27 de ago. de 2011

MAIS PROBLEMAS TRAZIDOS PELO ABORTO

Bom Dia!

Dessa vez os defensores do aborto não poderão atribuir as notícias aos que se opõem a este método aniquilatório da vida humana, nem tampouco associar os resultados aos ditames desta ou daquela Igreja Cristã. Isto porque a pesquisa de que abordaremos hoje foi realizada entre 500 mulheres pela Universidade de Otago, na Nova Zelândia (fundada em 1869 é a mais antiga naquele país: http://www.otago.ac.nz/), e focou na questão das situações vivenciadas por ela, no estado pós-abortivo, em relação à Saúde Mental.

Estudando os problemas mentais que possam derivar da gravidez, os pesquisadores identificaram que 30% das mulheres que se submetem ao aborto desenvolvem ansiedade e/ou dependência química como agravos prevalentes.

Ou seja, ao optarem por interromper voluntariamente uma gravidez que julgam não desejarem, estas mulheres estão decidindo contra si mesmas. Elas voluntariamente se submetem a um grande sofrimento mental, pois não é possível a nenhum ser humano racional vislumbrar outra coisa no aborto que seja diferente de um assassinato consentido.

Existem outras opiniões e avaliações de pesquisadores, acerca destas constatações científicas que desmascaram as controvertidas hipóteses psiquiátricas e psicológicas que se levantavam favoráveis ao aborto e que podem ser achadas nos sites da BBC do Brasil e da Editora Cleófas.

O que eu gostaria de destacar é a questão do sofrimento mental. Exatamente sua prevenção e a certeza de que seria evitado pelo aborto é que são constantemente levantados como bandeiras pelos seus defensores, em especial aqueles que se dizem “especialistas” da saúde mental. Se a mulher não fizer o aborto, alegam, o seu grau de sofrimento será tamanho que resultará num problema de saúde.

Ora, a prevalência das doenças mentais em todas as populações do mundo, inclusive as que não podem realizar abortos em si próprios, como os homens, é algo que preocupa há décadas todos os estudiosos e está, quase sempre, associadas às pressões das empresas por resultados, o alto consumismo, além do individualismo que isola o ser humano dos seus pares e transforma-o num verdadeiro refém de uma ânsia desenfreada pelo sucesso material.

Agora, uma incidência de 30% de casos comprovados, numa população que já cometeu o aborto é um dado irrefutável de que o maior sofrimento mental imposto à mulher é, exatamente, praticar o aborto! Às mulheres foi reservado o dom de GERAR a vida, PROTEGÊ-LA em seu próprio ventre e ALIMENTÁ-LA enquanto desprotegida. Isto é natural.

A sociedade egoísta e materialista tenta vender para elas uma idéia de que o aborto, que é DESTRUIÇÃO de uma vida, de forma VIL e sem chance de DEFESA é algo natural e “moderno”. Mas as consciências e o senso de responsabilidade para com a vida estão incutidas no mais íntimo das mulheres e isto lhes causa, com absoluta certeza, um dano quase que irreversível, pois não é de uma ferida corporal que falamos, e sim uma imensa e incurável ferida na alma. O Aborto é um crime sórdido, travestido de uma modernidade que não consegue ser provada e, a partir deste estudo, desmascarado quanto à suposta proteção ao sofrimento mental que se alegava possuir.

26 de ago. de 2011

ALGO PARA SE CHAMAR DE SANIDADE

Bom Dia!

