Bom Dia!
Parece que a crise terminou. Ao menos isso é verdadeiro para uma grande parcela de líderes, políticos e outros formadores de opinião em nosso país. Mas será verdadeiro? Andando pelo velho continente, observando o comércio, a expectativa dos que investem seus capitais no consumo e aqueles que vivem de salários, parece-nos que andamos vivendo em outro país, não apenas em outro continente.
O pessimismo e o receio ainda habitam as belas terras européias. A recuperação da confiança, sempre associado à oferta de empregos e melhoria das condições econômicas definitivamente ainda não retornaram aos mercados europeus.
As empresas buscam o consumidor de todas as formas possíveis, mas o número de lugares em liquidação para encerramento de atividades, ou dispensando empregados para tentar sobreviver e equilibrar suas contas e o medo dos seus cidadãos demonstram as dificuldades e riscos que ainda nos cercam.
A crise ainda não passou. O Brasil deveria prestar mais atenção nisto. Vivemos como se os discursos de nossos candidatos otimistas ou seus oponentes omissos fossem o suficiente para vencermos os desafios que ainda nos rondam.
A política econômica e cambial está nos mantendo bem, mas ela será respeitada pelos próximos governantes? Este equilíbrio assegura empregos e nos mantém relativamente incólumes ao pior efeito da ausência de crédito. Mas e a tentação que sempre ronda a classe política nacional? Será afastada?
Como não estamos debatendo programas e sim discutindo um plebiscito, que provavelmente se encerra já no seu primeiro turno, não recebemos quaisquer compromissos de todos os candidatos. Ou seja, eles estão livre e soltos a seguir o caminho que bem entenderem de enfrentamento e manutenção do nosso STATUS QUO. Esperemos que sigam o melhor. Até porque, até agora, ele é único.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
19 de set. de 2010
17 de set. de 2010
O DIREITO AO CONTRADITÓRIO
Bom Dia!
Estamos na reta final da campanha presidencial e para governadores, seja ela encerrada já no primeiro turno ou não. E confesso-me decepcionado. Não me refiro aos escândalos que não cessam de acontecer em nosso país e que certamente não melhoram nossa imagem lá fora, tampouco às intermináveis sessões de acusações e falta de respeito recíprocos, pois já aceitei que isto faz parte da cultura política eleitoral brasileira: eles passam quatro anos numa convivência formal e despejam em quatro meses seus piores vícios e defeitos. Mas não se trata disto.
É da falta de debates sobre plataformas de governo que nasce minha frustração. Uma candidata pede, em muitas vezes de forma explícita que seja avaliado o Governo do Presidente Lula, como se os fantásticos percentuais de aprovação já não fossem bastantes para tal.
Outra candidata pede que se avalie sua história pessoal, bela e corajosa, além de sua trajetória em defesa da natureza. Mas isto não é forma? Cadê o conteúdo de sua campanha?
Outro candidato pede que seja avaliada sua atuação como governador e novamente transformamos eleições em plebiscitos.
Não há o contraditório de idéias sobre economia, reformas estruturais, direitos fundamentais, compromissos políticos. Aliás, que compromissos eles estão assumindo? O que poderá a sociedade cobrar do candidato(a) eleito(a) se toda a massa principal da campanha versa sobre o passado e não o futuro pensado e compromissado por eles?
É duro conviver com tantas denúncias. Mas superando-as, o que efetivamente os candidatos estão se comprometendo em fazer?
Após o resultado final do pleito não restarão formas de cobrança normais e racionais, pois não existirão programas de governo que foram onjeto de debates e críticas recíprocas. Os candidatos estão levando os programas de seus partidos políticos e esta imensa massa confusa e por vezes pouco delineada será a vertente principal de suas atuações após suas posses. Será o bastante?
Pior do que ver o povo brasileiro fazer piada com posturas e ações amorais e aéticas é vê-lo relativizar a vigilância que qualquer nação livre deve exercer sobre os princípios básicos da democracia: liberdade de escolha e consciência do voto. Tomara que um dia não venhamos a nos arrepender de não termos sido mais exigentes.
Estamos na reta final da campanha presidencial e para governadores, seja ela encerrada já no primeiro turno ou não. E confesso-me decepcionado. Não me refiro aos escândalos que não cessam de acontecer em nosso país e que certamente não melhoram nossa imagem lá fora, tampouco às intermináveis sessões de acusações e falta de respeito recíprocos, pois já aceitei que isto faz parte da cultura política eleitoral brasileira: eles passam quatro anos numa convivência formal e despejam em quatro meses seus piores vícios e defeitos. Mas não se trata disto.
É da falta de debates sobre plataformas de governo que nasce minha frustração. Uma candidata pede, em muitas vezes de forma explícita que seja avaliado o Governo do Presidente Lula, como se os fantásticos percentuais de aprovação já não fossem bastantes para tal.
Outra candidata pede que se avalie sua história pessoal, bela e corajosa, além de sua trajetória em defesa da natureza. Mas isto não é forma? Cadê o conteúdo de sua campanha?
Outro candidato pede que seja avaliada sua atuação como governador e novamente transformamos eleições em plebiscitos.
Não há o contraditório de idéias sobre economia, reformas estruturais, direitos fundamentais, compromissos políticos. Aliás, que compromissos eles estão assumindo? O que poderá a sociedade cobrar do candidato(a) eleito(a) se toda a massa principal da campanha versa sobre o passado e não o futuro pensado e compromissado por eles?
É duro conviver com tantas denúncias. Mas superando-as, o que efetivamente os candidatos estão se comprometendo em fazer?
