Boa Tarde!
Nestes tempos de equívocos educacionais, trapalhadas em exames e coisas similares, revisito um texto que para mim expressa o que penso acerca da Educação como caminho para a dignidade e a paz:
“O educando não é vasilha, que aceita todo e qualquer conteúdo”. Somente o mestre e pensador Paulo Freire seria capaz de ser tão abrangente em tão poucas palavras, quando o tema é Educação e Liberdade. De fato, sorvendo do ensinamento legado as nossas gerações, presente e futura, deparo-me com algumas inquietudes: qual o papel que estamos desenhando para nossa sociedade, como educadores e líderes? Que tipo de exemplos, ações conjuntas e soluções construídas visando o bem comum estamos desenvolvendo? Qual a nossa expectativa diante da inovadora proposta que associa à Educação, um processo de melhor e maior qualidade de vida para os cidadãos? Mais ainda, pode haver Educação e Liberdade sem que ocorra de forma simultânea, Dignidade e Paz ?
Falar do educando, ousando utilizar as palavras sábias da Mestra Aridete Motta , é falar do ser humano, indissociáveis sob quaisquer prismas. Logo, debater sobre o processo ensino/aprendizagem é, necessariamente, redefinirmos ou aprimorarmos nossos papéis e responsabilidades sociais. Será aprofundarmos a discussão das dimensões humana e sócio-política, sem prejuízo da técnica, porém visando sempre o resgate da dignidade plena do ser humano. Beira o surrealismo acreditar que, numa sociedade onde a concentração de renda é excessiva, a exclusão e violência estão quase fora de controle, podemos, qualquer um de nós, estar a salvo da turbulência. O que precisa ser compreendido, e acredito de forma rápida, é que a nossa ausência deste processo, o não exercício da liderança que cada um possui em seu círculo de vida, agrava o quadro, acelera-o e aproxima-o velozmente do desequilíbrio total. Se acreditamos no que diz o educador citado, urge assumirmos nossos espaços: através das empresas onde atuamos, das associações ou clubes que freqüentamos, dos movimentos de base, enfim do que está disponível e acessível a cada um. O pensamento de que nada podemos fazer para mudar tais processos, é que distorce nossas antigas aspirações: de revolucionários corremos o risco de ficarmos estacionários. Ou pior, repetidores de teses, teorias e discursos inflamados, sem nexo com a realidade, e meramente “marcador de posição”, para usar um velho e conhecido jargão. E vale repetir, não existe fórmula mágica, nem solução pré fabricada. Ela surgirá da discussão comum, respeitosa e realista. Constrói-se uma outra realidade, e não se impõem interesses individuais ou de segmentos.
Mas, cabe examinarmos, em paralelo ao exercício do papel de cada um, o tipo de sociedade que desejamos construir. A partir de que, e dirigida para o que ?
Neste início da segunda década do século XXI atingimos tal grau de desigualdade que é difícil imaginarmos se haverá algo mais. De fato, enquanto regiões são citadas como altamente produtivas, o continente africano padece de uma fome crônica e secular; as potências registram índices econômicos espantosos, enquanto os indicadores de saúde pioram sensivelmente. O ser humano vale, cada vez mais pelo que possui, materialmente falando, do que pelo seu conjunto de crenças e valores morais que, de resto, compõem o conjunto da sociedade. É exatamente destas distorções que nasce a importância do método tão bem defendido por Freire. A partir da discussão e construção coletiva do conteúdo, levando-se em conta a realidade vivida pelos educandos, o processo ensino/aprendizagem adquire uma outra dimensão, formando e permitindo, ao educando, o acesso pleno, geral e irrestrito ao saber.
