31 de ago. de 2009

DESTINO É CONSTRUÇÃO

Bom Dia!

“Quando semeio um pensamento, colho uma ação”.
Sem a inteligência sendo usada como ponte que ligue uma situação de completo vazio (o nada) e outra de equilíbrio emocional, os seres humanos nada serão senão marionetes jogadas por mãos manipuladoras em redes que se formam a partir de uma sociedade vazia e completamente desprovida de vontade de mudar. Quando nossos pensamentos são arraigados aos princípios e valores mais profundos e consistentes de nosso íntimo, produzirão convicções e diretrizes existenciais que nos impulsionarão para o AGIR. Sobre bases concretas do pensar, nenhum ser humano será um acomodado.
“Quando semeio ação, colho um hábito”.
O pensamento motivado leva à uma sequencia de ações que não podem ser desprovidas de conteúdo, de coerência, sob pena de tornarem-se elementos repetitivos, executados de forma mecânica, livres de quaisquer compromissos éticos e transformadores da sociedade. Quando o ser humano busca suas ações apenas nas áreas onde se considera protegido, ou acomodado, dificilmente será capaz de desenvolver e sempre manter bons hábitos. É a opção pelo desafio que nos leva a mudar, melhorar, fortalecer valores e qualificar os hábitos adquiridos ao longo desta caminhada.
“Quando semeio hábitos, colho caráter”.
Dessa miscelânea de hábitos saudáveis emanará um caráter firme, perseverante e íntegro. Porém, o oposto é bastante preocupante e atual aos nossos olhos: quase que diariamente, nefastas apresentações ditas de “modernidades”, disseminam hábitos nefastos e insalubres, tornando nossa sociedade uma coleção de maus caráteres alimentadores do desequilíbrio social e a injustiça em todo o planeta.
“Quando semeio caráter, colho o meu destino.”.
Encontraremos nosso destino no exato lugar onde forjamos o nosso caráter. Nem além, nem aquém. Não existe destino previamente “traçado”, como se fosse do interesse de Deus restringir nossa opção de escolha ou tolher-nos a nossa liberdade.
Nosso caráter é o produto de nossas escolhas, acrescidas de tudo que se pode somar nas repetidas ações e decisões que tomamos a cada instante de nossas existências. Busque formar seu caráter a partir de valiosos valores e princípios, e proteja-o com o escudo de sua fé. No limite do que se é possível estabelecer, encontraremos nosso destino numa busca por nosso caráter.Devemos atentar, apenas para o tempo. Ele costuma lembrar-se da maneira mais dolorida que o ser humano não é timoneiro do tempo, portanto, se queremos mudanças é bom iniciá-las para “ontem”.

David Salviano (a partir das frases de Vera Sebastian),

26 de ago. de 2009

NOVOS RUMOS PARA OS HOSPITAIS

Bom Dia!