Após o resultado final do pleito não restarão formas de cobrança normais e racionais, pois não existirão programas de governo que foram onjeto de debates e críticas recíprocas. Os candidatos estão levando os programas de seus partidos políticos e esta imensa massa confusa e por vezes pouco delineada será a vertente principal de suas atuações após suas posses. Será o bastante?
Pior do que ver o povo brasileiro fazer piada com posturas e ações amorais e aéticas é vê-lo relativizar a vigilância que qualquer nação livre deve exercer sobre os princípios básicos da democracia: liberdade de escolha e consciência do voto. Tomara que um dia não venhamos a nos arrepender de não termos sido mais exigentes.
14 de set. de 2010
POR QUE OU PARA QUE?
Bom Dia!
Sempre que nos deparamos com perdas, tristezas, perseguições ou quaisquer outras formas de provações em nossas vidas pessoal e profissional, além das frustrações e tristezas que usualmente as acompanham, entramos num círculo vicioso de questionamentos com base no POR QUE? Aparentemente queremos saber das causas que levaram-nos, muitas vezes de maneira inesperada ao centro daquele turbilhão que insiste em não passar. Mas será que a pergunta POR QUE nos leva realmente às causas, ou será que apenas dela utilizamos para buscar "culpados".
Quentas ocasiões nos deparamos com tais situações e nos vemos a apontar este ou aquele colega de trabalho, chefe, marido, esposa, estranho, ou qualquer um que cruze nosso caminho, como o grande 'responsável' pelos apuros e maus bocados com que nos encontramos naquele justo momento em que mais queríamos felicidade e paz?
Mas, como poderemos crescer, vencer os obstáculos e retomar o caminho correto, se ao procurarmos culpados deixamos de lado as trilhas da felicidade, para mergulharmos em nossos 'umbigos' e na mediocridade que sempre acompanha aqueles que buscam por 'terceirizações' dos seus problemas?
Perguntar o POR QUE as coisas acontecem conosco é reduzir nossa vida ao nível baixo e terrível das perseguições, tornando-a igual à mediocridade dos nossos perseguidores.É um labirinto no qual apenas se vê e existe a porta de entrada, jamais sendo possível encontrar uma saída.
Perguntemo-nos o PARA QUE as situações adversas acontecem. O que elas deixam de aprendizado, quer falemos de vida profissional, quer estejamos examinando os problemas no âmbito pessoal. As adversidades são degraus da escada do crescimento. No âmbito corporativo, são elas que forjam o caráter e a coragem do gestor, moldando-o para os momentos de carência e poucos recursos, ou opções.
No lado pessoal, as adversidades amadurecem o caráter das pessoas de bem, dão solidez à Fé, enriquecem a caminhada espiritual de todos nós.
Não é fácil conviver com elas, menos ainda compreendê-las. Mas é necessário aprendermos a superá-las para que cresçamos nesta vida.
Sempre que nos deparamos com perdas, tristezas, perseguições ou quaisquer outras formas de provações em nossas vidas pessoal e profissional, além das frustrações e tristezas que usualmente as acompanham, entramos num círculo vicioso de questionamentos com base no POR QUE? Aparentemente queremos saber das causas que levaram-nos, muitas vezes de maneira inesperada ao centro daquele turbilhão que insiste em não passar. Mas será que a pergunta POR QUE nos leva realmente às causas, ou será que apenas dela utilizamos para buscar "culpados".
Quentas ocasiões nos deparamos com tais situações e nos vemos a apontar este ou aquele colega de trabalho, chefe, marido, esposa, estranho, ou qualquer um que cruze nosso caminho, como o grande 'responsável' pelos apuros e maus bocados com que nos encontramos naquele justo momento em que mais queríamos felicidade e paz?
Mas, como poderemos crescer, vencer os obstáculos e retomar o caminho correto, se ao procurarmos culpados deixamos de lado as trilhas da felicidade, para mergulharmos em nossos 'umbigos' e na mediocridade que sempre acompanha aqueles que buscam por 'terceirizações' dos seus problemas?
Perguntar o POR QUE as coisas acontecem conosco é reduzir nossa vida ao nível baixo e terrível das perseguições, tornando-a igual à mediocridade dos nossos perseguidores.É um labirinto no qual apenas se vê e existe a porta de entrada, jamais sendo possível encontrar uma saída.
Perguntemo-nos o PARA QUE as situações adversas acontecem. O que elas deixam de aprendizado, quer falemos de vida profissional, quer estejamos examinando os problemas no âmbito pessoal. As adversidades são degraus da escada do crescimento. No âmbito corporativo, são elas que forjam o caráter e a coragem do gestor, moldando-o para os momentos de carência e poucos recursos, ou opções.
No lado pessoal, as adversidades amadurecem o caráter das pessoas de bem, dão solidez à Fé, enriquecem a caminhada espiritual de todos nós.
Não é fácil conviver com elas, menos ainda compreendê-las. Mas é necessário aprendermos a superá-las para que cresçamos nesta vida.
11 de set. de 2010
FIDEL E SUA BRIGA COM A VERDADE
Bom Dia!
O ditador cubano aposentado Fidel Castro, em entrevista concedida esta semana, alcançou o ponto máximo de sua aparentemente interminável carreira de absoluto e absolutista dono do poder em Cuba: o modelo por ele implantado, mantido a golpes de cassetete e fuzilamentos, e responsável por transformar a agradável Ilha em um centro de exploração de jovens e desperdício de talentos, "não responde mais".
É a forma velada e dúbia que os ditadores usam, em geral com expressões faciais pseudo-cândidas, para afirmarem suas incompetências administrativas. Fidel liderou uma revolta popular contra o sanguinário ditador Fulgêncio Batista, a partir de Sierra Maestra, protegido pelo povo (seu cliente) que não mais suportava o deposto ditador.