Existem algumas hipocrisias que insistem em sobreviver nos dias atuais, apesar de toda a suposta entrada e partilhamento de informações que a redde mundial de computadores veio 'trazer' a todas as classes sociais e faixas etárias em todo o mundo. Uma delas diz respeito à libertinagem sexual.
Jovens e adultos de todos os lugares da terra são diariamente bombardeados com campanhas, reportagens, especiais de TV, filmes e todo o aparato que está à disposição da mídia, para que associem inevitavelmente o respeito às diferenças (que é dever de todos) a um estado de avacalhamento total na sociedade em que vivemos (o que é agressivo e danoso à grande maioria da sociedade).
Assim, respeitar os outros é assumir uma atitude de concordância com a promiscuidade, de tolerância com o consumo de drogas ou de omissão para com as tentativas de esfacelamento da família. O que, em tese, carcaterizaria uma atitude 'progressista', é-nos apresentado como igual a um retorno a tempos bestiais nos quais os homens apenas pensavam em seus prazeres individuais (jamais nas suas parceiras) e as mulheres uma mera 'mercadoria', um 'objeto' a ser manipulado por este ou aquele sequaz.
Se alguém duvida disto basta verificar o que acontece nas ruas de Amsterdam, capital dos Países Baixos. Em nome de uma suposta 'liberdade de expressão e de escolha', deparamo-nos com mulheres jovens, nuas e que através de vitrines de vidro se oferecem para a prostituição que, dentro das paredes de suas casas (alugadas a 100 Euros por hora)né considerada atividade mercatil legalizada e tolerada pelos sucessivos governos holandeses.
Cada vez que um cliente adentra estes recintos, as cortinas de panos são cerradas o que significa que pelos próximos 10 minutos (pois as 'empresárias' possuem muita pressa!), ninguém pode incomodar a referida 'empresa'. Tudo isto numa atmosfera que fede à Maconha, solta pelas ruas de tão bela cidade através de sucessivas bafoiradas expelidas por pessoas que vão dos 15 aos 60 anos numa decadente e lenta progressão rumo ao nada.
Isto é avanço?
Mulheres que se assemelham a pedaços de carne expostos em açougues, em troca de 'ganhos' que necessitam vir rapidamente, pois é curta a sua 'vida útil', significam 'liberdade de expressão'? É esta a sociedade avançada que almejamos para os próximos decênios? São estas as pessoas que conduzirão as sociedades quando, já velhos e alquebrados, formos retirados dos cargos de comando?
Será este fedor insuportável de maconha o perfume preferido da democracia do futuro?
Sinceramente, espero que não.
Não consigo ver lucidez em tanta irresponsabilidade.
Não consigo ver avanço em tanto retrocesso.
Nãop consigo ver respeito em tantos comportamentos estúpidos e fúteis.
Querem liberar a droga no nosso país. Querem regularizar as 'empresárias'. Querem acabar com a sociedade humana. Sejamos contras agora, enquanto ainda existe algo em que se pode chamar de sanidade.

18 de ago. de 2011

MAIS TELEVISÃO, MENOS VIDA

Boa Tarde!

Já faz um bom tempo que a ciência e seus pesquisadores dedicam expressiva parcela do seu trabalho a investigar fatores que podem reduzir nossa expectativa de vida e, consequentemente, meios de evitá-los. Em tempo de globalização, assim, nada mais oportuna que a divulgação do trabalho desenvolvido pela Universidade de Queensland (Austrália) acerca dos perigos daqueles que são viciados em Televisão.
Por vinte e cinco anos, ou seja, desde 1986, foram acompanhadas 11.000 pessoas que possuem o hábito de ficar grudadas na TV ao menos por UMA HORA ININTERRUPTA a cada dia. Foram verificadas as condições gerais de saúde, os agravos apresentados, enfim tudo aquilo que reduz a expectativa de vida de um indivíduo.
Pasmem vocês, mas para este grupo, cada uma hora de TV vista de forma ininterrupta significou uma redução em suas expectativa de vida de 22 minutos! Ou seja, o equivalente a se fumar um cigarro por dia!
O constatado é assustador, mas não é inédito. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas do Coração de Taiwan, realizaram uma aferição semelhante entre 1996 e 2008 e constataram, para a mesma causa, um aumento de 20% no risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, para quem passava diariamente DUAS HORAS ininterruptas em frente à TV, numa população de 416 mil pessoas!
E olha que na Itália 8% de toda a população passa cerca de quatro horas ininterruptas, cada dia, vendo televisão, mesmo tempo médio dos habitantes do Reino Unido e inferior aos americanos que passam, em média, CINCO HORAS DIÁRIAS! Sem falar que lá fora a GLOBO TV não deu certo e eles, os estrangeiros, estão livres das CINCO NOVELAS diárias deste 'famoso' canal de televisão nacional.
A solução? Desligar o botão do aparelho e fazer atividade física. As pessoas que assim o fizeram periodicamente, ao menos 15 minutos por dia, tiveram seu risco de morte reduzido em 14% e a prevalência de câncer em cerca de 10%, sem falar que aumentaram suas expectativas de vida em três anos em relação ao restante do grupo. Ser viciado em TV ou viver mais, será que é realmente uma escolha difícil?

17 de ago. de 2011

TEMPO DE COLHER

Boa Tarde!

