades de cada um dos grupos sujeitos àquela. A pobreza do individualismo começa na própria tentativa dos egoístas em querer demonstrar o sucesso daqueles que "caçam sozinhos". Posso contrapor dizendo que nem os animais selvagens, ditos irracionais, desconhecem a força da atuação em conjunto, com objetivos comuns. Nós, homens, autoproclamados "racionais" é que agimos de maneira tão estúpida e isolada.
Nem uma empresa pode ser tão individualista que esqueça as necessidades pessoais de cada um dos seus indivíduos, nem pode existir uma supervalorização dos objetivos das organizações como se os de cada pessoa pudessem ser relegados a um segundo plano.
Tornar os objetivos estratégicos parte essencial das agendas de cada um dos indivíduos, de forma a que estes se sintam desafiados, motivados, estimulados em alcançá-los, ainda é a regra de ouro para a longevidade e o sucesso das corporações.
Se uma empresa puder agir como uma comunidade de profissionais que nela convivem harmoniosamente, ela terá galgado o maior dos degraus da dura escada da sobrevivência: o de se trabalhar com alegria naquilo que se faz. Empresas de sucesso são lugares felizes para se trabalhar, na visão de seus empregados.
11 de out. de 2008
SAÚDE MENTAL: NOVAS PROPOSTAS VELHAS...
Boa Noite!
Comemora-se hoje, 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está lançando um programa em Genebra, voltado para este importante segmento sanitário, onde a meta é que todo desvalido e marginalizado tenha seus direitos contemplados. Que todo sujeito com problema, independentemente de cor, classe e diagnóstico, tenha direito à liberdade, ao respeito e à dignidade que façam dele um semelhante, apenas diferente. Quem pode ser contra tais propósitos?
A estimativa da OMS é que 25% da população adulta demandará algum tipo de cuidado de saúde mental até o final de 2010. “A magnitude dessa realidade provoca enorme descompasso entre demanda e disponibilidade de serviços, mesmo nos países desenvolvidos e requer que examinemos as intervenções atualmente praticadas.” Esta afirmação vale tanto para pontuarmos a importância da discussão como para levantarmos a questão das alternativas terapêuticas à internação psiquiátrica.
A criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) permitiram a desospitalização de diversos enfermos, possibilitando retomarem o convívio familiar,mantendo-se as atividades terapêuticas de suporte.
O grande questionamento é sobre a cronificação dos pacientes nas opções terapêuticas que foram criadas para... descronificá-los! A evolução destas propostas terapêuticas tem se dado em passos lentos. Não se pode esquecer da complexidade da mente humana e das enormes dificuldades enfrentadas pelos profissionais deste campo. Mas é um fato que não surgiram marcos significativos na saúde mental do país, após a reforma sanitária do século passado.
O pior é que estão ressurgindo velhas discrepâncias. Médicos psiquiatras e psicólogos discutem entre si, donos de hospitais reacendem velhas posturas e, neste fogo cruzado, o paciente de saúde mental e seus familiares esperam, esperam e sofrem. Com toda franqueza, ficou difícil uma comemoração.
Continuar a elogiar estratégias que já caminham para 30 anos de implantação soa muito mais com a ausência de evolução do que como defesa do que se avançou. A sociedade não é mais a mesma, nem as suas necessidades. O grau de isolamento e sofrimento humanos nunca foram tão extremados.
Por que não conseguimos construir outras pontes?
Comemora-se hoje, 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está lançando um programa em Genebra, voltado para este importante segmento sanitário, onde a meta é que todo desvalido e marginalizado tenha seus direitos contemplados. Que todo sujeito com problema, independentemente de cor, classe e diagnóstico, tenha direito à liberdade, ao respeito e à dignidade que façam dele um semelhante, apenas diferente. Quem pode ser contra tais propósitos?
A estimativa da OMS é que 25% da população adulta demandará algum tipo de cuidado de saúde mental até o final de 2010. “A magnitude dessa realidade provoca enorme descompasso entre demanda e disponibilidade de serviços, mesmo nos países desenvolvidos e requer que examinemos as intervenções atualmente praticadas.” Esta afirmação vale tanto para pontuarmos a importância da discussão como para levantarmos a questão das alternativas terapêuticas à internação psiquiátrica.
A criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) permitiram a desospitalização de diversos enfermos, possibilitando retomarem o convívio familiar,mantendo-se as atividades terapêuticas de suporte.
O grande questionamento é sobre a cronificação dos pacientes nas opções terapêuticas que foram criadas para... descronificá-los! A evolução destas propostas terapêuticas tem se dado em passos lentos. Não se pode esquecer da complexidade da mente humana e das enormes dificuldades enfrentadas pelos profissionais deste campo. Mas é um fato que não surgiram marcos significativos na saúde mental do país, após a reforma sanitária do século passado.
O pior é que estão ressurgindo velhas discrepâncias. Médicos psiquiatras e psicólogos discutem entre si, donos de hospitais reacendem velhas posturas e, neste fogo cruzado, o paciente de saúde mental e seus familiares esperam, esperam e sofrem. Com toda franqueza, ficou difícil uma comemoração.
Continuar a elogiar estratégias que já caminham para 30 anos de implantação soa muito mais com a ausência de evolução do que como defesa do que se avançou. A sociedade não é mais a mesma, nem as suas necessidades. O grau de isolamento e sofrimento humanos nunca foram tão extremados.
Por que não conseguimos construir outras pontes?
10 de out. de 2008
CONTRADIÇÕES CONTRADITÓRIAS!
Boa Noite!
O título acima parece redundância, e é! Propositadamente desejo provocar em todos um forte movimento de reflexão sobre as “contradições” da hora:
1. Os médicos estão preocupados com o alto índice de adolescentes grávidas, com idade inferior a 15 anos. Este número no país alcançou 70 meninas para cada 1.000, o que representa mais de 100% do parâmetro tido pelos doutores como “aceitável”.