Com a superação da fase mais aguda da crise, ainda que esta permaneça agora em sua etapa silenciosa e à espreita de qualquer falha, deve-se retomar uma questão essencial ao sistema de saúde: qual é (ou deverá ser) o novo papel assumido pelos hospitais dentro do sistema?
A pergunta é cabível quando sabemos que apesar da sobrevivência sem maiores alterações, existe uma realidade de bastidores que explica muitos mais a permanência quase que intocável deste segmento no pós-crise:
primeiro, aqueles que já haviam se precavido por razão completamente diferente de prevenir-se contra a crise (concentração do mercado hospitalar no país), puderam administrar seus recursos externos, em alguns casos até melhorando o perfil de suas dívidas e conseguiram safar-se, mais ou menos sem arranhões aos seus projetos estratégicos;
segundo, os que já estavam quebrados por causas que são anteriores à mesma crise, de há muito administram o caos, porém foram brindados com o grande pânico gerado pela mídia acerca da gripe suína. As emergências hospitalares estão lotadas (local menos recomendado para se buscar orientação clínica), e sabemos a capacidade daquele setor em gerar atendimentos rentáveis ás empresas do ramo. Portanto, a crise de crédito não melhorou e nem piorou os inúmeros hospitais brasileiros que, literalmente, estão lutando para fecharem seus caixas dia após dia (deixando as dívidas na mesma posição - inadimplentes).
O que deve ser debatido é: quais os caminhos que tais empresas, essenciais ao Setor Saúde, adotarão para sobreviverem? A concentração está em curso, mas ela tem fatores limitantes: o número de adquirentes é pequeno, assim como os recursos encareceram nos bancos. Quem tem capital próprio, como é o caso da AMIL, já não pode mais contar apenas do tino comercial de seu proprietário, pois a abertura de capital traz para a organização os demais acionistas e o processo de convencimento destes não é, necessariamente, algo fácil e nem tão rápido.
Portanto, surge no horizonte destas organizações uma encruzilhada.
Em um caminho, a busca pela formação de parcerias financeiras, através de fundos que os tornem capazes de efetivar aquisições rentáveis, possíveis de dar aos investidores o retorno desejado e garantir-lhes a manutenção das suas portas abertas; ou,
Uma outra opção de alterar o seu perfil de atuação buscando novos serviços que requeiram baixos investimentos e que, se bem administrados, possam garantir-lhes rentabilidade pelo volume, numa variação expressiva da estratégia que adotaram no final do século passado e que prevaleceu durante toda esta década.
Outras alternativas, como a verticalização, parecem-me medidas extremas e que, aos bons gestores do segmento não deve estar dentre suas principais alternativas. A questão a se pensar, do lado dos compradores de serviço deveria ser: onde nós entramos e como ficaremos se a alternativa usada for uma ou outra? Mais uma vez as discussões estão lentas, ou quase que inexistentes. Deixar-se pautar pela escolha deles, após terem sido efetivadas, vai se tornar um risco tão grande quanto seria para o sistema a quebradeira generalizada de nosocômios. Portanto, a análise destes cenários deve estar acoplada a quaisquer discussões que se façam acerca de mercado de saúde suplementar no país.

25 de ago. de 2009

A TRISTE FACE DO DESENVOLVIMENTO

Bom Dia!

O jornal "Folha de São Paulo" traz hoje em sua primeira página a foto de um homem completamente desolado pela destruição de seu barraco e tudo que possuía, resultado do cumprimento do mandado de reitengração de posse pela invasão ocorrida de terreno privado há cerca de dois anos. A fotografia é chocante. Menos pela destruição material, resultado esperável desta eterna e insolúvel discusão de inclusão social neste país, transformada em distribuição de esmolas e autorização para cobnflitos pelo governo atual, e mais pela demonstração inequívoca da destruição do espírito que nos transparece a dor do homem anônimo que chora.
Não existe desenvolvimento sem caridade, brada o líder da Igreja Católica Bento XVI. Não se pode falar em avanço quando o resultado visível dele é o aumento da concetração da riqueza em uns poucos, diretamente proporcional ao aumento da exclusão, da violência, do materialismo, enfim de todas as nuances que são capazes de tornar o ser humano ainda mais egoísta e individualista.
Ser caridoso é diferente da gentileza afetada, aquela que povoa as mais altas classes de nosso país e que é protegida por uma total e absoluta falta de vergonha, de moral, de ética por aqueles que deveriam dar o exemplo primeiro.
O homem da foto esconde sua tristeza dentro de sua maltrapilha e surrada camisa. Não que ele se envergonhe das lágrimas de abandono e descaminho. Apenas porque não deseja que sua dor, solitária e agora capturada para o resto dos tempos pela lente de um jornalista, sirva de maiores motivos de escárnio e piada pelos que governam este país.
A solidão daquele pobre, e não quero entrar no mérito das invasões, pois sou absolutamente contrário a quaisquer quebras de direitos legalmente instituídos, pode bem representar a solitária jornada de todos que defendem a vida em nossos dias.
Saiu de moda fazê-lo. Não é "chique" falar em vida, salvo se for durante uma entrevista global feita de maneira totalmente artificial, em mansões luxuosas e, principalmente, longe da pobreza real. Aliás, na mídia nacional, nem país pobre aparece pobre nas novelas, quanto mais os pobres de verdade!
Crescer economicante deve estar associado à integrar na produção, ampliar a possibilidade de melhoria e concretamente assegurar acesso a tudo o que o ser humano é merecedor. Não falo de desejos, e sim de um mínimo chamado necessidades primárias e básicas nas suas vidas. A tristeza daquele homem consegue sair das páginas do jornal. Gostaria imensamente que ela fosse capaz de alcançar os corações de pedra que se instalaram nos diversos poderes que existem em nosso país. Talvez um dia, quem sabe, as lágrimas que testemunhemos possam ser de alegria e não mais da solitária e desconsolada tristeza daqueles que não tem a quem recorrer, nem aonde ir e nem em quem acreditar.

