Boa Noite!
O Ministério da Saúde chama a todos os setores responsáveis e envolvidos direta ou indiretamente com a Saúde Coletiva a ampliarem suas ações em educação e promoção no combate à Sífilis Congênita. Ela decorre da transmissão que é feita ao feto pela genitora, portadora deste traiçoeiro e terrível agravo. Estimam, nossos gestores estratégicos de saúde, que cerca de 2% de TODAS as mulheres gestantes do país possuem atualmente a bactéria TREPONEMA PALLIDUM que ocasiona 40% de mortes em tais gestações. Dos 60% sobreviventes, cerca de 25% irão morrer com poucos meses de vida e os demais serão portadores da doença o restante de suas vidas.
Não se sabe ao certo, ou ao menos com aceitação plena, a origem desta bactéria. Uns atestam que existia na Europa e foi exportada pelas navegações, mas que era mal detectada pelos médicos do velho continente. Outros dizem que é uma doença tropical e que foi levada pelos invasores para a Europa através dos estupros e relações sexuais que tinham com as indígenas. Não importa. O fato é que esta assassina silenciosa continua a ceifar vidas inocentes em virtude de outras vidas irresponsáveis.
Preocupa-me o fato de que é mais uma doença de forte influência cultural e social.
Quanto mais se procura associar uma total liberdade sexual, onde a troca de parceiros pode ser rotina diária, desde que feita com "precaução", mais proliferam os tristes números de mortes, especialmente entre quem não deu causa ou não assumiu os riscos de tais comportamentos. Refiro-me às crianças, aos recém-nascidos.
Já não é fácil nascer hoje em dia. As mulheres são insufladas a cuidarem de suas carreiras (o que é certo), mas associa-se a isto a falsa idéia de que somente podem fazê-lo abrindo mão de sua vocação natural à maternidade.
Àquelas que engravidam são pressionadas a avaliarem se 'querem' ou não ter os filhos, se foram 'desejados' ou não! E se os inocentes escapam de tudo isto enfrentam agravos terríveis como a sífilis.
Não é à toa que também é chamado de CANCRO (em latim, caranguejo). Como o crustráceo, ela possui tentáculos que atacam a vítima de todos os lados e sempre onde ela menos espera. Talvez sejam ataques cada vez mais invisíveis, que envolvem comportamento e opção de vida e, por isso mesmo, mais letais e complexos.
Por enquanto, vamos usar o espaço que temos para alertar e chamar à responsabilidade aqueles que podem auxiliar nesta luta.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de nov. de 2010
29 de nov. de 2010
NOVOS TEMPOS, NOVOS DESAFIOS
Bom Dia!
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:
1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.
2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.
Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.
25 de nov. de 2010
QUESTÃO DE PONTO-DE-VISTA...
Bom Dia!
Números divulgados ontem pelo Ministério da Saúde apontam para redução em 15% dos infectados pelo vírus da Tuberculose e 30% nos casos de Hanseníase em todo o País. Dentro outros indicadores, estes são apontados e bastante festejados pelo Ministério da Saúde como demonstrações de 'avanços da Saúde Pública' brasileira. Esta é a questão.
Ninguém que tenha um mínimo de civilidade e compreensão pode deixar de ficar feliz com indicadores que apontem uma menor quantidade de infectados, seja qual for o agravo mapeado. Uma população mais saudável sempre será o objeto de desejo de quaisquer gestores sérios que atuem na saúde.
Mas, comemorar a redução de agravos que já foram erradicados em países desenvolvidos, ou ao menos somente acontecem lá de forma isolada e pouco representativa, pode ser associada a 'avanços'? Será que poderemos estar com tamanho festejo quando percebemos os postos de saúde do SUS cheios de infectados em agravos que deveriam ter sumido do quadro de agravos em nosso país?
A matemática tem esta capacidade de gerar grandes números, pois ela é fria, não tem coração e nem sentimentos. Porém, um gestor de saúde não pode deixar de considerar o sofrimento das pessoas que pertencem ao sistema por ele gerido, nas suas decisões, na definição de suas prioridades e em tudo o que se refere à qualidade de vida.
Assim, comemorar neste caso chega a soar como uma ilusão: eu estou menos ruim do que estava antes, mas isto não quer dizer que eu estou bem. Valeria a pena revermos nossos conceitos de melhoria e priorizar mais as intervenções qualitativas, com foco na Atenção Primária. Com menos discursos e festejos e mais ações concretas e profissionais teremos algo verdadeiro a ser comemorado. Talvez antes mesmo do que se espere...
Números divulgados ontem pelo Ministério da Saúde apontam para redução em 15% dos infectados pelo vírus da Tuberculose e 30% nos casos de Hanseníase em todo o País. Dentro outros indicadores, estes são apontados e bastante festejados pelo Ministério da Saúde como demonstrações de 'avanços da Saúde Pública' brasileira. Esta é a questão.
Ninguém que tenha um mínimo de civilidade e compreensão pode deixar de ficar feliz com indicadores que apontem uma menor quantidade de infectados, seja qual for o agravo mapeado. Uma população mais saudável sempre será o objeto de desejo de quaisquer gestores sérios que atuem na saúde.
Mas, comemorar a redução de agravos que já foram erradicados em países desenvolvidos, ou ao menos somente acontecem lá de forma isolada e pouco representativa, pode ser associada a 'avanços'? Será que poderemos estar com tamanho festejo quando percebemos os postos de saúde do SUS cheios de infectados em agravos que deveriam ter sumido do quadro de agravos em nosso país?
A matemática tem esta capacidade de gerar grandes números, pois ela é fria, não tem coração e nem sentimentos. Porém, um gestor de saúde não pode deixar de considerar o sofrimento das pessoas que pertencem ao sistema por ele gerido, nas suas decisões, na definição de suas prioridades e em tudo o que se refere à qualidade de vida.
Assim, comemorar neste caso chega a soar como uma ilusão: eu estou menos ruim do que estava antes, mas isto não quer dizer que eu estou bem. Valeria a pena revermos nossos conceitos de melhoria e priorizar mais as intervenções qualitativas, com foco na Atenção Primária. Com menos discursos e festejos e mais ações concretas e profissionais teremos algo verdadeiro a ser comemorado. Talvez antes mesmo do que se espere...
SOLITÁRIO CAMINHO
Bom Dia!
