Boa Noite!
No momento em que as empresas são obrigadas a contratarem pessoas com deficiência, por força de norma legal, e não foram preparadas para isto, nem física, nem culturalmente, ficam alguns temores:
- a integração dessas pessoas é questão de direito. Mas fazê-lo sem um acompanhamento devido pode criar mais um estigma de mercado: o que essas pessoas não são "boas de serviço";
- a integração deve incentivar o mapeamento do potencial de todos eles e, com isso, o melhor aproveitamento possível. Sem o incentivo do Estado, eles podem ser dirigidos a atividades menos nobres como forma de mantê-los "afastados de problemas";
Por tudo isto, algumas frases que nos devem servir de reflexão:
"Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado."
[ Albert Einstein ]
"Tribunais, e toda a parafernália e a loucura da lei não podem ser encontradas num estado racional da sociedade."
[ Robert Owen ]
"Não tem jeito de ser verdadeiramente notável neste mundo. Estamos todos impalados nas curvas da condição."
[ James Dean ]
"Escravo é aquele que não pode dizer o que pensa."
[ Eurípedes ]
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
27 de fev. de 2009
26 de fev. de 2009
PARKINSON: CUIDADOS E NECESSIDADES
Boa Noite!
A doença de Parkinson é uma velha conhecida da maioria das famílias brasileiras, que em geral possuem parentes, amigos ou vizinhos acometidos deste cruel e traiçoeiro agravo. Ela foi descrita pela primeira vez pelo Dr. James Parkinson em 1817, na Inglaterra ela é caracterizada por uma “desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano”.
Ela é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina, mas não se consegue identificar com a precisão necessária suas causas de tal forma que se pudesse desenvolver uma vacina.
Por isso, além do sofrimento a que está submetido o paciente e, claro, todo o seu círculo familiar, ela traz uma nova e crescente preocupação aos sistemas de saúde: as quedas de mesma altura com alta incidência de mortalidade.
Um estudo recente realizado por pesquisadores americanos, aponta que quase 30% dos portadores do Mal de Parkinson sofrem quedas e, destes, quase 70% vão a óbito por sequelas diretas ou indiretas destas ocorrências. Num grupo controle com as mesmas características físicas, mas sem serem portadores desta doença, estes números foram de 14% (quantidade de quedas) e cerca de 40% (número de óbitos).
Se este problema já é sério, considerando a PERDA da qualidade de vida dos pacientes, os GASTOS com internação e materiais de alto custo (órteses e próteses) e a falta de EFETIVIDADE destas intervenções (com os óbitos indesejados por todos), é tão preocupante também a situação que acomete aos que sobrevivem a estas quedas: isolamente, medo de depender dos outros, fragilidade, desânimo, diminuição das atividades sociais e recreativas, etc.
Os pacientes se auto-isolam e, nesta situações, aumentam o seu grau de sofrimento e diminuem expressivamente suas chances de obter melhor qualidade de vida.
Ruim para todos.
Preocupante é buscarmos ações ou alternativas dentre as operadoras que atuam na saúde suplementar em nosso país, com foco preventivo. Até parece que a queda não é detecatda como causa promotora da elevação de seus custos, ou que ainda não se aperceberam dos enormes ganhos advindos da prevenção e promoção, em especial para os pacientes que mais necessitam!
Discutir regras de uma portabilidade que é utópica, gastar horas e horas trocando idéias sobre mensurações de qualidade que nada agregam ao setor, ou criar câmaras técnicas que andam à passo de tartaruga, parece ocupar lugar de destaque maior, dentre executivos de operadoras e gestores responsáveis pela regulação (leia-se: ANS), do que a mais óbvia constatação da gestão de riscos: a melhor forma de combatê-los é evitando-se as causas principais.
O doente de Parkinson não deveria ser mais acompanhado DEPOIS que eventos tais como aqueles estudados pela pesquisa citada colocam-no nas listas de maiores gastos do sistema. Ele deveria ser acolhido em ações inteligentes: promotoras de orientação e estrutura que evitam ao máximo as situações agudas e os traumatismos associados à doença. Todos ganhariam. O sistema se qualificaria e o cliente seria capaz de perceber um real valor agregado ao produto que comprou.
A doença de Parkinson é uma velha conhecida da maioria das famílias brasileiras, que em geral possuem parentes, amigos ou vizinhos acometidos deste cruel e traiçoeiro agravo. Ela foi descrita pela primeira vez pelo Dr. James Parkinson em 1817, na Inglaterra ela é caracterizada por uma “desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano”.
Ela é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina, mas não se consegue identificar com a precisão necessária suas causas de tal forma que se pudesse desenvolver uma vacina.
Por isso, além do sofrimento a que está submetido o paciente e, claro, todo o seu círculo familiar, ela traz uma nova e crescente preocupação aos sistemas de saúde: as quedas de mesma altura com alta incidência de mortalidade.
Um estudo recente realizado por pesquisadores americanos, aponta que quase 30% dos portadores do Mal de Parkinson sofrem quedas e, destes, quase 70% vão a óbito por sequelas diretas ou indiretas destas ocorrências. Num grupo controle com as mesmas características físicas, mas sem serem portadores desta doença, estes números foram de 14% (quantidade de quedas) e cerca de 40% (número de óbitos).
Se este problema já é sério, considerando a PERDA da qualidade de vida dos pacientes, os GASTOS com internação e materiais de alto custo (órteses e próteses) e a falta de EFETIVIDADE destas intervenções (com os óbitos indesejados por todos), é tão preocupante também a situação que acomete aos que sobrevivem a estas quedas: isolamente, medo de depender dos outros, fragilidade, desânimo, diminuição das atividades sociais e recreativas, etc.
Os pacientes se auto-isolam e, nesta situações, aumentam o seu grau de sofrimento e diminuem expressivamente suas chances de obter melhor qualidade de vida.
Ruim para todos.
Preocupante é buscarmos ações ou alternativas dentre as operadoras que atuam na saúde suplementar em nosso país, com foco preventivo. Até parece que a queda não é detecatda como causa promotora da elevação de seus custos, ou que ainda não se aperceberam dos enormes ganhos advindos da prevenção e promoção, em especial para os pacientes que mais necessitam!
Discutir regras de uma portabilidade que é utópica, gastar horas e horas trocando idéias sobre mensurações de qualidade que nada agregam ao setor, ou criar câmaras técnicas que andam à passo de tartaruga, parece ocupar lugar de destaque maior, dentre executivos de operadoras e gestores responsáveis pela regulação (leia-se: ANS), do que a mais óbvia constatação da gestão de riscos: a melhor forma de combatê-los é evitando-se as causas principais.
O doente de Parkinson não deveria ser mais acompanhado DEPOIS que eventos tais como aqueles estudados pela pesquisa citada colocam-no nas listas de maiores gastos do sistema. Ele deveria ser acolhido em ações inteligentes: promotoras de orientação e estrutura que evitam ao máximo as situações agudas e os traumatismos associados à doença. Todos ganhariam. O sistema se qualificaria e o cliente seria capaz de perceber um real valor agregado ao produto que comprou.
24 de fev. de 2009
O CAMINHO DA ÉTICA
Boa Noite!
"Pede-lhe que dirija os teus passos, de modo que teus planos estejam sempre de acordo com a sua vontade" (Tb 4,20). O velho e experiente Tobias dá uma lição, no livro da Bíblia que tem o seu nome, que vale aos jovens que o escutam, mas também aos gestores contemporâneos. O ancião recomenda o seguir adiante como uma necessidade dos que desejam alcançar seus objetivos. Não é fugindo, retrocedendo ou paralisando-se que se conhece o terreno adverso, mapeia-se as forças que nos opõem e consegumos as vitórias.
Mas uma persistente e constante caminhada. Porém, a que preço deve acontecer?
A qualquer um? De qualquer forma e usando todos os meios? Não, certamente a resposta é negativa.
Tobias nos lembra os limites das possibilidades: a Ética. Dela não se pode fugir, nunca, sob pena de se enveredar por uma escura e confusa estrada que somente desemboca na terra da perdição. E é importante frisar que este limite não reduz nossas chances! Ao contrário: dá-lhes qualidade e precisão! Ter princípios e valores morais faz com que nos esmeremos na construção de alternativas que permitam a todos o crescimentos contínuo e perene, ainda que sem o volume desejado pelos incautos seguidores do ilegal.
Neste momento em que vivemos, onde as escolhas são previamente acertadas, em muitas ocasiões, pelos detentores do capital, para fazer valer as quebras de princípios que hoje tentam mascarar de "modernismo", ou tachando-as de "novos tempos", é importante nos lembrarmos disto: a Ética não tolhe nenhum caminho, não o estreita, não o torna mais árduo e nem cansativo. Ser ético não está em conflito com ser criativo. Ao contrário: a Ética faz com que nossas construções possuam sólidas bases e transparentes soluções, capazes de resistir às intempéries do mercado e às crises mundiais.