A questão da dignidade, para os cristãos, bem encontra respaldo na assertiva de Cristo: “Eu vim para que todos tenham Vida, e a tenham em abundância” (Evangelho de João). À parte a questão da Vida eterna, cujas portas foram abertas aos homens, pela morte na cruz do Messias, está contemplada na visão de Cristo a vida dos homens enquanto habitantes deste mundo. Como se poderia falar de “abundância”, sem verificarmos as questões mínimas que dignificam uma vida: educação, saúde, segurança e paz ? Enquanto a saúde e segurança, elementos importantes desta corrente, possuem um forte componente patrimonial, quer do aspecto do Capital Humano, quer do Capital propriamente dito, o item educação é estritamente pessoal. De fato, ela (a educação) é ferramenta que liberta o homem da ignorância, tornando-o capaz de perceber, discernir e decidir sobre o seu futuro, com a visão crítica, tão necessária em nossos tempos. Não que a liberdade seja exclusiva dela, porém é bastante restrito o número dos que conseguem sua libertação, a quebra da escravidão trazida pela falta do saber, sem tê-la recebido.
Se o homem não é capaz de julgar, de forma efetiva, as opções que lhe são colocadas pela sociedade dominante, como pode ser considerado livre? E se não é livre a sua vida, dentro dos preceitos antes abordados, como podemos considerá-la digna? E se a sociedade, esta enorme coletividade de homens e idéias borbulhantes, não possui dignidade (assim entendida em sua mais ampla tradução), como poderá viver em paz ?
Enquanto um homem que é catador de restos de lixos, julgar o salário mínimo como forma de alcançar a dignidade plena, ou uma mulher julgar que é muito mais digno “vender” o filho do que vê-lo morrer de fome, ou um idoso achar que a dignidade é sua família visitá-lo num asilo onde foi “jogado”, uma vez por mês ... meus irmãos, acreditem, estaremos buscando ou acelerando a desintegração disto que chamamos “vida moderna”.
Eis porque, sem o profundo conhecimento dos mestres aqui citados, ouso estabelecer este vínculo : a educação é imprescindível ferramenta para a obtenção da verdadeira liberdade humana, que, por sua vez, tornará a sociedade coletiva dotada da dignidade necessária à vida em paz !
Será que ainda é possível sonhar ?
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
23 de fev. de 2011
22 de fev. de 2011
A SAÚDE SUSPENSA
Boa Tarde!
Os médicos de todo o país, ou ao menos aqueles que dizem representar os verdadeiros profissionais médicos, decidiram através do seu Conselho Federal de Medicina, capitaneado pelo Dr. Tibiriçá, comemorar de forma inusitada o Dia Mundial de Saúde, instituído pela OMS para 07 de Abril.
Os profissionais que deveriam cuidar da saúde vão... PARAR DE ATENDER OS PACIENTES DOS PLANOS DE SAÚDE! Ou seja, para comemorar a saúde, os médicos vão deixar de 'oferecer' saúde. Entenderam? Nem eu.
Alega o Sr. Representante do CFM que é uma paralisação em prol de 'melhor remuneração' PARA A CLASSE MÉDICA, das operadoras. E aí eles misturam todas as operadoras, exceto a Cooperativa Médica da qual o Dr. Tibiriçá faz parte.
É que a cooperativa remunera melhor o médico em R$ 13,00.
Exatamente: uma cédula de R$ 10 e três moedas de R$ 1.
É por esta imensa diferença que os médicos (ou aqueles que dizem falar em seu nome), irão afrontar não as operadoras, não as empresas poderosas e ricas do país, não os legisladores que teimam em não resolver a questão da ausência de leis que ordenem o setor... Os médicos irão punir os... pacientes!
E eles fazem isto certos de que não terão nenhum prejuízo, pois acreditam ser capazes de ficar acima de tudo e de todos.
Eu discordo desta linha de atuação do Dr. Tibiriçá. É a linha do confronto, do litígio, da desconstrução. É a opção pelo ataque à parte mais fraca e mais fragilizada. É uma atitude lamentável de alguém que anos atrás fazia uma campanha perguntando quanto vale um médico...
