Bom Dia!
Os jornais da Europa noticiam a confirmação de 29 mortes provocadas pela pílula abortiva RU 486. Lançada com a promessa de interromper a gravidez pela intererência nos órgãos femininos que recebem a progesterona, esta pílula abortiva prometia uma maior liberdade às mulheres que apenas deveriam tomá-la ao perceberem atraso de sua menstrução em até 10 semanas.
O seu "descobridor", o Dr. Beaulieu afirma que a pílula assegura eficácia em 60% dis casos. E o restante? Bem, além dos danos à mulher, ela terá de se submeter à intervenção cirúrgica. Não é algo fantasticamente lamentável?
Agora, os casos de óbito associados ao consumo desta droga abortiva serão estudados e, certamente, serão tratados como casuística pelos pesquisadores que defendem o aborto, com o apoio expressivo da mídia.
Mas persiste o fato concreto: como estarão as famílias das vítimas? Não são 29 óbitos e sim 58, pois além de ceifar as gestantes, esta nova pílula da morte (literalmente falando), levou consigo as novas vidas, inocentes e tão necessárias nestes tempos insensíveis e materialistas.
Esta droga tem um outro problema: ela não deve ser ministrada a gestantes com mais de 35 anos de idade. Isto porque as alterações hormonais já efetivas nesta faixa etária podem gerar reações e sequelas terríveis às gestantes. Ou seja, além de abortiva a droga é falsa: apresenta-se como algo que não é, traz sequelas para quem nela acredita e deixa para trás a desgraça da morte dos fetos ou a destruição da saúde das mulheres.
Até quando a discussão acerca do aborto se fará por uso de meias verdades? Digo-lhes a resposta na qual acredito: até o momento no qual alguém de renome e prestígio internacionais seja vítima de uma destas drogas que se comercializam com a conivência de governos em todo o mundo!
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de jul. de 2009
24 de jul. de 2009
O DIREITO E A DEMOCRACIA
Bom Dia!
O maior dos pressupostos da existência de uma Democracia é a plena vigência do Estado de Direito. O que isto significa na prática? Que todo e qualquer cidadão, do Presidente da República ao mais humilde dos trabalhadores conhecem, respeitam, observam e exigem a observância do conjunto de Leis que regem o País. Ao fazê-lo, estão respaldando e protegendo a Carta Magna da Nação - a Constituição brasileira.
Ora, não existe em nenhuma das normas positivas brasileiras distinção entre cidadãos que infringiram a Lei, no que aliás está absolutamente correta. O tratamento igualitário a todos os cidadãos é a essência da democracia, pois vem a ser a concretização do poder que o povo delegou aos seus governantes para em seu nome vigiar e zelar, em especial, pelos mais necessitados e menos favorecidos.
Quem governa o faz por todos e para todos, mas com ênfase específica naqueles que não conseguem se fazer ouvir. É para isto que a Lei iguala a todos. É por isto que a Ética está acima das leis: para que tais princípios não sejam jamais relativizados numa sociedade democrática.
Assim, é bastante preocupante a posição adotada pelo Sr. Presidente Lula.
Ao "pedir" que as "biografias dos investigados e investigadores não sejam esquecidas", o Grande Irmão quase que exigiu uma norma específica para crimes de corrupção e prevaricação, se forem cometidos por alguém que ele, Presidente, julga possuidor de uma "boa" biografia. Por outro lado, se quem investiga não possui ficha antecedente julgada apropriada pelo mesmo, não terá condições de investigar?
Esta posição do Presidente não cabe numa democracia, ainda que seja bastante plausível num regime de exceção. Mas, então é isto o que o Governante deseja? Instaurar uma ditadura por meios "legais"(sic)?
Não contente com este pedido, ontem o Sr. Presidente inovou: "é preciso saber o tamanho do crime", para se punir alguém! Desculpe-me, mas não o é! O que o Presidente chama de "tamanho" deve ser usado pelo magistrado para agravar a pena ou reduzi-la, naquelas situações em que o delito, por ser maior ou menor, afeta uma maior parcela da sociedade e, por isso, merece exemplar punição. O tamanho não é documento para a Lei, e sim circusntância que torna mais necessária uma ampliação da punibilidade. Querer julgar o "tamanho" junto com a "biografia", nada mais é do que depositar numa lixeira os pressupostos básicos do Estado Democrático de Direito.
Que coisa lamentável! O Sr. Presidente sente-se acima do bem e do mal. Joga seu currículo, sua "biografia" num lixo onde repousam àquelas que retratam os grandes ditadores da História, mudando apenas a forma por eles usadas para chegar ao poder.Sinceramente, confesso que me parece mais transparente (que palavra difícil de ser usada com ditaduras!), os ditadores que tomam o poder pelas armas. Pois são mais corajosos e sinceros quanto às suas intenções. Usar a popularidade e a "biografia" para isto faz-nos ficar mais tristes e ajuda a empurrar a Ética, mais um pouco, em direção ao precípicio no qual morrem as democracias.
O maior dos pressupostos da existência de uma Democracia é a plena vigência do Estado de Direito. O que isto significa na prática? Que todo e qualquer cidadão, do Presidente da República ao mais humilde dos trabalhadores conhecem, respeitam, observam e exigem a observância do conjunto de Leis que regem o País. Ao fazê-lo, estão respaldando e protegendo a Carta Magna da Nação - a Constituição brasileira.
Ora, não existe em nenhuma das normas positivas brasileiras distinção entre cidadãos que infringiram a Lei, no que aliás está absolutamente correta. O tratamento igualitário a todos os cidadãos é a essência da democracia, pois vem a ser a concretização do poder que o povo delegou aos seus governantes para em seu nome vigiar e zelar, em especial, pelos mais necessitados e menos favorecidos.
Quem governa o faz por todos e para todos, mas com ênfase específica naqueles que não conseguem se fazer ouvir. É para isto que a Lei iguala a todos. É por isto que a Ética está acima das leis: para que tais princípios não sejam jamais relativizados numa sociedade democrática.
Assim, é bastante preocupante a posição adotada pelo Sr. Presidente Lula.
Ao "pedir" que as "biografias dos investigados e investigadores não sejam esquecidas", o Grande Irmão quase que exigiu uma norma específica para crimes de corrupção e prevaricação, se forem cometidos por alguém que ele, Presidente, julga possuidor de uma "boa" biografia. Por outro lado, se quem investiga não possui ficha antecedente julgada apropriada pelo mesmo, não terá condições de investigar?
Esta posição do Presidente não cabe numa democracia, ainda que seja bastante plausível num regime de exceção. Mas, então é isto o que o Governante deseja? Instaurar uma ditadura por meios "legais"(sic)?
Não contente com este pedido, ontem o Sr. Presidente inovou: "é preciso saber o tamanho do crime", para se punir alguém! Desculpe-me, mas não o é! O que o Presidente chama de "tamanho" deve ser usado pelo magistrado para agravar a pena ou reduzi-la, naquelas situações em que o delito, por ser maior ou menor, afeta uma maior parcela da sociedade e, por isso, merece exemplar punição. O tamanho não é documento para a Lei, e sim circusntância que torna mais necessária uma ampliação da punibilidade. Querer julgar o "tamanho" junto com a "biografia", nada mais é do que depositar numa lixeira os pressupostos básicos do Estado Democrático de Direito.
Que coisa lamentável! O Sr. Presidente sente-se acima do bem e do mal. Joga seu currículo, sua "biografia" num lixo onde repousam àquelas que retratam os grandes ditadores da História, mudando apenas a forma por eles usadas para chegar ao poder.Sinceramente, confesso que me parece mais transparente (que palavra difícil de ser usada com ditaduras!), os ditadores que tomam o poder pelas armas. Pois são mais corajosos e sinceros quanto às suas intenções. Usar a popularidade e a "biografia" para isto faz-nos ficar mais tristes e ajuda a empurrar a Ética, mais um pouco, em direção ao precípicio no qual morrem as democracias.
23 de jul. de 2009
UMA NOVA REDE DE SERVIÇOS
Bom Dia!
Notícia veiculada hoje pela Saúde Business Web trata da inauguração pela Rede D'Or (Rio de Janeiro) da criação de um Centro de Obesidade Mórbida dentro da unidade hospitalar de maior complexidade que possui naquele Estado. São investimentos, segundo o informativo citado, que alcançam R$ 600 mil e que antecipam a vinda de um outro centro médico dentro do hospital, voltado aos pacientes oncológicos e previsto para 2010.
Aparentemente estamos tratando de aproveitamento de espaços ociosos dentro do hospital que, para manter sua rentabilidade projetada e esperada pelos empresários, não pode conviver com áreas sem uso. Em verdade, a questão é mais ampla e complexa. Ela trata da total incapacidade das operadoras de saúde em hierarquizar suas redes de serviços contratadas, pressuposto e necessidade vital à ordenação do acesso por resolutividade e qualidade.
Quando as empresas de saúde se organizam, investem seus capitais próprios, elas esperam que a parte compradora seja capaz de diferenciá-las a partir de critérios mais objetivos e que foquem a racionalidade do consumo de recursos e não apenas a racionalização. Mas o que fazem a grande maioria das operadoras? Insistem na racionalização e no pensamento curto, imediato, quase que descompromissado com o futuro de seus produtos e com a satisfação de suas populações assistidas.
A referida rede hospitalar, que já se expandiu para o Nordeste com unidades em Pernambuco, mostra-nos claramente que seu projeto estratégico é ocupar os espaços que a concorrência e/ou as operadoras estão deixando para trás, vazios e mal gerenciados. E enquanto empresa comercial, com necessidade de retorno, ela está absolutamente correta em sua estratégia. Porém, para nós, gestores de saúde, a criação de complexos hospitalares que agrupem (se mantidas a qualidade e a resolutividade anteriores), uma totalidade de serviços num único lugar vai de encontro às estratégias de hierarquização tão necessárias a um sistema de saúde coletivo (público ou privado).
