25 de jul. de 2011

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

Boa Noite!

Ao ser entrevistado pelo Canal Livre da Rede Bandeirantes, o MInistro Padilha respondeu que em sua opinião a Resolução Normativa 259, promulgada pela ANS e que alcança as operadoras privadas de Saúde, é um grande exemplo de melhoria de acesso aos usuários do... SUS?! Confesso que estou há uma semana remoendo esta colocação e tentando entendê-la. Desisti hoje.
O SUS possui uma concepção de primeiro mundo e uma execução gerencial de último. Ele incorporou ao seu arcabouço teórico princípios modernos e atuais tais como a resolutividade e o foco na atenção priméria. Mas jamais encontrou pela frente a boa vontade dos gestores públicos em implantá-los 'de verdade', não apenas nos discursos e afirmações difíceis de serem compreendidas como a do Sr. Ministro.
As pessoas que conseguem ser atendidas no SUS gostam do resultado dos seus tratamentos. Do que elas não gostam então? Exatamente do acesso. Tanto no sentido físico, como no acolhimento, as pessoas são tratadas com uma distância e indiferença (na maioria dos lugares), exasperantes. E disso elas reclamam.
Agora, como é que uma norma que obriga APENAS as operadoras de saúde, e para ser mais exato aquelas denominadas de autogestão, pode resolver o problema do SUS?
Não sei. Pensei muito, mas não entendi, nem a resposta e nem a denominada 'solução'. Que a ANS já escolheu a quem quer privilegiar ficou muito latente, em especial depois da RN 259. Mas que um ministro misture alhos com bugalhos na sua área, isto ainda me assusta em nosso país.
Quem sabe, alguém tenha entendido...

22 de jul. de 2011

A CRISE DOS 20

Boa Noite!

No próximo dia 31 de julho deverei completar VINTE ANOS ininterruptos como gestor, tendo atuado nas áreas financeira e, desde 1996, na saúde suplementar. Confesso que deveria estar feliz, mas fui afetado pela crise dos 20. É isso mesmo. Uns tem crise dos quarenta, outros dos cinquenta. Como eu não tenho esperança de chegar em tanto tempo como gestor resolvi ter a minha crise dos 20.
E a primeira face dela foi as tristezas que os gestores se deparam em suas caminhadas.  É muito triste estar triste. Até porque em geral estes momentos duros e inesperados decorrem de decepções com empresas, mas principalmente com pessoas.
Por mais que não queiramos, ainda que efetuemos todo um discurso contrário, criamos tantas expectativas com colegas e superiores, pensamos que agora encontramos o perfil certo, ou alguém respeitoso, ou mesmo equlibrado, que quando nos deparamos com suas verdadeiras faces, mais do que nos zangarmos, ficamos entristecidos. É uma tristeza diferente aquela que nasce da decepção, porque mais do que irritar ela nos põe desânimo e abatimento quase que insuperáveis.
A decepção nos corrói silenciosamente, quase como um vírus que entra em nosso coração e se aloja lá de maneira fixa. Por isso devemos combatê-la com o melhor antídoto que existe para qualquer ser humano (incluo nós, gestores, como seres humanos): a esperança. Esta última brilha, traz o suave sopro do recomeço, faz com que retomemos não mais de onde fomos surpreendidos, mas de um lugar mais forte, mais firme.
Tive muitas tristezas como gestor e ainda as tenho. Sei que delas não me separarei enquanto estiver nesta lide. Mas aprendi a superá-las com a firme certeza da esperança.
Passo-lhes a receita, que ajuda mas não evita a ocorrência.

15 de jul. de 2011

PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...

Bom Dia!

Existem momentos em que procuramos razões e só descobrimos vazios. Em outros buscamos respostas e só achamos dúvidas. Mas em todos os momentos não podemos jamais deixar zerar o estoque da esperança. E a chama que alimenta a esperança é o otimismo.
Por isso, neste fim de semana que começa, deixo algumas reflexões para pensarmos:


"O pessimismo é humor; o otimismo é vontade."


(Émile-Auguste Chartier)



"Não sou otimista babaca, mas otimista ativo."

(Betinho)



"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."

(Rabindranath Tagore)



"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."

(C. S. Lewis)

13 de jul. de 2011

O CAPITAL INTELECTUAL DAS EMPRESAS

Bom Dia!