Mas é este o nosso país. Ele acredita que o cliente é mera massa de manobra, uma folha ao vento que pode ser soprada daqui para lá sem maiores consequências. Não sei não. Um dia o cliente acorda e aí, ao invés de sentir-se vítima ele irá fazer a coisa mais simples e fácil: trocar de médico.
Quando nós pararmos de confundi-los com deuses, e dar-lhes na mesma intensidade o respeito que a nós dedicam, quem sabe o CFM escolherá para liderá-lo médicos que desejem o diálogo e a negociação. Ao contrário do embate e do tensionamento. Já temos problemas de mais neste país, chega!
Paz na Saúde! Devia ser a resposta dos clientes, ou, trocar de médico. Qualquer uma das duas sempre ajuda.
Os médicos de todo o país, ou ao menos aqueles que dizem representar os verdadeiros profissionais médicos, decidiram através do seu Conselho Federal de Medicina, capitaneado pelo Dr. Tibiriçá, comemorar de forma inusitada o Dia Mundial de Saúde, instituído pela OMS para 07 de Abril.
Os profissionais que deveriam cuidar da saúde vão... PARAR DE ATENDER OS PACIENTES DOS PLANOS DE SAÚDE! Ou seja, para comemorar a saúde, os médicos vão deixar de 'oferecer' saúde. Entenderam? Nem eu.
Alega o Sr. Representante do CFM que é uma paralisação em prol de 'melhor remuneração' PARA A CLASSE MÉDICA, das operadoras. E aí eles misturam todas as operadoras, exceto a Cooperativa Médica da qual o Dr. Tibiriçá faz parte.
É que a cooperativa remunera melhor o médico em R$ 13,00.
Exatamente: uma cédula de R$ 10 e três moedas de R$ 1.
É por esta imensa diferença que os médicos (ou aqueles que dizem falar em seu nome), irão afrontar não as operadoras, não as empresas poderosas e ricas do país, não os legisladores que teimam em não resolver a questão da ausência de leis que ordenem o setor... Os médicos irão punir os... pacientes!
E eles fazem isto certos de que não terão nenhum prejuízo, pois acreditam ser capazes de ficar acima de tudo e de todos.
Eu discordo desta linha de atuação do Dr. Tibiriçá. É a linha do confronto, do litígio, da desconstrução. É a opção pelo ataque à parte mais fraca e mais fragilizada. É uma atitude lamentável de alguém que anos atrás fazia uma campanha perguntando quanto vale um médico...
Mas é este o nosso país. Ele acredita que o cliente é mera massa de manobra, uma folha ao vento que pode ser soprada daqui para lá sem maiores consequências. Não sei não. Um dia o cliente acorda e aí, ao invés de sentir-se vítima ele irá fazer a coisa mais simples e fácil: trocar de médico.
Quando nós pararmos de confundi-los com deuses, e dar-lhes na mesma intensidade o respeito que a nós dedicam, quem sabe o CFM escolherá para liderá-lo médicos que desejem o diálogo e a negociação. Ao contrário do embate e do tensionamento. Já temos problemas de mais neste país, chega!
Paz na Saúde! Devia ser a resposta dos clientes, ou, trocar de médico. Qualquer uma das duas sempre ajuda.
16 de fev. de 2011
TEMPO DE APRENDER
Boa Noite!
"Um homem que se curva não endireita os outros."
(Aristóteles)
Não é o peso da idade que nos curva. Ainda que o tempo, em especial se transcorrido sem os cuidados que nossa saúde requer, cobre democraticamente seu preço a todos os seres humanos, não é ele que nos faz ceder.
A espinha dorsal de nossa postura é o caráter. E quanto temos a aprender com os mais velhos! Como eles nos dão lições de prioridades, gestão do tempo, fraternidade e, especialmente, humanidade.
