Boa Noite!
Quantas vezes escutamos discursos bastante empolados acerca dos diretos dos trabalhadores, dos riscos que estão associados às ocupações exercidas e da constante e incansável luta pela ampliação dos seus direitos profissionais. Sindicalistas bradam com papéis nas mãos, procurando mostrar aos "companheiros" as vitórias alcançadas, do outro lado da mesa patrões fazem o mesmo querendo fazer crer que as concessões foram "humanas", e no final nós, trabalhadores estamos mais para sanduíche do que para cidadãos que tiveram seus direitos reconhecidos!
Estranho é que todos eles esquecem por seus próprios interesses a origem de todas as grandes discussões acerca do trabalho (direitos e riscos): a carta encíclica do Papa católico Leão XIII, nos idos de 1891, chamada "RERUM NOVARUM". O Líder católico queria que as coisas velhas fossem alteradas, em especial nos três aspectos centrais da sua encíclica, totalmente embasada na Bíblia:
1. A JORNADA FIXA DE TRABALHO DIÁRIO: Não havia limitação para o tempo de trabalho em cada dia, ou o início da jornada, ou pior o instante em que terminava. Começava-se a labuta antes do amanhecer e somente se parava quando o patrão julgava alcançada a produtividade esperada por ele. Isto valia para homens, mulheres e crianças, indistintamente.
2. A REMUNERAÇÃO: Não se praticava salário por classe de trabalhadores ou mesmo em função da jornada diária de trabalho. Tampouco se determinava um dia no qual se daria o pagamento. A remuneração era individualizada, estabelecida unilateralmente pelo patrão e o pagamento do soldo se dava quando do interesse do empregador. Não se levava em conta as necessidades pessoais e nem se discutia a dignidade do trabalhador e de sua família. O trabalhador era em escravo sem algemas físicas, porém aprisionado ao seu "amo" pelo salário.
3. O PAPEL DO ESTADO: Totalmente omisso e escancaradamente direcionado a proteger os patrões, financiadores dos governos absolutistas e ditatoriais. Os governos não se envolviam e nem queriam discutir toda esta situação e as entidades sociais, muitas delas que se modificaram e hoje atacam a Igreja Católica, eram inocentemente silenciosas quanto aos abusos.
Todos estes pontos, muitos dos quais ainda caracterizam as relações entre capitale trabalho nos dias atuais, eram mantidos num status quo que foi denunciado pelo Papa Leão XIII.
A Igreja exigia mudanças, ao mesmo tempo em que denunciava a perigosa e equivocada utopia socialista:
A. A ordenação dos direitos trabalhistas: definindo e estabelecendo os claros parâmetros formadores dos salários de tal maneira que, também aos empregados se reconhecesse o seu papel de construtor da sociedade capitalista;
B. Leis que enumerem direitos e deveres de empregadores e do Estado para com a massa de trabalhadores atuantes no país;
C. Diferenciação e respeito aos trabalhos realizados por homens, mulheres e crianças (ainda não se discutia a exclusão destas da massa de salários necessários à sobrevivência da família operária);
D. Respeito à propriedade privada e criação de todas as condições para que um trabalho e salário dignos criassem o acesso a ela por parte dos trabalhadores.
Esta relação síntese jamais pretende alcançar a riqueza e profundidade do documento acima citado. Apenas quer demonstrar da mudança efetiva ocorrida na relação de contratação e no estabelecimento de condições mínimas de segurança aos trabalhadores, exatamente em função da pressão social e política exercida pela Igreja Católica em todo o mundo.
Mas, o mais importante da referida encíclica é que ela atacou as CAUSAS que denegriam o trabalho humano, expunha os trabalhadores aos riscos citados e manipulava diversos princípios sociais e filosóficos exclusivamente para colocar os homens a serviço do capital, escravos modernos.
Como disse o Desembargador Aluísio: "Tirar as pessoas da rua não resolve se não sabemos porque elas foram para lá. Elas voltarão". De forma similar podemos afirmar que, sem atacar as causas da exploração do capital, a Rerum Novarum não teria conseguido retirar o trabalhador da pré-história em que havia sido lançado, em especial após a industrialização que tornou o dono do capital, por muitos anos, o centro do mundo.
Hoje, ataca-se a Igreja quando ela sai com cartas e estudos acerca da proteção à vida. Neste caso, quando a sociedade descobrir seus equívocos, muitos já estarão mortos. As críticas de hoje chamam a Igreja de retrógrada, anacrônica, conservadora.
Também estes epítetos foram usados contra Leão XIII pelos ditos "progressistas e socialistas"da época. Bem, quem estava com a razão? E quem está hoje?
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
28 de set. de 2009
26 de set. de 2009
ZELAYA ESTÁ BEM DE SAÚDE
Boa Noite!
Zelaya está bem de saúde, apregoam os jornais de hoje. Falam obviamente da saúde física de alguém que, ao invés de cumprir a Constituição que jurou honrar e defender tentou dar um golpe institucional copiando, em todos os detalhes, o seu grande ídolo: o ditador esquerdista Hugo Chávez.
