Bom Dia!
Estamos acompanhando pela mídia a troca de farpas e elevação da temperatura entre os candidatos (e candidatos a candidatos) da eleição americana. Um dos pontos mais polêmicos, sem dúvida, é o que pretendem fazer acerca do falido (no dizer de Porter) sistema de saúde. De fato, a totalidade daqueles que acompanham direta ou indiretamente o Setor Saúde, sabem da falência geral do sistema que mais gasta no mundo, em volume relativo ao PIB nacional e per capita, se comparamos estes gastos com os indicadores obtidos. Esta relação demonstra ineficiência quanto ao consumo de recursos, ineficácia quanto ao acesso e inefetividade quanto aos resultados que se deveriam observar pela abundância dos gastos.
Todos os três pré-candidatos (McCain, Hillary e Obama) já colocam suas IDÉIAS e as deixam exatamente neste campo: retórico-teórico. Sabem que as alterações não serão fáceis, os interesses são gigantes e a última tentativa (do Presidente Clinton) de fazer uma reforma de verdade foi, na melhor das hipóteses, uma grande derrota política no Congresso americano.
O lado positivo disso tudo: todos os candidatos estão preocupados como ACESSO! Perceberam que se o sistema não inclui e não é percebido dessa forma pelo cliente, o maior passo em relação ao cadafalso já foi dado.
A questão é assumir, o governo americano, sua parcela nesta imensa confusão em que se transformou o setor saúde naquele país. Querer criar impostos (McCain) como forma de inclusão, enquanto se beneficiam as indústrias de armamentos parece-nos uma idéia no mínimo equivocada. Por outro lado, defender uma ampla intervenção (Hillary) num país que tem a pior dívida interna do mundo, e num momento delicadíssimo de sua economia, chega a parecer irresponsabilidade. Tampouco permitir apenas a inclusão das crianças e jovens (Obama) chega a ser uma solução, pois novamente se pretende resolver a exclusão... excluindo-se!
Como podemos perceber, nenhum dos candidatos quer assumir compromissos públicos efetivos. Também não desejam divulgar seus reais planos (estamos otimistas que os tenham), pois isso pode impactar negativamente no eleitorado. Menos ainda mexer com os donos do grande capital, donos que são de tantas outras coisas... Em suma, ninguém tem um compromisso concreto para o pior sistema de saúde do mundo!
Retórica, falta de compromisso, gestão amadora e proteção aos que já são protegidos... Como um sistema de saúde pode sobreviver a isto? Ainda bem que isto só acontece nos Estados Unidos!
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
29 de abr. de 2008
28 de abr. de 2008
A JUSTIÇA CURA!
Bom Dia!
Um experimento realizado pela Universidade Californiana de Los Angeles (UCLA), através de seu departamento de Psicologia e Neurociência, divulgada pelo Corriere della Sera, do último dia 25.04.2008, aponta para uma inquestionável constatação: o senso de justiça é uma necessidade primária para o ser humano, no mesmo nível da alimentação.
Sem comida, e agora podemos afirmar cientificamente sem justiça, o ser humano não pode viver.
E não estamos falando apenas do tratamento equânime, basilar à noção de justiça, mas principalmente da PERCEPÇÃO dos indivíduos de que estão sendo tratados de forma justa e igualitária.
O ser humano sabe que o alimento é a fonte das energias necessárias ao funcionamento do seu organismo. Também sabe, pela experiência realizada, que é na justiça a fonte de energia mental para que produza mais, integre-se totalmente a sua atividade e encontre a verdadeira motivação. Para ser justo, o gestor necessita ter equilíbrio. E este se obtém da junção de princípios, valores e verdades que não apenas conhece, mas que busca aplicar costumeiramente em sua vida pessoal e profissional e na daquelas pessoas sob sua responsabilidade.
Eis desmascarada a arcaica visão do TEMOR. Diversos gestores caem na tentação de obter resultados a partir da intimidação de seus comandados. Esquecem-se de que os comportamentos humanos priorizarão sempre a sobrevivência. A coação gera recuos e buscas de caminhos alternativos , nem sempre favoráveis à organização, ou quase nunca!
A justiça no tratamento, nas decisões e na condução das equipes, além de propiciar a adesão ao projeto, com consequente qualificação dos seus resultados, possui, agora, para todos nós que militamos neste Setor um diferencial único: faz bem à saúde!
Aliás, que pena termos demorado tanto para comprovar, cientificamente, aquilo que já foi inserido em nossos corações desde nossa concepção: o ser humano tem SEDE de justiça!
Um experimento realizado pela Universidade Californiana de Los Angeles (UCLA), através de seu departamento de Psicologia e Neurociência, divulgada pelo Corriere della Sera, do último dia 25.04.2008, aponta para uma inquestionável constatação: o senso de justiça é uma necessidade primária para o ser humano, no mesmo nível da alimentação.
Sem comida, e agora podemos afirmar cientificamente sem justiça, o ser humano não pode viver.
E não estamos falando apenas do tratamento equânime, basilar à noção de justiça, mas principalmente da PERCEPÇÃO dos indivíduos de que estão sendo tratados de forma justa e igualitária.
O ser humano sabe que o alimento é a fonte das energias necessárias ao funcionamento do seu organismo. Também sabe, pela experiência realizada, que é na justiça a fonte de energia mental para que produza mais, integre-se totalmente a sua atividade e encontre a verdadeira motivação. Para ser justo, o gestor necessita ter equilíbrio. E este se obtém da junção de princípios, valores e verdades que não apenas conhece, mas que busca aplicar costumeiramente em sua vida pessoal e profissional e na daquelas pessoas sob sua responsabilidade.
Eis desmascarada a arcaica visão do TEMOR. Diversos gestores caem na tentação de obter resultados a partir da intimidação de seus comandados. Esquecem-se de que os comportamentos humanos priorizarão sempre a sobrevivência. A coação gera recuos e buscas de caminhos alternativos , nem sempre favoráveis à organização, ou quase nunca!
A justiça no tratamento, nas decisões e na condução das equipes, além de propiciar a adesão ao projeto, com consequente qualificação dos seus resultados, possui, agora, para todos nós que militamos neste Setor um diferencial único: faz bem à saúde!
Aliás, que pena termos demorado tanto para comprovar, cientificamente, aquilo que já foi inserido em nossos corações desde nossa concepção: o ser humano tem SEDE de justiça!
25 de abr. de 2008
A FORÇA DO CLIENTE
Bom Dia!
