Bom Dia!
Os jornais anunciam a mais recente crise dos aeroportos brasileiros: a falta de vagas para estacionar. Mas não me refiro 'apenas' à falta de lugares para os automóveis dos clientes. Afinal, há muito tempo neste país, e como nunca antes visto em sua história, cliente em aeroporto é sinônimo de lixo. Refiro-me ao estacionamento das... aeronaves.
É isso mesmo. Se, eu estou escrevendo SE, as reformas que necessitamos para resolver os problemas de acesso dos clientes HOJE, forem concluídas até a Vergonha Mundial, digo, Copa do Mundo de 2014, não haverá lugar para estacionar as aeronaves que pernoitam em aeroportos em todos os lugares do Brasil.
Primeiro: as reformas não projetam a demanda no futuro. Elas tão somente tapam os buracos necessários para que a bendita da Copa do Mundo não se transforme num momento de vergonha nacional para este país que tanto amamos.
Segundo: nas reformas não se prevê a necessidade de mais aeronaves estacionarem e pernoitarem nos aeroportos.
Ou seja, hoje em dia não há lugar e nem pista para as aeronaves descerem. Assim, elas ficam no ar dando voltas e descendo sem qualquer margem de segurança para o controle aérero e, óbvio, para nós usuários. Mas as reformas não projetam aeroportos do futuro. Sequer elas contemplam as necessidades estruturais que acima se aponta.
A denúncia foi efetuada e concretizada ao parlamento brasileiro ontem pelo Presidente do Sindicato dos Aeroviários e não foi desmentida categoricamente por nenhuma autoridade brasileira. As manifestações até agora foram de 'enrolaterapia política'.
A gestão pública brasileira trabalha olhando pelo retrovisor. Nem mesmo as tragédias mudam este quadro.
Será que uma vergonha mundial como estamos prestes a passar, mudará os ilustres governantes???
Ou quem sabe, durante a Copa de 2014 encontraremos, nas portas dos aeroportos e nos hangares a famosa e velha conhecida placa: "Não temos vagas"???
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
28 de abr. de 2011
20 de abr. de 2011
ÉPOCA DE MUDANÇA
Boa Tarde!
Páscoa é a latinização da palavra hebraica PESSAH que significava passagem. O povo judeu assim se referiu a sua libertação do Egito, conduzida por Moisés sob inspiração divina. Em verdade, mais do que um êxodo físico e populacional, mudava-se o comportamento de um povo que fora criado em cativeiro, para uma nação livre e dona de seu futuro.
É estranho como o mundo fala das mudanças que acontecem em nossas vidas como se elas fossem eventos agendados para acontecerem nesta ou naquela idade. Parece que o processo de mudanças ocorre por soluços, sendo interrompido até que a próxima alteração aconteça em nossa existência. Não é assim.
A mudança deve ser algo contínuo, Seja ela estimulada por fatores externos, alheios a nossa governabilidade, seja ela decorrente do nosso espírito irrequieto, sempre ansioso por descobrir novas formas de nos aperfeiçoarmos naquilo que fazemos, em nossas vidas pessoal e profissional.
A mudança deveria ser o similar ao processo de respiração do ser humano: natural, às vezes não percebido, mas sempre contínuo e necessário a sobrevivência da espécie. Gestor que não muda é igual a pulmão que não respira, acaba matando a si próprio e ao sistema no qual está inserido.
Assim, nesta Páscoa, não dê tanta atenção ao chocolate. Olhe mais para você mesmo e se questione se hoje você está num degrau superior ao que se encontrava na páscoa do ano passado: em relação às pessoas que ama, àquelas com as quais divide seu ambiente profissional, aos seus irmãos de credo e a sua própria Fé.
Não deixe a mudança agendada para alguns instantes da sua vida. Pode ser que você não chegue nela.
Faça do crescimento pessoal, espiritual e profissional a mudança contínua em sua vida. E você sempre será capaz de perceber a imensa grandiosidade e beleza da Páscoa!
Páscoa é a latinização da palavra hebraica PESSAH que significava passagem. O povo judeu assim se referiu a sua libertação do Egito, conduzida por Moisés sob inspiração divina. Em verdade, mais do que um êxodo físico e populacional, mudava-se o comportamento de um povo que fora criado em cativeiro, para uma nação livre e dona de seu futuro.
É estranho como o mundo fala das mudanças que acontecem em nossas vidas como se elas fossem eventos agendados para acontecerem nesta ou naquela idade. Parece que o processo de mudanças ocorre por soluços, sendo interrompido até que a próxima alteração aconteça em nossa existência. Não é assim.
A mudança deve ser algo contínuo, Seja ela estimulada por fatores externos, alheios a nossa governabilidade, seja ela decorrente do nosso espírito irrequieto, sempre ansioso por descobrir novas formas de nos aperfeiçoarmos naquilo que fazemos, em nossas vidas pessoal e profissional.
A mudança deveria ser o similar ao processo de respiração do ser humano: natural, às vezes não percebido, mas sempre contínuo e necessário a sobrevivência da espécie. Gestor que não muda é igual a pulmão que não respira, acaba matando a si próprio e ao sistema no qual está inserido.
