31 de ago. de 2010

NAVEGAR É PRECISO, GERENCIAR NÃO É PRECISO

Bom Dia!


Navegar é preciso. Isto quer dizer que uma vez definidas as condições da viagem, as coordenadas (ou seja, os objetivos) para onde se deseja chegar e estabelecida a melhor velocidade de navegação, pode-se afirmar com relativa certeza o tempo necessário para tal. De posse destas informações, o capitão do navio imprime sua experiência pessoal tanto nos aspectos relacionados à segurança do transcurso, quanto às possibilidades de se encurtar o tempo, sem prejuízo de outras variáveis.

A importância da figura e da liderança do Capitão não diminuem com a precisão, apenas permitem-lhe olhar para o sistema todo no qual seu instrumento de trabalho está inserido. É o foco no estratégico o principal fator de sucesso de uma viagem desta, em suas condições normais. O conhecimento do tático somente será de valia ao gestor do barco na ocorrência de uma eventualidade o que em alto-mar costuma chamar-se de tormenta ou tempestade.

Gerenciar, infelizmente, não é preciso. Você lidera as equipes com transparência, procura ser assertivo para com todos e o retorno não se dá em curto prazo. Aliás, quantas vezes precisamos nos ‘conformar’ em avanços que se dão em passos de tartaruga, milímetro e milímetro, exasperando os mais ansiosos, derrubando os mais fracos.

O pior de tudo, para mim, é a contemporânea moda do NÃO-PENSAR. Muitos resolveram abdicar do raciocínio, acreditando ser este prejudicial à sobrevivência dos neurônios. Digo-lhes que pensar não queima neurônios humanos, mas acomodar-se os congela. E a geleira decorrente da acomodação é mais fria do que o inverno siberiano, onde as temperaturas podem chegar no auge do Inverno a – 60 graus CELSIUS.

Como é difícil descobrir o ponto certo motivacional das equipes. Especialmente se suas formações pessoais nos campos da cultura e do profissionalismo são divergentes. Por isso o grande cuidado que todos devíamos ter com os novos funcionários. Aqueles que apesar de suas inexperiências não trazem consigo os vícios de cada setor onde já trabalharam. Este público novo, muitas vezes rechaçado pelas organizações deveriam ser melhor percebidos, mais amplamente treinados e condicionados a serem profissionais o tempo todo e todo o tempo.

Não é fácil conduzir equipes. Em momentos mais áridos chega a ser frustrante. Mas também será dessa imprecisão que caracteriza a atividade gerencial que buscaremos a fonte de nossa criatividade, a formação consistente de nossa liderança e a prova definitiva de que somos (ou não) talhados para a administração.

29 de ago. de 2010

A VITÓRIA DA VIDA

Bom Dia!

Pesquisadores ligados à Universidade de São Paulo (USP) divulgaram na sexta-feira (dia 28), novos avanços obtidos em trabalhos com células-tronco maduras, extraídas da medula óssea. Os resultados bastantes promissores estão associados ao tratamento terapêutico de tumores pulmonares, com as células sendo injetadas através da traquéia dos pacientes.
As expectativas promissoras são apenas de forma superficial abordadas pela imprensa nacional. Por que?
Bem, vejamos novamente a origem das células: a medula humana. Esta última rapidamente se recompõe e volta a  produzir tais células que, bem usadas, servirão de intervenção terapêutica aos que mais precisam. Isto tudo acontece sem que sejam assassinados fetos humanos, em nome do avanço da ciência.
Já afirmamos aqui, replicando estudos de cientistas SÉRIOS, que não há razão para tal infanticídio sob quaisquer aspectos.
A pesquisa com células-tronco maduras, quer retiradas do próprio organismo humano, quer retiradas de cordões umbilicais, é um caminho científico em prol da humanidade. O descarte assassino de fetos humanos como justificativa para se extraírem células-tronco é mais um genocídio produzido, supostamente, em nome de uma ciência que deveria preservar a vida humana.
Aliás, por que não aparecem êxitos desta pesquisa cruel e desumana que tanto cresceu no mundo nestes últimos três anos? Será que são desproporcionais aos assassinatos que cometem seus defensores? A vida continua a vencer, mas nós precisamos fazer a nossa parte.