Ser ágil deveria ser um requisito obrigatório para todos aqueles que buscam o profissionalismo em suas vidas corporativas e também privadas. Mas a agilidade nada tem a ver com a pressa. Ágil é aquele profissional que consegue transferir todo o seu conhecimento teórico e técnico para os processos (ou as tarefas) a seu cargo, reduzindo-lhes o tempo total para obtenção do resultado esperado e sem prejudicar sob quaisquer hipóteses a qualidade necessária ao mesmo, bem como o valor percebido como agregado pelo cliente.
Ser apressado é antecipar, na maioria das vezes de forma desordenada ou desorganizada, as etapas futuras de um processo, prejudicando-lhe a eficácia ou destruindo sua qualidade final. Profissionais ágeis tornam-se referências para seus clientes internos e externos. Apressados transmitem sensação de insegurança, desordem ou mesmo descaso para com sua clientela.
A agilidade nos leva a desenvolver, sempre de maneira árdua e difícil, a sabedoria do tempo certo. Não adiante querermos brigar com a realidade, cabe-nos mudá-la e não rompermos com ela. E se desejamos mudar uma realidade que não nos é satisfatória somente encontraremos um único caminho: ensinar, cobrar e esperar. Esperar o tempo certo de colher os frutos da caminhada bem feita.
Esta sabedoria não vem das empresas e sim do homem mais simples, do trabalhador que lida com o setor primário da economia que é a agricultura. O camponês sabe que o plantio deve se dar após o preparo do solo. Este é feito contra s ervas daninhas, as pedras e as raízes profundas que foram deixadas no campo por outros descuidados ou irresponsáveis agricultores. Ele as retira sistematica e continuamente, sem jamais desistir.
Somente com a limpeza do campo poder-se-á jogar com boas chances de sucesso as sementes do futuro. E aí devemos regar, cuidar e... esperar.
Os frutos virão no tempo certo. Não antes, nem depois deste. Não serão antecipados por nossa pressa, ao contrário poderão ser perdidos. Mas sempre poderemos melhor a produtividade se soubermos tratá-los com agilidade, mas sempre respeitando o ciclo de maturação.
Esperar o tempo certo é um grande desafio para os gestores, nesta era de pressa e falta de qualidade. Esperar o tempo de colher irá requerer forte dose de paciência, resiliência e persistência. Mas certamente, dará frutos que serão inesquecíveis.

16 de ago. de 2011

AS LÁGRIMAS CAUSADAS PELA CORRUPÇÃO

Boa Noite!

Dói demais em qualquer pessoa presenciarmos o desespero de uma mãe (ou de um pai) que perdeu seu filho, mais ainda de maneira tão estúpida quanto àquela jovem vítima de mais um parque de diversões em situação irregular e precária funcionando, agora no Rio de Janeiro. A dor que sai das lágrimas daquela senhora é penetrante, da mesma forma que seu choro convulsivo e seus gritos saem de dentro do seu coração destroçado.
Não existe perda maior, porque não existe amor terreno superior ao de um pai ou mãe para com um filho. Enquanto esperamos e rezamos para que Deus console e seja misericordioso com todos eles, somos obrigados a continuar em nossa caminhada terrena. E é triste vermos a hipocrisia das autoridades, a omissão e a corrupção que produziram mais esta perda insana e perfeitamente evitável.
Mas a corrupção não está apenas nos palácios e planaltos centrais dos países. Ela começa quando você estaciona seu veículo debaixo da placa de Proibido Estacionar, esperando dar um 'jeitinho' se aparecer o guarda. Ela acontece quando você dirige embriagado e espera dar uma 'carteirada' se for detido em uma blitz. Ela continua a agir, a corrupção, quando você 'cria' recibos para não sofrer mais nas mãos do já injusto e famigerado Imposto de Renda. A corrupção não é uma quantidade, é um caminho de vida.
As pessoas não são obrigadas a trilhá-lo, nem sequer precisam conhecê-lo para terem uma vida plena, feliz e saudável. Porém, a corrupção não chega toda de uma só vez, ela vai se infiltrando em nossos dias através das nossas pequenas 'concessões'.
"Vou fazer porque todo mundo faz", começa a ser a luta do indivíduo contra sua própria consciência que clama e berra contra a corrupção.
"Só vou fazer desta vez", é o seguimento e a entrada definitiva neste caminho que, lamentavelmente, não possui saídas fáceis ou conhecidas.
As lágrimas daquela mãe serão atribuídas a este ou aquele governo, que dará declarações imbecis e adotará medidas tão ridículas que somente aviltará a memória da jovem morta. Isto se este caso não se transformar numa troca de acusações entre Executivo e Judiciário, porque se assim o for, nem sequer as medidas ridículas surgirão.
O duro é saber que, na verdade, parte daquela dor poderia ter sido evitada com o nosso NÃO: não à corrupção, não aos corruptos, não ao jeitinho, não às concessões. Duro é sentir que parte expressiva daquelas lágrimas são frutos do nosso imenso egoísmo. Por isso, deveríamos todos pedir-lhe perdão.