Os idosos não deveriam ser motivo de chacotas, piadinhas ou quaisquer tipos de escárnios. Eles são referências que desejam dar, gratuita e carinhosamente, seus longos aprendizados para que não soframos o que eles já sofreram, não desperdicemos nossos momentos mais preciosos com coisas miúdas e pequenas, não joguemos fora este produto valioso e insubstituível chamado – TEMPO.
"É somente através do trabalho da comunidade que nos vamos conseguir realizar alguma coisa, somente o trabalho conjunto e o respeito ao trabalho que vai nos levar aquilo que nos queremos. Uma melhor qualidade de vida. E nos queremos o melhor. É ou não é? " [ (Gonzaguinha)
Devemos fazer com que nossos idosos sintam-se come eles verdadeiramente são: úteis. Se já não podem correr na mesma velocidade de um jovem, ou ser um atleta como um dia já foram, possuem a perspicácia e antecipação que somente o decorrer dos anos propicia a alguém. A juventude possui o voluntarismo, mas a velhice domina a sabedoria. Será que nós, gestores e condutores de equipes, lembramo-nos de verdade de tudo isto?
Talvez devêssemos lembrar de que, se almejamos um futuro, nele estaremos no mesmo lugar, ainda que não necessariamente na mesma sapiência e dignidade, daqueles a quem hoje, muitas vezes, olvidamos em todos os nossos tipos de trabalho.
"O tempo consome as coisas, e tudo envelhece com o tempo." [ (Aristóteles)
"Um homem que se curva não endireita os outros."
(Aristóteles)
Não é o peso da idade que nos curva. Ainda que o tempo, em especial se transcorrido sem os cuidados que nossa saúde requer, cobre democraticamente seu preço a todos os seres humanos, não é ele que nos faz ceder.
A espinha dorsal de nossa postura é o caráter. E quanto temos a aprender com os mais velhos! Como eles nos dão lições de prioridades, gestão do tempo, fraternidade e, especialmente, humanidade.
Os idosos não deveriam ser motivo de chacotas, piadinhas ou quaisquer tipos de escárnios. Eles são referências que desejam dar, gratuita e carinhosamente, seus longos aprendizados para que não soframos o que eles já sofreram, não desperdicemos nossos momentos mais preciosos com coisas miúdas e pequenas, não joguemos fora este produto valioso e insubstituível chamado – TEMPO.
"É somente através do trabalho da comunidade que nos vamos conseguir realizar alguma coisa, somente o trabalho conjunto e o respeito ao trabalho que vai nos levar aquilo que nos queremos. Uma melhor qualidade de vida. E nos queremos o melhor. É ou não é? " [ (Gonzaguinha)
Devemos fazer com que nossos idosos sintam-se come eles verdadeiramente são: úteis. Se já não podem correr na mesma velocidade de um jovem, ou ser um atleta como um dia já foram, possuem a perspicácia e antecipação que somente o decorrer dos anos propicia a alguém. A juventude possui o voluntarismo, mas a velhice domina a sabedoria. Será que nós, gestores e condutores de equipes, lembramo-nos de verdade de tudo isto?
Talvez devêssemos lembrar de que, se almejamos um futuro, nele estaremos no mesmo lugar, ainda que não necessariamente na mesma sapiência e dignidade, daqueles a quem hoje, muitas vezes, olvidamos em todos os nossos tipos de trabalho.
"O tempo consome as coisas, e tudo envelhece com o tempo." [ (Aristóteles)
14 de fev. de 2011
OS ÚLTIMOS QUE NÃO QUEREM SER OS PRIMEIROS
Boa Noite!
O Brasil alcançou a quarta posição dentre os países americanos que mais consomem bebidas alcoólicas por ano. Com uma média de quase DEZENOVE LITROS POR PESSOA/ANO, estamos caminhando com muita velocidade para tomarmos o lugar do Equador (29 litros), México (25) e Nicarágua (23) que ainda teimam em permanecer a nossa frente!
