30 de dez. de 2011

ORAÇÃO DE UM JOVEM TRISTE (Letra e Música: Antonio Marcos)

Eu tanto ouvia falar em ti


Por isso hoje estou aqui

Eu sempre tive tudo que eu quis

Mas te confesso não sou feliz

Calça apertada de cinturão

Toco guitarra faço canção

Mas quando eu tento me procurar

Eu não consigo me encontrar

Escondo o rosto com as mãos

E uma tristeza imensa me invade o coração

Já, já não sou capaz de amar

E a felicidade cansei de procurar ...ah ...ah

Por isso venho buscar em ti

O que não tenho o que perdi

Vestido em ouro te imaginei

E tão humilde te encontrei

Cabelos longos iguais aos meus

Tú és o cristo, filho de Deus

Tanta ternura em teu olhar

Tua presença me faz chorar

Eu ergo os olhos para o céu

E a luz do teu amor me deixa tão feliz

Se, se jamais acreditei

Perdoa-me senhor pois hoje te encontrei ...ei ...ei

29 de dez. de 2011

TEMPO DE MUDANÇA

Esta época de final de ano sempre serve para revisitarmos nossos planos profissional e pessoal. É um momento que não pode ser interpretado como uma "parada", e sim como um novo reinício. Devemos buscar as coisas velhas, desgastadas e jogá-las no lixo das inutilidades. Aprender com o passado é sabedoria, ficar preso nele é imprudência.


As experiências servem de base a um profissional, nunca de amarras.
Este tempo deve ser de cada um.

Tempo de retomada. De se estabelecerem prioridades, de ajustarmos o foco de nossas vidas. Não deveria ser um tempo de promessas, mas sim de compromissos.

Podemos e devemos ser melhores. Para conosco e com os que repartem suas competências, sonhos e produção profissional com cada líder que atua numa corporação.

Refletir e mudar. Mudar e melhorar. Sendo melhores deveremos ser mais justos. De mudar o mundo a nossa volta à medida que mudamos nossa forma de viver.

Mais coragem para denunciar o que é injusto. Mais ação para combater a omissão. Mais firmeza na repulsa à corrupção e ao seu esquecimento. Não há justiça onde existe fome. Não haverá paz que conviva com a miséria, o abandono e a materialização da vida humana.
E onde não há paz não há justiça.

Se nós sabemos tão bem o que os outros precisam fazer para serem melhores, porque não usamos esta fantástica capacidade de percepção com nossas próprias vidas, tornando-nos exemplos de melhoria e aperfeiçoamento para os que convivem conosco?

Este é o tempo da mudança.

28 de dez. de 2011

SEMPRE PODE PIORAR

No Brasil, segundo dados divulgados pelo DIEESE, existem 44 tributos sque incidem sobre os itens que compõem o segmento denominado de 'ALIMENTOS'. Destes: 13 são impostos federais, estaduais e municipais, além de taxas de
contribuições. E dos tributos indiretos que mais incidem sobre os alimentos, destacam‐se: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Como infelizmente ninguém consegiu descobrir uma forma de viver sem alimentar-se, e os mais pobres insistem em querer fazê-lo, esta alta e pesada tributação contribui para a piora no perfil distributivo e ajuda na manutenção da
pobreza.

O valor médio da carga tributária dos produtos da cesta básica é de 13,6% para o conjunto das Regiões Metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador  – de acordo com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) de 1995/6. Numa comparação internacional o Brasil é considerado como o país com maior carga tributária média (37%) sobre os produtos alimentícios, enquanto o padrão internacional situa‐se em torno de 8% no preço final ao consumidor, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA). No caso dos alimentos in natura, como o feijão, arroz, dentre outros, os impostos incidem em até 23% sobre o preço final do produto.

Segundo dados da POF/IBGE, uma família de baixa renda (até 01 s.m.) gasta em torno de 40% do orçamento mensal na
compra de alimentos. Nesse aspecto, constata‐se a regressividade dos tributos indiretos que incidem sobre os alimentos, dada a maior participação dos gastos com alimentação para as famílias de baixa renda, tudo conforme os estudos sérios e respeitados desenvolvidos pelo DIEESE e divulgados há diversos anos.

Por que cito tudo isto? Simplesmente porque neste quadro desolador, onde as pessoas são tributadas até na hora de se alimentarem, exatamente num país onde os governantes há mais de dez anos falam em colocar comida nas mesas dos que passam fome, o Governo Brasileiro DECIDIU desonerar a... CAMISINHA!
É isso aí! Agora todos os fabricantes de preservativos, além de contarem com o dinheiro público para incentivar sua venda, foram brindados com a isenção TOTAL DE IMPOSTOS. Ou seja, enquanto para viver e se alimentar, você é aviltado em quase 40% do seu orçamento familiar, a sacanagem e vadiagem está isenta!
Esta é a moralidade brasileira que tanto nos deixa perplexos e que consegue surpreender a cada dia. Como já me disse um antigo chefe: nunca duvide, sempre pode ficar pior!

Não tenho mais comentários. Não sei mais o que comentar.

