30 de out. de 2010

NÃO SEJA VÍTIMA!

Bom Dia!

É natural que busquemos algum tipo de acomodação pessoal ou profissional, a partir de determinados momentos de nossa vida. Após uma carreira de muitos riscos ou dificuldades constantes, quase todos os profissionais (em especial os gestores) almejam uma certa 'estabilidade' associada a uma desaceleração no seu ritmo de trabalho.
Em nível pessoal, especialmente após mudanças bruscas que envolvem as nossas vidas e daqueles a quem amamos, ou após perdas inesperadas que mexem conosco e nos trazem nuvens cinzas de tristeza para os corações, surge em cada um o anseio inesperado pela tranquilidade, calmaria, mecanicidade, rotina mesmo.
A questão é: até onde este desejo de sossego se constitui numa 'parada para descanso e reabastecimento', retomando-se rapidamente a caminhada, ou onde ele se torna uma 'armadilha' que aprisiona e leva os que o cultivam a um labirinto sem saída?
Quando a rotina é o carro-chefe de nossas vidas, quer no pessoal, quer no profissional, uma falsa sensação de alegria nos invade, fazendo com que de forma breve e superficial nos sintamos agradáveis e atendidos pela situação. Podemos não perceber, mas começamos a mudar conceitos e metas, aspirações e sonhos, para que, reduzidos e mediocrizados, eles se encaixem no mecanismo de fuga que criamos.
Entender e vivenciar a MUDANÇA como fatr essencial à existência humana não irá diminuir a intensidade ou quantidade de provações que enfrentaremos nesta vida. Mas ajuda-nos a encará-las como desafios instigadores do nosso crescimento. E somente encara seus desafios quem percebe suas potencialidades e, provando-as, vai em busca de mais recursos, maior crescimento, melhor potencial para vencê-los.
Derrotados não são desafiados. Nem sequer são lembrados.
Derrotados procuram fazer de seus reveses, sejam quais forem suas causas, motes para se tornarem vítimas.
Fazer-se de vítima, de perseguido, como uma venda que tampe os olhos ao que precisa ser feito e mudado é uma forma velada de resistência às mudanças e uma recusa às chances que os momentos de provações nos criam.
No âmbito profissional, as mudanças e seus desafios devem ser recebidos como forças que nos levam a novos mercados, complexos, intrigantes e capazes de nos fazerem crescer.
No âmbito pessoal, mudar é mergulhar fundo naquilo que talvez não compreendamos e nem conheçamos, mas que pela Fé sabemos ser fruto da verdade que tanto perseguimos.
Não ser vítima, estando em constante mudança é um requisito de nossa caminhada humana.

27 de out. de 2010

VICIADOS EM TRABALHO SÃO BONS PROFISSIONAIS?

Bom Dia!


Duas pesquisas realizadas em países distintos (EUA e Alemanha), por técnicos ligados à PORTLAND STATE UNIVERSITY (Dra. Charlotte Fritz) e Universidade de KONSTANZ (Dra. Sabine Sonnentag), mensuraram a existência de efeitos sobre a saúde e a produtividade daqueles que são ‘viciados em trabalho’.
Os denominados WORKAHOLICS são pessoas que não desligam da empresa, costumam levar trabalhos para fazer em casa, pensam nos problemas o tempo todo e, invariavelmente, estão a cada momento pendurados em seus celulares, netbooks, laptops, ou similares, disparando orientações, decisões ou simplesmente interferindo no descanso de suas equipes.
Pois bem, o estudo americano que teve como foco um grupo de profissionais com idade média de 45 anos e, portanto com cargos administrativos na sua maioria, que trabalham em organizações diferentes (também universidades), apresentaram queda pela metade das suas condições de saúde e da produtividade no trabalho. Ou seja, ao não desenvolver outras atividades e não respeitar suas casas como lares, eles não apenas deixam todos insatisfeitos (familiares e empregados), como PRODUZEM MENOS do que os outros ‘trabalhadores normais’.
Já o grupo da Alemanha desenvolveu sintomas psicossomáticos e uma exposição altíssima à exaustão laborativa e mental, fatores que irão reduzir o seu tempo útil de trabalho profissional. É mais ou menos como uma rápida existência profissional, onde alguém que poderia permanecer por décadas à frente de equipes vitoriosas e organizações de sucesso transforma-se, pelo exagero de seus comportamentos, num profissional ‘autodescartável’.
O trabalho é a mola propulsora da sociedade contemporânea, mas não é o centro da vida humana. O ser humano é o ponto central para o qual devem convergir todos os avanços e ganhos que as organizações aferirem. Por isso, trabalhar deve ser algo que completa a nossa importância para a sociedade na qual estamos inseridos, nunca uma forma velada de obsessão ou uma tentativa de se suprir vácuos que a falta de Fé, de Religião, de Solidariedade, de Compromisso e outros aspectos morais, causam naqueles que se omitem em tais questões.