A iniciativa e senso de oportunidade da Rede D'Or parece ser coerente e atual. Embora nunca seja possível prever as reações que advém do setor de saúde suplementar (o mercado é sempre o mercado), fica claro que neste jogo chamado gestão efetiva da rede de serviços, nós operadoras perdemos mais um gol.
Notícia veiculada hoje pela Saúde Business Web trata da inauguração pela Rede D'Or (Rio de Janeiro) da criação de um Centro de Obesidade Mórbida dentro da unidade hospitalar de maior complexidade que possui naquele Estado. São investimentos, segundo o informativo citado, que alcançam R$ 600 mil e que antecipam a vinda de um outro centro médico dentro do hospital, voltado aos pacientes oncológicos e previsto para 2010.
Aparentemente estamos tratando de aproveitamento de espaços ociosos dentro do hospital que, para manter sua rentabilidade projetada e esperada pelos empresários, não pode conviver com áreas sem uso. Em verdade, a questão é mais ampla e complexa. Ela trata da total incapacidade das operadoras de saúde em hierarquizar suas redes de serviços contratadas, pressuposto e necessidade vital à ordenação do acesso por resolutividade e qualidade.
Quando as empresas de saúde se organizam, investem seus capitais próprios, elas esperam que a parte compradora seja capaz de diferenciá-las a partir de critérios mais objetivos e que foquem a racionalidade do consumo de recursos e não apenas a racionalização. Mas o que fazem a grande maioria das operadoras? Insistem na racionalização e no pensamento curto, imediato, quase que descompromissado com o futuro de seus produtos e com a satisfação de suas populações assistidas.
A referida rede hospitalar, que já se expandiu para o Nordeste com unidades em Pernambuco, mostra-nos claramente que seu projeto estratégico é ocupar os espaços que a concorrência e/ou as operadoras estão deixando para trás, vazios e mal gerenciados. E enquanto empresa comercial, com necessidade de retorno, ela está absolutamente correta em sua estratégia. Porém, para nós, gestores de saúde, a criação de complexos hospitalares que agrupem (se mantidas a qualidade e a resolutividade anteriores), uma totalidade de serviços num único lugar vai de encontro às estratégias de hierarquização tão necessárias a um sistema de saúde coletivo (público ou privado).
A iniciativa e senso de oportunidade da Rede D'Or parece ser coerente e atual. Embora nunca seja possível prever as reações que advém do setor de saúde suplementar (o mercado é sempre o mercado), fica claro que neste jogo chamado gestão efetiva da rede de serviços, nós operadoras perdemos mais um gol.
22 de jul. de 2009
A GRANDE DOENÇA DAS EMPRESAS
Bom Dia!
Quando se propagam no mundo tantas epidemias e pandemias, assustadoramente exploradas pela mídia global, fico cada dia mais impressionado e menos paciente com a grande doença das empresas: o amadorismo com (ou sem) poder.
É contagioso, dissemina-se com uma rapidez microbiótica e ataca com uma virulência digna das mais terríveis bactérias. O amadorismo infiltra-se nas estruturas empresariais e faz com que os medíocres se sintam protegidos por um carimbo, ou uma placa de sala, ou pela distância que os separa do mundo real onde estão acontecendo as grandes transformações do mercado onde sua empresa tenta sobreviver.
As crises mundiais, tal qual esta que atravessamos desde o ano passado, provocam o surgimento de grandes talentos, é verdade. Mas também servem para trazer à tona os amadores travestidos de executivos que ocupam cargos (sabe-se Deus como chegaram) por vezes estratégicos nas grandes corporações.
Mas ser amador não é privilégio de altos executivos. Como falei, esta doença é altamente contagiosa: ela já chegou aos níveis táticos e operacional. É uma tal de sensibilidade para as correções que precisam ser feitas, uma preocupação com isto ou aquilo, tudo menos foco no cliente! Aliás, quem disse que esta categoria (amadores com ou sem poder) sabe quem são seus clientes e, se sabem, para que preocupar-se com eles?
Vejo tantos encontros, seminários, congressos, discursos do Lula, enfim, uma quantidade imensa de eventos que tratam de grandes e belos direcionamentos que não conseguem sair do Powerpoint onde são feitos. Eles falam, trazem efeitos especiais sobre clientes, mas não passam disso: coleção de grandes efeitos. Tal qual um filme, depois que acaba não serve para mudar a nossa realidade, somente para passar o tempo e propiciar grandes ganhos para uns poucos.
Da mesma forma a necessidade de profissionalismo. Quantos artigos, livros, seminários, etc, etc!
E nada acontece de efetivo no mundo corporativo, ou, para ser mais justo, o que muda é quase nada!
Será que temos de nos acostumar a conviver com o amadorismo, da mesma forma que temos de suportar as... baratas, por exemplo? Se for o caso, talvez valha para os amadores com ou sem poder a mesma regra que usamos para os pré-históricos insetos: fazer com que elas corram, colocar inseticida ou trocar de casa!
Quando se propagam no mundo tantas epidemias e pandemias, assustadoramente exploradas pela mídia global, fico cada dia mais impressionado e menos paciente com a grande doença das empresas: o amadorismo com (ou sem) poder.
É contagioso, dissemina-se com uma rapidez microbiótica e ataca com uma virulência digna das mais terríveis bactérias. O amadorismo infiltra-se nas estruturas empresariais e faz com que os medíocres se sintam protegidos por um carimbo, ou uma placa de sala, ou pela distância que os separa do mundo real onde estão acontecendo as grandes transformações do mercado onde sua empresa tenta sobreviver.
As crises mundiais, tal qual esta que atravessamos desde o ano passado, provocam o surgimento de grandes talentos, é verdade. Mas também servem para trazer à tona os amadores travestidos de executivos que ocupam cargos (sabe-se Deus como chegaram) por vezes estratégicos nas grandes corporações.
Mas ser amador não é privilégio de altos executivos. Como falei, esta doença é altamente contagiosa: ela já chegou aos níveis táticos e operacional. É uma tal de sensibilidade para as correções que precisam ser feitas, uma preocupação com isto ou aquilo, tudo menos foco no cliente! Aliás, quem disse que esta categoria (amadores com ou sem poder) sabe quem são seus clientes e, se sabem, para que preocupar-se com eles?
Vejo tantos encontros, seminários, congressos, discursos do Lula, enfim, uma quantidade imensa de eventos que tratam de grandes e belos direcionamentos que não conseguem sair do Powerpoint onde são feitos. Eles falam, trazem efeitos especiais sobre clientes, mas não passam disso: coleção de grandes efeitos. Tal qual um filme, depois que acaba não serve para mudar a nossa realidade, somente para passar o tempo e propiciar grandes ganhos para uns poucos.
Da mesma forma a necessidade de profissionalismo. Quantos artigos, livros, seminários, etc, etc!
E nada acontece de efetivo no mundo corporativo, ou, para ser mais justo, o que muda é quase nada!
Será que temos de nos acostumar a conviver com o amadorismo, da mesma forma que temos de suportar as... baratas, por exemplo? Se for o caso, talvez valha para os amadores com ou sem poder a mesma regra que usamos para os pré-históricos insetos: fazer com que elas corram, colocar inseticida ou trocar de casa!
21 de jul. de 2009
A AIDS CONTRA AS MULHERES
Boa Tarde!
Uma pesquisa veiculada pela revista NATURE MEDICINE (www.nature.com), realizada pelo Ragon Institute of Massachusetts (MIT/Harvard - EUA), traz ao conhecimento de todos uma notícia nada agradável: o vírus HIV (AIDS) é mais agressivo contra as mulheres do que em relação aos homens.
Segundo Marcis Altfed, chefe dos pesquisadores, e citado em reportagem pelo Corriere della Sera, "é como se as mulheres fossem o sexo frágil nos confrontos com o HIV". Para os cientistas, os mecanismos biológicos que deflagram os processos de defesa contra o vírus trabalham de forma distintas nos homens e nas mulheres. Nestas últimas, o intervalo temporal decorrido deste a identificação até as medidas defensivas expõem-nas a um ataque maior do HIV. Com este novo e preocupante dado, os estudos passam a se orientar agora na direção do estabelecimento de estratégias de intervenção, inclusive com as drogas já existentes ou outras combinações, para dotar as mulheres de maior proteção imunológica.
Outro aspecto preocupante envolvido nesta questão é a sistemática e traiçoeira campanha que toda a mídia mundial faz, procurando associar uma pseudo "liberdade" à assunção de comportamentos do mais alto risco pelas mulheres. Assim, ainda que com todas as controvérsias e dúvidas que pairam sobre a eficácia dos preservativos, a mídia insiste que usando-os a mulher pode "liberar geral". A promiscuidade deixou assim, segundo os defensores destas falácias, de se constituir num comportamento de risco à saúde para se tornar símbolo.
Do que mesmo? Talvez de uma sociedade que, por sua decadência, perde mais tempo mentindo e enganando do que protegendo aqueles que necessitam de sua real ajuda.
Uma pesquisa veiculada pela revista NATURE MEDICINE (www.nature.com), realizada pelo Ragon Institute of Massachusetts (MIT/Harvard - EUA), traz ao conhecimento de todos uma notícia nada agradável: o vírus HIV (AIDS) é mais agressivo contra as mulheres do que em relação aos homens.