Cansados e decepcionados com a lentidão das autoridades em responder à epidemia de Dengue no Estado do Rio de Janeiro, a população mobilizou-se para atuar onde pode: a doação de sangue. Segundo a fundação responsável no Estado, foram mais de 12 mil doações, numa inequívoca demonstração que a população é sim solidária no sofrimento e não está tão alienada como o desejarima algumas lideranças pátrias.
Se observarmos os cidadãos como clientes do Estado, fica mais uma vez a lição de que o cliente até sofre sozinho, muitas vezes calado, outras tantas julgando-se pouco importante para as organizações, mas ele AGIRÁ. No seu tempo, que é o mais correto e ao seu modo, as omissões, irresponsabilidades gerenciais e falta de visão, serão cobradas dos responsáveis na justa medida que só o cliente é capaz de produzir.
O movimento tem sido tão grande que já atrai as celebridades. Ontem, a geralmente silenciosa apresentadora Xuxa, após doar sangue, teceu duras críticas à omissão das autoridades cariocas em relação à Saúde Pública. Afirmou que há 20 anos atrás colocou uma personagem chamada "Dengue" em seu programa, em cores agradáveis e tocando um instrumento musical, para alertar aos telespectadores sobre o risco da doença (!). Bom, estratégias artísticas à parte, o fato é que a epidemia chegou em tal nível que todos estão atemorizados com seus desdobramentos. Não há sinal de reversão da curva de casos, inclusive os fatais, e a disputa silenciosa entre Governo, Estado e Município continua produzindo ações fragmentadas e que aparentam falta de planejamento unificado.
Se a mobilização popular, iniciada pela solidariedade, evoluir para a exigência pública de ações unificadas e concretas, quem sabe os governantes não acordem, agora que até os artistas da poderosa emissora já o fizeram?
Cansados e decepcionados com a lentidão das autoridades em responder à epidemia de Dengue no Estado do Rio de Janeiro, a população mobilizou-se para atuar onde pode: a doação de sangue. Segundo a fundação responsável no Estado, foram mais de 12 mil doações, numa inequívoca demonstração que a população é sim solidária no sofrimento e não está tão alienada como o desejarima algumas lideranças pátrias.
Se observarmos os cidadãos como clientes do Estado, fica mais uma vez a lição de que o cliente até sofre sozinho, muitas vezes calado, outras tantas julgando-se pouco importante para as organizações, mas ele AGIRÁ. No seu tempo, que é o mais correto e ao seu modo, as omissões, irresponsabilidades gerenciais e falta de visão, serão cobradas dos responsáveis na justa medida que só o cliente é capaz de produzir.
O movimento tem sido tão grande que já atrai as celebridades. Ontem, a geralmente silenciosa apresentadora Xuxa, após doar sangue, teceu duras críticas à omissão das autoridades cariocas em relação à Saúde Pública. Afirmou que há 20 anos atrás colocou uma personagem chamada "Dengue" em seu programa, em cores agradáveis e tocando um instrumento musical, para alertar aos telespectadores sobre o risco da doença (!). Bom, estratégias artísticas à parte, o fato é que a epidemia chegou em tal nível que todos estão atemorizados com seus desdobramentos. Não há sinal de reversão da curva de casos, inclusive os fatais, e a disputa silenciosa entre Governo, Estado e Município continua produzindo ações fragmentadas e que aparentam falta de planejamento unificado.
Se a mobilização popular, iniciada pela solidariedade, evoluir para a exigência pública de ações unificadas e concretas, quem sabe os governantes não acordem, agora que até os artistas da poderosa emissora já o fizeram?
24 de abr. de 2008
CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS: PODEM OU DEVEM CURAR?
Bom Dia!
No Estado de São Paulo de domingo, dia 20.04, o eminente jurista Celso Lafer, catedrático de Direito e ex-Ministro de Estado no Governo Fernando Henrique, discorre sobre o início da votação pelo STF da Ação de Inconstitucionalidade movida contra o Art. 5. da Lei 11.105/2005, que assegura a pesquisa com células tronco embrionárias.
Segundo o renomado estudioso esta "possibilidade de pesquisa em células-tronco embrionárias que, pela sua totipotencialidade, pode contribuir para o diagnóstico e o tratamento de doenças degenerativas", não deveria ser objeto de maiores delongas e sim de imediata liberação. Discorre, ainda sobre os prováveis benefícios aos seres humanos e aborda a carta enviada por ele ao STF, obviamente uma forma democrática de pressionar os ilustres Ministros do Supremo.
Democraticamente, e sem jamais ousar discutir em matéria de conhecimento jurídico com o ilustre causídico, ouso contestar alguns aspectos do seu posicionamento.
Primeiro: é um truque, uma dissimulação, que por vezes julgo dolosa, a nomenclatura que a imprensa dá ao uso de embriões humanos, ao dizer que se usa "células-tronco". Isto me parece querer levar os leitores, em especial os menos envolvidos neste campo difícil da medicina, a ter uma compreensão equivocada do objeto da celeuma. Se falamos em células, quebramos a unidade do ser humano, a sua complexidade enquanto ser VIVENTE. De fato, poucas vezes tenho escutado as pessoas com as quais convivo, ao se referirem a esta questão, atentarem que estamos lidando com uma decisão acerca da VIDA e não apenas de uma parte de um corpo humano, ou de um amontoado de células que estão para ser descartadas e não tem mais uso. Esta é a visão propositadamente fragmentada que se tem passado aos ouvintes. Discutir a questão da célula-tronco é discutir até que ponto podem ser usadas vidas inocentes e que não podem se manifestar, sob o pretexto de serem melhoradas as condições de outras vidas. O nobre jurista dá trato à discussão, como se falássemos de uma parte utilizável de algo. E não é disto que se trata.
Segundo: ao afirmar a importância da pesquisa, usa o Dr. Celso, de forma correta o verbo PODER (pode contribuir para o diagnóstico e o tratamento). Como exímio conhecedor dos meandros da Lei e do Direito Positivo, ele sabe que um advogado somente pode usar o verbo DEVER quando inexistem contradições em sua tese, ou seja, ela está cabalmente consolidada e provada. Absolutamente é o caso: não há garantias e nem provas conclusivas de que as terapias desenvolvidas com o uso dos embriões humanos irão TRATAR destas terríveis doenças que afligem os pacientes. Mais ainda, QUAIS SÃO OS EFEITOS de um tratamento hormonal? Quais serão as necessidades de terapia medicamentosa para os pacientes que receberem tais tratamentos? Quais são os riscos de formação tumoral ou coisas da espécie, aos quais se sujeitarão os pacientes com o tratamento feito com base nestas células ainda não maduras? Por que tanto silêncio sobre estas questões?
