Boa Tarde!
A Agência Nacional de Saúde (ANS) vem buscando, desde sua criação gerenciar e deter os grandes números do setor de Saúde Suplementar, capazes de propiciar-lhe a melhor visão deste importante sistema nacional. Os primórdios deste trabalho, para o qual tantos pioneiros gestores da agência participaram, foram árduos e ensejaram persistência e dedicação de todos os atores envolvidos.
Agora, podemos dizer que o mercado entra numa nova fase. A ANS divulga para todos a repaginação de suas informações, disponíveis no seu site através da ANS TABNET (http://anstabnet.ans.gov.br/materia.htm) , endereço que propicia ao estudioso ter uma primeira grande foto da saúde suplementar.
Esta é uma boa notícia, e não pode ser diminuída nem olvidada. Se criticamos a agência em diversos aspectos falhos, como na questão das inúmeras prioridades que ela própria escolhe, e mantemos nossa avaliação, não podemos ser injustos em deixar de reconhecer a acertada reformulação.
O seu caderno de indicadores já era um avanço expressivo. Mas não possuía a funcionalidade e acessibilidade que os gestores, assim como os estudiosos precisam em suas agendas diárias. Esta ferramenta já disponível está fluindo com uma boa velocidade e, esperamos, será mantida atualizada na temporalidade desejada.
Enfim, é uma boa notícia. Mais: é um avanço concreto que todos devemos defender, divulgar e ajudar a manter.
Tomara que a ANS tome gosto de nos trazer este tipo de notícia. Ao contrário daquelas que vemos nos jornais diários, ela engrandece a todos que atuam no mercado de Saúde.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
28 de nov. de 2008
27 de nov. de 2008
PRIORIDADES DAS PRIORIDADES...
Boa Noite!
As agências de Notícias divulgam hoje a mais nova frente aberta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no setor do qual está incumbida de regulamentar: as alterações nas regras dos Planos Coletivos. A argumentação plausível e real é de que estes produtos estão meio que à margem de todo o extenso conjunto normativo criado (e recriado) pela agência ao longo deste dez anos de sua existência. Tudo isto é verdadeiro e útil. Mas a discussão que gostaria de compartilhar com vocês se dá num outro aspecto: a definição de prioridades.
Busquei na memória as diversas frentes abertas (e ainda não fechadas) pela ANS nestes últimos anos e as razões prioritárias para tal:
FRENTE “A”: Implantação do TISS.
Apresentada como necessária, o que de fato é real, uma vez que a proliferação dos papéis não possui apenas impacto nos custos fixos de todos, mas facilita o surgimento de fraudes. Todos os atores sérios abominam as práticas e subterfúgios que permitam cobranças do que não se fez, ou facultem não cumprimento dos acordos firmados quando a cobrança é correta. O Objetivo do TISS é nobre e atual. Por isso ele foi e é tratado como prioritário pela agência, ainda que a estratégia de implantação tenha sido equivocada. Logo, o TISS é prioridade.
FRENTE “B”: Incorporação Tecnológica.
A inexistência de um conjunto normativo que discipline a incorporação tecnológica e proteja, de forma real e não meramente retórica, os pacientes/clientes, foi um problema estratégico apontado desde os primórdios da discussão acerca da regulamentação do setor de saúde suplementar. A ANS absorveu esta questão como estratégica e iniciou a discussão e formação de uma Câmara Técnica. Os grandes volumes financeiros, os interesses bastante “específicos” e os riscos à população abrangida são tamanhos que esta questão recebeu merecidamente uma ênfase e destaque nacionais. Também a incorporação tecnológica é prioridade.
FRENTE “C”: Cadastro das Carteiras das Operadoras.
A ANS pretende realizar cada vez mais levantamentos e estudos acerca da população assistida neste setor. Para isto precisa que os cadastros dos usuários e participantes do sistema estejam afinados e atualizados pelas operadoras. Não se pode identificar morbidades e comportamentos populacionais sem este pré-requisito. Logo, a atualização dos cadastros também é prioridade...
Bom, não terminaram as prioridades. Faltou espaço neste blog para: padronização de códigos; reestruturação do plano geral de contas; etc; etc.
São tantas prioridades que, por vezes, ficamos com a impressão de não sabermos qual é a prioridade tratada neste momento pela ANS. Este é um passo em direção à ingovernabilidade: muitas frentes, pouca concentração dos melhores recursos. Talvez seja um sintoma de que existem muitas agências dentro da Agência, ou talvez um reflexo de que as prioridades estão procurando alcançar popularidade. Tudo que podemos fazer daqui do lado de fora é pensar em hipóteses. Porém, algo é certo no mundo da regulamentação: alguém precisa puxar o freio de arrumação. Os trabalhos são imensos, mas se não fechamos ou consolidamos as bases de implantação de cada um deles, onde mesmo iremos chegar?
As agências de Notícias divulgam hoje a mais nova frente aberta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no setor do qual está incumbida de regulamentar: as alterações nas regras dos Planos Coletivos. A argumentação plausível e real é de que estes produtos estão meio que à margem de todo o extenso conjunto normativo criado (e recriado) pela agência ao longo deste dez anos de sua existência. Tudo isto é verdadeiro e útil. Mas a discussão que gostaria de compartilhar com vocês se dá num outro aspecto: a definição de prioridades.
Busquei na memória as diversas frentes abertas (e ainda não fechadas) pela ANS nestes últimos anos e as razões prioritárias para tal:
FRENTE “A”: Implantação do TISS.
Apresentada como necessária, o que de fato é real, uma vez que a proliferação dos papéis não possui apenas impacto nos custos fixos de todos, mas facilita o surgimento de fraudes. Todos os atores sérios abominam as práticas e subterfúgios que permitam cobranças do que não se fez, ou facultem não cumprimento dos acordos firmados quando a cobrança é correta. O Objetivo do TISS é nobre e atual. Por isso ele foi e é tratado como prioritário pela agência, ainda que a estratégia de implantação tenha sido equivocada. Logo, o TISS é prioridade.
FRENTE “B”: Incorporação Tecnológica.
A inexistência de um conjunto normativo que discipline a incorporação tecnológica e proteja, de forma real e não meramente retórica, os pacientes/clientes, foi um problema estratégico apontado desde os primórdios da discussão acerca da regulamentação do setor de saúde suplementar. A ANS absorveu esta questão como estratégica e iniciou a discussão e formação de uma Câmara Técnica. Os grandes volumes financeiros, os interesses bastante “específicos” e os riscos à população abrangida são tamanhos que esta questão recebeu merecidamente uma ênfase e destaque nacionais. Também a incorporação tecnológica é prioridade.
FRENTE “C”: Cadastro das Carteiras das Operadoras.
A ANS pretende realizar cada vez mais levantamentos e estudos acerca da população assistida neste setor. Para isto precisa que os cadastros dos usuários e participantes do sistema estejam afinados e atualizados pelas operadoras. Não se pode identificar morbidades e comportamentos populacionais sem este pré-requisito. Logo, a atualização dos cadastros também é prioridade...
Bom, não terminaram as prioridades. Faltou espaço neste blog para: padronização de códigos; reestruturação do plano geral de contas; etc; etc.
São tantas prioridades que, por vezes, ficamos com a impressão de não sabermos qual é a prioridade tratada neste momento pela ANS. Este é um passo em direção à ingovernabilidade: muitas frentes, pouca concentração dos melhores recursos. Talvez seja um sintoma de que existem muitas agências dentro da Agência, ou talvez um reflexo de que as prioridades estão procurando alcançar popularidade. Tudo que podemos fazer daqui do lado de fora é pensar em hipóteses. Porém, algo é certo no mundo da regulamentação: alguém precisa puxar o freio de arrumação. Os trabalhos são imensos, mas se não fechamos ou consolidamos as bases de implantação de cada um deles, onde mesmo iremos chegar?
26 de nov. de 2008
CAUSAS E EFEITOS
Boa Noite!
Os jornais e toda a imprensa tem acompanhado e destacado as tragédias pessoais e coletivas que vêm acontecendo em Santa Catarina desde o final da semana passada. São histórias que nos entristecem, trazem o tema morte mais uma vez à tona e demonstram uma gama de equívocos praticados por todos, governantes e governados, em especial quando se aponta a chuva como causa dos transtornos. A chuva não é causa, e sim efeito. As causas podem ser encontradas na poluição que modifica o leito dos rios, entope bueiros e escoadouros naturais e/ou artificiais das águas, causando rompimentos e desvios nos cursos normais.
Basta prestarmos atenção no que acontece quando chove mais de meia hora aqui no Rio de Janeiro ou em Niterói. Tudo fica inundado e o lixo passeia por todas as vias públicas, mostrando-se como de fato é: o grande troféu que a incompetência dos governantes deixa à população.
Aliás, este é um grande desafio para os futuros gestores, também para os atuais: ser capaz de identificar e separar o que é causa do que vem a ser seu efeito. Quando mapeamos corretamente as causas, todas as nossas decisões deverão se localizar no campo estrutural. Assim, uma vez corrigidas, terão durabilidade e consistência seus efeitos, minimizando ou terminando as adversidades detectadas. Porém, o trabalho nas causas é mais difícil, exige maior conhecimento e habilidade técnicas e, o que é pior para nós cidadãos, nem sempre dá visibilidade e destaque desejados pelos políticos.
Por isso se trabalha, com infeliz e esmagadora maioria, o efeito. Uma equipe tapando um buraco numa rua (e você já percebeu que em nosso país só se faz isto na hora do maior movimento causando filas e congestionamento intermináveis, pois os políticos acreditam que assim o povo vê o seu trabalho), causará maior impressão do que uma outra limpando bueiros e tomando outras medidas voltadas ao saneamento público. O saneamento é subterrâneo, não fica visível e, por isso, não merece dos governantes a atenção devida.
Tratar bem os mananciais também. Em geral eles estão localizados longe dos grandes centros, em meio às matas que ainda restam neste país e, por isso, afastados dos olhos dos eleitores. Como são esquecidos! Cuidar deles é gerenciar causas. Reconstruir ruas até a próxima enchente é maquiar os efeitos. Porém, as causas estão longe dos olhos, e os efeitos perto do coração. Por isso são os preferidos dos governantes públicos.