23 de out. de 2010

A SOCIEDADE TRISTE

Bom Dia!

Algumas pessoas nascem com o dom de servir aos outros. Não me refiro ao processo de acomodoção que parece estar contaminando toda a nossa sociedade contemporânea, através do qual diversos talentos potenciais se deixam subjugar pela mediocridade que remunera bem, ou pela mediocridade que governa, aceitando funções serviçais para as quais não possui motivação e nem sabedoria.
Falo daqueles que se sentem bem, realizam-se, pela satisfação que são capazes de proporcionar a outros. E na grande maioria das vezes estas pessoas fazem parte das atividades ditas "invisíveis", não por serem educadas e não interferirem nos processos que se desenrolam a sua volta, mas por não serem percebidas por todos nós. Até que não mais estejam.
Ontem, uma dessas pessoas que nascem com este talento, este diferencial que as tornam muito mais gente, muito mais importante do que muitos que arrotam conhecimento, prepotência e belas palavras, mas nem parecem humanos na maioria das vezes, veio despedir-se de mim. Conseguiu transferência para um lugar mais próximo de sua casa. E ali, por sua vez, estará terminando até dezembro um curso de cabelereira, tornando-se uma pequena empresária da beleza no ano que vem.
Ela estava muito emocionada e confesso que nos deixou assim também.
Disse que ficava triste de não mais trabalhar conosco, mas que estava atrás do seu sonho. Com lágrimas nos olhos agradeceu-nos por nunca termos "gritado"com ela, nem a "tratado mal", como decerto já teve de suportar em outros lugares.
Como é possível isto? Como alguém que sempre demonstra carinho em cada coisa que faz, que nos traz água, café e muitas vezes uma palavra de conforto quando nos percebe triste ou desanimado, pode nos agradecer por termos tratado-a como um ser humano deve, merece e por obrigação tem que ser tratado? Em que ponto de involução chegamos?
Uma sociedade que cuida das máquinas, dos números, dos grandes eventos, mas esquece dos seus 'pequeninos', pretende chegar aonde?
Uma pessoa educada, simples, correta e que tem no serviço o grande prazer de sua vida merece nosso respeito e admiração, não apenas o DIREITO de ser respeitada e reconhecida. Mas não respeitamos mais quase nada, não é mesmo?
A vida tornou-se um direito individual para uma sociedade que defende o aborto.
A família tornou-se um mero contrato e não mais a garantia de continuidade da raça humana e da sociedade para os que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
As pessoas tornaram-se aquilo que elas possuem e não o que elas são para todos aqueles que oprimem, desrespeitam e maltratam os seus semelhantes.
Somos uma sociedade onde a maioria de nós tornou-se pessoas tristes.
Mas devemos ter cuidado para não nos tornarmos vazios.

21 de out. de 2010

A FOLHA E A VIDA

Bom Dia!

Confesso que resolvi escrever porque achei esta folha muito triste, assim vazia.


Nunca havia parado para pensar a respeito disto.

Da tristeza que deve sentir a folha, criada para receber e multiplicar tantas coisas belas, se não é utilizada corretamente por nós, seus criadores. Se pudesse ter sentimentos, diria que a folha sente-se desanimada, desmotivada, quase que morta, se não é preenchida.

Não percebemos o valor e a finalidade de certas coisas em nossas vidas, até que as perdemos. Aí bate um desespero imenso, a sensação de perda irreparável, uma louca vontade de dizer palavras que não mais serão escutadas. Mas, será tarde demais.

A folha parecia dizer tudo isto. Ou, ao menos, fez-me pensar a respeito. Ela queria ser melhor, transmitir o que recebesse a outros, tornar possível que idéias fossem expressas e registradas para tempos futuros. Ela queria ser instrumento de crescimento para as pessoas, fornecer-lhes informações que mudassem suas vidas.

Vidas, vidas, vidas.

Também se parecem com folhas?

Ficam tristes, quando se percebem vazias e desprovidas de objetivos?

Ficam tristes, quando todas as coisas belas que possuem, pessoais e profissionais, não são aproveitadas por aqueles que possuem poder de fazê-lo?