27 de dez. de 2011

TECNOLOGIA E SAÚDE: MISTURA EXPLOSIVA?

Mais um exemplo de como o uso indevido da Tecnologia pode trazer seqüelas terríveis para nossa saúde: estudos da União Européia, veiculados na semana passada, apontam que um em cada dez pessoas que costumas usar FONES DE OUVIDO para ouvir música ou falar ao celular, em volume alto, por mais de uma hora por dia, num período de cinco anos, correm elevado risco de perderem definitivamente sua audição.


Os pesquisadores foram organizados numa Comissão Científica independente para avaliar os riscos, a população exposta e sugerir ações preventivas, inclusive junto aos fabricantes dos famosos Leitores de Música (MP3 e seguintes), uma vez que se projeta entre 50 e 100 milhões de europeus aqueles usuários diários dos fones de ouvido.

A maior preocupação dos cientistas está na camada mais jovem da população: as crianças e os adolescentes. Estes costumam, além do uso por longos períodos, elevar a tonalidade para mais de 90 decibéis, como forma de compensar os ruídos do trânsito e demais barulhos da vida urbana. Também é notório que os jovens fazem do celular um verdadeiro banco de praça, derramando-se em longos e intermináveis telefonemas, sempre com o auxílio dos fones.

As pesquisas apontam qualquer volume em torno dos 100 decibéis como altíssimo risco. É possível, segundo a Comissão Européia, que já existam de 2,5 a 10 milhões de pessoas com a audição irremediavelmente comprometida.

Vale lembrar que a exposição do nosso cérebro a níveis tão altos de barulho, por períodos consideráveis, geram outros agravos tais como os rumores noturnos, que interferem na qualidade do sono, a aceleração dos batimentos cardíacos e um aumento do estado de ansiedade. Todos danosos ao equilíbrio mental e físico do nosso corpo.

Não se trata de uma má tecnologia, não é esta a questão! Os fones de ouvido são tão necessários, quanto os leitores de música. Mas a forma irresponsável como são apresentados aos consumidores, em especial os jovens, estão causando estragos já agora e sérias conseqüências num futuro nem tão distante.

Diversas peças publicitárias apresentaram os MP3 e seguintes como uma forma de se “fugir” do mundo e dos “caretas” que o povoam. Possuíam uma mensagem implícita de que quanto maior o volume, menor o contato e a “contaminação”. Levaram ou induziram a um uso indiscriminado do aparelho, como se nenhum dano causasse aos seus usuários. Talvez seja a hora de cobrar destas mesmas empresas não apenas mudanças tecnológicas efetivas nos aparelhinhos, mas também o financiamento de campanhas publicitárias educativas e sérias sobre os riscos do mau uso, em especial pelas crianças e jovens. Quem sabe mexendo com os seus bolsos, nos próximos lançamentos estas empresas tenham mais responsabilidade na forma de divulgar as novas tecnologias?

26 de dez. de 2011

CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO?

Boa Noite!

Reportagem divulgada hoje pela Folha de São Paulo informa a perda de mais de 50% do número de países que compravam as novelas brasileiras nos continentes africano e asiático. Não é que  a busca por novelas tenha diminuído no mundo árabe, mas o foco alterou-se.
As pessoas não estão recebendo bem a repetição das empresas brasileiras em temas como: espíritos, sexo, e vantagens ilícitas. Preferem, segundo o levantamento, focar nas novelas que apresentem o mal e o bem de forma bem distintas, acrescidos da vingança que cairá sobre os 'malvados'.
A questão é a discussão eterna dentre os seres humanos do que é lícito versus aquilo que é moralmente permitido. Está claro que a mídia pode (e influencia) uma gama enorme da população. Mas ela não é onipotente! Ela jamais conseguirá alcançar a todos aqueles que resistam ao processo de imbecilização que parece ter tomado conta de tantas emissoras nacionais.
Agora, elas começam a perder público, ao menos em número de países, e rendimento. Será que poderemos reacender as esperanças de buscar a qualidade mínima, que uma programação séria e voltada para o futuro exigem? Resta-nos aguardar os próximos capítulos...

22 de dez. de 2011

NATAL QUE O MUNDO ESQUECEU

Às vezes o mundo esquece o que é o Natal.


Porque está tão preocupado com seus ganhos financeiros e materiais, seus bens consumíveis e finitos, que não consegue mais olhar para os verdadeiros bens infinitos: a amizade verdadeira e desinteressada daqueles que não possuem o mesmo sangue que corre em nossas veias, mas estão ligados a nós pelo coração.

Às vezes o mundo esquece o que é o Natal.

Porque apenas consegue enxergar através dos olhos da corrupção, da concupiscência, da imoralidade, que tenta transformar todos os seres humanos em meros joguetes, instrumentos a serem manipulados por mídias, jornalistas sensacionalistas e produtores de escândalos que tentam cegar nossas almas, numa desenfreada corrida contra a solidariedade e o olhar cristão sobre os mais necessitados, os idosos, os vivos que são esquecidos e tratados como mortos por uma sociedade fria e distante.