2. As doações de órgãos estão ladeira abaixo e as listas de espera, elevador acima. O último exemplo foi a campanha fracassada de captação de doadores de Medula Óssea no Distrito Federal, em comemoração ao Dia Mundial de Doação para este tipo de transplante (06 de outubro).
Por que chamo estas situações de “contradições”?
Ora, toda a imprensa registra, diuturnamente, a questão do sexo livre e desenfreado, porém feito de forma “segura”, ou seja com camisinha, como a máxima expressão de “liberdade” da mulher e pleno domínio do seu corpo. Os repórteres se atropelam em buscar médicos, psicólogos e outros profissionais de Saúde, que em troca de seus quinze minutos de fama, derramam declarações e idéias a respeito deste “avanço”. Ora, o jovem, em especial o adolescente, é rebelde quanto às normas, pois deseja mudar o mundo que recebeu pronto, querendo sempre melhorá-lo. Se os “entendidos” já dizem que o sexo é sinônimo de liberdade, e não o amor ao próximo, por que não antecipá-lo? E se a promiscuidade significa “aproveitar o momento”, para que a preocupação quando não houver “segurança” (ou seja, camisinha) disponível?
É muito triste ouvir uma jovem de 14 anos dizendo que “tudo acabou para ela depois que o neném nasceu: bonecas, brincadeiras, etc”. Esta sensação de prisão não será em nada positiva para a criança que nasceu por vontade livre e socialmente induzida dos pais. Ah! Outros modernistas defenderão o aborto, para se “livrar do problema”. A vida, por acaso, é um problema? A falta de coragem de assumir a defesa ética da vida e da responsabilidade para com os outros está levando a esta tragédia sanitária e social.
Na situação das doações, por sua vez , surge outra “moda” atual: o cada um se vire por si, ou em outras palavras, o egoísmo globalizado. Aos jovens, aos executivos de início de carreira e aos profissionais titubeantes, é insinuado, repetidas vezes como numa lavagem cerebral, a retórica de que vencedor é sinônimo de individualismo. Se alguém chega sozinho a um lugar de destaque, usufruirá sozinho. Além da bobagem da vitória individual, que não acontece nem no esporte mais solitário que eu conheço, o xadrez, a armadilha oculta está na quebra da solidariedade para com seus semelhantes.
Competição não pode ser sinônimo de destruição dos demais. Ela deve estar atrelada a superação de nossas próprias limitações, permitindo-nos crescer, obter resultados e ser exemplo a ser seguido ou imitado por outros.
Como podemos esperar doações, ou seja, dar aquilo que o outro gostaria de receber, se sequer estamos mostrando aos nossos jovens a importância de viver, trabalhar e partilhar com a comunidade?
Sobre tudo isto, gostaria de deixar-lhes esta frase de ANDRÉ GIDE:
“A posse completa só se experimenta por meio da doação, tudo o que somos incapazes de dar nos possui”. Está na hora de revermos tantas “modernidades”!
O título acima parece redundância, e é! Propositadamente desejo provocar em todos um forte movimento de reflexão sobre as “contradições” da hora:
1. Os médicos estão preocupados com o alto índice de adolescentes grávidas, com idade inferior a 15 anos. Este número no país alcançou 70 meninas para cada 1.000, o que representa mais de 100% do parâmetro tido pelos doutores como “aceitável”.
2. As doações de órgãos estão ladeira abaixo e as listas de espera, elevador acima. O último exemplo foi a campanha fracassada de captação de doadores de Medula Óssea no Distrito Federal, em comemoração ao Dia Mundial de Doação para este tipo de transplante (06 de outubro).
Por que chamo estas situações de “contradições”?
Ora, toda a imprensa registra, diuturnamente, a questão do sexo livre e desenfreado, porém feito de forma “segura”, ou seja com camisinha, como a máxima expressão de “liberdade” da mulher e pleno domínio do seu corpo. Os repórteres se atropelam em buscar médicos, psicólogos e outros profissionais de Saúde, que em troca de seus quinze minutos de fama, derramam declarações e idéias a respeito deste “avanço”. Ora, o jovem, em especial o adolescente, é rebelde quanto às normas, pois deseja mudar o mundo que recebeu pronto, querendo sempre melhorá-lo. Se os “entendidos” já dizem que o sexo é sinônimo de liberdade, e não o amor ao próximo, por que não antecipá-lo? E se a promiscuidade significa “aproveitar o momento”, para que a preocupação quando não houver “segurança” (ou seja, camisinha) disponível?
É muito triste ouvir uma jovem de 14 anos dizendo que “tudo acabou para ela depois que o neném nasceu: bonecas, brincadeiras, etc”. Esta sensação de prisão não será em nada positiva para a criança que nasceu por vontade livre e socialmente induzida dos pais. Ah! Outros modernistas defenderão o aborto, para se “livrar do problema”. A vida, por acaso, é um problema? A falta de coragem de assumir a defesa ética da vida e da responsabilidade para com os outros está levando a esta tragédia sanitária e social.
Na situação das doações, por sua vez , surge outra “moda” atual: o cada um se vire por si, ou em outras palavras, o egoísmo globalizado. Aos jovens, aos executivos de início de carreira e aos profissionais titubeantes, é insinuado, repetidas vezes como numa lavagem cerebral, a retórica de que vencedor é sinônimo de individualismo. Se alguém chega sozinho a um lugar de destaque, usufruirá sozinho. Além da bobagem da vitória individual, que não acontece nem no esporte mais solitário que eu conheço, o xadrez, a armadilha oculta está na quebra da solidariedade para com seus semelhantes.