Zelaya está entocado na Embaixada Brasileira que foi palco, ao que tudo indica de forma voluntária e consentida da maior palhaçada já montada na história da diplomacia deste nosso país. O Brasil montou um circo, com picadeiro e público, no qual os expectadores não irão sorrir. Em verdade devemos rezar para que não chorem, se a força policial hondurenha resolver cumprir à força a decisão legítima da Justiça daquele país de prender o nefasto criminoso que o Brasil está asilando.
Zelaya não queria deixar o poder no prazo previsto pela Lei Hondurenha. Para isto tentou uma manobra casuística e forçou seu chefe de segurança a fazê-lo, para que seu nome não fosse envolvido. Ocorre que o militar resolveu seguir sua consciência e não as ordens do pseudo ditador e denunciou tudo ao Congresso daquele país.
Se houve precipitação na forma como foi conduzido o processo de IMPEACHMENT, não se pode dizer o mesmo da pena atribuída. É uma pena que um ex-metalúrgico que se dizia perseguido pela ditadura militar brasileira, com uma história que se destacava, tenha jogado no lixo seu currículo e abandonado seus ideais de democracia e respeito aos povos independentes.
Zelaya é alguém que ataca a democracia. Tal como o fez Hitler, Franco, Stálin, Chávez e outros paspalhões da espécie. Quem o defende não é amigo da democracia. E isto vale onde quer que esteja o “cara”: aqui ou lá.
A Ética não é uma aparência que se desmancha nos momentos em que a coerência deve imperar. É uma opção de vida que permite nunca cedermos aos caprichos e tentações da espécie acima descrita. Quem se alia a porcos, come farelo.
Zelaya está bem de saúde, apregoam os jornais de hoje. Falam obviamente da saúde física de alguém que, ao invés de cumprir a Constituição que jurou honrar e defender tentou dar um golpe institucional copiando, em todos os detalhes, o seu grande ídolo: o ditador esquerdista Hugo Chávez.
Zelaya está entocado na Embaixada Brasileira que foi palco, ao que tudo indica de forma voluntária e consentida da maior palhaçada já montada na história da diplomacia deste nosso país. O Brasil montou um circo, com picadeiro e público, no qual os expectadores não irão sorrir. Em verdade devemos rezar para que não chorem, se a força policial hondurenha resolver cumprir à força a decisão legítima da Justiça daquele país de prender o nefasto criminoso que o Brasil está asilando.
Zelaya não queria deixar o poder no prazo previsto pela Lei Hondurenha. Para isto tentou uma manobra casuística e forçou seu chefe de segurança a fazê-lo, para que seu nome não fosse envolvido. Ocorre que o militar resolveu seguir sua consciência e não as ordens do pseudo ditador e denunciou tudo ao Congresso daquele país.
Se houve precipitação na forma como foi conduzido o processo de IMPEACHMENT, não se pode dizer o mesmo da pena atribuída. É uma pena que um ex-metalúrgico que se dizia perseguido pela ditadura militar brasileira, com uma história que se destacava, tenha jogado no lixo seu currículo e abandonado seus ideais de democracia e respeito aos povos independentes.
Zelaya é alguém que ataca a democracia. Tal como o fez Hitler, Franco, Stálin, Chávez e outros paspalhões da espécie. Quem o defende não é amigo da democracia. E isto vale onde quer que esteja o “cara”: aqui ou lá.
A Ética não é uma aparência que se desmancha nos momentos em que a coerência deve imperar. É uma opção de vida que permite nunca cedermos aos caprichos e tentações da espécie acima descrita. Quem se alia a porcos, come farelo.
21 de set. de 2009
RUPTURAS OU REFORMAS?
Boa Tarde!
Este ano se comemorou o vigésimo aniversário da queda do muro de Berlim. Alguns estudiosos falaram no fim da história, outros menos exagerados na queda do comunismo, mas os equilibrados perceberam a real mudança trazida: o esvaziamento do paradigma de que as grandes mudanças somente ocorrem na sociedade humana através das grandes rupturas. Esta teoria, que embalou muitos dos sonhos estudantis e românticos do final do século passado, inebriou jovens que acreditaram nos discursos dos partidos de esquerda, esfacelou-se junto com as pedras que sustentavam o muro da vergonha.
As escolas marxistas em redor de todo o mundo sempre condenaram os defensores das reformas sociais. Em especial tachando-os de conservadores, arcaicos ou ultrapassados de direita. Mostraram em belos e retóricos discursos que a sociedade precisava de uma revolução para se tornar mais democrática, evoluída e integradora. Seriam as armas, ou seja, o radicalismo levado à violência que propiciaria um tempo de... paz. A Paz construida sobre a violência soa-nos hoje tão estranho que por vezes devemos pensar até onde fomos solenemente manipulados pelos autodenominados "líderes" da esquerda.
A Revolução colocaria uma casta de quase santos que iriam conduzir a "ditadura do proletariado", instrumento capaz de assegurar a... democracia. Uma democracia é uma opção política que colide frontalmente com a ditadura, seja ela do que for, ou de quem a conduzir. Como se pode imaginar uma democracia liderada por um grupo de ditadores?
A questão central é que todos os defensores de modelos de ruptura, por não disporem de exemplos de sucesso (a história nos mostra apenas sangrentos fracassos), armam-se de um repertório de discursos vazios e que, de tão desconexos, mal permitem qualquer contestação científica. Em geral estes grupelhos andam em bandos e jamais se manifestam sozinhos, pois sua argumentação só sobrevive às custas de imenso barulho que impeça a contestação técnica.