Ser ético é manter nossa rota em convergência com o bem-estar da humanidade e o respeito aos direitos de todos, mesmo daqueles cujas opções estão equivocadas segundo nossas escolhas.
Em plena segunda-feira de carnaval, lembremo-nos de tudo isto para respeitarmos os outros, protegermos as famílias, as mulheres e crianças, e nunca concordar que sejam usadas como meio para se alcançar espúrios fins.
"Pede-lhe que dirija os teus passos, de modo que teus planos estejam sempre de acordo com a sua vontade" (Tb 4,20). O velho e experiente Tobias dá uma lição, no livro da Bíblia que tem o seu nome, que vale aos jovens que o escutam, mas também aos gestores contemporâneos. O ancião recomenda o seguir adiante como uma necessidade dos que desejam alcançar seus objetivos. Não é fugindo, retrocedendo ou paralisando-se que se conhece o terreno adverso, mapeia-se as forças que nos opõem e consegumos as vitórias.
Mas uma persistente e constante caminhada. Porém, a que preço deve acontecer?
A qualquer um? De qualquer forma e usando todos os meios? Não, certamente a resposta é negativa.
Tobias nos lembra os limites das possibilidades: a Ética. Dela não se pode fugir, nunca, sob pena de se enveredar por uma escura e confusa estrada que somente desemboca na terra da perdição. E é importante frisar que este limite não reduz nossas chances! Ao contrário: dá-lhes qualidade e precisão! Ter princípios e valores morais faz com que nos esmeremos na construção de alternativas que permitam a todos o crescimentos contínuo e perene, ainda que sem o volume desejado pelos incautos seguidores do ilegal.
Neste momento em que vivemos, onde as escolhas são previamente acertadas, em muitas ocasiões, pelos detentores do capital, para fazer valer as quebras de princípios que hoje tentam mascarar de "modernismo", ou tachando-as de "novos tempos", é importante nos lembrarmos disto: a Ética não tolhe nenhum caminho, não o estreita, não o torna mais árduo e nem cansativo. Ser ético não está em conflito com ser criativo. Ao contrário: a Ética faz com que nossas construções possuam sólidas bases e transparentes soluções, capazes de resistir às intempéries do mercado e às crises mundiais.
Ser ético é manter nossa rota em convergência com o bem-estar da humanidade e o respeito aos direitos de todos, mesmo daqueles cujas opções estão equivocadas segundo nossas escolhas.
Em plena segunda-feira de carnaval, lembremo-nos de tudo isto para respeitarmos os outros, protegermos as famílias, as mulheres e crianças, e nunca concordar que sejam usadas como meio para se alcançar espúrios fins.
21 de fev. de 2009
A FOLIA DA INSENSATEZ
Boa Tarde!
Estamos iniciando as festas e farras que passaram, desde muitos anos atrás, a caracterizarem a tradicional festa do Carnaval. Daquele remoto momento de comemoração das colheitas, do qual se registram achados arqueológicos de quase 10 mil anos atrás, até o momento em que os homens resolveram usar o seu nome (CARNE VALE, algo como, adeus à carne), para marcar o início do importante tempo litúrgico para a Igreja Católica, pouca coisa resta no festejo atual.
Os homens e crianças pintavam-se como forma de espantar os maus espíritos que os atacariam, enquanto grupos e aos seus plantios. Pintar-se era uma idéia de proteção e união em torno do mesmo objetivo. Hoje, a pintura é para chamar atenção de uma única pessoa, em geral desnuda e louca por uma câmera de televisão, e jamais passa a idéia de associação.
As festas buscavam disseminar alegria e aliviar as tensões de uma sociedade que lutava por sua sobrevivência. O sentido era juntar todos num momento de relaxamento, uma verdadeira comemoração.
Nos dias atuais, incentiva-se à bebedeira desenfreada, causa básica de agressões, muitas delas físicas, ataques e todo tipo de vilania que se imaginar. Não contente com o fato, ainda somos obrigados a conviver com uma campanha publicitária do Ministério da Saúde que incentiva a promiscuidade, desde que feita com o uso da camisinha!
A mulher é usada como objeto, atribuindo-se o fato de ser alguém importante desde que não esqueça o preservativo. Outros idiotas reforçam que o preço da camisinha é tão barato que não pode ser esquecida na hora da avacalhação!
Desculpem-me. Não sou saudosista. E nem tampouco defensor de que toda a energia da juventude e daqueles que mantém sua vida saudável, deva ser reprimida ou enfurnada num casulo.
Mas na mesma intensidade com que acredito no legítimo direito do ser humano se divertir e ser feliz, tenho certeza de que ambas situações não podem ser concretas num ambiente doente, violento, desrespeitoso e que despreze a nossa capacidade de pensar.
Como posso aceitar que a promiscuidade, a mesma causa que disseminou rapidamente a AIDS em todo o mundo (junto com o uso de drogas), seja agora apontada pelo Ministério da Saúde brasileiro, como algo irrelevante para o controle epidêmico, pois tudo se resolve com a famigerada camisinha?
Como conviver com a campanha manipulatória que se faz contra a mulher, colocando-a como agente passiva da promiscuidade, e dando a isto o nome de “segurança feminina”?
Como aceitar o fato de que faltam remédios nos hospitais públicos, agentes sanitários para combater as endemias, médicos nas emergências, tudo falta por ausência de recursos, mas, para o Carnaval não faltarão camisinhas gratuitas (1 bilhão e 200 milhões, segundo o Governo petista)?
Sinceramente, não é esta a folia da alegria, do revigoramento, da união.
Esta é a festa dos insensatos, cujo bloco será puxado, mais uma vez, pelas autoridades de saúde deste país. Na próxima semana, acompanhem as estatísticas da violência. Elas serão apresentadas, claro, pelos órgãos da imprensa, entre uma tela e outra da “grande festa” realizada!
Estamos iniciando as festas e farras que passaram, desde muitos anos atrás, a caracterizarem a tradicional festa do Carnaval. Daquele remoto momento de comemoração das colheitas, do qual se registram achados arqueológicos de quase 10 mil anos atrás, até o momento em que os homens resolveram usar o seu nome (CARNE VALE, algo como, adeus à carne), para marcar o início do importante tempo litúrgico para a Igreja Católica, pouca coisa resta no festejo atual.
Os homens e crianças pintavam-se como forma de espantar os maus espíritos que os atacariam, enquanto grupos e aos seus plantios. Pintar-se era uma idéia de proteção e união em torno do mesmo objetivo. Hoje, a pintura é para chamar atenção de uma única pessoa, em geral desnuda e louca por uma câmera de televisão, e jamais passa a idéia de associação.
As festas buscavam disseminar alegria e aliviar as tensões de uma sociedade que lutava por sua sobrevivência. O sentido era juntar todos num momento de relaxamento, uma verdadeira comemoração.
Nos dias atuais, incentiva-se à bebedeira desenfreada, causa básica de agressões, muitas delas físicas, ataques e todo tipo de vilania que se imaginar. Não contente com o fato, ainda somos obrigados a conviver com uma campanha publicitária do Ministério da Saúde que incentiva a promiscuidade, desde que feita com o uso da camisinha!
A mulher é usada como objeto, atribuindo-se o fato de ser alguém importante desde que não esqueça o preservativo. Outros idiotas reforçam que o preço da camisinha é tão barato que não pode ser esquecida na hora da avacalhação!
Desculpem-me. Não sou saudosista. E nem tampouco defensor de que toda a energia da juventude e daqueles que mantém sua vida saudável, deva ser reprimida ou enfurnada num casulo.
Mas na mesma intensidade com que acredito no legítimo direito do ser humano se divertir e ser feliz, tenho certeza de que ambas situações não podem ser concretas num ambiente doente, violento, desrespeitoso e que despreze a nossa capacidade de pensar.
Como posso aceitar que a promiscuidade, a mesma causa que disseminou rapidamente a AIDS em todo o mundo (junto com o uso de drogas), seja agora apontada pelo Ministério da Saúde brasileiro, como algo irrelevante para o controle epidêmico, pois tudo se resolve com a famigerada camisinha?
Como conviver com a campanha manipulatória que se faz contra a mulher, colocando-a como agente passiva da promiscuidade, e dando a isto o nome de “segurança feminina”?
Como aceitar o fato de que faltam remédios nos hospitais públicos, agentes sanitários para combater as endemias, médicos nas emergências, tudo falta por ausência de recursos, mas, para o Carnaval não faltarão camisinhas gratuitas (1 bilhão e 200 milhões, segundo o Governo petista)?
Sinceramente, não é esta a folia da alegria, do revigoramento, da união.
Esta é a festa dos insensatos, cujo bloco será puxado, mais uma vez, pelas autoridades de saúde deste país. Na próxima semana, acompanhem as estatísticas da violência. Elas serão apresentadas, claro, pelos órgãos da imprensa, entre uma tela e outra da “grande festa” realizada!
20 de fev. de 2009
JOÃO BURACÃO
Boa Noite!