27 de ago. de 2010

MORTE LENTA, MAS CERTA

Bom Dia!

Com mais investimentos das operadoras de saúde que dominam na atualidade o mercado brasileiro, em suas redes hospitalares, a concentração que vem ocorrendo no país, com ênfase para este segmento ganha uma nova fonte de preocupações. Os planos aderiram à (invertida) lógica do segmento hospitalar de que somente vale a pena investir em leitos de alta complexidade por conta da capacidade de gerar a rentabilidade que eles necessitam em suas empresas.
Quando sabemos que um leito de UTI demanda hoje recursos que variam entre 90 e 100 mil Reais para ser montado, com um prazo de retorno entre 120 e 180 dias e ainda sob a mais intensa das fiscliazações que as operadoras realizam IN LOCO, torna-se no mínimo assustador o que estamos presenciando.
A área hospitalar está elevando para 30 a 40% a quantidade de Leitos de UTI e Semi-Intensiva, em relação ao total de leitos disponíveis, o que significa que qualquer paciente, caso apresente a menor, mais ínfima descompensação, será um potencial candidato a hóspede de alta complexidade.
Isto não faz bem ao paciente, sendo para mim uma grande ilusão para o hospital.
Eles estão fugindo da criatividade e apostando numa inexistente capacidade do setor de saúde suplementar de encontrar novas formas de se re-financiar. Elas, simplesmente, não existem.
Voltar uma poderosa estrutura, equipes bem treinadas, e callibrados volumes de recursos para leitos de alta complexidade é a mesmo coisa que tomar pequenas doses de arsênico a cada dia: não matará de imediato, pode demorar até alguns anos, mas com certeza vai matar o maluco que as ingerir!
Desviar a fonte de rentabilidade maior do hospital para os leitos de UTI e USI é o arsênico que diariamente mais e mais hospitais estão ingerindo. Espero que ao menos o estejam fazendo com consciência suicida: será isto que os levará à morte. O problema é que, num Sistema de Saúde, uma empresa pode até nascer sozinha, mas arrastará muitos em sua morte...

24 de ago. de 2010

COMEMORAR AS PEQUENAS VITÓRIAS

Boa Noite!

É duro, cansativo, esgotante formar equipes. Mas é impagável o momento em que percebemos o seu crescimento! Às vezes nem tão grande o que se avançou. Às vezes insuficiente mesmo para as mínimas exigências que o mercado, a empresa, os concorrentes, ou ambos, demandam para suas produções. Porém, para aqueles que encaram seu papel de gestor como, inseparavelmente, o de um formador voltado para resultados, nada mais feliz!
Construir uma cultura de vencedores não é tarefa das mais simples, tampouco imediatas. O duro é encontrar equipes que foram moldadas e dilaceradas para serem perdedoras. O ser humano reage à opressão tanto pela acomodação como pela fuga. Quase nunca pela defesa de suas crenças ou posições, em especial quando a relação de poder é claramente desfavorável ao que está sendo oprimido.
A acomodação, porém, que resulta desta situação é catastrófica. Não que as outras sejam menos terríveis. Esta, contudo, produz seres que não reagem aos estímulos educacionais, admiram sem buscar copiar os testemunhos efetivos, deixam-se arrastar pelos corredores corporativos como almas penadas produzidas por incompetentes  dotados de poder.
Ver pessoas assim querendo quebrar as cascas do imobilismo e nascer para uma posição profissional é um estímulo que poucos gestores percebem o tamanho de sua importância. E se formos insensíveis a isto (sem nunca querermos ser 'bonzinhos') estaremos perdendo tanto um momento marcante na vida deles, quanto um marco histórico no processo de gerenciamento de equipes.
Por isso, nunca devemos deixar de reconhecer tais vitórias. Por menores que sejam.
No processo de mudanças não importam os grandes momentos, as grandes falas; o que se concretiza é a mudança concreta de atitude, para com si próprio, para com os demais membros do time, para com os objetivos estratégicos da organização. Estes aparentemente pequeninos passos formarão juntos, o grande caminho da vitória. Comemore-os, marque-os e se puder, recompense-os. Faça com que sua equipe sinta-se o que ela é quando muda em direção ao profissionalismo: uma verdadeira equipe vitoriosa!