Os defensores da reforma, ao contrário, encaram as sociedades e os processos que nelas existem pela perspectiva da maximização dos acertos (e valores) e superação ou eliminação dos equívocos (ou desvalores). Portanto, é um processo de construção que somente tem sucesso pela integração e participação ampla. Não pode haver apenas este ou aquele líder isolado e centralizador que conduza, com uma verdade pessoal, toda a gama de mudanças necessárias. Desta forma, a mudança se dá num processo de sinergia e focada em resultados. São estes últimos que asseguram a longevidade das reformas e sua consolidação.
Os discursos retóricos e as palavras de ordens são típicos dos defensores da ruptura: não criam compromissos para que os proferem, não agregam valor para quem os recebem e, como todo movimento desta linha, insistem em brigar com o mundo real.
As organizações precisam estar mais alertas para suas lideranças reformistas. E parar de perder tempo com seus líderes revolucionários. Salvo se estes conseguirem fazer bem a única coisa que ainda resta para estas ideologias: vender livros. Neste caso, tratando-se de uma editora, vale a pena aguentá-los ainda mais um pouco.
Este ano se comemorou o vigésimo aniversário da queda do muro de Berlim. Alguns estudiosos falaram no fim da história, outros menos exagerados na queda do comunismo, mas os equilibrados perceberam a real mudança trazida: o esvaziamento do paradigma de que as grandes mudanças somente ocorrem na sociedade humana através das grandes rupturas. Esta teoria, que embalou muitos dos sonhos estudantis e românticos do final do século passado, inebriou jovens que acreditaram nos discursos dos partidos de esquerda, esfacelou-se junto com as pedras que sustentavam o muro da vergonha.
As escolas marxistas em redor de todo o mundo sempre condenaram os defensores das reformas sociais. Em especial tachando-os de conservadores, arcaicos ou ultrapassados de direita. Mostraram em belos e retóricos discursos que a sociedade precisava de uma revolução para se tornar mais democrática, evoluída e integradora. Seriam as armas, ou seja, o radicalismo levado à violência que propiciaria um tempo de... paz. A Paz construida sobre a violência soa-nos hoje tão estranho que por vezes devemos pensar até onde fomos solenemente manipulados pelos autodenominados "líderes" da esquerda.
A Revolução colocaria uma casta de quase santos que iriam conduzir a "ditadura do proletariado", instrumento capaz de assegurar a... democracia. Uma democracia é uma opção política que colide frontalmente com a ditadura, seja ela do que for, ou de quem a conduzir. Como se pode imaginar uma democracia liderada por um grupo de ditadores?
A questão central é que todos os defensores de modelos de ruptura, por não disporem de exemplos de sucesso (a história nos mostra apenas sangrentos fracassos), armam-se de um repertório de discursos vazios e que, de tão desconexos, mal permitem qualquer contestação científica. Em geral estes grupelhos andam em bandos e jamais se manifestam sozinhos, pois sua argumentação só sobrevive às custas de imenso barulho que impeça a contestação técnica.
Os defensores da reforma, ao contrário, encaram as sociedades e os processos que nelas existem pela perspectiva da maximização dos acertos (e valores) e superação ou eliminação dos equívocos (ou desvalores). Portanto, é um processo de construção que somente tem sucesso pela integração e participação ampla. Não pode haver apenas este ou aquele líder isolado e centralizador que conduza, com uma verdade pessoal, toda a gama de mudanças necessárias. Desta forma, a mudança se dá num processo de sinergia e focada em resultados. São estes últimos que asseguram a longevidade das reformas e sua consolidação.
Os discursos retóricos e as palavras de ordens são típicos dos defensores da ruptura: não criam compromissos para que os proferem, não agregam valor para quem os recebem e, como todo movimento desta linha, insistem em brigar com o mundo real.
As organizações precisam estar mais alertas para suas lideranças reformistas. E parar de perder tempo com seus líderes revolucionários. Salvo se estes conseguirem fazer bem a única coisa que ainda resta para estas ideologias: vender livros. Neste caso, tratando-se de uma editora, vale a pena aguentá-los ainda mais um pouco.
20 de set. de 2009
BOLSA DEPENDÊNCIA
Boa Tarde!
Escuto uma notícia oficiosa que vem da Bahia, acerca da preocupação da Secretaria de Saúde daquela unidade federativa quanto à eficácia de sua campanha de planejamento familiar. Isto porque com a proliferação do eleitoreiro programa do Bolsa Família, algumas mais pobres do Estado estão almejando alcançar um número tal de filhos (fala-se em onze), que os propiciem adquirir com a renda recebida do Governo federal um meio de transporte (motocicleta). Ou seja, além de eleitoreiro e gerador de dependência, o Bolsa Família agora inibe as ações de Saúde voltadas ao controle de natalidade, um dos “programas de saúde” do Ministério Federal.
Mas gostaria de deixar as questões diretas relativas à saúde coletiva para refletir sobre as questões sociais que estão na base de mais esta herança nefasta que o governo atual deixa para a sociedade brasileira. Ao identificar a possibilidade de receber quantias certas e mensais sem necessitar de trabalho braçal, o homem pobre abandona a lida, pela qual sempre foi mal remunerado e bastante explorado.