Segundo a OMS morrem a cada ano 2,5 MILHÕES de pessoas em todo o mundo em decorrência do álcool, seja por causa direta ou indireta (acidente de trânsito, por exemplo). Este número corresponde a expressivos 4% de TODAS as mortes que acontecem no globo terrestre.
Tudo isto basta para agirmos? Não, ainda não é o bastante.
O nosso Governo continua tímido da repressão e quase que omisso na Educação em Saúde nesta área. O alcoolismo é uma das doenças mais sérias e sociais que temos. Destrói o paciente e seus familiares. Mas as ações educativas continuam a ser frutos das ações isoladas de educadores, associações ou igrejas. Não são estruturadas como política de Estado.
Estamos chegando ao Carnaval. Não sei ainda qual será o tom da campanha do Ministério da Saúde sob a nova gestão. Mas estou rezando que fuja do lugar comum oportunista e irrrsponsável dos últimos oito anos: não é a festa do liberou geral (desde que com camisinha, segundo as campanhas). Mas é um momento festivo que se efetuado com responsabilidade, deixará mais alegria dentre nossos jovens e, certamente, menos óbitos,
Ainda não somos o primeiro nas américas e, sinceramente, preferia que fossemos os últimos.
O Brasil alcançou a quarta posição dentre os países americanos que mais consomem bebidas alcoólicas por ano. Com uma média de quase DEZENOVE LITROS POR PESSOA/ANO, estamos caminhando com muita velocidade para tomarmos o lugar do Equador (29 litros), México (25) e Nicarágua (23) que ainda teimam em permanecer a nossa frente!
Segundo a OMS morrem a cada ano 2,5 MILHÕES de pessoas em todo o mundo em decorrência do álcool, seja por causa direta ou indireta (acidente de trânsito, por exemplo). Este número corresponde a expressivos 4% de TODAS as mortes que acontecem no globo terrestre.
Tudo isto basta para agirmos? Não, ainda não é o bastante.
O nosso Governo continua tímido da repressão e quase que omisso na Educação em Saúde nesta área. O alcoolismo é uma das doenças mais sérias e sociais que temos. Destrói o paciente e seus familiares. Mas as ações educativas continuam a ser frutos das ações isoladas de educadores, associações ou igrejas. Não são estruturadas como política de Estado.
Estamos chegando ao Carnaval. Não sei ainda qual será o tom da campanha do Ministério da Saúde sob a nova gestão. Mas estou rezando que fuja do lugar comum oportunista e irrrsponsável dos últimos oito anos: não é a festa do liberou geral (desde que com camisinha, segundo as campanhas). Mas é um momento festivo que se efetuado com responsabilidade, deixará mais alegria dentre nossos jovens e, certamente, menos óbitos,
Ainda não somos o primeiro nas américas e, sinceramente, preferia que fossemos os últimos.
10 de fev. de 2011
O CHIQUE É A DOENÇA
Boa Noite!
Entrou no calendário nacional de forma definitiva: em janeiro as enchentes provocadas pelas chuvas que TODOS sabem que virão e provocadoras das enxurradas causadas pelo descaso com esgotos, rios e lixo urbano que TODOS sabem ser a merca registrada das gestões públicas de norte a sul deste país.
Também ingressou no calendário de eventos nacionais a epidemia de DENGUE: decorrente da forma festiva e pouco efetiva com que se lidam com ações de promoção à saúde neste país. De norte a sul é conhecido por TODOS a desmobilização dos agentes de saúde, a desestruturação das áreas encarregadas de promoverem a prevenção e os programas de saúde que evitam o adoecimento.
Não é chique contratar agentes de saúde. O que dá status e espaço na mídia são as ações chamadas de "integradoras", ou os mega-eventos tais como a construção de hospitais e outros centros de alta complexidade.
Resolver na saúde não gera manchete de jornal, nem foto, nem entrevista para a vênus platinada. Doença, sim.