19 de ago. de 2010

NOVOS ARES PARA A SAÚDE

Boa Noite!

Existem diversas carências e necessidades regulatórias no Setor de Saúde Suplementar do país, ainda não resolvidas ou apenas superficialmente encaminhadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), merecedoras de reparos e eventuais críticas pelos que acompanham este importante segmento. Mas está ocorrendo uma sutil mudança de alguns posicionamentos, para uma linha mais sistêmica e técnica, favorecida pela nova composição da Agência e que não vem recebendo a devida atenção por parte de muitos gestores que atuam no setor.
Refiro-me à percepção de que somente a criação de "DRIVES" voltados para a Promoção e Prevenção em Saúde poderá viabilizar e assegurar um sistema longevivo e acessível aos seus clientes em médio e longo prazos. Dirigentes da ANS já fazem o discurso público de que esta é a ferramenta por excelência na gestão da sinistralidade, senão a única com concretas possibilidades futuras, quando todas as demais, nacionais ou importadas, já caducaram ou deram mostras de sua ineficiência ou insuficiência.
As classificações baseadas em indicadores e o vínculo dos reajustes ao desempenho destes mensuradores de mudanças adotados pela agência reguladora possuem maior amplitude do que aquela percebida por diversas operadoras. Talvez aí esteja o segredo da sobrevivência futura: quem melhor antecipar a formação de um novo portfólio de produtos baseadas na Prevenção e Promoção, mais chances terá de assegurar seu futuro e deter "KNOW-HOW" para transformá-lo em receitas num futuro talvez não tão longe.
Também destaque-se a nova postura da ANS em relação aos produtos em Saúde possíveis de serem ofertados pelas operadoras e não regulamentados: quem sair na frente tenderá a dominar o mercado e a rentabilidade por um bom período.
Diante de tantas novas nuvens nos céus da saúde suplementar, como estão se comportando as operadoras?
É verdade que o tema tem proliferado em debates e encontros. Mas, a formação dos novos produtos e a consolidação da Promoção e Prevenção como potenciais nichos de mercado, entraram de uma vez por todas na linha estratégica das decisões? Ou ao menos estão na linha de produção para serem avaliados e testados? Receio que não.
Estamos num inusitado momento do segmento: de um lado, discursos convergentes sobre o caminho, mas do outro, mãos parados na criação e prospecção de possibilidades. Parece que temos medo de OUSAR. Ou seja, aquilo que nos fez inovadores há quarenta anos atrás, a possibilidade de enxergar para além do nosso tempo, está congelado ou escondido por uma perigosa pressão por resultados imediatos.
A Saúde é para ser pensada em longo prazo, com retornos que se consolidem a partir de indicadores de médio prazo e por financiamentos que percebam esta característica própria do segmento. Quando a ANS separou os valores destacados pelas operadoras com Ações de Promoção e Prevenção, classificando-os como investimentos e apartando-os dos GASTOS em Saúde, fez a parte dela. E nós, não está na hora de fazermos a nossa?

17 de ago. de 2010

SABEDORIA ALHEIA

Bom Dia!

Um amigo enviou-me este texto de Arnaldo Jabor que dentro de sua aparente simplicidade, traz-nos profunda reflexão acerca da forma como visualizamos a nossa vida e julgamos indevidamente a dos outros.
Seu título é "O idiota e a moeda", mas talvez pudesse conter algo acerca dos pré-julgamentos e das discriminações que nos levam a conhecer mal os que nos rodeiam e desrespeitá-los extamente por isso:

"Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.



Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.


- Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.


Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.


A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.


A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?


A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.


Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.


Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.


O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.


Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles".

13 de ago. de 2010

A DROGA QUE ENLOUQUECE

Bom Dia!