Triste sina dos cubanos! Escolheram alguém que era brilhante como advogado, inteligente e arguto como político e inovador como guerrilheiro, mas que ao se instalar no poder deixou-se inebriar e foi tomado pela rídicula postura ditatorial: afastou uns mais fracos e matou ou exilou os mais fortes, de tal maneira que pudesse reinar sozinho.
Portanto, o modelo que o ditador agora declara inepto é sua criação e imposição. Ora, ele não pode se deslocar do modelo falido. Falida é a concepção de que governos de exceção podem resolver problemas que demoram em ser resolvidos pelas democracias.
Não há boa ditadura. Não há ditadura compreensível. Não existem bons ditadores.
Fidel não está crescendo em sabedoria. Está apenas entregando os pontos, sem assumir tal atitude, pois deixa uma carta em sua manga de camisa: se as reformas derem errado de novo, ele sempre poderá usar sua posição dúbia para mandar mais alguém ao 'paredón'.
Ditadores são ridículos. Mas possuem mãos muito manchadas de sangue, lágrimas e tristezas para que sejam esquecidos seus crimes. A mais longa ditadura da história teima em jogar com as necessidades e merecimentos que o povo cubano possui. Uma certeza contudo existe: ela vai acabar. Porque ditadores são sanguinários, pérfidos, cruéis e parecem todo-poderosos... mas são finitos!
Espero que as reformas venham, pois é dura a vida em Cuba. Mas torço que o povo as aproveite para despachar definitivamente do seu trono este velho e rídiculo ditador.
O ditador cubano aposentado Fidel Castro, em entrevista concedida esta semana, alcançou o ponto máximo de sua aparentemente interminável carreira de absoluto e absolutista dono do poder em Cuba: o modelo por ele implantado, mantido a golpes de cassetete e fuzilamentos, e responsável por transformar a agradável Ilha em um centro de exploração de jovens e desperdício de talentos, "não responde mais".
É a forma velada e dúbia que os ditadores usam, em geral com expressões faciais pseudo-cândidas, para afirmarem suas incompetências administrativas. Fidel liderou uma revolta popular contra o sanguinário ditador Fulgêncio Batista, a partir de Sierra Maestra, protegido pelo povo (seu cliente) que não mais suportava o deposto ditador.
Triste sina dos cubanos! Escolheram alguém que era brilhante como advogado, inteligente e arguto como político e inovador como guerrilheiro, mas que ao se instalar no poder deixou-se inebriar e foi tomado pela rídicula postura ditatorial: afastou uns mais fracos e matou ou exilou os mais fortes, de tal maneira que pudesse reinar sozinho.
Portanto, o modelo que o ditador agora declara inepto é sua criação e imposição. Ora, ele não pode se deslocar do modelo falido. Falida é a concepção de que governos de exceção podem resolver problemas que demoram em ser resolvidos pelas democracias.
Não há boa ditadura. Não há ditadura compreensível. Não existem bons ditadores.
Fidel não está crescendo em sabedoria. Está apenas entregando os pontos, sem assumir tal atitude, pois deixa uma carta em sua manga de camisa: se as reformas derem errado de novo, ele sempre poderá usar sua posição dúbia para mandar mais alguém ao 'paredón'.
Ditadores são ridículos. Mas possuem mãos muito manchadas de sangue, lágrimas e tristezas para que sejam esquecidos seus crimes. A mais longa ditadura da história teima em jogar com as necessidades e merecimentos que o povo cubano possui. Uma certeza contudo existe: ela vai acabar. Porque ditadores são sanguinários, pérfidos, cruéis e parecem todo-poderosos... mas são finitos!
Espero que as reformas venham, pois é dura a vida em Cuba. Mas torço que o povo as aproveite para despachar definitivamente do seu trono este velho e rídiculo ditador.
9 de set. de 2010
FUNCIONÁRIOS OU EMPRESAS DOENTES?
Bom Dia!
Mudam-se os tempos, mudam-se as relações laborativas. Escutamos tantas vezes esta afirmação, que não conheço o autor, nos mais diversos cursos e treinamentos de gestores, que às vezes pensamos ser mais uma bravata do que verdade corporativa. Por isso, surpreendeu-me o resultado de uma pesquisa efetuada na Inglaterra e que ouviu 750 empresários, na questão do adoecimento dos funcionários.
Ao contrário do que se pensa, o funcionário que realmente adoecido, insiste em trabalhar, com as limitações decorrentes do agravo e com a produtividade prejudicada, não é visto com “bons olhos” por seus patrões.
Para eles, se não há preguiça, há produção. Se ocorre o adoecimento, eles preferem que os seus empregados procurem o médico, façam o repouso justo e retornem com carga total. É óbvio que analisam sob a égide financeira e também econômica. Mas o fato nos deixa algumas lições:
- primeiro: chega de heroísmos! É triste uma nação que constrói sua histórias sobre heróis imolados. Precisamos muito de competência e isto requer união de esforços, lideranças atuantes, vivas e dinâmicas. Não deveria existir idade num mundo corporativo que fosse inteligente. É a vontade, mais a competência que lideram as grandes viradas no mercado.
- segundo: chega de arrastadores de correntes! São tantas desculpas, tantos problemas, que você deixa de estar cuidando de toda a equipe, para dedicar-se a alguém que, muitas vezes, não se deixa ajudar. Quem precisa de ajuda, se deixa ajudar. Comportamentos infantis podem fazer sucesso em peças teatrais (para crianças), não em organizações, sejam elas quais forem.