Como é difícil a busca pela realização profissional. Sempre que almejamos o sucesso em nossas carreiras, seguindo uma trilha de honestidade e competência técnica, deparamo-nos com todo tipo de desafios que se possa imaginar. Assim, superar culturas derrotistas, mover grupos acomodados, estabelecer prioridades que estejam relacionadas com os objetivos estratégicos de nossas organizações, imediatamente saltam aos nossos olhos quando falamos acerca de dificuldades.
Mas existe outra perspectiva que tem crescido bastante em nosso país: a necessidade de deslocamento para longe da família. A crescente desigualdade dentre os mercados de saúde, e o afastamento de antigos pólos médicos que caminhavam juntos até meados da década de 90, está causando uma excessiva concentração de gestores na região Sudeste, especialmente em São Paulo.
Afastados de todos os que colaboram para a sustentação de sua vida privada, mais e mais gestores são jogados num mercado que lhes consome toda a atenção e todas as forças físicas. Não é fácil manter o equilíbrio. Não é fácil estar sozinho após uma árdua jornada de dificuldades e problemas a serem superados. O gestor não pode deixar de lado sua vida pessoal, sua família, suas crenças. E esta pressão gera uma situação que beira o insuportável.
O pior de tudo é que as empresas, quase sempre, não estão atentas para estes valores imateriais, intrínsecos aos gestores vitoriosos e que não podem ser supridos por mimos, salários ou outras coisas materiais da espécie. As empresas até falam de seus funcionários como se fossem seres humanos, mas negam solenemente esta condição aos seus gestores estratégicos. Vale a pena notar que a “empresa” é uma ficção, pois ela se materializa a partir das opções e decisões que são estabelecidas pelos dirigentes estratégicos.
Como estabelecer metas para melhoria de clima organizacional se as organizações estão transformando, ou pelo menos avaliando como autômatos seus principais gestores?
Um homem não é preenchido por bens materiais, por mais valiosos ou modernos que sejam. Um profissional não pode ser completo se possui lacunas em sua vida pessoal que não consegue preencher. Uma empresa que não entende ser, seus funcionários e executivos, homens profissionais, não conseguirá satisfazê-los, fidelizá-los e torná-los honestamente vinculados aos seus valores e objetivos estratégicos.
Como é difícil a busca pela realização profissional. Sempre que almejamos o sucesso em nossas carreiras, seguindo uma trilha de honestidade e competência técnica, deparamo-nos com todo tipo de desafios que se possa imaginar. Assim, superar culturas derrotistas, mover grupos acomodados, estabelecer prioridades que estejam relacionadas com os objetivos estratégicos de nossas organizações, imediatamente saltam aos nossos olhos quando falamos acerca de dificuldades.
Mas existe outra perspectiva que tem crescido bastante em nosso país: a necessidade de deslocamento para longe da família. A crescente desigualdade dentre os mercados de saúde, e o afastamento de antigos pólos médicos que caminhavam juntos até meados da década de 90, está causando uma excessiva concentração de gestores na região Sudeste, especialmente em São Paulo.
Afastados de todos os que colaboram para a sustentação de sua vida privada, mais e mais gestores são jogados num mercado que lhes consome toda a atenção e todas as forças físicas. Não é fácil manter o equilíbrio. Não é fácil estar sozinho após uma árdua jornada de dificuldades e problemas a serem superados. O gestor não pode deixar de lado sua vida pessoal, sua família, suas crenças. E esta pressão gera uma situação que beira o insuportável.
O pior de tudo é que as empresas, quase sempre, não estão atentas para estes valores imateriais, intrínsecos aos gestores vitoriosos e que não podem ser supridos por mimos, salários ou outras coisas materiais da espécie. As empresas até falam de seus funcionários como se fossem seres humanos, mas negam solenemente esta condição aos seus gestores estratégicos. Vale a pena notar que a “empresa” é uma ficção, pois ela se materializa a partir das opções e decisões que são estabelecidas pelos dirigentes estratégicos.
Como estabelecer metas para melhoria de clima organizacional se as organizações estão transformando, ou pelo menos avaliando como autômatos seus principais gestores?
Um homem não é preenchido por bens materiais, por mais valiosos ou modernos que sejam. Um profissional não pode ser completo se possui lacunas em sua vida pessoal que não consegue preencher. Uma empresa que não entende ser, seus funcionários e executivos, homens profissionais, não conseguirá satisfazê-los, fidelizá-los e torná-los honestamente vinculados aos seus valores e objetivos estratégicos.
24 de nov. de 2010
ESTRANHA ATITUDE!
Bom Dia!
Pesquisa divulgada hoje nos informa que os brasileiros não vinculam e nem atribuem os problemas reais e graves existentes no SUS ao chefe do executivo nacional. Não o fizeram com o Presidente Lula e nem o farão com a Presidenta Dilma. É uma espécie de pessoa sendo maior do que o cargo, o Líder maior do que a equipe que ele formou para ajudá-lo a liderar.
A informação não é boa, sob nenhum aspecto.
Analisando a questão administrativa, o povo brasileiro isenta o gestor maior da falta de comando, de propostas e de intrervenção efetiva numa das áreas mais importantes da gestão pública. O encarregado pelos votos de administrar o patrimônio público e criar alternativas de qualidade não responde pelos desmandos de uma dos principais ministérios.
No que diz respeito à questão política, sabemos que sem a pressão eleitoral, seja na eleição presente, seja nas próximas (em 2012), dificilmente o SUS será priorizado como objeto de mudanças concretas, quando o povo que sofre de suas carências não exige do chefe do Executivo que cuide de sua equipe.
Este estranho culto à personalidade, versão século XXI, poderá nos custar bem caro, antes mesmo do que imaginamos. Nosso país atravessou uma década de ventos favoráveis internacionais na economia, além da responsável manutenção da política econômica pela equipe do Ministério da Fazenda e Banco Central. Tudo isto junto deu direito ao governo de gastar bastante, além do necessário, ao fazer crescer a máquina administrativa ao invés de priorizar investimentos nas áreas mais estratégicas do governo (saúde e educação). Mas e o cenário futuro?
Sem qualificação e profissionalismo, dificilmente teremos a mesma situação na década vindoura. Portanto, cobrar da nossa Presidenta deveria estar na pauta de uma sociedade verdadeiramente democrática. É estranho que, após tanto tempo, estejamos com um discurso democrático sobre comportamentos que em nada ficam devendo a regimes indesejáveis. Tomara que esta postura popular não contamine os novos governantes...