A imprensa noticiou, com pouco destaque, a pesquisa desenvolvida na Holanda acerca dos efeitos do uso da Maconha sobre pacientes de Saúde Mental. O resultado é um desastre para os que defendem a legalização desta droga e mais, para aqueles que absurdamente alegam seu uso terapêutico.

Os efeitos observados foram de aceleração das perdas de memória e lapsos após seu consumo, o desenvolvimento de paranóias em todos os usuários e, mais preocupante, a antecipação de sintomas de maior gravidade naqueles portadores de Esquizofrenia. A Maconha não é uma droga qualquer. As suas substâncias que afetam a qualidade e o equilíbrio mental são muito mais numerosas e perigosas do que a única substância que possui com o efeito de reduzir a ansiedade.

Ou seja, no balanço de sua composição fica claro o devastador prejuízo para os que a consomem e a piora do estado de saúde dos pacientes portadores de doenças mentais. Mas, qual é a novidade?

Será que uma simples pesquisa efetuada, por exemplo, dentre os policiais que atuam nas ruas, acerca dos usuários da maconha, não nos daria exatamente a resposta tão demoradamente pesquisada? Será que estes agentes de segurança classificam os usuários desta droga como pacíficos, equilibrados e cândidos consumidores?

Por que continuamos a fugir da verdade? Liberar a droga é favorecer o narcotráfico e destruir as estruturas que sustentam uma sociedade voltada (ou ao menos em busca) para a paz. Passeatas e manifestações de quem a consome não deveria ser referencial para qualquer decisão governamental a respeito. Mentir sobre os seus efeitos, o que deveria se tornar mais difícil agora com a pesquisa, é apenas acreditar que se pode enganar a todos o tempo todo. Como o provérbio árabe já o lembra isto é impossível.

12 de ago. de 2010

PROMESSAS E POSSIBILIDADES

Bom Dia!


Mal começou a campanha eleitoral e já escuto colegas revoltados com as ‘mentiras’ contidas nas plataformas, leiam-se promessas, dos candidatos majoritários em todas as esferas. De fato, enquanto um despeja números absolutamente fantásticos e difíceis de se encaixarem com o cotidiano de nossas vidas, outro se esquiva de comentar antigas promessas, outros então nem promessas fazem.

Gostaria, porém, de observar este fato por outro ângulo. As promessas versus suas possibilidades de serem concretizadas. Sim, este para mim é um problema de maior preocupação do que os ‘exageros’ cometidos em palanques do norte ao sul deste imenso país.

Quando exercemos a liderança temos o dever de sonhar com uma situação melhor. Tanto para a nossa organização, como para nossa equipe, mas fundamentalmente para nossos clientes. Líderes não passam pelo mundo e pelas vidas dos seus liderados; líderes mudam suas organizações e fazem crescer a vida de seus liderados enquanto passam por elas. Se aceitamos que o política DEVE ser um líder, nada mais natural do que cada um delas construa e defenda perante seu eleitorado o seu mundo ideal. Os seus sonhos.

Não vejo problemas até aí. Porém, a pergunta fundamental é: o que sonho, é possível de ser realizado? É factível, mesmo sabedores de todos os riscos que envolvem aqueles que não se acomodam nas mediocridades governantes?

Prometer com base no que deu certo no passado é irresponsabilidade, quase beirando o descomprometimento com a verdade. O passado ficou no passado e sua grande serventia é o aprendizado que gera sua observação, com a experiência que transmite sua vivência.

Prometer sem analisar a factibilidade dos projetos beira ao comportamento egoísta e pernicioso que caracteriza os indivíduos não éticos. Também afeta o desempenho daqueles que acreditam em tais promessas, ao causar-lhes a decepção que muitas vezes será silenciosa por medo, covardia ou repressão.

É cruel criar expectativas que já se sabe, de antemão, não serem passíveis de tornarem-se reais. É covarde com os que mais precisam destes sonhos para se manterem vivos, é danoso aos que estão começando suas trajetórias de vida pessoal e profissional.

A verdade e a coerência são alimentos imateriais das almas puras, das consciências limpas, dos homens éticos. A mentira e o engodo, sob quaisquer formas que se apresentem, denotam a mesquinhez e vilania daqueles que se abastecem delas.