Desanimam quando esperam nos homens o mínimo que um ser humano deve dar a outro, e este se recusa em nome de tantas e grandiosas “idéias” ou “ideologias”?

Desmotivam-se ao ouvir grandiloquentes discursos sobre o nada, ou concluindo coisa alguma?

Desistem de suas vidas porque esperam onde não existe esperança?

O que são nossas vidas? Folhas? Certamente que não.

Vidas são produtos divinos, folhas são produtos humanos.

Vidas são oportunidades de conquistarmos novos irmãos, através dos verdadeiros amigos que encontramos em nossas existências, folhas não têm sentimentos nem conquistas, são meros depositários de idéias.

Vidas não deveriam ser silenciosas, nem mudas. Devem ser preenchidas pelas palavras que façam as pessoas a quem amamos sentirem-se, simplesmente, amados. Folhas não sentem, não podem vivenciar o que não possuem.

Vidas são difíceis de serem vividas, mas nesta dificuldade reside a sabedoria de Deus: crescemos nos momentos de desafios, morremos nos momentos de acomodação. As folhas não decidem sobre suas dificuldades, em verdade são manipuladas por elas.

Vidas, assim, não são folhas. Podem e devem ser melhoradas.

Nunca devem ser vazias, fúteis e, por conseqüência, tristes.

Vidas são pequenas pétalas de um imenso Amor, infindável sentimento, que Deus espalhou por este mundo para torná-lo mais bonito e interessante.

Nossa parte será, tão somente, sabermos tratá-las como vidas. Nunca como folhas.

Ainda que, quando nós acharmos tristes as folhas que nos cercam, devamos preenchê-las com mensagens que as ajudem a tornar-se mais belas, e mais úteis a todos os que vivem a nossa Vida.

20 de out. de 2010

O QUE FAZER COM SEUS CLIENTES?

Bom Dia!

Quer saber o que não fazer com seus clientes? Quer saber como fidelizá-los e torná-los seus defensores? Quer saber como fazê-los sentirem-se pessoas respeitadas e felizes?


Simples. Simples?

Basta olhar atentamente para as operadoras de telefonia. Veja bem como elas tratam seus clientes. O nível de acesso que permite aos seus incontáveis 0800, a rapidez com que atendem os pedidos de socorro, o tempo médio que deixa seus clientes esperando escutando aquelas músicas ridículas e a mensagem que “em breve você será atendido”.

Fique bem atento à forma como atendem em suas lojas, a maneira gentil e educada com que decidem sobre os pedidos de compra, as exigências ridículas de documentação que fazem e o longo, interminável tempo que deixam os clientes esperando.

Olhe bem para tudo isto... E faça tudo ao contrário!

Cliente não é mobiliário, que você encosta em qualquer lugar, pelo tempo que bem entender e deixa-o ali pelo tempo que quiser.

Cliente não é eletrodoméstico, que você compra para servi-lo, trata-o bastante mal, não observa as instruções para conservá-lo, deixa-o largado em qualquer canto e ainda reclama quando é velho.

Cliente não é pneu de carro, que é tão importante e essencial para que se mova de um lugar para outro, mas que em geral é esquecido até que, furado, trava qualquer evolução.

Cliente não é uma coisa, com a qual se brinca e se maltrata, por ser inanimada, não poder se manifestar.

Pensar em clientes é reconhecer-lhes a importância, os direitos e a necessidade de satisfazê-los todo o tempo, o tempo todo.

Ter foco no cliente é fazer de sua satisfação uma doce e sadia obsessão empresarial.

Lembre-se:

FOCO NO CLIENTE eleva empresas, amplia mercados, profissionaliza equipes...

FOGO NO CLIENTE, parece só mudar uma letra, mas é fazer tudo igual às operadoras de telefonia: provocar nos seus usuários a doce recordação dos aparelhos de Telex!

15 de out. de 2010

AGENDA DE CANDIDATOS

Bom Dia!