Duas verdades não podem ser contestadas e reforçam-se a cada dia: primeira, os acidentes de trânsito, causados em parcela expressiva pela péssima qualidade das nossas estradas e vias públicas, são preocupantes causas de aumento de custos nas empresas de saúde, quase numa proporção similar às quedas da mesma altura para o segmento de idosos. Este tipo de ocorrência gera politraumatismos e, por desdobramento direto, a presença das órteses e próteses, ponto certo de atrito, discórdia e abusos financeiros no setor saúde suplementar.
A segunda verdade plena é a imensa e insuperável criatividade do povo brasileiro, que consegue, apesar dos nossos governos (direita, esquerda, de cima, de baixo, de qualquer lado), criar soluções engraçadas para provocar a solução de incontáveis problemas.
Hoje, gostaria de falar de uma delas que está acontecendo no Rio de Janeiro.
Por sugestão de diversas pessoas, o jornal “EXTRA”, que integra as Organizações Roberto Marinho, criou um grande boneco feito de sobras de materiais, feio e desengonçado, chamado “João Buracão”.
É verdade que ele já nasceu chique: pode ser contatado e solicitado por uma Central de Atendimento ao Leitor daquele periódico, e recebe e-mails no site do jornal.
Mas o que faz o nosso João Buracão?
De posse de sua inseparável vara de pescar (com anzol e isca), é colocado junto aos buracos que não são tapados pelos descompromissados secretários municipais e estaduais e que geram danos aos veículos e acidentes aos pedestres. Alguns já não pertencem mais à categoria dos buracos, podendo ser chamados de “crateras”.
E a coisa é simples: basta um leitor ligar para a Central ou enviar e-mail e “agendar” a visita de João que, óbvio, levará os repórteres do EXTRA para o registro devido.
Olha, a coisa está andando tão bem que no dia 16.02, ao chegar na rua agendada, o João se deparou com asfalto quente, que era resultado de um trabalho feito durante a madrugada pelo Prefeito local, apenas para evitar a foto do João “pescando” no buraco da omissão e falta de compromissos dos nossos políticos!
Dizem que já há fila para os agendamentos! E, sinceramente, acredito.
Ou seja, as promessas feitas nos palanques não foram cumpridas, e os políticos não estão nem aí para o compromisso ético, entretanto, quando se ameaça levar o João Buracão...
Triste um país que precisa de heróis? Não, penso que mais triste é um país onde os cidadãos precisam de um João Buracão para se tapar os buracos para os quais nós já pagamos tantos impostos!
Duas verdades não podem ser contestadas e reforçam-se a cada dia: primeira, os acidentes de trânsito, causados em parcela expressiva pela péssima qualidade das nossas estradas e vias públicas, são preocupantes causas de aumento de custos nas empresas de saúde, quase numa proporção similar às quedas da mesma altura para o segmento de idosos. Este tipo de ocorrência gera politraumatismos e, por desdobramento direto, a presença das órteses e próteses, ponto certo de atrito, discórdia e abusos financeiros no setor saúde suplementar.
A segunda verdade plena é a imensa e insuperável criatividade do povo brasileiro, que consegue, apesar dos nossos governos (direita, esquerda, de cima, de baixo, de qualquer lado), criar soluções engraçadas para provocar a solução de incontáveis problemas.
Hoje, gostaria de falar de uma delas que está acontecendo no Rio de Janeiro.
Por sugestão de diversas pessoas, o jornal “EXTRA”, que integra as Organizações Roberto Marinho, criou um grande boneco feito de sobras de materiais, feio e desengonçado, chamado “João Buracão”.
É verdade que ele já nasceu chique: pode ser contatado e solicitado por uma Central de Atendimento ao Leitor daquele periódico, e recebe e-mails no site do jornal.
Mas o que faz o nosso João Buracão?
De posse de sua inseparável vara de pescar (com anzol e isca), é colocado junto aos buracos que não são tapados pelos descompromissados secretários municipais e estaduais e que geram danos aos veículos e acidentes aos pedestres. Alguns já não pertencem mais à categoria dos buracos, podendo ser chamados de “crateras”.
E a coisa é simples: basta um leitor ligar para a Central ou enviar e-mail e “agendar” a visita de João que, óbvio, levará os repórteres do EXTRA para o registro devido.
Olha, a coisa está andando tão bem que no dia 16.02, ao chegar na rua agendada, o João se deparou com asfalto quente, que era resultado de um trabalho feito durante a madrugada pelo Prefeito local, apenas para evitar a foto do João “pescando” no buraco da omissão e falta de compromissos dos nossos políticos!
Dizem que já há fila para os agendamentos! E, sinceramente, acredito.
Ou seja, as promessas feitas nos palanques não foram cumpridas, e os políticos não estão nem aí para o compromisso ético, entretanto, quando se ameaça levar o João Buracão...
Triste um país que precisa de heróis? Não, penso que mais triste é um país onde os cidadãos precisam de um João Buracão para se tapar os buracos para os quais nós já pagamos tantos impostos!
18 de fev. de 2009
ANS E O MERCADO DE SAÚDE SUPLEMENTAR
Boa Noite!
A agência reguladora divulga um tipo de “alerta” aos usuários de saúde a respeito de suas operadoras. É que foi divulgado o novo “ranking” das empresas que atuam na saúde suplementar, através do programa de qualificação implantado pela ANS e que atribui notas entre 0 e 1 (da pior situação para a melhor).
E, segundo a agência, as operadoras de alcançam um universo de 9 milhões de usuários não alcançaram o desempenho mínimo esperado (0,4). Isto quer dizer que não possuem ações de saúde, ou dificultam os acessos de seus usuários ou não controlam suas despesas e estão em sinal de perigo.
E porque permanecem procuradas? Pela questão única do preço de oferta de seus produtos. Os brasileiros anseiam por um plano de saúde, é o seu objeto de desejo atual, muito mais que a casa própria. E por isso são levados a acreditar que, adquirindo algo que possam pagar, o seu desejo está satisfeito.
Ledo engano!
O preço tem haver diretamente com a cobertura oferecida, as exclusões previstas e, principalmente, a qualidade da rede assistencial existente. Mas como o cliente vai saber de tudo isto?
Apenas por uma forte e constante campanha de esclarecimento, uma verdadeira ação de educação em saúde. Possuímos diversas operadoras sérias nos mais distintos segmentos atualmente existentes. Mas o usuário deve ser informado e não apenas “alertado” por quem deveria gerenciar estrategicamente o mercado suplementar!
Fico preocupado com essa posição de observadora que grassa os comunicados da ANS de distanciamento solene do problema. Ao gestor cabe enfrentar os problemas e não apontá-los como se fosse da responsabilidade de outrem.
A agência tem uma boa idéia nas mãos, que é o programa de qualificação, resta-nos saber se produzirá um grande filme, um clássico, que se perpetue no tempo, ou uma relés produção barata que rapidamente se torne esquecida...
A agência reguladora divulga um tipo de “alerta” aos usuários de saúde a respeito de suas operadoras. É que foi divulgado o novo “ranking” das empresas que atuam na saúde suplementar, através do programa de qualificação implantado pela ANS e que atribui notas entre 0 e 1 (da pior situação para a melhor).
E, segundo a agência, as operadoras de alcançam um universo de 9 milhões de usuários não alcançaram o desempenho mínimo esperado (0,4). Isto quer dizer que não possuem ações de saúde, ou dificultam os acessos de seus usuários ou não controlam suas despesas e estão em sinal de perigo.
E porque permanecem procuradas? Pela questão única do preço de oferta de seus produtos. Os brasileiros anseiam por um plano de saúde, é o seu objeto de desejo atual, muito mais que a casa própria. E por isso são levados a acreditar que, adquirindo algo que possam pagar, o seu desejo está satisfeito.
Ledo engano!
O preço tem haver diretamente com a cobertura oferecida, as exclusões previstas e, principalmente, a qualidade da rede assistencial existente. Mas como o cliente vai saber de tudo isto?
Apenas por uma forte e constante campanha de esclarecimento, uma verdadeira ação de educação em saúde. Possuímos diversas operadoras sérias nos mais distintos segmentos atualmente existentes. Mas o usuário deve ser informado e não apenas “alertado” por quem deveria gerenciar estrategicamente o mercado suplementar!
Fico preocupado com essa posição de observadora que grassa os comunicados da ANS de distanciamento solene do problema. Ao gestor cabe enfrentar os problemas e não apontá-los como se fosse da responsabilidade de outrem.
A agência tem uma boa idéia nas mãos, que é o programa de qualificação, resta-nos saber se produzirá um grande filme, um clássico, que se perpetue no tempo, ou uma relés produção barata que rapidamente se torne esquecida...
14 de fev. de 2009
A (IN) JUSTIÇA NA APLICAÇÃO DA LEI
Bom Dia!
O tribunal supremo do nosso país, o STF, tomou uma decisão em 12.02.09 que, tecnicamente falando está correta: cinco bandidos de alta periculosidade, autores de crimes gravíssimos (estupro, roubo, apropriação de bens públicos e outros), foram colocados em liberdade por não terem seus processos concluídos dentro dos prazos legalmente estabelecidos.