Segundo Marcis Altfed, chefe dos pesquisadores, e citado em reportagem pelo Corriere della Sera, "é como se as mulheres fossem o sexo frágil nos confrontos com o HIV". Para os cientistas, os mecanismos biológicos que deflagram os processos de defesa contra o vírus trabalham de forma distintas nos homens e nas mulheres. Nestas últimas, o intervalo temporal decorrido deste a identificação até as medidas defensivas expõem-nas a um ataque maior do HIV. Com este novo e preocupante dado, os estudos passam a se orientar agora na direção do estabelecimento de estratégias de intervenção, inclusive com as drogas já existentes ou outras combinações, para dotar as mulheres de maior proteção imunológica.
Outro aspecto preocupante envolvido nesta questão é a sistemática e traiçoeira campanha que toda a mídia mundial faz, procurando associar uma pseudo "liberdade" à assunção de comportamentos do mais alto risco pelas mulheres. Assim, ainda que com todas as controvérsias e dúvidas que pairam sobre a eficácia dos preservativos, a mídia insiste que usando-os a mulher pode "liberar geral". A promiscuidade deixou assim, segundo os defensores destas falácias, de se constituir num comportamento de risco à saúde para se tornar símbolo.
Do que mesmo? Talvez de uma sociedade que, por sua decadência, perde mais tempo mentindo e enganando do que protegendo aqueles que necessitam de sua real ajuda.
20 de jul. de 2009
A CORAGEM E A VERDADE
Bom Dia!
Para mim existem dois grandes princípios acerca das posturas éticas, sejam quais forem os temas envolvidos em um debate:
1. Quem é Ético não distorce, nem modifica, nem deturpa as alegações apresentadas por outrem, ainda que sua causa possua, de forma concreta, mais consistência e densidade. A Ética não admite desvios. E o recurso de se alterar ou vilipendiar os argumentos opostos é um perigoso desvio que beira a arrogância ou covardia. Portanto, ético será um debate que permite espaços iguais para argumentos técnicos.
2. Os critérios de avaliação e julgamento não podem permitir tudo para um lado e cercear o espaço do outro. As oportunidades devem ser iguais, assim como os recursos disponibilizados, de tal maneira que o público, ao optar, tenha recebido por acessos iguais, informações em amplitude máxima do que poderia ser oferecido.
Todo este preâmbulo julgo necessário para que vocês entendam o texto que reproduzirei abaixo, onde foi cerceado o direito de usar uma palavra a um sacerdote da Igreja Católica , sob o argmento de que chamar alguém que defende o aborto de "abortista", fere direito constitucional.
Ou seja, no Brasil quem defende o Esporte pode e deve ser denominado de "Esportista". Quem acredita ser a Monarquia a melhor forma de Governo, pode ser tachado de "Monarquista". Mas quem defende a morte inocente de bebês pelo aborto, NÃO PODE MAIS SER CHAMADO "daquilo", segundo a 1a. Turma Recursal do Distrito Federal. Por que?
"PUBLICADO ACÓRDÃO QUE PROÍBE A PALAVRA "ABORTISTA"
Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Só agora (10.07.2009) foi publicado o acórdão (decisão colegiada da 1ª Turma Recursal do DF) que condenou em 16/08/2005 o Pró-Vida de Anápolis por ter usado o adjetivo "abortista". Tal palavra foi usada unicamente na legenda de uma fotografia, já publicada pelo jornal Correio Braziliense, em que figuravam várias pessoas (inclusive o sacerdote presidente da entidade condenda) debatendo sobre o tema "aborto e moral", em um evento público no auditório do Ministério Público do Distrito Federal.
Publicado no Diário de Justiça de 1/12/2005 às folhas 311/325, o acórdão de 14 páginas (ver anexo) em momento algum diz qual outra palavra deveria ter sido usada para designar os defensores do direito de a gestante fazer aborto. A condenação atendeu ao valor máximo pedido pela autora (R$ 4.250,00 mais juros moratórios).
Em momento algum a Turma Recursal mostrou-se sensibilizada pelo fato de o Pró-Vida de Anápolis ser uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, que sobrevive à custa de doações, atendendo às gestantes e aos bebês. Pelo contrário, o valor fixado para os honorários advocatícios a serem pagos à parte vencedora foi o maior possível: vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação. Resta agora um Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. Alguns trechos do acórdão:
Voto do Relator:
[O Pró-Vida de Anápolis] ...deveria pautar sua atuação pelos princípios que permeiam a doutrina cristã, notadamente a tolerância, o respeito e amor ao próximo, denotando que deveria simplesmente apontá-la como antropóloga que não se afina inteiramente com o posicionamento da entidade na sua ferrenha oposição ao aborto, independentemente da situação da gestante ou do feto que traz no ventre, está permeada por um expressivo ataque à honra da apelada, à sua moral e à sua reputação profissional e pessoal, haja vista a qualificação que lhe fora destinada e aposta abaixo da sua fotografia (?antropóloga abortista?).
[..]
Esse comportamento, evidentemente, não condiz com a salutar e irrenunciável liberdade de expressão, que deve vicejar e estar amalgamada como dogma constitucional no ordenamento jurídico de qualquer país que viva sob as bitolas dos enunciados que guarnecem o estado democrático de direito.
[..]
Desse modo, estando patente que a apelada fora indevidamente atingida em sua honra, decoro e dignidade pelas indevidas imputações que lhe foram endereçadas pelo apelante, sendo que a causa originária dos fatos lesivos fora o injurídico procedimento por ele adotado, o que lhe provocara, irreversivelmente, abatimento psicológico e dor, assiste-lhe o direito de ser indenizada quanto aos danos morais oriundos das ofensas que sofrera.
[..]
Voto do vogal
É importante lembrar que [...] estamos diante de um caso de intolerância religiosa em pleno século XXI, em pleno ano 2005. Essa foi a expressão usada por S. Ex.ª, que ratifico integralmente e tomo a liberdade, concessa venia, de fazê-la minha também.
[...]
E espero, sinceramente, que, daqui para a frente, comportamentos intolerantes, que nos remetem aos tempos medievais da Santa Inquisição, não se repitam em novas ações que exijam a intervenção do Poder Judiciário, porque, no que depender particularmente de mim, e creio que de S. Ex.ª e da eminente Presidente, tais condutas serão severamente rechaçadas.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis / Fax: 55+62+3321-0900 / Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO (http://www.providaanapolis.org.br)"
Para mim existem dois grandes princípios acerca das posturas éticas, sejam quais forem os temas envolvidos em um debate:
1. Quem é Ético não distorce, nem modifica, nem deturpa as alegações apresentadas por outrem, ainda que sua causa possua, de forma concreta, mais consistência e densidade. A Ética não admite desvios. E o recurso de se alterar ou vilipendiar os argumentos opostos é um perigoso desvio que beira a arrogância ou covardia. Portanto, ético será um debate que permite espaços iguais para argumentos técnicos.
2. Os critérios de avaliação e julgamento não podem permitir tudo para um lado e cercear o espaço do outro. As oportunidades devem ser iguais, assim como os recursos disponibilizados, de tal maneira que o público, ao optar, tenha recebido por acessos iguais, informações em amplitude máxima do que poderia ser oferecido.
Todo este preâmbulo julgo necessário para que vocês entendam o texto que reproduzirei abaixo, onde foi cerceado o direito de usar uma palavra a um sacerdote da Igreja Católica , sob o argmento de que chamar alguém que defende o aborto de "abortista", fere direito constitucional.
Ou seja, no Brasil quem defende o Esporte pode e deve ser denominado de "Esportista". Quem acredita ser a Monarquia a melhor forma de Governo, pode ser tachado de "Monarquista". Mas quem defende a morte inocente de bebês pelo aborto, NÃO PODE MAIS SER CHAMADO "daquilo", segundo a 1a. Turma Recursal do Distrito Federal. Por que?
"PUBLICADO ACÓRDÃO QUE PROÍBE A PALAVRA "ABORTISTA"
Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Só agora (10.07.2009) foi publicado o acórdão (decisão colegiada da 1ª Turma Recursal do DF) que condenou em 16/08/2005 o Pró-Vida de Anápolis por ter usado o adjetivo "abortista". Tal palavra foi usada unicamente na legenda de uma fotografia, já publicada pelo jornal Correio Braziliense, em que figuravam várias pessoas (inclusive o sacerdote presidente da entidade condenda) debatendo sobre o tema "aborto e moral", em um evento público no auditório do Ministério Público do Distrito Federal.
Publicado no Diário de Justiça de 1/12/2005 às folhas 311/325, o acórdão de 14 páginas (ver anexo) em momento algum diz qual outra palavra deveria ter sido usada para designar os defensores do direito de a gestante fazer aborto. A condenação atendeu ao valor máximo pedido pela autora (R$ 4.250,00 mais juros moratórios).
Em momento algum a Turma Recursal mostrou-se sensibilizada pelo fato de o Pró-Vida de Anápolis ser uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, que sobrevive à custa de doações, atendendo às gestantes e aos bebês. Pelo contrário, o valor fixado para os honorários advocatícios a serem pagos à parte vencedora foi o maior possível: vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação. Resta agora um Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. Alguns trechos do acórdão:
Voto do Relator:
[O Pró-Vida de Anápolis] ...deveria pautar sua atuação pelos princípios que permeiam a doutrina cristã, notadamente a tolerância, o respeito e amor ao próximo, denotando que deveria simplesmente apontá-la como antropóloga que não se afina inteiramente com o posicionamento da entidade na sua ferrenha oposição ao aborto, independentemente da situação da gestante ou do feto que traz no ventre, está permeada por um expressivo ataque à honra da apelada, à sua moral e à sua reputação profissional e pessoal, haja vista a qualificação que lhe fora destinada e aposta abaixo da sua fotografia (?antropóloga abortista?).
[..]
Esse comportamento, evidentemente, não condiz com a salutar e irrenunciável liberdade de expressão, que deve vicejar e estar amalgamada como dogma constitucional no ordenamento jurídico de qualquer país que viva sob as bitolas dos enunciados que guarnecem o estado democrático de direito.