Competição não pode ser sinônimo de destruição dos demais. Ela deve estar atrelada a superação de nossas próprias limitações, permitindo-nos crescer, obter resultados e ser exemplo a ser seguido ou imitado por outros.
Como podemos esperar doações, ou seja, dar aquilo que o outro gostaria de receber, se sequer estamos mostrando aos nossos jovens a importância de viver, trabalhar e partilhar com a comunidade?
Sobre tudo isto, gostaria de deixar-lhes esta frase de ANDRÉ GIDE:
“A posse completa só se experimenta por meio da doação, tudo o que somos incapazes de dar nos possui”. Está na hora de revermos tantas “modernidades”!
9 de out. de 2008
O DESAFIO DAS ESTRUTURAS DE NEGÓCIOS
Boa Noite!
São inúmeras as empresas brasileiras que despertaram para a importância de atualizar suas estruturas, voltando-as para o negócio estratégico destas organizações. Quando esta percepção se dá em momentos favoráveis, sem a pressão imediata pela sobrevivência, a discussão pode se dar em patamares ideais, voltados ao futuro e à ampliação dos negócios e das carteiras.
Mesmo quando a situação não é lá das melhores, uma estrutura com foco e que propicie a obtenção de mais espaço mercadológico sempre é saudável, faz bem aos negócios e, em muitos casos, permite a toda a organização se perceber melhor, superar seus limites e limitações, quebrar paradigmas superados e criar novos paradigmas que reciclem o corpo gerencial e, por que não, diretivo.
O desafio de tudo isto é saber avançar neste trabalho de forma constante, porém gradativa, sem queimar etapas. Uma implantação de estrutura profissional não pode ser uma corrida de 100 metros rasos: rápida, com alto consumo de energia em pouco tempo e que rapidamente se exaure em si mesma. Ela está muito mais próxima de uma maratona: velocidade constante mas espaço ampliado, consumo moderado de energia e reservas, sempre associadas aos resultados que se vai obtendo e, ao final, sucesso e meta cumprida para que soubre qualificar melhor a gestão necessária.
Muitos dirigentes querem mudar, sabem que precisam fazê-lo, mas pecam por se deixarem dominar pela ansiedade descontrolada. Por outro lado, existem aqueles que sabendo destas necessidades vão tão devagar que mais tendem a um processo de acomodação ou estagnação, tão maléfico quanto a pressa.
O segredo é pensar a implantação de uma estrutura como uma subida de escada: um degrau de cada vez, mais sempre mais alto e sem olhar muito para trás! Para o alto e avante já serviu até de bordão para aquele super-herói de capa vermelha, mas hoje bem que poderia representar o lema das empresas que de forma responsável e profissionalizante, decidem convergir seus esforços, recursos e melhores quadros para seus objetivos estratégicos, através de uma estrutura verdadeiramente profissional.
São inúmeras as empresas brasileiras que despertaram para a importância de atualizar suas estruturas, voltando-as para o negócio estratégico destas organizações. Quando esta percepção se dá em momentos favoráveis, sem a pressão imediata pela sobrevivência, a discussão pode se dar em patamares ideais, voltados ao futuro e à ampliação dos negócios e das carteiras.
Mesmo quando a situação não é lá das melhores, uma estrutura com foco e que propicie a obtenção de mais espaço mercadológico sempre é saudável, faz bem aos negócios e, em muitos casos, permite a toda a organização se perceber melhor, superar seus limites e limitações, quebrar paradigmas superados e criar novos paradigmas que reciclem o corpo gerencial e, por que não, diretivo.
O desafio de tudo isto é saber avançar neste trabalho de forma constante, porém gradativa, sem queimar etapas. Uma implantação de estrutura profissional não pode ser uma corrida de 100 metros rasos: rápida, com alto consumo de energia em pouco tempo e que rapidamente se exaure em si mesma. Ela está muito mais próxima de uma maratona: velocidade constante mas espaço ampliado, consumo moderado de energia e reservas, sempre associadas aos resultados que se vai obtendo e, ao final, sucesso e meta cumprida para que soubre qualificar melhor a gestão necessária.
Muitos dirigentes querem mudar, sabem que precisam fazê-lo, mas pecam por se deixarem dominar pela ansiedade descontrolada. Por outro lado, existem aqueles que sabendo destas necessidades vão tão devagar que mais tendem a um processo de acomodação ou estagnação, tão maléfico quanto a pressa.
O segredo é pensar a implantação de uma estrutura como uma subida de escada: um degrau de cada vez, mais sempre mais alto e sem olhar muito para trás! Para o alto e avante já serviu até de bordão para aquele super-herói de capa vermelha, mas hoje bem que poderia representar o lema das empresas que de forma responsável e profissionalizante, decidem convergir seus esforços, recursos e melhores quadros para seus objetivos estratégicos, através de uma estrutura verdadeiramente profissional.
8 de out. de 2008
NOVAS CRISES, NOVAS SOLUÇÕES
Boa Noite!
Os governos de todo o mundo estão articulando, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a construção de alternativas amenizadoras da grande crise que atravessamos. Embora um dos empecilhos seja o fato de que o FMI foi criado pelos países ricos para "ajudar" os países em desenvolvimento e, por isso, não poderia ter seus recursos destinados aos seus fundadores, não resta dúvida de que para esta nova crise é necessário uma nova postura mundial.
A questão do financiamento, de um lado, e a regulação de outro surgem e se colocam à frente de quaisquer discussões que se queira fazer acerca de soluções creditícias para a crise financeira. Tristemente interessante que os setores financeiro e cambial, que solenemente ignoram a saúde suplementar, poderiam ter aprendido tanto se analisassem os movimentos de mercado destas últimas décadas. Embora não goste da concentração, não se pode deixar de reconhecer que ela ocorre pela priorização estratégica do desenvolvimento de competências por aquelas empresas que estão sobrevivendo na sáúde suplementar.