Assim, nesta Páscoa, não dê tanta atenção ao chocolate. Olhe mais para você mesmo e se questione se hoje você está num degrau superior ao que se encontrava na páscoa do ano passado: em relação às pessoas que ama, àquelas com as quais divide seu ambiente profissional, aos seus irmãos de credo e a sua própria Fé.
Não deixe a mudança agendada para alguns instantes da sua vida. Pode ser que você não chegue nela.
Faça do crescimento pessoal, espiritual e profissional a mudança contínua em sua vida. E você sempre será capaz de perceber a imensa grandiosidade e beleza da Páscoa!
19 de abr. de 2011
DIVERSIFICANDO
Boa Tarde!
A música nunca envelhece. Seja porque sua letra permanece atual, seja porque sua melodia impregna nossa mente com acordes que parecem nunca desgrudar das emoções que sentimos quando a escutamos pela primeira vez. De qualquer forma, em tempos tão conturbados, a vida de gestores se parece muito com a estrada descrita por LENNON e McCARTNEY: uma estrada longa e sinuosa. A tradução é do site TERRA:
The Long And Winding Road
The long and winding road
That leads to your door
Will never disappear
I've seen that road before
It always leads me here
Lead me to your door
The wild and windy night
That the rain washed away
Has left a pool of tears
Crying for the day
Why leave me standing here
Let me know the way
Many times I've been alone
And many times I've cried
Anyway you'll never know
The many ways I've tried
But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don't keep me waiting here
Lead me to your door
But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don't leave me waiting here
Lead me to your door
A Longa e Sinuosa Estrada
A longa e sinuosa estradaque leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.
Na noite selvagem e tempestuosaque a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.
Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei,
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta
A música nunca envelhece. Seja porque sua letra permanece atual, seja porque sua melodia impregna nossa mente com acordes que parecem nunca desgrudar das emoções que sentimos quando a escutamos pela primeira vez. De qualquer forma, em tempos tão conturbados, a vida de gestores se parece muito com a estrada descrita por LENNON e McCARTNEY: uma estrada longa e sinuosa. A tradução é do site TERRA:
The Long And Winding Road
The long and winding road
That leads to your door
Will never disappear
I've seen that road before
It always leads me here
Lead me to your door
The wild and windy night
That the rain washed away
Has left a pool of tears
Crying for the day
Why leave me standing here
Let me know the way
Many times I've been alone
And many times I've cried
Anyway you'll never know
The many ways I've tried
But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don't keep me waiting here
Lead me to your door
But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don't leave me waiting here
Lead me to your door
A Longa e Sinuosa Estrada
A longa e sinuosa estradaque leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.
Na noite selvagem e tempestuosaque a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.
Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei,
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta
18 de abr. de 2011
POR QUE VELHOS ASSUNTOS TEIMAM EM VOLTAR?
Boa Noite!
Em tempos de promessas, sorrisos, criatividade e boa vontade ululantes, todos os dias, pela TV, penso que poderíamos refletir sobre algo bem sério que nossos candidatos tanto oferecem: a questão da Segurança Pública e seus efeitos sobre o sistema de saúde brasileiro. Claro, do ponto de vista de gestores, e nunca daqueles que desejam se eleger a qualquer custo, para isto fazem todo tipo de afirmações e, o que é pior, conseguem os votos necessários para seu intento. Coisas brasileiras...
Mas retomemos o lado profissional. A Segurança deve oferecer ao cidadão duas coisas básicas, dentre outras: primeiro a garantia de sua livre locomoção, o direito de ir e vir, de onde quiser e para onde lhe for permitido. Em segundo lugar, com a certeza da proteção e a visualização dela, a segurança pública deve criar na população uma sensação de defesa, de bem-estar quanto à intervenção do Estado, de certeza de ser o cidadão, tratado e respeitado como cidadão brasileiro.
Usei todos os verbos no presente, porque penso que está na hora de nos rebelarmos contra o condicional (deveria fazer...). O que é direito de cidadania sempre estará e deverá ser usado no presente. Se pagamos impostos agora, devemos ter segurança agora e não no futuro, no terceiro, quarto ou quinto mandato de quem quer que seja!
Ora, se a segurança não atua efetivamente passamos a ter dois graves problemas. Diretamente falando, a insegurança custa aos cofres públicos (ou seja, aos nossos bolsos), mais de R$ 4 bilhões por ano, segundo o Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). É a quarta maior causa de MORTES entre os homens (adultos e crianças) no país, e a sétima dentre as mulheres. A ineficiência do Estado e a irresponsabilidade como os governantes tratam nossas estruturas de proteção (leia-se: as polícias), termina por custar muito mais caro ao próprio Estado. Além da miopia gerencial existe uma certa perversidade: o gasto com segurança é imediato e gera custos fixos, enquanto a violência surge etapa a etapa e só se torna preocupante quando é objeto de reportagem no horário nobre da TV. Logo, podemos acreditar que existe um certo... esquecimento das autoridades quanto a esta questão.