Chega a parecer que as autoridades temem não eclodir epidemias, ou recearem uma greve geral dos mosquitos transmissores de enfermidades, pois assim como seriam produtados pelos repórteses? Saúde não vende espaço nos jornais, menos ainda nos programas catastróficos.
Promover saúde não é chique neste país. Chique mesmo é estar num estado grave, mas internado numa butique daquelas que aparecem na novela das oito, ou no jornal mais famoso deste ou daquele canal de televisão.
Chique no Brasil é a doença, ainda que desta ou daquela vez ela cobre um preço alto em vidas humanas. Até quando TODOS nós seremos omissos com esta questão? Tomara que a Presidente Dilma, que tem iniciado o governo com uma sobriedade bastante responsável aporte, rapidinho, nesta área.
Entrou no calendário nacional de forma definitiva: em janeiro as enchentes provocadas pelas chuvas que TODOS sabem que virão e provocadoras das enxurradas causadas pelo descaso com esgotos, rios e lixo urbano que TODOS sabem ser a merca registrada das gestões públicas de norte a sul deste país.
Também ingressou no calendário de eventos nacionais a epidemia de DENGUE: decorrente da forma festiva e pouco efetiva com que se lidam com ações de promoção à saúde neste país. De norte a sul é conhecido por TODOS a desmobilização dos agentes de saúde, a desestruturação das áreas encarregadas de promoverem a prevenção e os programas de saúde que evitam o adoecimento.
Não é chique contratar agentes de saúde. O que dá status e espaço na mídia são as ações chamadas de "integradoras", ou os mega-eventos tais como a construção de hospitais e outros centros de alta complexidade.
Resolver na saúde não gera manchete de jornal, nem foto, nem entrevista para a vênus platinada. Doença, sim.
Chega a parecer que as autoridades temem não eclodir epidemias, ou recearem uma greve geral dos mosquitos transmissores de enfermidades, pois assim como seriam produtados pelos repórteses? Saúde não vende espaço nos jornais, menos ainda nos programas catastróficos.
Promover saúde não é chique neste país. Chique mesmo é estar num estado grave, mas internado numa butique daquelas que aparecem na novela das oito, ou no jornal mais famoso deste ou daquele canal de televisão.
Chique no Brasil é a doença, ainda que desta ou daquela vez ela cobre um preço alto em vidas humanas. Até quando TODOS nós seremos omissos com esta questão? Tomara que a Presidente Dilma, que tem iniciado o governo com uma sobriedade bastante responsável aporte, rapidinho, nesta área.
7 de fev. de 2011
O PASSADO DE CADA UM
Bom Dia!
Vale a pena voltarmos algumas vezes aos locais que construíram nosso passado. Rever antigas ruas, velhos e empoeirados lugares que parecem ter sido congelados dentro do tempo. Aparecem cobertos de poeiras e de lembranças. Fazem com que por alguns instantes ouçamos nossas vozes juvenis e nossos projetos de futuro. Mas servem apenas e tão somente para isto: um velho e bom filme que serviu de base para sermos o que somos, porém ficaram para trás. É no passado que devem permanecer.
Com certeza todos nós já sentimos a sensação de que os lugares, objetos e imóveis de nossa infância encolheram. Víamos a cada um deles de forma tão ampla, tão gigante! E hoje parecem minúsculas partes de algo que não se encaixa bem com nossas prioridades atuais, com os projetos que agora gerenciamos, com a família, com tudo o que somos hoje.
O passado é uma referência, mas não deve jamais tornar-se uma corrente a nos prender neste ou naquele sonho que já se foi. Aprendemos com ele. Vivenciamos seus melhores (e piores) momentos, mas devemos deixá-lo na caixinha de boas lembranças, mesmo quando sofrido.
Se ele não foi fácil, deixou-nos as cicatrizes que nos dão uma pele mais forte, mais endurecida para suportarmos as frustrações e tristezas dos dias atuais.