Os Ministros alegam que a Lei iguala e não pode diferenciar as pessoas.
Está certa a frase, mas incompleta!
A Lei iguala e não pode diferenciar pessoas DE BEM!
Onde está a correção, a ética, a honestidade de um estuprador? E daquele que roubou bens públicos que serviriam às massas de cidadãos? E nos ladrões?
A Justiça deve sempre ser técnica, mas sem perder sua humanidade. E neste caso, data vênia, nossos magistrados superiores deram uma grande prova de insensibilidade para com a dor e o sofrimento de todas as vítimas e famílias que foram atingidas com os atos criminosos perpetrados pelos delinquentes.
Mas, não é este o país de cabeça moderna que tanto apregoam nossas lideranças?
Afinal, pensem bem nestes últimos dois anos:
- Em nome do AVANÇO, nossa legislação e jurisprudência RETROCEDEU no tempo e autorizou as experiências com cobaias humanos (os embriões), tal qual faziam os nazistas no grande genocídio praticado contra o povo judeu!
- Em nome da MAIOR SAÚDE para a mulher se defende a legalização de atos contrários à sua saúde, tais como o aborto, tratando-a não como titular de direitos e pessoa a ser respeitada, mas como mera mercadoria de interesses maiores e mais escusos!
- Em nome da VIDA se luta para que a MORTE seja autorizada para determinados senhores formados, a quem caberia decidir se alguém deve ou não continuar vivo!
Quanta hipocrisia! Quanto cinismo!
Como se pode colocar tanto conhecimento acumulado na área de saúde, que ainda possui brilhantes profissionais, a serviço do retrocesso, do nada, da morte?
A decisão do STF não é um fato isolado. Nem tampouco decorre de uma atitude de determinada casta que se exclui do resto da sociedade. Ao contrário!
Talvez nunca em nossa história, como diz o Grande Irmão Presidente, tivemos ministros tão antenados com os discursos que a sociedade está fazendo, ou que a ela são atribuídos! A pergunte a se fazer sobre tamanha injustiça deve ser: quando nós teremos a coragem de jogar fora estas máscaras de hipocrisia, e assumir as verdadeiras posturas éticas que tanto apregoamos, jogando foram os modismos e esta criminosa relativização que alcançou todos os setores organizados do nosso país?
É triste para os cidadãos de bem. Mas, coloco-me na pele das famílias e das vítimas e tento, ao menos superficialmente, imaginar como estão sofrendo e sentindo-se desamparados e traídos...
O tribunal supremo do nosso país, o STF, tomou uma decisão em 12.02.09 que, tecnicamente falando está correta: cinco bandidos de alta periculosidade, autores de crimes gravíssimos (estupro, roubo, apropriação de bens públicos e outros), foram colocados em liberdade por não terem seus processos concluídos dentro dos prazos legalmente estabelecidos.
Os Ministros alegam que a Lei iguala e não pode diferenciar as pessoas.
Está certa a frase, mas incompleta!
A Lei iguala e não pode diferenciar pessoas DE BEM!
Onde está a correção, a ética, a honestidade de um estuprador? E daquele que roubou bens públicos que serviriam às massas de cidadãos? E nos ladrões?
A Justiça deve sempre ser técnica, mas sem perder sua humanidade. E neste caso, data vênia, nossos magistrados superiores deram uma grande prova de insensibilidade para com a dor e o sofrimento de todas as vítimas e famílias que foram atingidas com os atos criminosos perpetrados pelos delinquentes.
Mas, não é este o país de cabeça moderna que tanto apregoam nossas lideranças?
Afinal, pensem bem nestes últimos dois anos:
- Em nome do AVANÇO, nossa legislação e jurisprudência RETROCEDEU no tempo e autorizou as experiências com cobaias humanos (os embriões), tal qual faziam os nazistas no grande genocídio praticado contra o povo judeu!
- Em nome da MAIOR SAÚDE para a mulher se defende a legalização de atos contrários à sua saúde, tais como o aborto, tratando-a não como titular de direitos e pessoa a ser respeitada, mas como mera mercadoria de interesses maiores e mais escusos!
- Em nome da VIDA se luta para que a MORTE seja autorizada para determinados senhores formados, a quem caberia decidir se alguém deve ou não continuar vivo!
Quanta hipocrisia! Quanto cinismo!
Como se pode colocar tanto conhecimento acumulado na área de saúde, que ainda possui brilhantes profissionais, a serviço do retrocesso, do nada, da morte?
A decisão do STF não é um fato isolado. Nem tampouco decorre de uma atitude de determinada casta que se exclui do resto da sociedade. Ao contrário!
Talvez nunca em nossa história, como diz o Grande Irmão Presidente, tivemos ministros tão antenados com os discursos que a sociedade está fazendo, ou que a ela são atribuídos! A pergunte a se fazer sobre tamanha injustiça deve ser: quando nós teremos a coragem de jogar fora estas máscaras de hipocrisia, e assumir as verdadeiras posturas éticas que tanto apregoamos, jogando foram os modismos e esta criminosa relativização que alcançou todos os setores organizados do nosso país?
É triste para os cidadãos de bem. Mas, coloco-me na pele das famílias e das vítimas e tento, ao menos superficialmente, imaginar como estão sofrendo e sentindo-se desamparados e traídos...
13 de fev. de 2009
FHC E A MACONHA
Boa Noite!
O ex-presidente Fernando Henrique de Cardoso (FHC) é, sem sombra de dúvida, um dos homens detentores de conhecimento, de influência e das informações estratégicas que um líder nacional com a sua inteligência, adquire. Reconhecido pelo meio acadêmico internacional como profundo conhecedor de questões sociológicas e históricas, atravessou o mundo em palestras e eventos, onde discorreu sobre os mais diversificados temas e, por vezes, falando fluentemente outros idiomas.
Pois bem, este homem é uma referência para boa parcela de nossa população. Ele é o que se costuma dizer no universo da mídia, um formador de opiniões. Percebam que não entrei, e nem o pretendo fazer, na formação de juízo de valor sobre suas concepções políticas ou questões pessoais, pois absolutamente não é o caso.
Mas fiz todo este preâmbulo para externar minha mais profunda tristeza e decepção com este cidadão brasileiro, já pertencente à faixa dos idosos, que com sua experiência tanto poderia contribuir para o combate às drogas em nosso país.
Ontem, num evento realizado por uma dessas ONGs que defendem a ‘legalização’ das drogas, o Sr. FHC resolveu aderir ao movimento pró-maconha. As justificativas e argumentos são tão costumeiros, vazios e pobres, que prefiro não repeti-los. Mas preocupa-me o descaso com a sua imagem e história.
FHC costuma gabar-se, e com razão, da árdua luta que liderou com os técnicos do governo, para a implantação do Plano Real, nos idos 1994, numa ação visionária e bem gerenciada, que criou as bases da estabilização que faz sucesso até hoje. Ele sofreu, à época, duras críticas do próprio PT que detonava o plano, óbvio antes que ele se mostrasse um campeão de bilheteria. FHC se manteve firme e usufruiu os louros de sua visão nos dois mandatos que a população brasileira lhe outorgou quase que exclusivamente pelo sucesso do Real e a estabilidade dos preços.
Ontem, em minha opinião, o ex-presidente rasgou páginas de sua história pessoal e de líder brasileiro.
A maconha é a ponta do iceberg que o crime organizado deseja para tomar legalmente a juventude brasileira sob suas garras. Não se pode considerar injustiçada uma droga que destrói vidas, arruína saúdes e desequilibra de forma absurda quem dela faz uso. Ou será que o Sr. FHC não sabe disto?
Liberar a maconha é abrir a porta de cada casa onde reide uma família e convidar o mundo das drogas a nela adentrar. É ser covarde quanto à real discussão que se necessita fazer: a falência do modelo educacional relativista e puramente materialista que os governos (inclusive o dele), implantaram em nosso país. O crime ceifa vidas não apenas pela violência das armas usadas, mas principalmente pela covarde e traiçoeira omissão dos governantes que ora se demonstram incapazes da repressão (somos nós, cidadãos que teremos também esta culpa?), ora adotam estratégias atabalhoadas de combate, ora assumem a triste postura de ‘jogar para a platéia’, fazendo discursos não do que se devia dizer, mas daquilo que determinados setores da mídia gostam de ouvir.
Que pena, ex-presidente. Quanto seria válida sua firme opinião de combate ao desumano mundo do tráfico, para tantos jovens, se tivesse havido coragem de assumi-la numa manifestação pública. Quanto seria importante que sua foto não estivesse estampada hoje nos jornais sob manchetes que fazem apologia à droga, ainda que sob o falso pretexto da ‘democracia’.
O que estão sentindo os pais, irmãos, tios, cunhados, noivos, esposos, namorados, etc de todas aquelas vítimas de irresponsáveis que usaram uma arma após se drogarem com a droga que, agora, o senhor passa a querer ver legalizada?