Às vezes o mundo esquece o que é o Natal.

Porque prefere a covardia da acomodação do que o constante desafio da mudança. Não seremos melhores se nos mantivermos como já fomos um dia, há muitos anos atrás. Seremos melhores quanto menos tivermos em nossos desejos individuais o centro de nossas ações, quanto mais podermos agradar aos que nos cercam, sem quebrar nossos princípios, quanto mais pudermos aprender a amar aqueles que não nos amam, em especial os que nem sabem ou não querem saber que nós existimos.

Esquecemos que o Natal nos chama não a trocarmos presentes, mas a trocarmos de vida. Deixando para trás nossas fraquezas, as teimosias que nos separam de uma vida pacífica e amorosa com aqueles a quem tanto queremos. Não são as caixas recheadas disto ou daquilo que irão preencher o vazio de corações que sofrem, e sim o amor que Deus nos dá de forma gratuita, para que nós amemos a todos também de forma gratuita.

Deus não sabe fazer outra coisa que não seja nos amar. É a sua essência, e Ele não pode negar a Si mesmo. Todo este imenso presente recebido tem que frutificar. E o Natal vem nos lembrar de que somos responsáveis por aqueles que estão a nossa volta.

Ame. Partilhe. Doe.

Faça com que seu Natal valha a pena. O seu 2012 será bem melhor, tenha certeza disto!

21 de dez. de 2011

ATAQUES VAZIOS

Boa Tarde!

Por que a imprensa insiste em trazer de volta a questão dos padres que cometeram o crime de Pedofilia? Esta semana, com a divulgação da sentença condenatória dos três sacerdotes alagoanos, o SBT resolveu colocar na pauta de TODOS os telejornais esta questão. Eles foram condenados a penas de reclusão que variam de 16 a 21 anos e deverão ser recolhidos ao presídio, ou onde a Justiça assim o determinar conforme as normas penais vigentes.

A Igreja já adotou as medidas do Código de Direito Canônico e estão suspensas suas ordens. As reparações já estão em trâmite nos fóruns adequados e o próprio Papa Bento XVI decidiu por medidas mais rígidas quanto ao ingresso e ordenação de sacerdotes. Ou seja, este lamentável e criminoso episódio, que agrediu jovens e chocou a própria Igreja foi dura e prontamente repelido.

Em todo o mundo os sacerdotes pedófilos representam menos de 0,3% dos padres. OU seja, para 99,7% dos ordenados a missão que assumiram e as promessas que fizeram a Deus não apenas permanecem como continuam a derramar suas vidas para cumpri-las.

O século XX foi aquele no qual mais se registrou o ASSASSINATO de padres em defesa de suas comunidades, pobres e excluídos. Mas a mídia prefere falar dos 0,3% que traíram seu povo, sua Igreja e, principalmente, o voto a Deus que livremente o fizeram.

Não nos cabe julgar suas causas e nem suas almas. Apenas Deus o pode fazê-lo com isenção e imparcialidade. Mas eles estão pagando humanamente pelos delitos cometidos (e filmados como no caso de Alagoas). Então, por que a generalização e o sensacionalismo? Por que tantos e repetidos ataques à Igreja Católica? Por que tanto parcialismo e covardia, quando se escuta este ou aquele indivíduo, mas se dá parcos segundos (quando são dados) à voz da Igreja?

Penso que a explicação é o nosso silêncio.

Silenciamos nos ataques, talvez pela surpresa e virulência deles, mas continuamos calados mesmo com tantos dados concretos de que apenas um grupelho desviou-se de sua vocação.

Silenciamos quanto ao sofrimento de nossos sacerdotes, muitos dos quais hoje não podem expressar seu carinho e amor para com as crianças, com receio de mentiras e falsos testemunhos que serão imediatamente assumidos como verdade pela imprensa.

Silenciamos com estas emissoras hipócritas que defendem o aborto num momento e no seguinte atacam os padres e seminaristas que de todo o coração decidiram colocar suas vidas à serviços das nossas. Sim porque os sacerdotes consagram-se a Deus, mas servem a toda a humanidade, mesmo aquela ingrata e que irresponsavelmente se omite no momento de defendê-los. Está na hora de saírmos do silêncio e enviarmos a TODAS as emissoras e-mails e cartas de protesto pelo tratamento injusto e agressivo que tem sido destinado a nossa Igreja.

20 de dez. de 2011

ENTRE A ÉTICA E A NORMA

Boa Noite!