23 de ago. de 2009

A QUEM INTERESSA A GRIPE SUÍNA?

Bom Dia!

A população em pânico, oprimida e sufocada por incontáveis notícias acerca de possíveis casos (depois não se sabe se confirmados), e das mortes. Óbvio que na falta de uma tragédia maior, a imprensa que lucra com o infortúnio alheio, esmera-se em mostrar fotos das vítimas, falar e saber a opinião de seus parentes mais próximos, explorando a dor do outro em busca do IBOPE.
É lamentável a manipulação desta epidemia, mas ela está presente para nos dizer que, até uma outra grande tragédia, a gripe suína interessa à mídia.
Todos os que vivem e atuam no setor Saúde estão alarmados, seja pela exposição a que estão sujeitos, seja pela relativização que começa a se formar na cabeça da população em relação a outras infecções respiratórias mais graves e perigosas do que a própria gripe suína. As orientações médicas parecem ser solenemente esquecidas (ou ao menos desprezadas), a partir do instante em que o técnico afirma ao doente não haver sintomas que qualifiquem seu quadro como de infectado pelo H1N1.
"Que bom, é apenas uma pneumonia!", parecem-nos dizer os pacientes. Como se a letalidade superior daquela em nada afetasse a vida deles. Mas estão influenciados por tudo o que somos obrigados a ver e ouvir, diariamente, há mais de quatro meses! Portanto, aos profissionais de saúde não interessa a desinformação que está ocorrendo pela enorme quantidade de más apresentações desta epidemia em nosso continente.
E aos laboratórios farmacêuticos?
Ah, bom. Receberam volumes (em bilhões de dólares) de recursos públicos, especialmente nos países mais ricos para desenvolverem vacinas (que afirmam precisar de décadas) ou medicações (que afirmam já possuir em suas prateleiras), para combater a tal gripe...
O Tamiflu está sendo apresentado como a panacéia da crise. Será? Vocês por acaso sabem onde se desenvolveu esta medicação?
Sabem quem era o presidente desta empresa, que depois associou-se a um poderoso laboratório farmacêutico? Donald Rumsfeld era seu nome. Lembram-se? O poderoso (e belicoso) Secretário de Estado norte-americano do primeiro governo Bush filho! Interessante associação não é mesmo? Dinheiro dos contribuintes engordando empresas privadas. Mídia promovendo o medo, e, por coincidência, a droga fabricada por uma empresa que levou montanhas de dólares para pesquisa aparece como a solução mágica do problema.
Que pena eu não acreditar em coincidências na vida! Em especial quando elas dizem respeito à saúde.
A quem interessa a gripe suína? Ao laboratório que vende uma droga tão forte e perigosa, como se estivesse vendendo balas para crianças se divertirem. Não são remédios que promovem a saúde. Eles nem sequer garantem uma vida saudável. Que pena não acreditarmos na promoção quase que na mesma proporção com que permitimos que hienas proliferem no comando das poderosas indústrias farmacêuticas. Vigiai e orai.

19 de ago. de 2009

A GRIPE SUÍNA E A MÍDIA

Boa Tarde!