O mercado financeiro não gosta de inovar. O da saúde não sobrevive sem esta última. Frente a esta aguda crise, sem dúvida nenhuma a maior desde o "crack" da Bolsa em 1929, novamente as empresas de ponta da Saúde Suplementar são chamadas a superarem pela criatividade os riscos agregados. As alianças estratégicas podem ser uma boa pedida. Com elas, manter-se-ia as competências de cada ator, partilhando-se recursos financeiros e diluindo-se (ou amenizando-se) os riscos trazidos pelo imobilismo.
Não é momento de investimentos de médio/longo prazos. Mas também não é momento de paralisação. Continuar em frente, com velocidade controlável e colchão de liquidez formado por grandes acordos corporativos, pode até não ser o melhor dos mundos, mas está se desenhando como a grande oportunidade para quem souber aproveitá-la.
Os governos de todo o mundo estão articulando, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a construção de alternativas amenizadoras da grande crise que atravessamos. Embora um dos empecilhos seja o fato de que o FMI foi criado pelos países ricos para "ajudar" os países em desenvolvimento e, por isso, não poderia ter seus recursos destinados aos seus fundadores, não resta dúvida de que para esta nova crise é necessário uma nova postura mundial.
A questão do financiamento, de um lado, e a regulação de outro surgem e se colocam à frente de quaisquer discussões que se queira fazer acerca de soluções creditícias para a crise financeira. Tristemente interessante que os setores financeiro e cambial, que solenemente ignoram a saúde suplementar, poderiam ter aprendido tanto se analisassem os movimentos de mercado destas últimas décadas. Embora não goste da concentração, não se pode deixar de reconhecer que ela ocorre pela priorização estratégica do desenvolvimento de competências por aquelas empresas que estão sobrevivendo na sáúde suplementar.
O mercado financeiro não gosta de inovar. O da saúde não sobrevive sem esta última. Frente a esta aguda crise, sem dúvida nenhuma a maior desde o "crack" da Bolsa em 1929, novamente as empresas de ponta da Saúde Suplementar são chamadas a superarem pela criatividade os riscos agregados. As alianças estratégicas podem ser uma boa pedida. Com elas, manter-se-ia as competências de cada ator, partilhando-se recursos financeiros e diluindo-se (ou amenizando-se) os riscos trazidos pelo imobilismo.
Não é momento de investimentos de médio/longo prazos. Mas também não é momento de paralisação. Continuar em frente, com velocidade controlável e colchão de liquidez formado por grandes acordos corporativos, pode até não ser o melhor dos mundos, mas está se desenhando como a grande oportunidade para quem souber aproveitá-la.
7 de out. de 2008
AS SURPRESAS DOS ELEITORES-CLIENTES
Boa Noite!
A imprensa está comentando sobre alguns resultados das urnas como se fossem “surpresas”, tendo em vista as pesquisas de opinião realizadas ao longo destes últimos dois meses. Os candidatos ditos “zebras” reagiram na reta final e passaram a ser finalistas desta corrida sucessória. Enquanto alguns derrotados esperneiam, os mais experientes se recolhem e começam a analisar o cenário e o seus futuros pessoais e partidários.
Existe algo para a realidade do mercado de saúde suplementar nesta história toda? Penso que sim.
Em primeiro lugar, pesquisa de opinião não é uma verdade absoluta e nem sequer espelha uma tendência. Ela é importante para que a empresa “sinta” como está sendo percebida pelo seu público-alvo. Exatamente por isso, recomenda-se que seja uma ferramenta de uso periódico e sempre direcionada aos objetivos estratégicos das empresas que por ela pagam. O candidato que se acomodou por estar em primeiro, ou aquele que se entregou por estar em último, derrotaram-se pelas próprias análises mal-elaboradas.
O cliente, seja eleitor ou não, está sendo bombardeado de informações numa velocidade tamanha que mal consegue discernir quais as úteis e aplicáveis daquelas outras, verdadeiras abobrinhas. Assim, ele desenvolve a cada dia uma espécie de auto-reflexo consumista, retendo o que lhe é expressivo numa primeira visão, deixando o resto para analisar depois (ou nunca, se o estímulo for errado ou inexistir).
O segundo turno será a hora decisiva, na qual deverão ser separados os que mais podem convencer daqueles que mais fazem firulas... e nada mais! Também para as empresas, o momento após o lançamento, ou seja, a fase na qual o produto não mais é uma novidade, um diferencial, não deixa de ser a grande hora da verdade para o seu portfólio.
Os clientes adoram as novidades, mas permanecerão comprando aquilo que melhor responde as suas necessidades, e que possuam a melhor relação preço versus valor agregado. Assim como os vitoriosos do primeiro turno já perceberam, é um novo momento e uma nova estratégia. Cabe demarcar as diferenças e consolidar os produtos!
Vale para políticos e para empresas!
A imprensa está comentando sobre alguns resultados das urnas como se fossem “surpresas”, tendo em vista as pesquisas de opinião realizadas ao longo destes últimos dois meses. Os candidatos ditos “zebras” reagiram na reta final e passaram a ser finalistas desta corrida sucessória. Enquanto alguns derrotados esperneiam, os mais experientes se recolhem e começam a analisar o cenário e o seus futuros pessoais e partidários.
Existe algo para a realidade do mercado de saúde suplementar nesta história toda? Penso que sim.
Em primeiro lugar, pesquisa de opinião não é uma verdade absoluta e nem sequer espelha uma tendência. Ela é importante para que a empresa “sinta” como está sendo percebida pelo seu público-alvo. Exatamente por isso, recomenda-se que seja uma ferramenta de uso periódico e sempre direcionada aos objetivos estratégicos das empresas que por ela pagam. O candidato que se acomodou por estar em primeiro, ou aquele que se entregou por estar em último, derrotaram-se pelas próprias análises mal-elaboradas.
