31 de mar. de 2011

APROVEITADORES DE VELÓRIOS

Boa Tarde!

Todo o país acompanha em cada detalhe, comovido e admirado, as exéquias do ex-Vice-Presidente José Alencar. De toda sua trajetória exitosa, talvez fique marcada em toda a memória nacional, para o resto de nossas vidas, sua luta contra o câncer, de todas as formas que julgou possível, inclusive submetendo-se a intervenções experimentais. A luta foi perdida, mas o testemunho fica.
Estes momentos em que o país mostra claramente o quanto precisa de referências e heróis para suportar as duras provações do dia-a-dia, raros pela inexistência (ou exiguidade) de exemplares desta espécime, fazem-me refletir sobre um outro aspecto de nossas vidas: como gostamos de elogiar, reconhecer e exaltar as qualidades e virtudes... dos defuntos!
Temos a companhia de pessoas que nos são tão valiosas, que nos dão tantos exemplos, que admiramos e gostamos tanto que simplesmente acreditamos serem elas eternas, feitas de ferro ou com duração indefinida. E, por isso, acabamos deixando para dizer amanhã o quanto elas nos são importantes. Se não der amanhã, por conta de todas as imensas tarefas que pesam sobre nossos ombros, acabamos deixando para a semana que vem, e depois a outra e a outra... De repente, vemo-nos em frente aos ataúdes que levam as cascas daqueles que tanto nos ensinaram, apoiaram, e ficamos discursando para uma claque que está ali, na maioria das vezes, mais por uma curiosidade solidária, do que propriamente pelo reconhecimento do que fez o finado.
Fala-se tanto, e tão bem, dos ocupantes dos caixões, que às vezes me pergunto se alguém já informou aos oradores que o aparelho auditivo do 'de cujus' já não mais funciona.
A morte é um momento de saudade. Não é um momento de discursos. Se a dor que brota do coração daqueles que amam o falecido pedir, que as palavras saiam dos lábios daqueles que, durante a vida, devem ter reconhecido e externado todo o carinho e agradecimento pelo bem que ele fez.
Se já não nos bastasse suportar os papagaios de pirata de eventos, ainda temos que aguentar os aproveitadores de velórios famosos! É demais.
Talvez seja mais prudente homenagearmos os vivos, fazer-lhes discursos enquanto possuem amplas condições de compreensão, render-lhes a gratidão daqueles que aprenderam a ser melhores com alguém que lhes é muito melhor. Aos velórios reservemos nosso abraço, nossa oração e nossa silenciosa e solidária presença de cristãos. Só isto.

30 de mar. de 2011

A DOENÇA DA SOLIDÃO

Boa Noite!

Para mim, a depressão é uma noite que não termina. Todos os nossos semelhantes, vítimas desta silenciosa e cruel patologia, estão aprisionados por sombras que, mesmo contra suas vontades conscientes, insistem em não deixá-los.


Quanta angústia que surge do nada! Quanta tristeza sem que se possa compreendê-la ou associá-la a um fato qualquer! Quanta solidão ainda que cercados de tantos que querem o bem e amam ao depressivo!

Esta verdadeira praga do crescimento e desenvolvimento capitalista, chamada solidão urbana, veio a transformar a depressão de uma preocupante patologia mental, numa verdadeira “epidemia” que se alastra em todos os países, níveis sociais e culturais, povos e raças.

Segundo um estudo da Universidade de Illinois (Chicago/Estados Unidos), publicado no International Journal of Psychiatric in Medicine, 16% da população moderna pesquisada, apresentavam sinais claros de depressão. Ou seja, se você trabalha num ambiente com 30 pessoas, no mínimo duas delas possuem esta patologia e, certamente, com medo de serem despedidas ou tachadas de “loucas”, manter-se-ão silenciosas, prisioneiras de si mesmas, até que a doença as derrote, muitas vezes de forma irreversível.

Por outro lado, o volume de metas, objetivos a serem alcançados, desafios para se preservar o emprego, assédios de toda ordem, pressões e mais pressões, estão levando todos os seres humanos ao limite de sua capacidade intelectual e à perigosa área fronteiriça entre a estabilidade racional e a instabilidade psíquica.

Este insensato volume de sofrimento que a sociedade contemporânea produz em seus filhos, sob o pretexto de “busca da felicidade”, já superou de muito os níveis toleráveis e aceitáveis pela inteligência humana. Dizendo que buscamos a felicidade, e representando-a sob a forma de bens materiais e consumo desenfreado, estamos nos tornando cada vez mais burros e, o que é pior, insensíveis aos que sofrem em nosso derredor.