O verdadeiro gestor não pode cometer este mesmo equívoco. Tratar de efeitos para poder aparecer é um erro ao qual não podemos aderir. Por mais que a tentação bata, o exercício de mapear as causas tornar-se-á mais rico e educativo do que qualquer outra ação gerencial. Porém, ele dependerá da vontade do administrador, de sua perseverança e firmeza para enfrentar os desafios que surgem desta visão de futuro, quando cobrados que somos pelo imediatismo do tratamento aos efeitos. Quando a decisão é nossa, jamais devemos optar pelo caminho errado. Se a decisão é de outros, e esta se der pelas aparências, jamais poderemos deixar de tentar minimizar os prejuízos, enquanto continuamos o processo de convencimento dos nossos superiores. Se isto não for feito, dentro de pouco tempo nada mais nos restará a não ser dizer que a culpa de tanta incompetência é da... chuva?
Os jornais e toda a imprensa tem acompanhado e destacado as tragédias pessoais e coletivas que vêm acontecendo em Santa Catarina desde o final da semana passada. São histórias que nos entristecem, trazem o tema morte mais uma vez à tona e demonstram uma gama de equívocos praticados por todos, governantes e governados, em especial quando se aponta a chuva como causa dos transtornos. A chuva não é causa, e sim efeito. As causas podem ser encontradas na poluição que modifica o leito dos rios, entope bueiros e escoadouros naturais e/ou artificiais das águas, causando rompimentos e desvios nos cursos normais.
Basta prestarmos atenção no que acontece quando chove mais de meia hora aqui no Rio de Janeiro ou em Niterói. Tudo fica inundado e o lixo passeia por todas as vias públicas, mostrando-se como de fato é: o grande troféu que a incompetência dos governantes deixa à população.
Aliás, este é um grande desafio para os futuros gestores, também para os atuais: ser capaz de identificar e separar o que é causa do que vem a ser seu efeito. Quando mapeamos corretamente as causas, todas as nossas decisões deverão se localizar no campo estrutural. Assim, uma vez corrigidas, terão durabilidade e consistência seus efeitos, minimizando ou terminando as adversidades detectadas. Porém, o trabalho nas causas é mais difícil, exige maior conhecimento e habilidade técnicas e, o que é pior para nós cidadãos, nem sempre dá visibilidade e destaque desejados pelos políticos.
Por isso se trabalha, com infeliz e esmagadora maioria, o efeito. Uma equipe tapando um buraco numa rua (e você já percebeu que em nosso país só se faz isto na hora do maior movimento causando filas e congestionamento intermináveis, pois os políticos acreditam que assim o povo vê o seu trabalho), causará maior impressão do que uma outra limpando bueiros e tomando outras medidas voltadas ao saneamento público. O saneamento é subterrâneo, não fica visível e, por isso, não merece dos governantes a atenção devida.
Tratar bem os mananciais também. Em geral eles estão localizados longe dos grandes centros, em meio às matas que ainda restam neste país e, por isso, afastados dos olhos dos eleitores. Como são esquecidos! Cuidar deles é gerenciar causas. Reconstruir ruas até a próxima enchente é maquiar os efeitos. Porém, as causas estão longe dos olhos, e os efeitos perto do coração. Por isso são os preferidos dos governantes públicos.
O verdadeiro gestor não pode cometer este mesmo equívoco. Tratar de efeitos para poder aparecer é um erro ao qual não podemos aderir. Por mais que a tentação bata, o exercício de mapear as causas tornar-se-á mais rico e educativo do que qualquer outra ação gerencial. Porém, ele dependerá da vontade do administrador, de sua perseverança e firmeza para enfrentar os desafios que surgem desta visão de futuro, quando cobrados que somos pelo imediatismo do tratamento aos efeitos. Quando a decisão é nossa, jamais devemos optar pelo caminho errado. Se a decisão é de outros, e esta se der pelas aparências, jamais poderemos deixar de tentar minimizar os prejuízos, enquanto continuamos o processo de convencimento dos nossos superiores. Se isto não for feito, dentro de pouco tempo nada mais nos restará a não ser dizer que a culpa de tanta incompetência é da... chuva?
25 de nov. de 2008
UMA BOA SEMANA PARA TODOS!
Boa Noite!
O nosso Presidente esteve no Rio de Janeiro na última quinta-feira, dia 20.11.08, e participou de solenidade em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Nada mais justo: esta raça firme, trabalhadora e corajosa que tanto tem ajudado a construir o nosso país, bem que merece a participação do Grande Timoneiro Nacional em sua data festiva.
Porém, gostaria de destacar as bravatas, digo, as frases otimistas do Presidente sobre a crise: “ela começou na capital dos países ricos... se fosse um país pobre estaríamos cheios de gringos dando palpite em nossa economia”, e por aí vai.
A empolgação eleitoral é esperável, porém, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém!
De qualquer forma, eis algumas reflexões sobre otimismo que gostaria de compartilhar com todos vocês:
"O pessimismo é humor; o otimismo é vontade."
(Émile-Auguste Chartier)
"Não sou otimista babaca, mas otimista ativo."
(Betinho)
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
(Rabindranath Tagore)
"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."
(C. S. Lewis)
Uma boa semana de trabalho a todos!
O nosso Presidente esteve no Rio de Janeiro na última quinta-feira, dia 20.11.08, e participou de solenidade em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Nada mais justo: esta raça firme, trabalhadora e corajosa que tanto tem ajudado a construir o nosso país, bem que merece a participação do Grande Timoneiro Nacional em sua data festiva.
Porém, gostaria de destacar as bravatas, digo, as frases otimistas do Presidente sobre a crise: “ela começou na capital dos países ricos... se fosse um país pobre estaríamos cheios de gringos dando palpite em nossa economia”, e por aí vai.
A empolgação eleitoral é esperável, porém, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém!
De qualquer forma, eis algumas reflexões sobre otimismo que gostaria de compartilhar com todos vocês:
"O pessimismo é humor; o otimismo é vontade."
(Émile-Auguste Chartier)
"Não sou otimista babaca, mas otimista ativo."
(Betinho)
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
(Rabindranath Tagore)
"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."
(C. S. Lewis)
Uma boa semana de trabalho a todos!
22 de nov. de 2008
O DOCE ENGANO DO PODER
Boa Noite!
Tenho me deparado, ao longo dos últimos 17 anos, tempo no qual venho exercendo de forma ininterrupta, funções gerenciais, com diversas situações onde o doce aroma provocado pelo poder sobre pelas narinas do bom senso e, em muitos casos, anestesia a ra'zão e o equilíbrio.
O poder é um perfume inebriante, não duvidem disto. Mas efêmero, de pouca consistência moral e de nenhuma substância técnica. Não se precisa ter competência para se ocupar de nacos de poder que, em geral os incompetentes, julgam ser eternos.
A sua competência técnica é que prevalece, faz com que alcance resultados e, se estes forem concretos, não individualistas e contribuirem para a longevidade do mercado onde você atua, construirá o maior dos patrimônios que pode um gestor adquirir: o nome acreditado no setor onde atua.
A credibilidade é um patrimônio que não se pode mensurar, mas do qual jamais deveríamos nos separar! Roupas, bens, patrimônios são circunstâncias e devem ser vistos como meras ferramentas a algo bem maior: um projeto de vida que conduza seus sonhos dentro da Ética; sua atuação gerencial dentro de Princípios Morais; seu usufruto do Poder como meio de CONSTRUIR e nunca de se isolar, ou tampouco de desconstruir seja lá o que for.
Não estou falando de teorias:
Roma julgava que subjugando os povos, pela força ou pela imposição de tributos que lhes tirasse a capacidade de se armar, seria eterna. Bem, Roma foi derrotada por uma hoste de bárbaros, semi-analfabetos e cuja grande arma consistia na uniformidade de objetivos e de uma ferrenha concentração nas metas estabelecidas por seus líderes.
O Nazismo julgava que pelo terror e extermínio organizado da população adversária, em especial dos nossos irmãos judeus, estaria criando um reino que duraria no mínimo mil anos. Durou 12 anos e muito deste tempo em virtude da omissão criminosa dos políticos britânicos e franceses da época.
O poder é uma escuridão, a Ética é uma luz que guia os passos do gestor pelo caminho correto. E ser ético é fazer em particular tudo aquilo que se espera que você faça quando todos te vêem. Deixe que os bons princípios te absorvam, conduzam teus atos e decisões.
Não fuja de suas responsabilidades e nem dos embates que se façam necessários. Mas deixe de lado, saia de fininho do doce engano do poder: de que tudo pode e será eterno. Infinito só Deus!
Tenho me deparado, ao longo dos últimos 17 anos, tempo no qual venho exercendo de forma ininterrupta, funções gerenciais, com diversas situações onde o doce aroma provocado pelo poder sobre pelas narinas do bom senso e, em muitos casos, anestesia a ra'zão e o equilíbrio.
O poder é um perfume inebriante, não duvidem disto. Mas efêmero, de pouca consistência moral e de nenhuma substância técnica. Não se precisa ter competência para se ocupar de nacos de poder que, em geral os incompetentes, julgam ser eternos.
A sua competência técnica é que prevalece, faz com que alcance resultados e, se estes forem concretos, não individualistas e contribuirem para a longevidade do mercado onde você atua, construirá o maior dos patrimônios que pode um gestor adquirir: o nome acreditado no setor onde atua.
A credibilidade é um patrimônio que não se pode mensurar, mas do qual jamais deveríamos nos separar! Roupas, bens, patrimônios são circunstâncias e devem ser vistos como meras ferramentas a algo bem maior: um projeto de vida que conduza seus sonhos dentro da Ética; sua atuação gerencial dentro de Princípios Morais; seu usufruto do Poder como meio de CONSTRUIR e nunca de se isolar, ou tampouco de desconstruir seja lá o que for.
Não estou falando de teorias:
Roma julgava que subjugando os povos, pela força ou pela imposição de tributos que lhes tirasse a capacidade de se armar, seria eterna. Bem, Roma foi derrotada por uma hoste de bárbaros, semi-analfabetos e cuja grande arma consistia na uniformidade de objetivos e de uma ferrenha concentração nas metas estabelecidas por seus líderes.
O Nazismo julgava que pelo terror e extermínio organizado da população adversária, em especial dos nossos irmãos judeus, estaria criando um reino que duraria no mínimo mil anos. Durou 12 anos e muito deste tempo em virtude da omissão criminosa dos políticos britânicos e franceses da época.
O poder é uma escuridão, a Ética é uma luz que guia os passos do gestor pelo caminho correto. E ser ético é fazer em particular tudo aquilo que se espera que você faça quando todos te vêem. Deixe que os bons princípios te absorvam, conduzam teus atos e decisões.