A posição do Dr. Lafer deve ser respeitada, dentro do espírito democrático que conduz uma sociedade justa e humana. Mas as lacunas nas teses, declarações e peças em defesa deste tipo de pesquisa, jamais esclarecidas ou abordadas, deixa-nos a clara sensação de que há algo não bom que não quer ser apresentado. Percebam que a questão é essencial, ética e moralmente falando, para todos os que defendem, de boa fé, a liberação do uso de vidas humanas em nome de uma possibilidade de melhoria de outras vidas humanas. Se todos nós exigíssemos esta discussão, estaríamos certos de que, ao prolatar sua decisão final, o STF estaria autorizando um avanço ou impedindo um silencioso descarte de seres humanos que, na opinião de alguém, pode ter suas vidas "uitilizadas" em prol da ciência.
Se você quiser contatar com o STF e enviar sua mensagem, eis o endereço eletrônico:
http://www.stf.gov.br/portal/contato/enviarContato.asp
No Estado de São Paulo de domingo, dia 20.04, o eminente jurista Celso Lafer, catedrático de Direito e ex-Ministro de Estado no Governo Fernando Henrique, discorre sobre o início da votação pelo STF da Ação de Inconstitucionalidade movida contra o Art. 5. da Lei 11.105/2005, que assegura a pesquisa com células tronco embrionárias.
Segundo o renomado estudioso esta "possibilidade de pesquisa em células-tronco embrionárias que, pela sua totipotencialidade, pode contribuir para o diagnóstico e o tratamento de doenças degenerativas", não deveria ser objeto de maiores delongas e sim de imediata liberação. Discorre, ainda sobre os prováveis benefícios aos seres humanos e aborda a carta enviada por ele ao STF, obviamente uma forma democrática de pressionar os ilustres Ministros do Supremo.
Democraticamente, e sem jamais ousar discutir em matéria de conhecimento jurídico com o ilustre causídico, ouso contestar alguns aspectos do seu posicionamento.
Primeiro: é um truque, uma dissimulação, que por vezes julgo dolosa, a nomenclatura que a imprensa dá ao uso de embriões humanos, ao dizer que se usa "células-tronco". Isto me parece querer levar os leitores, em especial os menos envolvidos neste campo difícil da medicina, a ter uma compreensão equivocada do objeto da celeuma. Se falamos em células, quebramos a unidade do ser humano, a sua complexidade enquanto ser VIVENTE. De fato, poucas vezes tenho escutado as pessoas com as quais convivo, ao se referirem a esta questão, atentarem que estamos lidando com uma decisão acerca da VIDA e não apenas de uma parte de um corpo humano, ou de um amontoado de células que estão para ser descartadas e não tem mais uso. Esta é a visão propositadamente fragmentada que se tem passado aos ouvintes. Discutir a questão da célula-tronco é discutir até que ponto podem ser usadas vidas inocentes e que não podem se manifestar, sob o pretexto de serem melhoradas as condições de outras vidas. O nobre jurista dá trato à discussão, como se falássemos de uma parte utilizável de algo. E não é disto que se trata.
Segundo: ao afirmar a importância da pesquisa, usa o Dr. Celso, de forma correta o verbo PODER (pode contribuir para o diagnóstico e o tratamento). Como exímio conhecedor dos meandros da Lei e do Direito Positivo, ele sabe que um advogado somente pode usar o verbo DEVER quando inexistem contradições em sua tese, ou seja, ela está cabalmente consolidada e provada. Absolutamente é o caso: não há garantias e nem provas conclusivas de que as terapias desenvolvidas com o uso dos embriões humanos irão TRATAR destas terríveis doenças que afligem os pacientes. Mais ainda, QUAIS SÃO OS EFEITOS de um tratamento hormonal? Quais serão as necessidades de terapia medicamentosa para os pacientes que receberem tais tratamentos? Quais são os riscos de formação tumoral ou coisas da espécie, aos quais se sujeitarão os pacientes com o tratamento feito com base nestas células ainda não maduras? Por que tanto silêncio sobre estas questões?
A posição do Dr. Lafer deve ser respeitada, dentro do espírito democrático que conduz uma sociedade justa e humana. Mas as lacunas nas teses, declarações e peças em defesa deste tipo de pesquisa, jamais esclarecidas ou abordadas, deixa-nos a clara sensação de que há algo não bom que não quer ser apresentado. Percebam que a questão é essencial, ética e moralmente falando, para todos os que defendem, de boa fé, a liberação do uso de vidas humanas em nome de uma possibilidade de melhoria de outras vidas humanas. Se todos nós exigíssemos esta discussão, estaríamos certos de que, ao prolatar sua decisão final, o STF estaria autorizando um avanço ou impedindo um silencioso descarte de seres humanos que, na opinião de alguém, pode ter suas vidas "uitilizadas" em prol da ciência.
Se você quiser contatar com o STF e enviar sua mensagem, eis o endereço eletrônico:
http://www.stf.gov.br/portal/contato/enviarContato.asp
22 de abr. de 2008
PONDERAÇÃO E EQUILÍBRIO NAS REFORMAS
Bom Dia!
Tramita pelo Congresso Nacional o projeto de Lei que pretende solucionar a pendência na qual o mercado de Saúde suplementar encontra-se inserida desde 1998, quando a Lei 9656 após ter sido aprovada foi completamente alterada pelo Governo Federal através de Medida Provisória. Já se iniciam os debates e a apresentação dos prós e contras. Como qualquer legislação, num Estado pleno de Direito, também a norma causará polêmicas e provocará avanços. A questão é: qual o objetivo desejado pelos legisladores?
Necessitamos de qualidade e resolutividade na Saúde, não de populismos. Medidas feitas para agradar associações ou grupamentos de quaisquer dos atores resultará no descrédito da norma e numa perda de oportunidade, luxo que não podemos ter, após tanto tempo.
A ponderação dos que elaboram a Lei seria mais efetiva se, ouvidos todos os atores, privilegiassem a qualificação do Setor. O Equilíbrio da norma se dará pela melhoria do estado de Saúde da população que integra o Mercado Suplementar, e nunca pela busca de soluções "agradáveis" aos diversos segmentos participantes deste debate.