Outro lado do problema não é visível, mas nem por isso menos perigoso: o estado de insegurança. As pessoas começam por mudar seus hábitos, sempre num sentido restritivo, tornando-se reféns do próprio (e justificado) medo. Este é o primeiro passo rumo ao desequilíbrio físico e emocional. O sofrimento pelo que se tem é difícil, mas o sofrimento pelo que se teme é, por diversas vezes, muito mais cruel. Do ponto de vista de sistema de saúde isto quer dizer mais adoecimento, incomum e pouco visível, o que irá gerar aumento de consumo sem a respectiva melhoria da qualidade de vida. Ou seja, gasta-se mais, resolve-se menos. Sofre o paciente, seu círculo familiar e o padece o sistema.
A Segurança Pública é tão importante para o equilíbrio da sociedade e, especialmente, para a estabilidade do Sistema Público de Saúde que por vezes penso se o Ministério da Defesa não deveria ser unificado ao da Saúde! Exagero à parte, esta questão mereceria uma melhor (e maior) agenda do nosso Ministro de Saúde, pelo menos numa proporção maior do que muitos dos temas ao qual dedica tanto debate!
Em tempos de promessas, sorrisos, criatividade e boa vontade ululantes, todos os dias, pela TV, penso que poderíamos refletir sobre algo bem sério que nossos candidatos tanto oferecem: a questão da Segurança Pública e seus efeitos sobre o sistema de saúde brasileiro. Claro, do ponto de vista de gestores, e nunca daqueles que desejam se eleger a qualquer custo, para isto fazem todo tipo de afirmações e, o que é pior, conseguem os votos necessários para seu intento. Coisas brasileiras...
Mas retomemos o lado profissional. A Segurança deve oferecer ao cidadão duas coisas básicas, dentre outras: primeiro a garantia de sua livre locomoção, o direito de ir e vir, de onde quiser e para onde lhe for permitido. Em segundo lugar, com a certeza da proteção e a visualização dela, a segurança pública deve criar na população uma sensação de defesa, de bem-estar quanto à intervenção do Estado, de certeza de ser o cidadão, tratado e respeitado como cidadão brasileiro.
Usei todos os verbos no presente, porque penso que está na hora de nos rebelarmos contra o condicional (deveria fazer...). O que é direito de cidadania sempre estará e deverá ser usado no presente. Se pagamos impostos agora, devemos ter segurança agora e não no futuro, no terceiro, quarto ou quinto mandato de quem quer que seja!
Ora, se a segurança não atua efetivamente passamos a ter dois graves problemas. Diretamente falando, a insegurança custa aos cofres públicos (ou seja, aos nossos bolsos), mais de R$ 4 bilhões por ano, segundo o Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). É a quarta maior causa de MORTES entre os homens (adultos e crianças) no país, e a sétima dentre as mulheres. A ineficiência do Estado e a irresponsabilidade como os governantes tratam nossas estruturas de proteção (leia-se: as polícias), termina por custar muito mais caro ao próprio Estado. Além da miopia gerencial existe uma certa perversidade: o gasto com segurança é imediato e gera custos fixos, enquanto a violência surge etapa a etapa e só se torna preocupante quando é objeto de reportagem no horário nobre da TV. Logo, podemos acreditar que existe um certo... esquecimento das autoridades quanto a esta questão.
Outro lado do problema não é visível, mas nem por isso menos perigoso: o estado de insegurança. As pessoas começam por mudar seus hábitos, sempre num sentido restritivo, tornando-se reféns do próprio (e justificado) medo. Este é o primeiro passo rumo ao desequilíbrio físico e emocional. O sofrimento pelo que se tem é difícil, mas o sofrimento pelo que se teme é, por diversas vezes, muito mais cruel. Do ponto de vista de sistema de saúde isto quer dizer mais adoecimento, incomum e pouco visível, o que irá gerar aumento de consumo sem a respectiva melhoria da qualidade de vida. Ou seja, gasta-se mais, resolve-se menos. Sofre o paciente, seu círculo familiar e o padece o sistema.
A Segurança Pública é tão importante para o equilíbrio da sociedade e, especialmente, para a estabilidade do Sistema Público de Saúde que por vezes penso se o Ministério da Defesa não deveria ser unificado ao da Saúde! Exagero à parte, esta questão mereceria uma melhor (e maior) agenda do nosso Ministro de Saúde, pelo menos numa proporção maior do que muitos dos temas ao qual dedica tanto debate!
15 de abr. de 2011
POR UM COPO DE LEITE
Boa Tarde!
Estudos realizados nos Estados Unidos e divulgados na semana passada pelo AMRICAN JOURNAL OF EPIDEMIOLOGY acerca do Câncer de Intestino (Cólon) traz-nos informes que, se não são novos, devem sempre ser avaliados, disseminados e pensados pelos gestores de sistemas privados de saúde.