A depressão requer uma alta dose de compreensão, é verdade. Mas ela exige de cada um de nós a mais alta expressão da existência humana: a solidariedade. Não é fácil, reconheço-o. Mas se tornará menos difícil se conseguirmos nos lembrar que, para nós, o dia sempre chegará, com o sol lindo e a brisa revigorante de uma manhã. Para aqueles que sofrem de depressão, porém, a noite nunca termina .

29 de mar. de 2011

CONIVÊNCIA COM O CRIME

Boa Noite!




O cantor americano Willie Nelson, de 76 anos de idade, faz sucesso há mais de 40 anos com músicas no estilo country e baladas que já foram gravadas por diversos artistas, dentre os quais Elvis Presley. No final do ano passado ele foi detido pela Polícia portando maconha em seu carro. Lá nos EUA um crime deste tipo leva o infrator a um tribunal, tipo de pequenas causas só que na esfera Penal.

A juíza esta semana decidiu que aplicaria no idoso cantor, defensor assumido da legalização das drogas e usuário incorrigível de maconha, uma pena que em português chamamos de alternativa: ele irá cantar no Tribunal algumas de suas canções mais famosas e será liberado após esta ‘penalidade’.

Apressam-se alguns jornalistas a apresentar a ‘modernidade’ do sistema penal americano, claramente liberando um defensor das drogas de qualquer compromisso para com a sociedade que ele coloca sob risco.

Não sou contra a pena alternativa. Mas ela deve resultar em benefícios para aqueles que foram objeto do crime praticado pelo recebedor da benesse. Ao dirigir sob o efeito da maconha, droga que comprovadamente altera o equilíbrio, o estado mental e as faculdades de quem a consome, o artista expôs sua vida ao risco e a de todos os que cruzaram seu caminho.

É verdade que não houve nenhum dano, ao menos detectado pela polícia. Mas é muito mais verdade que a campanha pela legalização das drogas continua sorrateiramente a minar todos os setores da sociedade contemporânea. O que nos restará?

Esperar que nada aconteça aos nossos filhos, parentes, amigos, vizinhos que cruzarem os caminhos dos consumidores destes venenos de efeito lento? É muito pouco para quem paga tanto imposto. O Estado não poderia abandonar o seu poder de polícia. Ele existe para que sejamos protegidos daquilo que não podemos governar. Legalizar as drogas é permitir que irresponsáveis de qualquer idade exponham, ou melhor, potencializem os riscos que já pairam hoje sobre nossas vidas.

Mais um triste exemplo dos Estados Unidos. Será que eles não cansam?

28 de mar. de 2011

O MAL DO ESPANTALHO

Boa Noite!




Os agricultores costumam montar espantalhos em suas lavouras, juntando para isto pedaços de roupas velhas, como forma de assustar os pássaros indesejados, mantendo-os longe dos produtos e frutos existentes no terreno. Este tipo de artefato usado para afastar algo de alguma coisa não é, porém, de uso exclusivo de quem cultiva a terra.

Infelizmente, cresce o número de administradores que se parecem, a cada dia mais, com verdadeiros espantalhos, espantando para longe de si suas equipes e liderados, seus técnicos e suas competências.

Liderar pessoas e grandes equipes causa medo, é verdade. Mas os receios devem servir de combustível motivacional às nossas carreiras, nunca para acuar-nos ou, pior, desenvolver um falso senso de sobrevivência calcado no afastamento e distanciamento das pessoas para com seus gestores.

Os liderados buscam alguém que saiba, possua competência própria, mas essencialmente dê com sua postura e dedicação, um testemunho vivo dos ensinamentos e conhecimentos possuídos. É preciso ser decidido e corajoso, mas fundamentalmente se necessita da coerência e do exemplo. Acesso não quer dizer ser “bonzinho”. Da mesma forma que, para quem nunca tentou, o acesso nunca existiu. Tal qual a Física, à ação de querer deve corresponder a reação de permitir.

Quem causa repulsa na sua equipe está dominado pelo Mal do Espantalho: seu interior é vazio e preenchido de refugos, trapos velhos e outros panos indesejados que não dão ao boneco, conteúdo ou substância. O administrador-espantalho reprime o seu próprio crescimento profissional e também dos seus comandados. Corre o risco de se tornar apenas um bobo conduzindo um grupo de ‘zumbis’! Não há substância neste processo e os resultados, se aparecerem, serão pífios e passageiros.

O Espantalho procura silenciar as competências e calar os questionamentos através do afastamento pelo descaso ou através da imposição de barreiras àqueles a quem deveria formar e capacitar. Empresas que os toleram estão enveredando por um labirinto do qual muito provavelmente não conseguirão sair! É bom rever os conceitos de perfil, alterar suas escolhas e jogar, rapidinho, os espantalhos para fora do armário.