O que o senhor dirá, se um deles o encontrar? Será: “Esqueçam o que escrevi!”?
O ex-presidente Fernando Henrique de Cardoso (FHC) é, sem sombra de dúvida, um dos homens detentores de conhecimento, de influência e das informações estratégicas que um líder nacional com a sua inteligência, adquire. Reconhecido pelo meio acadêmico internacional como profundo conhecedor de questões sociológicas e históricas, atravessou o mundo em palestras e eventos, onde discorreu sobre os mais diversificados temas e, por vezes, falando fluentemente outros idiomas.
Pois bem, este homem é uma referência para boa parcela de nossa população. Ele é o que se costuma dizer no universo da mídia, um formador de opiniões. Percebam que não entrei, e nem o pretendo fazer, na formação de juízo de valor sobre suas concepções políticas ou questões pessoais, pois absolutamente não é o caso.
Mas fiz todo este preâmbulo para externar minha mais profunda tristeza e decepção com este cidadão brasileiro, já pertencente à faixa dos idosos, que com sua experiência tanto poderia contribuir para o combate às drogas em nosso país.
Ontem, num evento realizado por uma dessas ONGs que defendem a ‘legalização’ das drogas, o Sr. FHC resolveu aderir ao movimento pró-maconha. As justificativas e argumentos são tão costumeiros, vazios e pobres, que prefiro não repeti-los. Mas preocupa-me o descaso com a sua imagem e história.
FHC costuma gabar-se, e com razão, da árdua luta que liderou com os técnicos do governo, para a implantação do Plano Real, nos idos 1994, numa ação visionária e bem gerenciada, que criou as bases da estabilização que faz sucesso até hoje. Ele sofreu, à época, duras críticas do próprio PT que detonava o plano, óbvio antes que ele se mostrasse um campeão de bilheteria. FHC se manteve firme e usufruiu os louros de sua visão nos dois mandatos que a população brasileira lhe outorgou quase que exclusivamente pelo sucesso do Real e a estabilidade dos preços.
Ontem, em minha opinião, o ex-presidente rasgou páginas de sua história pessoal e de líder brasileiro.
A maconha é a ponta do iceberg que o crime organizado deseja para tomar legalmente a juventude brasileira sob suas garras. Não se pode considerar injustiçada uma droga que destrói vidas, arruína saúdes e desequilibra de forma absurda quem dela faz uso. Ou será que o Sr. FHC não sabe disto?
Liberar a maconha é abrir a porta de cada casa onde reide uma família e convidar o mundo das drogas a nela adentrar. É ser covarde quanto à real discussão que se necessita fazer: a falência do modelo educacional relativista e puramente materialista que os governos (inclusive o dele), implantaram em nosso país. O crime ceifa vidas não apenas pela violência das armas usadas, mas principalmente pela covarde e traiçoeira omissão dos governantes que ora se demonstram incapazes da repressão (somos nós, cidadãos que teremos também esta culpa?), ora adotam estratégias atabalhoadas de combate, ora assumem a triste postura de ‘jogar para a platéia’, fazendo discursos não do que se devia dizer, mas daquilo que determinados setores da mídia gostam de ouvir.
Que pena, ex-presidente. Quanto seria válida sua firme opinião de combate ao desumano mundo do tráfico, para tantos jovens, se tivesse havido coragem de assumi-la numa manifestação pública. Quanto seria importante que sua foto não estivesse estampada hoje nos jornais sob manchetes que fazem apologia à droga, ainda que sob o falso pretexto da ‘democracia’.
O que estão sentindo os pais, irmãos, tios, cunhados, noivos, esposos, namorados, etc de todas aquelas vítimas de irresponsáveis que usaram uma arma após se drogarem com a droga que, agora, o senhor passa a querer ver legalizada?
O que o senhor dirá, se um deles o encontrar? Será: “Esqueçam o que escrevi!”?
11 de fev. de 2009
QUE COMUNIDADE?
Boa Noite!
Deparei-me hoje com uma situação que me provocou esta reflexão: as comunidades virtuais e a vida normal das pessoas que as frequentam. Eu nunca tinha parado para observar uma coisa simples: como as pessoas mudam suas posturas, comportamentos e, às vezes, seus valores, quando aderem a uma desta inúmeras comunidades, que proliferam na rede mundial de computadores.
A coisa é mais ou menos assim: quando aceito o convite para aderir a um desses grupos, eu passo a compratilhar momentos pessoais, registrados em centenas de fotografias, meus desejos, minhas aspirações, crenças, gostos e assim por diante. Eu abro minha vida para uma pessoa que provavelmente jamais verei e quase certo, vou conhecê-la pelo que ela diz ser, nunca pelo que realmente é.
E na vida real? As pessoas se fecham em torno de suas ambições pessoais, cometem os mais desvairados abusos, falatm com o respeito ao direito alheio e costumam pratizar injustiças, em muitas ocasiões achando ser alguém "esperto"!
Ora, para onde foge aquela pessoa da comunidade virtual? Por que temos tantas dificuldades em sermos de uma só forma em todas as ocasiões?
Dou-lhes minha opinião: por conta desta terrível vertente chamada RELATIVIZAÇÃO.
Este tendência nociva de que tudo pode ser ajustado a um padrão dito atual, "progressista", e que sepulte questões chamadas de velhas como Ética, Moral, Bons costumes, etc. Ora, Ética é uma opção da raça humana, e não um conceito temporal que necessite de revisitas. A Vida é um dom recebido do Criador e não um resultado do acaso, por isso deve ser defendida e não avaliada se "merece"ou não ser continuada.
Chega de dualismos e falsidades. Chega de discursos hipócritas para disfarçar uma das maiores crises morais e éticas que já enfrentou a Humanidade. Chega de relativismos! Façamos da nossa comunidade um mundo melhor e, talvez, não precisemos nos refugiar num mundo imaginário e virtual, onde nossas fraquezas sejam mascaradas por personalidade que não possuímos. O Mundo agradecerá, a Vida, também.
Deparei-me hoje com uma situação que me provocou esta reflexão: as comunidades virtuais e a vida normal das pessoas que as frequentam. Eu nunca tinha parado para observar uma coisa simples: como as pessoas mudam suas posturas, comportamentos e, às vezes, seus valores, quando aderem a uma desta inúmeras comunidades, que proliferam na rede mundial de computadores.
A coisa é mais ou menos assim: quando aceito o convite para aderir a um desses grupos, eu passo a compratilhar momentos pessoais, registrados em centenas de fotografias, meus desejos, minhas aspirações, crenças, gostos e assim por diante. Eu abro minha vida para uma pessoa que provavelmente jamais verei e quase certo, vou conhecê-la pelo que ela diz ser, nunca pelo que realmente é.
E na vida real? As pessoas se fecham em torno de suas ambições pessoais, cometem os mais desvairados abusos, falatm com o respeito ao direito alheio e costumam pratizar injustiças, em muitas ocasiões achando ser alguém "esperto"!
Ora, para onde foge aquela pessoa da comunidade virtual? Por que temos tantas dificuldades em sermos de uma só forma em todas as ocasiões?
Dou-lhes minha opinião: por conta desta terrível vertente chamada RELATIVIZAÇÃO.
Este tendência nociva de que tudo pode ser ajustado a um padrão dito atual, "progressista", e que sepulte questões chamadas de velhas como Ética, Moral, Bons costumes, etc. Ora, Ética é uma opção da raça humana, e não um conceito temporal que necessite de revisitas. A Vida é um dom recebido do Criador e não um resultado do acaso, por isso deve ser defendida e não avaliada se "merece"ou não ser continuada.
Chega de dualismos e falsidades. Chega de discursos hipócritas para disfarçar uma das maiores crises morais e éticas que já enfrentou a Humanidade. Chega de relativismos! Façamos da nossa comunidade um mundo melhor e, talvez, não precisemos nos refugiar num mundo imaginário e virtual, onde nossas fraquezas sejam mascaradas por personalidade que não possuímos. O Mundo agradecerá, a Vida, também.
10 de fev. de 2009
O BLOCO DO SANATÓRIO GERAL VAI PASSAR!
Boa Noite!
Tomo emprestado uma fase do Chico para abrir esta reflexão sobre a mais nova descoberta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): existe discriminação no tratamento dado em inúmeros consultórios aos pacientes de planos de saúde! Ou seja, se você liga e pede para agendar uma consulta por quaisquer operadoras, receberá a resposta de agenda lotada por dois ou três meses, mas se no mesmo momento pedir uma consulta particular, ela será marcada para o dia seguinte, ou uma data significativamente mais próxima. O nome disto é falta de profissionalismo, e existe na saúde suplementar há séculos!
E mais, isto independe da operadora ou mesmo de sua natureza (vale tanto para clientes de seguradoras quanto de autogestões). Claro, quem adota este tipo de postura se assemelha a um discriminador que apenas busca razões (segundo ele mesmo) para justificar suas práticas excludentes e repressoras.