Pesquisa divulgada hoje nos informa que os brasileiros não vinculam e nem atribuem os problemas reais e graves existentes no SUS ao chefe do executivo nacional. Não o fizeram com o Presidente Lula e nem o farão com a Presidenta Dilma. É uma espécie de pessoa sendo maior do que o cargo, o Líder maior do que a equipe que ele formou para ajudá-lo a liderar.
A informação não é boa, sob nenhum aspecto.
Analisando a questão administrativa, o povo brasileiro isenta o gestor maior da falta de comando, de propostas e de intrervenção efetiva numa das áreas mais importantes da gestão pública. O encarregado pelos votos de administrar o patrimônio público e criar alternativas de qualidade não responde pelos desmandos de uma dos principais ministérios.
No que diz respeito à questão política, sabemos que sem a pressão eleitoral, seja na eleição presente, seja nas próximas (em 2012), dificilmente o SUS será priorizado como objeto de mudanças concretas, quando o povo que sofre de suas carências não exige do chefe do Executivo que cuide de sua equipe.
Este estranho culto à personalidade, versão século XXI, poderá nos custar bem caro, antes mesmo do que imaginamos. Nosso país atravessou uma década de ventos favoráveis internacionais na economia, além da responsável manutenção da política econômica pela equipe do Ministério da Fazenda e Banco Central. Tudo isto junto deu direito ao governo de gastar bastante, além do necessário, ao fazer crescer a máquina administrativa ao invés de priorizar investimentos nas áreas mais estratégicas do governo (saúde e educação). Mas e o cenário futuro?
Sem qualificação e profissionalismo, dificilmente teremos a mesma situação na década vindoura. Portanto, cobrar da nossa Presidenta deveria estar na pauta de uma sociedade verdadeiramente democrática. É estranho que, após tanto tempo, estejamos com um discurso democrático sobre comportamentos que em nada ficam devendo a regimes indesejáveis. Tomara que esta postura popular não contamine os novos governantes...
20 de nov. de 2010
O LUGAR DA ESCRAVIDÃO
São os homens que fabricam os grilhões. Tanto aqueles físicos, moldados a partir de substâncias e desenhos que de tão sólidos e restritivos apequenam e humilham suas vítimas; como também os intangíveis. Estes últimos, nos quais os homens estão se tornando verdadeiros especialistas, além dos efeitos acima descritos, reduzem suas vítimas a trapos humanos.
Os grilhões usam desculpas como o ‘bem comum’ para destruir as liberdades e direitos individuais do ser humano. Por isso não se encontrará ditadura sem a força e a imposição dos grilhões.
Eles atacam a criatividade nas equipes subordinadas, alegando a visão do ‘todo’, epíteto com o qual procura anestesiar sua própria consciência e a dos outros, disfarçando o culto à própria personalidade que deseja impor, numa atitude típica dos medíocres e ineptos.
Eles minam as competências que não lhes atendem os interesses pessoais e pequenos, atropelando e destruindo as pessoas, carreiras e equipes que não lhes entreguem suas vontades e ações técnicas, trocando-as por bajulações e servilismo.
Grilhões são armas que identificam e caracterizam os incompetentes, tolos e incautos escravos do poder, que acreditam ser possível uma mescla, uma relação híbrida entre o poder e o ser. Até parece que a liberdade humana está localizada na superfície corporal das pessoas, como se fosse uma roupa. Ou mesmo, pensam que a liberdade está associada ao status ocupado, como se cargos e salários fossem capazes de acorrentar todos os viventes, através do medo, da ameaça e das pressões invisíveis que tornem seus ocupantes, autômatos aprisionados e servis!
A escravidão não se acha no corpo. Nem num posto ocupado, tampouco nas benesses recebidas. Ela nasce, cresce e cronifica-se na alma humana. Somente na alma é que o homem pode ser aprisionado, em nenhum outro lugar.
Ainda que retirem tudo o que de material ele possui, títulos, cargos, benefícios. Ainda que o submetam as mais constantes e terríveis humilhações e opressões. Mesmo que a dor se torne agenda diária em sua vida, somente se aprisionará o ser humano se se conseguir dobrar a sua alma.
Por isso, mantenha a alma leve. Encha-a com amor, com a Fé, regue-a com a justiça e a ética, sempre e jamais te poderão fazer-te de escravo. Nunca serás refém de alguém.
Os grilhões usam desculpas como o ‘bem comum’ para destruir as liberdades e direitos individuais do ser humano. Por isso não se encontrará ditadura sem a força e a imposição dos grilhões.
Eles atacam a criatividade nas equipes subordinadas, alegando a visão do ‘todo’, epíteto com o qual procura anestesiar sua própria consciência e a dos outros, disfarçando o culto à própria personalidade que deseja impor, numa atitude típica dos medíocres e ineptos.
Eles minam as competências que não lhes atendem os interesses pessoais e pequenos, atropelando e destruindo as pessoas, carreiras e equipes que não lhes entreguem suas vontades e ações técnicas, trocando-as por bajulações e servilismo.
Grilhões são armas que identificam e caracterizam os incompetentes, tolos e incautos escravos do poder, que acreditam ser possível uma mescla, uma relação híbrida entre o poder e o ser. Até parece que a liberdade humana está localizada na superfície corporal das pessoas, como se fosse uma roupa. Ou mesmo, pensam que a liberdade está associada ao status ocupado, como se cargos e salários fossem capazes de acorrentar todos os viventes, através do medo, da ameaça e das pressões invisíveis que tornem seus ocupantes, autômatos aprisionados e servis!
A escravidão não se acha no corpo. Nem num posto ocupado, tampouco nas benesses recebidas. Ela nasce, cresce e cronifica-se na alma humana. Somente na alma é que o homem pode ser aprisionado, em nenhum outro lugar.
Ainda que retirem tudo o que de material ele possui, títulos, cargos, benefícios. Ainda que o submetam as mais constantes e terríveis humilhações e opressões. Mesmo que a dor se torne agenda diária em sua vida, somente se aprisionará o ser humano se se conseguir dobrar a sua alma.
Por isso, mantenha a alma leve. Encha-a com amor, com a Fé, regue-a com a justiça e a ética, sempre e jamais te poderão fazer-te de escravo. Nunca serás refém de alguém.
17 de nov. de 2010
DIVIDIR O CAOS
Bom Dia!