Fiquei pensando, neste começo de segundo turno, qual deve ser a agenda de nossos dois candidatos. penso que devem ser hipoteticamente assim:

8:00h - Despertar (lembrar de pegar o terço e treinar o sinal da cruz)
9:00h - Café da Manhã (ler os jornais e verificar que opinião de ontem é preciso mudar hoje, pois não caiu bem)
10:00h - Examinar a agenda de hoje e os discursos falando mal do outro candidato
11:00h - Examinar as defesas pessoais e dos correligionários dos ataques do outro candidato
12:00h - Gravar os programas de televisão falando mal dos ex-presidentes ou do presidente que apóia o outro candidato
13:00h - Gravar os programas de rádio falando mal de todos os que sobraram do apoio do outro candidato
14:00h - Almoçar (lembrar de agradecer a Jesus e fazer o sinal da cruz - se não for almoço com os evangélicos)
15:00h - Entrevista coletiva priorizando as críticas ao outro candidato
17:00h - Passeata pelas ruas da cidade, bairro ou ajuntamento de casas denunciando as mazelas produzidas pelos que apóiam a outra candidata e aproveitando prá falar mal dele, de novo
20:00h - Jantar (com os católicos, se almoçei com evangélicos; com evangélicos, se almoçei com católicos)
21:00h - Planejar as críticas de amanhã contra o adversário, seus correligionários e quem sobrar
23:00h - Dormir (sonhando com a faixa presidencial e falando mal do outro candidato).

Eu sei que esta é uma ficção. Mas, se continuar do jeito que está, vou começar a acreditar que bem pode ser verdade! Cadê a campanha???

14 de out. de 2010

A CULPA É DO CLIENTE

Bom dia!

O Departamento Nacional de Trânsito baixou uma norma que obriga todos os compradores de carros, que tiveram chamadas das montadoras, os chamados "RECALL", a comparecerem sob pena de ficarem registrados, nos prontuários dos veículos, os seus não comparecimentos. Com isto, o DENATRAN espera que os preços dos automóveis caiam e, assim, os proprietários sejam constrangidos a obedecerem aos chamados. O mote é a segurança coletiva. Que bonito! Mas, é justo?
O RECALL é um chamado das montadoras, basicamente em algumas situações específicas:
1. A montadora descobre que houve um ERRO DE PROJETO e, caso não seja promovida a devida correção, o comprador (ou seja, o cliente), que acreditou em sua propaganda e pagou cada pedacinho do referido automóvel ficará submetido a risco de morte (para si e para terceiros).
2. A fabricante descobre, após as vendas, que houvem um ERRO NAS PEÇAS USADAS, seja pela falta de qualidade, seja pela configuração indevida. Novamente o cliente foi enganado e ele DEVE ir até a concessionária para resolver o problema.
Apenas para ficar nestas duas situações, qual é o grande problema do RECALL?
O cliente comprou algo que não lhe foi entregue. Submete-se a risco desconhecido e, após a descoberta, fica obrigado a ir até a concessionária, por sua conta, esperar e ter paciência com o péssimo atendimento que é a marca uníssona da maioria das marcas que atuam no país e ficar sem o carro até a data que os referidos senhores determinam unilateralmente para a devolução do veículo.
Todo o prejuízo decorrente de não poder usar do carro que comprou tão caro é do cliente.
Todo o risco de ter sido enganado pela marca que lhe prometeu maravilhas e lhe entregou problemas, também é do cliente.
Toda a paciência por estar sozinho nesta confusão, sem qualquer apoio ou medida disciplinar pelo estado, é do cliente.
E agora, em nosso avançado rincão natal, a culpa de tudo isso é do... cliente!
Ou nós nos submetemos, ou nós seremos de novo punidos, quando da venda do veículo!
Realmente Orwell tinha razão. É a sociedade do Grande Irmão. Da vigilância que pune e não favorece o cliente. Do totalitarismo legal. Estou enojado com esta norma do DENATRAN. É mais uma omissão do estado que favorece o mais poderoso contra o mais exposto. É o cliente recebendo a culpa que é da fábrica de automóveis.

13 de out. de 2010

O VAZIO ELEITORAL

Bom Dia!

Lá fora os eleitores e cidadãos reagem às bravatas e discursos vazios com sapatos e livros atirados contra os emissores dessas vazias falas elitoreiras. Aqui, parece que reagimos aos mesmos com votos. Quando chega o momento no qual gostaríamo de ver a profundidade e consistência das propostas e programas, somos assaltados por viagens teóricas e conjuntos retóricos infindáveis (isso para não falar da troca de baixarias em público, nas propagandas e no horário eleitoral).

Uma teoria é um conjunto logicamente construído, bem elaborado, esteticamente organizado e que em geral confere ao seu autor certa aura de respeitabilidade, requisito essencial ao processo de reconhecimento público. As teorias embasam discussões e pesquisas que podem (sem necessariamente significar que irão) levar organizações e grupos humanos a rever suas métricas, táticas e mesmo estratégias que concretizem os fins a que se destinam.