Porém ele não se liberta da exploração, apenas muda de forma. Sempre se confunde a democracia como um fato meramente político, o que é um absurdo. A democracia gera, por ser um fato político, uma renovação e inclusão econômica com melhorias crescentes e progressivas do acesso geral da população. Por isso, pensar em consolidação democrática sem que o trabalhador perceba tal mudança é ilusório e perigoso.
O que dói é verificar que um governo que sempre se debruçou sobre estas questões do trabalho, que possui em seus quadros valorosos e competentes estudiosos acerca da inclusão, tenha optado por artifício tão danoso e desvirtuador da inclusão como o Programa Bolsa Família. Não se recupera o equilíbrio social e nem se faz justiça social distribuindo-se esmolas em troca de votos. Aliás, todos os regimes de exceção que já passaram por estas terras já o fizeram e, nem assim, foram capazes de assegurar a eternidade pretendida por seus ditadores. Por que seria diferente agora?
As reformas democráticas são aquelas que decorrem de medidas de inclusão, capazes de assegurar ao homem o acesso justo e necessário propiciado por seu trabalho, merecido e recebido de maneira íntegra e honesta. Sentindo-se assim, o trabalhador descobrirá o valor e real sentido da cidadania, na plenitude deste termo. Do contrário, criar-se-á tão somente uma relação de dependência, tal qual aquela que resulta do vício, da dependência química. E como toda dependência levará ao esgotamento dos recursos e morte do sistema. É apenas uma questão de tempo.
Escuto uma notícia oficiosa que vem da Bahia, acerca da preocupação da Secretaria de Saúde daquela unidade federativa quanto à eficácia de sua campanha de planejamento familiar. Isto porque com a proliferação do eleitoreiro programa do Bolsa Família, algumas mais pobres do Estado estão almejando alcançar um número tal de filhos (fala-se em onze), que os propiciem adquirir com a renda recebida do Governo federal um meio de transporte (motocicleta). Ou seja, além de eleitoreiro e gerador de dependência, o Bolsa Família agora inibe as ações de Saúde voltadas ao controle de natalidade, um dos “programas de saúde” do Ministério Federal.
Mas gostaria de deixar as questões diretas relativas à saúde coletiva para refletir sobre as questões sociais que estão na base de mais esta herança nefasta que o governo atual deixa para a sociedade brasileira. Ao identificar a possibilidade de receber quantias certas e mensais sem necessitar de trabalho braçal, o homem pobre abandona a lida, pela qual sempre foi mal remunerado e bastante explorado.
Porém ele não se liberta da exploração, apenas muda de forma. Sempre se confunde a democracia como um fato meramente político, o que é um absurdo. A democracia gera, por ser um fato político, uma renovação e inclusão econômica com melhorias crescentes e progressivas do acesso geral da população. Por isso, pensar em consolidação democrática sem que o trabalhador perceba tal mudança é ilusório e perigoso.
O que dói é verificar que um governo que sempre se debruçou sobre estas questões do trabalho, que possui em seus quadros valorosos e competentes estudiosos acerca da inclusão, tenha optado por artifício tão danoso e desvirtuador da inclusão como o Programa Bolsa Família. Não se recupera o equilíbrio social e nem se faz justiça social distribuindo-se esmolas em troca de votos. Aliás, todos os regimes de exceção que já passaram por estas terras já o fizeram e, nem assim, foram capazes de assegurar a eternidade pretendida por seus ditadores. Por que seria diferente agora?
As reformas democráticas são aquelas que decorrem de medidas de inclusão, capazes de assegurar ao homem o acesso justo e necessário propiciado por seu trabalho, merecido e recebido de maneira íntegra e honesta. Sentindo-se assim, o trabalhador descobrirá o valor e real sentido da cidadania, na plenitude deste termo. Do contrário, criar-se-á tão somente uma relação de dependência, tal qual aquela que resulta do vício, da dependência química. E como toda dependência levará ao esgotamento dos recursos e morte do sistema. É apenas uma questão de tempo.
16 de set. de 2009
OPORTUNIDADES VERSUS OPORTUNISTAS
Boa Noite!
A Eleição de 2010 já começou. Não estão ainda oficializados os candidatos, embora venham a ser todos os que oficiosamente já estão em campanha, mas já podemos perceber a questão através de alguns sinais. Aparecem os oportunistas, deixam suas tocas e procuram afiar suas garras sujas e podres usando toda e qualquer situação que lhes permitam fazê-lo.
Confundem oportunidades com oportunismos.
Oportunidades são janelas que se abrem para o sucesso, nas mais diversas situações, mesmo sob duras adversidades, e que somente são visualizadas por aqueles que trabalham duro e com competência para a construção de seus resultados. São oportunidades bem aproveitadas que constroem futuros e organizações de sucesso. São oportunidades bem visualizadas e identificadas que distinguem os gestores de sucesso dos meros executores de ordens superiores (falo com relação a uma hierarquia institucional).
Oportunistas são vermes que rastejam na esteira dos desencontros, das tragédias pessoais e coletivas, ou nos equívocos aos quais todos estão sujeitos. Normalmente desprovidos de qualquer capacidade gerencial, locupletam-se de espaços ditos de "denúncia" para assegurarem a permanência do seu estado preferido de existência profissional: o nada fazer! É lamentável testemunharmos até onde pode descer um ser humano que vê no oportunismo uma forma de galgar degraus que sua incompetência não lhe permitem vencer. Mas é assustador constatarmos, com o passar dos anos, que o fundo do poço onde podem chegar os oportunistas parece um saco sem fundos: quanto mais pensamos que já vimos tudo, sempre aparece algo mais.