Esperemos que o Poder Legislativo cumpra sua vocação democrática, propiciando a todos a apresentação de seus argumentos técnicos e não apenas discursos cheios de ideologia, mas vazios de conteúdo gerencial e sanitário. E torçamos para que o Poder Executivo ao sancionar a futura norma esteja plenamente imbuído de registrar, na história deste país, um marco divisor entre a qualidade e a quantidade, e não se entregue às oportuneiras aventuras populistas que sempre cercam momentos como este.
Tramita pelo Congresso Nacional o projeto de Lei que pretende solucionar a pendência na qual o mercado de Saúde suplementar encontra-se inserida desde 1998, quando a Lei 9656 após ter sido aprovada foi completamente alterada pelo Governo Federal através de Medida Provisória. Já se iniciam os debates e a apresentação dos prós e contras. Como qualquer legislação, num Estado pleno de Direito, também a norma causará polêmicas e provocará avanços. A questão é: qual o objetivo desejado pelos legisladores?
Necessitamos de qualidade e resolutividade na Saúde, não de populismos. Medidas feitas para agradar associações ou grupamentos de quaisquer dos atores resultará no descrédito da norma e numa perda de oportunidade, luxo que não podemos ter, após tanto tempo.
A ponderação dos que elaboram a Lei seria mais efetiva se, ouvidos todos os atores, privilegiassem a qualificação do Setor. O Equilíbrio da norma se dará pela melhoria do estado de Saúde da população que integra o Mercado Suplementar, e nunca pela busca de soluções "agradáveis" aos diversos segmentos participantes deste debate.
Esperemos que o Poder Legislativo cumpra sua vocação democrática, propiciando a todos a apresentação de seus argumentos técnicos e não apenas discursos cheios de ideologia, mas vazios de conteúdo gerencial e sanitário. E torçamos para que o Poder Executivo ao sancionar a futura norma esteja plenamente imbuído de registrar, na história deste país, um marco divisor entre a qualidade e a quantidade, e não se entregue às oportuneiras aventuras populistas que sempre cercam momentos como este.
19 de abr. de 2008
A VERDADE, NADA MAIS DO QUE A VERDADE
Boa Tarde!
"O que é a verdade?" A pergunta de Pilatos, dirigida a Cristo por ocasião do simulacro de julgamento que os romanos impuseram a Jesus, ainda ecoa em todos os fiéis cristãos, em sua dimensão espiritual e escatológica. Mas, como todo bom ensinamento na vida deveria fazer, ela pode (e deve) ser objeto de reflexão para todos nós, gestores.
A verdade é o fundamento principal de uma gestão ética. Ela espelha o real posicionamento de quem decide e, ao mesmo tempo, serve de parâmetro para o respeito efetivo que o poder decisor tem pelos níveis executivos das organizações.
Falar a verdade não é um encargo, é um dom. E como todos os dons que nós recebemos, deve ser lapidado e aperfeiçoado para que não seja visto como algo truculento, que não é, mas como uma real necessidade dos tempos atuais.
A cultura da não-verdade, seja pelo uso de mentiras contumazes, seja pela deformação da realidade em interesses próprios, tornou-se tão frequente que o pensador Affonso Romano já desabafava dizendo:
"Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente".
Óbvio que não há sinceridade na mentira. E nem pode ser sincero quem adota como opção primordial de sua gestão a mentira. São superficialidades os bons tratos ministrados por mentirosos, e passageiras as "vantagens" que aparentemente obtém. Um gestor profissional saber ser reservado, meticuloso na gestão das informações estratégicas, cuidadoso com os interesses de suas organizações. Mas, mentiroso, definitivamente, nunca!
Um bom final de semana a todos!
"O que é a verdade?" A pergunta de Pilatos, dirigida a Cristo por ocasião do simulacro de julgamento que os romanos impuseram a Jesus, ainda ecoa em todos os fiéis cristãos, em sua dimensão espiritual e escatológica. Mas, como todo bom ensinamento na vida deveria fazer, ela pode (e deve) ser objeto de reflexão para todos nós, gestores.
A verdade é o fundamento principal de uma gestão ética. Ela espelha o real posicionamento de quem decide e, ao mesmo tempo, serve de parâmetro para o respeito efetivo que o poder decisor tem pelos níveis executivos das organizações.
Falar a verdade não é um encargo, é um dom. E como todos os dons que nós recebemos, deve ser lapidado e aperfeiçoado para que não seja visto como algo truculento, que não é, mas como uma real necessidade dos tempos atuais.
A cultura da não-verdade, seja pelo uso de mentiras contumazes, seja pela deformação da realidade em interesses próprios, tornou-se tão frequente que o pensador Affonso Romano já desabafava dizendo:
"Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente".
Óbvio que não há sinceridade na mentira. E nem pode ser sincero quem adota como opção primordial de sua gestão a mentira. São superficialidades os bons tratos ministrados por mentirosos, e passageiras as "vantagens" que aparentemente obtém. Um gestor profissional saber ser reservado, meticuloso na gestão das informações estratégicas, cuidadoso com os interesses de suas organizações. Mas, mentiroso, definitivamente, nunca!
Um bom final de semana a todos!
16 de abr. de 2008
(DES) INFORMAÇÃO À VISTA!
Bom Dia!
Não restam dúvidas que se pudermos apontar algum aspecto positivo neste difícil momento que atravessamos na Saúde pública, em especial com a epidemia de dengue, ele seria a mobilização social. São pessoas comuns desenvolvendo ações em seus bairros, lideranças usando seus maios para debater o assunto, a mídia mantendo as recomendações e cuidados na pauta e até mesmo os ambulantes modificando seus refrões para acrescentar "dicas" sobre a prevenção contra o mosquito. Que bom! Quando a sociedade desperta, no seu tempo e na sua velocidade, o processo de mudanças é irreversível. Porém, como em qualquer tema ligado à gestão, cuidado com os excessos.
O panfleto e a pregação de pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, acerca de um óleo sagrado que impediria por vontade divina a ocorrência da dengue e afastaria o famigerado mosquito é um equívoco que beira a irresponsabilidade. A força da Fé e sua importância em nossa vida e na formação de uma sociedade justa já foram tão debatidas e repetidamente comprovadas que ninguém pode atacar ou deixar de louvar a preocupação das igrejas e religiões para com a epidemia. Porém, querer atribuir poderes "mágicos" a um óleo, ou querer determinar o que Deus deverá fazer com quem ingeri-lo, não é religião, chega a ser sandice.