- terceiro: ambientes de trabalho são adoecedores, em sua grande maioria. Se você já está com baixa imunidade, fragilizado, debilitado organicamente, o que vai fazer ali? Duas opções apenas: piorar seu estado ou contaminar o estado dos seus colegas! Isto não é bem heroísmo...
Talvez a insistência em trabalhar doentes esteja associada à falta de compreensão de nossa parte sobre empregabilidade. Não somos escravos de uma empresa, nem podemos nos colocar como dependentes dela. Devemos ser profissionais qualificados, competentes e dedicados, prestando serviços a uma organização que, por tudo o que fazemos e obtemos, remunera-nos de acordo com o mercado e, óbvio, a sua capacidade financeira. Não há favores, nem imposições. Construímos a estrada de nossa carreira dentro de princípios éticos, com o respeito a todos, mas sempre primando pela transparência, firmeza e oferecimento de resultados agregadores de valor a nossa organização.
Menos heroísmo, mais competência. Talvez seja a maior lição que a pesquisa nos deixa. Ainda que para os empresários, sempre estará presente a questão financeira envolvida.
Mudam-se os tempos, mudam-se as relações laborativas. Escutamos tantas vezes esta afirmação, que não conheço o autor, nos mais diversos cursos e treinamentos de gestores, que às vezes pensamos ser mais uma bravata do que verdade corporativa. Por isso, surpreendeu-me o resultado de uma pesquisa efetuada na Inglaterra e que ouviu 750 empresários, na questão do adoecimento dos funcionários.
Ao contrário do que se pensa, o funcionário que realmente adoecido, insiste em trabalhar, com as limitações decorrentes do agravo e com a produtividade prejudicada, não é visto com “bons olhos” por seus patrões.
Para eles, se não há preguiça, há produção. Se ocorre o adoecimento, eles preferem que os seus empregados procurem o médico, façam o repouso justo e retornem com carga total. É óbvio que analisam sob a égide financeira e também econômica. Mas o fato nos deixa algumas lições:
- primeiro: chega de heroísmos! É triste uma nação que constrói sua histórias sobre heróis imolados. Precisamos muito de competência e isto requer união de esforços, lideranças atuantes, vivas e dinâmicas. Não deveria existir idade num mundo corporativo que fosse inteligente. É a vontade, mais a competência que lideram as grandes viradas no mercado.
- segundo: chega de arrastadores de correntes! São tantas desculpas, tantos problemas, que você deixa de estar cuidando de toda a equipe, para dedicar-se a alguém que, muitas vezes, não se deixa ajudar. Quem precisa de ajuda, se deixa ajudar. Comportamentos infantis podem fazer sucesso em peças teatrais (para crianças), não em organizações, sejam elas quais forem.
- terceiro: ambientes de trabalho são adoecedores, em sua grande maioria. Se você já está com baixa imunidade, fragilizado, debilitado organicamente, o que vai fazer ali? Duas opções apenas: piorar seu estado ou contaminar o estado dos seus colegas! Isto não é bem heroísmo...
Talvez a insistência em trabalhar doentes esteja associada à falta de compreensão de nossa parte sobre empregabilidade. Não somos escravos de uma empresa, nem podemos nos colocar como dependentes dela. Devemos ser profissionais qualificados, competentes e dedicados, prestando serviços a uma organização que, por tudo o que fazemos e obtemos, remunera-nos de acordo com o mercado e, óbvio, a sua capacidade financeira. Não há favores, nem imposições. Construímos a estrada de nossa carreira dentro de princípios éticos, com o respeito a todos, mas sempre primando pela transparência, firmeza e oferecimento de resultados agregadores de valor a nossa organização.
Menos heroísmo, mais competência. Talvez seja a maior lição que a pesquisa nos deixa. Ainda que para os empresários, sempre estará presente a questão financeira envolvida.
7 de set. de 2010
FALSOS LÍDERES
Bom Dia!
É possível conhecer se alguém que detém poder é também um líder pela sua postura, o trato que dispensa aos seus subordinados, seus hábitos e forma de comportamento? Penso que sim. Veja como se comportam os líderes de verdade. Sejam eles pacatos, sejam eles agitados, possuem coerência entre seus discursos e seus atos. Seus exemplos despertam nos comandados uma visualização do ser profissional, independentemente se ser um líder carismático ou não.
A liderança suscita o compromisso dos mais sérios, que a perceberem a possibilidade de crescerem e aprenderem com o líder aceitam suas fraquezas como pfova concreta de que são homens, falhos, limitados, porém verdadeiros e simples.
Mas existem espantalhos travestidos de líderes pelos cargos que ocupam. Melhor dizendo, pelos cargos aos quais foram içados: pelo oportunismo, pela bajulação, pelo oportunismo exercido a qualquer custo, mesmo que seja o atropelamento da ética.
Demonstram uma falsa simplicidade, enquanto destilam arrogância dos que não acreditam em seu potencial, ou mesmo sabem simplesmente que ele não existe. Tentam ser simpáticos, apenas para rapidamente mostrarem sua face cria e descomprometida com suas equipes.
São sorrisos sem rostos. Almas de onde não emanam nenhuma luz, nenhuma paz. Antes, parecem deixar ao largo do caminho que atravessam, pessoas destruídas, equipes desmotivadas, carreiras desmoronadas.
É preciso que entendamos que falsos líderes não são referências. Nunca o serão. São marcas, sempre doloridas, que atravessam o caminhos das pessoas de bem, talvez para reforçar-lhes o caráter, avivar-lhes a fé, ensinar-lhes o valor da resiliência.