25 de mar. de 2011

A EXTINÇÃO DA RELIGIÃO:AMEAÇA REAL OU DESEJO IRRACIONAL?

Boa Tarde!

Uma pesquisa realizada em nove países (Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suiça), pelas universidades americanas  do Illinois (Northwestern) e do Arizona (Arizona University), procuram discutir novamente a extinção das religiões.
Os psicólogos que conduziram tais trabalhos partem da premissa de que o ser humano busca a religião porque: "necessita pertencer a um grupo; os cultos propiciam a agregação social e o desejo de se conformar em relação à vida, ou a uma pedra, dentre outros motivos mais secundários e menos importantes". Ou seja, para os psicólogos, a religião é um meio para se chegar a um grupo social ou à resignação por uma dor, uma perda. Ela seria, assim,  uma panacéia para carências humanas, quase que físicas.
Por isso mesmo, segundo os pesquisadores, países de mais elevada capacidade material, como a Grã-Bretanha, já apresentam "dois terços de sua população definindo-se como não religioso". Tudo isto é usado para a conclusão do estudo: as religiões estão sob risco de extinção.
O tema é interessante, mas não é inédito.
Quando a psicanálise e a psicoterapia avançaram e os primeiros resultados começaram a dar uma maior dignidade e oportunidade aos pacientes mentais, um dos seus maiores representantes - Sigmund Freud - afirmou textualmente que, ao término do Século XX. a religião estaria extinta, desaparecida e não mais seria objeto de manipulação. Isto aconteceria pelo avanço do conhecimento do homem acerca do seu cérebro, das relações e interações que causam os agravos mentais e da capacidade da análise em solucionar todos os nossos problemas existenciais ou nossos conflitos internos.
A afirmação revelou que nem mesmo o Freud se conhece ou é capaz de conhecer a este fantástico e particular produto da criação divina chamado - SER HUMANO. Ao final do século XX as religiões continuam a crescer e o querer descobrir-se, enquanto ser religioso, nunca esteve tão presente.
Então, porque o resultado da pesquisa?
A sociedade mudou seus parâmetros de valoração. Ela tenta incutir em todos nós, especialmente nos mais jovens, uma cultura do descarte, da relativização de TODAS as coisas, inclusive daquelas fundamentais à sobrevivência da espécie humana como é o caso do DIREITO À VIDA. E a psicanálise, que todos devemos reconhecer como necessária em casos específicos, tal como a psicoterapia (de maior aplicabilidade e eficácia), não conseguem fugir dos preconceitos que criaram seus fundadores e perdem, com esta atitude cega e radical, a possibilidade de reconhecerem a vital importância da religião na estabilidade do ser humano e na defesa de uma sociedade humana ética e justa.
Quando se incute o relativismo em tudo, especialmente na Educação de Base, tira-se do jovem quaisquer perspectivas de responsabilidades para consigo mesmo, com os seus próximos, sejam eles familiares, amigos, vizinhos, etc.
É impressionante a hipocrisia de grande parcela da mídia que se choca com um jovem estudante de medicina de São Paulo, que esta semana desferiu oito golpes de faca numa colega de classe, apenas porque a garota não quis namorar com ele. É hipocrisia porque esta mesma mídia instiga todos os jovens em suas reportagens, jornais, programas, novelas, séries e 'reality-shows' e não se importarem com os valores morais, a jogarem no lixo o respeito aos pais e a criticarem os ensinamentos que asseguraram a sobrevivência da espécie humana por milhões de ano, por serem 'arcaicos'.
A pesquisa ignora o que tem sido feito com os pacientes mentais em todo o mundo, também no Brasil, onde estão cada vez mais segregados e descartados do mercado de trabalho, da convivência com suas famílias e do respeito aos seus direitos, simplesmente por não terem espaço nas mídias das nações.
Não é a religião que corre risco de extinção, mas sim os valores que sustentam a sociedade humana organizada e que sempre separaram-na da barbárie. Se continuarmos a realizar estudos e discursos sobre questões vazias, teremos o vazio como projeção de futuro. Entender a religião como uma ponte entre a vontade do homem de se sentir completo e o Deus único capaz de assegurar isto e mais a perpetuidade da vida eterna é um bom caminho para determos este movimento de esvaziamento das vidas, dos cérebros e, principalmente, das almas de nossos jovens.

24 de mar. de 2011

SEM FICHA LIMPA, SEM ESPERANÇA

Boa Tarde!