O cliente, seja eleitor ou não, está sendo bombardeado de informações numa velocidade tamanha que mal consegue discernir quais as úteis e aplicáveis daquelas outras, verdadeiras abobrinhas. Assim, ele desenvolve a cada dia uma espécie de auto-reflexo consumista, retendo o que lhe é expressivo numa primeira visão, deixando o resto para analisar depois (ou nunca, se o estímulo for errado ou inexistir).
O segundo turno será a hora decisiva, na qual deverão ser separados os que mais podem convencer daqueles que mais fazem firulas... e nada mais! Também para as empresas, o momento após o lançamento, ou seja, a fase na qual o produto não mais é uma novidade, um diferencial, não deixa de ser a grande hora da verdade para o seu portfólio.
Os clientes adoram as novidades, mas permanecerão comprando aquilo que melhor responde as suas necessidades, e que possuam a melhor relação preço versus valor agregado. Assim como os vitoriosos do primeiro turno já perceberam, é um novo momento e uma nova estratégia. Cabe demarcar as diferenças e consolidar os produtos!
Vale para políticos e para empresas!
6 de out. de 2008
ELEIÇÕES PARA ADMINISTRADORES
Boa Noite!
Os principais canais de televisão já estão iniciando as mesas redondas sobre as eleições. Os números iniciais já começam a ser gerados, graças a este fantástico nível de competência tecnológica, mas principalmente processual que o pleito alcançou. A coragem, ousadia e visão de futuro do Tribunal Federal Eleitoral são destaques em todo o planeta, exemplo que já é seguido (exceto, é claro, pelo país mais rico do mundo - os Estados Unidos), e merece a nossa mais profunda admiração.
Que pena que não possamos comemorar um aumento da qualidade dos eleitos. Será que ocuparão os principais cargos do Legislativo e Executivo municipais, verdadeiros administradores?
É muito importante para quem conduz equipes, o carisma. Não resta dúvida sobre isso. Vale para políticos, mas também para gestores. Porém, que falta nos faz políticos que além de carismáticos fossem exemplos de gestão.
Não estou individualizando as carências neste ou naquele partido ou grupo político. Penso que qualquer reforma política deveria trazer para os requisitos mínimos a um candidato, formação e experiência administrativas. Fazer experiências quando se conduz populações e áreas tão estratégicas como Saúde, Educação e Segurança, soa algo catastrófico neste início de Século XXI. Mais gestão, menos carisma pessoal. Será que esta não seria uma boa experiência a ser feita? O que vocês pensam a respeito? Estou delirando?
Os principais canais de televisão já estão iniciando as mesas redondas sobre as eleições. Os números iniciais já começam a ser gerados, graças a este fantástico nível de competência tecnológica, mas principalmente processual que o pleito alcançou. A coragem, ousadia e visão de futuro do Tribunal Federal Eleitoral são destaques em todo o planeta, exemplo que já é seguido (exceto, é claro, pelo país mais rico do mundo - os Estados Unidos), e merece a nossa mais profunda admiração.
Que pena que não possamos comemorar um aumento da qualidade dos eleitos. Será que ocuparão os principais cargos do Legislativo e Executivo municipais, verdadeiros administradores?
É muito importante para quem conduz equipes, o carisma. Não resta dúvida sobre isso. Vale para políticos, mas também para gestores. Porém, que falta nos faz políticos que além de carismáticos fossem exemplos de gestão.
Não estou individualizando as carências neste ou naquele partido ou grupo político. Penso que qualquer reforma política deveria trazer para os requisitos mínimos a um candidato, formação e experiência administrativas. Fazer experiências quando se conduz populações e áreas tão estratégicas como Saúde, Educação e Segurança, soa algo catastrófico neste início de Século XXI. Mais gestão, menos carisma pessoal. Será que esta não seria uma boa experiência a ser feita? O que vocês pensam a respeito? Estou delirando?
4 de out. de 2008
A VITÓRIA DE PIRRO
Bom Dia!
A história nos conta que Pirro (318-272 a.C), foi um belicoso rei de Épiro (atual Albânia), que decidido a enfrentar e subjugar os romanos, o que não conseguiu, manifestou-se após a Batalha de Ásculo da seguinte forma: “Mais uma vitória destas e estarei perdido”. O rei se queixava e temia o esfacelamento de seu exército, formado por quase 30 mil homens, que após dois enfrentamentos com as hostes romanas, havia perdido cerca de 8 mil dos seus guerreiros. Pirro correu em propor paz à Roma e manter muito pouco do que era seu objetivo inicial. É deste história que surge a expressão de Vitória de Pirro para simbolizar ganhos que em verdade são mais prejuízos do que melhorias.
Esta pequena história foi a melhor forma que encontrei para transmitir-lhes esta triste notícia divulgada hoje pelo G1:
“A 12ª Vara Federal concedeu ao Conselho Regional de Medicina do Rio liminar liberando o envio de informações aos convênios em guias de papel, em vez de exclusivamente via internet. A exigência, imposta pela ANS, obrigava médicos conveniados a planos de saúde a informatizarem os consultórios até 30 de setembro.”
Que tristeza! Ao invés de lutar para que as operadoras e demais empresas da área de saúde criem condições melhores para o incremento da tecnologia dentre os prestadores de serviços médico-hospitalares, o CREMERJ comemora a vitória do papel. Minha tristeza é por já ter visto alguns conselheiros concordarem que é exatamente o uso do papel um dos facilitadores para os maus profissionais adotarem práticas não recomendadas neste nosso mercado. E qual a solução adotada pelo Conselho para coibir esta prática? Requerer liminar para... MAIS PAPEL!