15 de ago. de 2011

DE GREVE EM GREVE

Boa Tarde!

Os médicos começam no próximo dia 01.09 uma nova etapa na vida do Sistema de Saúde Suplementar neste país: a onda das greves. Eles decidiram que doze planos em São Paulo sofrerão retaliações a cada semana, especialidade após especialidade, até aceitarem os termos negociais de aumento das consultas e, ponto principal de suas reinvidicações, a imposição unilateral da CBHPM (atualmente na sexta edição).
Como todo movimento público cria seus adeptos, os médicos que atendem ao SUS, até que enfim, perceberam que seus honorários também são pequenos e já chamaram um dia de greve para o próximo 25 de outurbo. E assim, de greve em greve, esperam os profissionais médicos aferirem os honorários com que julgam ser merecedores de respeito por parte das operadoras e, agora, do setor público.
Com  paralisações conseguiremos algo certo: um maior distanciamento entre os setores das operadoras que defendiam o diálogo e o avanço nas discussões negociais técnicas, em prol do favorecimento dos segmentos mais radicais existentes em ambos os lados.
Com as greves, os principais causadores de atritos e problemas que são os fornecedores de materiais de alto custo, órteses e próteses, não apenas continuam fora das mesas de negociação, como testemunham o retrocesso nas tímidas iniciativas que havim sido feitas na busca pela moralização desta questão na Saúde Suplementar. Enquanto brigamos silenciosamente (e às vezes não) através das paralisações, os causadores dos grandes conflitos ganham mais lugares para se refugiarem e saírem da ribalta que tanto detestam.
De greve em greve serão até conquistados novos e maiores valores, como os desejam os médicos. Mas em conjunto teremos enormes vazios e espaços negociais que dificilmente serão recuperados, quebras de confiança e de expectativas otimistas que dificilmente serão reconstruídas.
De greve em greve aceleraremos os caminhos para a concentração no mercado e consequente privilegiamento das operadoras que foquem suas atividades na questão meramente financeira. De greve em greve iremos caminhar para o nada.

12 de ago. de 2011

POR UMA BOA NOITE DE SONO

Boa Tarde!

A busca por uma boa noite de sono, em que possamos acordar repousados e prontos para encarar os desafios de um novo dia é comum a milhões de pessoas em todo o mundo. Neste grupo incluo-me. Por isso, a cada vez que surgem estudos sobre o sono, seja de que lugar do mundo tenham ocorrido, imediatamente procuro conhecê-los. Mas este último trabalho divulgado pela revista NEW SCIENTIST e que li no Corriere della Sera de 11.08.2011 é, no mínimo polêmico.
Ele diz que não apenas a iluminação do quarto onde dormimos influencia a vontade de dormir (o foco são aqueles que sofrem de insônia crônica ou dos distúrbios do sono), o que já conhecemos desde a infância trazido por nossos pais, mas o tipo da lâmpada que se usa impacta sobre o mesmo. Segundo eles, as lâmpadas de baixo consumo (aquelas de tonalidade branca), pioraram as condições e a vontade de domir para cerca de 20% de uma população que sofria de insônia e até 40% de outra que possui distúrbios do sono! A causa seria a emissão das ondas de luz em tais lâmpadas chegarem a 480 nanômetros o que inibiria a produção da Melatonina (o chamado hormônio de Morfeu), reguladora do relógio biológico e indutora do adormecimento profundo.
Este fato, ainda segundo os pesquisadores, tende a se agravar com o passar dos anos, pela dificuldade de produção da Melatonina nos indivíduos mais idosos em relação aos mais jovens. Este estudo europeu confirma outros anteriores realizados nos Estados Unidos e divulgados pelo JOURNAL OF NEUROSCIENCE em 2001 que abordava os danos medidos ao sono em indivíduos que eram expostos ao longo de todo o dia a diversas lâmpadas com comprimentos de onda distintos.
Quais as sugestões dos cientistas?
1. Dar preferências às lâmpadas menos intensas nas horas noturnas.
2. Sempre usar lâmpadas de cores quentes (aquelas que abandonamos por consumir mais energia, chamadas amarelas).
3. Para os que costumam levantar-se à noite para ir ao banheiro, usar em tais situações pequenas lâmpadas vermelhas para o retorno ao leito.
4. Reduzir o uso de computadores, telefones celulares e televisão no período imediato ao repouso noturno.
Portanto, para os pesquisadores, melhor mesmo é voltarmos a usar as candelárias, jogar fora os avanços da tecnologia e esquecermos de uma vez por todas o século XXI se quisermos dormirmos melhor.
Pelo jeito, vou continuar com meus problemas...