Constatou-se uma redução de MAIS DE 40% no desenvolvimento de tumores dentre as pessoas que possuem os seguintes hábitos de vida:
a. Beber diariamente UM copo de Leite, desde a infância;
b. Dormir ao menos SETE HORAS por noite;
c. Realizar atividades físicas ao menos três vezes por semana.
Ou seja, mais uma vez, mudanças de hábitos e comportamentos causam uma redução direta (e drástica) sobre o risco de desenvolvermos agravos importantes e agressivos contra nossa saúde. Neste caso específico, o câncer de intestino. Se não há novidade, por que a ênfase? Pela total omissão da grande maioria dos gestores de saúde em ASSUMIR de uma vez por todas os benefícios da prevenção e promoção à saúde.
Quantas vezes e por quantas horas discutimos questões operacionais, quando não burocráticas, que raríssimas vezes irão agregar valor ao produto que comercializamos, ou, principalmente, à percepção pelo cliente de nossa empresa? Insistimos em fazer de contas que a mera discussão de preços de planos resolverá os problemas estruturais do sistema de saúde o que é uma falácia.
A realidade e os trabalhos científicos cuidam de nos trazer de volta à realidade que tentamos enganar. Ou as empresas privadas de saúde aceitam que irão trabalhar cada vez mais numa corda bamba, onde o menor vento não previsto causará uma queda irreparável, ou seria bom abandonar as fantásticas campanhas de marketing que criam cenários inexistentes e falsas empresas sólidas enquanto ainda é possível fazê-lo.
O caminho da prevenção e promoção não é curto. Tampouco pode ser abreviado. Ele tem um começo e com certeza terá pontos de controle, mas jamais se extinguirá. Mesmo contra a vontade de gestores privados de não reconhecer a certeza desta questão.
Quanto poderia ser feito, com investimentos não tão expressivos, com resultados perenes e que assegurassem uma sinistralidade mais contida, ou ao menos um crescimento bem mais moderado da curva de despesas, capazes de gerar ganhos às corporações, ao sistema de saúde nacional e, claro, ao cliente. Ainda lamentaremos muito esta nossa omissão consciente.
Estudos realizados nos Estados Unidos e divulgados na semana passada pelo AMRICAN JOURNAL OF EPIDEMIOLOGY acerca do Câncer de Intestino (Cólon) traz-nos informes que, se não são novos, devem sempre ser avaliados, disseminados e pensados pelos gestores de sistemas privados de saúde.
Constatou-se uma redução de MAIS DE 40% no desenvolvimento de tumores dentre as pessoas que possuem os seguintes hábitos de vida:
a. Beber diariamente UM copo de Leite, desde a infância;
b. Dormir ao menos SETE HORAS por noite;
c. Realizar atividades físicas ao menos três vezes por semana.
Ou seja, mais uma vez, mudanças de hábitos e comportamentos causam uma redução direta (e drástica) sobre o risco de desenvolvermos agravos importantes e agressivos contra nossa saúde. Neste caso específico, o câncer de intestino. Se não há novidade, por que a ênfase? Pela total omissão da grande maioria dos gestores de saúde em ASSUMIR de uma vez por todas os benefícios da prevenção e promoção à saúde.
Quantas vezes e por quantas horas discutimos questões operacionais, quando não burocráticas, que raríssimas vezes irão agregar valor ao produto que comercializamos, ou, principalmente, à percepção pelo cliente de nossa empresa? Insistimos em fazer de contas que a mera discussão de preços de planos resolverá os problemas estruturais do sistema de saúde o que é uma falácia.
A realidade e os trabalhos científicos cuidam de nos trazer de volta à realidade que tentamos enganar. Ou as empresas privadas de saúde aceitam que irão trabalhar cada vez mais numa corda bamba, onde o menor vento não previsto causará uma queda irreparável, ou seria bom abandonar as fantásticas campanhas de marketing que criam cenários inexistentes e falsas empresas sólidas enquanto ainda é possível fazê-lo.
O caminho da prevenção e promoção não é curto. Tampouco pode ser abreviado. Ele tem um começo e com certeza terá pontos de controle, mas jamais se extinguirá. Mesmo contra a vontade de gestores privados de não reconhecer a certeza desta questão.
Quanto poderia ser feito, com investimentos não tão expressivos, com resultados perenes e que assegurassem uma sinistralidade mais contida, ou ao menos um crescimento bem mais moderado da curva de despesas, capazes de gerar ganhos às corporações, ao sistema de saúde nacional e, claro, ao cliente. Ainda lamentaremos muito esta nossa omissão consciente.
PASSAGEIROS DE TSUNAMI
Bom Dia!
A entidade que agrega as operadoras de autogestão no país - chamada UNIDAS - acaba de encerra seu 2o. Seminário de Dirigentes, realizado em Brasília (DF) entre os dias 11 e 12 de abril. O evento foi bastante prestigiado e contou com palestrantes diversos de segmentos específicos e tão díspares quanto uma Associação de Fiscais da Bahia e a Câmara dos Deputados (na pessoa do Deputado Federal Arlindo Chinaglia - PT/SP).