Não fuja de suas responsabilidades e nem dos embates que se façam necessários. Mas deixe de lado, saia de fininho do doce engano do poder: de que tudo pode e será eterno. Infinito só Deus!
20 de nov. de 2008
A PÍLULA DA BELEZA
Boa Noite!
O Laboratório Farmacêutico SAFONI-AVENTIS informa no jornal O GLOBO, de 18.11.2008, que resolveu atender às recomendações da Agência EUROPÉIA de Medicamentos e está retirando “em caráter preventivo”, a medicação chamada comercialmente de ACOMPLIA® pois os seus “benefícios... não mais superam seus riscos”. Também a ANVISA determinou esta suspensão (não era preventiva?) e o referido laboratório recomenda aos pacientes que dela fazem uso que procurem seus médicos.
Esta medicação foi lançada há dois anos como sendo o “comprimido antibarriga”, ou seja, uma pílula capaz de embelezar o ser humano e livrar-nos daqueles incômodos e sempre indesejáveis “pneuzinhos”.
Acontece que embora a indústria farmacêutica lembre que o risco de eventos adversos psiquiátricos estivessem descritos na bula, ela esqueceu de informar que o número de casos confirmados na Europa chegou a 36.000 episódios, representando 5% de todos os pacientes que consumiram este medicamento no mundo!
A determinação da Agência Européia saiu no começo de Outubro e, mais de um mês depois, aliás, segundo a VEJA de 05.11.2008, um polpudo mês de vendas para a droga, ela é suspensa em nosso país.
Óbvio que as indústrias farmacêuticas possuem incontáveis argumentos de defesa. Também não podemos esquecer a inculturação de nosso povo que, ao receber uma notícia tão grave, tão séria, corre às farmácias para comprar o estoque restante com a última receita prescrita pelo médico. Os sintomas depressivos não acontecem ON LINE e, assim, somente após um certo tempo poderão ser diagnosticados aqui em nosso país. Logo, juntando tudo isto, o mal à saúde já está feito.
As medicações são ferramentas necessárias ao sistema de saúde, se usadas como tal: complementos usados no limite da capacidade médica de prescrever tratamentos menos agressivos. Medicamentos são drogas legalizadas, cujos riscos certos são assumidos pelas autoridades sanitárias e pelos médicos em função dos benefícios já efetivamente comprovados.
Acontece que a maior parte das pesquisas da principal agência reguladora de medicamentos do mundo, a americana FDA (Food and Drugs Administration), provém dos... laboratórios farmacêuticos! Onde está a responsabilidade estatal? Como se pode julgar com absoluta imparcialidade quem te paga os salários, ou financia teus principais projetos de pesquisa?
Quantos discursos e ataques ouvimos de parta à parte, dentre os principais atores do nosso sistema de saúde suplementar, que nada agregam de qualidade aos nossos clientes, e quanto silêncio, omissão imperdoável, em relação aos temas de importância estratégica para todos!
Até quando canetas bonitas, brindes caprichados, agendas luxuosas e outros tipos de ofertas irão atrair mais a atenção de tantos profissionais, do que o estudo e cuidado na leitura das pesquisas, bulas e, principalmente, as contra-indicações das drogas que prescrevem? Existem pesquisas que mostram ser, o gasto com este tipo de marketing (sic), a maior parcela nos custos de fabricação dos medicamentos aqui no Brasil (60%), enquanto toda a produção chega a apenas 20% dos gastos. É uma contradição, no mínimo, ou um sinal do que estão fazendo com nossas doenças os grandes laboratórios. Não está na hora do bom senso?
O Laboratório Farmacêutico SAFONI-AVENTIS informa no jornal O GLOBO, de 18.11.2008, que resolveu atender às recomendações da Agência EUROPÉIA de Medicamentos e está retirando “em caráter preventivo”, a medicação chamada comercialmente de ACOMPLIA® pois os seus “benefícios... não mais superam seus riscos”. Também a ANVISA determinou esta suspensão (não era preventiva?) e o referido laboratório recomenda aos pacientes que dela fazem uso que procurem seus médicos.
Esta medicação foi lançada há dois anos como sendo o “comprimido antibarriga”, ou seja, uma pílula capaz de embelezar o ser humano e livrar-nos daqueles incômodos e sempre indesejáveis “pneuzinhos”.
Acontece que embora a indústria farmacêutica lembre que o risco de eventos adversos psiquiátricos estivessem descritos na bula, ela esqueceu de informar que o número de casos confirmados na Europa chegou a 36.000 episódios, representando 5% de todos os pacientes que consumiram este medicamento no mundo!
A determinação da Agência Européia saiu no começo de Outubro e, mais de um mês depois, aliás, segundo a VEJA de 05.11.2008, um polpudo mês de vendas para a droga, ela é suspensa em nosso país.
Óbvio que as indústrias farmacêuticas possuem incontáveis argumentos de defesa. Também não podemos esquecer a inculturação de nosso povo que, ao receber uma notícia tão grave, tão séria, corre às farmácias para comprar o estoque restante com a última receita prescrita pelo médico. Os sintomas depressivos não acontecem ON LINE e, assim, somente após um certo tempo poderão ser diagnosticados aqui em nosso país. Logo, juntando tudo isto, o mal à saúde já está feito.
As medicações são ferramentas necessárias ao sistema de saúde, se usadas como tal: complementos usados no limite da capacidade médica de prescrever tratamentos menos agressivos. Medicamentos são drogas legalizadas, cujos riscos certos são assumidos pelas autoridades sanitárias e pelos médicos em função dos benefícios já efetivamente comprovados.
Acontece que a maior parte das pesquisas da principal agência reguladora de medicamentos do mundo, a americana FDA (Food and Drugs Administration), provém dos... laboratórios farmacêuticos! Onde está a responsabilidade estatal? Como se pode julgar com absoluta imparcialidade quem te paga os salários, ou financia teus principais projetos de pesquisa?
Quantos discursos e ataques ouvimos de parta à parte, dentre os principais atores do nosso sistema de saúde suplementar, que nada agregam de qualidade aos nossos clientes, e quanto silêncio, omissão imperdoável, em relação aos temas de importância estratégica para todos!
Até quando canetas bonitas, brindes caprichados, agendas luxuosas e outros tipos de ofertas irão atrair mais a atenção de tantos profissionais, do que o estudo e cuidado na leitura das pesquisas, bulas e, principalmente, as contra-indicações das drogas que prescrevem? Existem pesquisas que mostram ser, o gasto com este tipo de marketing (sic), a maior parcela nos custos de fabricação dos medicamentos aqui no Brasil (60%), enquanto toda a produção chega a apenas 20% dos gastos. É uma contradição, no mínimo, ou um sinal do que estão fazendo com nossas doenças os grandes laboratórios. Não está na hora do bom senso?
19 de nov. de 2008
O ERRO MÉDICO
Boa Noite!
As Associações que em todo o nosso país representam as vítimas de erros cometidos por profissionais médicos, comemoram os dados contidos no levantamento inédito, divulgado pelo Superior Tribunal de Justiça no início desta semana, que “revelou a ponta do iceberg: entre 2002 e 2008, o número de recursos judiciais recebidos pelo órgão tendo como tema erros médicos saltou de 120 para 306 – um aumento de 200%.
Os dados do STJ são ainda mais impressionantes quando se compara o número de processos recebidos em 2001 – apenas 23 – com o número de 2008. Mas esse número não é considerado confiável, pois houve uma mudança na maneira de autuação de palavras-chave dos processos neste período, o que pode ter gerado uma distorção. Não há nada na lei de processo que explique o aumento de 2001 (23) para 2002 (120), explica o STJ” (ClicRN, de 17.11.08). Diversas lideranças ressaltam a importância do Código de Defesa do Consumidor (CDC) neste crescimento e de que agora é possível se esperar justiça para com os infratores.
Não discuto a importância na norma legal e nem o avanço do tema. Porém, duas coisas continuam faltando e às vezes me parece estarem sendo esquecidas nesta importante discussão:
Primeiro: a Causa principal da questão – a Formação destes profissionais. Quantas vezes participamos de debates, mesas redondas e similares, escutando representantes de Conselhos, de Faculdades, de Ministérios, abordarem esta questão? O que me deixa impressionado é falarem deste problema na terceira pessoa do plural: Eles precisam fazer alguma coisa? Eles quem? A questão não é de semântica, e sim de assumirmos, cada um de nós, nossas responsabilidades nesta questão. Sem a qualificação dos currículos, voltando-os para a gestão de cuidados e não para a especialização de cada matéria, será muito difícil vencermos a grande alimentadora do erro: uma má formação profissional e pessoal de cada egresso das escolas de medicina.
Segundo: a inexistência de um Código Nacional de Saúde, lei substantiva que trouxesse aos magistrados as bases forenses e técnicas de seus julgamentos. Ao invés de estarem atuando como médicos, e os médicos determinando as formas de comportamento jurídicas, nossos julgadores estariam recebendo normas e discussões que certamente enriqueceriam suas sentenças. Poderiam, aí sim, voltar-se para uma maior efetividade na análise e julgamento dos casos de erro médico.
Querer que a vítima prove que houve erro pode ser cruel, mas considerar alguém culpado apenas pela profissão que exerce ou natureza do ato praticado pode resultar numa grave distorção que nem resgata o equilíbrio almejado pela Justiça, nem repara na proporcionalidade devida os eventuais danos havidos.
Uma onda nacional de bom-senso (e com a devida pressão sobre nossos políticos), poderia agilizar a tramitação e votação dos diversos projetos que estão no Congresso Nacional e tratam da questão Saúde. Alguns deles, segundo informam, prestes a completar seu primeiro DECÊNIO de tramitação. Melhor do que comemorar as punições dos erros cometidos, seria celebrarmos os ganhos que um sistema de saúde organizado e capacitado produziria.
As Associações que em todo o nosso país representam as vítimas de erros cometidos por profissionais médicos, comemoram os dados contidos no levantamento inédito, divulgado pelo Superior Tribunal de Justiça no início desta semana, que “revelou a ponta do iceberg: entre 2002 e 2008, o número de recursos judiciais recebidos pelo órgão tendo como tema erros médicos saltou de 120 para 306 – um aumento de 200%.