Se ele foi feliz, deixou-nos os alicerces do carinho e da partilha que deve permanecer para sempre como marcas da nossa responsabilidade para com todos com os quais dividimos nossas horas profissionais ou pessoais.
Se ele foi triste, deixou-nos as lágrimas com as quais fortalecemos nossa alma para vencermos as duras lutas que esperam todo os que buscam a vitória através da honestidade e da competência, num mundo que quer relativizar até mesmo a Ética.
O passado nada mais é do que isto mesmo: algo que passou. Bom, alegre, difícil, fácil, triste ou sei lá de que forma o classifiquemos, ele é apenas o passado. Guardemo-lo num álbum de fotografias para que, ao visualizarmos possamos dar boas gargalhadas com nossas roupas, nossos cabelos, ou nossos trejeitos. Mas com a certeza de que ele jamais se repetirá de novo. E isto é sabedoria de quem nos criou, para que possamos dar valor aos bons momentos que vivemos com os que amamos, e busquemos diminuir os tempos que gastamos com ódios, rancores, raivas, amarguras, lamúrias ou coisas da espécie.
Vale a pena voltarmos algumas vezes aos locais que construíram nosso passado. Rever antigas ruas, velhos e empoeirados lugares que parecem ter sido congelados dentro do tempo. Aparecem cobertos de poeiras e de lembranças. Fazem com que por alguns instantes ouçamos nossas vozes juvenis e nossos projetos de futuro. Mas servem apenas e tão somente para isto: um velho e bom filme que serviu de base para sermos o que somos, porém ficaram para trás. É no passado que devem permanecer.
Com certeza todos nós já sentimos a sensação de que os lugares, objetos e imóveis de nossa infância encolheram. Víamos a cada um deles de forma tão ampla, tão gigante! E hoje parecem minúsculas partes de algo que não se encaixa bem com nossas prioridades atuais, com os projetos que agora gerenciamos, com a família, com tudo o que somos hoje.
O passado é uma referência, mas não deve jamais tornar-se uma corrente a nos prender neste ou naquele sonho que já se foi. Aprendemos com ele. Vivenciamos seus melhores (e piores) momentos, mas devemos deixá-lo na caixinha de boas lembranças, mesmo quando sofrido.
Se ele não foi fácil, deixou-nos as cicatrizes que nos dão uma pele mais forte, mais endurecida para suportarmos as frustrações e tristezas dos dias atuais.
Se ele foi feliz, deixou-nos os alicerces do carinho e da partilha que deve permanecer para sempre como marcas da nossa responsabilidade para com todos com os quais dividimos nossas horas profissionais ou pessoais.
Se ele foi triste, deixou-nos as lágrimas com as quais fortalecemos nossa alma para vencermos as duras lutas que esperam todo os que buscam a vitória através da honestidade e da competência, num mundo que quer relativizar até mesmo a Ética.
O passado nada mais é do que isto mesmo: algo que passou. Bom, alegre, difícil, fácil, triste ou sei lá de que forma o classifiquemos, ele é apenas o passado. Guardemo-lo num álbum de fotografias para que, ao visualizarmos possamos dar boas gargalhadas com nossas roupas, nossos cabelos, ou nossos trejeitos. Mas com a certeza de que ele jamais se repetirá de novo. E isto é sabedoria de quem nos criou, para que possamos dar valor aos bons momentos que vivemos com os que amamos, e busquemos diminuir os tempos que gastamos com ódios, rancores, raivas, amarguras, lamúrias ou coisas da espécie.
1 de fev. de 2011
INGRATIDÃO = EGOÍSMO
Boa Noite!
De todos os desafios e dificuldades que a vida nos impõe, talvez seja uma das mais difíceis lidarmos com a ingratidão. Ser grato é repartir, dividir as GRATIE (graças) recebidas com outra pessoa. E as graças eram entendidas pelos latinos (de onde se origina a palavra) como favores recebidos de Deus pelo que se faz ou pela vida exemplar que se tem na sociedade onde se vice.