É comum veicularem pelos informativos notícias de que esta ou aquela empresa criou a sua universidade corporativa. Elencam, ainda, diversas áreas de concentração e temas estratégicos que pretende a referida empresa levar à discussão e aprofundamento por seus colaboradores. Sempre deve ser saudada qualquer iniciativa voltada à educação e capacitação continuadas. Mais ainda quando tais organizações atuam no setor de saúde suplementar em que continuamos bastante carentes destas ações.

Porém, cabe refletirmos acerca de um bem intangível e que, talvez por isso mesmo, seja muitas vezes esquecido pelas corporações: o capital intelectual. O conjunto de saberes, experiências comprovadas e ligadas aos resultados, é algo que se constrói ao longo de um tempo considerável e quase nunca, curto. A apropriação disto pelas empresas é pouco percebida e a importância deste conhecimento para a consolidação dos objetivos estratégicos passa ao largo da maioria de nossos dirigentes (públicos e privados).

Investe-se pesadas somas em treinamentos, exige-se metas aparentemente decorrentes destes últimos, mas o saber adquirido e que pode aperfeiçoar processos de todo o sistema é solenemente ignorado. As universidades corporativas, ambientadas num universo mais específico do que as academias tradicionais e com áreas de concentração estabelecidas pela cúpula diretiva das organizações, tornaram-se importante passo neste sentido.

As especializações, os mestrados e doutorados, ainda pouco percebidos pelos dirigentes, poderiam evitar inúmeras consultorias mal sucedidas (porque mal encomendadas) e diversos anos de estagnação ou lentidão dos processos de mudança qualitativos. Ao se debruçarem de forma sistêmica sobre suas empresas, os profissionais forçosamente se encontram com a necessidade de ir além da teorização dos principais problemas, sendo quase que obrigados a apontarem soluções concretas e efetivas.

Vincular a criação de universidades corporativas ao capital intelectual das organizações deve ser, assim, mais do que um exercício de retórica. Este vínculo deve expressar a capacidade de visão de futuro dos dirigentes e a real competência administrativa que, ao galgarem postos tão estratégicos, deveriam efetivamente possuir.

5 de jul. de 2011

O ANTÍDOTO CONTRA A CORRUPÇÃO

Bom Dia!

A Ética é a capacidade de discernirmos dentre todas as questões, quais são aquelas que representam o BEM, pensado sempre de maneira coletiva, e quais as que representam o MAL. Mas, a Ética requer algo mais: é que após a identificação, nós OPTEMOS pelo BEM. Sim, a Ética exige ação, movimentação, mudança concreta de atitudes. Por isso, jamais deveríamos condenar ou crucificar alguém por ter cometido um erro. O erro é um engano voluntário, mas não é irreversível. Pode-se restituir ou receber-se a penalização justa para o erro cometido e seguir-se adiante com uma mudança efetiva de vida. Porém, a repetição no erro denota dolo e absoluta falta de vontade de mudar.
Não é possível que a sociedade brasileira continue a ter seus lares invadidos, quase que dia após dia, com a enorme quantidade de denúncias e escândalos sobre corrupção, envolvendo todo o tipo de servidor público, do policial ao ministro.
Não é aceitável que a reação a tais denúncias seja a omissão ou a fabricação de piadas e gracejos aobre tais desmandos. Se a violência é condenável sob todas as formas, a omissão nada mais é do que uma violência sem atos, muda e covarde.
É preciso uma ação firma, exemplar daqueles que comandam tais indivíduos. Somente assim poderemos inibir novos seguidores. A corrupção tem a capacidade de fabricar seguidores ainda mais ousados e sedentos que seus 'mestres'. Por isso, extirpá-la da sociedade deveria ser uma meta nacional, inclusa em cada contrato de trabalho público e privado que se firmasse neste país. Ela deveria ser uma cadeira obrigatória em todos os níveis escolares, demonstrando todos os seus efeitos e o imenso número de vidas que ceifa de maneira indireta.
Uma sociedade ética não convive pacificamente com a corrupção. Se é impossível evitá-la de todo, é necessário que seus agentes tenham a certeza da punição dura e certa, imediata e coerente do Estado que tentam destruir.
Sim, porque a corrupção faz de vítimas os cidadãos, mas mina de forma quase que irreversível o Estado onde se instala. É um vírus letal e lento, e infelizmente não ataca as cordas vocais de seus agentes que, lamentavelmente, podem usar de todos os canais da mídia para nos obrigar a escutar seus discursos vazios e mentirosos.
Está mais de que na hora de vacinarmos esta nação contra esta praga universal. E o melhor antídoto é o ensino e a vivência da Ética.