Os dados do STJ são ainda mais impressionantes quando se compara o número de processos recebidos em 2001 – apenas 23 – com o número de 2008. Mas esse número não é considerado confiável, pois houve uma mudança na maneira de autuação de palavras-chave dos processos neste período, o que pode ter gerado uma distorção. Não há nada na lei de processo que explique o aumento de 2001 (23) para 2002 (120), explica o STJ” (ClicRN, de 17.11.08). Diversas lideranças ressaltam a importância do Código de Defesa do Consumidor (CDC) neste crescimento e de que agora é possível se esperar justiça para com os infratores.
Não discuto a importância na norma legal e nem o avanço do tema. Porém, duas coisas continuam faltando e às vezes me parece estarem sendo esquecidas nesta importante discussão:
Primeiro: a Causa principal da questão – a Formação destes profissionais. Quantas vezes participamos de debates, mesas redondas e similares, escutando representantes de Conselhos, de Faculdades, de Ministérios, abordarem esta questão? O que me deixa impressionado é falarem deste problema na terceira pessoa do plural: Eles precisam fazer alguma coisa? Eles quem? A questão não é de semântica, e sim de assumirmos, cada um de nós, nossas responsabilidades nesta questão. Sem a qualificação dos currículos, voltando-os para a gestão de cuidados e não para a especialização de cada matéria, será muito difícil vencermos a grande alimentadora do erro: uma má formação profissional e pessoal de cada egresso das escolas de medicina.
Segundo: a inexistência de um Código Nacional de Saúde, lei substantiva que trouxesse aos magistrados as bases forenses e técnicas de seus julgamentos. Ao invés de estarem atuando como médicos, e os médicos determinando as formas de comportamento jurídicas, nossos julgadores estariam recebendo normas e discussões que certamente enriqueceriam suas sentenças. Poderiam, aí sim, voltar-se para uma maior efetividade na análise e julgamento dos casos de erro médico.
Querer que a vítima prove que houve erro pode ser cruel, mas considerar alguém culpado apenas pela profissão que exerce ou natureza do ato praticado pode resultar numa grave distorção que nem resgata o equilíbrio almejado pela Justiça, nem repara na proporcionalidade devida os eventuais danos havidos.
Uma onda nacional de bom-senso (e com a devida pressão sobre nossos políticos), poderia agilizar a tramitação e votação dos diversos projetos que estão no Congresso Nacional e tratam da questão Saúde. Alguns deles, segundo informam, prestes a completar seu primeiro DECÊNIO de tramitação. Melhor do que comemorar as punições dos erros cometidos, seria celebrarmos os ganhos que um sistema de saúde organizado e capacitado produziria.
15 de nov. de 2008
ALCOOLISMO E JUVENTUDE
Boa Tarde!
Com grande alegria, seja como gestores no setor de Saúde Suplementar, seja como cidadãos, seja como pais, recebemos os números que vêm sendo divulgados e que mensuram o comportamento no pós-Lei Seca. Apesar dos costumeiros desvios aqui e ali, dos marginais que tentam macular a honra das corporações policiais subornando irresponsáveis, mas que não representam nem o pensamento, nem a maioria dos nossos policiais, o saldo é positivo. A preocupação é que a adesão maior é observada a partir da intensidade da fiscalização (onde é mais efetiva medem-se os melhores índices de redução) e nas camadas mais altas do perfil demográfico (mais velho, mais responsável).
A preocupação está ligada ao fato de que em nosso país costuma-se relaxar com a fiscalização quando o tema que a gerou sai da televisão, em especial do canal global. Ora, se a imprensa perder o interesse em mostrar os ganhos, a tendência histórica é de que a fiscalização relaxe, e se isto acontece... Portanto, cabe-nos pedir aos profissionais que possuem espaço em QUALQUER mídia, ou que conhecem outros que incentivem este assunto a permanecer na pauta jornalística.
O outro aspecto é a participação da juventude neste trabalho preventivo. Não consigo percebê-la. Os jovens concordam, falam sobre a lei, fazem até piada, mas, e o engajamento nesta questão que também é, de certa forma, uma efetiva e ampla DEFESA DA VIDA? O que estamos esperando? Que aconteça algo com um dos nossos amigos para aí sim, vestirmos camisas, desenharmos faixas e irmos às ruas contra o excesso de bebidas alcóolicas? Não será então muito tarde para os que morreram?
A capacidade de mobilização da juventude, nos tempos atuais e com os recursos existentes é imensa. Falta-lhes a vontade e, principalmente, a adesão a este importante projeto que combate não apenas os acidentes de trânsito, mas é uma ferramente importante da eterna luta contra o Alcoolismo.
Com grande alegria, seja como gestores no setor de Saúde Suplementar, seja como cidadãos, seja como pais, recebemos os números que vêm sendo divulgados e que mensuram o comportamento no pós-Lei Seca. Apesar dos costumeiros desvios aqui e ali, dos marginais que tentam macular a honra das corporações policiais subornando irresponsáveis, mas que não representam nem o pensamento, nem a maioria dos nossos policiais, o saldo é positivo. A preocupação é que a adesão maior é observada a partir da intensidade da fiscalização (onde é mais efetiva medem-se os melhores índices de redução) e nas camadas mais altas do perfil demográfico (mais velho, mais responsável).
A preocupação está ligada ao fato de que em nosso país costuma-se relaxar com a fiscalização quando o tema que a gerou sai da televisão, em especial do canal global. Ora, se a imprensa perder o interesse em mostrar os ganhos, a tendência histórica é de que a fiscalização relaxe, e se isto acontece... Portanto, cabe-nos pedir aos profissionais que possuem espaço em QUALQUER mídia, ou que conhecem outros que incentivem este assunto a permanecer na pauta jornalística.
O outro aspecto é a participação da juventude neste trabalho preventivo. Não consigo percebê-la. Os jovens concordam, falam sobre a lei, fazem até piada, mas, e o engajamento nesta questão que também é, de certa forma, uma efetiva e ampla DEFESA DA VIDA? O que estamos esperando? Que aconteça algo com um dos nossos amigos para aí sim, vestirmos camisas, desenharmos faixas e irmos às ruas contra o excesso de bebidas alcóolicas? Não será então muito tarde para os que morreram?
A capacidade de mobilização da juventude, nos tempos atuais e com os recursos existentes é imensa. Falta-lhes a vontade e, principalmente, a adesão a este importante projeto que combate não apenas os acidentes de trânsito, mas é uma ferramente importante da eterna luta contra o Alcoolismo.
14 de nov. de 2008
A QUALIDADE E A REALIDADE
Boa Noite!
Estudo realizado pelo Banco Mundial e que terá sua versão em português divulgada até o início do ano vindouro (Desempenho Hospitalar no Brasil), faz uma profunda análise sobre a questão da EFICIÊNCIA dos prestadores hospitalares em nosso país, sejam eles públicos ou privados. Infelizmente o estudo aponta que nossos hospitais são ineficientes (0,34 de um escore de eficiência igual a UM), resultado este que não deve causar outra coisa senão preocupação a todos os gestores de saúde, públicos e privados.
Um aspecto, porém, eu gostaria de destacar hoje: a questão tão falada e propalada da Qualidade, ou, no caso dos hospitais, do Programa de Acreditação Hospitalar. Existem no Brasil 6.800 unidades hospitalares, mal distribuidas geograficamente, com alta concentração nas capitais. POr outro lado, 60% dos hospitais possuem menos de 50 leitos fator que os torna (e o estudo ratifica), inviáveis financeiramente. A acreditação sempre era apresentada como uma panacéia para estes males, o que obviamente é um exagero, uma verdadeira distorção dos reais objetivos de um programa de qualidade hospitalar.
Porém, dos quase 200 hospitais de grande porte (5% do total), apenas 56 possuem programa de qualidade implantado e um número menor de que estes já alcançaram a acreditação em seus níveis distintos. Ou seja, menos de 1% do total de hospitais no país implantou a acreditação. Claro, alguns dirão: isto requer necessidades de investimentos que aumentam os custos do hospital que implanta tal programa. Certo? Segundo o Banco Mundial, ERRADO!!!
O estudo não encontrou evidências matemáticas de que uma coisa está vinculada ao aumento da outras. Os custos hospitalares sobem como resultado da gestão ineficiente, e se a acreditação é bem feita, este impacto atenua quando não desaparece. POrtanto, não diz a verdade quem alega a Qualidade como causa de aumento de preços.
Não defendo remuneração igual entre os que implantam a Acreditação e os que dela fogem como o diabo da cruz! Mas a discussão deve ser mais estratégica, mais amarrada por resultados mensuráveis e menos emocional ou política. Como é lamentável testemunharmos líderes hospitalares inteligentes se renderem a discursos populistas, agradáveis aos ouvidos mais atrasados do segmento que representam, para garantir votos ou apoio político, em troca de assumirem reais compromissos de mudança de que tanto necessita o setor.
Ainda me admiro de como o ser humano se submete à mediocridade reinante, apenas par agradar amigos e/ou eleitores. Parece que a acreditação não está produzindo nos executivos hospitalares, salvo raras exceções, um dos efeitos mais esperados pela Qualidade: a visão sistêmica e de futuro, capaz de unir os interesses tripartites: empresa, clientes e fornecedores.
Estudo realizado pelo Banco Mundial e que terá sua versão em português divulgada até o início do ano vindouro (Desempenho Hospitalar no Brasil), faz uma profunda análise sobre a questão da EFICIÊNCIA dos prestadores hospitalares em nosso país, sejam eles públicos ou privados. Infelizmente o estudo aponta que nossos hospitais são ineficientes (0,34 de um escore de eficiência igual a UM), resultado este que não deve causar outra coisa senão preocupação a todos os gestores de saúde, públicos e privados.
Um aspecto, porém, eu gostaria de destacar hoje: a questão tão falada e propalada da Qualidade, ou, no caso dos hospitais, do Programa de Acreditação Hospitalar. Existem no Brasil 6.800 unidades hospitalares, mal distribuidas geograficamente, com alta concentração nas capitais. POr outro lado, 60% dos hospitais possuem menos de 50 leitos fator que os torna (e o estudo ratifica), inviáveis financeiramente. A acreditação sempre era apresentada como uma panacéia para estes males, o que obviamente é um exagero, uma verdadeira distorção dos reais objetivos de um programa de qualidade hospitalar.
Porém, dos quase 200 hospitais de grande porte (5% do total), apenas 56 possuem programa de qualidade implantado e um número menor de que estes já alcançaram a acreditação em seus níveis distintos. Ou seja, menos de 1% do total de hospitais no país implantou a acreditação. Claro, alguns dirão: isto requer necessidades de investimentos que aumentam os custos do hospital que implanta tal programa. Certo? Segundo o Banco Mundial, ERRADO!!!