Não sou daqueles que costumam minimizar a força da mídia, pelo contrário, sempre cito esta questão como um verdadeiro rolo compressor que consegue até mesmo mudar as verdades mais comuns e de domínio público quando é do seu interesse. Mas sinceramente o caso da gripe suína (vírus H1N1) no Brasil deveria tornar-se tema de um profundo estudo e de uma séria reflexão.
A situação atual é de pânico generalizado, com todas as pessoas não apenas assustadas, mas sentindo-se vítimas de uma verdadeira teoria do abandono (ou da conspiração?). Qualquer situação letal é atribuída imediatamente à gripe suína e, ao invés de se buscar medidas de prevenção aos grupos afetados, descamba-se numa corrente de caça às bruxas insensata, desmedida e inócua.
Mas o pior, para mim não é nem mesmo esta maluquice acima. O pior é que a gripe comum, muito mais letal que a suína, está sendo relegada, desprezada e mal tratada. Os casos de óbito por pneumonia, e estes quem sabe resultantes da falta de cuidados dos pacientes após terem sido informados que não se tratava da famigerada gripe suína, deveriam ser quantificados e analisados.
Estão sendo desprezadas as orientações médicas e mesmo as prescrições medicamentosas, quando cabíveis e efetuadas, estão quase que relegadas. É como se ao receber a negativa da gripe suína, o paciente suspirasse de alívio e considerasse todo o restante de patologias que sempre surgem no período de inverno, coisinhas passageiras... Não o são! E esta distorção da gravidade da situação atual está relacionada, em minha opinião, à forma sensacionalista e quase irresponsável com que a Mídia brasileira tratou o surgimento e a chegada do vírus no país.
Óbvio que a falha na condução da saúde coletiva é inegável. O país preferiu encontrar termos assemelhados à "marola da crise" para tratar de algo que se sabia inevitável: com a globalização, também os vírus se locomovem quase que em tempo real por todo o globo terrestre. O Governo, por seu Ministério da Saúde, ao se dar conta do imenso vácuo em que foram jogados os programas de prevenção e promoção neste país, preferiu apostar na "estrela" da sorte (o vírus não chegaria no patamar temido, tal qual a crise) que vem sendo a tônica de condução dos problemas nestes últimos anos.
Saúde não se faz com discursos, nem com ideologias. Aliás, já faz um bom tempo em que adotei a tese do poeta que ideologia serve mesmo para vender livro e prover o sustento de alguns não trabalhadores.
A Saúde coletiva é um processo que se constrói diuturnamente, conquistando-se corações e mentes, mas principalmente oferecendo-se acesso e obtendo-se resultados concretos. Ao paciente não basta ser atendido. Ele precisa perceber e sentir que se agregou valor àquilo que busca num sistema de saúde: a melhoria da qualidade de sua vida.
A mídia não tratou disto, talvez porque prevenção e promoção não são capazes de aumentar o índice do IBOPE, em especial numa população que há décadas vem sendo doutrinada por ela, mídia, a valorizar programas nos quais sangue e mortes são atrações principais.
Quando a própria vida humana é relativizada, quando o ser humano é tratado como se fosse um grão de poeira que, numa tentativa aleatória do universo se formou, como se pode esperar que a reação da população seja diferente daquela que vivenciamos hoje?