11 de ago. de 2011

AINDA A VERTICALIZAÇÃO - PENSANDO COMO ESTRATÉGIA DE ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇOS

Bom Dia!

A verticalização tendo como escopo principal o gerenciamento de cuidados em Saúde coloca seu foco principal de atuação na hierarquização do acesso dos usuários ao sistema de saúde do qual participam. Ao ser ordenada a entrada no sistema, iniciando-se sempre pelo nível primário, os gestores conseguem mapear as necessidades e projetar com maior grau de certeza o crescimento dos gastos (previsibilidade do consumo).


O equilíbrio entre necessidades de saúde e consumo de recursos disponíveis assegura a longevidade pretendida pelo sistema onde ela é estruturada. Também permite uma melhor distribuição da rede complementar nos demais níveis de atenção à saúde, pois o direcionamento é consequência natural desta forma de verticalização.

Também decorre desta forma de intervenção gerencial a possibilidade de ser melhor discutidos os incentivos aos seus usuários, seja pela ampliação das coberturas oferecidas, seja por uma incorporação tecnológica que será melhor disciplinada no nível primário.

A competição entre os serviços credenciados sob esta forma de verticalização se transfere do campo VALOR, para o campo RESOLUTIVIDADE, permitindo uma constante melhoria dos seus indicadores de saúde e, por consequência, uma maior estabilidade na curva de crescimento de seus custos.

Uma vez assegurado o acesso a todos os níveis, dificilmente esta forma de verticalização poderia ser impactada negativamente por mudanças na regulamentação eventualmente promovidas pela ANS.

Os pontos críticos nesta forma de verticalização são:

a. necessidade de ser estabelecida a porta de entrada obrigatória própria ou terceirizada, como requisito essencial ao direcionamento e gerenciamento do consumo da população assistida. A questão cultural exige um trabalho profícuo, uma vez que a mídia criou a percepção de perda da liberdade de escolha nos usuários da Saúde Suplementar, como se o tratamento terapêutico resultasse de livre opção nas intervenções sanitárias.

b. sistemas verticalizados com o foco sanitário em nosso país terão que competir em nível de resultados em saúde com redes de prestadores não integrados que distorcem por completo a busca pela resolutividade ao não aceitarem discutir seus resultados alcançados versus aqueles esperados.

c. esta modalidade requer maior tempo de retorno dos valores investidos ou mesmo maior aporte inicial na formação da rede própria ou credenciada que aceite a quantificação fundamentada em planos terapêuticos previamente definidos.

d. um sistema que apresente capilaridade terá maiores necessidades de investimentos, quer pelas diferentes necessidades de saúde de populações mais dispersas territorialmente, quer pela exigência de maior número de unidades próprias de serviços.

9 de ago. de 2011

A VERTICALIZAÇÃO É INEVITÁVEL

Boa Noite!

Mesmo antes da regulamentação ocorrida em nosso país, com a subseqüente criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), já se discutiam dentre os grandes fóruns de operadoras de saúde as possibilidades e mecanismos de contenção ou redução dos custos assistenciais. Fosse a base desta discussão a questão da rentabilidade desejada pelas empresas de natureza privada, fosse pela própria longevidade dos sistemas (como no caso das autogestões), os gestores estratégicos desde a década de 80 perceberam tanto a importância da regulação quanto sua impossibilidade de, per si, assegurar a sobrevivência das corporações.