Precisamos dos líderes religiosos neste combate contra a desinformação popular no campo da saúde, fator que agrava a dengue. Também é necessário sua participação concreta na discussão acerca da omissão e irresponsabilidade do Estado (Federal, Estadual e Municipal), no desenvolvimento de ações voltadas à garantia de um pleno estado de saúde.
Mas, absolutamente, não precisamos de NINGUÉM para causar nesta população tão sofrida, mais desinformação e dúvidas quanto aos cuidados e responsabilidades individuais na preservação de sua saúde. Este misticismo apregoado pela Universal não causa bem a ninguém. Não se trata de ficar elegendo culpados, mas de se voltar todas as forças, principalmente as religiosas que possuem tão importante papel em nossa sociedade, para superarmos o mais rapidamente possível este terrível flagelo causado por um ridículo mosquito, além de outras rídiculas figuras...
Não restam dúvidas que se pudermos apontar algum aspecto positivo neste difícil momento que atravessamos na Saúde pública, em especial com a epidemia de dengue, ele seria a mobilização social. São pessoas comuns desenvolvendo ações em seus bairros, lideranças usando seus maios para debater o assunto, a mídia mantendo as recomendações e cuidados na pauta e até mesmo os ambulantes modificando seus refrões para acrescentar "dicas" sobre a prevenção contra o mosquito. Que bom! Quando a sociedade desperta, no seu tempo e na sua velocidade, o processo de mudanças é irreversível. Porém, como em qualquer tema ligado à gestão, cuidado com os excessos.
O panfleto e a pregação de pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, acerca de um óleo sagrado que impediria por vontade divina a ocorrência da dengue e afastaria o famigerado mosquito é um equívoco que beira a irresponsabilidade. A força da Fé e sua importância em nossa vida e na formação de uma sociedade justa já foram tão debatidas e repetidamente comprovadas que ninguém pode atacar ou deixar de louvar a preocupação das igrejas e religiões para com a epidemia. Porém, querer atribuir poderes "mágicos" a um óleo, ou querer determinar o que Deus deverá fazer com quem ingeri-lo, não é religião, chega a ser sandice.
Precisamos dos líderes religiosos neste combate contra a desinformação popular no campo da saúde, fator que agrava a dengue. Também é necessário sua participação concreta na discussão acerca da omissão e irresponsabilidade do Estado (Federal, Estadual e Municipal), no desenvolvimento de ações voltadas à garantia de um pleno estado de saúde.
Mas, absolutamente, não precisamos de NINGUÉM para causar nesta população tão sofrida, mais desinformação e dúvidas quanto aos cuidados e responsabilidades individuais na preservação de sua saúde. Este misticismo apregoado pela Universal não causa bem a ninguém. Não se trata de ficar elegendo culpados, mas de se voltar todas as forças, principalmente as religiosas que possuem tão importante papel em nossa sociedade, para superarmos o mais rapidamente possível este terrível flagelo causado por um ridículo mosquito, além de outras rídiculas figuras...
15 de abr. de 2008
A MULHER E A GESTÃO
Bom Dia!
Os leitores do jornal "O GLOBO" de hoje, têm a oportunidade de ver estampado na primeira página do periódico uma foto que considero histórica: a catalã Carme Chacón assumindo, grávida de sete meses, o Ministério da Defesa espanhol. Que coisa boa vermos uma mulher, por sua competência e desenvoltura, ocupar cargo tão estratégico e que, até então, era privativo dos homens. E mais, assumindo a nobre e difícil função maternal, num momento em que todos os meios de comunicação do mundo atacam a vida e defendem a exterminação dos embriões humanos.
Que bom podermos presenciar o reconhecimento das aptidões e capacidade técnica pelo governante espanhol. E a coragem de, sendo a mulher Carme a mais indicada para o cargo, adotar a escolha indo de encontro ao machismo incompetente que ainda existe. Sim, machismo incompetente mesmo!
Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar talentos em nossas organizações. Seja por criarmos rótulos discriminatórios, seja por lotearmos cargos em função de sexo, cor ou raça. Quantas vezes os talentos estão ao nosso alcance, pedindo para serem lapidados, querendo trabalhar e dar resultados para as organizações, e a miopia, o egoísmo gerencial fazem com que sejam desviados de suas potencialidades!
Pobres ocupantes dos cargos de gerência! Não merecem ser chamados de gestores aqueles que não conseguem perceber o limite entre decidir e impor; entre controlar e ceifar; entre orientar e embarreirar!
O povo latino-americano sempre encontrou dificuldades na sua formação histórica, social e política. Sempre presenciou seus recursos seram levados para outros lugares, deixando para trás uma eterna necessidade de recomeço. Talvez por isso, e pelas características de formação de nosso povo (diversas raças, diversas nãções em uma só nação), tenhamos tão em conta a criatividade em todos os níveis de nossa sociedade! Por que desperdiçá-la? Por que não associá-la à qualificação dos produtos e evolução dos resultados?
Talentos existem, e muitos. Criatividade deveria ser produto de exportação dos latinos. Um dos papéis primordiais dos verdadeiros gestores é unir ambos, fazendo com que o crescimento seja algo bom para a coletividade humana e não apenas para uns poucos que se auto-denominam gestores.
Os leitores do jornal "O GLOBO" de hoje, têm a oportunidade de ver estampado na primeira página do periódico uma foto que considero histórica: a catalã Carme Chacón assumindo, grávida de sete meses, o Ministério da Defesa espanhol. Que coisa boa vermos uma mulher, por sua competência e desenvoltura, ocupar cargo tão estratégico e que, até então, era privativo dos homens. E mais, assumindo a nobre e difícil função maternal, num momento em que todos os meios de comunicação do mundo atacam a vida e defendem a exterminação dos embriões humanos.
Que bom podermos presenciar o reconhecimento das aptidões e capacidade técnica pelo governante espanhol. E a coragem de, sendo a mulher Carme a mais indicada para o cargo, adotar a escolha indo de encontro ao machismo incompetente que ainda existe. Sim, machismo incompetente mesmo!
Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar talentos em nossas organizações. Seja por criarmos rótulos discriminatórios, seja por lotearmos cargos em função de sexo, cor ou raça. Quantas vezes os talentos estão ao nosso alcance, pedindo para serem lapidados, querendo trabalhar e dar resultados para as organizações, e a miopia, o egoísmo gerencial fazem com que sejam desviados de suas potencialidades!