18 de ago. de 2009

UMA QUESTÃO ESTRATÉGICA

A questão da Saúde Ocupacional (ou Medicina do Trabalho como é popularmente chamada) ainda é mais ideológica e partidarizada em nosso país, do que vista como instrumento estratégico de gestão pelas organizações produtivas.
A produtividade de uma empresa não passa apenas por belos (e necessários) quadros motivadores da equipe de funcionários que possui. Tampouco será todo o conjunto de bordões e refrões, tão comuns em quaisquer tipos de empresas, repetidos à exaustão por aprendizes de gestores que farão surgir funcionários motivados, compromissados com os resultados estratégicos e, principalmente, hígidos.
De fato, a saúde ocupacional não deveria ser vista apenas como a forma de uma organização “livrar-se” das obrigações legais trabalhistas, dentre elas o famoso e mal usado exame periódico de saúde dos trabalhadores.
O diagnóstico obtido pelas equipes técnicas que cuidam da saúde do trabalhador não se refere a este ou aquele empregado: ele expressa o verdadeiro estado de saúde da empresa! Se ela investe em treinamentos, gasta montanhas de dinheiro em mídia e, na hora de vender, não tem seus funcionários aptos a consolidar a imagem criada, cairão por terra suas vendas, seu nome empresarial e seus ganhos esperados.
Uma empresa que adoece seus empregados pode até pensar que está afetando apenas a eles. Mas as vitoriosas serão aquelas que conseguirem manter sua força de venda sadia, atuante e motivada.
A Medicina voltada para o Trabalho continua a ser mal aproveitada pelas empresas. Estas últimas, invariavelmente, terceirizam a execução das papeladas jurídicas e deixa fugir de suas mãos um importante olhar efetuado sobre o quadro dos seus colaboradores.
Estamos longe, ainda, da compreensão desta importância. Porém, o pior é relegarmos às bandeiras ideológicas a gestão de parte tão importante e estratégica para a saúde coletiva. Se de um lado os patrões perdem tão rica oportunidade, por outro lado se tende a formar um grupo de defensores paternalistas de uns poucos, em detrimento da grande massa de trabalhadores sérios e profissionais que desejam, apenas, ter um ambiente saudável onde possam fazer fluir toda a sua enorme potencialidade de produzirem resultados estratégicos para suas organizações.
Talvez seja esta a hora de repensar-se como e para o que usamos em nossas empresas a saúde ocupacional. Antes que o desvio fique tamanho que impossibilite uma volta qualificada ao caminho do profissionalismo e da gestão de um modelo de atenção integral à saúde dos trabalhadores e suas famílias.

15 de ago. de 2009

A TRISTE FACE DA DITADURA

Boa Noite!

Os jornais de hoje à noite noticiam a aprovação na Venezuela da Reforma Educacional imposta pelo ditador Hugo Chavez. Com o pretexto de eliminar a “influência católica” no ensino dos colégios e universidades venezuelanas, o triste e patético caudilho dá um passo gigantesco na consolidação da mais brutal, atrasada e corrupta ditadura dentre todas que já exploraram o nosso triste continente sulamericano.
A manobra de Chavez realizada com a conivência do parlamento local, já devidamente expurgado de todos os opositores de peso do regime, numa manobra bastante semelhante àquela efetuada pelos nazistas de Hitler, ou pelos comunistas sob a batuta de Stálin. Os ditos “representantes” do povo venezuelano, a maioria deles enlaçada com aquele ridículo lenço vermelho da “revolução bolivariana” que o ditador pretende conduzir, simplesmente levantaram suas mãos condenando o sistema educacional ao retrocesso e pretendendo, de quebra, silenciar de outra forma a voz da Igreja Católica, ferrenha opositora daquele regime de exceção.
As ditaduras não podem se consolidar sem o expurgo dos opositores, a tomada à força do sistema educacional, a perseguição e assassinato aos religiosos de todos os credos que cumpram com suas funções sociais e de defesa da proposta de liberdade cristã, bem como a criação de uma elite encastelada nos recursos do país que subjugam e escravizam.
O ditador Chavez está cumprindo seu dever de casa. Mas isso somente é possível por conta da conivência e criminosa omissão dos demais países da América do Sul, em especial seu maiores expoentes – o Brasil e a Argentina.
Chavez usou o ataque à Igreja como desculpa para mais este passo rumo à ditadura total, mas este tipo de estratagema não deveria enganar um leitor minimamente conhecedor das artimanhas e mentiras que são invariavelmente usadas por assassinos da democracia em quaisquer países do mundo.
Considero a ditadura a coisa mais nojenta que acontece na vida de uma nação. E espero que os irmãos venezuelanos resistam e tenham muita força para superar esta longa noite de trevas que perdura sobre seu país. Sim, porque como toda situação vazia e construída em cima do ódio, como é o caso da ditadura Chavez, ela se esvaziará e irá terminar, antes que um grande número imagine, mas muito tempo depois do que mereceriam os cidadãos venezuelanos.