Ser gestor de um processo que está rodando bem azeitado é fácil. Basta não atrapalhar.
Ser gestor de uma equipe madura e profissional é fácil. Basta não ficar na frente do time, criando obstáculos aos resultados. Moleza.
Ser gestor de empresas e áreas que funcionam com foco nas metas estratégicas e agregando valor aos clientes é fácil. Basta não virar um filósofo de mesa: aquele que acha, acha, acha... até se perder.
O difícil, instigante e que transforma 'meninos em homens' ou 'meninas em mulheres', é administrar processos, times ou empresas onde se instalou o caos.
O caos não tem forma. Tampouco contornos que tornem possível visualizar-se seus objetivos, suas metas. O caos é o caos! Nele inexistem comandos definidos, preocupação com o profissionalismo e o cliente, bem, o cliente é apenas uma mero exercício de retórica.
Além disso, o caos sempre possui uma imensa facilidade de se tornar bem rapidinho uma cultura negativa. Os funcionários não acreditam em mais nada, ou criam de saída uma resistência a quaisquer alterações que se tente implantar.
Mais o pior de tudo é a forte tentação de dividir o caos. Alguns gestores acreditam que quanto mais dividido ou quanto mais se dividir a bagunça encontrada, tornar-se-á mais fácil ordená-la. Terrível engano!
A desorganização não conhece a divisão, só a multiplicação. Ou seja, quanto mais desordenado um processo, mais conduzido de forma sistêmica tem que ser o plano para ajustá-lo.
Quanto mais caótica a situação de uma empresa ou equipe, menos se alcançará resultados pelo seu fatiamento. Uma coisa é você dar foco ao seu negócio, mirar no seu 'business'.
Outra, equivocada, será acreditar que separando o que nunca foi unido conseguir-se-á melhorar o resultado final.
O caos deve ser extinto, não separado. E para isso precisa-se de pulso firme, competência inquestionável e uma imensa, enorme, parcela de sangue próprio jogada ao processo.
Não caia na tentação de dividir a bagunça encontrada. Olhe-a como um processo, expurgue as incoerências, mande os incompetentes e resistentes trabalhar na concorrência e tenha coragem e perseverança de continuar. O resto depende do tempo, o eterno e insubstituível senhor da razão.
Ser gestor de um processo que está rodando bem azeitado é fácil. Basta não atrapalhar.
Ser gestor de uma equipe madura e profissional é fácil. Basta não ficar na frente do time, criando obstáculos aos resultados. Moleza.
Ser gestor de empresas e áreas que funcionam com foco nas metas estratégicas e agregando valor aos clientes é fácil. Basta não virar um filósofo de mesa: aquele que acha, acha, acha... até se perder.
O difícil, instigante e que transforma 'meninos em homens' ou 'meninas em mulheres', é administrar processos, times ou empresas onde se instalou o caos.
O caos não tem forma. Tampouco contornos que tornem possível visualizar-se seus objetivos, suas metas. O caos é o caos! Nele inexistem comandos definidos, preocupação com o profissionalismo e o cliente, bem, o cliente é apenas uma mero exercício de retórica.
Além disso, o caos sempre possui uma imensa facilidade de se tornar bem rapidinho uma cultura negativa. Os funcionários não acreditam em mais nada, ou criam de saída uma resistência a quaisquer alterações que se tente implantar.
Mais o pior de tudo é a forte tentação de dividir o caos. Alguns gestores acreditam que quanto mais dividido ou quanto mais se dividir a bagunça encontrada, tornar-se-á mais fácil ordená-la. Terrível engano!
A desorganização não conhece a divisão, só a multiplicação. Ou seja, quanto mais desordenado um processo, mais conduzido de forma sistêmica tem que ser o plano para ajustá-lo.
Quanto mais caótica a situação de uma empresa ou equipe, menos se alcançará resultados pelo seu fatiamento. Uma coisa é você dar foco ao seu negócio, mirar no seu 'business'.
Outra, equivocada, será acreditar que separando o que nunca foi unido conseguir-se-á melhorar o resultado final.
O caos deve ser extinto, não separado. E para isso precisa-se de pulso firme, competência inquestionável e uma imensa, enorme, parcela de sangue próprio jogada ao processo.
Não caia na tentação de dividir a bagunça encontrada. Olhe-a como um processo, expurgue as incoerências, mande os incompetentes e resistentes trabalhar na concorrência e tenha coragem e perseverança de continuar. O resto depende do tempo, o eterno e insubstituível senhor da razão.
15 de nov. de 2010
A DOENÇA SILENCIOSA
Bom Dia!
Nestes tempos em que as máquinas definitivamente estão tomando conta do Setor Saúde, assumindo papéis de maior importância do que o conhecimento médico e a atuação técnica das equipes formadas pelos diversos profissionais de saúde, não me surpreende o silêncio que cercou a passagem do Dia Internacional de Combate a Diabetes, celebrado em todo o mundo em 14.11.2010.
A Diabetes é uma doença silenciosa. Traiçoeira. Costuma não emitir sinais muito alarmantes de sua chegada e dos estragos que está produzindo em nosso organismo, até o momento no qual, sofrendo com seus efeitos, o paciente descobre que já é um crônico. Daí em frente, sofrimentos, limitações, reduções dos indicadores de saúde e, claro, da sua qualidade de vida.
A OMS estima que em todo o mundo morre uma pessoa por sequelas e consequências desta infame doença a cada minuto, sendo a quarta maior causa de óbitos que atingem a humanidade. Mas, então porque o silêncio?
Porque a melhor alternativa para tratá-la é a prevenção. Os cuidados com a alimentação, hábitos de vida saudáveis e exercícios regulares são os grandes e efetivos recursos que podem inibi-la ou evitá-la. Não usam máquinas. Nem equipamentos. Por isso, não são valorizados. Não merecem espaços nobres nas televisões. E quando aparecem, ocorrem em frases ditas por médicos que envergam jalecos de hospitais-boutiques, ou aqueles que gastam expressivas verbas em marketing.
Profissionais generalistas, que estão na entrada do sistema dando-lhe efetividade e qualidade não aparecem em telejornais. Afinal, eles são agentes promotores de saúde. A mídia quer os maiores vendedores de euqipamentos e máquinas. Saúde não compra horário na TV.