[..]
Desse modo, estando patente que a apelada fora indevidamente atingida em sua honra, decoro e dignidade pelas indevidas imputações que lhe foram endereçadas pelo apelante, sendo que a causa originária dos fatos lesivos fora o injurídico procedimento por ele adotado, o que lhe provocara, irreversivelmente, abatimento psicológico e dor, assiste-lhe o direito de ser indenizada quanto aos danos morais oriundos das ofensas que sofrera.
[..]
Voto do vogal
É importante lembrar que [...] estamos diante de um caso de intolerância religiosa em pleno século XXI, em pleno ano 2005. Essa foi a expressão usada por S. Ex.ª, que ratifico integralmente e tomo a liberdade, concessa venia, de fazê-la minha também.
[...]
E espero, sinceramente, que, daqui para a frente, comportamentos intolerantes, que nos remetem aos tempos medievais da Santa Inquisição, não se repitam em novas ações que exijam a intervenção do Poder Judiciário, porque, no que depender particularmente de mim, e creio que de S. Ex.ª e da eminente Presidente, tais condutas serão severamente rechaçadas.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis / Fax: 55+62+3321-0900 / Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO (http://www.providaanapolis.org.br)"
17 de jul. de 2009
A CRISE DA GRIPE SUÍNA
Bom Dia!
As manchetes dos jornais, em todo o país, destacam hoje a circulação do vírus H1N1 no país, com aumento do número de mortes e o reconhecimento pelo Ministro da Saúde do fato. Enquanto as ocorrências estiveram associadas às viagens feitas isoladamente, toda a estrutura do ministério e das secretarias estaduais e municipais tiveram precioso tempo para prepararem a etapa seguinte que, apesar das negativas de Temporão, eles sabiam que viria.
Não se deve disseminar e não existem razões para o pânico, ainda que estejamos a cerca de 60 dias do final do inverno, estação bastante propícia para este tipo de circulação. Mas ficam duas grandes questões em aberto:
PRIMEIRA: as medidas de promoção à saúde requerem repetidas inserções e ações ediucacionais. A eficácia destas se mede pela convergência de todos os setores formadores e multiplicadores de opinião no país, neste trabalho coletivo e dinâmico. É fato que a imprensa tem mantido a gripe suína em pauta há mais de três meses, ininterruptamente. Mas a ênfase tem sido dado na sinistralidade e mortalidade, com um pequeno espaço final para as orientações em Saúde. Isto é preocupante porque a população em geral, após o recebimento de notícias de impacto negativo (morte, aumento de casos, etc), pouco assimila das instruções gerais de prevenção. Portanto, urge uma campanha sistemática, a chamada ao trabalho coletivo de todos os setores organizados da sociedade, com foco na prevenção e nas ações simples que podem minimizar a circulação e reduzir a mortalidade.
SEGUNDA: o que foi feito do ponto de vista estrutural, especialmente no aporte de verbas orçamentárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), para que ele tenha condições de absorver o volume de atendimentos da população mais pobre da sociedade? Se já é uma época difícil o inverno, imaginemos o impacto sobre as precárias instalações existentes, da circulação da vírus, mas principalmente da circulação do medo! O Ministro Temporão fala de que somente o Congresso pode resolver a questão com a liberação de suplementações orçamentárias. Será que não bastaria o Governo do Grande Irmão liberar a totalidade do orçamento aprovado? Afinal, nestes últimos anos, o governo da Estrela Vermelha tem se caracterizado pela enorme contenção na liberação das verbas aprovadas pelo Congresso Nacional para o Ministério da Saúde.
Por que Temporão cobra do Congresso? Porque sempre é mais fácil falar do defeito do vizinho, notadamente quando o telhado daquele está tão exposto e quebrado como nos dias atuais.
No momento da crise da gripe suína, seria importante que o Ministro reduzisse seus discursos e aumentasse o tempo dedicado à gestão da Saúde Coletiva do nosso país.
As manchetes dos jornais, em todo o país, destacam hoje a circulação do vírus H1N1 no país, com aumento do número de mortes e o reconhecimento pelo Ministro da Saúde do fato. Enquanto as ocorrências estiveram associadas às viagens feitas isoladamente, toda a estrutura do ministério e das secretarias estaduais e municipais tiveram precioso tempo para prepararem a etapa seguinte que, apesar das negativas de Temporão, eles sabiam que viria.
Não se deve disseminar e não existem razões para o pânico, ainda que estejamos a cerca de 60 dias do final do inverno, estação bastante propícia para este tipo de circulação. Mas ficam duas grandes questões em aberto:
PRIMEIRA: as medidas de promoção à saúde requerem repetidas inserções e ações ediucacionais. A eficácia destas se mede pela convergência de todos os setores formadores e multiplicadores de opinião no país, neste trabalho coletivo e dinâmico. É fato que a imprensa tem mantido a gripe suína em pauta há mais de três meses, ininterruptamente. Mas a ênfase tem sido dado na sinistralidade e mortalidade, com um pequeno espaço final para as orientações em Saúde. Isto é preocupante porque a população em geral, após o recebimento de notícias de impacto negativo (morte, aumento de casos, etc), pouco assimila das instruções gerais de prevenção. Portanto, urge uma campanha sistemática, a chamada ao trabalho coletivo de todos os setores organizados da sociedade, com foco na prevenção e nas ações simples que podem minimizar a circulação e reduzir a mortalidade.
SEGUNDA: o que foi feito do ponto de vista estrutural, especialmente no aporte de verbas orçamentárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), para que ele tenha condições de absorver o volume de atendimentos da população mais pobre da sociedade? Se já é uma época difícil o inverno, imaginemos o impacto sobre as precárias instalações existentes, da circulação da vírus, mas principalmente da circulação do medo! O Ministro Temporão fala de que somente o Congresso pode resolver a questão com a liberação de suplementações orçamentárias. Será que não bastaria o Governo do Grande Irmão liberar a totalidade do orçamento aprovado? Afinal, nestes últimos anos, o governo da Estrela Vermelha tem se caracterizado pela enorme contenção na liberação das verbas aprovadas pelo Congresso Nacional para o Ministério da Saúde.
Por que Temporão cobra do Congresso? Porque sempre é mais fácil falar do defeito do vizinho, notadamente quando o telhado daquele está tão exposto e quebrado como nos dias atuais.
No momento da crise da gripe suína, seria importante que o Ministro reduzisse seus discursos e aumentasse o tempo dedicado à gestão da Saúde Coletiva do nosso país.
16 de jul. de 2009
ESTRANHOS TEMPOS...
Bom Dia!
O Governo do Estado de São Paulo comemora hohje, em diversos meios de comunicação, a redução da Taxa de Mortalidade Infantil estadual, nos últimos cinco anos, em cerca de 49%. Atribui (e com justa razão) a esta boa notícia as medidas adotadas principalmente na promoção à Saúde das gestantes, nos cuidados e intervenções voltadas para a Atenção Básica e no acompanhamento das futuras mães pelas unidades básicas de saúde.
O estranho é que tudo isto acontece sob o Governo de um Economista, que por sinal quando ocupou o Ministério da Saúde (críticas à parte), promoveu uma série de medidas de reforço e implementação concreta da Atenção Básica no SUS.
Por outro lado, em nível de País e consideradas todas as faixas etárias em que se mensura a mortalidade infantil, o desempenho do Brasil no mesmo período foi pior, chegando mesmo a um ligeiro aumento da taxa em algumas situações. E tudo isto acontece quando o Ministério da Saúde no Governo do Grande Irmão é ocupado por um Médico renomado e com bastante espaço na mídia.
Qual a causa disto?
Será que poderíamos ter de tudo isto um novo reforço à questão da Saúde gerida com foco, priorizada por um projeto estratégico que direcione os recursos para resultados que agreguem valor à população assistida? Pois isto é vital na questão da mortalidade infantil.
Além de ocupar seus segundos de fama, por ocasião das campanhas de vacinação (quando as televisões não possuem pauta para ocupá-los), o que mais tem feito de concreto o Ministério de Saúde para consolidar o Modelo de Atenção Básica?
Quando não está dando entrevistas de nada, o que ele faz pela Saúde Coletiva e o Modelo de Atenção Básica?
O Governo do Estado de São Paulo comemora hohje, em diversos meios de comunicação, a redução da Taxa de Mortalidade Infantil estadual, nos últimos cinco anos, em cerca de 49%. Atribui (e com justa razão) a esta boa notícia as medidas adotadas principalmente na promoção à Saúde das gestantes, nos cuidados e intervenções voltadas para a Atenção Básica e no acompanhamento das futuras mães pelas unidades básicas de saúde.
O estranho é que tudo isto acontece sob o Governo de um Economista, que por sinal quando ocupou o Ministério da Saúde (críticas à parte), promoveu uma série de medidas de reforço e implementação concreta da Atenção Básica no SUS.
Por outro lado, em nível de País e consideradas todas as faixas etárias em que se mensura a mortalidade infantil, o desempenho do Brasil no mesmo período foi pior, chegando mesmo a um ligeiro aumento da taxa em algumas situações. E tudo isto acontece quando o Ministério da Saúde no Governo do Grande Irmão é ocupado por um Médico renomado e com bastante espaço na mídia.
Qual a causa disto?
Será que poderíamos ter de tudo isto um novo reforço à questão da Saúde gerida com foco, priorizada por um projeto estratégico que direcione os recursos para resultados que agreguem valor à população assistida? Pois isto é vital na questão da mortalidade infantil.
Além de ocupar seus segundos de fama, por ocasião das campanhas de vacinação (quando as televisões não possuem pauta para ocupá-los), o que mais tem feito de concreto o Ministério de Saúde para consolidar o Modelo de Atenção Básica?