O Supremo Tribunal Federal rejeitou ontem a aplicação da Lei da Ficha LImpa às Eleições de 2010. Embora a decisão não tenha gerado súmula vinculante (ou seja, aplicação automática em primeira instância aos pedidos similares), todos os políticos que tiveram seu registro ou sua eleição impedidas por terem roubado, apropriado bens alheios, extorquido, ou similares, poderão requisitar sua cadeira no Poder Legislativo.
O argumento técnico usado é o da Norma Constitucional que impede mudanças da legislação eleitoral no ano do pleito, defendendo a República dos casuísmos adotados nos anos de chumbo do regime militar. Tudo isto se fundamenta no fato de que o Direito brasileiro é Positivista. Ou seja, vale a norma que está escrita.
É por isso que a deputada Roriz, filmada em pleno ato de corrupção, está se defendendo sob a égide de que, quando recebeu a propina (ao menos ela não tenta dizer que não é propina - até agora) não exercia mandato e, por isso, não pode ser punida. Trata-se do mesmo princípio: está escrito, coloca-se acima, de quaisquer outros valores morais e pessoais da sociedade.
Do ponto de vista forense, não há o que refutar. Mas, o STF existe para defender o positivismo, ou para defender a Justiça, entendida esta como a 'espada que dá a todos a mesma parte'? Sim porque nós, eleitores, agora teremos que suportar 'autoridades' que estão sob a terrível capa da corrupção, arma mais letal e cruel, traiçoeira e silenciosa, jamais criada pelo ser humano.
Quem nos defendeu na decisão do Supremo?
A derrota da aplicabilidade da Lei de Ficha Limpa não fere apenas a nossa esperança, ela ataca quase que mortalmente a Lei Moral. O Estado tornou-se laico sob a égide da igualdade que todas as religiões devem ter, no respeito às crenças de seus seguidores. Ninguém pode e nem deve contestar tal assertiva.
Mas tratar por igual todas as religiões não pode significar abandonar a defesa dos valores maiores da sociedade humana, pelo simples fato de que está ou não escrito assim. O STF tem o dever de defender a Constituição, enquanto ferramenta de bem estar social e público, e jamais pode tê-la, a carta magna do país, como seu fim em si mesma.
A sociedade não vive para a Constituição. Ao contrário, a Constituição existe para que a sociedade viva com dignidade, respeito e igualdade.
Não reconhecer a atemporalidade da aplicação da Ficha Limpa foi assinar o atestado de que a forma vale mais que o conteúdo. Mesmo que por ela se tornem legítimos diversos representantes de atos ilegítimos.
E depois precisamos escutar nossos Ministros do STF queixarem-se de que não entendem as causas da assombrosa e preocupante queda de credibilidade do Judiciário em TODAS as pesquisas feitas no país nos últimos três anos. Se eles não entendem e continuam a se posicionar da forma que o fizeram ontem, começo a temer pela estabilidade da democracia em nosso país.

23 de mar. de 2011

PARA ONDE IREMOS NA SAÚDE?

Boa Tarde!




Mais de 50% dos mamógrafos do SUS em todo o país apresentam problemas ou estão defeituosos, impactando na qualidade do exame e na precariedade dos resultados observados. Não se faz prevenção ao câncer de mama sem tais máquinas, logo, a gestão de saúde do ex-ministro televisivo Temporão foi falha neste aspecto.

Estas foram as idéias, com as palavras mais extensas transmitidas ontem pela Presidente Dilma no lançamento da Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama, feita em Manaus (AM). Por ser a maior dignatária do país e ex-integrante do governo do qual o citado ministro fazia parte, não existem razões para não acreditarmos e respaldarmos as afirmações da Presidente, reforçadas pelo Ministro Padilha.

O fato é de que a crise do SUS é imensurável em nossos dias. Ela foi solenemente maquiada ao longo dos últimos oito anos por ações que agradavam a mídia, mas incapazes de solucionar os gravíssimos erros da gestão. Toda esta herança caiu no colo da nova dona do poder. E tudo isto num momento em que a responsabilidade fiscal exige moderação de gastos e aperto orçamentário.

“Fazer mais com menos” é o lema que vem usando a Presidente para explicitar sua vontade de tocar projetos, sem perder jamais o olho no equilíbrio das contas públicas e no controle do dragão inflacionário que voltou a soltar fumaça.

Não é fácil esta decisão no campo da saúde.

Primeiro porque se precisa investir em prevenção e promoção, sucateadas pelo Ministro Temporão, e isso requer verbas agora para resultados futuros.

Segundo porque se retirou da pauta as ações de educação em saúde, o que nos trouxe uma geração que quer ‘curtir adoidado’ sem medir consequências e menos ainda cuidar da saúde.

Terceiro porque, embora não seja conhecedor exímio da política, logo logo a Presidente vai escutar um forte conselho de não denunciar as coisas erradas de quem a elegeu. E aí, para onde iremos na saúde?

22 de mar. de 2011

PRECISA-SE DE INGÊNUOS

Boa Noite!