É possível conhecer se alguém que detém poder é também um líder pela sua postura, o trato que dispensa aos seus subordinados, seus hábitos e forma de comportamento? Penso que sim. Veja como se comportam os líderes de verdade. Sejam eles pacatos, sejam eles agitados, possuem coerência entre seus discursos e seus atos. Seus exemplos despertam nos comandados uma visualização do ser profissional, independentemente se ser um líder carismático ou não.
A liderança suscita o compromisso dos mais sérios, que a perceberem a possibilidade de crescerem e aprenderem com o líder aceitam suas fraquezas como pfova concreta de que são homens, falhos, limitados, porém verdadeiros e simples.
Mas existem espantalhos travestidos de líderes pelos cargos que ocupam. Melhor dizendo, pelos cargos aos quais foram içados: pelo oportunismo, pela bajulação, pelo oportunismo exercido a qualquer custo, mesmo que seja o atropelamento da ética.
Demonstram uma falsa simplicidade, enquanto destilam arrogância dos que não acreditam em seu potencial, ou mesmo sabem simplesmente que ele não existe. Tentam ser simpáticos, apenas para rapidamente mostrarem sua face cria e descomprometida com suas equipes.
São sorrisos sem rostos. Almas de onde não emanam nenhuma luz, nenhuma paz. Antes, parecem deixar ao largo do caminho que atravessam, pessoas destruídas, equipes desmotivadas, carreiras desmoronadas.
É preciso que entendamos que falsos líderes não são referências. Nunca o serão. São marcas, sempre doloridas, que atravessam o caminhos das pessoas de bem, talvez para reforçar-lhes o caráter, avivar-lhes a fé, ensinar-lhes o valor da resiliência.
4 de set. de 2010
ÉTICA, ÉTICA E MAIS ÉTICA
Bom Dia!
Próximo da data em que as eleições gerais vão acontecer no Brasil, já é bastante perceptível a elevação das temperaturas pessoais e partidárias dos principais candidatos. Começa-se naquele desagradável esporte nacional chamado avacalhação da vida alheia, enquanto cada um dos presidenciáveis busca mostrar que sua ‘asa de anjo’ é maior do que a do vizinho.
Por fora das considerações sobre este ou aquele programa de governo, e até porque ninguém parece muito interessado em discuti-los, ao menos no setor da Saúde Suplementar, é assustador o posicionamento superficial de todos para com as questões que envolvem a Ética. Não é possível se relativizar este fundamento da sociedade humana, que concretamente tem ajudado a superar os regimes ditatoriais, as tentativas de exploração do homem pelo homem, as guerras vazias e interesseiras, dentre outros ataques que a raça humana inflige ao próprio Ser Humano.
A Ética não caiu de moda. Tampouco ela envelheceu. Aliás, jamais estivemos tão carentes de que seus princípios diretos e decorrentes estejam à frente dos governantes e demais lideranças, em cada instante de suas vidas públicas e no momento de cada decisão que sancionam ou votam. Por que então ela está sendo tão solenemente esquecida? Ou seria melhor dizer: ignorada? Fica a impressão de que a disputa pelo poder assumiu um caráter destrutivo, no qual a obtenção do Poder vale qualquer artimanha, subterfúgio, vilania. É o poder pelo poder, e não como forma de transformação da sociedade, para um mundo mais justo, mais equânime, mais digno.
A ânsia de governar, a qualquer custo, sobrepõe-se aos cuidados que se deve ter para com a democracia, regime que vai sendo paulatinamente assassinado pela sede do poder, digna dos piores regimes de exceção da história da humanidade.
Como estamos reagindo a isto tudo? Fazendo piadas? Desligando a TV e o Rádio? Fugindo das discussões em nossos coletivos pessoais, profissionais ou sociais?
Não ter motivação para fazer campanha política deste ou daquele candidato, por tudo o que presenciamos nestes últimos anos, eu até entendo. Não quero dizer que concordo, mas entendo perfeitamente. Mas fugir da discussão acerca da Ética é adotar uma atitude complacente e conivente com aqueles que desejam ‘atualizá-la’. Ou falando claro, transformar seus conceitos e verdades para que fiquem de acordo com seus interesses egoístas e despudorados. Deste debate nós não temos o direito de fugir.
Cada episódio que afete a integridade e honradez da campanha deve ser esclarecido, responsabilizado e punido, ANTES do término do processo. Seja uma violação, seja uma calúnia. Para que a grande vencedora do pleito maior numa democracia já seja conhecida por todos nós, antes do resultado que as urnas trarão: a vitória da Ética, apenas dela, seja qual for o nome consagrado em Outubro.
Próximo da data em que as eleições gerais vão acontecer no Brasil, já é bastante perceptível a elevação das temperaturas pessoais e partidárias dos principais candidatos. Começa-se naquele desagradável esporte nacional chamado avacalhação da vida alheia, enquanto cada um dos presidenciáveis busca mostrar que sua ‘asa de anjo’ é maior do que a do vizinho.
Por fora das considerações sobre este ou aquele programa de governo, e até porque ninguém parece muito interessado em discuti-los, ao menos no setor da Saúde Suplementar, é assustador o posicionamento superficial de todos para com as questões que envolvem a Ética. Não é possível se relativizar este fundamento da sociedade humana, que concretamente tem ajudado a superar os regimes ditatoriais, as tentativas de exploração do homem pelo homem, as guerras vazias e interesseiras, dentre outros ataques que a raça humana inflige ao próprio Ser Humano.