Quando não está dando entrevistas de nada, o que ele faz pela Saúde Coletiva e o Modelo de Atenção Básica?
15 de jul. de 2009
BOAS NOVAS PARA OS PACIENTES DE ALZHEIMER
Bom Dia!
Os jornais italianos no final de junho propagaram uma notícia que, se comprovada e mantidas as verificações iniciais, traz um fio de esperança muito importante aos paciente vitimados pelas trágicas doenças de Alzheimar e Parkinson.
Pesquisadores italianos que trabalham no Instituto Telethon de Genética e Medicina com sede em Nápoles apontam para a descoberta de um processo falho nas células, referente à eliminação de substâncias tóxicas ingeridas pelo organismo humano e que geram, nos pacientes agravados um acumulação inesperada no cérebro.
Tais constatações já confirmadas por exames de ressonância em diversos destes pacientes, mostram que é possível o desenvolvimento de fármacos que atuem sobre o gene TFEB (que coordena outros genes humanos neste tipo de trabalho). De forma ainda bastante precoce, pois as descobertas estão em sua fase mais embrionária, a grande comemoração se dá pela possibilidade de ter sido descoberto o mecanismo inicial desta degeneração. E este é o grande segredo da pesquisa científica, sendo o resto (drogas, vacinas, intervenções), um natural desdobramento.
As pesquisas são mantidas com recursos privados, da Sra. Agnelli e devem ser mantidos mesmo com a crise atual. A projeção dos pesquisadores da evolução de uma solução inicial depende da resposta que o gene TFEB dará aos estímulos que serão testados em animais, inicialmente. Já se sabe que, quando o nível de produção deste gene é elevado, doenças crônicas e degenerativas retrocedem. Resta-nos agora torcer (e rezar) para que se encontre o mais rápido possível a substância adequada para tal.
As doenças de Alzheimer e Parkinson estão entre aquelas que classifico de maior potencial destrutivo da unidade familiar: os parentes em muitos casos sofrem e não compreendem porque as aparências físicas dos seus entes queridos não mais correspondem aos seus atos, suas reações. Ao não entendê-los, afastam-se ou isolam-se, sofrem ou adoecem, num momento em que mais o paciente necessita do maior ato de amor jamais requerido em suas convivências. Qualquer solução para tais agravos, assim, mais do que curar ou minimizar as sequelas físicas poderá devolver, por menor que seja, uma pequena parcela de paz e esperança a tantos lares e famílias que hoje sofrem esta dor tão silenciosa quanto agressiva.
Os jornais italianos no final de junho propagaram uma notícia que, se comprovada e mantidas as verificações iniciais, traz um fio de esperança muito importante aos paciente vitimados pelas trágicas doenças de Alzheimar e Parkinson.
Pesquisadores italianos que trabalham no Instituto Telethon de Genética e Medicina com sede em Nápoles apontam para a descoberta de um processo falho nas células, referente à eliminação de substâncias tóxicas ingeridas pelo organismo humano e que geram, nos pacientes agravados um acumulação inesperada no cérebro.
Tais constatações já confirmadas por exames de ressonância em diversos destes pacientes, mostram que é possível o desenvolvimento de fármacos que atuem sobre o gene TFEB (que coordena outros genes humanos neste tipo de trabalho). De forma ainda bastante precoce, pois as descobertas estão em sua fase mais embrionária, a grande comemoração se dá pela possibilidade de ter sido descoberto o mecanismo inicial desta degeneração. E este é o grande segredo da pesquisa científica, sendo o resto (drogas, vacinas, intervenções), um natural desdobramento.
As pesquisas são mantidas com recursos privados, da Sra. Agnelli e devem ser mantidos mesmo com a crise atual. A projeção dos pesquisadores da evolução de uma solução inicial depende da resposta que o gene TFEB dará aos estímulos que serão testados em animais, inicialmente. Já se sabe que, quando o nível de produção deste gene é elevado, doenças crônicas e degenerativas retrocedem. Resta-nos agora torcer (e rezar) para que se encontre o mais rápido possível a substância adequada para tal.
As doenças de Alzheimer e Parkinson estão entre aquelas que classifico de maior potencial destrutivo da unidade familiar: os parentes em muitos casos sofrem e não compreendem porque as aparências físicas dos seus entes queridos não mais correspondem aos seus atos, suas reações. Ao não entendê-los, afastam-se ou isolam-se, sofrem ou adoecem, num momento em que mais o paciente necessita do maior ato de amor jamais requerido em suas convivências. Qualquer solução para tais agravos, assim, mais do que curar ou minimizar as sequelas físicas poderá devolver, por menor que seja, uma pequena parcela de paz e esperança a tantos lares e famílias que hoje sofrem esta dor tão silenciosa quanto agressiva.
14 de jul. de 2009
CARTA ABERTA ENVIADA À GOL EM 14.07.2009
Boa Tarde!
Quando falamos de clientes, nunca devemos apenas repetir jargões ou ditos de forma mecânica, e sim, sempre, colocarmo-nos nos seus lugares e, a partir deles, avaliar a qualidade do nosso atendimento.
Esta é a carta que encaminhei à GOL e espero, em nome do bom atendimento que ela tanto divulga, um dia receber sua resposta e suas correções. Até lá, que sirva de reflexão para todos que lidam com o público, de qualquer setor, mas em especial da Saúde:
"Sr. Presidente,
Nosso tempo tem acompanhado, com bastante pesar e dor, as inúmeras tragédias aéreas que ceifam vidas, disseminam um medo generalizado e abalam as estruturas humanas e financeiras das diversas companhias que atuam neste setor.
Também a sua companhia não atravessa incólume estas ocorrências e, com certeza, deve enfrentar difíceis momentos ao lidar com todos os parentes das vítimas de tais sinistros. A vida das pessoas não tem preço e por isso, ao decidir enviar-lhe esta carta, gostaria de excluir de tudo o que direi adiante as situações extremas acima citadas.
Reporto-me, assim, a outra tragédia que tenho participado como usuário da empresa GOL: o mau atendimento aos clientes.
Já se tornou comum escutar piadas do tipo: “a GOL decolou pontualmente com meia hora de atraso”, pois a pontualidade não parece ser objeto de preocupação dessa empresa, nem mesmo quando os vôos iniciam num determinado aeroporto, em dias normais de condições metereológicas perfeitas. Simplesmente a GOL abandonou o conceito de pontualidade nos aeroportos paulistas e cariocas, substituindo-o pela doce ilusão de uma boa desculpa.
As desculpas silenciam nossas incompetências, mas não possuem a longevidade requerida pelas organizações que não as tratam e que acreditam ser o tempo o melhor remédio para acalmar os clientes insatisfeitos.
Presidente, cliente não se acalma, conquista-se e fideliza-se. E a conquista requer termos coragem de assumirmos nossos erros e não maquiá-los atrás de belos (?) discursos, ou belas reportagens em revistas de bordo. Não tenho competência para pretender ensinar-lhe nada disto, absolutamente!
Apenas creio que o senhor, homem prudente que é não deve usar as linhas comerciais de sua empresa. Aliás, tenho certeza disto: se o fizesse não era possível imaginar que continuássemos a ser tratados como gado na hora do check-in, com filas intermináveis, desorganizadas e que nos deixam, em média, uma hora ou mais parados como idiotas aguardando nossa vez.
Mais o ápice de toda esta agonia, que venho sofrendo há anos, e de forma mais intensa nos últimos quatro meses quando me tornei cliente semanal de sua empresa, aconteceu nesta segunda feira (13/07): todos os passageiros do vôo 1503 (Santos Dumont-Congonhas) foram brindados com diversas pérolas, além daquelas já citadas e que se incorporaram à rotina do cliente GOL:
# O horário do vôo era de 06:40h. O dia estava límpido, claro, sem chuvas e a aeronave estava no pátio desde 05:50h (pelo menos, pois foi a hora em que sentei para esperar a chamado do embarque). Não foi surpresa, mas foi mais uma decepção, o vôo somente decolou às 07:05h, ou seja, pontualmente com meia hora de atraso GOL (desculpe-me os cinco minutos a mais).
# Desembarcamos em Congonhas às 8:00 h, portanto com nossas vidas já retardadas pela GOL e, surpresa das surpresas, ao chegarmos na esteira de bagagem e ficarmos como idiotas esperando malas que teimavam em não aparecer, recebemos a informação de que as bagagens somente teriam sido embarcadas em outro vôo que chegaria em São Paulo apenas às 8:45h. Caso não pudéssemos esperar, deveríamos preencher um formulário e, talvez, receber as malas ainda na manhã.
Como não acredito mais na GOL decidi esperar e recebi, após um pedido de prioridade da equipe de terra, a mala de mão (que o check in não deixou levar à bordo porque estava com 6 kg), às 9:15h (claro pontualmente com a meia hora de atraso da GOL).
Presidente,
Não sei o que dizer-lhe como grande executivo que o senhor é. Mas como cliente ouso recomendar-lhe: use a Ocean Air! Ela sai do mesmo aeroporto de Congonhas com pontualidade britânica. Procura ter no check in mais atendentes do que filas, trata a todos com educação e gentileza e ainda oferecer no serviço de bordo algo além de barras de cereais e pão.
Pense em sua saúde, Presidente, e não use a empresa que atende (atende?) por GOL.
Desculpe a minha indignação. Mas cansei de sofrer em silêncio."
Comprovante do envio:
http://www.voegol.com.br/faleconosco/confirmacao.aspx?objetivo=Cr%c3%adtica&idioma=PTB
Seus dados foram enviados com sucesso.Obrigado por utilizar nosso site!
Quando falamos de clientes, nunca devemos apenas repetir jargões ou ditos de forma mecânica, e sim, sempre, colocarmo-nos nos seus lugares e, a partir deles, avaliar a qualidade do nosso atendimento.