A retórica, por sua vez, é representada por uma convincente apresentação e defesa das teorias conhecidas. Porém, não deveríamos esquecer que nem teorias, nem retóricas, per si, ainda que brilhantes em si próprias serão capazes de mudar o curso da história humana se não forem capazes de serem associadas aos testemunhos pessoais e o comprometimento efetivo das lideranças organizacionais.

Uma Liderança que dá um testemunho, mas não possui o conhecimento teórico de que necessita, tornar-se-á pobre, esvaziando-se no decorrer do tempo pela absoluta falta de capacidade de responder às encruzilhadas decisórias que inevitavelmente enfrentará.

Mas, um líder sem testemunho, que se pretende apoiar apenas na propagação de teorias ou discursos retóricos nada mais é do que uma pantomima, uma farsa, um pesadelo que parece não terminar nunca.

Equipes são capacitadas pelo embasamento teórico das suas lideranças, porém somente serão agentes de mudanças se tiverem como referencial, como farol numa tempestade noturna, o testemunho de seus líderes.

Produzir textos teóricos requer apenas um trabalho físico e intelectual.

Proferir discursos requer concentração, condicionamento e mente descansada.

Porém, comportar-se de acordo com o que se apregoa requer espírito de equipe, comprometimento interno, ética e a humildade exercida com a firmeza que apenas os verdadeiros vencedores, os eternos campeões possuem.

Senhores candidatos, respeitem o tempo e a esperança que lhes dedicam os eleitores. Quero testemunhos e compromissos, dispenso retóricas, teorias e baixarias.

12 de out. de 2010

ALERTA AOS CAMINHANTES!

Bom Dia!
Em pesquisa divulgada em 11.10.2010, o DataFolha constatou o crescimento dentre os brasileiros que recusam a legalização da homicida prática do aborto. Eles eram 55% em 1997 e alcançam hoje 71% dos cidadãos ouvidos. Outro segmento de 11% defende que a lei seja mantida, apenas incluindo-se algumas outras situações (legalização parcial) e 7% defende o fim de quaisquer restrições. Existem indecisos sobre a questão num total de 11% dos eleitores ouvidos.
Boa notícia? Em parte.
Primeiro: é ainda lamentável a existência de quase 30% dos cidadãos brasileiros que apóiam o abrandamento da lei, ou mesmo sua revogação. Ou ainda, que não possuem opinião a respeito desta terrível questão.
Segundo: as discussões passaram a ocupar um lugar central em virtude das eleições presidenciais. Ora, e a questão central da VIDA, não deveria ser o mote a puxar uma discussão séria sobre esta questão?
Terceiro: o que é o aborto? Por que se insiste em disfarçá-lo como “direito”, “questão de saúde pública”, ou bobagens similares, não se discutindo o extermínio de crianças numa escala verdadeiramente industrial?
Por isso não dá para se ficar alegre com o resultado. Menos ainda baixar a guarda. É preciso organizar este debate, centrando-o sobre pilares técnicos e que analisem a VIDA como a questão maior a ser defendida.
Nem fanatismo, nem irresponsabilidade. O equilíbrio sempre tem que ser a característica maior dos defensores da vida humana. Esta vida que recebemos como um presente impagável do Criador, como expressão direta de um ato de amor, não pode ter sua dimensão reduzida ao cordel de bobagens que tem sido usado pela mídia para apresentar a questão da descriminalização.
O aborto não inclui direitos. Ele exclui vidas. E isso basta para que todos os defensores reais da vida se unam, solidária e inseparavelmente, acima de toda e qualquer outra discordância, num movimento perene contra sua introdução no Brasil, simultaneamente ao esclarecimento, educação e melhoria da saúde pública para as mulheres.

9 de out. de 2010

PALAVRAS AO VENTO...

Bom Dia!