Não resta dúvida da importância dos fóruns estratégicos que são realizados não apenas pelas autogestões, mas desde muitos anos atrás pelas medicinas de grupo e cooperativas. As seguradoras são mais arredias e seus eventos possuem escopos mais diversificados. São locais privilegiados para a troca de experiências e a abertura de canais e possibilidades.
Deveriam ser, também, momentos privilegiados de discussões setoriais, especialmente de novos rumos e caminhos vivenciados e/ou projetados pelos dirigentes. É aqui a fonte de minha preocupação.
Tanto o fórum promovido pela ABRAMGE no final do ano passado, quanto este da UNIDAS foram, em minha opinião, bastante tímidos (para não dizer pobres), em discussões acerca de caminhos alternativos ou estratégias setoriais que assegurem um crescimento COM INCLUSÃO do sistema privado de saúde brasileiro.
Crescer o número de vidas a partir de estratégias meramente financeiras não deveria nos deixar alegres e nem mesmo falantes quanto à longevidade dos atores que nele atuam. E é exatamente isto que todos os debatedores afirmam quase que sem divergência: crescemos graças ao preço. Não estamos agregando qualidade e nem mesmo as invencionices da ANS serão capazes de assegurar coisa alguma aos participantes.
Onde e quando iremos discutir estas questões?
Fico com a sensação que todos os gestores experientes e capazes sabem da nuvem negra que se avoluma sobre as operadoras ou sobre os clientes, mas cada um deles prefere baixar a cabeça e fazer de conta que não a está vendo, ao invés de correr para desenvolver um guarda chuva forte o suficiente para protegê-lo da chuvarada.
O crescimento baseado no fator financeiro é uma espiral que possui limite temporal. Ainda que não sejamos capazes de precisar o QUANTUM deste intervalo de tempo, com certeza podemos afirmar ser incerto o futuro que cria.
Neste sentido, precisamos rever estes espaços privilegiados.
Talvez começarmos a levar para cada um deles, profissionais que ousem falar diferente do que sempre falamos, ou outros que apontem soluções que evitamos discutir.
De concreto, ou iniciamos esta abordagem, enquanto somos timoneiros deste barco chamado saúde suplementar, ou corremos o sério risco de virarmos passageiros de um TSUNAMI...
A entidade que agrega as operadoras de autogestão no país - chamada UNIDAS - acaba de encerra seu 2o. Seminário de Dirigentes, realizado em Brasília (DF) entre os dias 11 e 12 de abril. O evento foi bastante prestigiado e contou com palestrantes diversos de segmentos específicos e tão díspares quanto uma Associação de Fiscais da Bahia e a Câmara dos Deputados (na pessoa do Deputado Federal Arlindo Chinaglia - PT/SP).
Não resta dúvida da importância dos fóruns estratégicos que são realizados não apenas pelas autogestões, mas desde muitos anos atrás pelas medicinas de grupo e cooperativas. As seguradoras são mais arredias e seus eventos possuem escopos mais diversificados. São locais privilegiados para a troca de experiências e a abertura de canais e possibilidades.
Deveriam ser, também, momentos privilegiados de discussões setoriais, especialmente de novos rumos e caminhos vivenciados e/ou projetados pelos dirigentes. É aqui a fonte de minha preocupação.
Tanto o fórum promovido pela ABRAMGE no final do ano passado, quanto este da UNIDAS foram, em minha opinião, bastante tímidos (para não dizer pobres), em discussões acerca de caminhos alternativos ou estratégias setoriais que assegurem um crescimento COM INCLUSÃO do sistema privado de saúde brasileiro.
Crescer o número de vidas a partir de estratégias meramente financeiras não deveria nos deixar alegres e nem mesmo falantes quanto à longevidade dos atores que nele atuam. E é exatamente isto que todos os debatedores afirmam quase que sem divergência: crescemos graças ao preço. Não estamos agregando qualidade e nem mesmo as invencionices da ANS serão capazes de assegurar coisa alguma aos participantes.
Onde e quando iremos discutir estas questões?
Fico com a sensação que todos os gestores experientes e capazes sabem da nuvem negra que se avoluma sobre as operadoras ou sobre os clientes, mas cada um deles prefere baixar a cabeça e fazer de conta que não a está vendo, ao invés de correr para desenvolver um guarda chuva forte o suficiente para protegê-lo da chuvarada.
O crescimento baseado no fator financeiro é uma espiral que possui limite temporal. Ainda que não sejamos capazes de precisar o QUANTUM deste intervalo de tempo, com certeza podemos afirmar ser incerto o futuro que cria.
Neste sentido, precisamos rever estes espaços privilegiados.
Talvez começarmos a levar para cada um deles, profissionais que ousem falar diferente do que sempre falamos, ou outros que apontem soluções que evitamos discutir.
De concreto, ou iniciamos esta abordagem, enquanto somos timoneiros deste barco chamado saúde suplementar, ou corremos o sério risco de virarmos passageiros de um TSUNAMI...
12 de abr. de 2011
BURRICE É CHIQUE
Boa Tarde!