Busquemos as oportunidades, sempre.
Valorizemos e sejamos capazes de reconhecer e premiar nossas equipes pelo esforço e identificação da oportunidades.
Quanto aos oportunistas, deixemos que o tempo e o limbo, lugar onde em algum momento estacionarão de forma definitiva, premiem-lhes a incompetência reconhecida e a falta de ética assumida.
A Eleição de 2010 já começou. Não estão ainda oficializados os candidatos, embora venham a ser todos os que oficiosamente já estão em campanha, mas já podemos perceber a questão através de alguns sinais. Aparecem os oportunistas, deixam suas tocas e procuram afiar suas garras sujas e podres usando toda e qualquer situação que lhes permitam fazê-lo.
Confundem oportunidades com oportunismos.
Oportunidades são janelas que se abrem para o sucesso, nas mais diversas situações, mesmo sob duras adversidades, e que somente são visualizadas por aqueles que trabalham duro e com competência para a construção de seus resultados. São oportunidades bem aproveitadas que constroem futuros e organizações de sucesso. São oportunidades bem visualizadas e identificadas que distinguem os gestores de sucesso dos meros executores de ordens superiores (falo com relação a uma hierarquia institucional).
Oportunistas são vermes que rastejam na esteira dos desencontros, das tragédias pessoais e coletivas, ou nos equívocos aos quais todos estão sujeitos. Normalmente desprovidos de qualquer capacidade gerencial, locupletam-se de espaços ditos de "denúncia" para assegurarem a permanência do seu estado preferido de existência profissional: o nada fazer! É lamentável testemunharmos até onde pode descer um ser humano que vê no oportunismo uma forma de galgar degraus que sua incompetência não lhe permitem vencer. Mas é assustador constatarmos, com o passar dos anos, que o fundo do poço onde podem chegar os oportunistas parece um saco sem fundos: quanto mais pensamos que já vimos tudo, sempre aparece algo mais.
Busquemos as oportunidades, sempre.
Valorizemos e sejamos capazes de reconhecer e premiar nossas equipes pelo esforço e identificação da oportunidades.
Quanto aos oportunistas, deixemos que o tempo e o limbo, lugar onde em algum momento estacionarão de forma definitiva, premiem-lhes a incompetência reconhecida e a falta de ética assumida.
15 de set. de 2009
CORAGEM DE PROFISSIONALIZAR
Boa Noite!
O Governador do Mato Grosso (que é médico e por duas décadas exerceu sua profissão antes de se dedicar à política), André Puccinelli (PMDB), apresentou um diagnóstico realista para a saúde pública: “eu ouso dizer que a saúde nunca terá solução de 100%. Eu me formei quando ainda não existia o Doppler [exame de ultra-som], quando o médico ouvia o coraçãozinho do bebê através de estetoscópio e quando a gente sabia o sexo da criança pelo ‘achômetro’ e acertava 50%, como é hoje. Muita coisa mudou, ainda tem muito o que fazer, mas podemos melhorar gradativamente”.
Não sei com qual intenção pessoal o Sr. Governador fez a afirmativa, mas gostaria de analisá-la sob a ótica da profissionalização. De fato, nenhum sistema jamais alcançará, enquanto feito e mantido por mãos humanas, a completa perfeição (os 100% falados pelo político). Mas é nossa obrigação, e aí o Governador deve ser o maior exemplo em seu Estado, buscarmos a maior perfeição possível. E não se alcança esta última etapa sem o mais completo profissionalismo.
Nomear políticos indicados por partidos aliados é natural na política partidária em qualquer democracia, aqui e na Europa. Porém, se eles não irão ajudar pela mais completa falta de competência técnica para fazê-lo, que ao menos não atrapalhem!
Já não basta termos que conviver com as infindáveis disputais ideológicas que acontecem no campo da saúde coletiva e que, invariavelmente, levam o sistema de canto algum para coisa nenhuma. POr mim, seriam liberados de suas atribuições todas estas pseudolideranças, reunidas num navio e mandadas para dar a volta ao mundo. De tal forma que somente retornassem ao nosso país quando terminado o governo que as escolheu. Aí faríamos a mesma coisa com os novos ideólogos, sucessivamente...
Desta forma, todos estaríamos felizes: os ideólogos porque passariam o tempo remunerado e fazendo o que mais sabem para a construção do sistema coletivo: nada, nada e nada.
Os governantes talvez livres destas peças raras quem sabe pudessem encarar a realidade de que a mudança só ocorre quando se deixa a competência liderar os procesos e nunca fazendo desta última refém das patrulhas ideológicas (sejam elas de direta ou de esquerda).
E nós, técnicos, quem sabe poderíamos administrar sem esuqecermos a formação de nossas equipes, a qualidade do nosso atendimento e, jóia da coroa: a satisfação dos nossos clientes.