Pobres ocupantes dos cargos de gerência! Não merecem ser chamados de gestores aqueles que não conseguem perceber o limite entre decidir e impor; entre controlar e ceifar; entre orientar e embarreirar!
O povo latino-americano sempre encontrou dificuldades na sua formação histórica, social e política. Sempre presenciou seus recursos seram levados para outros lugares, deixando para trás uma eterna necessidade de recomeço. Talvez por isso, e pelas características de formação de nosso povo (diversas raças, diversas nãções em uma só nação), tenhamos tão em conta a criatividade em todos os níveis de nossa sociedade! Por que desperdiçá-la? Por que não associá-la à qualificação dos produtos e evolução dos resultados?
Talentos existem, e muitos. Criatividade deveria ser produto de exportação dos latinos. Um dos papéis primordiais dos verdadeiros gestores é unir ambos, fazendo com que o crescimento seja algo bom para a coletividade humana e não apenas para uns poucos que se auto-denominam gestores.
11 de abr. de 2008
POR QUE HOJE É SEXTA FEIRA...
Bom Dia!
Vocês já perceberam que a alegria é inerente ao ser humano e a tristeza é o maior produto de exportação do mundo material? As crianças desde o nascimento sorriem. E os " especialistas" em crianças querem atribuir a esta felicidade e paz interiores uma mera "contração espasmódica" dos músculos da sua face! Os jovens bricam com sua alegria, enquanto os "mais experientes" reprimem esta alegria natural em nome da "defesa da serenidade e tranquilidade dos outros"! É possível ter tranquilidade e serenidade, estando-se triste?
Estar alegre é natural. Partilhar desta alegria é o esperado.
Respeitar aos idosos, observar onde começa o direito alheio, ter um foco maior do que o materialismo são algumas das consequências naturais de quem está alegre consigo mesmo, ainda que cercado por desafios e tentativas do mundo de entristecer-nos.
Também assim ocorre na gestão. Ela não é sinônimo de castigo, penalidade ou separação. Ela deve estar associada com a realização e o compartilhamento. Por isso, e desejando a todos um excelente final de semana, deixo-lhes as reflexões desta sexta-feira:
"O tempo sempre recompõe aquilo que se dá por generosidade".
Walter Grando
"Aprender e nunca estar satisfeito é sabedoria; ensinar e nunca se cansar é amor".
Jô Petty
Vocês já perceberam que a alegria é inerente ao ser humano e a tristeza é o maior produto de exportação do mundo material? As crianças desde o nascimento sorriem. E os " especialistas" em crianças querem atribuir a esta felicidade e paz interiores uma mera "contração espasmódica" dos músculos da sua face! Os jovens bricam com sua alegria, enquanto os "mais experientes" reprimem esta alegria natural em nome da "defesa da serenidade e tranquilidade dos outros"! É possível ter tranquilidade e serenidade, estando-se triste?
Estar alegre é natural. Partilhar desta alegria é o esperado.
Respeitar aos idosos, observar onde começa o direito alheio, ter um foco maior do que o materialismo são algumas das consequências naturais de quem está alegre consigo mesmo, ainda que cercado por desafios e tentativas do mundo de entristecer-nos.
Também assim ocorre na gestão. Ela não é sinônimo de castigo, penalidade ou separação. Ela deve estar associada com a realização e o compartilhamento. Por isso, e desejando a todos um excelente final de semana, deixo-lhes as reflexões desta sexta-feira:
"O tempo sempre recompõe aquilo que se dá por generosidade".
Walter Grando
"Aprender e nunca estar satisfeito é sabedoria; ensinar e nunca se cansar é amor".
Jô Petty
10 de abr. de 2008
O DESAFIO DE LIDERAR
Bom Dia!
Proliferam convites e ofertas de treinamentos e cursos de Liderança. Ela vem com complementos tais como: Eficaz, Criativa e outros. Peguei-me nestes dias a pensar nas razões que estão provocando este incremento de oferta. Por que tanto interesse em conhecer os fundamentos teóricos, mas principalmente a experiência dos instrutores? Estamos com uma nova onda de curiosidade geral ou estamos nos deparando com uma dura realidade nacional: sobram chefes e faltam líderes?
A Liderança é um atributo que pode ser desenvolvido e aperfeiçoado com capacitações, experiências práticas e monitoramento. Mas ela não pode ser criada por decreto ou à força. O Líder destaca-se pela competência em transformar insumos em produtos finais, de forma participativa e técnica, de tal maneira que todos se sintam partícipes de um processo de crescimento coletivo.
Não quer dizer que seja "bonzinho" ou "mauzinho". A liderança gera resultados positivos, se está direcionada para a construção ética e moral da organização onde atua. Ela é bem diferente da chefia. Em geral, a concepção de chefe está associada à condução operacional de pessoas. Ela representa uma forte presença das tarefas e, quase sempre, uma prejudicada visão sistêmica e gestão de processos. O chefe tem vontades muitas vezes descasadas do mercado onde atua ou mesmo dos objetivos finais de sua empresa. O Líder, ao contrário, não esquece a construção coletiva, o desenvolvimento das equipes e os objetivos estratégicos da organização.
Por isso, um Líder não é amado, ou odiado, ou venerado, ou temido: ele é reconhecido por sua justiça, dinamismo, resolutividade e capacidade de gerar resultados estratégicos.
Também não devemos confundir lideranças com cargos ou funções. Se os chefes valorizam as tarefas, sua forma e a imposição de sua vontade, a liderança tem que primar pelo processo, a satisfação do cliente e o resultado organizacional.
Uma sociedade que se desenvolve requer sempre mais líderes do que chefes. Onde, porém, esta relação estiver invertida uma grande sinal de alerta deve ser aceso: pode significar o fim da empresa!
Proliferam convites e ofertas de treinamentos e cursos de Liderança. Ela vem com complementos tais como: Eficaz, Criativa e outros. Peguei-me nestes dias a pensar nas razões que estão provocando este incremento de oferta. Por que tanto interesse em conhecer os fundamentos teóricos, mas principalmente a experiência dos instrutores? Estamos com uma nova onda de curiosidade geral ou estamos nos deparando com uma dura realidade nacional: sobram chefes e faltam líderes?