Entre os anos de 1970 e 1980, por exemplo, prestadores hospitalares colocaram como objetivos estratégicos organizarem e possuírem seus próprios planos de saúde, acreditando com isto desenvolver know-how sobre as operações daquelas empresas e fazer-lhes frente. São bem conhecidas e comentadas no mercado as situações difíceis (quando não tiveram que vender as carteiras) de tais produtos, por exemplo, aqueles pertencentes às Santas Casas de Misericórdias. Após 1990 o movimento se inverteu: as operadoras começaram a comprar ou construir hospitais, como uma das possíveis estratégias de contenção do crescimento dos custos assistenciais, enquanto proliferavam debates sobre outras alternativas.

Duas grandes vertentes preponderaram nestas discussões: uma mais estrutural, voltada para a redefinição do Modelo Assistencial adotado pelas organizações e seu foco reativo (centrado no processo doença), que requereria uma intervenção e qualificação do acesso e a mudança do objeto que se deseja para a resolutividade; e outra mais imediatista, voltada para intervenções acerca do compartilhamento (quando não a transferência) do risco trazido pela comercialização de planos no mercado suplementar ou diretamente sobre a sinistralidade apurada em cada carteira existente.

A complexidade de se discutir a questão estrutural e todas as dimensões que isto acarreta, além do ineditismo no mercado brasileiro daquela concepção, fez com que aparecessem de forma mais rápida e se tornassem condutores dos debates as medidas voltadas à contenção dos sinistros. Dentre elas, num primeiro momento, apresentou-se como panacéia a mudança dos planos individuais para planos coletivos.

Esta mudança de perfil das carteiras, com a transferência ou o compartilhamento dos riscos foi levada a êxito pelas operadoras privadas, com destaque para as seguradoras especializadas em saúde e permitiu-lhes ganhar tempo, mas não repercutiu sobre um aspecto principal da questão: o aumento dos custos assistenciais.


Mais ainda, a manutenção do crescimento destes custos impacta diretamente na formação dos preços de venda dos produtos existentes em seus portfólios, porém sem a possibilidade de repassá-los totalmente haja vista a regulamentação da ANS que delimita o quantum de cada reajuste.

Diante deste quadro, que varia apenas nos números próprios de cada um dos segmentos de operadoras, mas mantém a tendência de crescimento em todas elas, dois campos possíveis de atuação surgem:


A. No que diz respeito ao SADT, ele representa atualmente cerca de 30% das despesas totais de TODAS as operadoras, segundo a última posição divulgada pela ANS (Caderno de Informações da Saúde Suplementar, posição de setembro/2010), algo em torno dos R$ 13,4 bilhões de reais até a data de atualização da agência. Intervenções sobre exames, dessa forma, são discutidas pelas operadoras pela tendência de crescimento deste item de custos assistenciais e face à complexidade de sua regulação no pré-evento.

B. Quando aos custos hospitalares, que respondem em média no setor, segundo a ANS, por cerca de 40% do montante de despesas assistenciais (R$ 19,1 bilhões), diversas empresas, após as experiências e resultados da migração dos planos para coletivos, passaram a ver na VERTICALIZAÇÃO uma solução possível, existente no mercado e que poderia controlar tais custos e assegurar o equilíbrio de suas operações.

Se os gastos com SADT foram, nos períodos abordados pelos estudos antes citados, os que mais cresceram percentualmente, os prestadores hospitalares detêm a maior possibilidade de gerarem custos para o sistema, seja de forma direta (por exemplo, os protocolos de cobrança que adotam), seja de forma indireta (por exemplo, os aumentos nos preços de materiais e medicamentos de alto custo).

Já possuímos a certeza de que, a título de exemplo, a Indústria Farmacêutica pressionará imensamente os preços de medicações de alto custo (e as demais) por conta da quebra de patentes nos próximos anos. Em 2009 eles assumiram perdas com quebras de patentes da ordem de US$ 12 bilhões para um montante de cerca de US$ 8 bilhões/ano em P&D e uma estimativa entre 2010/2014 de perdas no montante de US$ 75 bilhões

Grandes do setor como a Lilly (US$ 13 bilhões em quatro anos) e a Pfizer (US$ 29 bilhões no mesmo período) já assumiram publicamente a questão. Se lembrarmos o peso de medicamentos e materiais de alto custo na formação do custo hospitalar (61% nos hospitais de alta complexidade) podemos fazer uma estimativa da pressão que isto exercerá sobre o aumento dos custos hospitalares.