Se o Governandor pensa em tudo isto, ouso pedir-lhe que comece. Dê o primeiro passo, pequenino que seja: permita aos gestores do seu Estado serem apenas isto, gestores. E já que o Mato Grosso não é banhado pelo mar, portanto mais difícil de mandar os ideólogos numa viagem por mar, quem sabe trancafiá-los num ônibus e mandá-los contas as árvores da floresta amazônica? Não poderia ser um bom começo?
O Governador do Mato Grosso (que é médico e por duas décadas exerceu sua profissão antes de se dedicar à política), André Puccinelli (PMDB), apresentou um diagnóstico realista para a saúde pública: “eu ouso dizer que a saúde nunca terá solução de 100%. Eu me formei quando ainda não existia o Doppler [exame de ultra-som], quando o médico ouvia o coraçãozinho do bebê através de estetoscópio e quando a gente sabia o sexo da criança pelo ‘achômetro’ e acertava 50%, como é hoje. Muita coisa mudou, ainda tem muito o que fazer, mas podemos melhorar gradativamente”.
Não sei com qual intenção pessoal o Sr. Governador fez a afirmativa, mas gostaria de analisá-la sob a ótica da profissionalização. De fato, nenhum sistema jamais alcançará, enquanto feito e mantido por mãos humanas, a completa perfeição (os 100% falados pelo político). Mas é nossa obrigação, e aí o Governador deve ser o maior exemplo em seu Estado, buscarmos a maior perfeição possível. E não se alcança esta última etapa sem o mais completo profissionalismo.
Nomear políticos indicados por partidos aliados é natural na política partidária em qualquer democracia, aqui e na Europa. Porém, se eles não irão ajudar pela mais completa falta de competência técnica para fazê-lo, que ao menos não atrapalhem!
Já não basta termos que conviver com as infindáveis disputais ideológicas que acontecem no campo da saúde coletiva e que, invariavelmente, levam o sistema de canto algum para coisa nenhuma. POr mim, seriam liberados de suas atribuições todas estas pseudolideranças, reunidas num navio e mandadas para dar a volta ao mundo. De tal forma que somente retornassem ao nosso país quando terminado o governo que as escolheu. Aí faríamos a mesma coisa com os novos ideólogos, sucessivamente...
Desta forma, todos estaríamos felizes: os ideólogos porque passariam o tempo remunerado e fazendo o que mais sabem para a construção do sistema coletivo: nada, nada e nada.
Os governantes talvez livres destas peças raras quem sabe pudessem encarar a realidade de que a mudança só ocorre quando se deixa a competência liderar os procesos e nunca fazendo desta última refém das patrulhas ideológicas (sejam elas de direta ou de esquerda).
E nós, técnicos, quem sabe poderíamos administrar sem esuqecermos a formação de nossas equipes, a qualidade do nosso atendimento e, jóia da coroa: a satisfação dos nossos clientes.
Se o Governandor pensa em tudo isto, ouso pedir-lhe que comece. Dê o primeiro passo, pequenino que seja: permita aos gestores do seu Estado serem apenas isto, gestores. E já que o Mato Grosso não é banhado pelo mar, portanto mais difícil de mandar os ideólogos numa viagem por mar, quem sabe trancafiá-los num ônibus e mandá-los contas as árvores da floresta amazônica? Não poderia ser um bom começo?
13 de set. de 2009
DECISÃO É AGENDA!
Boa Noite!
Temos vivido tempos estranhos em nosso país. Dias nos quais velhos e até então respeitados currículos são jogados no lixo, substituídos por frases soltas, desconexas, ou exercícios de autoritarismo impressionantes. Mas de todas estas agruras pelas quais o povo brasileiro tem passado, sempre convidado a ver tudo como mais uma "piada" dos nossos governantes, nada é pior do que a não decisão crônica daqueles que pretendem liderar esta rica e valorosa nação.
Não existe gestão sem decisão. Se diversos pecados podem (e nos casos de absoluta falta de dolo, devem) ser perdoados aos gestores que decidem, a omissão é inegociável e imperdoável.
Qualquer organização, país, associação, grupo, enfim, ajuntamento de pessoas em torno de um único objetivo, não conduz e nem isenta a nenhum condutor de sua responsabilidade em decidir.
Acreditar que se pode conduzir a um bom resultado equipes apenas pelo derrame de palavras e discursos que não se coadunam com o testemunho pessoal, o exemplo, a dedicação real e a coragem de tomar decisões é um engano fatal.
Quanto mais nossos comandados percebem que o valor do exemplo está sendo esvaziado pelos "grandes líderes" nacionais, muito mais irão exigir de cada um de nós, gestores, a coerência entre o discurso (retórica) e a prática (conduzir ao sucesso e aos resultados suas equipes).
A postura ridícula de algumas figuras públicas não deveria, por isso, ser motivo de piadas ou relevâncias repetidas. Ela deve provocar em cada um de nós uma séria e profunda reflexão sobre o que somos, profissionalmente falando, o que fazemos e para onde estamos levando nossos funcionários.
Temos vivido tempos estranhos em nosso país. Dias nos quais velhos e até então respeitados currículos são jogados no lixo, substituídos por frases soltas, desconexas, ou exercícios de autoritarismo impressionantes. Mas de todas estas agruras pelas quais o povo brasileiro tem passado, sempre convidado a ver tudo como mais uma "piada" dos nossos governantes, nada é pior do que a não decisão crônica daqueles que pretendem liderar esta rica e valorosa nação.