Os historiadores chama de era AXIAL o período que vai do século IX a.C. ao século III a.C. A razão do nome axial está associada ao EIXO em torno do qual, pensam eles, desenvolveu-se toda a história da humanidade. Isto porque, por volta do ano 800 a.C., o homem percebeu que as grandes dominações (de terra e das armas) feitas por pequenos ou grandes ditadores não respondiam as suas inquietações e necessidades de uma vida melhor, mais equilibrada na partição dos bens e com maior sentido.
Por isso, neste período, surgem os grandes pensadores da antiguidade que buscam um caminho e verdades imateriais e transcendentais para explicar a nossa existência, a finalidade de nossa vida e as prioridades que devemos dar a cada um de nossos dias.
Surgem Confúncio e Lao-Tzé na China, Buda na Índia e Zaratustra no Irã. Os patriarcas lideram o povo e começam a registrar os ensinamentos recebidos de Deus em tabuinhas de barro no grande crescente fértil (Mesopotâmia) e mantém-se assim ao alcançarem a região de Canaã (Palestina e Israel de nossos dias).
O homem percebeu que o materialismo como um fim extinguia o que ele havia recebido de melhor de Deus: sua liberdade e a responsabilidade para com seus semelhantes e a natureza, maneiras ricas de manifestação do amor. Ele abandona a ilusão da força e da opulência, da riqueza e da exclusão social como caminhos naturais e verifica que são desvios perigosamente humanos, aliás, humanos demais para podermos acreditar que seriam suficientes.
E foi assim, com a compreensão e definição da Lei Moral que a sociedade avançou. Foi com a ajuda incomparável da religião que a ciência pode sair do obscurantismo para alcançar a sua independência e importância que hoje tanto se propala. Mesmo que tenha esquecido quem a ajudou posteriormente, nenhum cientista responsável pode deixar de lado tudo isto.
Mas a sociedade está abandonando a Lei Moral. Ela é arcaica segundo os materialistas. Ela é ultrapassada segundo os donos da riqueza. Ela é inaplicável segundo os senhores da guerra.
Voltamos ao século X a.C. Retrocedemos mais de 3.000 anos no respeito à vida, na solidariedade com todos, na responsabilidade para conosco e com todos os que nos cercam, no cuidado com  natureza e com todos os seus ecossistemas.
Voltamos ao passado que não construiu, ao sistema de exclusão que apenas produziu mortes e desavenças, à troca de agressões físicas e morais apenas para destruir este ou aquele 'inimigo'.
Precisamos voltar a ser ingênuos. Sabe porque? Ingênuo quer dizer nascido livre. Era assim que os romanos classificavam aqueles que, por não serem aristocratas ou ricos, eram pobres, mas não eram escravos. Os ingênuos tinham que lutar e trabalhar muito para sobreviver, mas não nasciam prisioneiros de grilhões desconhecidos.
Talvez estejamos com gente demais sabida, poderosa, influente.
Talvez precisemos mais de ingênuos que acreditem na justiça, na Lei Moral, no respeito aos outros.

17 de mar. de 2011

VELHAS CICATRIZES, NOVAS TRAGÉDIAS

Boa Tarde!

O título não é uma marca de carro, nem de computador. É a melhor definição que encontrei para a situação da Rede Hospitalar Pública em nosso país, com triste ênfase àquela existente no estado do Rio de Janeiro. É no mínimo revoltante ler, nos jornais de hoje, mais uma tragédia: a amputação da perna da criança com cinco meses de vida, porque o médico deixou cair um bisturi elétrico sobre sua perninha durante uma cirurgia de... cabeça! Ou notícia de morte por falta disto ou daquilo, num hospital do SUS. Não dá mais para fingirmos que as medidas paliativas, quando tomadas pelo Ministério da Saúde vão ser capazes de sanar a grande e principal causa de falência desta rede: a gestão amadora, crônica e ultrapassada do nosso Sistema Público de Saúde.


Chega de tapar o sol com uma peneira! Chega de discursos e aparições globais! Chega de nada!
A gestão hospitalar talvez seja um dos ramos da administração que mais sofreu alteração, quanto ao seu perfil, necessidade de visão sistêmica e, principalmente, qualificação do foco nos resultados. Não se pode mais conviver com gestores que apenas entendam a questão financeira sob o aspecto do cobrar mais dos compradores de serviço, sem combater os desperdícios e “arrumar” sua casa.

Também não se pode desejar de administradores hospitalares públicos que façam o papel de mágicos (fazendo surgir do nada os recursos necessários) ou ilusionistas (mostrando ao público uma capa, uma maquiagem bonita para algo que está vazio de conteúdo).