Que bom seria se pudéssemos julgar os líderes pela factibilidade de suas promessas, nunca pelos que os circundam, ou pela capacidade oratória que possuem se descasada da verdade.

10 de ago. de 2010

FALTA DINHEIRO PARA A SAÚDE?

Bom Dia!


Começaram as campanhas eleitorais, começaram as propostas em defesa da Saúde! Também já podemos ouvir, aqui e acolá, o velho e surrado bordão de “mais recursos para a combalida Saúde Pública”. É um refrão popular e muito simpático ao povo brasileiro. Mas, é correto falar-se que faltam recursos “após o final da CPMF”? Vejamos.

O total de recursos que constou do Orçamento 2009 como verbas não vinculadas (um montante de R$ 47, 7 bilhões), deveria ser atualizado, segundo a Emenda Constitucional no. 29 (EC-29) pela variação do PIB. Isto significa um total de R$ 50,09 bilhões a constarem do orçamento deste ano.

Bem, a CPMF em sua última versão, arrecadou cerca de R$ 40 bilhões no ano, dos quais, segundo o próprio governo, cerca de 42% eram destinados à Saúde, nada além disto. Bom, somemos mais R$ 16,8 bilhões ao montante acima calculado e teríamos, com vigência de CPMF e com um crescimento anual de 5% do nosso PIB, um montante destinado à Saúde de R$ 67 bilhões.

Ora, qual o valor orçado para 2010? Exatos R$ 65 bilhões. Ou seja, do total de recursos que haveria no orçamento para gerir o SUS e demais programas e recursos, não teríamos disponibilizado para este importante Ministério um percentual de 3% do máximo que se obteria com a famigerada CPMF.

É este o grande buraco da Saúde: 3% do valor orçado! Qualquer verba é importante para a saúde pública. Principalmente quando voltamos a ter, depois de DEZ ANOS, casos de Sarampo no país, agravo erradicado em todo o mundo e que depende totalmente de medicina preventiva e cobertura vacinal efetiva.

Falta dinheiro para o SUS? Ou falta gestão?

Faltam recursos ou prioridades? Faltam equipamentos e leitos ou um gerenciamento profissional dos existentes?

O bordão de falta de recursos parecer sempre ser destinado a uma prévia elevação da carga tributária sem a necessidade de se trazer quaisquer benefícios à população. Basta falar que não existem e parece se esperar que o povo fique anestesiado ao aumento dos impostos.

A prudência deveria levar nossos candidatos a examinarem melhor seus discursos. Buscando talvez uma maior preocupação com a profissionalização da gestão do SUS e deixando, de forma definitiva, o amadorismo para trás.

7 de ago. de 2010

DEMOCRACIA FAJUTA

Boa Noite!

Definitivamente não se dão bem (e não sei se um dia o farão), os conceitos de BOM ATENDIMENTO AOS CLIENTES e a Agência Reguladora do Setor. Chego a esta triste conclusão no término(?) de mais uma semana negra da aviação civil brasileira.
Mais de 60% dos vôos atrasados, passageiros mal tratados, falta de desculpas, de gestão e de vergonha das companhias aéreas, enfim, todo aquele filme que costumeiramente sofremos com sua repetição. Mas, a medida adotada pela Presidente da ANAC superou minhas expectativas (sombrias e pessimistas)!
A Dra. Solange resolveu fiscalizar a companhia que causou mais esta piada aérea nacional: a GOL. Até aí, tudo bem, perfeito, que exemplo de dedicação e testemunho aos seus funcionários. Porém, acaba aqui os acertos:
1. Ela convoca uma entrevista coletiva e diz exatamente o que vai fazer: embarcar em um dos vôos para 'sentir na pele' o 'problema';
2. Ele avisa onde vai embarcar e quando;
3. Ele se deixa acompanhar por fotógrafos, câmeras e repórteres que acompanham todo o seu processo de 'check-in' e desembarque.
A tudo isto ela chamou de "fiscalização".
Pasmem vocês mas, no vôo dela, tudo foi normal!!!!
Ou seja, ela não constatou as inúmeras reclamações dos clientes-idiotas (ou seria idiotas-clientes?) que insistem em não estar satisfeitos com os atrasos, falta de vergonha, desacatos, etc.
Chego a conclusão que nós, clientes, somos intransigentes e mal-resolvidos.
Como ousamos reclamar tanto de companhias aéreas tão 'boazinhas'?
Por outro lado, que país democrata este em que vivemos! Até fiscalização 'surpresa' é avisada ANTES DE ACONTECER, para dar, democraticamente, tempo ao faltoso...
Ou será que, para a ANAC, a culpa é do cliente???