Os magistrados que estiverem envolvidos em falcatruas e outras bandalheiras não terão mais o peso total do Conselho Nacional de Justiça a perseguir-lhes. Graças a uma liminar concedida ontem, de forma unilateral, pelo Ministro Marco Aurellio, a Associação dos Magistrados consegiu retirar o Conselho desta pressão sobre os maus juízes.
Tecnicamente, o Ministro se fundamentou na legislação vigente, ou seja, na norma positiva, e arguiu que após 13 idas e vindas deste processo ao plenário do STF seria pior não julgar do que decidir. E foi o que fez. Amparou-se nas regras em vigor e expediu a concessão da liminar. Perfeito. Perfeito?
O dirieto brasileiro é positivista. Isto quer dizer que ele não entra no campo da Moral, da Ética ou dos Valores Morais para prolatar suas sentenças. Ao Juiz não cabe avaliar se uma propina é ética ou não, se um magistrado deveria ou não recebê-la. Basta-lhe examinar se existe tipificação (isto é a descrição da conduta como penalmente imputável e punível).
Por isso, se o CNJ não é ordenado legalmente, não lhe cabe vigiar pelo comportamento ético dos magistrados, fiscalizar suas atitudes e punir os infratores. Falta-lhe a norma positiva, ainda que sobre a correção ética. Mas a Legislação brasileira veio da Europa. E a legislação européia foi expressivamente influenciada pelas sociedades maçônicas que no afã de usurparem o que alegavam ser a 'intervenção da Igreja Católica' no Estado Laico criaram esta aberração jurídica de que se não há a norma, não há a punição.
O STF apenas seguiu na sua linha de atuação. E o Ministro apenas validou o ordenamento positivo.
Quanto à Ética... Bem deixemos para os próximos capítulos que virão. Isto é, se forem aprovadas as normas para tal, porque se não forem aprovadas...

19 de dez. de 2011

A TRISTE LUTA CONTRA A DEPRESSÃO

Boa Tarde!

Quando os primeiros raios do sol começam a nascer, em especial sobre o mar, invade-nos uma sensação de conforto e amparo indescritíveis. É como se aqueles fiapos iniciais da luz solar reavivassem em cada ser humano a certeza da vitória, o recomeço da esperança, o fim das trevas!


A luz vai ocupando seu espaço e a escuridão, com seus medos agregados, sua tenebrosa opressão e a sensação de indefinição e pequenez que as trevas nos incutem, perde espaço e desaparece do nosso horizonte. O homem respira o mesmo ar da noite, mas que parece revigorado pela brisa da manhã. Que belo momento é o amanhecer.

Descrevo-o porque, para mim, a depressão é uma noite que não termina. Todos os nossos semelhantes, vítimas desta silenciosa e cruel patologia, estão aprisionados por sombras que, mesmo contra suas vontades conscientes, insistem em não deixá-los.

Quanta angústia que surge do nada! Quanta tristeza sem que se possa compreendê-la ou associá-la a um fato qualquer! Quanta solidão ainda que cercados de tantos que querem o bem e amam ao depressivo!

Esta verdadeira praga do crescimento e desenvolvimento capitalista, chamada solidão urbana, veio a transformar a depressão de uma preocupante patologia mental, numa verdadeira “epidemia” que se alastra em todos os países, níveis sociais e culturais, povos e raças.

Segundo um estudo da Universidade de Illinois (Chicago/Estados Unidos), publicado no International Journal of Psychiatric in Medicine, 16% da população moderna pesquisada, apresentavam sinais claros de depressão. Ou seja, se você trabalha num ambiente com 30 pessoas, no mínimo duas delas possuem esta patologia e, certamente, com medo de serem despedidas ou tachadas de “loucas”, manter-se-ão silenciosas, prisioneiras de si mesmas, até que a doença as derrote, muitas vezes de forma irreversível.

Por outro lado, o volume de metas, objetivos a serem alcançados, desafios para se preservar o emprego, assédios de toda ordem, pressões e mais pressões, estão levando todos os seres humanos ao limite de sua capacidade intelectual e à perigosa área fronteiriça entre a estabilidade racional e a instabilidade psíquica.

Este insensato volume de sofrimento que a sociedade contemporânea produz em seus filhos, sob o pretexto de “busca da felicidade”, já superou de muito os níveis toleráveis e aceitáveis pela inteligência humana. Dizendo que buscamos a felicidade, e representando-a sob a forma de bens materiais e consumo desenfreado, estamos nos tornando cada vez mais burros e, o que é pior, insensíveis aos que sofrem em nosso derredor.

A depressão requer uma alta dose de compreensão, é verdade. Mas ela exige de cada um de nós a mais alta expressão da existência humana: a solidariedade. Não é fácil, reconheço-o. Mas se tornará menos difícil se conseguirmos nos lembrar que, para nós, o dia sempre chegará, com o sol lindo e a brisa revigorante de uma manhã. Para aqueles que sofrem de depressão, porém, a noite nunca termina .

16 de dez. de 2011

ENTRE CLIENTES E OTÁRIOS

Boa Tarde!