Se não há recursos para o atendimento integral então é necessário que o Governo tenha coragem de assumir o que irá atender ou não. A população não deveria estar sendo tratada como marionete, pois a omissão dos que governam na gestão hospitalar custa ao necessitado, muitas vezes, sua própria vida!

Os hospitais públicos são uma mistura de comédia de humor negro com amadorismo gerencial. O duro é que a população mais sofrida, mais necessitada e historicamente mais abandonada deste país, com toda certeza, não deve achar graça nenhuma desta situação.

Óbvio: se a imprensa mantiver a pressão, testemunharemos troca de acusações e busca de culpados, em especial com os profissionais que ainda resistem em trabalhar em tais locais, por absoluta falta de opção. Solução estrutural e medidas concretas... bem, somente escutaremos falar disto na próxima crise, ou morte, o que vier primeiro...

16 de mar. de 2011

A QUESTÃO DA EMPREGABILIDADE

Boa Noite!

Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:


1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.

2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.

Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.

14 de mar. de 2011

ERA SÓ O QUE FALTAVA!

Boa Tarde!

Estamos diante de uma das maiores crises de talentos na história deste país. Não que esteja faltando mão de obra, ao contrário ainda temos uma parcela expressiva de trabalhadores desempregados esperando ações inclusivas ou fugindo para a economia informal. Mas não temos mão de obra QUALIFICADA.
Diversos  setores estão sentindo isto, e a Saúde Suplementar é um deles.
Encontra-se pessoal que domina a parte operacional dos processos, desde que ela não exija tarefas muito complexas ou desafiem o pensar. Mas conta-se nos dedos das mãos os novos funcionários ou mesmo aqueles já experientes que buscam com avidez os desafios que os levarão a outros patamares nas suas carreiras profissionais.
Pela acomodação aliada à falta de capacitação nas escolas, mais a desorganização do sistema educacional brasileiro, chegamos ao pior dos pesadelos corporativis: a dependência de uns poucos.
Como se não bastasse esta perigosa situação, sai hoje a notícia de que a Reitora de Harvard (USA) considerada a melhor universidade do planeta Terra desembarca esta semana no Brasil atrás de:
1. Convênios que assegurem mais financiamento a sua universidade (dinheiro daqui que vai prá lá);
2. Professores-Pesquisadores que se destacam (inteligência daqui que vai prá lá);
3. Alunos que se destacam (o futuro daqui que se vai).
Era só o que faltava!
Talvez estejamos realmente num novo tempo na história deste país, como gosta de afirmar a nossa Presidente atual e o seu antecessor. Realmente, depois de termos sido espoliados em todos os bens materiais que foram valiosos ao longo da construção do nosso país, agora seremos extorquidos das nossas potencialidades futuras.
E seremos mesmo! Não estou numa crise de pessimismo não. É realismo puro: em que setor está se privilegiando a inteligência?
Qual a área corporativa deste país que a qualificação vem sendo valorizada e abertas as portas da profissionalização?
Por que um gênio ficaria trabalhando aqui, servindo de escada a tanta mediocridade que vemos?
Se não recordamos, uma semana depois da eleição, do nome dos políticos nos quais votamos, que garantias estamos dando aos nossos jovens com futuro brilhante que é melhor ficar por aqui?
Sei não, mas acho que a Dra. Drew Gilpin Faust (é o nome da reitora de Harvard) não voltará de mãos vazias para casa. Pena que a casa dela não é o nosso país...

11 de mar. de 2011

O DIREITO DE DESISTIR

Boa Tarde!

Vai passando o tempo e logo estaremos todos esquecidos deste ou daquele escândalo que nos aflige nesta semana. Ou no máximo, o crime horrendo da semana passada, mais uma deputada recebendo propina que será 'objeto de investigação'. No Brasil, ser filmado recebendo propina ainda é objeto de investigação. E pasmem, pode ser que a investigação resulte 'inconclusiva' e o criminoso seja salvo pela 'impossibilidade de se apurar algo que está gravado'. Com tudo isto a violência, a corrupção, o descaso com as instituições, o desprezo pelas minorias vai se tornando banalidade, algo integrante do nosso dia-a-dia, parte do nosso café da manhã ou do nosso jantar.
Não reagimos mais, não nos chocamos mais, não nos revoltamos mais.
Estamos num estado de inércia tal, em relação à cidadania, que já cunhamos frases feitas onde reconhecemos nossa impotência e aceitamos candidamente os desfeitos e manipulações daqueles que foram eleitos por nós para evitá-las.
Isto é extremamente perigoso. Não se constrói democracia sobre vinganças, é bem verdade. Mas tampouco se poderá fazê-lo sobre a omissão, ou pior, sobre uma desencantada desistência.
Não podemos desistir.
Se não é possível o protesto, pois faltam pernas para irmos às ruas, que não nos falte a voz. Seja em nossos lares, também bombardeados por tanta porcaria que jorra dos meios de imprensa, seja nos lugares onde com uma atuação firma e um testemunho vigoroso possamos influenciar alguém. É, refiro-me ao singular mesmo.
Já não tenho esperanças de mexer com multidões pela desigualdade do embate que travo. Mas não desisto de fazê-lo em cada espaço que conseguir.
Não é possível conviver com tanta hipocrisia em áreas tão díspares como a Saúde e o Legislativo. Mas ainda nos é possível alertar e orientar jovens e adultos para que mudemos este rumo das coisas.
Não podemos ficar omissos quando a Professora Ana Maria de Teresópolis (RJ) realiza estudo e comprova que de cada DEZ adultos em nosso país, SETE (07) não dão importância nenhuma à leitura e não leram UM LIVRO SEQUER no último ano. Será que o percentual daria o mesmo para o Big Brother 11?
Democracias são construídas com olhos abertos, com vozes liberadas e com muito sacrifício de todos os setores de uma sociedade.
Não temos o direito de desistir.