A tudo isto se soma o movimento silencioso que vem sendo feito por alguns grandes atores do segmento hospitalar para que seja modificada a Constituição Federal (Art. 199, parágrafo 3º.) que proíbe investidores estrangeiros naquelas empresas. Já existe PEC tramitando no Senado Federal com a derrogação desta proibição, com os empresários estimando para o final do mandato do atual governo sua aprovação e sanção presidencial.

Os movimentos das operadoras em direção à verticalização fundam-se, assim, na expectativa de Melhoria nos Custos das Transações (negociações, regulações, atendimentos diferenciados, direcionamentos, etc) e na Captação de Investidores Estrangeiros (num prazo de 04 anos). Ou seja, espera-se uma maior concentração do mercado brasileiro, que viu a quantidade de hospitais pertencentes a operadoras crescer de 300 para 500 unidades (+ 70%), apenas entre 2007 e 2009, segundo dados divulgados pela ABRAMGE.

8 de ago. de 2011

PENSANDO NO CLIENTE

Boa Tarde!

Existem dois tipos de estratégias pelos quais se dissemina no interior de uma empresa os produtos que se deseja comercializar: TOP-DOWN (de cima para baixo), ou seja, sem o envolvimento direto das áreas que estão perante os clientes. Um bom exemplo é a empresa SUBMARINO que optou por um site auto ilustrativo, onde as principais informações dos produtos estão dispostas, o processo de compra é conduzido pelo cliente e a entrega feita sem qualquer necessidade de interface humana.


Óbvio que em tais casos existe um pré-requisito fundamental: o cliente SABE O QUE QUER ADQUIRIR. Ele já avaliou, pesquisou, buscou informações fora da citada empresa e, principalmente, já decidiu comprar. Portanto, resta apenas ao cliente escolher o ONDE vai realizar a consumação da compra.

Logo, empresas como a SUBMARINO jamais podem fidelizar senão pela correta entrega daquilo que foi comprado (local certo e tempo acordado no ato da aquisição).

As empresas de SAÚDE contudo, requerem estratégias de comercialização de seus produtos do tipo DOWN-TOP (de baixo para cima), especialmente se forem do ramo de serviços. Explico porque: por melhor e mais completo que seja o produto desenvolvido pela empresa, os clientes que buscam o setor de Saúde apresentam duas grandes peculiaridades:

1. Eles não sabem o que irão “comprar”. Coloco entre parênteses porque existe ainda a questão do terceiro pagador (operadoras) que influencia esta questão. Mas para efeito desta análise suponhamos que o cliente se financie. Ora, se eu não sei o que vou comprar a minha maior interface será com quem me vende, aonde eu compro e, apenas de forma subsequente (mas não prioritária), o que mesmo estou comprando. Se adiciono a isto o fato de que o cliente está fragilizado e ansioso, a participação da área de atendimento alcança proporções extraordinárias.

2. A Credibilidade Pessoal agrega mais valor para o cliente do que o Produto em si. Clientes do setor de Saúde Suplementar acreditam naquele que lhes orienta pela confiança desenvolvida e não pelo produto oferecido. É a credibilidade no profissional que faz o serviço tornar-se melhor, e não o contrário. Instalações, mobiliários e outros acessórios irão se tornar marcantes se a confiança pré-existente foi correspondida, ou se nasceu do primeiro contato uma expectativa positiva de credibilidade e resolutividade.

Portanto, empresas de saúde que querem sobreviver e crescer envolvem suas mais diversas áreas, com prioridade para os seus atendimentos, na VENDA de seus produtos. E chamo a envolvimento não apenas a um processo comunicativo efetivo, mas às estratégias motivacionais e às recompensas claramente e previamente estabelecidas.

Quanto mais o funcionário sente-se co-responsável pelo produto, ainda que para isto prevaleça seus interesses próprios, maior a chance de que a fidelização dos clientes ocorra. A credibilidade é o maior patrimônio (mesmo sendo intangível) que podemos obter no mercado de saúde suplementar. Ela resulta de um longo processo de maturação no qual a ética, a coerência entre assertivas e decisões, a transparência e, principalmente, a competência e habilidade no relacionamento com os clientes são requisitos imprescindíveis e essenciais.

5 de ago. de 2011

INSANIDADES

Boa Noite!