A Ética não caiu de moda. Tampouco ela envelheceu. Aliás, jamais estivemos tão carentes de que seus princípios diretos e decorrentes estejam à frente dos governantes e demais lideranças, em cada instante de suas vidas públicas e no momento de cada decisão que sancionam ou votam. Por que então ela está sendo tão solenemente esquecida? Ou seria melhor dizer: ignorada? Fica a impressão de que a disputa pelo poder assumiu um caráter destrutivo, no qual a obtenção do Poder vale qualquer artimanha, subterfúgio, vilania. É o poder pelo poder, e não como forma de transformação da sociedade, para um mundo mais justo, mais equânime, mais digno.
A ânsia de governar, a qualquer custo, sobrepõe-se aos cuidados que se deve ter para com a democracia, regime que vai sendo paulatinamente assassinado pela sede do poder, digna dos piores regimes de exceção da história da humanidade.
Como estamos reagindo a isto tudo? Fazendo piadas? Desligando a TV e o Rádio? Fugindo das discussões em nossos coletivos pessoais, profissionais ou sociais?
Não ter motivação para fazer campanha política deste ou daquele candidato, por tudo o que presenciamos nestes últimos anos, eu até entendo. Não quero dizer que concordo, mas entendo perfeitamente. Mas fugir da discussão acerca da Ética é adotar uma atitude complacente e conivente com aqueles que desejam ‘atualizá-la’. Ou falando claro, transformar seus conceitos e verdades para que fiquem de acordo com seus interesses egoístas e despudorados. Deste debate nós não temos o direito de fugir.
Cada episódio que afete a integridade e honradez da campanha deve ser esclarecido, responsabilizado e punido, ANTES do término do processo. Seja uma violação, seja uma calúnia. Para que a grande vencedora do pleito maior numa democracia já seja conhecida por todos nós, antes do resultado que as urnas trarão: a vitória da Ética, apenas dela, seja qual for o nome consagrado em Outubro.
2 de set. de 2010
POSSO AMAR MINHA EMPRESA?
Bom Dia!
Às vezes é preciso revisitarmos certos escritos. Menos para verificarmos se procedem e muito mais para continuarmos acreditando.
Que tipo de amor nós sentimos pelas organizações nas quais passamos quase que metade dos nossos dias? Sim, falo de amor mesmo. De um sentimento que deve ser o reflexo do amor que sentimos por nós próprios e por todos os nossos semelhantes. Como o sentimos?
Os gregos afirmavam existir três espécies diferentes de amor: o PHILOS ou FILOS (do grego philia ou φιλία), era um conceito desenvolvido por Aristóteles e estava muito atrelado à lealdade, um sentimento desvinculado da paixão, mas intrínsecamente associado à perseverença frente quaisquer momentos. O Amor-Filos não conhecia individualidade e nem centralismos, era global e se estendia a todos, sejam familiares, conhecidos, amigos, desconhecidos, etc. No grego moderno, FILOS se traduz por AMIZADE.
É uma forma tão forte de amar que, para termos uma idéia, nos livros do Novo Testamento da Bíblia, a descrição de FILOS para este sentimento é usada em número menor apenas do que a outra espécie: o amor ÁGAPE (do grego àgape ou ἀγάπη ), entendido como um sentimento que transcende a questão corporal, vai além de uma atração física ou da empatia com esta ou aquela pessoa. O amor-ágape pode ser entendido como a realização plena pela felicidade e bem estar do outro e não de si próprio. É o que diversos estudiosos chamaram de entrega total. Eu sou feliz por tornar feliz a vida daqueles com quem eu convivo direta ou indiretamente. Este conceito requer uma mudança de vida minha, tomando a Ética, a Responsabilidade Social, a Honestidade e outros princípios relacionados, como vetores que definem minhas prioridades e forma de atuação profissional e pessoalmente falando. No grego moderno, AGAPE se traduz por AMOR. Este é o amor que para os cristãos motivou o sacrifício de Cristo para toda a humanidade. Um sacrifício de um inocente pelos culpados, em nome do amor que não conhece exigências ou condições.
Uma outra espécie descrita pelos gregos clássicos está totalmente ligada à atração física, é o amor EROS (eros ou ἔρως). Ele envolve o desejo por alguém que nos estimula sensualmente falando. Este tipo de amor é descrito como o que nos atrai para além do FILOS ou da amizade. Platão refina o conceito entendendo-o como esta ligação de objetivos ainda que dissocie-o do amor carnal (daí o termo amor platônico). O amor-eros estaria na base da compreensão da verdade, seja pelos amantes, seja pelos filósofos.
Mas, como estes tipos de amores podem estar ligados ao nosso exercício profissional?
O FILOS pressupõe amizade. E esta não pode acontecer num ambiente onde não se respeite o próximo, principalmente aquele com quem temos divergências metodológicas, culturais ou sejam elas quais forem. Ser amigo não é ser omisso, nem tampouco conivente. É agregar valor à vida profissional dos outros e, assim, pavimentar o caminho de todos rumo às promoções. Crescer juntos é mais fácil do que fazer sucesso sozinho. Atuar sem paternalismos, mas com justiça e, em especial, equilíbrio, torna um profissional amigo da sua empresa e dos seus pares.
O ÁGAPE pressupõe colocar-se na pele de seus clientes. Sentir a sua decisão não sob o seu ponto de vista, não a partir de seu conhecimento técnico, mas sob a percepção de quem usa e adquire os seus produtos. Se você realiza a necessidade dos seus clientes eles necessariamente estarão satisfeitos com sua empresa. Não é mais ou menos satisfeitos, ou parcialmente atendidos. Quem inventou meio termo na satisfação dos clientes foi alguém que não pensa neles! Cliente está satisfeito ou não, ponto. E se tenho amor ágape, não posso exigir deles o que não quero para mim. Não devo diferenciá-los por quaisquer aspectos pessoais, e devo honrar o que prometi.