Pois bem, a ANS descobriu agora, DEZ ANOS após ser criada, que esta prática existe! E, claro, já prometeu: vai punir... AS OPERADORAS!!!
Entenderam? Não? E nem ninguém de bom senso consegue entender!
É mais ou menos assim: alguém comete, de sã consciência e por livre vontade um crime. Os efeitos deste crime alcançam diretamente sua vítima (o paciente), e indiretamente a empresa que aceitou o seu pedido de credenciamento (as operadoras). Pasmem vocês, mas segundo a ANS a culpa não é dos infratores, e sim... das vítimas!
Claro, é muito mais fácil falar mal dos planos de saúde. A mídia dá acolhimento, manda um repórter entrevistar gestor da agência, reproduz a fala no horário nobre e por aí vai.
Agora, isto resolve o problema?
O Vereador Chico Pinheiro (PPS) diz no GLOBO de 09.02.09, que o problema disto tudo é a falta de visão de muitas operadoras quanto ao modelo de saúde. Concordo parcialmente com o senhor edil: de fato, as operadoras estão sendo cada vez mais estimuladas pela ANS a adotarem, cada vez menos um modelo de saúde voltado para a atenção primária! Todas as oportunidades que já foram desperdiçadas pela agência, neste sentido, já davam para termos um modelo realmente “rodando” na saúde suplementar (e a última foi a da Portabilidade), mas parece não ser esta a preocupação maior da ANS. Que pena!
Bem, vamos esperar as multas! Elas virão de forma solene e pomposamente divulgadas, seja numa Resolução Normativa, seja em outro dos inúmeros instrumentos de que dispõe a agência (ela legisla e regula o que ela própria criou), nesta desorganização jurídica que ainda atravessamos: uma agência reguladora ligada ao executivo cria as leis (atribuição do legislativo) e julga as questões relativas às leis que ela mesma criou (judiciário?).
E para resolver a situação em nome das vítimas, ela irá aplicar multas em uma delas! Bom, talvez seja o carnaval, ou quem sabe o calor imenso que tomou conta do Rio de Janeiro, ou mesmo o bloco que o Chico falava: aquele que vem do sanatório geral!
Tomo emprestado uma fase do Chico para abrir esta reflexão sobre a mais nova descoberta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): existe discriminação no tratamento dado em inúmeros consultórios aos pacientes de planos de saúde! Ou seja, se você liga e pede para agendar uma consulta por quaisquer operadoras, receberá a resposta de agenda lotada por dois ou três meses, mas se no mesmo momento pedir uma consulta particular, ela será marcada para o dia seguinte, ou uma data significativamente mais próxima. O nome disto é falta de profissionalismo, e existe na saúde suplementar há séculos!
E mais, isto independe da operadora ou mesmo de sua natureza (vale tanto para clientes de seguradoras quanto de autogestões). Claro, quem adota este tipo de postura se assemelha a um discriminador que apenas busca razões (segundo ele mesmo) para justificar suas práticas excludentes e repressoras.
Pois bem, a ANS descobriu agora, DEZ ANOS após ser criada, que esta prática existe! E, claro, já prometeu: vai punir... AS OPERADORAS!!!
Entenderam? Não? E nem ninguém de bom senso consegue entender!
É mais ou menos assim: alguém comete, de sã consciência e por livre vontade um crime. Os efeitos deste crime alcançam diretamente sua vítima (o paciente), e indiretamente a empresa que aceitou o seu pedido de credenciamento (as operadoras). Pasmem vocês, mas segundo a ANS a culpa não é dos infratores, e sim... das vítimas!
Claro, é muito mais fácil falar mal dos planos de saúde. A mídia dá acolhimento, manda um repórter entrevistar gestor da agência, reproduz a fala no horário nobre e por aí vai.
Agora, isto resolve o problema?
O Vereador Chico Pinheiro (PPS) diz no GLOBO de 09.02.09, que o problema disto tudo é a falta de visão de muitas operadoras quanto ao modelo de saúde. Concordo parcialmente com o senhor edil: de fato, as operadoras estão sendo cada vez mais estimuladas pela ANS a adotarem, cada vez menos um modelo de saúde voltado para a atenção primária! Todas as oportunidades que já foram desperdiçadas pela agência, neste sentido, já davam para termos um modelo realmente “rodando” na saúde suplementar (e a última foi a da Portabilidade), mas parece não ser esta a preocupação maior da ANS. Que pena!
Bem, vamos esperar as multas! Elas virão de forma solene e pomposamente divulgadas, seja numa Resolução Normativa, seja em outro dos inúmeros instrumentos de que dispõe a agência (ela legisla e regula o que ela própria criou), nesta desorganização jurídica que ainda atravessamos: uma agência reguladora ligada ao executivo cria as leis (atribuição do legislativo) e julga as questões relativas às leis que ela mesma criou (judiciário?).
E para resolver a situação em nome das vítimas, ela irá aplicar multas em uma delas! Bom, talvez seja o carnaval, ou quem sabe o calor imenso que tomou conta do Rio de Janeiro, ou mesmo o bloco que o Chico falava: aquele que vem do sanatório geral!
7 de fev. de 2009
PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...
Boa Noite!
Uma longa semana? Dias árduos e difíceis? Decepções humanas?
Nada disto é longevivo. Nada perdura a não ser o divino, aquilo que somente conseguimos tocar com os invisíveis dedos da fé. Por isso, neste momento de cansaço, bebamos na fonte daqueles homens que por suas idéias, mas em especial por seus testemunhos, mudaram a história da sociedade, e ainda mudam o caminhos dos que são honestos e íntegros.
"O desejo de celebridade é a última fraqueza à qual os sábios renunciam".
(Tácito)
"A grandeza não consiste em receber as honras, mas em merecê-las".
(Aristóteles)
"Os homens são cordeiros em suas crenças e lobos nos seus comportamentos".
(Carl Van Doren)
"As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes".
(George Bernard Shaw)
"O que torna a velhice tão melancólica é o desaparecimento não de nossas alegrias, mas de nossas esperanças".
(Jean Paul Richter)
"Um homem que não foi comunista até os 20 anos é porque não tem coração; aquele que continua comunista após os 40 anos é porque não possui cérebro".
(Roberto Campos)
Uma longa semana? Dias árduos e difíceis? Decepções humanas?
Nada disto é longevivo. Nada perdura a não ser o divino, aquilo que somente conseguimos tocar com os invisíveis dedos da fé. Por isso, neste momento de cansaço, bebamos na fonte daqueles homens que por suas idéias, mas em especial por seus testemunhos, mudaram a história da sociedade, e ainda mudam o caminhos dos que são honestos e íntegros.
"O desejo de celebridade é a última fraqueza à qual os sábios renunciam".
(Tácito)
"A grandeza não consiste em receber as honras, mas em merecê-las".
(Aristóteles)
"Os homens são cordeiros em suas crenças e lobos nos seus comportamentos".
(Carl Van Doren)
"As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes".
(George Bernard Shaw)
"O que torna a velhice tão melancólica é o desaparecimento não de nossas alegrias, mas de nossas esperanças".
(Jean Paul Richter)
"Um homem que não foi comunista até os 20 anos é porque não tem coração; aquele que continua comunista após os 40 anos é porque não possui cérebro".
(Roberto Campos)
6 de fev. de 2009
EQUÍVOCO SANITÁRIO...
Boa Noite!
Não é possível que nenhum técnico do Ministério da Saúde não consiga levar ao nosso Ministro Chefe, uma orientação de cautela e bom senso. São sucessivos atos e decisões mais preocupados em ganhar espaço na mídia do que em resolver os graves problemas de Saúde Pública em nosso país, a falta de estrutura do nosso Sistema Público de Saúde (SUS) e a total desmotivação dos técnicos que prestam serviços à rede pública, oprimidos por falta de condições materiais e baixíssimos salários.
Vejam a última do Ministério da Saúde: com enorme ufanismo anuncia a compra de 15 milhões de saches (pequenas unidades) de GEL LUBRIFICANTE para ser usado nas relações anais por homossexuais. O intuito desta compra é “incentivar o uso da camisinha e reduzir o índice de infecção por HIV”. Ou seja, o Ministério mantém a estratégia de adotar decisões aceitas pela mídia, que não atacam as causas do problema e que, de quebra, incentiva a promiscuidade, DESDE QUE feita com camisinha, isto é, na visão deles, com responsabilidade!
Promiscuidade com responsabilidade???
Claro, estamos a duas semanas do carnaval. E num tempo em que toda a mídia incentiva o “liberou geral”, não seria desperdiçada tamanha oportunidade de aparecer nos principais veículos de comunicação do país. Basta ver o jornal O GLOBO de hoje (04.02) com chamada na capa para esta importante (sic) ação de prevenção do Sr. Ministro Televisivo.
Resta-nos lamentar tamanho desperdício. O país está chocado com a última violência, o brutal assassinato de um casal de jovens vítima de abuso sexual, e a principal solução para tão grave problema de desestruturação social, ética e moral que está na base de toda a proliferação da AIDS, segundo nosso Ministério é a compra de gel que incentive as relações sexuais livres e desenfreadas.