Não existe gestão sem decisão. Se diversos pecados podem (e nos casos de absoluta falta de dolo, devem) ser perdoados aos gestores que decidem, a omissão é inegociável e imperdoável.
Qualquer organização, país, associação, grupo, enfim, ajuntamento de pessoas em torno de um único objetivo, não conduz e nem isenta a nenhum condutor de sua responsabilidade em decidir.
Acreditar que se pode conduzir a um bom resultado equipes apenas pelo derrame de palavras e discursos que não se coadunam com o testemunho pessoal, o exemplo, a dedicação real e a coragem de tomar decisões é um engano fatal.
Quanto mais nossos comandados percebem que o valor do exemplo está sendo esvaziado pelos "grandes líderes" nacionais, muito mais irão exigir de cada um de nós, gestores, a coerência entre o discurso (retórica) e a prática (conduzir ao sucesso e aos resultados suas equipes).
A postura ridícula de algumas figuras públicas não deveria, por isso, ser motivo de piadas ou relevâncias repetidas. Ela deve provocar em cada um de nós uma séria e profunda reflexão sobre o que somos, profissionalmente falando, o que fazemos e para onde estamos levando nossos funcionários.
DECISÃO SEMPRE É AGENDA!
Boa Noite!
Temos vivido tempos estranhos em nosso país. Dias nos quais velhos e até então respeitados currículos são jogados no lixo, substituídos por frases soltas, desconexas, ou exercícios de autoritarismo impressionantes. Mas de todas estas agruras pelas quais o povo brasileiro tem passado, sempre convidado a ver tudo como mais uma "piada" dos nossos governantes, nada é pior do que a não decisão crônica daqueles que pretendem liderar esta rica e valorosa nação.
Não existe gestão sem decisão. Se diversos pecados podem (e nos casos de absoluta falta de dolo, devem) ser perdoados aos gestores que decidem, a omissão é inegociável e imperdoável.
Qualquer organização, país, associação, grupo, enfim, ajuntamento de pessoas em torno de um único objetivo, não conduz e nem isenta a nenhum condutor de sua responsabilidade em decidir.
Acreditar que se pode conduzir a um bom resultado equipes apenas pelo derrame de palavras e discursos que não se coadunam com o testemunho pessoal, o exemplo, a dedicação real e a coragem de tomar decisões é um engano fatal.
Quanto mais nossos comandados percebem que o valor do exemplo está sendo esvaziado pelos "grandes líderes" nacionais, muito mais irão exigir de cada um de nós, gestores, a coerência entre o discurso (retórica) e a prática (conduzir ao sucesso e aos resultados suas equipes).
A postura ridícula de algumas figuras públicas não deveria, por isso, ser motivo de piadas ou relevâncias repetidas. Ela deve provocar em cada um de nós uma séria e profunda reflexão sobre o que somos, profissionalmente falando, o que fazemos e para onde estamos levando nossos funcionários.
Temos vivido tempos estranhos em nosso país. Dias nos quais velhos e até então respeitados currículos são jogados no lixo, substituídos por frases soltas, desconexas, ou exercícios de autoritarismo impressionantes. Mas de todas estas agruras pelas quais o povo brasileiro tem passado, sempre convidado a ver tudo como mais uma "piada" dos nossos governantes, nada é pior do que a não decisão crônica daqueles que pretendem liderar esta rica e valorosa nação.
Não existe gestão sem decisão. Se diversos pecados podem (e nos casos de absoluta falta de dolo, devem) ser perdoados aos gestores que decidem, a omissão é inegociável e imperdoável.
Qualquer organização, país, associação, grupo, enfim, ajuntamento de pessoas em torno de um único objetivo, não conduz e nem isenta a nenhum condutor de sua responsabilidade em decidir.
Acreditar que se pode conduzir a um bom resultado equipes apenas pelo derrame de palavras e discursos que não se coadunam com o testemunho pessoal, o exemplo, a dedicação real e a coragem de tomar decisões é um engano fatal.
Quanto mais nossos comandados percebem que o valor do exemplo está sendo esvaziado pelos "grandes líderes" nacionais, muito mais irão exigir de cada um de nós, gestores, a coerência entre o discurso (retórica) e a prática (conduzir ao sucesso e aos resultados suas equipes).
A postura ridícula de algumas figuras públicas não deveria, por isso, ser motivo de piadas ou relevâncias repetidas. Ela deve provocar em cada um de nós uma séria e profunda reflexão sobre o que somos, profissionalmente falando, o que fazemos e para onde estamos levando nossos funcionários.
8 de set. de 2009
QUEM NÃO TRABALHA, NÃO COME!
Boa Noite!
Já faz muito tempo que as empresas (e outras organizações) reconheceram o direito dos seus trabalhadores terem uma quantidade de faltas por ano abonadas por diversas razões. Com esta atitude, não apenas reconhecem que seus funcionários necessitam ser compreendidos como cidadãos e pais, que possuem por isso toda uma gama de responsabilidades para com os seus familiares e a sociedade, mas ainda motivam suas equipes a desenvolverem uma produtividade tal capaz de manter os ritmos e prazos ajustados.