O EROS deve nos dar a vontade de defender a organização, a gana de conquistar mais clientes e de fazê-la cada vez melhor e maior. Esta garra faz com que assumamos os seus objetivos como se fossem nossos. As metas passam a ser desafios e não barreiras, os resultados transformam-se em degraus para o sucesso e não fardos em nossa vida profissional.
Muitas vezes abrimos mão de sentirmos amor pelas organizações onde atuamos ou por um fanatismo que nos cega e faz-nos acreditar que buscamos um paraíso terrestre nas corporações ao invés de um lugar profissional e formado majoritariamente por profissionais, ou, o que considero pior, deixamo-nos levar por um cinismo de achar que quando as coisas estão mal, não podem ficar piores. E, assim, acomodamo-nos numa mesmice qualquer, abrimos mão de nossas competências e sonhos e ficamos esperando o armagedom passar. Mas ele não passa.
Ter amor por uma empresa só é possível se tivermos:
Primeiro, amor por nós mesmos. Cuidados conosco, com nossos familiares e amigos.
Segundo, amor para com nossas equipes. Solidariedade, equilíbrio e justiça para com todos e dando o exemplo maior, seja qualq for a nossa função ou posição hierárquica.
Terceiro, amor para com as mudanças positivas do mundo, entendendo as empresas como forças propulsoras e viabilizadoras destas mudanças.
Se você não consegue encaixar a palavra egoísmo nestes três requisitos listados acima é porque o AMOR pela empresa pode sim ser algo real e construtivo, para o ser humano, a sociedade onde ele vive e o meio ambiente que lhe assegura a sobrevivência.
Às vezes é preciso revisitarmos certos escritos. Menos para verificarmos se procedem e muito mais para continuarmos acreditando.
Que tipo de amor nós sentimos pelas organizações nas quais passamos quase que metade dos nossos dias? Sim, falo de amor mesmo. De um sentimento que deve ser o reflexo do amor que sentimos por nós próprios e por todos os nossos semelhantes. Como o sentimos?
Os gregos afirmavam existir três espécies diferentes de amor: o PHILOS ou FILOS (do grego philia ou φιλία), era um conceito desenvolvido por Aristóteles e estava muito atrelado à lealdade, um sentimento desvinculado da paixão, mas intrínsecamente associado à perseverença frente quaisquer momentos. O Amor-Filos não conhecia individualidade e nem centralismos, era global e se estendia a todos, sejam familiares, conhecidos, amigos, desconhecidos, etc. No grego moderno, FILOS se traduz por AMIZADE.
É uma forma tão forte de amar que, para termos uma idéia, nos livros do Novo Testamento da Bíblia, a descrição de FILOS para este sentimento é usada em número menor apenas do que a outra espécie: o amor ÁGAPE (do grego àgape ou ἀγάπη ), entendido como um sentimento que transcende a questão corporal, vai além de uma atração física ou da empatia com esta ou aquela pessoa. O amor-ágape pode ser entendido como a realização plena pela felicidade e bem estar do outro e não de si próprio. É o que diversos estudiosos chamaram de entrega total. Eu sou feliz por tornar feliz a vida daqueles com quem eu convivo direta ou indiretamente. Este conceito requer uma mudança de vida minha, tomando a Ética, a Responsabilidade Social, a Honestidade e outros princípios relacionados, como vetores que definem minhas prioridades e forma de atuação profissional e pessoalmente falando. No grego moderno, AGAPE se traduz por AMOR. Este é o amor que para os cristãos motivou o sacrifício de Cristo para toda a humanidade. Um sacrifício de um inocente pelos culpados, em nome do amor que não conhece exigências ou condições.
Uma outra espécie descrita pelos gregos clássicos está totalmente ligada à atração física, é o amor EROS (eros ou ἔρως). Ele envolve o desejo por alguém que nos estimula sensualmente falando. Este tipo de amor é descrito como o que nos atrai para além do FILOS ou da amizade. Platão refina o conceito entendendo-o como esta ligação de objetivos ainda que dissocie-o do amor carnal (daí o termo amor platônico). O amor-eros estaria na base da compreensão da verdade, seja pelos amantes, seja pelos filósofos.
Mas, como estes tipos de amores podem estar ligados ao nosso exercício profissional?
O FILOS pressupõe amizade. E esta não pode acontecer num ambiente onde não se respeite o próximo, principalmente aquele com quem temos divergências metodológicas, culturais ou sejam elas quais forem. Ser amigo não é ser omisso, nem tampouco conivente. É agregar valor à vida profissional dos outros e, assim, pavimentar o caminho de todos rumo às promoções. Crescer juntos é mais fácil do que fazer sucesso sozinho. Atuar sem paternalismos, mas com justiça e, em especial, equilíbrio, torna um profissional amigo da sua empresa e dos seus pares.
O ÁGAPE pressupõe colocar-se na pele de seus clientes. Sentir a sua decisão não sob o seu ponto de vista, não a partir de seu conhecimento técnico, mas sob a percepção de quem usa e adquire os seus produtos. Se você realiza a necessidade dos seus clientes eles necessariamente estarão satisfeitos com sua empresa. Não é mais ou menos satisfeitos, ou parcialmente atendidos. Quem inventou meio termo na satisfação dos clientes foi alguém que não pensa neles! Cliente está satisfeito ou não, ponto. E se tenho amor ágape, não posso exigir deles o que não quero para mim. Não devo diferenciá-los por quaisquer aspectos pessoais, e devo honrar o que prometi.