Que país de contrastes este nosso! Prendem-se dois idosos no aeroporto da Bahia porque ficam de cuecas e trocam de roupas em público. Temos que escutar deles (alemães), que a propaganda do Brasil no exterior e as notícias que escutam lhes deram a impressão que somos um povo que aceita candidamente o andar quase nu de quem quer que seja. Não é bem assim! A polícia enquadra os dois e agora irão responder a processo crime por... ATO OBSCENO.
Ao abrirem o jornal hoje, se souberem ler em português (espero sinceramente que não), descobrirão que as autoridade estão comprando e irão distribuir gel para relações anais. Dá para entender?
Não se resolve Saúde Pública com ações populistas. E estamos ficando repetitivos nesta questão. Até quando pensam os nossos gestores estratégicos de saúde serem capazes de iludir nosso povo com este tipo de coisa? O que deverá acontecer neste país para que discutamos a AIDS de maneira séria e responsável? Sem discriminações, mas sem mentiras como esta de que ao comprar e distribuir gel, incentivando a promiscuidade, estaremos “diminuindo” o número de infectados!
Ah, toda esta pantomima custou R$ 1,1 MILHÃO. Mas o Ministério tem recursos. Para este tipo de ação, ele sempre tem orçamento.
Não é possível que nenhum técnico do Ministério da Saúde não consiga levar ao nosso Ministro Chefe, uma orientação de cautela e bom senso. São sucessivos atos e decisões mais preocupados em ganhar espaço na mídia do que em resolver os graves problemas de Saúde Pública em nosso país, a falta de estrutura do nosso Sistema Público de Saúde (SUS) e a total desmotivação dos técnicos que prestam serviços à rede pública, oprimidos por falta de condições materiais e baixíssimos salários.
Vejam a última do Ministério da Saúde: com enorme ufanismo anuncia a compra de 15 milhões de saches (pequenas unidades) de GEL LUBRIFICANTE para ser usado nas relações anais por homossexuais. O intuito desta compra é “incentivar o uso da camisinha e reduzir o índice de infecção por HIV”. Ou seja, o Ministério mantém a estratégia de adotar decisões aceitas pela mídia, que não atacam as causas do problema e que, de quebra, incentiva a promiscuidade, DESDE QUE feita com camisinha, isto é, na visão deles, com responsabilidade!
Promiscuidade com responsabilidade???
Claro, estamos a duas semanas do carnaval. E num tempo em que toda a mídia incentiva o “liberou geral”, não seria desperdiçada tamanha oportunidade de aparecer nos principais veículos de comunicação do país. Basta ver o jornal O GLOBO de hoje (04.02) com chamada na capa para esta importante (sic) ação de prevenção do Sr. Ministro Televisivo.
Resta-nos lamentar tamanho desperdício. O país está chocado com a última violência, o brutal assassinato de um casal de jovens vítima de abuso sexual, e a principal solução para tão grave problema de desestruturação social, ética e moral que está na base de toda a proliferação da AIDS, segundo nosso Ministério é a compra de gel que incentive as relações sexuais livres e desenfreadas.
Que país de contrastes este nosso! Prendem-se dois idosos no aeroporto da Bahia porque ficam de cuecas e trocam de roupas em público. Temos que escutar deles (alemães), que a propaganda do Brasil no exterior e as notícias que escutam lhes deram a impressão que somos um povo que aceita candidamente o andar quase nu de quem quer que seja. Não é bem assim! A polícia enquadra os dois e agora irão responder a processo crime por... ATO OBSCENO.
Ao abrirem o jornal hoje, se souberem ler em português (espero sinceramente que não), descobrirão que as autoridade estão comprando e irão distribuir gel para relações anais. Dá para entender?
Não se resolve Saúde Pública com ações populistas. E estamos ficando repetitivos nesta questão. Até quando pensam os nossos gestores estratégicos de saúde serem capazes de iludir nosso povo com este tipo de coisa? O que deverá acontecer neste país para que discutamos a AIDS de maneira séria e responsável? Sem discriminações, mas sem mentiras como esta de que ao comprar e distribuir gel, incentivando a promiscuidade, estaremos “diminuindo” o número de infectados!
Ah, toda esta pantomima custou R$ 1,1 MILHÃO. Mas o Ministério tem recursos. Para este tipo de ação, ele sempre tem orçamento.
4 de fev. de 2009
TRISTE COMEMORAÇÃO
Boa Noite!
Os jornais noticiam hoje a redução no crescimento do número de homicídios na cidade do Rio de Janeiro (RJ), entre os meses de Janeiro a Outubro de 2008, quando comparados com o mesmo período de 2007. Foram 1.938 casos em 2007 contra 1.699 no ano passado. reduziu-se de sete homicídios por dia, para seis casos.
Comemorar o que?
O número de homicídios, seja ele sete ocorrências diárias, ou seis, é alto, alarmante e cria em todos este clima de insegurança, medo e instabilidade, propícios ao desenvolvimento de outras patologias tão graves como a violência urbana. Um clima de tristeza perpassa toda esta bela cidade, fazendo com que seus lugares públicos, brindados pela natureza com uma singularidade tão específica e delicada, pareçam tingidos pelo vermelho do sangue das vítimas.
Vale lembrar que estes casos são aqueles registrados de forma oficial. As pessoas desaparecidas não entram nesta estatística macabra.
A violência ataca as bases da sociedade democrática, ao inverter os papéis da cidadania: é o cidadão de bem que se esconde, protegendo-se atrás de imensos muros, arames e cercas eletrificadas, reduzindo suas andanças e adequando-as aos horários nos quais o crime dá uma ‘folga’. O marginal, ao contrário, tem livre acesso aos lugares públicos; nos horários que deseja e da forma mais ostensiva possível.
O Sistema de Saúde se ressente da ação do crime, torna-se impotente perante a violência, pois sequer pode resgatar a vida de muitos dos pacientes que lhes chegam no atendimento das emergências.
Exigir-se da Saúde Pública uma celeridade e estrutura que não possui, para fazer frente aos desmandos causados pela violência, é olhar o problema de trás para frente. As emergências devem estar prontas para atenderem ao que lhes é exigido pelas necessidades de saúde da população adscrita.
A violência deturpa esta quantificação e agride ao sistema de saúde de maneira sistemática e desestruturante. A solução não é aumentar o número de leitos de emergência por causa da violência, mas sim de equipar, treinar melhor a ampliar o contingente repressor.
Por tudo isso, embora seja um ponto positivo a redução do número de vítimas de homicídios, a simples existência delas, em qualquer quantidade, é uma derrota para toda a sociedade organizada e democrática.
Os jornais noticiam hoje a redução no crescimento do número de homicídios na cidade do Rio de Janeiro (RJ), entre os meses de Janeiro a Outubro de 2008, quando comparados com o mesmo período de 2007. Foram 1.938 casos em 2007 contra 1.699 no ano passado. reduziu-se de sete homicídios por dia, para seis casos.
Comemorar o que?
O número de homicídios, seja ele sete ocorrências diárias, ou seis, é alto, alarmante e cria em todos este clima de insegurança, medo e instabilidade, propícios ao desenvolvimento de outras patologias tão graves como a violência urbana. Um clima de tristeza perpassa toda esta bela cidade, fazendo com que seus lugares públicos, brindados pela natureza com uma singularidade tão específica e delicada, pareçam tingidos pelo vermelho do sangue das vítimas.
Vale lembrar que estes casos são aqueles registrados de forma oficial. As pessoas desaparecidas não entram nesta estatística macabra.
A violência ataca as bases da sociedade democrática, ao inverter os papéis da cidadania: é o cidadão de bem que se esconde, protegendo-se atrás de imensos muros, arames e cercas eletrificadas, reduzindo suas andanças e adequando-as aos horários nos quais o crime dá uma ‘folga’. O marginal, ao contrário, tem livre acesso aos lugares públicos; nos horários que deseja e da forma mais ostensiva possível.
O Sistema de Saúde se ressente da ação do crime, torna-se impotente perante a violência, pois sequer pode resgatar a vida de muitos dos pacientes que lhes chegam no atendimento das emergências.
Exigir-se da Saúde Pública uma celeridade e estrutura que não possui, para fazer frente aos desmandos causados pela violência, é olhar o problema de trás para frente. As emergências devem estar prontas para atenderem ao que lhes é exigido pelas necessidades de saúde da população adscrita.
A violência deturpa esta quantificação e agride ao sistema de saúde de maneira sistemática e desestruturante. A solução não é aumentar o número de leitos de emergência por causa da violência, mas sim de equipar, treinar melhor a ampliar o contingente repressor.
Por tudo isso, embora seja um ponto positivo a redução do número de vítimas de homicídios, a simples existência delas, em qualquer quantidade, é uma derrota para toda a sociedade organizada e democrática.
3 de fev. de 2009
O RENTÁVEL NEGÓCIO DA SAÚDE PÚBLICA!
Boa Noite!