Os aeroviários decidiram entrar em greve na semana do Natal. O objetivo é explicitamente detalhado por eles: querem criar tumultos e confusões aos passageiros no período em que todos retornam às casas de seus familiares para as comemorações natalinas. Ou seja, irão criar uma punição (a mais), para os CLIENTES. Absurdo? Sim. Novidade? Não.
No mercado aéreo não existem clientes, existem otários necessitados.
Clientes comprarm um produto pelo preço que podem pagar. Otários compram os produtos porque necessitam e os preços lhes são impostos pelos vendedores. Onde você acha que os usuários da aviação aérea se localizam?
Clientes são respeitados quanto aos produtos comprados. Se é para embarcar no lugar X e na hora Y é assim que clientes são tratados. Otários nunca sabem se e quando irão embarcar, isto quando não são obrigados a receberem a brilhante informação dos 'atendentes': "Senhor, é problema seu, vá reclamar na ANAC".
Clientes são protegidos pelos órgãos do governo encarregados de fiscalizar a prestação de serviços pelas empresas. Otários são dirigidos à INFRAERO e ANAC. Órgãos encarregados de coletar as taxas que os otários pagam, não de cuidar deles.
Clientes são bem tratados na regra e excepcionalmente enfrentam maus tratos ou intercorrências.
Otários precisam usar os aeroportos brasileiros. Ainda bem que tudo irá mudar em 2012! Ou não?

15 de dez. de 2011

NARIZ DE PALHAÇO

Boa Tarde!

O Presidente do STF, MInistro Cezar Peluso, decidiu ontem usar de suas prerrogativas presidenciais para proferir o desempate acerca da concessão de autorização para que o Sr. Jader Barbalho assuma a cadeira de Senador eleito pelo Estado do Pará, mesmo com sua Ficha Suja. Vale salientar que desde a decisão do mesmo colegiado de que a Lei da Ficha LImpa somente valeria para as eleições de 2012, por não poder retroagria em benefício de MILHÕES de brasileiros, esperava-se esta decisão. O que foi inesperado é ela acontecer com o uso do mesmo recurso qualificado pelo mesmo Ministro como prática de 'déspota' no ano passado, no julgamento de Joaquim Roriz.
Vale ressalatar que tramita no Congresso duas propostas de aumento de salários dos Ministros e demais servidores do STF em mais de 50%. Vale ainda destacar que esta decisão ocorreu menos de 24 horas depois de uma 'comissão' de notáveis senadores do PMDB terem feito uma 'visita de cortesia' ao citado Ministro.
Vale a pena dizermos ainda que não devemos confundir o Poder Judiciário, essencial e vital para que uma Democracia seja plena, com as atitudes de alguns de seus ocupantes.
VAle ainda a pena dizermos que enquanto as nomeações seguirem critérios de 'amizade' pessoal ou gratidão do Sr. Presidente da República, estas ações lamentáveis não deixarão de ocorrer.
Devemos criticar as ações e os seus responsáveis. Pedir-lhes a devida prestação de contas, mas jamais atacarmos ou vilipendiarmos a importância do Judiciário.
Enquanto não conseguimos ser ouvidos e para não aoecermos de tristeza, que tal usarmos aqueles famosos narizes de palhaço, talvez mudando as cores: vermelho - para os políticos; azuis - para os membros das altas cortes; etc, etc?

POLÍTICOS TRADICIONAIS

Boa Noite!

De 27 itens de avaliação, os habitantes da cidade de São Paulo avaliaram em pesquisa da DataFolha que houve piora em 22 deles! Dos cinco itens com melhoria, elas foram tão insignificantes que praticamente se pode falar em manutenção dos índices e notas anteriores. Como a outra pesquisa foi realizada em 2008 chega-se a conclusão de que a QUALIDADE DE VIDA de quem mora em São Paulo piorou.
À parte as questões políticas e gerenciais, que não debaterei neste espaço, restam as intervenções feitas e como ela são percebidas pela população. Políticos em geral são seres extremamente inteligentes e de rápido pensamento; mas é espantoso com são pouco sensíveis ao que chamamos no mundo corporativo de "VALOR AGREGADO". Eles continuam a acreditar que a população estará feliz apenas porque com as obras públicas feitas com mais estardalhaço que apelo popular; e as festas regadas ao nostalgismo do 'pão e circo' romanos, podem influenciar os eleitores a manterem-se como débeis retardados portadores de títulos eleitorais.
Da mesmo forma que o cliente, o eleitor não é uma anta que possa ser tocada daqui prá lá (com todo o respeito por tais animais). É verdade que o eleitor brasileiro já demonstrou não gostar de mudanças muito bruscas. Mas que eles estão mudando, na velocidade deles, ninguém deveria esquecer.
E qual seria o melhor valor agregado a ser oferecido? A transparência, a verdade e a honestidade. Em suma, se nossos políticos fizessem do patrimônio público tudo aquilo que gostariam de fazer aos seus (imensos) patrimônios pessoais, talvez as pesquisas não trouxessem para aqueles em fim de mandato tantas avaliações ruins.
O eleitor não quer pão e circo, embora continue a ir às festas e beber as cervejas gratuitamente distribuídas. Ele não deseja mais discursos repetitivos e chavões que já se esgotaram pela magreza e mediocridade de seus conteúdos.
O eleitor quer ser de verdade tratado como um cidadão.
Ele anseia pelo respeito, pela honestidade, pela verdade. Já está na hora de acordar, ou de ficar aguentando pesquisas e pesquisas que mostram a falência do político 'antigo' e 'tradicional'.