Todos os políticos, candidatos já eleitos, derrotados e aqueles que irão para o segundo turno, abriram suas baterias esta semana acerca da questão do aborto. Por outro lado, as lideranças nacionais bradam em alto e bom som que não é possível reduzir-se uma campanha presidencial a um determinado ponto. E tudo isso acontece junto com mudanças de afirmações feitas, gravadas e televisionadas, ou posições vacilantes que agora se tornaram definitivas. O jogo eleitoral é óbvio. Mas, os ataques são corretos?
Vejamos:
1. O aborto é um tema estratégico, de interesse nacional e DEVE SIM ser objeto de explícitas, claras e definitivas posições de ambos os candidatos e das nossas lideranças. Não se pode tratar de um tema que diz respeito ao extermínio de fetos, por decisão unilateral, como se ele fosse "questão de saúde pública", "direito da mulher", "uso do próprio corpo" ou outras leviandades que vem sendo usadas na tentativa de diminuir seu impacto sobre a população.
2. A campanha presidencial NÃO PODE SER REDUZIDA a este tema, pois ao seu lado caminham outros tantos que dizem respeito à vida do cidadão, sua segurança, e fundamentalmente a educação básica que, se bem feita, facilitaria amplamente as discussões e evitaria a manipulação dos eleitores. Se não é correto o reducionismo ao aborto, também não é certo o referendismo, onde os feitos passados de quem apoia os candidatos são mais importantes do que os projetos para o futuro deste imenso país.
3. É lícito e justo que qualquer pessoa, inclusive um político, arrependa-se de uma posição, reveja-a e mude para melhor. Isto é crescimento pessoal e profissional. Porém, mudar porque o eleitorado está em desacordo com sua posição não é correto e beira ao oportunismo que, pela competência e história de ambos os candidatos, não deveria acontecer.
Fico muito preocupado quando vejo líderes perdendo o equilíbrio porque este ou aquele candidato, que disputam o voto popular, poderá perder. Fico decepcionado quando vejo o Brasil enviando mensagens em tons intimidatórios para um Estado soberano como o Vaticano, pelos fato de seus bispos, cidadãos brasileiros, estarem exigindo uma posição clara dos candidatos. Fico receoso de que, no final do dia 31 de outubro, ao invés da vitória justa, limpa e soberana de um dos dois candidatos, tenhamos que assistir à derrota da democracia brasileira.
Após 74 anos, um presidente eleito irá entregar a faixa presidencial a outro presidente eleito. Será que nós nos esquecemos disto?

7 de out. de 2010

MAIOR E MELHOR?

Bom Dia!


A Consultoria CROWE HORWARTH RCS divulgou em 05.10.2010 o estudo efetuado por ela nas demonstrações contábeis dos oito maiores hospitais brasileiros em faturamento. Seu foco foi identificar eventuais mudanças no desempenho que pudessem ser atribuídas à profissionalização da gestão destes prestadores de serviços, processo em curso nestes últimos cinco anos.

Segundo as conclusões apresentadas, o crescimento das Receitas destes hospitais entre 2008 e 2009 foi de (expressivos) 24,5%, alcançando a soma de todos eles a cifra de R$ 3,3 bilhões. O fato é saudado pela consultoria e também deve causar esperança em todos aqueles que percebem a necessidade de uma rápida profissionalização no setor, sob pena de sofrer um processo de entropia em curto prazo de tempo.

Não resta dúvida de que a concentração que atravessamos, agora já sendo um fato concreto em TODOS os segmentos que atuam na Saúde Suplementar, requer um aumento do nível de CAPACITAÇÃO, assim como a PROFISSIONALIZAÇÃO das empresas, como medidas imprescindíveis à sobrevivência das mesmas. Também não é possível encontrar vozes discordantes disto, bem como seria injusto não reconhecer o fato de que, ao menos os principais empresários hospitalares estão se movendo nestas direções.

Porém, gosto muito de analisar a concretude das mudanças a partir de todos os números envolvidos. E aí trago-lhes dois que me deixam bastante preocupado:

1º. O LUCRO LÍQUIDO destes mesmos oito hospitais, no mesmo período (2008-2009) sofreram uma REDUÇÃO de R$ 212 milhões, ou seja, em termos percentuais, algo próximo dos 15%.

2º. A procura pelas CAPACITAÇÕES mais especializadas, oferecidas pelas instituições sérias e que buscam mesclar o conhecimento acadêmico com a experiência de gestores que atuam no setor, caíram expressivamente em 2010, no pós-crise americana.

Ou seja, podemos levantar hipóteses tais como:

a. Os empresários hospitalares profissionalizam seus quadros, mas não mudam suas práticas. Estas práticas sufocam seus principais clientes que são as operadoras de saúde e estas retrucam com controles e dificultadores de pagamento. E o cliente comum, como ficará nesta briga silenciosa, educada e altamente destrutiva?

b. As empresas hospitalares fundamentaram seus resultados em produtos de terceiros, por exemplo as órteses e próteses, sobre as quais não detém governabilidade e cuja atuação dos seus fornecedores é hoje objeto de preocupação para todos os segmentos sérios do setor suplementar. Com isso, profissionalizam, mas atam as mãos dos seus competentes gestores no que diz respeito à rentabilidade das suas corporações.

c. Profissionalizar, em nosso país, não é um conceito associado ao capacitar. Ou seja, espera-se que o profissional já venha pronto e acabado, algo quase como um super-computador humano! Isto vai de encontro a um dos pilares da profissionalização que necessariamente tem que ser a capacitação contínua de TODA a equipe, adequada aos seus níveis de intervenção nos processos.

d. As empresas estão evitando as capacitações por conta dos salários e bônus assumidos com os profissionais de primeira linha. Espero que esta hipótese seja apenas uma necessidade própria de provocar a discussão, pois se for real...