14 de ago. de 2009

A VIAGEM E O SONHO

Boa Noite!

Quando qualquer um de nós, meros e simples mortais, desejamos viajar, precisamos desenvolver uma série de cálculos matemáticos e que envolvem o orçamento familiar, para que o desejo e o direito ao lazer não se transformem em causas de endividamento ou pesadelo. O trabalhador sonha com seus momentos de conhecimento, ou apenas de refrescar-se à sombra de uma palmeira em frente ao mar, mas jamais esquece das suas obrigações primárias e essenciais.
Pois bem, todo este exercício de responsabilidade vale apenas, descobri hoje, para os trabalhadores que atuam efetivamente em seus empregos. Sim, porque para o ex-trabalhador e atual Presidente Lula, eles não são mais válidos.
O Presidente vetou as regras e diretrizes orçamentárias que criavam um limite aos gastos com despesas de viagens e propaganda para 2010. Segundo ele e o seu alter-ego - Dilma Roussef - a limitação dos gastos "apenas" aos milhões gastos este ano criariam dificuldades para a "execução das políticas públicas".
Pasmem, mas comícios eleitorais agora pertencem, no Brasil, ao segmento das políticas públicas!
E tudo isto de forma aberta, descarada, fazendo pouco caso da ética e da verdade.
Que saudade do trabalhador Lula... Ou será que ele também era apenas um eufemismo???

11 de ago. de 2009

EUFEMISMO EMPRESARIAL

Boa Tarde!

Numa época em que os pronomes de tratamento se destinam a introduzir esculachos públicos entre nossos políticos e demais lideranças nacionais, parece que a moda de se usar eufemismos está contaminando o mundo empresarial.
Assim, quando se constata que alguém, um funcionário da sua empresa, apesar de treinado, orientado e advertido, não responde e nem demonstra comprometimento, esta pessoa será "DESLIGADA" da organização. Demitida fica muito chocante, impessoal, não recomendado, não é políticamente correto. Desligada, sim.
Ou seja, ao ingressar em uma empresa passamos a ser um equipamento, com uma tomadinha dizendo "LIGA" e outra onde está escrito 'DESLIGA".
Estamos avisados, pois, que devemos estar sempre com as luzes e o equipamento "LIGADO". Fico até preocupado, porque no meu tempo de adolescente, estar "ligado" possuia uma outra conotação, também passível de causa de "desligamento".
Digam-me: não é muita hipocrisia?
Procurar um termo "politicamente correto" não irá diminuir, em minha opinião, a frustração de quem recebe a notícia e a tristeza de quem a comunica.
A demissão ainda é a morte empresarial. Aquele momento que todos nós sabemos que um dia iremos enfrentar, mas ainda assim jamais estamos (ou estaremos) prontos.
Que bom se pudéssemos ser instrutores tão competentes que todos os profissionais que nos fossem entregues crescessem e se tornassem maiores que seus mestres. Como seria bom!
Mas não é assim que a vida real acontece. Mesmo se cuidarmos de todas as nossas resposnabilidades, ainda dessa forma sempre acontecerão situações para as quais a última alternativa e única será o afastamento do empreagdo do coletivo onde atua. É assim que todos crescemos, quando não o fazemos pelo ouvir e absorver os ensinamentos que nos são dados inúmeras vezes.
Esta situação é triste, mas necessária. E chamá-la de "desligamento", por ser "melhor" para o "desligado", beira ao ridículo.
Deixemos os eufemismos para os profissionais que vivem deles, apesar de terem sido eleitos para outra coisa.
Sejamos profissionais e busquemos dar, ao difícil momento da demissão, a maior dignidade possível. Por respeito ao profissional, mas principalmente pela vida que estamos afetando, rezando que seja para o bem dela.

10 de ago. de 2009

QUE PAÍS É ESTE?

Bom Dia!