Esta é a carta que encaminhei à GOL e espero, em nome do bom atendimento que ela tanto divulga, um dia receber sua resposta e suas correções. Até lá, que sirva de reflexão para todos que lidam com o público, de qualquer setor, mas em especial da Saúde:
"Sr. Presidente,
Nosso tempo tem acompanhado, com bastante pesar e dor, as inúmeras tragédias aéreas que ceifam vidas, disseminam um medo generalizado e abalam as estruturas humanas e financeiras das diversas companhias que atuam neste setor.
Também a sua companhia não atravessa incólume estas ocorrências e, com certeza, deve enfrentar difíceis momentos ao lidar com todos os parentes das vítimas de tais sinistros. A vida das pessoas não tem preço e por isso, ao decidir enviar-lhe esta carta, gostaria de excluir de tudo o que direi adiante as situações extremas acima citadas.
Reporto-me, assim, a outra tragédia que tenho participado como usuário da empresa GOL: o mau atendimento aos clientes.
Já se tornou comum escutar piadas do tipo: “a GOL decolou pontualmente com meia hora de atraso”, pois a pontualidade não parece ser objeto de preocupação dessa empresa, nem mesmo quando os vôos iniciam num determinado aeroporto, em dias normais de condições metereológicas perfeitas. Simplesmente a GOL abandonou o conceito de pontualidade nos aeroportos paulistas e cariocas, substituindo-o pela doce ilusão de uma boa desculpa.
As desculpas silenciam nossas incompetências, mas não possuem a longevidade requerida pelas organizações que não as tratam e que acreditam ser o tempo o melhor remédio para acalmar os clientes insatisfeitos.
Presidente, cliente não se acalma, conquista-se e fideliza-se. E a conquista requer termos coragem de assumirmos nossos erros e não maquiá-los atrás de belos (?) discursos, ou belas reportagens em revistas de bordo. Não tenho competência para pretender ensinar-lhe nada disto, absolutamente!
Apenas creio que o senhor, homem prudente que é não deve usar as linhas comerciais de sua empresa. Aliás, tenho certeza disto: se o fizesse não era possível imaginar que continuássemos a ser tratados como gado na hora do check-in, com filas intermináveis, desorganizadas e que nos deixam, em média, uma hora ou mais parados como idiotas aguardando nossa vez.
Mais o ápice de toda esta agonia, que venho sofrendo há anos, e de forma mais intensa nos últimos quatro meses quando me tornei cliente semanal de sua empresa, aconteceu nesta segunda feira (13/07): todos os passageiros do vôo 1503 (Santos Dumont-Congonhas) foram brindados com diversas pérolas, além daquelas já citadas e que se incorporaram à rotina do cliente GOL:
# O horário do vôo era de 06:40h. O dia estava límpido, claro, sem chuvas e a aeronave estava no pátio desde 05:50h (pelo menos, pois foi a hora em que sentei para esperar a chamado do embarque). Não foi surpresa, mas foi mais uma decepção, o vôo somente decolou às 07:05h, ou seja, pontualmente com meia hora de atraso GOL (desculpe-me os cinco minutos a mais).
# Desembarcamos em Congonhas às 8:00 h, portanto com nossas vidas já retardadas pela GOL e, surpresa das surpresas, ao chegarmos na esteira de bagagem e ficarmos como idiotas esperando malas que teimavam em não aparecer, recebemos a informação de que as bagagens somente teriam sido embarcadas em outro vôo que chegaria em São Paulo apenas às 8:45h. Caso não pudéssemos esperar, deveríamos preencher um formulário e, talvez, receber as malas ainda na manhã.
Como não acredito mais na GOL decidi esperar e recebi, após um pedido de prioridade da equipe de terra, a mala de mão (que o check in não deixou levar à bordo porque estava com 6 kg), às 9:15h (claro pontualmente com a meia hora de atraso da GOL).
Presidente,
Não sei o que dizer-lhe como grande executivo que o senhor é. Mas como cliente ouso recomendar-lhe: use a Ocean Air! Ela sai do mesmo aeroporto de Congonhas com pontualidade britânica. Procura ter no check in mais atendentes do que filas, trata a todos com educação e gentileza e ainda oferecer no serviço de bordo algo além de barras de cereais e pão.
Pense em sua saúde, Presidente, e não use a empresa que atende (atende?) por GOL.
Desculpe a minha indignação. Mas cansei de sofrer em silêncio."
Comprovante do envio:
http://www.voegol.com.br/faleconosco/confirmacao.aspx?objetivo=Cr%c3%adtica&idioma=PTB
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12 de jul. de 2009
QUEM É O AMIGO DAS CRIANÇAS?
Bom Dia!
No próximo dia 20 de julho estaremos comemorando em nosso país, como efemérides, o Dia do Amigo. Afora as manifestações mecânicas e outras tantas meramente protocolares, este é um dia de lembaramos de todos aqueles para os quais nós não medimos distâncias físicas, e sim a união entre os corações.
Mas este ano gostaria de pensar com vocês sobre algo diferente: quem é o amigo das crianças em nosso país?
A mortalidade infantil(em todas as faixas etárias mensuradas) piorou no Brasil, fazendo-nos ocupar um mero 113o. lugar dentre 194 países acompanhados pela UNICEF. Ou seja, estamos entre os noventa piores do mundo. Ainda que o governo do Grande Irmão comemore a redução na faixa das crianças abaixo dos cinco anos, termos 22 óbitos para cada mil nascidos não deveria ser motivo de nenhuma comemoração ou uso político.
A mortalidade não decorre apenas das carências alimentares, e sim de toda a enorma dívida educacional que possuímos com os segmentos mais pobres da sociedade. E isto deverá piorar com a recentes medidas anunciadas pelo Herr Presidente: a relativização do ENEM, a pedra de obrigatoriedade de se estudar, bastando ter uma raça, cor ou, logo,logo, opção partidária, e por aí vai.
Você já parou para pensar nisto: se a sua cidade possui mil mulheres grávidas, 22 delas não sairão da maternidade para viverem uma nova etapa de suas vidas com suas crianças... Sairão do hospital para o cemitério, chorando a triste condenação de ter nascido sem pertencer a uma casta privilegiada em nosso país.
Pois bem, eis a proposta: no Dia do Amigo torne-se amigo de uma criança carente! Procure sua Igreja, sua Diocese, aquela associação séria e com trabalho comprovado, e adote uma criança até ela se formar. Quem sabe conseguiremos amenizar a dor daquelas mães que hoje estão sozinhas, cercadas de propaganda política e partidária que, além de omitir todos os dados, nega-lhes solenemente o direito à vida!
No próximo dia 20 de julho estaremos comemorando em nosso país, como efemérides, o Dia do Amigo. Afora as manifestações mecânicas e outras tantas meramente protocolares, este é um dia de lembaramos de todos aqueles para os quais nós não medimos distâncias físicas, e sim a união entre os corações.
Mas este ano gostaria de pensar com vocês sobre algo diferente: quem é o amigo das crianças em nosso país?
A mortalidade infantil(em todas as faixas etárias mensuradas) piorou no Brasil, fazendo-nos ocupar um mero 113o. lugar dentre 194 países acompanhados pela UNICEF. Ou seja, estamos entre os noventa piores do mundo. Ainda que o governo do Grande Irmão comemore a redução na faixa das crianças abaixo dos cinco anos, termos 22 óbitos para cada mil nascidos não deveria ser motivo de nenhuma comemoração ou uso político.
A mortalidade não decorre apenas das carências alimentares, e sim de toda a enorma dívida educacional que possuímos com os segmentos mais pobres da sociedade. E isto deverá piorar com a recentes medidas anunciadas pelo Herr Presidente: a relativização do ENEM, a pedra de obrigatoriedade de se estudar, bastando ter uma raça, cor ou, logo,logo, opção partidária, e por aí vai.
Você já parou para pensar nisto: se a sua cidade possui mil mulheres grávidas, 22 delas não sairão da maternidade para viverem uma nova etapa de suas vidas com suas crianças... Sairão do hospital para o cemitério, chorando a triste condenação de ter nascido sem pertencer a uma casta privilegiada em nosso país.
Pois bem, eis a proposta: no Dia do Amigo torne-se amigo de uma criança carente! Procure sua Igreja, sua Diocese, aquela associação séria e com trabalho comprovado, e adote uma criança até ela se formar. Quem sabe conseguiremos amenizar a dor daquelas mães que hoje estão sozinhas, cercadas de propaganda política e partidária que, além de omitir todos os dados, nega-lhes solenemente o direito à vida!
10 de jul. de 2009
A (DES)COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
Bom Dia!
Ontem à tarde, uma grande emissora de televisão anunciou por diversas vezes, com chamadas recheadas da dramaticidade que somente a mídia consegue dar a quaisquer notícias, uma reportagem acerca da Obesidade, seus riscos e alternativas de tratamento.
Sem nenhuma supresa de minha parte, no momento da apresentação de tão "bombástica" matéria, o foco e principal tema era... a Cirurgia Bariátrica!
Claro, esta é a maneira pela qual os programas conseguem que profissionais abram mão de suas agendas sempre tão lotadas e fiquem quase que uma tarde inteira à disposição destas redes, para participarem de 15 minutos de fama. Falando sobre procedimentos, as televisões propagam os cirurgiões e abrem-lhes importantes espaços de procura de novos clientes. Até aí tudo normal, pois é esta a lógica do capitalismo: não existe almoço grátis...
Mas quando o tema é Saúde, ao menos neste, deveria ser prioritário falar-se do cuidado, da educação alimentar, das boas práticas de vida que impedissem ou evitassem a realização desta intervenção, tão perigosa e de altíssimo risco aos pacientes.
Por que isto não ocorre?