A Liderança é um atributo que pode ser desenvolvido e aperfeiçoado com capacitações, experiências práticas e monitoramento. Mas ela não pode ser criada por decreto ou à força. O Líder destaca-se pela competência em transformar insumos em produtos finais, de forma participativa e técnica, de tal maneira que todos se sintam partícipes de um processo de crescimento coletivo.
Não quer dizer que seja "bonzinho" ou "mauzinho". A liderança gera resultados positivos, se está direcionada para a construção ética e moral da organização onde atua. Ela é bem diferente da chefia. Em geral, a concepção de chefe está associada à condução operacional de pessoas. Ela representa uma forte presença das tarefas e, quase sempre, uma prejudicada visão sistêmica e gestão de processos. O chefe tem vontades muitas vezes descasadas do mercado onde atua ou mesmo dos objetivos finais de sua empresa. O Líder, ao contrário, não esquece a construção coletiva, o desenvolvimento das equipes e os objetivos estratégicos da organização.
Por isso, um Líder não é amado, ou odiado, ou venerado, ou temido: ele é reconhecido por sua justiça, dinamismo, resolutividade e capacidade de gerar resultados estratégicos.
Também não devemos confundir lideranças com cargos ou funções. Se os chefes valorizam as tarefas, sua forma e a imposição de sua vontade, a liderança tem que primar pelo processo, a satisfação do cliente e o resultado organizacional.
Uma sociedade que se desenvolve requer sempre mais líderes do que chefes. Onde, porém, esta relação estiver invertida uma grande sinal de alerta deve ser aceso: pode significar o fim da empresa!
9 de abr. de 2008
ETERNO RECOMEÇO
Bom Dia!
Retomo o acompanhamento da "disputa" que se instituiu, via judiciário, entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as operadoras de saúde acerca dos novos procedimentos inclusos por decisão unilateral da agência e sem o respectivo resplado financeiro para as empresas. Destaque-se a oposição das operadoras de medicina de grupo, tendo à frente sua associação - ABRAMGE. Mais uma vez, penso que neste eterno recomeço que é a gestão da Saúde no nosso país, deparamo-nos com uma crise fabricada pela discussão dos meios e não dos fins para os quais existe e deve ser defendido o Sistema de Saúde nacional.
O que desejamos? O que espera nossos participantes/clientes?
Desejamos a longevidade - das pessoas, associada à qualidade de vida, e das organizações públicas e privadas, associada à profissionalização da gestão;
Buscamos coberturas amplas, com quase nenhuma exclusão. Porém com a responsabilidade da oferta qualificada dos serviços e de uma sólida posição financeira de todos os atores, para que não se venha punir, mais uma vez, o conjunto da sociedade com descalabros de gestão de quaisquer organizações (públicas ou privadas);
Ansiamos por regras que elevem a oferta dos serviços e transforme o Setor Saúde num efetivo produtor de... Saúde!
E o que vemos?
Regras populistas voltadas para a satisfação imediata dos consumidores, mas que por vezes nem tangenciam as principais dificuldades a serem superadas: as diversas lacunas ou inexistência total de ações e programas voltados para prevenir agravos e promover Saúde para cada uma dos indivíduos.
Existem discursos aos montes. Verdadeiras palavras-de-ordem, mantras sanitários! Mas, onde estão as medidas concretas? Os incentivos ao desenvolvimento de ações de gerenciamento de risco, controle de agravos, melhoria da qualidade de vida das populações assistidas? Em que gaveta repousa este projeto, uma das razões para a qual se criou uma agência reguladora na Saúde?
Enquanto isso, vamos acompanhar uma briga da qual apenas uma coisa tenho certeza: no final, o Sistema de Saúde estará mais desacreditado; os planos estarão mais estigmatizados; a Agência mais desprezada e o cliente... como sempre mais perdido, por nossa culpa.
Quem ganha mesmo com esta confusão toda???
Retomo o acompanhamento da "disputa" que se instituiu, via judiciário, entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as operadoras de saúde acerca dos novos procedimentos inclusos por decisão unilateral da agência e sem o respectivo resplado financeiro para as empresas. Destaque-se a oposição das operadoras de medicina de grupo, tendo à frente sua associação - ABRAMGE. Mais uma vez, penso que neste eterno recomeço que é a gestão da Saúde no nosso país, deparamo-nos com uma crise fabricada pela discussão dos meios e não dos fins para os quais existe e deve ser defendido o Sistema de Saúde nacional.
O que desejamos? O que espera nossos participantes/clientes?
Desejamos a longevidade - das pessoas, associada à qualidade de vida, e das organizações públicas e privadas, associada à profissionalização da gestão;
Buscamos coberturas amplas, com quase nenhuma exclusão. Porém com a responsabilidade da oferta qualificada dos serviços e de uma sólida posição financeira de todos os atores, para que não se venha punir, mais uma vez, o conjunto da sociedade com descalabros de gestão de quaisquer organizações (públicas ou privadas);
Ansiamos por regras que elevem a oferta dos serviços e transforme o Setor Saúde num efetivo produtor de... Saúde!
E o que vemos?
Regras populistas voltadas para a satisfação imediata dos consumidores, mas que por vezes nem tangenciam as principais dificuldades a serem superadas: as diversas lacunas ou inexistência total de ações e programas voltados para prevenir agravos e promover Saúde para cada uma dos indivíduos.
Existem discursos aos montes. Verdadeiras palavras-de-ordem, mantras sanitários! Mas, onde estão as medidas concretas? Os incentivos ao desenvolvimento de ações de gerenciamento de risco, controle de agravos, melhoria da qualidade de vida das populações assistidas? Em que gaveta repousa este projeto, uma das razões para a qual se criou uma agência reguladora na Saúde?
Enquanto isso, vamos acompanhar uma briga da qual apenas uma coisa tenho certeza: no final, o Sistema de Saúde estará mais desacreditado; os planos estarão mais estigmatizados; a Agência mais desprezada e o cliente... como sempre mais perdido, por nossa culpa.
Quem ganha mesmo com esta confusão toda???
4 de abr. de 2008
ÉTICA E COMPORTAMENTO HUMANO
Boa Tarde!
Num determinado país (ou planeta) distante, existem pessoas, que se dizem líderes, que resolveram reinventar a Ética. Este tipo de coisa que funciona mais ou menos assim: é Ético tudo aquilo que me interessa, beneficia e propicia ganhos. Para não parecer egoísta, estas pessoas de outro planeta completam: mas os benefícios não são apenas meus, individuais, não! Eles são de todos, bem não de TODA a população, mas de todos os MEUS AMIGOS. Claro que cada grupamento de amigo se reúne de forma organizada numa associação, pode ser central ou espalhada. E assim, a Ética passou a ser atacada, transformada neste país numa ética (com letra minúscula).