O estudo não encontrou evidências matemáticas de que uma coisa está vinculada ao aumento da outras. Os custos hospitalares sobem como resultado da gestão ineficiente, e se a acreditação é bem feita, este impacto atenua quando não desaparece. POrtanto, não diz a verdade quem alega a Qualidade como causa de aumento de preços.
Não defendo remuneração igual entre os que implantam a Acreditação e os que dela fogem como o diabo da cruz! Mas a discussão deve ser mais estratégica, mais amarrada por resultados mensuráveis e menos emocional ou política. Como é lamentável testemunharmos líderes hospitalares inteligentes se renderem a discursos populistas, agradáveis aos ouvidos mais atrasados do segmento que representam, para garantir votos ou apoio político, em troca de assumirem reais compromissos de mudança de que tanto necessita o setor.
Ainda me admiro de como o ser humano se submete à mediocridade reinante, apenas par agradar amigos e/ou eleitores. Parece que a acreditação não está produzindo nos executivos hospitalares, salvo raras exceções, um dos efeitos mais esperados pela Qualidade: a visão sistêmica e de futuro, capaz de unir os interesses tripartites: empresa, clientes e fornecedores.
13 de nov. de 2008
NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...
Boa Noite!
Nunca na história deste país se editou uma Medida Provisória (MP 446), para se beneficiar 5.630 entidades ditas filantrópicas, que estavam ameaçadas de não ter o seu “caráter beneficente” novamente reconhecido, por serem suspeitas de atuarem na compra de documentos falsos para garantir os privilégios da tributação reduzida (a chamada Operação Fariseu, da Polícia Federal).
Nunca na história deste país se verificou tantas relativizações do uso de instrumentos constitucionais, como as MP, criadas para serem usadas em situações emergenciais e de interesse nacional, para resguardar os direitos do POVO brasileiro e não repassar-lhe mais e mais encargos decorrentes de coisas deste gênero.
Nunca na história deste país a Ética foi tão atacada, sua compreensão tão deturpada e sua aplicação tão esquecida.
Nunca na história deste país vivemos tempos tão desconectados do sofrimento de nossos irmãos, da exclusão que é estatizada através de programas sociais que minimizam a fome de hoje, mas criam uma dependência aos que necessitam, ao invés de prepará-los para a liberdade e dignidade humana que tanto anseiam suas vidas e almas sofridas.
Nunca na história deste país se fez tantos discursos, proferiram-se tantas palavras de promessas frente às câmeras de televisão que depois, no recôndito de faustosos gabinetes, são esquecidas, modificadas ou alteradas.
Nunca na história deste país se viveu uma seqüência de ações populistas, mas que não fixam bases sólidas para um crescimento que integre a todos os setores, dando oportunidade aos jovens, respeito aos idosos, proteção às famílias, retorno aos investidores.
Nunca na história deste país se repetiu tantas vezes este chavão. Porém, nunca na minha história neste país me senti tão frustrado com as lideranças democraticamente eleitas e tão temeroso das gerações que estão se formando a partir de chavões e palavras vazias.
Não somos gestores apenas em momentos bons. Devemos sê-los principalmente em situações de crise semelhantes à que vivemos: uma forte comoção financeira internacional e uma perigosa acomodação política nacional.
Nunca na história deste país se editou uma Medida Provisória (MP 446), para se beneficiar 5.630 entidades ditas filantrópicas, que estavam ameaçadas de não ter o seu “caráter beneficente” novamente reconhecido, por serem suspeitas de atuarem na compra de documentos falsos para garantir os privilégios da tributação reduzida (a chamada Operação Fariseu, da Polícia Federal).
Nunca na história deste país se verificou tantas relativizações do uso de instrumentos constitucionais, como as MP, criadas para serem usadas em situações emergenciais e de interesse nacional, para resguardar os direitos do POVO brasileiro e não repassar-lhe mais e mais encargos decorrentes de coisas deste gênero.
Nunca na história deste país a Ética foi tão atacada, sua compreensão tão deturpada e sua aplicação tão esquecida.
Nunca na história deste país vivemos tempos tão desconectados do sofrimento de nossos irmãos, da exclusão que é estatizada através de programas sociais que minimizam a fome de hoje, mas criam uma dependência aos que necessitam, ao invés de prepará-los para a liberdade e dignidade humana que tanto anseiam suas vidas e almas sofridas.
Nunca na história deste país se fez tantos discursos, proferiram-se tantas palavras de promessas frente às câmeras de televisão que depois, no recôndito de faustosos gabinetes, são esquecidas, modificadas ou alteradas.
Nunca na história deste país se viveu uma seqüência de ações populistas, mas que não fixam bases sólidas para um crescimento que integre a todos os setores, dando oportunidade aos jovens, respeito aos idosos, proteção às famílias, retorno aos investidores.
Nunca na história deste país se repetiu tantas vezes este chavão. Porém, nunca na minha história neste país me senti tão frustrado com as lideranças democraticamente eleitas e tão temeroso das gerações que estão se formando a partir de chavões e palavras vazias.
Não somos gestores apenas em momentos bons. Devemos sê-los principalmente em situações de crise semelhantes à que vivemos: uma forte comoção financeira internacional e uma perigosa acomodação política nacional.
12 de nov. de 2008
A CRISE NÃO CHEGOU EM BRASÍLIA!
Boa Noite!
Num momento em que todos os setores responsáveis e sérios no país e no mundo se debruçam sobre medidas que minimizem os impactos da maior crise de crédito enfrentada pelo sistema financeiro mundial, desde a quebra da Bolsa em 1929, descobrimos um lugar que está blindado, isolado do resto do mundo: Brasília – Distrito Federal.
Para ser mais exato, a Câmara Distrital através dos seus Deputados, resolveu discutir um projeto de alteração de seus ganhos, permitindo que, se aprovado, cada um deles receba um conjunto de salários e verbas que alcançarão R$ 111.000,00 por mês (O GLOBO, de 10.11.08, página 05). Ou seja, no momento em que todos devem conter seus gastos e reduzir as despesas públicas, os representantes do Distrito Federal dão um grande exemplo de insensibilidade.
Não cabe discutirmos o valor justo de um salário de Deputado, porque não se pode valorar a Democracia e seus legítimos representantes eleitos. Mas deve-se discutir o bom senso, a noção de responsabilidade para com os seus eleitores e a solidariedade com tantos que sofrem e outros que virão a sofrer com a prolongação desta imensa crise.
É lamentável um Líder que se desconecta da realidade em que atua. Mas é imperdoável um Líder que não perceba as necessidades e o sofrimento dos seus liderados.
As organizações não sobrevivem às lideranças negativas. Tampouco as demais organizações podem crescer e solidificar suas raízes se estão sendo mal conduzidas. O que nos leva a pensar que a Democracia formada por políticos com tamanha falta de oportunidade, está realmente protegida?
Necessitamos estar mais atentos às grandes discussões que se desenvolvem em nosso país. Precisamos de uma maior articulação dentre os setores responsáveis e comprometidos com a defesa da Democracia. Chega de irresponsabilidade!
A proposta dos Deputados distritais de Brasília é inoportuna, insensível e completamente descasada com as necessidades que o povo brasiliense possui neste momento tão complicado.
Esperemos que a repercussão na mídia desperte o bom senso, ao menos nas lideranças realmente comprometidas. Nós já começamos muito tarde a discutir os efeitos desta crise e as medidas necessárias, por conta da auto-ilusão de nossos governantes. Não dá para abrirmos a possibilidade que o Poder Legislativo embarque numa posição quase que suicida! “Vigiai e orai”, já nos ensinou o Mestre!
Num momento em que todos os setores responsáveis e sérios no país e no mundo se debruçam sobre medidas que minimizem os impactos da maior crise de crédito enfrentada pelo sistema financeiro mundial, desde a quebra da Bolsa em 1929, descobrimos um lugar que está blindado, isolado do resto do mundo: Brasília – Distrito Federal.
Para ser mais exato, a Câmara Distrital através dos seus Deputados, resolveu discutir um projeto de alteração de seus ganhos, permitindo que, se aprovado, cada um deles receba um conjunto de salários e verbas que alcançarão R$ 111.000,00 por mês (O GLOBO, de 10.11.08, página 05). Ou seja, no momento em que todos devem conter seus gastos e reduzir as despesas públicas, os representantes do Distrito Federal dão um grande exemplo de insensibilidade.
Não cabe discutirmos o valor justo de um salário de Deputado, porque não se pode valorar a Democracia e seus legítimos representantes eleitos. Mas deve-se discutir o bom senso, a noção de responsabilidade para com os seus eleitores e a solidariedade com tantos que sofrem e outros que virão a sofrer com a prolongação desta imensa crise.
É lamentável um Líder que se desconecta da realidade em que atua. Mas é imperdoável um Líder que não perceba as necessidades e o sofrimento dos seus liderados.
As organizações não sobrevivem às lideranças negativas. Tampouco as demais organizações podem crescer e solidificar suas raízes se estão sendo mal conduzidas. O que nos leva a pensar que a Democracia formada por políticos com tamanha falta de oportunidade, está realmente protegida?
Necessitamos estar mais atentos às grandes discussões que se desenvolvem em nosso país. Precisamos de uma maior articulação dentre os setores responsáveis e comprometidos com a defesa da Democracia. Chega de irresponsabilidade!
A proposta dos Deputados distritais de Brasília é inoportuna, insensível e completamente descasada com as necessidades que o povo brasiliense possui neste momento tão complicado.
Esperemos que a repercussão na mídia desperte o bom senso, ao menos nas lideranças realmente comprometidas. Nós já começamos muito tarde a discutir os efeitos desta crise e as medidas necessárias, por conta da auto-ilusão de nossos governantes. Não dá para abrirmos a possibilidade que o Poder Legislativo embarque numa posição quase que suicida! “Vigiai e orai”, já nos ensinou o Mestre!
11 de nov. de 2008
SABEDORIA
Boa Noite!
Em tempos de baixa estima e crise, nada melhor do que buscar grandes exemplos para refletirmos. Quantos pensamentos parecem ter sido acabados de sair de suas bocas e, principalmente, dos seus corações.
Quantas palavras que soam dentro de nós mesmos, fazendo-nos esquecer as tristezas e percalços, fixando nossos objetivos para além do horizonte próximo.