Conheço grandes bancos que abonam até cinco ausências por ano (algo como 2% dos dias úteis trabalhados), empresas de prestação de serviços com até três faltas e por aí vai. Este tipo de prática não deixa de seu um salário indireto, uma vez que em tais casos não há qualquer tipo de desconto dos proventos dos seus empregados.
Pois bem, num tempo em que falamos de avançar nestas questões usando a criatividade e os projetos estratégicos de cada um, os jornais de hoje noticiam um triste retrocesso (além de péssimo exemplo): a Câmara Federal abona até 85% das ausências de seus ocupantes por ano! Isto não possui um limite quantificável ou projetável, mas possui um custo! E este último sai do seu e do meu, do nosso bolso, através de impostos, contribuições e demais tarifas que o Governo é proeminente em criar e impor.
Se é duro pagar pela ineficiência e incompetência da gestão pública, chega a ser deprimente encontrarmos uma postura irresponsável desta natureza, num órgão que tem como maior missão legislar em nome do povo que o escolheu.
Para Legislar é preciso debater, pesquisar e defender em plenária opiniões e posicionamentos técnico-forenses. Para debater é preciso estar presente ao trabalho, nos horários e dias estabelecidos pela Lei, como o faz qualquer trabalhador que deseja receber seu salário.
Quem não trabalha não come, já o dizia um dos seguidores de Cristo (Paulo). Ora, porque quem não trabalha na Câmara, ganha?
Já faz muito tempo que as empresas (e outras organizações) reconheceram o direito dos seus trabalhadores terem uma quantidade de faltas por ano abonadas por diversas razões. Com esta atitude, não apenas reconhecem que seus funcionários necessitam ser compreendidos como cidadãos e pais, que possuem por isso toda uma gama de responsabilidades para com os seus familiares e a sociedade, mas ainda motivam suas equipes a desenvolverem uma produtividade tal capaz de manter os ritmos e prazos ajustados.
Conheço grandes bancos que abonam até cinco ausências por ano (algo como 2% dos dias úteis trabalhados), empresas de prestação de serviços com até três faltas e por aí vai. Este tipo de prática não deixa de seu um salário indireto, uma vez que em tais casos não há qualquer tipo de desconto dos proventos dos seus empregados.
Pois bem, num tempo em que falamos de avançar nestas questões usando a criatividade e os projetos estratégicos de cada um, os jornais de hoje noticiam um triste retrocesso (além de péssimo exemplo): a Câmara Federal abona até 85% das ausências de seus ocupantes por ano! Isto não possui um limite quantificável ou projetável, mas possui um custo! E este último sai do seu e do meu, do nosso bolso, através de impostos, contribuições e demais tarifas que o Governo é proeminente em criar e impor.
Se é duro pagar pela ineficiência e incompetência da gestão pública, chega a ser deprimente encontrarmos uma postura irresponsável desta natureza, num órgão que tem como maior missão legislar em nome do povo que o escolheu.
Para Legislar é preciso debater, pesquisar e defender em plenária opiniões e posicionamentos técnico-forenses. Para debater é preciso estar presente ao trabalho, nos horários e dias estabelecidos pela Lei, como o faz qualquer trabalhador que deseja receber seu salário.
Quem não trabalha não come, já o dizia um dos seguidores de Cristo (Paulo). Ora, porque quem não trabalha na Câmara, ganha?
3 de set. de 2009
OS 100 PRIMEIROS DIAS...
Boa Noite!
Vocês já perceberam que toda mudança de gestão, seja ela em nível público ou privado, seja decorrente de mudança de acionistas ou de votos eleitorais, traz consigo uma espécie de pacto de tolerabilidade imediatamente após a posse dos novos gestores?
Estimo que este período de paz "consentida", tenha a duração mínima de 100 dias e um tempo máximo de 120. Durante este lapso temporal, as pessoas parecem se recolher a uma platéia silenciosa e observativa, verdadeiramente espreitando todos os passos e atitudes dos novos líderes.
Mensuram-lhes ações, palavras e gestos. Esperam suas decisões com ávida necessidade de medir-lhes firmeza, profundidade e grau de conhecimento. Este pacto não é negociado, nem escrito e nem falado, mas ele tem um objetivo claro: o resultado alcançado! Se houver mudanças perceptíveis e a equipe perceber comprometimento, tenham certeza, os 100 dias serão contínuos e crescentes.
O problema é: estamos aproveitando?
Vocês já perceberam que toda mudança de gestão, seja ela em nível público ou privado, seja decorrente de mudança de acionistas ou de votos eleitorais, traz consigo uma espécie de pacto de tolerabilidade imediatamente após a posse dos novos gestores?
Estimo que este período de paz "consentida", tenha a duração mínima de 100 dias e um tempo máximo de 120. Durante este lapso temporal, as pessoas parecem se recolher a uma platéia silenciosa e observativa, verdadeiramente espreitando todos os passos e atitudes dos novos líderes.
Mensuram-lhes ações, palavras e gestos. Esperam suas decisões com ávida necessidade de medir-lhes firmeza, profundidade e grau de conhecimento. Este pacto não é negociado, nem escrito e nem falado, mas ele tem um objetivo claro: o resultado alcançado! Se houver mudanças perceptíveis e a equipe perceber comprometimento, tenham certeza, os 100 dias serão contínuos e crescentes.
O problema é: estamos aproveitando?
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