O setor de saúde suplementar carece de mais prestadores de serviços com competência e robustez para que possamos afirmar ser a livre concorrência uma realidade no Brasil. Concentração, como aparentemente o deseja a ANS, não trará qualidade à Saúde, não propiciará melhor acesso e não gerará valor para ser agregado aos nossos clientes!
Requerer liminar contra planos de saúde no Rio de Janeiro parece ter se tornado mais fácil do que tirar pirulito de criança. Mas é este o melhor caminho? Será que no confronto está a solução dos nossos problemas? Será que no papel, ao invés da tecnologia, está a solução das fraudes?
Que vitória está comemorando o CREMERJ? A de Pirro?
A história nos conta que Pirro (318-272 a.C), foi um belicoso rei de Épiro (atual Albânia), que decidido a enfrentar e subjugar os romanos, o que não conseguiu, manifestou-se após a Batalha de Ásculo da seguinte forma: “Mais uma vitória destas e estarei perdido”. O rei se queixava e temia o esfacelamento de seu exército, formado por quase 30 mil homens, que após dois enfrentamentos com as hostes romanas, havia perdido cerca de 8 mil dos seus guerreiros. Pirro correu em propor paz à Roma e manter muito pouco do que era seu objetivo inicial. É deste história que surge a expressão de Vitória de Pirro para simbolizar ganhos que em verdade são mais prejuízos do que melhorias.
Esta pequena história foi a melhor forma que encontrei para transmitir-lhes esta triste notícia divulgada hoje pelo G1:
“A 12ª Vara Federal concedeu ao Conselho Regional de Medicina do Rio liminar liberando o envio de informações aos convênios em guias de papel, em vez de exclusivamente via internet. A exigência, imposta pela ANS, obrigava médicos conveniados a planos de saúde a informatizarem os consultórios até 30 de setembro.”
Que tristeza! Ao invés de lutar para que as operadoras e demais empresas da área de saúde criem condições melhores para o incremento da tecnologia dentre os prestadores de serviços médico-hospitalares, o CREMERJ comemora a vitória do papel. Minha tristeza é por já ter visto alguns conselheiros concordarem que é exatamente o uso do papel um dos facilitadores para os maus profissionais adotarem práticas não recomendadas neste nosso mercado. E qual a solução adotada pelo Conselho para coibir esta prática? Requerer liminar para... MAIS PAPEL!
O setor de saúde suplementar carece de mais prestadores de serviços com competência e robustez para que possamos afirmar ser a livre concorrência uma realidade no Brasil. Concentração, como aparentemente o deseja a ANS, não trará qualidade à Saúde, não propiciará melhor acesso e não gerará valor para ser agregado aos nossos clientes!
Requerer liminar contra planos de saúde no Rio de Janeiro parece ter se tornado mais fácil do que tirar pirulito de criança. Mas é este o melhor caminho? Será que no confronto está a solução dos nossos problemas? Será que no papel, ao invés da tecnologia, está a solução das fraudes?
Que vitória está comemorando o CREMERJ? A de Pirro?
3 de out. de 2008
OUSADIA NA GESTÃO PROFISSIONAL
Boa Noite!
O medo de ousar é o maior fator de paralisa empresarial. Ousadia não é sinônimo de impetuosidade, ou irresponsabilidade. Ousadia é ver oportunidades nas mudanças e
não temê-las simplesmente porque as coisas sempre foram feitas assim e quase sempre deram certo. O mundo empresarial de hoje não é o mesmo de ontem. Algumas aparências existem, mas para mim funcionam muito mais como miragens num deserto: levam-nos para longe de mundo real e para mais perto da morte!
Vejo com preocupação que os executivos mais jovens estão cada dia menos ousados. São conservadores antes mesmo de terem experimentado a mudança. Será acomodação ou seus referenciais estão voltados para os que irresponsavelmente mudam por mudar?
Deve ser comum com o passar do tempo a maturação profissional. Ter mais perseverança e uma maior tolerância à frustração sempre resultarão do tempo vivido com profissionalismo. Nunca consegui descobrir uma fórmula mágica que antecipasse o sábio ensinamento do tempo, acho que não existe. Mas é assustador quando conversamos com pessoas de 25-30 anos que já estão, mentalmente falando, acomodadas e acuadas. Onde estamos falhando?
Nas academias: que em pleno final da primeira década do Século XXI insistem em abordar temas que já foram muito importantes, mas caducaram há longos invernos (como O&M em faculdades de administração)?
Nas famílias: que aceitam de forma conivente a acomodação dos jovens em querer ficar mais tempo na casa dos pais, não pelo amor filial, pela convivência fraterna, e sim pela covarde aceitação de que desta forma não se teria de assumir responsabilidades individuais?
Nas empresas: que vinculam tudo ao que se ganha e pouco se valoriza o que se forma de caráter pessoal e profissional destes jovens executivos?
É bom descobrirmos rápido estas respostas e agirmos sobre elas. Do contrário, o que será deste mercado no futuro bem próximo?
O medo de ousar é o maior fator de paralisa empresarial. Ousadia não é sinônimo de impetuosidade, ou irresponsabilidade. Ousadia é ver oportunidades nas mudanças e
não temê-las simplesmente porque as coisas sempre foram feitas assim e quase sempre deram certo. O mundo empresarial de hoje não é o mesmo de ontem. Algumas aparências existem, mas para mim funcionam muito mais como miragens num deserto: levam-nos para longe de mundo real e para mais perto da morte!
Vejo com preocupação que os executivos mais jovens estão cada dia menos ousados. São conservadores antes mesmo de terem experimentado a mudança. Será acomodação ou seus referenciais estão voltados para os que irresponsavelmente mudam por mudar?