Não resolvi parodiar o Renato Russo, podem ficar sossegados. Mas dediquei esta reflexão a ele, por seu desabafo tão sintético sem deixar de ser abrangente, e tão moderno apesar dos anos em que foi escrito e cantado. Minha revolta se dá com a notícia veiculada pelo G1 (Globo) de que a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), órgão de execução de políticas públicas de Saúde vinculado ao Ministério da Saúde, está "preocupado com a possibilidade de contaminação das populações indígenas com o H1N1".
Ora, os indígenas foram excluídos das tardias, porém retumbantes ações de cura e prevenção alardeados pelo Governo do Grande Irmão? Mas, um momento: o plano de combate à epidemia anunciado pelo televisivo ministro Temporão não era para toda a população nacional??
Quer dizer que, de novo, as medidas não obedecem aos princípios epidemiológicos e nem às medidas sanitárias cabíveis???
Que país é este?
Em que uma grave situação de saúde pública, capaz de afetar a todas as camadas de cidadãos e contribuintes é tratada, primeiro com toda a incompetência possível, e depois com toda a desorganização visível?
Que país é este?
No qual primeiro o grande irmão pede a todos que relativizem os crimes pelos"históricos" dos envolvidos, para depois pedir que se comparem os antecedentes de quem é investigado com aqueles que os investigam e, por último, lava as mãos, tudo isto acreditando na imbecilidade por parte dos que o ouvem?
Que país é este?
Onde Vossa Excelência, que foi criado e sempre usado para demonstrar uma deferência especial e o respeito à ordem instituída, ao Estado de Direito pleno, capaz de assegurar ao ocupante do cargo ao qual nos dirigíamos o merecimento de ser tratado assim, virou agora canção de abertura de uma cantilena de desacatos e insultos, transmitidos ao vivo e em cores do Senado Federal para todo o país?
Mas que (raios) de país é este???

9 de ago. de 2009

ACRÓSTICO PELA SAUDADE

Achei que você não era feito de pele e ossos, como todos nós.
Muito coração, muita felicidade com nossas vitórias, mas nada de vulnerabilidade, nada.
Achei que você não iria nunca nos deixar sozinhos neste mundo, pois foram
Raras vezes em que precisei e não chegastes antes que eu pedisse...
Ou pensando bem, nunca precisei pedir tua ajuda, teu apoio, tua palavra de coragem!

Fostes sempre muito mais do que um amigo, pai.
Era teu exemplo que me guiava nos embates da vida profissional,
Raras vezes ouvi em teus lábios a palavra não,
Nunca nos deixastes desanimar ou desistir dos nossos sonhos,
Amaste-nos do teu jeito, sertanejo, paraibano, nordestino.
Não nos legastes matéria, nem tampouco forma ou aparências, não!
Deixastes para cada um dos sete, um conteúdo de fé, perseverança e perdão.
E amastes mais a quem te amou menos, partilhastes com quem te tirou,
Soubestes viver a regra de ouro cristã, mais do que jamais pude compreender...

De que mais poderíamos querer como filhos? O que mais importa neste egoísta mundo?
E nós, filhos, que somente crescemos quando nos tornamos pais,

Ou quando a solidão dura do mundo nos desperta do estupor causado pela soberba,
Lamentamos não termos aproveitado mais tua presença, o teu amor sempre disponível.
Isso talvez seja a mais dura lição da ausência: nunca aproveitarmos bem a presença!
Vejo, porém, quantas lições ficam e se incorporam em nossas existências,
Exigindo de cada um de nós a mudança, o testemunho, a retidão, a caminhada.
Irias sofrer se desistíssemos agora.
Ririas até as gargalhadas com os nossos medos e temores,
Ah se pudéssemos sentar em tua volta após o almoço dominical, de novo...