AS MENTIRAS SOBRE A CAMISINHA

Boa Noite!

Acabou o Carnaval. Eu fico sabendo disto não apenas pelas repetidas manchetes e gravações sobre as escolas vencedoras, com seus homenageados ilustres ne lágrimas repetitivas. Fico ciente principalmente pelas terríveis (e também repetitivas) estatísticas acerca das mortes no trânsito, das brigas, agressóes e por aí vai. Vai?
Não se discute as questões estruturais. Nem os novos riscos de saúde que serão frutos deste carnaval 'inesquecível'.
A AIDS leva em média cinco anos de incubação para se manifestar. A Hepatite "C", vinte anos.
Quem quer discutir isto?
Pesquisadores de Harvard (primeira faculdade no ranking mundial divulgado pela ONU esta semana) fizeram um laboratório em países africanos: de um lado, um grupo de pessoas 'liberais' quanto ao sexo, que transaram do jeito que quiseram usando PRESERVATIVOS (a popular camisinha). De outro, como grupo controle, uma turma de quadrados, desses que acreditam em Deus e procuram seguir princípios religiosos e morais. Estes não praticaram sexo antes do casamento e, para os já casados, não o praticaram foram do casamento. Sem uso de camisinhas para os casados.
Qual o resultado?
O primeiro grupo, dos moderninhos, teve uma contaminação de quase 30% dos seus componentes. Repito, com uso da camisinha.
O segundo grupo teve uma contaminação de menos de 5%.
Os religiosos que alegam ser a questão da AIDS mais ampla do que o uso dos preservativos são taxados de retrógrados e dinossauros. Os resultados mostram que a discussão levantada por eles protege os que as adotam deste terrível mal.
Por outro lado, governos e ministérios da saúde defendem o avacalhou geral iludindo a todos acerca da 'proteção inaflível' da camisinha. Os números de uma universidade respeitada em todo o mundo  mostram outra realidade. E agora?
Retrocesso ou segurança?
Modernidade ou mentira?
Vocês viram esta notícia na imprensa???

3 de mar. de 2011

QUER OUVIR UM SEGREDO?

Boa Tarde!

Quer saber um segredo profissional? Quer saber o que este ou aquele gestor disseram de outra empresa? Quer saber quem anda de mexericos ou dando umas 'escapadelas' nas empresas? E quer saber de tudo isto sem gastar uma enorme e ilegal quatia em espionagem corporativa?
Agora existe uma solução! Ande de metrô ou elevador em São Paulo!
É impressionanete como jovens funcionários, estagiários, tesoureiros e mesmo alguns engravatados resolveram eleger os apinhados vagãos do metrô com suas incontáveis pessoas-sardinhas (refiro-me à superlotação, não ao cheiro que exalam), como o lugar para em alta voz discorrerem sobre todos estes assuntos.
Fica vergonhoso para quem está naquele entupimento humano e não gosta de ouvir conversas alheias fugir de tantos indiscretos. E apesar de não ser terreno exclusivo dos mais jovens, são estes que parecem fazer questão de partilhar, sempre de forma depreciativa e às vezes obscena, os seus 'segredos profissionais'.
Não sei o que fazem nas empresas as áreas de formação de pessoal. Mas já consigo afirmar que precisaremos (todos) rever nossas prioridades. Ao invés de se entupir os jovens com informações técnicas sobre sistemas e mercados, melhor seria focar a questão da postura profissional, da ética nas relações de trabalho e no respeito recíproco.
Temos informações técnicas demais nas organizações e na rede mundial de computadores, enquanto estamos carentes de formação pessoal em todos os campos da vida humana. Por isso, falar mal e alto de tudo e de todos virou aqui em SP esporte coletivo e público.
O duro é transformar nossos ouvidos em receptores do monte de porcarias que rolam nos metrôs e elevadores.
Melhor é trabalhar a causa, a origem destes comportamentos absurdamente antiprofissionais. Se é que ainda dá tempo...