Desculpem-me a veia literária, feita sem a competência dos grandes escritores nacionais. Não sou um deles. Apenas admiro-os. É que não encontrei outra forma de manifestar minha grande tristeza com a forma debochada e desrespeitosa pela qual somos todos tratados, dia-a-dia, por nossos governantes.
Ética não é um partido, embora diga respeito à sociedade humana. Não é uma ideologia e sim uma escolha pessoal que deve se dar em nível de irreversibilidade. Não é uma marca, mas um marco na vida de cada um e, por extensão, no grupamento onde vivemos e atuamos. Não é, enfim, uma palavra para ser usada de maneira irresponsável, por irresponsáveis, seja de que nível de poder eles estejam.
Aliás, que sabedoria a divina: estes indivíduos que vilipendiam, mentem, debocham e seacham infinitos, passam. Todos passarão. Mas a Ética, certamente, não passará!
Num determinado país (ou planeta) distante, existem pessoas, que se dizem líderes, que resolveram reinventar a Ética. Este tipo de coisa que funciona mais ou menos assim: é Ético tudo aquilo que me interessa, beneficia e propicia ganhos. Para não parecer egoísta, estas pessoas de outro planeta completam: mas os benefícios não são apenas meus, individuais, não! Eles são de todos, bem não de TODA a população, mas de todos os MEUS AMIGOS. Claro que cada grupamento de amigo se reúne de forma organizada numa associação, pode ser central ou espalhada. E assim, a Ética passou a ser atacada, transformada neste país numa ética (com letra minúscula).
Desculpem-me a veia literária, feita sem a competência dos grandes escritores nacionais. Não sou um deles. Apenas admiro-os. É que não encontrei outra forma de manifestar minha grande tristeza com a forma debochada e desrespeitosa pela qual somos todos tratados, dia-a-dia, por nossos governantes.
Ética não é um partido, embora diga respeito à sociedade humana. Não é uma ideologia e sim uma escolha pessoal que deve se dar em nível de irreversibilidade. Não é uma marca, mas um marco na vida de cada um e, por extensão, no grupamento onde vivemos e atuamos. Não é, enfim, uma palavra para ser usada de maneira irresponsável, por irresponsáveis, seja de que nível de poder eles estejam.
Aliás, que sabedoria a divina: estes indivíduos que vilipendiam, mentem, debocham e seacham infinitos, passam. Todos passarão. Mas a Ética, certamente, não passará!
1 de abr. de 2008
1o. DE ABRIL NA SAÚDE
Bom Dia!
O periódico "Diário de Notícias" - LIsboa (Portugal), traz em sua seção Internacional de hoje uma "notícia" de que o Estado americano do Oregon irá realizar um SORTEIO de 10.000 planos pagos de saúde. A brilhante iniciativa tenta minimizar em ano eleitoral os impactos provocados pela exclusão imensa de acesso aos Sistema de Saúde Americano (47 milhões sem qualquer tipo de assistência, e crescendo). Apenas naquele Estado são cerca de 600 mil pessoas sem nenhuma forma de cuidados em Saúde. Assim, esta idéia " única", propiciaria um alívio para cerca de 7% dos excluídos.
Sinceramente, estou torcendo para que seja uma pegadinha de 1o. de Abril! Honestamente, sem pieguice, estou rezando para que seja uma piada! Se o Sistema de Saúde americano chegou ao ponto de criar uma LOTERIA para os que precisam de cuidados, realmente, além de estarem falidos, nós chegamos abaixo do funco do poço!
A noção de Saúde deve estar ligada à de cidadania. É algo que se adquire por ter uma condição civil cumprida. Avançando do campo do jurídico, o direito à saúde é nato da raça humana, antes mesmo do seu nascimento e concomitante aquisição de personalidade civil.
A Saúde não é um objeto de sorte, se é que esta existe! Tampouco pode ser rifada ou colocada como "prêmio" de uma loteria! Era só o que faltava!
Os excluídos do sistema americano devem ser assistidos por que são seres humanos, titulares de direitos e jamais por terem, em algum momento de suas vidas, alcançado a coincidência de verem um número de bilhete lotérico sorteado por governantes incompetentes!
Estou torçendo pela pegadinha. Porque, se não for, estarão fazendo, os governantes americanos, uma triste piada para com os necessitados do Oregon. E além de tudo, uma piada de mau gosto!
O periódico "Diário de Notícias" - LIsboa (Portugal), traz em sua seção Internacional de hoje uma "notícia" de que o Estado americano do Oregon irá realizar um SORTEIO de 10.000 planos pagos de saúde. A brilhante iniciativa tenta minimizar em ano eleitoral os impactos provocados pela exclusão imensa de acesso aos Sistema de Saúde Americano (47 milhões sem qualquer tipo de assistência, e crescendo). Apenas naquele Estado são cerca de 600 mil pessoas sem nenhuma forma de cuidados em Saúde. Assim, esta idéia " única", propiciaria um alívio para cerca de 7% dos excluídos.
Sinceramente, estou torcendo para que seja uma pegadinha de 1o. de Abril! Honestamente, sem pieguice, estou rezando para que seja uma piada! Se o Sistema de Saúde americano chegou ao ponto de criar uma LOTERIA para os que precisam de cuidados, realmente, além de estarem falidos, nós chegamos abaixo do funco do poço!
A noção de Saúde deve estar ligada à de cidadania. É algo que se adquire por ter uma condição civil cumprida. Avançando do campo do jurídico, o direito à saúde é nato da raça humana, antes mesmo do seu nascimento e concomitante aquisição de personalidade civil.
A Saúde não é um objeto de sorte, se é que esta existe! Tampouco pode ser rifada ou colocada como "prêmio" de uma loteria! Era só o que faltava!
Os excluídos do sistema americano devem ser assistidos por que são seres humanos, titulares de direitos e jamais por terem, em algum momento de suas vidas, alcançado a coincidência de verem um número de bilhete lotérico sorteado por governantes incompetentes!
Estou torçendo pela pegadinha. Porque, se não for, estarão fazendo, os governantes americanos, uma triste piada para com os necessitados do Oregon. E além de tudo, uma piada de mau gosto!
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