Sabes que a saudade é moradora que não se despeja do coração de quem ama.
Onde estás (num lugar melhor do que o nosso), deves acompanhar nossas tristezas.
Brincas com nossas saudades, pois jamais estivestes tão próximo e presente!
Rimar teu nome com o amor é fácil, pai, são palavras sinônimas...
Incansável guardião de nossas integridades, também agora nos defendes junto do Pai,
Não sou capaz de imaginar o lugar onde estás, mas
Hoje, de maneira especial, sinto uma doce e triste saudade das nossas conversas e risos...
Ou, melhor dizendo, pai, hoje, mais que nunca, gostaria de poder te abraçar não apenas com minha lembrança...

8 de ago. de 2009

EM DIREÇÃO AO MEDO

Boa Noite!

Devemos sempre caminhar em direção aos nossos medos, jamais querendo contorná-los ou, pior das escolhas, procurando aspectos que os atenuem ou nos façam esquecê-los. Tememos o desconhecido, dizem-nos com a sempre lógica precisão, os filósofos gregos. Mas tememos em especial o que queremos desconhecer!
Nossas vidas não são preenchidas com as melhores escolhas. Ao contrário, inúmeras vezes deixamos de lado as sábias orientações recebidas, os mais preciosos e oportunos conselhos, para nos atirarmos em direção à comodidade, à covardia, ao egoísmo. E exatamente nestes caminhos depraremo-nos com a imensa e lancinante dor do arrependimento, da constatação do equívoco que alguém que nos ama já nos alertara tempestivamente!
Se ousássemos caminhar em direção aos nossos medos, teríamos sido capazes de perceber a real dimensão por eles possuídas, as nossas carências e fraquezas a serem superadas para vencê-los, o tamanho do projeto pessoal e profissional que realmente estabelecemos para nossas vidas.
Não são os medos que nos paralisam, e sim nossas culpas, como diz a poesia tão bela do Pe. Fábio de Melo.
Medos fazem crescer, ao serem enfrentados. Culpas aprisionam e reduzem nossa existência a uma silenciosa e medíocre fuga da realidade. Caminhar em direção ao que desconhecemos é, sempre, a rota dos vencedores. Fugir do confronto com a realidade é abandonar toda e qualquer possibilidade de vitória.
Medos fazem com que busquemos as reservas que acumulamos ao longo de toda a nossa vida, sejam elas espirituais, existenciais, profissionais, afetivas e por ai vai. Culpas fazem com que desistamos de tudo o que nos desafia: do confronto com a verdade, porque machuca; da necessidade de mudança, porque nos incomoda; da imensa soberba que enche nossa insignificante existência, porque ao ser desmascarada mostra de forma inquestionável a rídicula e mímina estatura do poder temporal e humano.
Não devemos fugir dos nossos medos. Por mais feios que se pareçam, maiores que tenham se tornado, ou mais assustadores que a nossa imaginação os tornem, eles sempre estarão localizados entre as trevas das nossas covardias e a imensa e bela luz que a verdade, e somente ela, nos propicia. Fomos criados para a luz e é em direção a ela que devem ser apontadas as bússulas dos nossos corações.

1 de ago. de 2009

LAVAR AS MÃOS

Boa Noite!

"Não é problema meu". Esta é a manchete que estampa hoje diversos jornais em todo o país. Ele se refere à frase do Presidente Lula mudando radicalmente sua postura perante os escândalos que envolvem o Senado Federal e seu Presidente José Sarney.
A mudança de atitude é diametralmente oposta às assertivas vibrantes e raivosas dos últimos quinze dias, nos quais o Grande Irmão propôs inclusive que se examinasse um eventual delito á luz das "biografias" dos envolvidos.
O que aconteceu? Haverá alguma pesquisa de opinião acerca deste assunto? Sim, porque a opinião pública e a forma como ela reage a tantas verborragias parece ser a única medida de contenção experimentada pelo Sr. Presidente.
Que pena!
Um trabalhador que alcança a presidência de uma nação com tanto prestígio no exterior deveria ser mais zeloso nos seus discursos públicos. Mais cauteloso no momento de pedir que as regras e leis vigentes sejam quebradas. Mais criterioso na forma de julgar ou de pedir que sejam julgados amigos, como se estes também não fosse cidadãos.
A Ética não admite concessões. Ela não sobrevive a nenhuma delas.