O EROS deve nos dar a vontade de defender a organização, a gana de conquistar mais clientes e de fazê-la cada vez melhor e maior. Esta garra faz com que assumamos os seus objetivos como se fossem nossos. As metas passam a ser desafios e não barreiras, os resultados transformam-se em degraus para o sucesso e não fardos em nossa vida profissional.
Muitas vezes abrimos mão de sentirmos amor pelas organizações onde atuamos ou por um fanatismo que nos cega e faz-nos acreditar que buscamos um paraíso terrestre nas corporações ao invés de um lugar profissional e formado majoritariamente por profissionais, ou, o que considero pior, deixamo-nos levar por um cinismo de achar que quando as coisas estão mal, não podem ficar piores. E, assim, acomodamo-nos numa mesmice qualquer, abrimos mão de nossas competências e sonhos e ficamos esperando o armagedom passar. Mas ele não passa.
Ter amor por uma empresa só é possível se tivermos:
Primeiro, amor por nós mesmos. Cuidados conosco, com nossos familiares e amigos.
Segundo, amor para com nossas equipes. Solidariedade, equilíbrio e justiça para com todos e dando o exemplo maior, seja qualq for a nossa função ou posição hierárquica.
Terceiro, amor para com as mudanças positivas do mundo, entendendo as empresas como forças propulsoras e viabilizadoras destas mudanças.
Se você não consegue encaixar a palavra egoísmo nestes três requisitos listados acima é porque o AMOR pela empresa pode sim ser algo real e construtivo, para o ser humano, a sociedade onde ele vive e o meio ambiente que lhe assegura a sobrevivência.
1 de set. de 2010
UM NOVO MERCADO DE SAÚDE SUPLEMENTAR
Bom Dia!
O mercado foi dormir na segunda feira, dia 30.08, com uma nova configuração na oferta de serviços de exames laboratoriais e de imagem: a junção entre as duas mega companhias que nele atuam - o Diagnósticos da América (DASA) e o MD1 (Amil). Com a compra de 26% do DASA pela Amil, esta última passou a ser o maior investidor privado na rede de diagnósticos que se espalha em todo o país e domina o mercado paulista quase que sem concorrentes.
São duas opções distintas de atuação que agora se unem: a Amil tem buscado o crescimento com uma nova proposta de gestão, iniciada com a abertura de seu capital, mas conduzida com firmeza pelo visionário Édson Godoy (fundador e presidente). O DASA vinha se caracterizando por comprar e comprar, sem muita nitidez quanto ao projeto estratégico, ou melhor, a MARCA estratégica que estaria buscando consolidar. Daí as alterações e oscilações que seus balanços denotam desde o seu IPO.
Pois bem, agora estas duas gigantes que trilhavam caminhos parecidos na sua forma, mas profundamente distintos em seus conteúdos, tornam-se uma só, quanto aos aspectos práticos do mercado. É conhecida a capacidade de diversos dos principais executivos do Grupo Amil, além de inegável o faro que o Dr. Édson possui para identificar, capacitar e trazer para sua empresa os talentos não tão fartos que existem no mercado de saúde suplementar. A dúvida é: vão ter tantos quanto uma imensa junção como esta que se anuncia, mal terminada a da Medial, precisa?
Os principais atores do mercado já mostraram que possuem e estão com seus apetites ampliados. Oportunidades surgirão, questiono-me é se haverá como preenchê-las sem prejudicar-se a qualidade que as empresas do MD1 reconhecidamente alcançaram. A concentração dá empresas mais sólidas. Esta é uma tendência incontestável do setor, mas dará aos clientes um maior diferencial no seu atendimento e na qualidade dos exames realizados?
O mercado foi dormir na segunda feira, dia 30.08, com uma nova configuração na oferta de serviços de exames laboratoriais e de imagem: a junção entre as duas mega companhias que nele atuam - o Diagnósticos da América (DASA) e o MD1 (Amil). Com a compra de 26% do DASA pela Amil, esta última passou a ser o maior investidor privado na rede de diagnósticos que se espalha em todo o país e domina o mercado paulista quase que sem concorrentes.
São duas opções distintas de atuação que agora se unem: a Amil tem buscado o crescimento com uma nova proposta de gestão, iniciada com a abertura de seu capital, mas conduzida com firmeza pelo visionário Édson Godoy (fundador e presidente). O DASA vinha se caracterizando por comprar e comprar, sem muita nitidez quanto ao projeto estratégico, ou melhor, a MARCA estratégica que estaria buscando consolidar. Daí as alterações e oscilações que seus balanços denotam desde o seu IPO.
Pois bem, agora estas duas gigantes que trilhavam caminhos parecidos na sua forma, mas profundamente distintos em seus conteúdos, tornam-se uma só, quanto aos aspectos práticos do mercado. É conhecida a capacidade de diversos dos principais executivos do Grupo Amil, além de inegável o faro que o Dr. Édson possui para identificar, capacitar e trazer para sua empresa os talentos não tão fartos que existem no mercado de saúde suplementar. A dúvida é: vão ter tantos quanto uma imensa junção como esta que se anuncia, mal terminada a da Medial, precisa?
Os principais atores do mercado já mostraram que possuem e estão com seus apetites ampliados. Oportunidades surgirão, questiono-me é se haverá como preenchê-las sem prejudicar-se a qualidade que as empresas do MD1 reconhecidamente alcançaram. A concentração dá empresas mais sólidas. Esta é uma tendência incontestável do setor, mas dará aos clientes um maior diferencial no seu atendimento e na qualidade dos exames realizados?
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