Quem ligou a TV hoje de manhã foi brindado com uma nova "repórter" brasileira: a vencedora do BBB 11, que se chama Maria. Transformada em "jornalista" pelo programa da Ana Maria Braga, ela se dirigiu a uma faculdade de Letras onde em conjunto com alunos do curso trouxe para todo o país seu pífio conhecimento sobre tudo!
Ela não sabe quantos anos tem um século (acredita serem apenas dez) e nem qual a primeira letra da palavra xícara (jura que é a letra C). Mas já é uma "sensação", saudada inclusive por uma professora que troca seus quinze minutos de fama por toda sua carreira como educadora.
Burrice virou sinônimo de sucesso no Brasil. E ser burro dá mais IBOPE do que ser culto. Também dá mais dinheiro, pois tenho certeza de que o cachê recebida pela ilustre celebridade dará para pagar diversos meses de salário da professora.
O que vou dizer aos meus filhos? Como vou provar-lhes que não é assim o caminho natural do mundo?
Não desistirei dos meus valores. Ainda que as empresas da mídia caracterizem qualquer pessoa que os possua e os defenda como retrógrados e ultrapassados.
Não abrirei mão da cultura, pois através dela construímos pontes que nos livram das águas turvas e perigosas da ignorância. Não me importa ser arcaico. Pagarei com muita sobriedade este preço se ele é o que se cobra para sermos livres.
O homem não é prisioneiro por grilhões físicos que os imponham. Estes restringem os seus movimentos, nunca a sua autonomia e liberdade.
O ser humano torna-se escravo daquilo que não possui, em especial se falamos do conhecimento voltado para a vida, do crescimento espiritual e moral, do respeito aos valores que, com tanto esmero e cuidado, foram transmitidos a cada um de nós por nossos antepassados.
A Maria não será a última a ser endeusada graças a sua opção por deixar-se manipular. Haverão outros, regiamente pagos, que se permitirão a este papel rídiculo.
O que não pode sumir são todos aqueles que entendem o perigo desta situação e continuam a combatê-la especialmente junto dos jovens, vítimas inocentes de uma mídia que emburrece.
Ditaduras vivem da ignorância, não da cultura. Por isso, a quem serve uma mídia deste tipo? Não a democracia, certamente.
Quem ligou a TV hoje de manhã foi brindado com uma nova "repórter" brasileira: a vencedora do BBB 11, que se chama Maria. Transformada em "jornalista" pelo programa da Ana Maria Braga, ela se dirigiu a uma faculdade de Letras onde em conjunto com alunos do curso trouxe para todo o país seu pífio conhecimento sobre tudo!
Ela não sabe quantos anos tem um século (acredita serem apenas dez) e nem qual a primeira letra da palavra xícara (jura que é a letra C). Mas já é uma "sensação", saudada inclusive por uma professora que troca seus quinze minutos de fama por toda sua carreira como educadora.
Burrice virou sinônimo de sucesso no Brasil. E ser burro dá mais IBOPE do que ser culto. Também dá mais dinheiro, pois tenho certeza de que o cachê recebida pela ilustre celebridade dará para pagar diversos meses de salário da professora.
O que vou dizer aos meus filhos? Como vou provar-lhes que não é assim o caminho natural do mundo?
Não desistirei dos meus valores. Ainda que as empresas da mídia caracterizem qualquer pessoa que os possua e os defenda como retrógrados e ultrapassados.
Não abrirei mão da cultura, pois através dela construímos pontes que nos livram das águas turvas e perigosas da ignorância. Não me importa ser arcaico. Pagarei com muita sobriedade este preço se ele é o que se cobra para sermos livres.
O homem não é prisioneiro por grilhões físicos que os imponham. Estes restringem os seus movimentos, nunca a sua autonomia e liberdade.
O ser humano torna-se escravo daquilo que não possui, em especial se falamos do conhecimento voltado para a vida, do crescimento espiritual e moral, do respeito aos valores que, com tanto esmero e cuidado, foram transmitidos a cada um de nós por nossos antepassados.
A Maria não será a última a ser endeusada graças a sua opção por deixar-se manipular. Haverão outros, regiamente pagos, que se permitirão a este papel rídiculo.
O que não pode sumir são todos aqueles que entendem o perigo desta situação e continuam a combatê-la especialmente junto dos jovens, vítimas inocentes de uma mídia que emburrece.
Ditaduras vivem da ignorância, não da cultura. Por isso, a quem serve uma mídia deste tipo? Não a democracia, certamente.
8 de abr. de 2011
PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...
Boa Tarde!
Para que possamos viver um final de semana de sabedoria e esperança:
"Quem procura por nada, chega sozinho no fim da caminhada."
Elanklever
"Aquele que fala contigo dos defeitos dos outros, com os outros fala dos teus."
Denis Diderot
"Nem todos que do teu lado estão, estão do teu lado. "
Elanklever
"Solidariedade, amigos , não se agradece, comemora-se. "
Betinho
"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você. "
Kin Hubbard
"Onde não há igualdade, a amizade não perdura."