Assim, ser ingrato é mais do que uma atitude individualista, tornando-se um comportamento típico daquele que é egoísta e, assim, renega as bondades e benesses que as graças nos trazem. O ser humano nasce para a gratidão. O egoísmo joga-o no campo da ingratidão.
Fica óbvio, então, porque os ingratos são pessoas que vivem apenas para o que recebem no HOJE: eles precisam fazer calar a sua razão, que insiste em mostrar-lhes todo o passado de solidariedade e boas obras feitas por aqueles que o cercam, que atravessaram suas vidas para dar-lhes aquilo que, sozinho, jamais teria alcançado.
Ingratos desconhecem a humildade, pois necessitam encobrir suas incompetências pessoais pelo manto da arrogância e do ‘aconselhamento atual’. Ingratos desprezam o que receberam, uma vez que para eles o mundo gira em torno de suas ideias, de suas pseudoverdades, de suas medíocres concepções de vida.
Devemos vigiar nossas vidas, em especial quando elas estão cheias de vitórias, para que a alegria do sucesso não seja combustível da cegueira espiritual. Aquilo que conquistamos, a parcela de poder que detemos em nossas vidas, em nossas organizações ou em nossas igrejas devem servir para mudar e aperfeiçoar aqueles com quem dividimos nossos dias. Jamais para deles olvidarmos ou desconsiderarmos.
Talvez a melhor receita seja aquela que nos foi legada pela sabedoria oriental:
“Gravas o bem que te fizeram em uma pedra, para que nem o vento, nem as tempestades e nem o tempo apaguem de teus olhos o que recebestes; já o que te fizeram de mal, escreve nas areias da praia, para que não resistam sequer à mudança da maré”.
De todos os desafios e dificuldades que a vida nos impõe, talvez seja uma das mais difíceis lidarmos com a ingratidão. Ser grato é repartir, dividir as GRATIE (graças) recebidas com outra pessoa. E as graças eram entendidas pelos latinos (de onde se origina a palavra) como favores recebidos de Deus pelo que se faz ou pela vida exemplar que se tem na sociedade onde se vice.
Assim, ser ingrato é mais do que uma atitude individualista, tornando-se um comportamento típico daquele que é egoísta e, assim, renega as bondades e benesses que as graças nos trazem. O ser humano nasce para a gratidão. O egoísmo joga-o no campo da ingratidão.
Fica óbvio, então, porque os ingratos são pessoas que vivem apenas para o que recebem no HOJE: eles precisam fazer calar a sua razão, que insiste em mostrar-lhes todo o passado de solidariedade e boas obras feitas por aqueles que o cercam, que atravessaram suas vidas para dar-lhes aquilo que, sozinho, jamais teria alcançado.
Ingratos desconhecem a humildade, pois necessitam encobrir suas incompetências pessoais pelo manto da arrogância e do ‘aconselhamento atual’. Ingratos desprezam o que receberam, uma vez que para eles o mundo gira em torno de suas ideias, de suas pseudoverdades, de suas medíocres concepções de vida.
Devemos vigiar nossas vidas, em especial quando elas estão cheias de vitórias, para que a alegria do sucesso não seja combustível da cegueira espiritual. Aquilo que conquistamos, a parcela de poder que detemos em nossas vidas, em nossas organizações ou em nossas igrejas devem servir para mudar e aperfeiçoar aqueles com quem dividimos nossos dias. Jamais para deles olvidarmos ou desconsiderarmos.
Talvez a melhor receita seja aquela que nos foi legada pela sabedoria oriental:
“Gravas o bem que te fizeram em uma pedra, para que nem o vento, nem as tempestades e nem o tempo apaguem de teus olhos o que recebestes; já o que te fizeram de mal, escreve nas areias da praia, para que não resistam sequer à mudança da maré”.
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