Perceberam como a (boa) notícia ainda está incompleta, ou mesmo pode ensejar que os problemas crônicos do setor hospitalar podem agora estar entrando na esfera dos “sem possibilidade terapêutica”?

A Maior receita é a melhor notícia para a tão necessária profissionalização da Saúde Suplementar?

6 de out. de 2010

ALIADOS DO TEMPO

Bom Dia!

"O que é o tempo? Se ninguém me pergunta, sei o que é; mas se quero explicá-lo
a quem mo pergunta, então não sei"
(SANTO AGOSTINHO)

Um dia, mais cedo ou mais tarde, nos pegamos pensando no tempo. Não no seu sentido cósmico, como uma dimensão física associada à rotação da terra e ao meridiano, valorado e mensurado, mas naquilo que significou para nossa vida.
Para uns o tempo é uma vela favorável, pois sempre desperta novos desafios, combustível que mantém nossa mente saudável e a vontade de viver ampliada. Quem assim encara o tempo, pode até não saber expolicá-lo, como o afirmou o incrível filósofo e teólogo cristão acima citado, mas entende que o tempo é um aliado precioso para nossos projetos com visão de futuro, um amigo fiel que não nos permite fugir das prioridades, daquilo que realmente conta em nossa existência e um mestre imbatível a nos ensinar, etapa a etapa, como a experiência vale mais do que a impetuosidade, e a vida assim vivida torna-se mais prazerosa e bela.
É o tempo que nos faz conhecer o verdadeiro EU das pessoas que nos rodeiam, aquele que muitas vezes está mascarado ou oculto por falsos sorrisos, falsas maquiagens, dúbias expressões. Não há máscara que resista ao seu passar, não existem adversidades que o superem. Ele reina sobre nossas misérias e ajuda a cicatrizar nossas feridas.
Por isso o tempo não é para ser explicado,mas para ser compreendido. Tal qual um vinho que se torna mais saboroso com o passar dos anos, a vida pode se tornar mais suave para quem usufrue do tempo e não se deixa ser por ele aprisionado.
Não somos mais o que já fomos. Nunca mais o seremos. Mas podemos e devemos ser melhores do que éramos ontem, e anteontem. Assim agindo estaremos usufruindo das benesses que o tempo traz e que são muito maiores do que as perdas que inveitavelmente enfrentaremos pelo caminho.

5 de out. de 2010

A SILENCIOSA SABEDORIA DO POVO

Bom Dia!

Os jornais de ontem, o "dia seguinte" ao primeiro turno das eleições presidenciais no país, procuravam registrar a sensação de alívio e esperança dos tucanos e dar um caráter de emergência nos encontros e reuniões dos petistas. Parecia que para uns houve uma certa "vitória" na existência do segundo turno, enquanto que outros já haviam encerrado a campanha antes mesmo dos votos irem para as urnas eletrônicas, competentes e seguras.
Fico pensando no exagero de ambas as análises. Se existiu um 'vencedor' no resultado de domingo foi sem dúvida o povo brasileiro. Já escrevi aqui que estava muito preocupado com a conotação de plebiscito que o processo eleitoral estava tomando. Isto porque é muito importante que seja quem for o futuro ocupante do planalto, Serra ou Dilma, nós, brasileiros, saibamos qual o projeto que o mesmo tem para o futuro.
O que o futuro governo fará com a Educação, quando nossos jovens estão com diplomas em suas mãos e quase nenhum conhecimento em suas cabeças? O que será da Saúde, que possui um Modelo de Saúde de primeiro mundo e uma gestão do quarto mundo? E da Segurança, onde proliferam as cidades dominadas pelo crime organizado com a complacência ou omissão de diversas autoridades?
Além da retórica eleitoral, nada havia sido aprofundado nestes e em outros importantes campos de ação governamental. Agora, graças à sabedoria popular, que é silenciosa, mas mostrou-se presente e não omissa, DEVEREMOS saber.
Óbvio que existe um viés. Ele se chama Marina. Se a ex-ministra deflagrar um apoio aberto a qualquer um dos lados a eleição estará terminada antes mesmo das urnas serem inicializadas em 31 de outubro. Mas se ela cumprir a promessa de isenção, emergindo deste pleito como a grande liderança de uma futura oposição, teremos um segundo turno rico em debates e propostas, alianças e compromissos, enfim, todas as possibilidades legais que asseguram saúde e longevidade a uma democracia.
Houve um ganhador? Sim, o povo brasileiro. Houve uma vencedora? Sim, a democracia. Nos seus 23 anosa ainda é uma jovem aprendiz querendo se firmar.