Não dá para nos surpreendermos com o esquecimento, dá? O duro é que a doença silenciosa vai continuar a atacar. Letal e perigosa, até que tomemos consciência de que a nossa saúde é um direito fundamental nosso, nunca um 'presente' ou 'beneplácito' deste ou daquele vendedor de sonhos que existe por aí...
Nestes tempos em que as máquinas definitivamente estão tomando conta do Setor Saúde, assumindo papéis de maior importância do que o conhecimento médico e a atuação técnica das equipes formadas pelos diversos profissionais de saúde, não me surpreende o silêncio que cercou a passagem do Dia Internacional de Combate a Diabetes, celebrado em todo o mundo em 14.11.2010.
A Diabetes é uma doença silenciosa. Traiçoeira. Costuma não emitir sinais muito alarmantes de sua chegada e dos estragos que está produzindo em nosso organismo, até o momento no qual, sofrendo com seus efeitos, o paciente descobre que já é um crônico. Daí em frente, sofrimentos, limitações, reduções dos indicadores de saúde e, claro, da sua qualidade de vida.
A OMS estima que em todo o mundo morre uma pessoa por sequelas e consequências desta infame doença a cada minuto, sendo a quarta maior causa de óbitos que atingem a humanidade. Mas, então porque o silêncio?
Porque a melhor alternativa para tratá-la é a prevenção. Os cuidados com a alimentação, hábitos de vida saudáveis e exercícios regulares são os grandes e efetivos recursos que podem inibi-la ou evitá-la. Não usam máquinas. Nem equipamentos. Por isso, não são valorizados. Não merecem espaços nobres nas televisões. E quando aparecem, ocorrem em frases ditas por médicos que envergam jalecos de hospitais-boutiques, ou aqueles que gastam expressivas verbas em marketing.
Profissionais generalistas, que estão na entrada do sistema dando-lhe efetividade e qualidade não aparecem em telejornais. Afinal, eles são agentes promotores de saúde. A mídia quer os maiores vendedores de euqipamentos e máquinas. Saúde não compra horário na TV.
Não dá para nos surpreendermos com o esquecimento, dá? O duro é que a doença silenciosa vai continuar a atacar. Letal e perigosa, até que tomemos consciência de que a nossa saúde é um direito fundamental nosso, nunca um 'presente' ou 'beneplácito' deste ou daquele vendedor de sonhos que existe por aí...
13 de nov. de 2010
O CLIENTE É MUITO ABUSADO!
Bom Dia!
O cliente se aproxima do guichê de atendimento. O separador de fila está aberto para ele. Não há indicação visível de fila única. Nem de caixa preferencial. Ele respira, reza, fecha os olhos e entrega sua alma a Deus! Não sabe se sairá vivo desta tentativa de atendimento! Não sabe se terá seu direito de cliente respeitado! Não sabe de nada...
Ficção? Novela? Delírio? Não. Brasil.
Nosso país não gosta do cliente. Em verdade, para ser justo, ele nunca gastou muito tempo pensando nele. A figura do cliente, quando lembrada, confunde-se com a do eleitor: muita conversa fiada, muita pirotecnia, principalmente para não mudar nada no que fazemos, ou para não atendê-lo como ele merece.
Se eleitor é aquele bicho que somente é lembrado em cada ano eleitoral, para já ser esquecido ANTES da diplomação dos vitoriosos, CLIENTE é aquele somente lembrado quando os números não estão bem, por serem vermelhos, ou por serem minúsculos, e precisamos de alguns otários que esqueçam as mágoa antigas e comprem nossos novos produtos.
O Brasil não tem cultura do cliente. Não se prepara para ele. Não pensa em ajudá-lo.
Cliente não possui rosto, nem face, nem corpo humano. Cliente é um ser desumanizado. Ele pode ser um rótulo (PRIME, ESPECIAL, TOP, ONE, etc), pois se assim o pensamos fica mais fácil esquecermos suas individualidades.
Mas em geral ele é um número. E aí será sempre moleza detonar com o respeito pessoal e a sua necessidade individual.
Por isso cliente não pode ter nome. Por isso, empresas que tentam desenvolver estratégias usando nomes recebem tantas críticas (muitas vezes internas). Se o cliente ousar ter nome ele passa a ser alguém. E este alguém terá direitos e exigirá respeito. No Brasil, cliente é quem paga, não é quem merece respeito.
Será que existe por aí um Movimento dos Sem-Respeito? Porque, se existir, e logo com o nome de movimento, certamente os clientes poderão fazer barulho, serem recebidos por presidentes e, quem sabe, um dia, serem merecedores de respeito.
Que bom que as empresas não precisam de clientes. Definitivamente, eles são muito abusados.
O cliente se aproxima do guichê de atendimento. O separador de fila está aberto para ele. Não há indicação visível de fila única. Nem de caixa preferencial. Ele respira, reza, fecha os olhos e entrega sua alma a Deus! Não sabe se sairá vivo desta tentativa de atendimento! Não sabe se terá seu direito de cliente respeitado! Não sabe de nada...
Ficção? Novela? Delírio? Não. Brasil.
Nosso país não gosta do cliente. Em verdade, para ser justo, ele nunca gastou muito tempo pensando nele. A figura do cliente, quando lembrada, confunde-se com a do eleitor: muita conversa fiada, muita pirotecnia, principalmente para não mudar nada no que fazemos, ou para não atendê-lo como ele merece.
Se eleitor é aquele bicho que somente é lembrado em cada ano eleitoral, para já ser esquecido ANTES da diplomação dos vitoriosos, CLIENTE é aquele somente lembrado quando os números não estão bem, por serem vermelhos, ou por serem minúsculos, e precisamos de alguns otários que esqueçam as mágoa antigas e comprem nossos novos produtos.
O Brasil não tem cultura do cliente. Não se prepara para ele. Não pensa em ajudá-lo.
Cliente não possui rosto, nem face, nem corpo humano. Cliente é um ser desumanizado. Ele pode ser um rótulo (PRIME, ESPECIAL, TOP, ONE, etc), pois se assim o pensamos fica mais fácil esquecermos suas individualidades.
Mas em geral ele é um número. E aí será sempre moleza detonar com o respeito pessoal e a sua necessidade individual.
Por isso cliente não pode ter nome. Por isso, empresas que tentam desenvolver estratégias usando nomes recebem tantas críticas (muitas vezes internas). Se o cliente ousar ter nome ele passa a ser alguém. E este alguém terá direitos e exigirá respeito. No Brasil, cliente é quem paga, não é quem merece respeito.