Por tudo isso, esperando que comecemos com otimismo mais esta semana, deixo-lhes os ensinamentos e sabedorias da Madre Tereza de Calcutá:
"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha"
"Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não tem idade. O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida."
"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
"Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las."
Em tempos de baixa estima e crise, nada melhor do que buscar grandes exemplos para refletirmos. Quantos pensamentos parecem ter sido acabados de sair de suas bocas e, principalmente, dos seus corações.
Quantas palavras que soam dentro de nós mesmos, fazendo-nos esquecer as tristezas e percalços, fixando nossos objetivos para além do horizonte próximo.
Por tudo isso, esperando que comecemos com otimismo mais esta semana, deixo-lhes os ensinamentos e sabedorias da Madre Tereza de Calcutá:
"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha"
"Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não tem idade. O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida."
"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
"Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las."
10 de nov. de 2008
LIAMES INDUTÓRIOS DA METÁFORA EXPLICITADA
Boa Noite!
Você também não entendeu nada do título? Certo, está tudo bem. É que ele foi construído sob inspiração das normas introduzidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com relação ao TISS.
Para sermos justos, a decisão de informatizar o Setor de Saúde Suplementar é uma das mais arrojadas e acertadas daquela Agência, desde sua criação. Neste espaço já abordamos diversas vezes os ganhos e a moralidade que tal caminho trará aos atores da Saúde que desejam a evolução deste segmento e os ganhos reais para os nossos clientes.
A Estratégia de Implantação é que poderia ter sido melhor desenvolvida. Mas isto são favas passadas. O TISS é uma realidade e sua implantação uma norma vigente.
Acontece que participando do I Seminário Implanta TISS, ocorrido em São Paulo nos dias 30 e 31 de outubro, a representante da agência, Gerente Jussara Macedo afirmou que:
"O processo TISS, apesar de ser uma resolução normativa, é indutivo. Nós acreditamos no incentivo e não na punição".
Ou seja, a norma que implanta a maior mudança de paradigmas da Saúde Suplementar brasileiro não será usada coercitivamente, como o deve ser toda norma jurídica, exceto se a ANS assim o julgar.
Se alguém se manifestar contrário ao TISS será punido. Mas se for favorável e não implantá-lo será... compreendido? É uma incoerência total. Um retrocesso no processo que pode inviabilizar o programa. Se já não bastassem as surpreendentes posições de órgãos representativos contrários à modernização e legalização das cobranças, agora vem a Agência Reguladora dizer que a norma que ELA CRIOU não tem, ou não será, usada para fazer avançar o TISS!
É o fim da picada!
Já não é suficiente a falta de incentivos às empresas que desejam desenvolver programas de saúde?
Já não bastou a falta de visão sistêmica no desenvolvimento da estratégia de implantação do TISS?
Agora, se alguém diz que é favorável, e implanta, ele o faz porque quer? Quer dizer: ser contra, pode, desde que não se fale. Agora, implantar ou não tem diferença?
Entenderam agora o título? É igual a uma norma deste tipo: tem muitas palavras, mas tão confusas que cada um pode interpretá-las do jeito que quiser. Sinceramente, não me parecer ser este o melhor caminho para profissionalizarmos o mercado de saúde brasileiro.
Você também não entendeu nada do título? Certo, está tudo bem. É que ele foi construído sob inspiração das normas introduzidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com relação ao TISS.
Para sermos justos, a decisão de informatizar o Setor de Saúde Suplementar é uma das mais arrojadas e acertadas daquela Agência, desde sua criação. Neste espaço já abordamos diversas vezes os ganhos e a moralidade que tal caminho trará aos atores da Saúde que desejam a evolução deste segmento e os ganhos reais para os nossos clientes.
A Estratégia de Implantação é que poderia ter sido melhor desenvolvida. Mas isto são favas passadas. O TISS é uma realidade e sua implantação uma norma vigente.
Acontece que participando do I Seminário Implanta TISS, ocorrido em São Paulo nos dias 30 e 31 de outubro, a representante da agência, Gerente Jussara Macedo afirmou que:
"O processo TISS, apesar de ser uma resolução normativa, é indutivo. Nós acreditamos no incentivo e não na punição".
Ou seja, a norma que implanta a maior mudança de paradigmas da Saúde Suplementar brasileiro não será usada coercitivamente, como o deve ser toda norma jurídica, exceto se a ANS assim o julgar.
Se alguém se manifestar contrário ao TISS será punido. Mas se for favorável e não implantá-lo será... compreendido? É uma incoerência total. Um retrocesso no processo que pode inviabilizar o programa. Se já não bastassem as surpreendentes posições de órgãos representativos contrários à modernização e legalização das cobranças, agora vem a Agência Reguladora dizer que a norma que ELA CRIOU não tem, ou não será, usada para fazer avançar o TISS!
É o fim da picada!
Já não é suficiente a falta de incentivos às empresas que desejam desenvolver programas de saúde?
Já não bastou a falta de visão sistêmica no desenvolvimento da estratégia de implantação do TISS?
Agora, se alguém diz que é favorável, e implanta, ele o faz porque quer? Quer dizer: ser contra, pode, desde que não se fale. Agora, implantar ou não tem diferença?
Entenderam agora o título? É igual a uma norma deste tipo: tem muitas palavras, mas tão confusas que cada um pode interpretá-las do jeito que quiser. Sinceramente, não me parecer ser este o melhor caminho para profissionalizarmos o mercado de saúde brasileiro.
8 de nov. de 2008
A DOENÇA E O TRABALHO
Boa Noite!
Mudam-se os tempos, mudam-se as relações laborativas. Escutamos tantas vezes esta afirmação, que não conheço o autor, nos mais diversos cursos e treinamentos de gestores, que às vezes pensamos ser mais uma bravata do que verdade corporativa. Por isso, surpreendeu-me o resultado de uma pesquisa efetuada na Inglaterra e que ouviu 750 empresários, na questão do adoecimento dos funcionários.
Ao contrário do que se pensa, o funcionário que realmente adoecido, insiste em trabalhar, com as limitações decorrentes do agravo e com a produtividade prejudicada, não é visto com “bons olhos” por seus patrões.
Para eles, se não há preguiça, há produção. Se ocorre o adoecimento, eles preferem que os seus empregados procurem o médico, façam o repouso justo e retornem com carga total. É óbvio que analisam sob a égide financeira e também econômica. Mas o fato nos deixa algumas lições:
- primeiro: chega de heroísmos! É triste uma nação que constrói sua histórias sobre heróis imolados. Precisamos muito de competência e isto requer união de esforços, lideranças atuantes, vivas e dinâmicas. Não deveria existir idade num mundo corporativo que fosse inteligente. É a vontade, mais a competência que lideram as grandes viradas no mercado.
- segundo: chega de arrastadores de correntes! São tantas desculpas, tantos problemas, que você deixa de estar cuidando de toda a equipe, para dedicar-se a alguém que, muitas vezes, não se deixa ajudar. Quem precisa de ajuda, se deixa ajudar. Comportamentos infantis podem fazer sucesso em peças teatrais (para crianças), não em organizações, sejam elas quais forem.
- terceiro: ambientes de trabalho são adoecedores, em sua grande maioria. Se você já está com baixa imunidade, fragilizado, debilitado organicamente, o que vai fazer ali? Duas opções apenas: piorar seu estado ou contaminar o estado dos seus colegas! Isto não é bem heroísmo...
Talvez a insistência em trabalhar doentes esteja associada à falta de compreensão de nossa parte sobre empregabilidade. Não somos escravos de uma empresa, nem podemos nos colocar como dependentes dela.
Devemos ser profissionais qualificados, competentes e dedicados, prestando serviços a uma organização que, por tudo o que fazemos e obtemos, remunera-nos de acordo com o mercado e, óbvio, a sua capacidade financeira. Não há favores, nem imposições. Construímos a estrada de nossa carreira dentro de princípios éticos, com o respeito a todos, mas sempre primando pela transparência, firmeza e oferecimento de resultados agregadores de valor a nossa organização.
Menos heroísmo, mais competência. Talvez seja a maior lição que a pesquisa nos deixa. Ainda que para os empresários, sempre estará presente a questão financeira envolvida.
Mudam-se os tempos, mudam-se as relações laborativas. Escutamos tantas vezes esta afirmação, que não conheço o autor, nos mais diversos cursos e treinamentos de gestores, que às vezes pensamos ser mais uma bravata do que verdade corporativa. Por isso, surpreendeu-me o resultado de uma pesquisa efetuada na Inglaterra e que ouviu 750 empresários, na questão do adoecimento dos funcionários.
Ao contrário do que se pensa, o funcionário que realmente adoecido, insiste em trabalhar, com as limitações decorrentes do agravo e com a produtividade prejudicada, não é visto com “bons olhos” por seus patrões.
Para eles, se não há preguiça, há produção. Se ocorre o adoecimento, eles preferem que os seus empregados procurem o médico, façam o repouso justo e retornem com carga total. É óbvio que analisam sob a égide financeira e também econômica. Mas o fato nos deixa algumas lições:
- primeiro: chega de heroísmos! É triste uma nação que constrói sua histórias sobre heróis imolados. Precisamos muito de competência e isto requer união de esforços, lideranças atuantes, vivas e dinâmicas. Não deveria existir idade num mundo corporativo que fosse inteligente. É a vontade, mais a competência que lideram as grandes viradas no mercado.
- segundo: chega de arrastadores de correntes! São tantas desculpas, tantos problemas, que você deixa de estar cuidando de toda a equipe, para dedicar-se a alguém que, muitas vezes, não se deixa ajudar. Quem precisa de ajuda, se deixa ajudar. Comportamentos infantis podem fazer sucesso em peças teatrais (para crianças), não em organizações, sejam elas quais forem.
- terceiro: ambientes de trabalho são adoecedores, em sua grande maioria. Se você já está com baixa imunidade, fragilizado, debilitado organicamente, o que vai fazer ali? Duas opções apenas: piorar seu estado ou contaminar o estado dos seus colegas! Isto não é bem heroísmo...
Talvez a insistência em trabalhar doentes esteja associada à falta de compreensão de nossa parte sobre empregabilidade. Não somos escravos de uma empresa, nem podemos nos colocar como dependentes dela.