2 de out. de 2010

O MOMENTO DA DEMOCRACIA

Bom Dia!




No domingo, dia 03 de outubro, os cidadãos brasileiros que prezam pela democracia e querem sempre ver valer os direitos de cidadania num Estado Democrático de Direito, irão às urnas para escolherem: Presidente, Governador, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. É um pleito grande, não apenas pelo número de candidatos nos quais deveremos exercer nossa opção de escolha, mas em especial pelo momento que vivemos.

A Democracia pressupõe o embate de idéias que apontam caminhos distintos para um mesmo fim. Nela inexistem forças que se impõem pela violência, seja aquela que provém das armas mecânicas, seja aquela que provém do corte de direitos, seja aquela que se apresenta sob a fórmula que tornou clássico o absolutismo: “O Estado sou eu” (Luiz XIV).

Não podem existir dentre forças democráticas nada que aparente estar escondido. As estratégias de governo são reservadas, mas seus objetivos sempre devem ser transparentes e previamente apresentados aos eleitores.

Engodos, mentiras, artimanhas e falácias, tais quais aquelas que incentivam o culto à personalidade devem ser combatidas e repelidas do meio democrático. O Povo deve escolher aquele que, segundo sua sabedoria, melhor o representará nas câmaras e perante os demais países do planeta. Isto de forma livre e soberana, não cabendo, portanto, mentiras e demais membros desta abjeta família.

Sempre fica uma esperança de que assim pensem todos os que deixarão suas casas para participarem do momento que é o ápice da sociedade democrática. Rezemos para que não se votem nos feitos passados deste ou daquele candidato. Mas que se espezinhem as propostas e compromissos voltados para o futuro que o país tanto necessita.

Uma boa eleição a todos, em especial ao esperançoso povo brasileiro.

1 de out. de 2010

UM SONHO ESQUECIDO

Bom Dia!

É um dos momentos mais complexos, ou talvez mesmo angustiantes para nós, aquele no qual descobrimos que esquecemos nossos sonhos. Não o fazemos por desleixo, preguiça ou acomodação. A vida e suas dificuldades fazem com que focalizemos nossa atenção nos desafios que minuto a minuto precisamos superar e, por isso, relegamos nossos projetos, sonhos e aspirações à seção do "quando der para fazer". Isso quando não as arquivamos simplesmente no departamento dos "esquecidos", local em que a poeira de nossas frustrações e as teias de aranha de nossas tristezas não mais nos permitirão visitar.
E aí, um dia qualquer, por razões das menos esperadas, deparamo-nos com um ou vários dos sonhos juvenis. Ficamos meio sem jeito. Tentamos disfarçar, ou nos rendemos ao fato de que o tempo passou mais rápido do que havíamos percebido (ou desejado).
Os sonhos não existem para nos retirar da realidade, mas para nos ajudar a recordar que nosso cérebro, tudo que recebemos do Criador é muito mais potente e capaz do que imaginamos. Podemos e devemos fazer mais. Pelo mundo, pelas organizações, pela sociedade, pelos amigos, pelos familiares, pelos que não gostam de nós e, claro, em especial por nós mesmos.
Não se pode gostar de outra pessoa se não aprendemos a gostar de nós. Não são dois sentimentos distintos, mas um só que atua em dois campos distintos.
Os sonhos são as manifestações do cérebro de que existe sempre algo a mais a ser feito e nós não o fizemos. Quando desistimos deles, desistimos de nós mesmos.
Sonhar é parte do sucesso daqueles que hoje admiramos como líderes, exemplos e testemunhos. Eles sonharam e buscaram aquilo que, talvez, muitos tenham dito que deveriam deixar para lá, "esquecido" ao longo de suas vidas, pelas inúmeras razões que os pessimistas e acomodados são capazes de apontar para que algo não seja tentado, experimentado.
O futuro sempre será conduzido por aqueles que não deixam seus sonhos para lá. Ele será construído por aqueles que, dentro das dificuldades reais de nossa existencia, jamais deixam de buscar a construção de algo melhor.