Será que existe por aí um Movimento dos Sem-Respeito? Porque, se existir, e logo com o nome de movimento, certamente os clientes poderão fazer barulho, serem recebidos por presidentes e, quem sabe, um dia, serem merecedores de respeito.
Que bom que as empresas não precisam de clientes. Definitivamente, eles são muito abusados.
12 de nov. de 2010
MERGULHAR NO NADA
Bom Dia!
Tenho ouvido cada vez mais, de pessoas que conheço, de amigos e mesmo de alguns desconhecidos que costumam partilhar de suas vidas pelas ruas e elevadores, em especial quando estão ao celular, expressões e justificativas tais como:
"Não vou mais na Academia, o trabalho me consome!"
"Quase não tenho saído para me divertir, saio da empresa arrasado, com vontade apenas de ficar parado num cantinho".
"Deixei de ir à Igreja, pois mergulho do trabalho e esqueço de tudo, até de mim".
As pessoas pronunciam tais frases, menos pelo que os outros lhe preguntam e muito mais para tentarem criar para si mesmos justificativas para a dura realidade: ao mergulhar no trabalho, esvaziam suas vidas, suas mentes, seus corações.
O trabalho deve dignificar o homem. Fazê-lo sentir-se valorizado e competente. O trabalho existe para o homem, não é o homem escravo do trabalho. Ou ao menos, não deveria sê-lo.
Cuidar de si mesmo, da sua saúde física e mental, significa gostar de si próprio e pensar nos seus familiares. O equilíbrio mental e a saúde física são insumos muito fortes para que alguém aprecie os momentos junto de sua família, dando-lhes exemplos valiosos a ser seguidos.
Cuidar da saúde espiritual é requisito de crescimento, individual e coletivo. Somente aquele que crê e que põe na Fé a sua busca primeira, consegue discernir entre os acertos e erros cometidos, as necessidades de melhorar, de perdoar e de buscar o perdão aos que ofendeu.
Quem mergulha no trabalho fugindo de si mesmo, dos familiares e amigos, da busca pela vida plena e saudável é alguém que se deixa levar para o nada, para o caos. Mergulha na mediocridade e superficialidade de uma vida que irá, rapidamente, autodestruir-se.
Tenho ouvido cada vez mais, de pessoas que conheço, de amigos e mesmo de alguns desconhecidos que costumam partilhar de suas vidas pelas ruas e elevadores, em especial quando estão ao celular, expressões e justificativas tais como:
"Não vou mais na Academia, o trabalho me consome!"
"Quase não tenho saído para me divertir, saio da empresa arrasado, com vontade apenas de ficar parado num cantinho".
"Deixei de ir à Igreja, pois mergulho do trabalho e esqueço de tudo, até de mim".
As pessoas pronunciam tais frases, menos pelo que os outros lhe preguntam e muito mais para tentarem criar para si mesmos justificativas para a dura realidade: ao mergulhar no trabalho, esvaziam suas vidas, suas mentes, seus corações.
O trabalho deve dignificar o homem. Fazê-lo sentir-se valorizado e competente. O trabalho existe para o homem, não é o homem escravo do trabalho. Ou ao menos, não deveria sê-lo.
Cuidar de si mesmo, da sua saúde física e mental, significa gostar de si próprio e pensar nos seus familiares. O equilíbrio mental e a saúde física são insumos muito fortes para que alguém aprecie os momentos junto de sua família, dando-lhes exemplos valiosos a ser seguidos.
Cuidar da saúde espiritual é requisito de crescimento, individual e coletivo. Somente aquele que crê e que põe na Fé a sua busca primeira, consegue discernir entre os acertos e erros cometidos, as necessidades de melhorar, de perdoar e de buscar o perdão aos que ofendeu.
Quem mergulha no trabalho fugindo de si mesmo, dos familiares e amigos, da busca pela vida plena e saudável é alguém que se deixa levar para o nada, para o caos. Mergulha na mediocridade e superficialidade de uma vida que irá, rapidamente, autodestruir-se.
6 de nov. de 2010
SURPREENDER OS EDUCANDOS
Bom Dia!
Talvez a maior recompensa para um educador, em nível pessoal, seja ouvir, ao término de um treinamento, curso ou capacitação, um dos educandos dizer-lhe: "Que boa surpresa! Não esperava que fosse tão bom!". Não existe remuneração, diploma, foto, enfim, qualquer das recompensas materiais a que faz jus o mestre (das quais nunca deve abrir mão), que gratifique tanto as horas de pesquisa, de produção literária e elaboração do material didático utilizado, como um elogio/reconhecimento desta natureza.
É óbvio que o papel do educador sempre estará associado à formação dos educandos. Nunca no sentido de castrar-lhes as vontades próprias, ou direcionar-lhes as conclusões pessoais. Mas no sentido lato de apresentar-lhes aquelas verdades com as quais necessita lidar, e lhes eram desconhecidas, ou àquelas que não conseguia se aperceber da real grandez possuída.
E para fazê-lo, o educador necessita ser dotado de coragem e argumentação técnica suficiente para iluminar os caminhos até então nebulosos dos educandos, sem nunca interferir nas suas próprias escolhas. O educador verdadeiro mostra como se alcança o caminho e até ajuda o educando a erguer-se do chão do imobilismo ou da superficialidade em que se encontrava. Mas sempre deixará suas mãos livres e seus pés desamarrados para seguir na direção que escolheu.
Portanto, quando conseguimos surpreender nossos educandos, não apenas conseguimos alcançar nossos intentos, mas demonstramo-lhes que a verdadeira sabedoria nunca se esgota. O ser humano mais sábio é aquele que com verdadeira humildade reconhece a contínua necessidade de saber mais, para ser melhor como ser humano. "O conhecimento é um dom da fé", já ensinava o grande Santo Agostinho, fazendo com que cada um de nós educadores, busque dar um melhor testemunho aos seus educandos, e nunca deixando-se aprisionar pela vaidade inócua do conhecimento que acumula dados, mas não muda seus corações.
Como é bom surpreender a quem educamos. Até porque se não percebemos a importância e responsabilidade de nosso papel como educadores, corremos o risco de sermos meros autômatos, cheios de conteúdo e vazios de sabedoria.