Porque a mídia inculturou em suas grades de programação a violência e os extremos como as melhores ferramentas de se elevar o IBOPE e, por consequeência, ganhar patrocinadores. Esta guerra silenciosa por televisores ligados, que muitos pensam tratar-se de ficção, já ultrapassou em muito as raias da loucura, tornando-se um completo no sense via satélite.
Tiros para um lado, cirurgias para o outro, e nós, meros pacientes no meio de toda esta confusão!
É óbvio que a cirurgia bariátrica pode vir a se constituir na intervenção final sobre um tratamento de alguém com obesidade mórbida. Mas até para se ter certeza do sucesso desta indicação, faz-se necessária uma intervenção interdisciplinar, sistemática e contínua sobre tais pacientes, vítimas de uma das patologias de maior sofrimento pessoal e social.
O que os programas vespertinos querem são pautas que preencham suas lacunas de mexericos e fofocas, bizarrices ou violências, e procuram-na ocupá-las com temas relacionados à Saúde, pelo interesse que despertam. Não estaria na hora dos profissionais sérios começarem a recusar aqueles convites que apenas desejem focar no procedimento, esquecendo a Saúde?
Ontem à tarde, uma grande emissora de televisão anunciou por diversas vezes, com chamadas recheadas da dramaticidade que somente a mídia consegue dar a quaisquer notícias, uma reportagem acerca da Obesidade, seus riscos e alternativas de tratamento.
Sem nenhuma supresa de minha parte, no momento da apresentação de tão "bombástica" matéria, o foco e principal tema era... a Cirurgia Bariátrica!
Claro, esta é a maneira pela qual os programas conseguem que profissionais abram mão de suas agendas sempre tão lotadas e fiquem quase que uma tarde inteira à disposição destas redes, para participarem de 15 minutos de fama. Falando sobre procedimentos, as televisões propagam os cirurgiões e abrem-lhes importantes espaços de procura de novos clientes. Até aí tudo normal, pois é esta a lógica do capitalismo: não existe almoço grátis...
Mas quando o tema é Saúde, ao menos neste, deveria ser prioritário falar-se do cuidado, da educação alimentar, das boas práticas de vida que impedissem ou evitassem a realização desta intervenção, tão perigosa e de altíssimo risco aos pacientes.
Por que isto não ocorre?
Porque a mídia inculturou em suas grades de programação a violência e os extremos como as melhores ferramentas de se elevar o IBOPE e, por consequeência, ganhar patrocinadores. Esta guerra silenciosa por televisores ligados, que muitos pensam tratar-se de ficção, já ultrapassou em muito as raias da loucura, tornando-se um completo no sense via satélite.
Tiros para um lado, cirurgias para o outro, e nós, meros pacientes no meio de toda esta confusão!
É óbvio que a cirurgia bariátrica pode vir a se constituir na intervenção final sobre um tratamento de alguém com obesidade mórbida. Mas até para se ter certeza do sucesso desta indicação, faz-se necessária uma intervenção interdisciplinar, sistemática e contínua sobre tais pacientes, vítimas de uma das patologias de maior sofrimento pessoal e social.
O que os programas vespertinos querem são pautas que preencham suas lacunas de mexericos e fofocas, bizarrices ou violências, e procuram-na ocupá-las com temas relacionados à Saúde, pelo interesse que despertam. Não estaria na hora dos profissionais sérios começarem a recusar aqueles convites que apenas desejem focar no procedimento, esquecendo a Saúde?
9 de jul. de 2009
AS CAPAS DE NOSSA VIDA
Boa Noite!
Uma das histórias que sempre me deixou emocionado na Bíblia foi a do cego Bartimeu. Curado por Cristo ele assume um novo comportamento, jogando fora tudo o que associava ao "antigo" homem que era. O narrador católico nos trouxe a imagem de uma capa jogada fora, e os relatos arqueológicos nos dão conta da importância que tinha para o povo de então desta peça do seu vestuário: a capa servia de local de repouso no deserto frio à noite e tórrido durante o dia. Protegia também o viajante contra as tempestades de areia, era-lhe quase que uma couraça, algo como uma outra pele sobre a sua.
Portanto, perder a sua capa poderia significar para aqueles que trabalhavam no deserto algo como sua própria condenação à morte, ao frio, ao desolador lugar dos que se sentem derrotados.
Quando o curado joga fora sua capa, muda sua vida, ou quebra de forma radical os velhos e viciados paradigmas, ele renasce para uma nova etapa em sua vida, sem culpas, sem medos, sem ódios.
Que pena não usarmos tantos e valiosos ensinamentos e exemplos em nossas vidas! Quantos de nós se perdem nas loucas estradas desta sociedade moderna, por não querermos jogar fora as incontáveis capas que costumamos incorporar, sem desejá-las, apenas por serem "moderninhas".
A força da vida não está nas práticas e crenças que adotamos apenas por querermos estar integrados em grupos, às vezes desconhecidos e estranhos, que cruzam nossos caminhos. A verdadeira força de quem pretende caminhar adiante repousa na paz interior, no sereno e cândido encontro da criatura - nós, seres humanos, com seu Criador - o Pai, a essência e fonte de um Amor que não se acaba.
As capas que vamos colocando sobre nossos ombros, ao contrário daquela usada no deserto, não nos protege contra as ameaças - são elas próprias as verdadeiras ameaças!
Quando nos transformamos em seres meramente consumistas - porque nos parece chique estar falando de viagens, roupas, festas e outras futilidades, não como momentos isolados de diversão ou lazer, mas como a própria razão do nosso trabalho.
Quando nos entregamos ao culto do corpo, não pela busca do equilíbrio e saúde que permitam o espírito crescer, mas pela escravidão imposta pela redução de nossa existência e mensuração de nosso valor por um critério vazio de qualquer outra referência que não corpos e rostos bem definidos.
Tudo isto vai dar numa rua sem saída: a perda do valor da vida! Ela nada mais se torna do que algo descartável como tudo o mais. Por isso, joguemos foras nossas capas! Enchamo-nos do Espírito de Deus, pela prática diária, pela perseverança, pela fidelidade, pelo amor.
A essência do ser humano está no valor que sua alma possui, no brilho divino que conseguir repassar aos que o cercam, em especial aqueles mais necessitados, fisica e espiritualmente falando. O resto são camadas de sujeira que o mundo sai pregando em nossas vidas, formando capas que nos condenam à solidão, ao desamor e à morte. Fora com elas!
Uma das histórias que sempre me deixou emocionado na Bíblia foi a do cego Bartimeu. Curado por Cristo ele assume um novo comportamento, jogando fora tudo o que associava ao "antigo" homem que era. O narrador católico nos trouxe a imagem de uma capa jogada fora, e os relatos arqueológicos nos dão conta da importância que tinha para o povo de então desta peça do seu vestuário: a capa servia de local de repouso no deserto frio à noite e tórrido durante o dia. Protegia também o viajante contra as tempestades de areia, era-lhe quase que uma couraça, algo como uma outra pele sobre a sua.
Portanto, perder a sua capa poderia significar para aqueles que trabalhavam no deserto algo como sua própria condenação à morte, ao frio, ao desolador lugar dos que se sentem derrotados.
Quando o curado joga fora sua capa, muda sua vida, ou quebra de forma radical os velhos e viciados paradigmas, ele renasce para uma nova etapa em sua vida, sem culpas, sem medos, sem ódios.
Que pena não usarmos tantos e valiosos ensinamentos e exemplos em nossas vidas! Quantos de nós se perdem nas loucas estradas desta sociedade moderna, por não querermos jogar fora as incontáveis capas que costumamos incorporar, sem desejá-las, apenas por serem "moderninhas".
A força da vida não está nas práticas e crenças que adotamos apenas por querermos estar integrados em grupos, às vezes desconhecidos e estranhos, que cruzam nossos caminhos. A verdadeira força de quem pretende caminhar adiante repousa na paz interior, no sereno e cândido encontro da criatura - nós, seres humanos, com seu Criador - o Pai, a essência e fonte de um Amor que não se acaba.
As capas que vamos colocando sobre nossos ombros, ao contrário daquela usada no deserto, não nos protege contra as ameaças - são elas próprias as verdadeiras ameaças!
Quando nos transformamos em seres meramente consumistas - porque nos parece chique estar falando de viagens, roupas, festas e outras futilidades, não como momentos isolados de diversão ou lazer, mas como a própria razão do nosso trabalho.
Quando nos entregamos ao culto do corpo, não pela busca do equilíbrio e saúde que permitam o espírito crescer, mas pela escravidão imposta pela redução de nossa existência e mensuração de nosso valor por um critério vazio de qualquer outra referência que não corpos e rostos bem definidos.
Tudo isto vai dar numa rua sem saída: a perda do valor da vida! Ela nada mais se torna do que algo descartável como tudo o mais. Por isso, joguemos foras nossas capas! Enchamo-nos do Espírito de Deus, pela prática diária, pela perseverança, pela fidelidade, pelo amor.
A essência do ser humano está no valor que sua alma possui, no brilho divino que conseguir repassar aos que o cercam, em especial aqueles mais necessitados, fisica e espiritualmente falando. O resto são camadas de sujeira que o mundo sai pregando em nossas vidas, formando capas que nos condenam à solidão, ao desamor e à morte. Fora com elas!
6 de jul. de 2009
COMO UM AEROPORTO!
Bom Dia!
Quando era criança, escutei por diversas vezes o uso da expressão: "parece uma rodoviária" como forma de alguém manifestar-se criticamente contra determinado estabelecimento ou organização, querendo atribuir-lhe os conceitos negativos de desorganização, mau atendimento, atrasos e bagunça generalizada.
