Boa Tarde!
Pesquisadores das Universidades de Warwick e Londres divulgaram, no recente Congresso da BRITISH SLEEP SOCIETY, os estudos realizados com dois grupos de funcionários púpblico, em
quatro anos não consecutivos, voltados para a questão do sono (quantidade de horas dormidas)
em relação à manifestação de problemas cardiovasculares. Sem deixar de considerar os demais
aspectos clássicos no estudo das doenças do coração (idade, sexo, atividades físicas, estresse, etc), os pesquisadores chegaram à conclusão que dormir MENOS do que OITO horas por noite, expõe o indivíduo às cardiopatias. Mais ainda, aqueles que reduziram suas horas de sono de sete para cinco horas por noite, tiveram duplicada a incidência de doenças coronarianas no período estudado. Uma hipótese dos estudiosos é de que ao reduzir as horas de sono o corpo humano eleva a pressão sanguínea, com todas as consequências que isto traz ao coração.
Com este estudo, que agora se abre para as discussões e demais buscas de outras evidências, somos de novo colocados frente à verdade máxima de saúde: nossos hábitos de vida e os cuidados básicos possuem importância vital em nossos indicadores de saúde. Levados pelas agressivas estratégias de marketing das indústrias, a um conceito equivocado de saúde como atrelado a equipamentos de última geração, toda a sociedade tem feito da prática de uma vida saúdavel muito mais um discurso de intenções do que um real compromisso de mudança pessoal e coletiva!
Não somos resultados de propostas terapêuticas ou de prescrições medicamentosas! Somos aquilo que priorizamos em nossas vidas: se seguidores de hábitos corretos, populações estáveis ainda que não isentas em sua totalidade dos agravos modernos; se adeptos do viver este momento presente, sem pensar no futuro, verdadeiras máquinas ambulantes de adoecimento! Que pena não aparecerem nos inúmeros comerciais que nos cercam, em todas as mídias disponíveis, questões acerca desta aparente dicotomia...
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
24 de set. de 2007
21 de set. de 2007
ATENÇÃO PRIMÁRIA OU CIRURGIA BEM SUCEDIDA?
Boa Tarde!
Uma entrevista divulgada hoje pelo jornal italiano CORRIERE DELLA SERA, do neurocirurgião Dr. Paolo Gaetani, de Milão, informa que em apenas dez por cento dos casos de Hérnia de Disco será necessária a intervenção cirúrgica. Nos 90% restantes, a prevenção e outros métodos curativos não invasivos contam muito mais e podem levar à estabilidade sem dor, desejo de todos os que possuem este agravo.
Procurei em diversos órgãos informativos do nosso país alguma repercussão ou debate sobre esta questão e não os achei. Intrigante como uma nova máquina, ou outro tipo de tecnologia na saúde ganha tanto espaço em nossos canais de comunicação, com tão variados (e importantes) debates, e uma informação avalizada e tranquilizadora para muitos que sofrem com este mal acaba sendo relegada ao esquecimento.
Comemoramos tanto as cirurgias bem sucedidas, e penso que tais feitos não devem ser minimizados, mas esquecemos tanto as concepções e novas formas de cuidar da saúde das populações menos invasivas e, em diversos casos, com tantos sucessos! Os gestores de quaisquer sistemas de saúde convivem diariamente com uma triste realidade: nenhum pedido em saúde pode ser considerado injusto, mas quais deles podem ser atendidos sem causar o fim destes sistemas? Se optássemos por uma medicina menos invasiva e com compromisso de resolutividade, os sistemas poderiam vislumbrar a sobrevivência e os clientes poderiam ser informados dos sucessos voltados para a saúde!
Uma entrevista divulgada hoje pelo jornal italiano CORRIERE DELLA SERA, do neurocirurgião Dr. Paolo Gaetani, de Milão, informa que em apenas dez por cento dos casos de Hérnia de Disco será necessária a intervenção cirúrgica. Nos 90% restantes, a prevenção e outros métodos curativos não invasivos contam muito mais e podem levar à estabilidade sem dor, desejo de todos os que possuem este agravo.
Procurei em diversos órgãos informativos do nosso país alguma repercussão ou debate sobre esta questão e não os achei. Intrigante como uma nova máquina, ou outro tipo de tecnologia na saúde ganha tanto espaço em nossos canais de comunicação, com tão variados (e importantes) debates, e uma informação avalizada e tranquilizadora para muitos que sofrem com este mal acaba sendo relegada ao esquecimento.
Comemoramos tanto as cirurgias bem sucedidas, e penso que tais feitos não devem ser minimizados, mas esquecemos tanto as concepções e novas formas de cuidar da saúde das populações menos invasivas e, em diversos casos, com tantos sucessos! Os gestores de quaisquer sistemas de saúde convivem diariamente com uma triste realidade: nenhum pedido em saúde pode ser considerado injusto, mas quais deles podem ser atendidos sem causar o fim destes sistemas? Se optássemos por uma medicina menos invasiva e com compromisso de resolutividade, os sistemas poderiam vislumbrar a sobrevivência e os clientes poderiam ser informados dos sucessos voltados para a saúde!
19 de set. de 2007
MEDICAMENTOS PROIBIDOS.
Bom dia!