Deve ser comum com o passar do tempo a maturação profissional. Ter mais perseverança e uma maior tolerância à frustração sempre resultarão do tempo vivido com profissionalismo. Nunca consegui descobrir uma fórmula mágica que antecipasse o sábio ensinamento do tempo, acho que não existe. Mas é assustador quando conversamos com pessoas de 25-30 anos que já estão, mentalmente falando, acomodadas e acuadas. Onde estamos falhando?
Nas academias: que em pleno final da primeira década do Século XXI insistem em abordar temas que já foram muito importantes, mas caducaram há longos invernos (como O&M em faculdades de administração)?
Nas famílias: que aceitam de forma conivente a acomodação dos jovens em querer ficar mais tempo na casa dos pais, não pelo amor filial, pela convivência fraterna, e sim pela covarde aceitação de que desta forma não se teria de assumir responsabilidades individuais?
Nas empresas: que vinculam tudo ao que se ganha e pouco se valoriza o que se forma de caráter pessoal e profissional destes jovens executivos?
É bom descobrirmos rápido estas respostas e agirmos sobre elas. Do contrário, o que será deste mercado no futuro bem próximo?
2 de out. de 2008
A QUESTÃO DA UNIMILITÂNCIA
Boa Noite!
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou a Resolução Normativa no. 175, que proíbe de forma expressa e inequívoca a prática da unimilitância tradicionalmente adotada pelas cooperativas médicas, como forma de assegurar reserva de mercado e vetar a possibilidade de seus cooperados atenderem a outras operadoras de saúde. Uma vez publicado no Diário Oficial, a resolução ganha a força normativa e se espera, sempre, que as pessoas de bom senso e honestas cumpram a Lei.
Gostaria de abordar esta questão por um outro lado: o da credibilidade organizacional.
Não deve restar no país nenhuma dúvida sobre a competência daqueles que lideram as cooperativas e suas singulares em todo o país, e que as levaram quase que ao topo dos maiores faturamentos, além da liderança absoluta no ranking do crescimento observado nos últimos dez anos.
De fato, as UNIMED’s se constituem em força expressiva no setor suplementar, com opiniões e inserções que suscitam mudanças por parte dos encarregados de regulamentar o mercado nacional. Também é fato que têm conduzido uma estratégia de verticalização que é forte, ainda que pessoalmente eu tenha diversas preocupações quanto às benesses deste tipo de estratégia mercadológica.
Pois bem, todas estas vitórias decorrem da unimilitância? Será que a competência dos líderes é menor do que esta arcaica ferramenta de exclusão da concorrência?
Sinceramente, penso que não.
A unimilitância é uma daquelas armas que ficaram perdidas num passado militarista, em que falar de concorrência era quase que um crime, ainda que estivesse provado o atraso causado pela reserva de mercado. A visão nacionalista burra quer criar rótulos contra a inteligência, para que a mediocridade que caracteriza os ditadores seja a vertente principal de atuação de todos os que comandam quaisquer tipos de organização numa ditadura.
Graças a Deus não estamos mais numa ditadura! Mas somente com a coragem de defender a democracia é que poderemos mantê-la. Não é democrático cercear a qualquer categoria a possibilidade de prestar seus valoroso serviços a quem possa remunerá-los de acordo com o mercado. Não é demonstração de competência usar a força monetária para impedir outros clientes de usufruírem dos melhores profissionais. Não é vantajoso para uma empresa, seja ela de qual natureza e ramo de atuação, isolar-se num mundo onde a concorrência não exista. Sem motivação para melhorar, como vamos perceber a necessidade de fazê-lo? E que melhor motivação para uma ação corporativa existe do que a livre e democrática concorrência?
Permito-me dizer, pelo pouco que conheço das UNIMED’s que elas não devem temer a concorrência. Portanto, abandonar a unimilitância é voltar-se totalmente para o futuro, deixando o que ficou para trás nas lembranças que embalam nossos momentos de nostalgia.
Que o passado sirva de base histórica do aprendizado, não de grilhão às competências individuais e corporativas. Chega de se falar sobre unimilitância! Por favor, virem esta página.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou a Resolução Normativa no. 175, que proíbe de forma expressa e inequívoca a prática da unimilitância tradicionalmente adotada pelas cooperativas médicas, como forma de assegurar reserva de mercado e vetar a possibilidade de seus cooperados atenderem a outras operadoras de saúde. Uma vez publicado no Diário Oficial, a resolução ganha a força normativa e se espera, sempre, que as pessoas de bom senso e honestas cumpram a Lei.
Gostaria de abordar esta questão por um outro lado: o da credibilidade organizacional.
Não deve restar no país nenhuma dúvida sobre a competência daqueles que lideram as cooperativas e suas singulares em todo o país, e que as levaram quase que ao topo dos maiores faturamentos, além da liderança absoluta no ranking do crescimento observado nos últimos dez anos.
De fato, as UNIMED’s se constituem em força expressiva no setor suplementar, com opiniões e inserções que suscitam mudanças por parte dos encarregados de regulamentar o mercado nacional. Também é fato que têm conduzido uma estratégia de verticalização que é forte, ainda que pessoalmente eu tenha diversas preocupações quanto às benesses deste tipo de estratégia mercadológica.
Pois bem, todas estas vitórias decorrem da unimilitância? Será que a competência dos líderes é menor do que esta arcaica ferramenta de exclusão da concorrência?
Sinceramente, penso que não.
A unimilitância é uma daquelas armas que ficaram perdidas num passado militarista, em que falar de concorrência era quase que um crime, ainda que estivesse provado o atraso causado pela reserva de mercado. A visão nacionalista burra quer criar rótulos contra a inteligência, para que a mediocridade que caracteriza os ditadores seja a vertente principal de atuação de todos os que comandam quaisquer tipos de organização numa ditadura.