Devemos ser profissionais qualificados, competentes e dedicados, prestando serviços a uma organização que, por tudo o que fazemos e obtemos, remunera-nos de acordo com o mercado e, óbvio, a sua capacidade financeira. Não há favores, nem imposições. Construímos a estrada de nossa carreira dentro de princípios éticos, com o respeito a todos, mas sempre primando pela transparência, firmeza e oferecimento de resultados agregadores de valor a nossa organização.
Menos heroísmo, mais competência. Talvez seja a maior lição que a pesquisa nos deixa. Ainda que para os empresários, sempre estará presente a questão financeira envolvida.
7 de nov. de 2008
VAZIO DE IDÉIAS...
Boa Noite!
Confesso que resolvi escrever porque achei esta folha muito triste, assim vazia.
Nunca havia parado para pensar a respeito disto.
Da tristeza que deve sentir a folha, criada para receber e multiplicar tantas coisas belas, se não é utilizada corretamente por nós, seus criadores. Se pudesse ter sentimentos, diria que a folha sente-se desanimada, desmotivada, quase que morta, se não é preenchida.
Não percebemos o valor e a finalidade de certas coisas em nossas vidas, até que as perdemos. Aí bate um desespero imenso, a sensação de perda irreparável, uma louca vontade de dizer palavras que não mais serão escutadas. Mas, será tarde demais.
A folha parecia dizer tudo isto. Ou, ao menos, fez-me pensar a respeito. Ela queria ser melhor, transmitir o que recebesse a outros, tornar possível que idéias fossem expressas e registradas para tempos futuros. Ela queria ser instrumento de crescimento para as pessoas, fornecer-lhes informações que mudassem suas vidas.
Vidas, vidas, vidas.
Também se parecem com folhas ?
Ficam tristes, quando se percebem vazias e desprovidas de objetivos ?
Ficam tristes, quando todas as coisas belas que possuem, pessoais e profissionais, não são aproveitadas por aqueles que possuem poder de fazê-lo ?
Desanimam quando esperam nos homens o mínimo que um ser humano deve dar a outro, e este se recusa em nome de tantas e grandiosas “idéias” ou “ideologias” ?
Desmotivam-se ao ouvir grandiloquentes discursos sobre o nada, ou concluindo coisa alguma ?
Desistem de suas vidas porque esperam onde não existe esperança ?
O que são nossas vidas? Folhas ? Certamente que não.
Vidas são produtos divinos, folhas são produtos humanos.
Vidas são oportunidades de conquistarmos novos irmãos , através dos verdadeiros amigos que encontramos em nossas existências, folhas não têm sentimentos nem conquistas, são meros depositários de idéias.
Vidas não deveriam ser silenciosas, nem mudas. Devem ser preenchidas pelas palavras que façam as pessoas a quem amamos sentirem-se, simplesmente, amados. Folhas não sentem, não podem vivenciar o que não possuem.
Vidas são difíceis de serem vividas, mas nesta dificuldade reside a sabedoria de Deus: crescemos nos momentos de desafios, morremos nos momentos de acomodação. As folhas não decidem sobre suas dificuldades, em verdade são manipuladas por elas.
Vidas, assim, não são folhas. Podem e devem ser melhoradas.
Nunca devem ser vazias, fúteis e, por conseqüência, tristes.
Vidas são pequenas pétalas de um imenso Amor, infindável sentimento, que Deus espalhou por este mundo para torná-lo mais bonito e interessante.
Nossa parte será, tão somente, sabermos tratá-las como vidas. Nunca como folhas.
Ainda que, quando nós acharmos tristes as folhas que nos cercam, devamos preenchê-las com mensagens que as ajudem a tornar-se mais belas, e mais úteis a todos os que vivem a nossa Vida.
Confesso que resolvi escrever porque achei esta folha muito triste, assim vazia.
Nunca havia parado para pensar a respeito disto.
Da tristeza que deve sentir a folha, criada para receber e multiplicar tantas coisas belas, se não é utilizada corretamente por nós, seus criadores. Se pudesse ter sentimentos, diria que a folha sente-se desanimada, desmotivada, quase que morta, se não é preenchida.
Não percebemos o valor e a finalidade de certas coisas em nossas vidas, até que as perdemos. Aí bate um desespero imenso, a sensação de perda irreparável, uma louca vontade de dizer palavras que não mais serão escutadas. Mas, será tarde demais.
A folha parecia dizer tudo isto. Ou, ao menos, fez-me pensar a respeito. Ela queria ser melhor, transmitir o que recebesse a outros, tornar possível que idéias fossem expressas e registradas para tempos futuros. Ela queria ser instrumento de crescimento para as pessoas, fornecer-lhes informações que mudassem suas vidas.
Vidas, vidas, vidas.
Também se parecem com folhas ?
Ficam tristes, quando se percebem vazias e desprovidas de objetivos ?
Ficam tristes, quando todas as coisas belas que possuem, pessoais e profissionais, não são aproveitadas por aqueles que possuem poder de fazê-lo ?
Desanimam quando esperam nos homens o mínimo que um ser humano deve dar a outro, e este se recusa em nome de tantas e grandiosas “idéias” ou “ideologias” ?
Desmotivam-se ao ouvir grandiloquentes discursos sobre o nada, ou concluindo coisa alguma ?
Desistem de suas vidas porque esperam onde não existe esperança ?
O que são nossas vidas? Folhas ? Certamente que não.
Vidas são produtos divinos, folhas são produtos humanos.
Vidas são oportunidades de conquistarmos novos irmãos , através dos verdadeiros amigos que encontramos em nossas existências, folhas não têm sentimentos nem conquistas, são meros depositários de idéias.
Vidas não deveriam ser silenciosas, nem mudas. Devem ser preenchidas pelas palavras que façam as pessoas a quem amamos sentirem-se, simplesmente, amados. Folhas não sentem, não podem vivenciar o que não possuem.
Vidas são difíceis de serem vividas, mas nesta dificuldade reside a sabedoria de Deus: crescemos nos momentos de desafios, morremos nos momentos de acomodação. As folhas não decidem sobre suas dificuldades, em verdade são manipuladas por elas.
Vidas, assim, não são folhas. Podem e devem ser melhoradas.
Nunca devem ser vazias, fúteis e, por conseqüência, tristes.
Vidas são pequenas pétalas de um imenso Amor, infindável sentimento, que Deus espalhou por este mundo para torná-lo mais bonito e interessante.
Nossa parte será, tão somente, sabermos tratá-las como vidas. Nunca como folhas.
Ainda que, quando nós acharmos tristes as folhas que nos cercam, devamos preenchê-las com mensagens que as ajudem a tornar-se mais belas, e mais úteis a todos os que vivem a nossa Vida.
5 de nov. de 2008
AIDS – ENTRE A PASTORAL E A CAMISINHA?
Boa Noite!
O jornal “O GLOBO” vem dando destaque, desde ontem, a uma série de organizações não governamentais, as populares ONGs que em conjunto com uma Pastoral da AIDS vinculada à Igreja Católica e que atua em regiões fronteiriças, estão distribuindo camisinhas a todos os jovens sob a lógica de que se não houver prevenção, haverá mortes.
É óbvio que a imprensa, e o referido jornal também o faz coloca a questão, novamente, sob a égide dos efeitos devastadores que a Síndrome traz, as seqüelas para o paciente e sociedade, além de sua família e por aí vai. Também fica claro, a quem olhar com imparcialidade, que os religiosos envolvidos destacam a situação particular dos locais onde vivem e a emergência de suas decisões, perante o quadro de total abandono social a que estão jogados os jovens naqueles lugares.
O que nos deixa frustrados é ver, mais uma vez, tanto espaço nobre da mídia escrita, segunda página e tudo, ser usado sem debaterem-se as causas do problema. A AIDS é uma grande seqüela social da sociedade com reflexos médicos, e não o contrário.
A Camisinha não é uma solução, e sim uma ilusão, uma peneira que pretendemos colocar diante dos nossos olhos para fugirmos da verdadeira discussão que devíamos ter: é este o modelo de sucesso para nossa juventude? Com a recomendação da camisinha teremos resolvidos o abandono que infligimos à Ética, o descaso pelos Valores que sustentam uma sociedade humana e o total abandono pela Moral, todos estes substituídos pela hipócrita mensagem de “liberdade”?
Que mundo é este? Que visão e respeito pela vida são estes, onde dizemos a um jovem: assuma todos os riscos, com total irresponsabilidade, desde que use preservativo? Trate a todos como meros objetos de desejo momentâneo, pois todos são descartáveis, MAS USE A CAMISINHA!
É uma pena que os religiosos e integrantes das ONGs não percebam o quanto estão sendo usados. Tristemente não usamos os jornais para discutirmos as verdadeiras causas e sim para direcionarmos críticas a este ou aquele setor.
Desse jeito, com certeza, a AIDS vai continuar a ser o que é: um flagelo para a humanidade; uma fonte de ganhos para a indústria farmacêutica; um espinho na carne de todos aqueles que ainda acreditam numa sociedade ética e verdadeiramente humana.
O jornal “O GLOBO” vem dando destaque, desde ontem, a uma série de organizações não governamentais, as populares ONGs que em conjunto com uma Pastoral da AIDS vinculada à Igreja Católica e que atua em regiões fronteiriças, estão distribuindo camisinhas a todos os jovens sob a lógica de que se não houver prevenção, haverá mortes.
É óbvio que a imprensa, e o referido jornal também o faz coloca a questão, novamente, sob a égide dos efeitos devastadores que a Síndrome traz, as seqüelas para o paciente e sociedade, além de sua família e por aí vai. Também fica claro, a quem olhar com imparcialidade, que os religiosos envolvidos destacam a situação particular dos locais onde vivem e a emergência de suas decisões, perante o quadro de total abandono social a que estão jogados os jovens naqueles lugares.
O que nos deixa frustrados é ver, mais uma vez, tanto espaço nobre da mídia escrita, segunda página e tudo, ser usado sem debaterem-se as causas do problema. A AIDS é uma grande seqüela social da sociedade com reflexos médicos, e não o contrário.
A Camisinha não é uma solução, e sim uma ilusão, uma peneira que pretendemos colocar diante dos nossos olhos para fugirmos da verdadeira discussão que devíamos ter: é este o modelo de sucesso para nossa juventude? Com a recomendação da camisinha teremos resolvidos o abandono que infligimos à Ética, o descaso pelos Valores que sustentam uma sociedade humana e o total abandono pela Moral, todos estes substituídos pela hipócrita mensagem de “liberdade”?