O Jornal de Julho/2011 (Seção Fórum) do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) informa que reuniram-se diversos Conselhos, Associações de Médicos e representantes das UNIMEDs para decidir que:
1. A melhor forma de "valorização" do médico é ele associar-se às "cooperativas médicas".
2. Todos devem desenvolver "ações de proteção" a estas cooperativas.
3. Revogam-se as disposições em contrário.
Mundo estranho este da Saúde Suplementar!
Conselhos Regionais são órgãos que devem promover a valorização do médico e a defesa da Ética acima de tudo. Associações de Medicina são órgãos de defesa do médico contrra forças maiores existentes no mercado onde atuam, como por xemplo governos e operadoras de saúde.
UNIMEDs são operadoras de saúde e, assim, buscam maior resultado com menor gasto de TODOS os itens de custos, inclusive CONSULTAS MÉDICAS.
Portanto, esta reunião resolveu que a melhor maneira de  defender um médico no Brasil será... reforçando e defendendo uma OPERADORA. Entenderam? Não? Nem eu.
Com certeza este lobby é legal. Mas, será ético?

3 de ago. de 2011

GESTORES POSSUEM CORAÇÃO!

Bom Dia!

Embora seja uma área muito difícil para mim, devo reconhecer que é imprescindível tirarmos alguns momentos de nossas jornadas para conversar com nossas lideranças sobre assuntos que não estejam ligados às atividades corporativas. Não se trata de um muro de lamentações, tampouco de caldo de mexericos, é simplesmente um instante no qual precisamos resgatar (ou criar) espaços relacionais que não decorram simplesmente de obrigações da hierarquia ou da legislação trabalhista vigente.
Nossos líderes são pessoas com vidas, dúvidas, aspirações e sonhos que muitas vezes necessitam partilhar. Quando não somos capazes de perceber isto podemos muito bem estar jogando fora excelentes oportunidades de criar uma saudável cumplicidade laboral, que será vital nos momentos (certos) de tensão ou de conflitos que fazem parte intrínseca da vida profissional.
Criar estes momentos de cumplicidade produtiva não é fácil. Falo por mim, mas penso que também muitos executivos amargam ter desperdiçado estas oportunidades quando surgiram. Ou de não tê-las incentivado nos momentos certos.
Precisamos de equipes que nos vejam como lideranças acessíveis, que controlam e exigem, mas que partilham o seu saber, suas informações, as essências do jogo de poder que existe em quaisquer empresas públicas ou privadas.
Estes espações são momentos privilegiados. Tanto porque não podem se tornar corriqueiros e tão informais que sejam desvalorizados pela mecanicidade de quem deles participam. Precisam ser espontâneos e, principalmente, sinceros. Talvez seja a prova que nossas equipes esperam de que, apesar de gestores, também somos humanos. Ah, e temos coração!

1 de ago. de 2011

UM NOVO CICLO CORPORATIVO

Bom Dia!

As vidas das corporações obedecem às leis de mercado, as competências que foram capazes de desenvolver ao longo de suas atuações e aos diversos ciclos que encontramos do ponto de vista dos mercados que atendem. Nada é reto, nem linera e tampouco simples. Mesmo que sejamos capazes de explicar porque certas decisões são ou não são tomadas, nada é como se parece.
Não é fácil para os gestores que são mais atirados, mais ousados, conviver com decisões ou perfis conservadores. Nem chega a ser razoável esperar que perante argumentos concretos de que este ou aquele caminho precisa ser seguido, testemunharmos solenes adiamentos de decisões.
O tempo não é aliado das empresasnque vacilam em mercados agressivos e concentrados. Ela não irá esperar que os gestores estratégicos acordem para os perigos que os rodeiam.
O tempo é o algoz das empresas que não acompanham a velocidade dos mercados onde atuam. Quer falemos das alianças que precisam ser feitas, dos produtos que necessitam ser remodelados ou repensados, quer sejam dos perigos que as espreitam mesmo quando insistem em ignorá-los simplesmente fechando os olhos.
Fecha-se um ciclo com uma decisão ou com uma omissão. O problema é que se abre o ciclo do concorrente e não outro de nossa história. É duro econfrontar-se com isto. Mas é necessário fazê-lo. Da mesma forma que nossa vida, a história continua. E ela costuma ser implacável com os que erram, ou que não são capazes de perceber os perigos corretos, as falsas seguranças que aceditam protegê-los.