A Secretaria de Saúde de São Paulo comunica a proibição dos fitoterápicos Ginko Biloba e Espinheira Santa, bastante tradicionais e conhecidos dos pacientes. Esta notícia, divulgada pelo site da Globo.com certamente irá causar (ou reavivar) a eterna discussão entre os defensores dos fármacos ditos sintéticos e daqueles naturais. São tantos os argumentos de ambos os lados que, invariavelmente sinto falta de uma vertente de discussão: a real necessidade das prescrições medicamentosas em diversas situações.
O quanto poderíamos ser orientados em aspectos fundamentais como alimentação, prática de exercícios, revisão de conceitos e valores, só para citar alguns aspectos, que são apresentados aos pacientes como importantes DESDE que em conjunto com as drogas farmacêuticas. Mas esta é a verdade dos fatos?
Se adotássemos uma pequena escala de mudanças em nossas práticas de vida, gradativa e constante, sempre voltada para os hábitos saudáveis possíveis de serem implementados por estarem em nossa governabilidade, quanto realmente sriam importantes o uso sistemático das medicações?
Vejo tantos argumentos sobre sintéticos versus naturais que gostaria de abrir a discussão dos necessários versus dispensáveis!
A Secretaria de Saúde de São Paulo comunica a proibição dos fitoterápicos Ginko Biloba e Espinheira Santa, bastante tradicionais e conhecidos dos pacientes. Esta notícia, divulgada pelo site da Globo.com certamente irá causar (ou reavivar) a eterna discussão entre os defensores dos fármacos ditos sintéticos e daqueles naturais. São tantos os argumentos de ambos os lados que, invariavelmente sinto falta de uma vertente de discussão: a real necessidade das prescrições medicamentosas em diversas situações.
O quanto poderíamos ser orientados em aspectos fundamentais como alimentação, prática de exercícios, revisão de conceitos e valores, só para citar alguns aspectos, que são apresentados aos pacientes como importantes DESDE que em conjunto com as drogas farmacêuticas. Mas esta é a verdade dos fatos?
Se adotássemos uma pequena escala de mudanças em nossas práticas de vida, gradativa e constante, sempre voltada para os hábitos saudáveis possíveis de serem implementados por estarem em nossa governabilidade, quanto realmente sriam importantes o uso sistemático das medicações?
Vejo tantos argumentos sobre sintéticos versus naturais que gostaria de abrir a discussão dos necessários versus dispensáveis!
SINAL LIVRE PARA CONSTRUIR!
Boa Tarde!
São tantos os desafios para os gestores no complexo mercado de Saúde brasileiro (e mundial), que entendo ser necessário um espaço onde possamos discutir idéias voltadas à construção de alternativas comuns. A qualidade é pacificamente almejada por todos os segmentos e atores envolvidos. A racionalidade sem perda de acesso, nas reais necessidades mapeadas em nossos clientes e pacientes, também. O que nos falta?
Um fato concret, que me parece preocupante, é a sensação que vem se mantendo ao longo dos últimos anos, que o conflito viabiliza avanços e não o diálogo. O reconhecimento das divergências que não prejudique a transformação das convergências em produtos concretos vai ficando meio que esquecido. E isto é perigoso!
Conflitos levam a posições radicais, apaixonadas e próximas dos extremos. Negociações profissionais fomentam e devem produzir pontes.
Conflitos podem levar um sistema a não mais reconhecer suas próprias células formadoras e mantenedoras, prenúncio do seu desaparecimento. Diálogos fazem com que o sistema se conheça mais e identifique células que precisam ser tratadas antes que adoeçam e comprometam o equilíbrio e sobrevivência do todo.
Parece tão fácil escolher. Mas na vida real a teoria foge pelas mãos dos principais atores.
Vamos tentar debater soluções e construir pontes. Antes que, ao derrubá-las, ou após isto acontecer, sejamos obrigados a descubrir que não mais serão repostas as matérias primas que as construíram!
São tantos os desafios para os gestores no complexo mercado de Saúde brasileiro (e mundial), que entendo ser necessário um espaço onde possamos discutir idéias voltadas à construção de alternativas comuns. A qualidade é pacificamente almejada por todos os segmentos e atores envolvidos. A racionalidade sem perda de acesso, nas reais necessidades mapeadas em nossos clientes e pacientes, também. O que nos falta?
Um fato concret, que me parece preocupante, é a sensação que vem se mantendo ao longo dos últimos anos, que o conflito viabiliza avanços e não o diálogo. O reconhecimento das divergências que não prejudique a transformação das convergências em produtos concretos vai ficando meio que esquecido. E isto é perigoso!
Conflitos levam a posições radicais, apaixonadas e próximas dos extremos. Negociações profissionais fomentam e devem produzir pontes.
Conflitos podem levar um sistema a não mais reconhecer suas próprias células formadoras e mantenedoras, prenúncio do seu desaparecimento. Diálogos fazem com que o sistema se conheça mais e identifique células que precisam ser tratadas antes que adoeçam e comprometam o equilíbrio e sobrevivência do todo.
Parece tão fácil escolher. Mas na vida real a teoria foge pelas mãos dos principais atores.
Vamos tentar debater soluções e construir pontes. Antes que, ao derrubá-las, ou após isto acontecer, sejamos obrigados a descubrir que não mais serão repostas as matérias primas que as construíram!
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