Graças a Deus não estamos mais numa ditadura! Mas somente com a coragem de defender a democracia é que poderemos mantê-la. Não é democrático cercear a qualquer categoria a possibilidade de prestar seus valoroso serviços a quem possa remunerá-los de acordo com o mercado. Não é demonstração de competência usar a força monetária para impedir outros clientes de usufruírem dos melhores profissionais. Não é vantajoso para uma empresa, seja ela de qual natureza e ramo de atuação, isolar-se num mundo onde a concorrência não exista. Sem motivação para melhorar, como vamos perceber a necessidade de fazê-lo? E que melhor motivação para uma ação corporativa existe do que a livre e democrática concorrência?
Permito-me dizer, pelo pouco que conheço das UNIMED’s que elas não devem temer a concorrência. Portanto, abandonar a unimilitância é voltar-se totalmente para o futuro, deixando o que ficou para trás nas lembranças que embalam nossos momentos de nostalgia.
Que o passado sirva de base histórica do aprendizado, não de grilhão às competências individuais e corporativas. Chega de se falar sobre unimilitância! Por favor, virem esta página.
1 de out. de 2008
FOGO NO CLIENTE!
Boa Noite!
Duas fotos 3 x 4, documento de identidade com foto e original, comprovante de residência dos últimos três meses e mais levar a própria bicicleta para ser identificada. Esta é a “pequena” lista de documentação necessária para que o cliente de um importante meio de transporte subterrâneo do Rio de Janeiro, possa usar o recém inaugurado... BICICLETÁRIO! É, isto mesmo, o estacionamento de bicicletas desta empresa requer, para que seu cliente o use uma verdadeira papelada, de não deixar com inveja nenhuma repartição burocrática deste país.
Mais uma vez retomo a questão central deste problema, que tanto se multiplica em nosso país, também no setor saúde: o FOGO no cliente, ao invés do FOCO no cliente. As regras são criadas para atender aos ditames internos desta ou daquela diretoria, em geral às que não lidam com clientes. E aí vem um setor encarregado de escrevê-las e aparece o “dedinho” do burrocrata de plantão (é burro+burocracia).
O cliente não é o centro da preocupação destas empresas, é o ALVO.
Como se pode imaginar uma empresa criar condições para seu cliente estacionar, no próprio local em que irá consumir os produtos que ela oferece?
Costumo dizer que nossos clientes são verdadeiros anjos. Porque os enxotamos de nossas empresas e pontos de atendimento, prometemos e não cumprimos, fazemos tudo o que se pode imaginar para ele ir embora... e ele volta para nos dar mais uma chance! Tudo bem, devo corrigir-me, ALGUNS voltam, não todos.
O acesso às empresas, aos serviços, faz parte do conjunto MÍNIMO de requisitos que devo oferecer para tentar fidelizar minha clientela. Instalações decentes, estacionamento protegido, cortesia e educação não são diferenciais, nem mesmo fazem com que o cliente sinta-se acolhido. Estes itens fazem parte da expectativa mínima que o mercado criou nos seus usuários ao longo das últimas duas décadas.
Sentir-se contemplado e satisfeito quanto ao valor agregado é o diferencial do momento.
Empresas que tornam seus atendimentos meras rotinas burocráticas ou esquemas que são belos nos papéis e fluxos, mas distantes do que acontece no mundo real, são empresas candidatas ao fracasso!
Ter um bom atendimento não causa percepção diferenciada.
SER uma empresa de atendimento diferenciado quanto ao valor que se agrega ao seu produto é, ao menos por enquanto, o grande caminho para se ter sucesso no mercado.
Duas fotos 3 x 4, documento de identidade com foto e original, comprovante de residência dos últimos três meses e mais levar a própria bicicleta para ser identificada. Esta é a “pequena” lista de documentação necessária para que o cliente de um importante meio de transporte subterrâneo do Rio de Janeiro, possa usar o recém inaugurado... BICICLETÁRIO! É, isto mesmo, o estacionamento de bicicletas desta empresa requer, para que seu cliente o use uma verdadeira papelada, de não deixar com inveja nenhuma repartição burocrática deste país.
Mais uma vez retomo a questão central deste problema, que tanto se multiplica em nosso país, também no setor saúde: o FOGO no cliente, ao invés do FOCO no cliente. As regras são criadas para atender aos ditames internos desta ou daquela diretoria, em geral às que não lidam com clientes. E aí vem um setor encarregado de escrevê-las e aparece o “dedinho” do burrocrata de plantão (é burro+burocracia).
O cliente não é o centro da preocupação destas empresas, é o ALVO.
Como se pode imaginar uma empresa criar condições para seu cliente estacionar, no próprio local em que irá consumir os produtos que ela oferece?
Costumo dizer que nossos clientes são verdadeiros anjos. Porque os enxotamos de nossas empresas e pontos de atendimento, prometemos e não cumprimos, fazemos tudo o que se pode imaginar para ele ir embora... e ele volta para nos dar mais uma chance! Tudo bem, devo corrigir-me, ALGUNS voltam, não todos.
O acesso às empresas, aos serviços, faz parte do conjunto MÍNIMO de requisitos que devo oferecer para tentar fidelizar minha clientela. Instalações decentes, estacionamento protegido, cortesia e educação não são diferenciais, nem mesmo fazem com que o cliente sinta-se acolhido. Estes itens fazem parte da expectativa mínima que o mercado criou nos seus usuários ao longo das últimas duas décadas.
Sentir-se contemplado e satisfeito quanto ao valor agregado é o diferencial do momento.
Empresas que tornam seus atendimentos meras rotinas burocráticas ou esquemas que são belos nos papéis e fluxos, mas distantes do que acontece no mundo real, são empresas candidatas ao fracasso!
Ter um bom atendimento não causa percepção diferenciada.
SER uma empresa de atendimento diferenciado quanto ao valor que se agrega ao seu produto é, ao menos por enquanto, o grande caminho para se ter sucesso no mercado.
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