13 de dez. de 2011

UM CÂNCER CHAMADO CORRUPÇÃO

O mundo gira, o tempo passa e algumas coisas mudam de forma muito lenta.
Muitos são os escândalos em nosso país trazidos ao conhecimento público graças ao eficaz trabalho desenvolvido pela Polícia Federal. Incontáveis envolvidos, alguns deles personalidades conhecidas do público, e mais diversificadas ainda são as causas e os esquemas montados nestas ações criminosas desbaratadas.


Porém, existe uma e somente uma ferramenta ou chave mestra usada por todos estes ladrões, que tanto lesam os cidadãos e o estado: a CORRUPÇÃO. Esta vil e covarde forma de se obter vantagens e dinheiro em volume maior do que se podia, num período de tempo menor do que se devia, mediante o partilhamento destes quadrilheiros dos grandes prejudicados: as vidas humanas inocentes que perdem os recursos necessários para sobreviverem; a integridade física das pessoas que por estarem na rota destes malfeitores são atropeladas, quando não assassinadas ou molestadas, e a estabilidade profissional de muitos que perdem seus empregos porque os recursos necessários para mantê-los foi desviado para algum meliante corruptor.

A corrupção é um câncer incurável. Provoca o desarranjo do sistema onde se insere e multiplica-se perigosamente a partir da impunidade, retroalimentando-se da desorganização que provoca nas células ainda sadias da sociedade. Ela faz com que os homens de bem sintam-se cansados, desorientados, desanimados, por vezes acuados e solitários no seu combate pela retidão e Ética.

Já os corruptos, ativos ou passivos, procuram identificar suas “almas gêmeas” como forma de ampliarem suas redes criminosas, seus esquemas sórdidos e, também, como meio de anestesiar suas próprias consciências com a estúpida e falsa afirmação de que: “Faço apenas o que todo mundo faz!”

Quem aspira tão somente coisas materiais, perecíveis e transitórias, sujeita-se a todo tipo de transação, mesmo sabendo que será desmascarado mais dia, menos dia. Servir à corrupção, ou dela se utilizar, é a mesma coisa que vestir fraque e cartola para comer lixo. Uma aparência elegante e vestes elegantes não são capazes de alterar um interior vazio e podre, próprio dos corruptos e corruptores.

O que fazer para não ceder à tentação? Rechaçá-la com veemência e denunciá-la com freqüência. Combatê-la usando todos os nossos meios e nos mais diversos fóruns de nossa vida profissional. Quem deve estar e permanecer na ribalta são os profissionais competentes e honestos. A cadeia, de preferência com as chaves esquecidas, foi criada com muito carinho para os agentes da corrupção.

12 de dez. de 2011

O PRÓXIMO BIG BROTHER

Boa Noite!

Está chegando o final do ano e ainda não sei, de verdade, se a Globo irá insistir com o Big Brother número duzentos e não sei quantos. Tão logo ela se decida a fazâ-lo (esperemos que não), os demais fatos do noticiário serão esquecidos por milhões de brasileiros. De fato algumas coisas estão mudando em nossa pátria:

Vai passando o tempo e logo estaremos todos esquecidos deste ou daquele escândalo que nos aflige nesta semana. Ou no máximo, o crime horrendo da semana passada, mais uma deputada recebendo propina que será 'objeto de investigação'. No Brasil, ser filmado recebendo propina ainda é objeto de investigação. E pasmem, pode ser que a investigação resulte 'inconclusiva' e o criminoso seja salvo pela 'impossibilidade de se apurar algo que está gravado'. Com tudo isto a violência, a corrupção, o descaso com as instituições, o desprezo pelas minorias vai se tornando banalidade, algo integrante do nosso dia-a-dia, parte do nosso café da manhã ou do nosso jantar.


Não reagimos mais, não nos chocamos mais, não nos revoltamos mais.

Estamos num estado de inércia tal, em relação à cidadania, que já cunhamos frases feitas onde reconhecemos nossa impotência e aceitamos candidamente os desfeitos e manipulações daqueles que foram eleitos por nós para evitá-las.

Isto é extremamente perigoso. Não se constrói democracia sobre vinganças, é bem verdade. Mas tampouco se poderá fazê-lo sobre a omissão, ou pior, sobre uma desencantada desistência.

Não podemos desistir.

Se não é possível o protesto, pois faltam pernas para irmos às ruas, que não nos falte a voz. Seja em nossos lares, também bombardeados por tanta porcaria que jorra dos meios de imprensa, seja nos lugares onde com uma atuação firma e um testemunho vigoroso possamos influenciar alguém. É, refiro-me ao singular mesmo.

Já não tenho esperanças de mexer com multidões pela desigualdade do embate que travo. Mas não desisto de fazê-lo em cada espaço que conseguir.

Não é possível conviver com tanta hipocrisia em áreas tão díspares como a Saúde e o Legislativo. Mas ainda nos é possível alertar e orientar jovens e adultos para que mudemos este rumo das coisas.

Não podemos ficar omissos quando a Professora Ana Maria de Teresópolis (RJ) realiza estudo e comprova que de cada DEZ adultos em nosso país, SETE (07) não dão importância nenhuma à leitura e não leram UM LIVRO SEQUER no último ano. Será que o percentual daria o mesmo para o Big Brother?