Platão
Para que possamos viver um final de semana de sabedoria e esperança:
"Quem procura por nada, chega sozinho no fim da caminhada."
Elanklever
"Aquele que fala contigo dos defeitos dos outros, com os outros fala dos teus."
Denis Diderot
"Nem todos que do teu lado estão, estão do teu lado. "
Elanklever
"Solidariedade, amigos , não se agradece, comemora-se. "
Betinho
"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você. "
Kin Hubbard
"Onde não há igualdade, a amizade não perdura."
Platão
VOCÊ SIM, VOCÊ NÃO
Bom Dia!
As palavras acima foram usadas pelo jovem Welligton, autor da chacina do Realenbgo que, até agora, ceifou mais de dez vítimas. Os psicólogos já apontam desvios e indícios de que ele era portador de doença mental, deflagrada por fatores externos, talvez o famigerado preconceito que grassa nossos dias.
Também já se comete a insanidade de se vincular o assassino ao islamismo, cometendo-se um duplo engano: a religião do Islã não prevê chacinas e ataques covardes. Quem faz isto distorce as palavras e suras escritas pelo autor da religião, o Profeta Maomé. Em segundo, jovens com distúrbios costumam procurar bases religiosas para seus atos insanos, o que, evidentemente, não encontrará em nenhum religião séria existente.
O atirador parava junto das crianças e adolescentes e apontava: "Você sim, você não".
Duro é ver as autoridades, as mesmas que defendem o aborto (forma de assassinato instrumental), as que defendem a legalização das drogas (forma de se perder o total equilíbrio e sanidade mental), as mesmas que defendem a avacalhação moral, contra a família e contra a moral, agoram apossam-se de microfones para xingar o assassino e fazer propaganda eleitoral.
A vida precisa voltar a ser o eixo da sociedade humana. Esta cultura voltada para a morte, para o consumismo, para a exclusão, para a criação de uma cultura de esmolas ao invés de trabalho, precisa ser definitivamente banida de nosso tempo.
Chega de modernismos que em verdade são disfarces para um egoísmo estatal, um individualismo humano que torna a vida algo descartável. Como estão as famílias destes jovens? Como serão secadas suas lágrimas?
Resta-nos a misericórdia divina e a fé. Os nossos governantes... bem, daqui a alguns dias, quando a amnésia voltar a tomar conta da sociedade, eles retomarão suas hipócritas defesas do aborto, das drogas,etc.
As palavras acima foram usadas pelo jovem Welligton, autor da chacina do Realenbgo que, até agora, ceifou mais de dez vítimas. Os psicólogos já apontam desvios e indícios de que ele era portador de doença mental, deflagrada por fatores externos, talvez o famigerado preconceito que grassa nossos dias.
Também já se comete a insanidade de se vincular o assassino ao islamismo, cometendo-se um duplo engano: a religião do Islã não prevê chacinas e ataques covardes. Quem faz isto distorce as palavras e suras escritas pelo autor da religião, o Profeta Maomé. Em segundo, jovens com distúrbios costumam procurar bases religiosas para seus atos insanos, o que, evidentemente, não encontrará em nenhum religião séria existente.
O atirador parava junto das crianças e adolescentes e apontava: "Você sim, você não".
Duro é ver as autoridades, as mesmas que defendem o aborto (forma de assassinato instrumental), as que defendem a legalização das drogas (forma de se perder o total equilíbrio e sanidade mental), as mesmas que defendem a avacalhação moral, contra a família e contra a moral, agoram apossam-se de microfones para xingar o assassino e fazer propaganda eleitoral.
A vida precisa voltar a ser o eixo da sociedade humana. Esta cultura voltada para a morte, para o consumismo, para a exclusão, para a criação de uma cultura de esmolas ao invés de trabalho, precisa ser definitivamente banida de nosso tempo.
Chega de modernismos que em verdade são disfarces para um egoísmo estatal, um individualismo humano que torna a vida algo descartável. Como estão as famílias destes jovens? Como serão secadas suas lágrimas?
Resta-nos a misericórdia divina e a fé. Os nossos governantes... bem, daqui a alguns dias, quando a amnésia voltar a tomar conta da sociedade, eles retomarão suas hipócritas defesas do aborto, das drogas,etc.
5 de abr. de 2011
PREVENÇÃO AO CÂNCER
Boa Noite!
Estudo efetuado recentemente pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais, e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.
Já é aceito pelos cientistas que paciente com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.
A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.
Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?
Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?
Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.
Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.
Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.
Estudo efetuado recentemente pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais, e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.
Já é aceito pelos cientistas que paciente com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.
A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.
Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?
Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?
Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.
Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.
Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.
1 de abr. de 2011
O EFEITO BANANA
Boa Tarde!
A Escócia é um país independente, parlamentarista e que integra o Reino Unido. A origem do seu povo deve ser predominante ango-saxônica. Para os nossos padrões tropicais é um país onde faz frio a maior parte do ano.