5 de ago. de 2010

O SONO E A SAÚDE CARDÍACA

Bom Dia!


Um estudo realizado nos Estados Unidos aborda o impacto sobre a saúde do coração humano causado pelo sono. Não é mais ponto de discórdia entre os profissionais da área da saúde que a qualidade do sono repercute com muita intensidade sobre a longevidade e qualidade cardíaca de todos.

O trabalho da Universidade de West Virginia demonstra que dormir menos do que cinco horas por noite, ou em outro extremo, mais de nove horas, causa um perigoso desequilíbrio no sistema humano. Para os que dormem pouco, o risco de infarto duplicou, explicado pela enorme sobrecarga que a falta de repouso causa em todo o sistema cardiovascular. Os que esticam em demasiado o repouso noturno, ao contrário, retiram do seu funcionamento o ritmo da normalidade que é a única exigência desta fantástica criação divina que é nosso corpo.

Também a qualidade do sono interfere na expectativa de qualidade de vida. Um sono agitado, que causa mais cansaço do que descanso expõe a pessoa ao aumento dos riscos de um acidente cardíaco.

E qual a solução para tudo isto? Prevenção e promoção á Saúde.

Nada de drogas. Nada de exames. Nada de parafernália tecnológica.

O velho e simples hábito de se manter em movimento, buscando uma saudável forma de retirar do seu organismo o acúmulo de estresse, novamente surge como a melhor das terapias preventivas. Uma alimentação balanceada, orientada pelos profissionais competentes para isto e que esteja diretamente relacionada aos cuidados primários em Saúde, complementa e enriquece as ações de prevenção e a ela estão intrinsecamente associadas.

Mas, cadê a repercussão na mídia? Onde estão as chamadas bombásticas? Uma pequena notícia aqui e outra ali, absolutamente em nada comparável ao espaço que as novas tecnologias continuam a usufruir deste importante meio de comunicação. Não valeria a pena todos nós pensarmos na razão disto?

3 de ago. de 2010

PENSAR NO CLIENTE

Bom Dia!

Que exemplo nos dá hoje a GOL. Exemplo do que jamais devemos fazer ou dizer se queremos, realmente, a fidelização dos nossos clientes. Acontece que a GOL vendeu mais bilhetes aéreos do que conseguiu colocar seus aviões em vôo. Quem é (in)feliz cliente dela já sabe que isto é corriqueiro. A GOL acha que as pessoas vão comprar as passagens e desistir das viagens.
Se não é isto eu começo a me assustar com o amadorismo dos seus gestores. Será que ninguém faz conta lá?
Os atrasos já se tornarm parte tão integrante da GOL que ela nem responde aos e-mails que mandei reclamando deles. Também já ficou incorporado ao modo 'normal' de operação sair atrasado mesmo nos primeiros vôos da madrugada/manhã.
Mas hoje eles se superaram: a culpa é do calendário escolar!!! A GOL descobriu hoje que as férias de julho terminaram. E como ninguém sabe fazer conta (x cadeiras = ????), tinha mais passageiros esperando nos aeroportos do que vôos para transportá-los.
E neste momento, ninguém chega junto. Ninguém atende, nem explica e nem é o responsável.
Aliás, neste último faz sentido: responsável por este (novo) desrespeito da GOL somos todos nós que insistimos em dar mais um voto de confiança a esta desorganizada empresa.
Pensar no cliente pode ser um bom jargão para a mídia. Fica muito bem, também, nos alto-falantes das aeronaves. Mas não é realidade para o cliente no nosso país.