Democracias são construídas com olhos abertos, com vozes liberadas e com muito sacrifício de todos os setores de uma sociedade.

Não temos o direito de desistir

9 de dez. de 2011

DITOS E FEITOS...

Boa Tarde!

Sempre é bom aprendermos com aqueles que se dedicaram a deixar registradas, para nós, sua sabedoria e experiência vividas:

" A maior pena que eu tenho, punhal de prata, não é de me ver morrendo,  mas de saber quem me mata".

Cecília Meirelles, em Poema de sua autoria.

"E quando não vivemos a nossa própria história, quando vivemos destinos, então


experimentamos uma imagem de nós e do mundo distorcida".

Nilton Bonder

"A velhice enruga apenas o rosto; a negação e a traição dos ideais enruga a nossa alma".

Presidente Lula, no lançamento do Estatuto do Idoso, em 2003
"Um dos grandes dons do ser humano é ter inteligência para aprender com a adversidade


e sair dela maior do que entrou. Quem desperdiça a dádiva, joga fora um pedaço de si".

Dora Kramer
"Há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e vagabundelo sexual".

Luc Montagnier
"Evitar o pior não significa consentir no que é mau".

Dom Rafael Cifuentes

"Quereis ser feliz por um momento, vingai-vos; quereis ser feliz para sempre perdoai".

Jean Baptiste Henri Lacordaire.

"Às vezes todas as folhas precisam cair para vermos a plenitude do céu".

Frei Clemente Kesselmeier

"O tempo sempre recompõe aquilo que se dá por generosidade".

Walter Grando

"O ser humano é mortal por seus temores e imortal por seus desejos".

Pitágoras

"Só existe uma coisa neste mundo que não está sujeita à inveja: o último lugar".

Santa Terezinha de Lisieux

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça,


de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a dsesanimar-se da virtude, a rir da


honra, a ter vergonha de ser honesto".

Rui Barbosa

"Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente.


E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente".

Affonso Romano de Sant'Anna

"Destinai sua ira sempre contra a maldade e nunca contra a fragilidade humana".

Morris West

"O homem está colocado onde termina a terra. A mulher, onde começa o céu".

Victor Hugo

"Aprender e nunca estar satisfeito é sabedoria; ensinar e nunca se cansar é amor".

Jô Petty

"A neve e a tempestade matam as flores, mas nada podem contra as sementes".

Gibran Kahlil Gibran

"Um amigo é uma alma em dois corações".

Aristóteles

"É mais honroso fugir das injúrias, calando-se, do que vencê-las dando resposta".

Santo Agostinho

" O patriotismo é o último refúgio do canalha".

Samuel Johnson

7 de dez. de 2011

MOMENTOS DE RECOMEÇO

Boa Tarde!

Em que momento desta vida tão atribulada nós estamos parando para buscarmos dentro de cada um, e tratá-las, as nossas “tristezas escondidas”? Não conseguiremos ser homens novos se nos mantemos presos aos velhos costumes, surrados e superados vícios dos quais nos valemos, apenas, para criarmos uma falsa e superficial ilusão de segurança.


Uma vida que se queira viver para a produção do bem, requer momentos de silenciosa autocrítica e renovação de nós mesmos. E não se constrói sobre madeira podre, da mesma forma como não poderemos crescer embasados com arcaicos comodismos e vis covardias. A mudança se consegue com a coragem de admitirmos as verdades que nos são ditas pelos verdadeiros irmãos-amigos e das quais tantas vezes fugimos para não termos que reconhecermos sua imensa e necessária realidade.

Conectados e tomados por essas verdades, seremos capazes de experimentar um crescimento pessoal, profissional e espiritual. Atrelados à Ética, à Moral, à coletânea de Princípios Cristãos que são geradores da Justiça e da Paz, poderemos dar frutos em todos os grupos dos quais somos membros, pilares e promotores – em especial

nas nossas famílias.

Profissionalmente, ao nos garantir a fortaleza e segurança necessárias ao combate da corrupção, ao desvio dos ideais retos e honestos, à intransigente manutenção de uma postura correta e exemplar, todos os conceitos citados antes, adquirem um aspecto de armadura feita por encomenda para nos fortalecer nos embates diários travados no mercado onde atuamos.

Quantas vezes fugimos dos braços que nos são abertos por amigos, irmãos verdadeiros e leais, que se colocam como amparo às tristezas e desilusões desta vida, apenas para buscarmos a desconsolação que o egoísmo materialista e o insensível apego aos bens e posições humanas, ao triste e transitório poder, têm para nos oferecer?

Cada ser humano é um particular e maravilhoso instrumento nesta perfeita, singular e fantástica orquestra divina da Criação. Por mais atraente que seja, nenhum instrumento musical sozinho será capaz de fornecer a doce melodia de uma orquestra afinada. Quando escutamos, porém, uma canção que emana de um conjunto de instrumentos unidos por um mesmo princípio e regência, nem sequer somos capazes de perceber a participação individual de cada um deles. Nem distingui-los, tampouco separá-los.