Nada disto, porém, diminui a importância e o valor dos escoceses, que sempre estiveram presente nos momentos
mais decisivos da história mundial. Combateram e deram suas vidas para que o nazi-fascismo não fosse vitorioso na Segunda Grande Guerra e saíram dela como heróis.
Além disto tudo, possuem um grande campeão mundial de automobilismo, hoje dono de equipe e comentarista de TV, o fantástico Jackie Stewart que tanto duelou com o nosso campeão Émerson Fittipaldi.
Por tudo isso, é incompreensível que as autoridades esconcesas exijam do jogador brasileiro Neymar um 'pedido de desculpas', por ter atribuído à torcida escocesa o ato racista e nazista de jogar-lhe bananas durante o amistoso do final de semana passado.
Não estou fazendo defesa do Neymar pessoa, personalidade que precisa receber banhos de humildade e respeito. Mas ao atleta que, dentro de campo, defendia com responsabilidade e galhardia a seleção do seu país. Naquele momento, Neymar merecia, no mínimo, o respeito que um cidadão estrangeiro deve receber quando visita uma outra nação.
Jogar-lhe bananas significou desdenhar de sua raça, por julgar-se superior ou melhor do que outro ser humano.
Tentar intimidar povos livres com ameaças, violências ou humilhações é prática criada, aperfeiçoada e divulgada pelas forças de repressão de Adolf Hitler. Não usavam bananas, é verdade, preferiram as estrelas.
Pregavam as estrelas nos peitos daqueles que iriam sistematicamente humilhar, desdenhar e, no final da guerra, tentar exterminar. Usaram um astro tão bonito, criado por Deus, para destruir a vida das crituras criadas por Ele.
Assim, a Escócia deveria cuidar melhor das suas exigências.
Não me interessa se foi um turista alemão ou de outro país. A responsabilidade era escocesa. Os anfitriões eram ingleses e esconceses, e principalmente, o respeito, a humanidade e a dignidade não possuem pátria, são universais.
Se alguém deve receber desculpas é a vítima. Não é esta que deve dá-las.
Mas o pior não são as desculpas e sim as consequências: nos países que tão valororsamente combateram os nazistas, crescem movimentos que os apóiam. Este filma, na Europa, é velho e não é original. No antigo, os governos lavaram as mãoes, fizeram de conta que não havia problema e deu no que deu.
E agora, o que farão as 'democracias ocidentais'? Esperarão o novo Hitler? Atenderia ele pelo sobrenome Le Pen?
A Escócia é um país independente, parlamentarista e que integra o Reino Unido. A origem do seu povo deve ser predominante ango-saxônica. Para os nossos padrões tropicais é um país onde faz frio a maior parte do ano.
Nada disto, porém, diminui a importância e o valor dos escoceses, que sempre estiveram presente nos momentos
mais decisivos da história mundial. Combateram e deram suas vidas para que o nazi-fascismo não fosse vitorioso na Segunda Grande Guerra e saíram dela como heróis.
Além disto tudo, possuem um grande campeão mundial de automobilismo, hoje dono de equipe e comentarista de TV, o fantástico Jackie Stewart que tanto duelou com o nosso campeão Émerson Fittipaldi.
Por tudo isso, é incompreensível que as autoridades esconcesas exijam do jogador brasileiro Neymar um 'pedido de desculpas', por ter atribuído à torcida escocesa o ato racista e nazista de jogar-lhe bananas durante o amistoso do final de semana passado.
Não estou fazendo defesa do Neymar pessoa, personalidade que precisa receber banhos de humildade e respeito. Mas ao atleta que, dentro de campo, defendia com responsabilidade e galhardia a seleção do seu país. Naquele momento, Neymar merecia, no mínimo, o respeito que um cidadão estrangeiro deve receber quando visita uma outra nação.
Jogar-lhe bananas significou desdenhar de sua raça, por julgar-se superior ou melhor do que outro ser humano.
Tentar intimidar povos livres com ameaças, violências ou humilhações é prática criada, aperfeiçoada e divulgada pelas forças de repressão de Adolf Hitler. Não usavam bananas, é verdade, preferiram as estrelas.
Pregavam as estrelas nos peitos daqueles que iriam sistematicamente humilhar, desdenhar e, no final da guerra, tentar exterminar. Usaram um astro tão bonito, criado por Deus, para destruir a vida das crituras criadas por Ele.
Assim, a Escócia deveria cuidar melhor das suas exigências.
Não me interessa se foi um turista alemão ou de outro país. A responsabilidade era escocesa. Os anfitriões eram ingleses e esconceses, e principalmente, o respeito, a humanidade e a dignidade não possuem pátria, são universais.
Se alguém deve receber desculpas é a vítima. Não é esta que deve dá-las.
Mas o pior não são as desculpas e sim as consequências: nos países que tão valororsamente combateram os nazistas, crescem movimentos que os apóiam. Este filma, na Europa, é velho e não é original. No antigo, os governos lavaram as mãoes, fizeram de conta que não havia problema e deu no que deu.
E agora, o que farão as 'democracias ocidentais'? Esperarão o novo Hitler? Atenderia ele pelo sobrenome Le Pen?
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