Talvez a maior recompensa para um educador, em nível pessoal, seja ouvir, ao término de um treinamento, curso ou capacitação, um dos educandos dizer-lhe: "Que boa surpresa! Não esperava que fosse tão bom!". Não existe remuneração, diploma, foto, enfim, qualquer das recompensas materiais a que faz jus o mestre (das quais nunca deve abrir mão), que gratifique tanto as horas de pesquisa, de produção literária e elaboração do material didático utilizado, como um elogio/reconhecimento desta natureza.
É óbvio que o papel do educador sempre estará associado à formação dos educandos. Nunca no sentido de castrar-lhes as vontades próprias, ou direcionar-lhes as conclusões pessoais. Mas no sentido lato de apresentar-lhes aquelas verdades com as quais necessita lidar, e lhes eram desconhecidas, ou àquelas que não conseguia se aperceber da real grandez possuída.
E para fazê-lo, o educador necessita ser dotado de coragem e argumentação técnica suficiente para iluminar os caminhos até então nebulosos dos educandos, sem nunca interferir nas suas próprias escolhas. O educador verdadeiro mostra como se alcança o caminho e até ajuda o educando a erguer-se do chão do imobilismo ou da superficialidade em que se encontrava. Mas sempre deixará suas mãos livres e seus pés desamarrados para seguir na direção que escolheu.
Portanto, quando conseguimos surpreender nossos educandos, não apenas conseguimos alcançar nossos intentos, mas demonstramo-lhes que a verdadeira sabedoria nunca se esgota. O ser humano mais sábio é aquele que com verdadeira humildade reconhece a contínua necessidade de saber mais, para ser melhor como ser humano. "O conhecimento é um dom da fé", já ensinava o grande Santo Agostinho, fazendo com que cada um de nós educadores, busque dar um melhor testemunho aos seus educandos, e nunca deixando-se aprisionar pela vaidade inócua do conhecimento que acumula dados, mas não muda seus corações.
Como é bom surpreender a quem educamos. Até porque se não percebemos a importância e responsabilidade de nosso papel como educadores, corremos o risco de sermos meros autômatos, cheios de conteúdo e vazios de sabedoria.
4 de nov. de 2010
O SUS NÃO PRECISA DA CPMF
Bom Dia!
O SUS não precisa de CPMF. Aliás, ele nunca recebeu enquanto este famigerado imposto existiu, a totalidade dos recursos captados de nossos bolsos, mesmo que toda a propaganda oficial deixe entender que era assim que acontecia. O Sistema Público é mantido com uma cesta de tributos, de diferentes matizes e percentuais, que recolhidos e liberados de acordo com a política econômica vigente permite-lhe respirar e sobreviver.
Acontece que, pela natureza legal de sua constituição, o CPMF era a principal fonte de realocação de recursos para os Estados e Municípios. Daí esta imensa pressão dos nossos ilustres alcaides. Estamos próximos de 2012, ano de eleições municipais, logo...
O SUS precisa de uma política de prioridades coerente e lógica para com o Modelo de Saúde que adota. É inconcebível o volume de recursos, bilhões de reais, gastos em prioridades tais como: camisinhas, propagandas de camisinhas, unidades específicas para os homossexuais, etc. Estas não são iniciativas de qualificação do sistema, e sim artifícios administrativos para se buscar espaço na mídia.
O SUS precisa de um sistema de gestão qualificado e profissional para que os recursos e os planejamentos de saúde não sejam meros instrumentos declaratórios de vontades, mas sim efetivas agendas de trabalho assumidas com compromisso e cobradas pelos resultados efetivamente alcançados. A municipalização não pode continuar a significar o lavar as mãos da esfera federal para com os estados e municípios, isto é um desvio absurdo e perigoso da vontade do legislador.
O SUS precisa de um sistema regulatório focado, buscando amensuração da qualidade da gestão e dos resultados reais, mensurados e alcançados, e não apenas uma mera checagem de pontos previamente conhecidos e que priorizam as atividades-meio e não os resultados finais de cada um dos serviços que o compõem.
Definitivamente, o SUS precisa de competência e profissionalismo. A CPMF é um pleito dos prefeitos brasileiros. Não entro no mérito das suas necessidades específicas, mas não posso concordar que se crie uma demanda inexistente, em especial quando ela diz respeito ao meu bolso!
Fico me perguntando se vamos assistir a esse filme de novo, silenciosamente...
O SUS não precisa de CPMF. Aliás, ele nunca recebeu enquanto este famigerado imposto existiu, a totalidade dos recursos captados de nossos bolsos, mesmo que toda a propaganda oficial deixe entender que era assim que acontecia. O Sistema Público é mantido com uma cesta de tributos, de diferentes matizes e percentuais, que recolhidos e liberados de acordo com a política econômica vigente permite-lhe respirar e sobreviver.
Acontece que, pela natureza legal de sua constituição, o CPMF era a principal fonte de realocação de recursos para os Estados e Municípios. Daí esta imensa pressão dos nossos ilustres alcaides. Estamos próximos de 2012, ano de eleições municipais, logo...
O SUS precisa de uma política de prioridades coerente e lógica para com o Modelo de Saúde que adota. É inconcebível o volume de recursos, bilhões de reais, gastos em prioridades tais como: camisinhas, propagandas de camisinhas, unidades específicas para os homossexuais, etc. Estas não são iniciativas de qualificação do sistema, e sim artifícios administrativos para se buscar espaço na mídia.
O SUS precisa de um sistema de gestão qualificado e profissional para que os recursos e os planejamentos de saúde não sejam meros instrumentos declaratórios de vontades, mas sim efetivas agendas de trabalho assumidas com compromisso e cobradas pelos resultados efetivamente alcançados. A municipalização não pode continuar a significar o lavar as mãos da esfera federal para com os estados e municípios, isto é um desvio absurdo e perigoso da vontade do legislador.
O SUS precisa de um sistema regulatório focado, buscando amensuração da qualidade da gestão e dos resultados reais, mensurados e alcançados, e não apenas uma mera checagem de pontos previamente conhecidos e que priorizam as atividades-meio e não os resultados finais de cada um dos serviços que o compõem.
Definitivamente, o SUS precisa de competência e profissionalismo. A CPMF é um pleito dos prefeitos brasileiros. Não entro no mérito das suas necessidades específicas, mas não posso concordar que se crie uma demanda inexistente, em especial quando ela diz respeito ao meu bolso!
Fico me perguntando se vamos assistir a esse filme de novo, silenciosamente...