Unidos por princípios e pela ética, os homens não formam uma sociedade de corpos: eles se aliam por suas preciosas almas, e esta união pode se tornar inquebrantável!

Basta que sejamos capazes de parar, refletir sobre nossas vidas e mudar. É preciso deixar de lado o egoísmo e ter coragem de nos voltarmos para o coletivo. Este pode ser o seu momento, aquele instante precioso que tarda a chegar. Não deixemos que ele passe incólume.

5 de dez. de 2011

IGUAL A UMA PAIXÃO

Boa Tarde!

Os corintianos estão hoje com uma imensa felicidade e alegria: o quinto título nacional levou o timão para mais próximo do Santos e Palmeiras (cada um com 8 títulos), os grandes vencedores do Campeonato Nacional. O futebol mexe com as emoções de cada torcedor, faz com que eles vibrem por triunfos que não estão diretamente ligados a cada um deles e transforma-os numa nação orgulhosa do feito e com uma final de ano todo especial.
Não deveriam ser da mesma forma as empresas? Elas não vivem, em tese, na busca da satisfação pela, da imensa alegria de seus clientes? Por que então as empresas não despertam as paixões do futebol?
Porque são frias, formais e distantes.
Frias no sentido de que participam de centenas de programas de qualificação, certificações nacionais e internacionais, que aparentemente ensinam as suas atendentes a darem um sorriso maravilhoso, já quanto a resolutividade... Pior ainda é a antecipação dos desejos dos clientes. Vade retrum! Parece que cliente é algo que deve se contentar com tudo o que a empresa diz que ele deve estar contente. Quando ele não o faz, será colocado num site de reclamações ou deverá enviar um e-mail para um tal de FALE CONOSCO que além de funcionário múltiplo (todas as empresas possuem), deve ser cego, pois não lê e não responde os e-mails enviados.
As empresas possuem um relacionamento formal com seus clientes. Você é o número TAL que deve ligar para o telefone QUAL e ter a paciência infinita de ouvir frases previamente escritas em pedaços de papel, ou na tela de um computador, por atendentes que estão se lixando para suas reais necessidades de cliente.
Quer ser mais distante do que isto? Como estas empresas podem despertar a paixão do futebol?
Trazendo a garra que os atletas mostram, os seus sentimentos, suas raivas e frustrações, até mesmo as besteiras que cometem e que os tornam IGUAIS aos torcedores. ESte é o segredo do futebol: ele mantém acesa a paixão, pois mesmo separados pelos alambrados dos campos de futebol, ou pelos multimilionários salários de uns poucos, os atletas são iguais aos clientes. E as suas equipes se tornam quase que um ser vivo.
Já as empresas... Continuam a desenvolver fantásticas estratégias e peças de propaganda. Especialmente porque, com amabas rodando bem, não precisam se aproximar de seus clientes. Ser igual a eles então...

2 de dez. de 2011

(DES) EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Boa Tarde!

Definitivamente eu não consigo entender a lógica educacional das campanhas de promoção e prevenção contra o HIV (AIDS) veiculadas na mídia 'nobre' brasileira e de autoria do Ministério da Saúde. No governo Fernando Henrique todo o foco das campanhas era o uso do preservativo. Ou seja, nada era discutido quando aos fatores de risco, os comportamentos mais expostos e as atitudes que CAUSAM a contaminação.
Vem o Governo Lula em seus dois mandatos e a campanha se tornou uma verdadeira 'festa': eram demonstrações de que se pode avacalhar à vontade, fazer sexo até em praça pública durante o carnaval (e com uma banda tocando), desde que usasse a camisinha. Ou seja, se a campanha anterior era incompleta, esta tornou-se uma verdadeira aberração.
Agora, com o Governo Dilma, estava na expectativa de que haveria uma qualificada na peça. Ledo engano. A campanha de prevenção fala da... homofobia! Ou seja, se você não for alguém preconceituoso... Não contrai o vírus? Não se contamina? Não está exposto ao risco???? Que raio de prevenção é esta, onde os fatores causadores não são abordados?
Por que continuamos a ignorar solenemente as campanhas de países africanos voltadas para o fim da promiscuidade e que tiveram resultados concretos? Aliás, por que estamos deixando estes países à míngua, sem recursos e sem apoio, apenas porque não apóiam as indústrias que fabricam as camisinhas???
Que vergonha fazermos campanha educacional sem educar ninguém.
Que triste ver o país, com tantos doutores e pesquisadores ilustres e premiados em todo o mundo, continuar a falar da AIDS de forma que agrade apenas aos donos da mídia. Não seria melhor algo que educasse os jovens e, especialmente, os idosos - maior público em contaminação (taxa de contaminados), graças à pílula azul?
Às vezes dá vontade de desistir.

1 de dez. de 2011

PREVENIR OU PAGAR

Boa Noite!

Estudo efetuado pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.


Já é aceito pelos cientistas que pacientes com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.

A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.

Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?

Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?

Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.

Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.

Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.