Esta forme de crítica ficou tão arraigada em mim que, ainda hoje, sou tentado a usá-la quando algo não vai bem segundo minha avaliação. Mas reconheço que preciso quebrar este paradigma. Para quem usa as rodoviárias, por exemplo, do interior de São Paulo, não seria justo chamá-las de desorganizadas, impontuais ou com funcionários que atendem grosseiramente. Ao contrário, com a humildade dos recursos que possuem, tentam ser limpas, ordeiras e pontuais.
Ao contrário dos nossos aeroportos! Cada vez mais desorganizados, com passageiros insatisfeitos e, hoje em dia, com mais tempo para se fazer o CHECK-IN do que a duração do vôo Rio-São Paulo, por exemplo!
O Atendimento ao cliente que embarca numa aeronave não se dá dentro do avião! Será que as companhias aéreas não perecebem que é no CHECK-IN e na esteira de bagagens que se consolida ou destrói toda a campanha de marketing que fazem?
Aliás, a situação atual é típica da falta de concorrência: pobres rações para os que voam, ricas cobranças de preços de passagens, duvidosas manutenções preventivas das aeronaves... Se alguém não acredita experimente Congonhas à noite, ou o Santos Dumont, ou quaisquer dos grandes aeroportos brasileiros.
Parece que temos uma única companhia aérea no ar: ora vermelha, ora laranja, ela se especializou em desagradar a todos. Por isso, proponho uma mudança cultural: quando quisermos associar algo à desorganização, mau atendimento ao cliente e impontualidade, brademos vigorosos - "Até parece um aeroporto!"
Quando era criança, escutei por diversas vezes o uso da expressão: "parece uma rodoviária" como forma de alguém manifestar-se criticamente contra determinado estabelecimento ou organização, querendo atribuir-lhe os conceitos negativos de desorganização, mau atendimento, atrasos e bagunça generalizada.
Esta forme de crítica ficou tão arraigada em mim que, ainda hoje, sou tentado a usá-la quando algo não vai bem segundo minha avaliação. Mas reconheço que preciso quebrar este paradigma. Para quem usa as rodoviárias, por exemplo, do interior de São Paulo, não seria justo chamá-las de desorganizadas, impontuais ou com funcionários que atendem grosseiramente. Ao contrário, com a humildade dos recursos que possuem, tentam ser limpas, ordeiras e pontuais.
Ao contrário dos nossos aeroportos! Cada vez mais desorganizados, com passageiros insatisfeitos e, hoje em dia, com mais tempo para se fazer o CHECK-IN do que a duração do vôo Rio-São Paulo, por exemplo!
O Atendimento ao cliente que embarca numa aeronave não se dá dentro do avião! Será que as companhias aéreas não perecebem que é no CHECK-IN e na esteira de bagagens que se consolida ou destrói toda a campanha de marketing que fazem?
Aliás, a situação atual é típica da falta de concorrência: pobres rações para os que voam, ricas cobranças de preços de passagens, duvidosas manutenções preventivas das aeronaves... Se alguém não acredita experimente Congonhas à noite, ou o Santos Dumont, ou quaisquer dos grandes aeroportos brasileiros.
Parece que temos uma única companhia aérea no ar: ora vermelha, ora laranja, ela se especializou em desagradar a todos. Por isso, proponho uma mudança cultural: quando quisermos associar algo à desorganização, mau atendimento ao cliente e impontualidade, brademos vigorosos - "Até parece um aeroporto!"
4 de jul. de 2009
CONHECE-TE A TI MESMO!
Bom Dia!
Em tempos de tanta arrogância por parte dos poderosos, nos quais o crime de hoje deve ser perdoado por supostas virtudes de ontem, o autoconhecimento parece ser um artigo de luxo. A verdade é que se não nos conhecemos com toda a visão crítica e a humildade que o verdadeiro aprendizado requer, corremos o risco de estagnarmos na vida ou enfrentarmosmomentos vergonhosos!
Para retratar bem esta situação repasso a situação enfrentada pelo arrogante Bill Gates:
Numa recente feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística declarando:
'Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l)'.
A General Motors, respondendo 'na bucha', divulgou o seguinte comentário:
Se a Microsoft fabricasse carros:
01 - Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
02 - Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porque! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente... Em seguida sentar-se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
03 - Ocasionalmente a execução de uma manobra a esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse... Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como 'normal'.
04 - A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
05 - Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituí das por um simples 'Falha Geral ou Defeito Genérico' **(permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
06 - Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
07 - Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: 'Você tem certeza que quer usar o air bag?'.
08 - No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o radio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo 'Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!'
09 - Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o radio ou o pisca - alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente.
10 - A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil! Você voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista.
11 - Para desligar o carro, você teria de apertar o botão 'Iniciar'
12 - A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!
“Nunca fale do outro sem ver os seus defeitos primeiro”.
Em tempos de tanta arrogância por parte dos poderosos, nos quais o crime de hoje deve ser perdoado por supostas virtudes de ontem, o autoconhecimento parece ser um artigo de luxo. A verdade é que se não nos conhecemos com toda a visão crítica e a humildade que o verdadeiro aprendizado requer, corremos o risco de estagnarmos na vida ou enfrentarmosmomentos vergonhosos!
Para retratar bem esta situação repasso a situação enfrentada pelo arrogante Bill Gates:
Numa recente feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística declarando:
'Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l)'.
A General Motors, respondendo 'na bucha', divulgou o seguinte comentário:
Se a Microsoft fabricasse carros:
01 - Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
02 - Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porque! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente... Em seguida sentar-se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
03 - Ocasionalmente a execução de uma manobra a esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse... Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como 'normal'.
04 - A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
05 - Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituí das por um simples 'Falha Geral ou Defeito Genérico' **(permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
06 - Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
07 - Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: 'Você tem certeza que quer usar o air bag?'.
08 - No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o radio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo 'Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!'
09 - Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o radio ou o pisca - alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente.
10 - A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil! Você voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista.
11 - Para desligar o carro, você teria de apertar o botão 'Iniciar'
12 - A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!
“Nunca fale do outro sem ver os seus defeitos primeiro”.
2 de jul. de 2009
A GREVE INSANA
Bom Dia!
Os jornais de Brasília DF de ontem e hoje descobriam um assunto muito mais estratégico e de maior gravidade do que a triste crise de nepotismo que assola o Senado federal: a greve de sete hospitais contra UMA única AUTOGESTÃO. As causas alegadas pelos empresários hospitalares são os preços muito baixos em sua avaliação praticadas pela organização.
Tempos estranhos...
As operadoras de autogestão são aquelas que possuem financiamentos atrelados aos salários de seus empregados, com receitas completadas em mesma proporção pelos empregadores. Ou seja, não são "viúvas do tesouro nacional", mas organizações que propiciam aos seus funcionários serem também donos de seu futuro. Se os salários sobem, as receitas sobem. Mas o contrário também é verdadeiro.
Pois pasmem vocês, são estas organizações que pagam, no mercado hospitalar, OS MAIS ALTOS PREÇOS DE TABELAS! Não são as poderosas e ricas Seguradoras, nem tampouco as financiadas Medicinas de Grupo e nem as crescentes Cooperativas Médicas, que detém as maiores tabelas, e sim as empresas que pertencem aos trabalhadores!
E ainda assim, um grupo de sete hospitais resolve retaliar uma única delas, deixando sem atendimento trabalhadores a ela vinculados.
Tempos insanos...
Empresas que não possuem NENHUMA LEI QUE AS ORDENE - os hospitais, recebem o apoio e amparo da PROCURADORIA PÚBLICA (órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento... da Lei), para declarar um LOCK-OUT contra uma autogestão!
Por que as tabelas das empresas de mercado, ainda que menores, não são objeto de tal tipo de retaliação?
Por que os hospitais não possuem nenhuma lei ou regra, ou resolução normativa que ordene seu funcionamento e submeta-os ao poder da República como todos os demais cidadãos e empresas deste país?
Por que a ANS se omite de todos estes conflitos, ao invés de intermediá-los e ordenar este conturbado mercado?
Os jornais de Brasília DF de ontem e hoje descobriam um assunto muito mais estratégico e de maior gravidade do que a triste crise de nepotismo que assola o Senado federal: a greve de sete hospitais contra UMA única AUTOGESTÃO. As causas alegadas pelos empresários hospitalares são os preços muito baixos em sua avaliação praticadas pela organização.
Tempos estranhos...
As operadoras de autogestão são aquelas que possuem financiamentos atrelados aos salários de seus empregados, com receitas completadas em mesma proporção pelos empregadores. Ou seja, não são "viúvas do tesouro nacional", mas organizações que propiciam aos seus funcionários serem também donos de seu futuro. Se os salários sobem, as receitas sobem. Mas o contrário também é verdadeiro.
Pois pasmem vocês, são estas organizações que pagam, no mercado hospitalar, OS MAIS ALTOS PREÇOS DE TABELAS! Não são as poderosas e ricas Seguradoras, nem tampouco as financiadas Medicinas de Grupo e nem as crescentes Cooperativas Médicas, que detém as maiores tabelas, e sim as empresas que pertencem aos trabalhadores!
E ainda assim, um grupo de sete hospitais resolve retaliar uma única delas, deixando sem atendimento trabalhadores a ela vinculados.
Tempos insanos...
Empresas que não possuem NENHUMA LEI QUE AS ORDENE - os hospitais, recebem o apoio e amparo da PROCURADORIA PÚBLICA (órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento... da Lei), para declarar um LOCK-OUT contra uma autogestão!
Por que as tabelas das empresas de mercado, ainda que menores, não são objeto de tal tipo de retaliação?
Por que os hospitais não possuem nenhuma lei ou regra, ou resolução normativa que ordene seu funcionamento e submeta-os ao poder da República como todos os demais cidadãos e empresas deste país?
Por que a ANS se omite de todos estes conflitos, ao invés de intermediá-los e ordenar este conturbado mercado?
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