EXTREMISMO QUE VIROU REGRA

Bom Dia!

A retaliação tornou-se regra nas negociações que envolvem associações médicas. É lamentável esta postura, mas não a considero mais possível de ser revertida. Os médicos resolveram demonizar os planos de saúde, paradoxalmente o setor onde conseguem obter aumentos dos valores que recebem a título de honorários. Segundo pesquisa veiculada pelo CREMESP na última sexta feira, quase 73% dos médicos 'ouvidos' (não especifica e nem quantifica) consideram a relação com operadoras RUIM ou PÉSSIMA, ao tempo em que julgam a mesma categoria em apenas 54% para com o SUS.
Ou seja, os médicos estão mais satisfeitos com que lhes paga mal e não reajusta seus honorários. Entenderam? Nem eu. Mas acompanhando o mercado suplementar nestes últimos quinze anos não mais duvido das pesquisas feitas com estes profissionais. É como se eles resolvessem descontar em cima das operadoras todas as suas expectativas não atendidas pelo SUS desde sua criação em 1990.
O ruim é que a adoção da retaliação, especialmente porque representa paralisação e pressão contra os indefesos clientes das operadoras é mais um passo no distanciamento que se produz, deliberada ou artificialmente, no setor de saúde suplementar entre fornecedores e clientes.
Nunca na história da humanidade criar uma barreira (ainda que invisível) entre aqueles que fornecem produtos e os que os compram resultou em ganhos, melhorias ou avanços para TODO o mercado. Infelizmente, parece que os médicos brasileiros acreditam que aqui, neste país tropical, que agora transforma terroristas em cidadãos de bem, será diferente.
Espero estar errado, mas temo que quando todos os envolvidos resolvam criar juízo e adotarem uma postura de negociação profissional e construtiva, já seja tarde demais. Operadoras de menos e profissionais de mais não será o melhor cenário para que estes últimos sejam respeitados e afiram os valores que consideram 'justos'. Era melhor repensar o sectarismo agora, acho que ainda dá tempo...

1 de jul. de 2011

SE

Boa Tarde!

Hoje chegamos à metade do ano. É como aquele momento no qual olhamos para trás e enxergamos como conclusos bem menos do que pretendíamos nos projetos do famoso Primeiro de Janeiro. Por isso não é um dia fácil de ser encarado e vencido. Mas assumirmos as nossas realidades (profissional e pessoal), em especial quando havíamos criado expectativas e metas muito ousadas, sempre é uma tarefa das mais espinhosas e doloridas.
A Vida insiste em sermos realistas, sonhadores com pés colados ao chão, ousados sem nos levarmos para as irresponsabilidades ou as quimeras. Não adianta insistirmos com aquilo que poderia ter sido, ou como seria maravilhoso "SE".
Em minha vida de gestor, já são quase vinte anos ininterruptos, aprendi que: SE, QUASE, ERA, EX e VICE não resolvem absolutamente nada neste país tropical, nem em nossas empresas e muito menos em nossas vidas. Assim, melhor não se deixar apriisionar por nenhuma delas.

SE eu fosse assim...
QUASE chegamos lá...
ERA para ter sido perfeito...
EX-Diretor...
VICE Campeão de 2008.

O que significam? Que mensagem deixam? Quem se lembra?
A causa é que todas estas colocações se reportam ao TER alcançado algo, ou a se TER atingido um situação, ou mesmo TER obtido um título. Tudo na vida que se informa com o verbo TER é passageiro, transitório e deixará de ter importância apenas 24 horas após o feito.
O que fica e é inapagável é o SER. Aqueles que foram nossos ícones de vida, de correção, de exemplo, de caminhada. Aqueles que foram amigos nas horas difíceis, camaradas nos momentos alegras, irmãos nos momentos em que cercados de multidões sentímo-nos sozinhos, recheados de coisas materiais, parecíamos vazios na alma.