2 de mar. de 2011

A IMPORTÂNCIA DE SE OLHAR O TODO

Boa Tarde!

A velocidade das mudanças no mundo contemporâneo e um estilo de vida que não prioriza o saber, o SER e apenas o acúmulo de bens (o TER), estão fazendo com que os jovens gestores iniciem suas caminhadas com uma forma de enxergar os processos estratégicos, no mínimo, míope.

Eles não sabem (e muitas vezes não estão querendo saber) da importância de se enxergar as corporações através dos resultados estratégicos que almeja, trazidos para a agenda diária do gestor através dos seus processos estratégicos. Examiná-los, bem como suas interrelações, os reflexos das ações nos resultados estratégicos e as medidas de controle e correção ágeis que precisam as organizações é, exatamente, o conjunto de componentes que definem a Visão Sistêmica de um executivo.

A Visão Sistêmica  é basicamente esta “mola propulsora” que lhe permite enxergar as causas antes dos efeitos, mas os reflexos decorrentes da causa em todo o sistema onde atua, e não apenas nos focos de incêndio. Em geral, o tamanho da labareda pode ser enorme, mas nem sempre quer dizer que a extensão do incêndio lhe é proporcional. Por isso, podem ocorrer grandes incêndios com pequenas chamas.


Vale em qualquer setor empresarial, quaisquer que sejam os produtos constantes do portfólio e em todos os tipos de organizações (lucrativas ou não).
Grandes efeitos preocupam e devem ser de imediato combatidos. Mas são as pequenas causas multiplicadas que levam á derrocada uma organização. Quer testar? Examine corporações que deram errado. Em geral se atribui o fato ao último episódio conhecido. Se olharmos com visão gerencial perceberemos que a destruição ocorreu de forma gradual, sistemática e em pequenos fatos que se acumularam, às vezes, décadas após décadas, sem que os gestores tivessem coragem de identificá-los e enfrentá-los.

Se as escolas não formam os novos gestores cabe a nós, mais experientes jamais esquecermos de fazê-lo. Não se trata de sentimentalismos. É sobrevivência e profissionalismo, mesmo.

1 de mar. de 2011

TALENTOS ANDAM EM FALTA

Boa Noite!

Com é difícil lidarmos com gestores que não assumem suas posições de forma clara e transparente! Diversas são as reclamações que recebemos, quase que diariamente, em especial de jovens funcionários, que lidam com este tipo de disfunção administrativa tão danosa em geral.
Fico me perguntando da dificuldade, do tempo dispendido em estratagemas e artimanhas, por parte destas figuras, que usam de um terceiro (ou mais de um) como forma de testarem suas idéias sem que tenham coragem de assumi-las como suas.
São os famosos "testas-de-ferro". Aqueles que se deixam manipular, abdicam de suas próprias idéias (claro, quando as possuem), para darem de maneira incompetente forma às idéias que não dominam por não as terem gerado. Normalmente empobrecem tanto os planos que conseguem chegar a um estágio muito degenerado daquilo pensado por seus 'mentores'.
Seria até cômico se não fosse trágico.
Um gestor não pode fugir as suas responsabilidades. E dentre elas está a definição da pauta estratégica por onde seus dubordinados desenvolverão seys planos táticos. Se ele não sabe defini-la, se não se julga competente para fazê-lo, que assuma a coragem de delegá-la a sua equipe, ou se afaste do processo que pensa administrar.
Não é possível vermos tantas empresas do mercado dando importância a tantas coisas fúteis, num momento em que a economia do mundo vacila e abre janelas e oportunidades imensas para países como o nosso, que conseguiram atravessar com o menor arranhão possível esta imensa crise.
Não seu conviver bem com a mediocridade. Nunca o consegui. Por isso, quando jovens me procuram para buscar orientação de como lidar com tais casos somente me ocorre uma solução: use sua inteligência. Inverta a pauta: faça com que o marionete fique tão ocupado que não tenha tempo de pensar (o que aliás, em última análise não será tão difícil de conseguir).
Gestores que usam tais expedientes estão desperdiçando os talentos: próprio e aqueles que conseguira captar no mercado. E quem desperdiça talentos não pode achar que irá substitui-los com tanta facilidade em nossos dias.
O que está sobrando no mercado é a mediocridade. Talentos andam em falta...