Que mundo é este? Que visão e respeito pela vida são estes, onde dizemos a um jovem: assuma todos os riscos, com total irresponsabilidade, desde que use preservativo? Trate a todos como meros objetos de desejo momentâneo, pois todos são descartáveis, MAS USE A CAMISINHA!
É uma pena que os religiosos e integrantes das ONGs não percebam o quanto estão sendo usados. Tristemente não usamos os jornais para discutirmos as verdadeiras causas e sim para direcionarmos críticas a este ou aquele setor.
Desse jeito, com certeza, a AIDS vai continuar a ser o que é: um flagelo para a humanidade; uma fonte de ganhos para a indústria farmacêutica; um espinho na carne de todos aqueles que ainda acreditam numa sociedade ética e verdadeiramente humana.
4 de nov. de 2008
A CRISE É GRANDE E É FEIA!
Boa Noite!
O Prof. José Márcio (PUC-RJ), em palestra proferida na data de hoje, no SINDHRIO, descreveu de forma bastante consistente e ao longo de toda a sua formação, as raízes, sintomas e extensão da atual crise mundial financeira. Diz o competente Mestre que a crise é basicamente de crédito e, também por isso, poderá levar o mundo todo a uma perigosa situação em 2009: recessão com deflação, ou como os economistas a deonominam tecnicamente - DEPRESSÃO.
O fato já é preocupante em si, mas, agrega o professor, é agudizado pela verdade de que os técnicos não sabem como resolver uma depressão. O próprio Greenspan (ex-presidente do FED), já havia alertado sobre os riscos de uma depressão mundial, em especial citando que elas ocorrem apenas uma vez a cada cem ou mais anos, o que impede a formação histórica e o desenvolvimento da competência técnica para combatê-la.
Em suma, se tudo der certo teremos uma RECESSÃO em 2009 (graças a Deus!).
Se o cenário fugir ao controle, teremos uma DEPRESSÃO em 2009 ( e aí valha-nos DEUS)!
Seja qual for o caminho que a Economia mundial tomará, uma coisa é certa. Teremos sérios problemas no Setor Saúde Suplementar em nosso país.
Seria importante uma consciência coletiva das principais lideranças do setor neste momento, formando um Forum Permanente pela Sobrevivência do Setor, com o objetivo de aprofundar as CONVERGÊNCIAS, estabelecer premissas que assegurem a viabilidade do sistema como um todo, e adiar para 2010 a continuidade das discussões sobre as nossas DIVERGÊNCIAS.
O comportamento profissional esperado nesta hora é de responsabilidade e equilíbrio, em especial dos gestores estratégicos. Não é hora de bravatas, nem de discursos ou palanques ideológicos.
Palanques... este é o substantivo que preocupa. Teremos eleições presidenciais em 2010. O bom senso recomendaria ao Presidente da República e seus seguidores cuidar da casa em 2009, perdê-lo para que almejem a vitória no ano seguinte. Acontece que até agora o Governo foi um bom piloto do programa econômico nestes anos de absoluta e incrível tranquilidade na economia mundial. E agora com a crise?
Se houver parcimônia nos gastos públicos e equilíbrio nas decisões e normas a serem sancionadas, o Brasil poderá sair desta confusão a que não deu causa diretamente, mais fortalecido em sua gestão pública e, por consequência, no seu Setor de Saúde Suplementar.
Se o Governo quiser ser populista e as lideranças da Saúde serem demagogas, a depressão da Economia poderá levar a todos para a derrocada final. Interessa isto a alguém?
O Prof. José Márcio (PUC-RJ), em palestra proferida na data de hoje, no SINDHRIO, descreveu de forma bastante consistente e ao longo de toda a sua formação, as raízes, sintomas e extensão da atual crise mundial financeira. Diz o competente Mestre que a crise é basicamente de crédito e, também por isso, poderá levar o mundo todo a uma perigosa situação em 2009: recessão com deflação, ou como os economistas a deonominam tecnicamente - DEPRESSÃO.
O fato já é preocupante em si, mas, agrega o professor, é agudizado pela verdade de que os técnicos não sabem como resolver uma depressão. O próprio Greenspan (ex-presidente do FED), já havia alertado sobre os riscos de uma depressão mundial, em especial citando que elas ocorrem apenas uma vez a cada cem ou mais anos, o que impede a formação histórica e o desenvolvimento da competência técnica para combatê-la.
Em suma, se tudo der certo teremos uma RECESSÃO em 2009 (graças a Deus!).
Se o cenário fugir ao controle, teremos uma DEPRESSÃO em 2009 ( e aí valha-nos DEUS)!
Seja qual for o caminho que a Economia mundial tomará, uma coisa é certa. Teremos sérios problemas no Setor Saúde Suplementar em nosso país.
Seria importante uma consciência coletiva das principais lideranças do setor neste momento, formando um Forum Permanente pela Sobrevivência do Setor, com o objetivo de aprofundar as CONVERGÊNCIAS, estabelecer premissas que assegurem a viabilidade do sistema como um todo, e adiar para 2010 a continuidade das discussões sobre as nossas DIVERGÊNCIAS.
O comportamento profissional esperado nesta hora é de responsabilidade e equilíbrio, em especial dos gestores estratégicos. Não é hora de bravatas, nem de discursos ou palanques ideológicos.
Palanques... este é o substantivo que preocupa. Teremos eleições presidenciais em 2010. O bom senso recomendaria ao Presidente da República e seus seguidores cuidar da casa em 2009, perdê-lo para que almejem a vitória no ano seguinte. Acontece que até agora o Governo foi um bom piloto do programa econômico nestes anos de absoluta e incrível tranquilidade na economia mundial. E agora com a crise?
Se houver parcimônia nos gastos públicos e equilíbrio nas decisões e normas a serem sancionadas, o Brasil poderá sair desta confusão a que não deu causa diretamente, mais fortalecido em sua gestão pública e, por consequência, no seu Setor de Saúde Suplementar.
Se o Governo quiser ser populista e as lideranças da Saúde serem demagogas, a depressão da Economia poderá levar a todos para a derrocada final. Interessa isto a alguém?
3 de nov. de 2008
AS VITÓRIAS DOS DOMINGOS
Boa Tarde!
O Brasil vibrou, torceu e foi campeão por 500 metros esta tarde com o Felipe Massa e sua Ferrarei. Mas a falta de tração no carro do alemão Glock (sempre há um alemão em nosso caminho), fizeram a festa acabar na última curva antes da reta de chegada. Todos ficaram tristes, embora o título esteja com alguém (Hamilton) que teve regularidade, soube aproveitar as oportunidades e juntou para si todas as reservas possíveis, capazes de fazê-lo superar os maus momentos. Assim, por um mísero ponto, levou o campeonato mundial e encerrou, por este ano, as nossas reprimidas vontades de voltarmos a ter um brasileiro campeão mundial de F1.
As disputas nos esportes nos passam inúmeras lições, quando não confirmam diversas das melhores práticas de mercado contemporâneas. O trabalho de Equipe fez a diferença: a McLaren soube realizar todos os atos que auxiliassem os seus pilotos, mesmo comtendo falhas, pois todos somos humanos. A Ferrari errou feio! O planejamento estratégico da equipe do campeão buscou minimizar suas carências e valorizar, escutando e dando condições materiais ao seu melhor piloto. A soma disto tudo é a alegria de se comemorar o campeonato. Os detalhes tiveram grande importância neste campeonato encerrado hoje. E quantas vezes deixamos detalhes serem jogados fora, sem sequer examinar suas interrelações e os efeitos que a ele estarão associados.
POr último, investir nos melhores não quer dizer deixá-los entregues à própria sorte. A capacitação é uma tarefa e dever da organização. Ainda que os executivos (seus pilotos na corrida do mercado), devam cumprir sua parte nesta importante questão. Quantas empresas não estão recolhendo e suspendendo seus programas de formação, por exemplo, por causa da Crise Mundial! Um verdadeiro absurdo! É agora que se deve investir na formação e incentivar a criatividade das equipes, afinal foram detalhes assim que tornaram o carro da Mc Laren um verdadeiro bólido quase que invencível. Junto ao grande piloto, levaram o troféu.
Quem não se prepara, fica amargando de uma suposta falta de sorte. Sabem o que eu acredito? Quanto mais TRABALHAMOS, maior é a nossa SORTE!
O Brasil vibrou, torceu e foi campeão por 500 metros esta tarde com o Felipe Massa e sua Ferrarei. Mas a falta de tração no carro do alemão Glock (sempre há um alemão em nosso caminho), fizeram a festa acabar na última curva antes da reta de chegada. Todos ficaram tristes, embora o título esteja com alguém (Hamilton) que teve regularidade, soube aproveitar as oportunidades e juntou para si todas as reservas possíveis, capazes de fazê-lo superar os maus momentos. Assim, por um mísero ponto, levou o campeonato mundial e encerrou, por este ano, as nossas reprimidas vontades de voltarmos a ter um brasileiro campeão mundial de F1.
As disputas nos esportes nos passam inúmeras lições, quando não confirmam diversas das melhores práticas de mercado contemporâneas. O trabalho de Equipe fez a diferença: a McLaren soube realizar todos os atos que auxiliassem os seus pilotos, mesmo comtendo falhas, pois todos somos humanos. A Ferrari errou feio! O planejamento estratégico da equipe do campeão buscou minimizar suas carências e valorizar, escutando e dando condições materiais ao seu melhor piloto. A soma disto tudo é a alegria de se comemorar o campeonato. Os detalhes tiveram grande importância neste campeonato encerrado hoje. E quantas vezes deixamos detalhes serem jogados fora, sem sequer examinar suas interrelações e os efeitos que a ele estarão associados.
POr último, investir nos melhores não quer dizer deixá-los entregues à própria sorte. A capacitação é uma tarefa e dever da organização. Ainda que os executivos (seus pilotos na corrida do mercado), devam cumprir sua parte nesta importante questão. Quantas empresas não estão recolhendo e suspendendo seus programas de formação, por exemplo, por causa da Crise Mundial! Um verdadeiro absurdo! É agora que se deve investir na formação e incentivar a criatividade das equipes, afinal foram detalhes assim que tornaram o carro da Mc Laren um verdadeiro bólido quase que invencível. Junto ao grande piloto, levaram o troféu.
Quem não se prepara, fica amargando de uma suposta falta de sorte. Sabem o que eu acredito? Quanto mais TRABALHAMOS, maior é a nossa SORTE!
1 de nov. de 2008
SABEDORIA...
Boa Noite!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Obs.: Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Obs.: Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
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