3 de nov. de 2010
UM PAÍS DIVIDIDO
Bom Dia!
Sou da geração que pode contar nos dedos das mãos, sem usá-los todos, o número de vezes em que escolheu de forma livre e democrática o seu Presidente da República. Isto porque, com o Governo Militar as eleições se deram de maneira indireta, com o colégio eleitoral escolhendo o ocupante da Presidência. Não defendo esta forma de governo e nem entendo isto como uma escolha pessoal. Daí ela não gerar nenhum tipo de compromisso entre cidadãos e governo.
Por isso todos nós deveríamos estar felizes, independentemente de que foi nosso candidato, por mais um pleito presidencial no qual quase todos cumpriram á risca seus papéis:
O povo deu audiência aos debates, discutiu os aspectos que atraía ou não este ou aquele candidato, apoiou a Lei da Ficha Limpa contra todas as tentativas de dribá-la e esteve presente às urnas, apesar de tudo o que aconteceu fora delas.
A Justiça Eleitoral mais uma vez demonstrou competência e seriedade, resolvendo os problemas tecnológicos causados pela plataforma 'livre' chamada LINUX com tal rapidez que por volta das 20 horas toda a nação brasileira já sabia que teria uma mulher pela primeira vez na presidência da república.
O que faltou então?
Faltou respeito e civilidade no embate dos dois candidatos. Respeito humano, aos currículos de ambos e, principalmente, ao eleitor brasileiro. Foi uma sucessão de ataques e acusações de tal porte que muitos dos que não votaram atribuíram à falta de motivação causada por tantos ataques. Era como se tivéssemos de escolher entre um ruim e outro muito ruim, o que não pode ser o caso em absoluto.
Ninguém chega aonde os dois chegaram sem ter uma base, seja ela diretamente construída, seja por ter sido este pleito um plebiscito administrativo. A questão é que ambas as campanhas procuraram exaustivamente lançar ataques e desqualificar o oponente, como se o povo brasileiro possuísse apenas uma orelha, e não as duas que nos obrigaram a escutar todo o tipo de leviandades e falsidades.
O resultado? Um povo dividido. De um lado os 'lulistas', do outro os 'anti-lulistas'. Onde ficaram os 'brasilianistas'? Onde se localizaram aqueles que querem o bem do país e o crescimento com inclusão?
Até a candidata verde olhou para seu próprio interesse. Ao lavar as mãos, de forma idêntica a Pilatos, Marina deixou também claro que jogava mais 'combustível' no ventilador do segundo turno. O resultado é o que vemos.
Um país apático após o processo eleitoral. Uns declarando medo, outros destacando seu fanatismo e culto à personalidade. Não pode ser assim.
A Presidente Eleita é a governante de todos. Esperemos que ela tenha a estatura que o cargo requer. Mas em especial, esperemos que ela compreenda a necessidade de reconstruir as pontes que ambos os candidatos ajudaram a dinamitar. Um país não cresce com retórica. Ele precisa de competência e foco nos seus objetivos, e isso significa União Nacional.
Por enquanto, apenas uma certeza: a primeira mulher eleita presidente terá muito trabalho e a necessidade de gastar muita conversa para fazer com que todos os cidadãos se unam em torno dos interesses de nosso grande país.
Sou da geração que pode contar nos dedos das mãos, sem usá-los todos, o número de vezes em que escolheu de forma livre e democrática o seu Presidente da República. Isto porque, com o Governo Militar as eleições se deram de maneira indireta, com o colégio eleitoral escolhendo o ocupante da Presidência. Não defendo esta forma de governo e nem entendo isto como uma escolha pessoal. Daí ela não gerar nenhum tipo de compromisso entre cidadãos e governo.
Por isso todos nós deveríamos estar felizes, independentemente de que foi nosso candidato, por mais um pleito presidencial no qual quase todos cumpriram á risca seus papéis:
O povo deu audiência aos debates, discutiu os aspectos que atraía ou não este ou aquele candidato, apoiou a Lei da Ficha Limpa contra todas as tentativas de dribá-la e esteve presente às urnas, apesar de tudo o que aconteceu fora delas.
A Justiça Eleitoral mais uma vez demonstrou competência e seriedade, resolvendo os problemas tecnológicos causados pela plataforma 'livre' chamada LINUX com tal rapidez que por volta das 20 horas toda a nação brasileira já sabia que teria uma mulher pela primeira vez na presidência da república.
O que faltou então?
Faltou respeito e civilidade no embate dos dois candidatos. Respeito humano, aos currículos de ambos e, principalmente, ao eleitor brasileiro. Foi uma sucessão de ataques e acusações de tal porte que muitos dos que não votaram atribuíram à falta de motivação causada por tantos ataques. Era como se tivéssemos de escolher entre um ruim e outro muito ruim, o que não pode ser o caso em absoluto.
Ninguém chega aonde os dois chegaram sem ter uma base, seja ela diretamente construída, seja por ter sido este pleito um plebiscito administrativo. A questão é que ambas as campanhas procuraram exaustivamente lançar ataques e desqualificar o oponente, como se o povo brasileiro possuísse apenas uma orelha, e não as duas que nos obrigaram a escutar todo o tipo de leviandades e falsidades.
O resultado? Um povo dividido. De um lado os 'lulistas', do outro os 'anti-lulistas'. Onde ficaram os 'brasilianistas'? Onde se localizaram aqueles que querem o bem do país e o crescimento com inclusão?
Até a candidata verde olhou para seu próprio interesse. Ao lavar as mãos, de forma idêntica a Pilatos, Marina deixou também claro que jogava mais 'combustível' no ventilador do segundo turno. O resultado é o que vemos.
Um país apático após o processo eleitoral. Uns declarando medo, outros destacando seu fanatismo e culto à personalidade. Não pode ser assim.
A Presidente Eleita é a governante de todos. Esperemos que ela tenha a estatura que o cargo requer. Mas em especial, esperemos que ela compreenda a necessidade de reconstruir as pontes que ambos os candidatos ajudaram a dinamitar. Um país não cresce com retórica. Ele precisa de competência e foco nos seus objetivos, e isso significa União Nacional.
Por enquanto, apenas uma certeza: a primeira mulher eleita presidente terá muito trabalho e a necessidade de gastar muita conversa para fazer com que todos os cidadãos se unam em torno dos interesses de nosso grande país.
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