Não pensem que estou ficando louco, pois ainda não é o caso. Em verdade, observando-se o novo orçamento nacional, com seus cortes e suas alocações de recursos, estou quase convencido que o SUS é um grande negócio... para o Governo Federal! Isto não quer dizer que cidadãos, médicos, laboratórios e hospitais, ou seja, quem usa e àqueles que fornecem serviços achem a mesma coisa.
A questão é a seguinte:
Em 1980, portanto há quase trinta anos atrás, o Governo Federal financiava diretamente (isto é com o nosso imposto), a Saúde, ou seja, o sistema público num percentual de 75% dos gastos totais. Os Estados entravam com cerca de 18% da conta e os municípios com o restante (mais ou menos 7%).
Esta divisão obedecia à proporção da gestão da arrecadação e da manutenção dos tributos na ‘caixinha’ federal. Ou seja, eu, Governo Federal, arrecado mais e concentro mais recursos em meu poder, logo, por justiça, pago mais da conta total.
Bem, com a Lei Orgânica do SUS (1990), e a descentralização da gestão, o mesmo Governo Federal prometeu rever o critério de distribuição dos recursos, ao tempo em que os gestores municipais ampliariam sua participação na conta, pois teriam plena ingerência sobre o sistema de saúde local.
E qual é a distribuição atual?
A UNIÃO cobre 47% DOS GASTOS TOTAIS da Saúde, aos Estados cabe uma fatia de 26% e para os municípios o restante, isto é 27% (vinte e sete por cento)! Se o crescimento triplicado, nos gastos municipais, já é algo preocupante, mais ainda quando verificamos que, pela concentração dos recursos, a parte do Governo Federal deveria ser de 60% (SESSENTA POR CENTO)!
É assim: a UNIÃO arrecada, repassa uma parte menor do que devia e os municípios, que nunca recebiam nada, estão mortos de alegria com as migalhas caídas da mesa (porém bem importantes nas eleições e campanhas políticas).
Não se discute que a União deve possuir reservas contingenciais. Mas 13% de reservas dá para deixar louco de alegria qualquer banqueiro internacional, em especial quando estamos nesta grande confusão armada por diversos deles!
O Governo prevê no orçamento, um montante para a saúde de R$ 49 bilhões em 2009. Se fizermos os cálculos apenas considerando este valor e não a arrecadação total, eles deveriam chegar a R$ 60 bilhões. Logo, nossos governantes estão com cartas na manga num total de R$ 11 bilhões, o que não é nada mal num ano pré-eleitoral.
Realmente, dá para entender os sacrifícios a que são submetidos os profissionais que atuam no SUS, e principalmente os seus usuários. Não dá para entender é esta ‘sobra’ que se deixa de aplicar em Saúde neste país.
Posso ou não dizer que não deixa de ser um ‘lucro’, para o Governo, é claro?
Não pensem que estou ficando louco, pois ainda não é o caso. Em verdade, observando-se o novo orçamento nacional, com seus cortes e suas alocações de recursos, estou quase convencido que o SUS é um grande negócio... para o Governo Federal! Isto não quer dizer que cidadãos, médicos, laboratórios e hospitais, ou seja, quem usa e àqueles que fornecem serviços achem a mesma coisa.
A questão é a seguinte:
Em 1980, portanto há quase trinta anos atrás, o Governo Federal financiava diretamente (isto é com o nosso imposto), a Saúde, ou seja, o sistema público num percentual de 75% dos gastos totais. Os Estados entravam com cerca de 18% da conta e os municípios com o restante (mais ou menos 7%).
Esta divisão obedecia à proporção da gestão da arrecadação e da manutenção dos tributos na ‘caixinha’ federal. Ou seja, eu, Governo Federal, arrecado mais e concentro mais recursos em meu poder, logo, por justiça, pago mais da conta total.
Bem, com a Lei Orgânica do SUS (1990), e a descentralização da gestão, o mesmo Governo Federal prometeu rever o critério de distribuição dos recursos, ao tempo em que os gestores municipais ampliariam sua participação na conta, pois teriam plena ingerência sobre o sistema de saúde local.
E qual é a distribuição atual?
A UNIÃO cobre 47% DOS GASTOS TOTAIS da Saúde, aos Estados cabe uma fatia de 26% e para os municípios o restante, isto é 27% (vinte e sete por cento)! Se o crescimento triplicado, nos gastos municipais, já é algo preocupante, mais ainda quando verificamos que, pela concentração dos recursos, a parte do Governo Federal deveria ser de 60% (SESSENTA POR CENTO)!
É assim: a UNIÃO arrecada, repassa uma parte menor do que devia e os municípios, que nunca recebiam nada, estão mortos de alegria com as migalhas caídas da mesa (porém bem importantes nas eleições e campanhas políticas).
Não se discute que a União deve possuir reservas contingenciais. Mas 13% de reservas dá para deixar louco de alegria qualquer banqueiro internacional, em especial quando estamos nesta grande confusão armada por diversos deles!
O Governo prevê no orçamento, um montante para a saúde de R$ 49 bilhões em 2009. Se fizermos os cálculos apenas considerando este valor e não a arrecadação total, eles deveriam chegar a R$ 60 bilhões. Logo, nossos governantes estão com cartas na manga num total de R$ 11 bilhões, o que não é nada mal num ano pré-eleitoral.
Realmente, dá para entender os sacrifícios a que são submetidos os profissionais que atuam no SUS, e principalmente os seus usuários. Não dá para entender é esta ‘sobra’ que se deixa de aplicar em Saúde neste país.
Posso ou não dizer que não deixa de ser um ‘lucro’, para o Governo, é claro?
2 de fev. de 2009
A BIGORNA DURA MAIS QUE O MARTELO!
Boa Noite!
A frase acima é atribuída ao pensador Epicuro que viveu há muitos séculos, mas nos legou um ensinamento que bem poderia ter sido de ontem. De fato, para propiciar uma base à incessante atividade do martelo, a bigorna deve ser feita de material mais resistente, com poder superior de consistência e de suportar os ataques e pancadas.
Não são poucas as oportunidades em nossas vidas, pessoal e profissional, em que apanhamos (quase que literalmente), de chefes descontrolados, sem que saibamos na maioria das vezes porque estamos apanhando!
O desânimo chega, a desmotivação quer se instalar, a tristeza substituiu a alegria de nos encontrarmos fazendo aquilo que gostamos de fazer. Por isso tudo é que o ensinamento de Epicuro é tão atual: os martelos desaparecem um dia ou outro, é só questão de tempo! Os martelos em geral são produtos de outros, não possuem consistência própria e nem resistem às mudanças! Em verdade, os martelos não têm competência para lidar com intempéries, ao contrário de suas vítimas, as bigornas.
Ser bigorna é não pactuar com a mediocridade, ainda que ela possua cargo e carimbo maior que o seu.
Ser bigorna é não se dobrar à incompetência, ainda que ela possua uma aparência vistosa e muita conversa fiada (em geral sem nenhuma substância).
Ser bigorna é se manter fiel aos seus princípios e valores, defender a ética e lutar pela justiça, ser contrário ao populismo barato e estéril que, muitas vezes, assola uma corporação.
Ser bigorna, enfim, é continuar firme enquanto o tempo e a verdade cuidam de desmantelar os martelos - truculentos e burros; agressivos e incompetentes, ou seja, meros passageiros do tempo.
A frase acima é atribuída ao pensador Epicuro que viveu há muitos séculos, mas nos legou um ensinamento que bem poderia ter sido de ontem. De fato, para propiciar uma base à incessante atividade do martelo, a bigorna deve ser feita de material mais resistente, com poder superior de consistência e de suportar os ataques e pancadas.
Não são poucas as oportunidades em nossas vidas, pessoal e profissional, em que apanhamos (quase que literalmente), de chefes descontrolados, sem que saibamos na maioria das vezes porque estamos apanhando!
O desânimo chega, a desmotivação quer se instalar, a tristeza substituiu a alegria de nos encontrarmos fazendo aquilo que gostamos de fazer. Por isso tudo é que o ensinamento de Epicuro é tão atual: os martelos desaparecem um dia ou outro, é só questão de tempo! Os martelos em geral são produtos de outros, não possuem consistência própria e nem resistem às mudanças! Em verdade, os martelos não têm competência para lidar com intempéries, ao contrário de suas vítimas, as bigornas.
Ser bigorna é não pactuar com a mediocridade, ainda que ela possua cargo e carimbo maior que o seu.
Ser bigorna é não se dobrar à incompetência, ainda que ela possua uma aparência vistosa e muita conversa fiada (em geral sem nenhuma substância).
Ser bigorna é se manter fiel aos seus princípios e valores, defender a ética e lutar pela justiça, ser contrário ao populismo barato e estéril que, muitas vezes, assola uma corporação.
Ser bigorna, enfim, é continuar firme enquanto o tempo e a verdade cuidam de desmantelar os martelos - truculentos e burros; agressivos e incompetentes, ou seja, meros passageiros do tempo.
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