26 de fev. de 2010

PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...

Bom Dia!

Dias turvos. Tempos escuros. Momentos que parecem teimar em não terminar.
Não vale a pena entristecer-nos pelos tiranos. Eles retiram nossa liberdade, não o nosso caráter.
Vale a pena alguns pensamentos de figuras históricas.

"O tirano morre e o seu reino acaba. O mártir morre, e seu reino começa".
(Soren Kierkegaard)

"A verdadeira sabedoria consiste em saber consiste em saber como aumentaro bem-estar do mundo".
(Benjamin Franklin)

Fiquem com Deus. rezem com Ele e para todos os que não conseguem ver a luz que dele emana!
Bom final de semana!

25 de fev. de 2010

A DITADURA QUE RESISTE AO TEMPO

Boa Noite!

A chegada do Presidente Lula, no dia 24 deste mês, em Cuba foi objeto de uma triste coincidência: a morte de um dos quase duzentos prisioneiros políticos mantidos pela ditadura de esquerda mais antiga do mundo. Fidel Castro repassou ao seu irmão Raul a representação política da Ilha, mas mantém a repressão com mão de ferro e nem sequer uma greve de fome, tal qual a que levou à morte o citado prisioneiro, foi capaz de sensibilizá-lo.
Os ditadores, num determinado momento, já não mais se reconhecem como seres humanos. Eles passam a sentirem-se semideuses, apenas sujeitos à morte e, ainda assim, num dia que parece nunca chegar. Já faz décadas que Fidel deixou de ser um líder que a bordo do Granma, um iate usado para aportar com seus homens em Cuba, pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, a pretexto de instaurar uma democracia e salvaguardar a vida dos oprimidos moradores de Cuba.
Fidel mudou. Como líder político deixou para trás os princípios democráticos que tantas vezes bradou em seus famosos discursos, para locupletar-se do poder absoluto e dos frutos materiais que as ditadures trazem. Como homem e advogado, rasgou os princípios do estado de direito, abriu mão das suas crenças para obter ajuda financeira a sua desastrada administração econômica e social, do antigo bloco comunista capitaneado pela URSS.
Não fosse a ajuda da Espanha e Cuba teria desaparecido há muito tempo.
O país forma doutores que irão dirigir táxis por não serem aproveitados numa sociedade economicamente falida.
O país desenvolve competências em saúde, mas não investe em infra-estrutura e tecnologias capazes de fazer a popilação perceber-se num processo de melhoria.
O país vive de apagões em apagões elétricosdecorrentes da ruína de sua estrutura energética.
Cuba impõe a sua população a lei da mordaça. E os que ousam se opor a ela são encarcerados e deixados à míngua para morrer. Fidel não está nem aí. Ele continua protegido por governantes qjue insistem em transferir para o decrépito ditador seu prestígio pessoal. A morte do prisioneiro não será sequer objeto de críticas.
Aliás, Fidel já se manifestou acerca do culpado pela morte do cubano: o Barack Obama! Não sou favorável ao populista americano, mas sinceramente, agora Fidel se superou!

23 de fev. de 2010

ESPAÇOS DESPERDIÇADOS

Boa Noite!


É muito difícil se obter espaço na mídia, quer falemos da nossa, brasileira, quer pensemos em nível mundial. Por isso, lideranças e artistas quando ocupam um espaço deste porte deveriam sempre lembrar-se do quanto podem ajudar ou atrapalhar em especial os jovens fãs. Sem dúvida alguma, um dos grandes nomes da música pop, em especial como músico, do século XX e deste início de século XXI é Sir Elton John. Famoso por suas bizarrices nas vestimentas no começo de sua carreira, poucos são os críticos que contestam seu conhecimento musical e sua infindável capacidade de produzir melodias belíssimas e letras que bem se enquadram ao seu estilo.

Mas, da mesma forma que é uma quase unanimidade como músico, a vida pessoal, as palavras e opiniões, os desequilíbrios e estertores públicos, do mesmo Elton John devem formar um dos maiores consensos entre as pessoas de boa vontade. São diversos os episódios que ficaram tristemente famosos e, com certeza, deixam tristes todos aqueles que não conseguem entender como se pode desperdiçar tamanho talento e inteligência, colocando-os a serviço de polêmicas e posturas que em nada agregam à biografia do citado músico.

No final da semana passada, em entrevista à revista americana PARADE, reproduzida pela Folha de São Paulo de sábado (dia 20.02.2010), o decadente astro conseguiu tristemente se superar:

“Jesus Cristo foi um gay inteligente que defendeu a raça humana” (sic).

A frase que certamente já está no rol das maiores idiotices e imbecilidades proferidas por um ser humano em absolutamente nada contribui para uma pretensa distensão, que seria o objetivo pretendido pelo cantor. Ela simplesmente procura atacar as igrejas cristãs e serve tão somente para ampliar o fosso que separa aqueles que procuram formar nossos jovens, dando-lhes uma chance frente a um mundo cada vez mais cruel e insensível, de outros que fomentam a estupidez e o ódio usando-se de estapafúrdias declarações como esta.

Ser gay é uma escolha feita segundo as pesquisas que já comentamos aqui, com forte conotação sexual, como se este caminho fosse “liberado geral”. Isto é muito perigoso e pode muito bem jogar os jovens num estado de solidão e desesperança quando perceberem que as respostas que buscavam não lhes serão dadas apenas pela escolha de uma vida sexual desregrada.

Portanto, ao afirmar que o Filho de Deus, aquele que em toda sua vida pregou o equilíbrio, a fidelidade às verdades divinas e o respeito mesmo nas divergências, ainda que com correção fraterna e firmeza de postura (A Deus o que é de Deus, a César o que é de César), dizer que ele é um “gay”, chega a ser deprimente para alguém que, até então, se havia tornado conhecido e admirado por sua capacidade musical e nunca por seus tristes exemplos de vida.

Que pena, Sir Elton John! Como é triste perceber que quem tanto discursa sobre liberdade e respeito aos outros não respeita a Fé e a Religiosidade dos que seguem os princípios de Cristo. Que pena que alguém que já escreveu tanto sobre o amor não consiga reconhecer o egoísmo, a falta de amor e uma total discriminação que estão expressas nas suas palavras.

Não conseguirei mais ouvir suas músicas, pois não acredito mais no que elas aparentemente buscavam exprimir. Uma grande farsa é o seu legado musical, pois não pode haver respeito pelo outro em alguém que desrespeita quem apenas deu amor aos outros. Jesus é o Cristo. Isto deveria bastar para todos os que realmente desejam segui-lo.

20 de fev. de 2010

QUIMERAS FARMACÊUTICAS

Bom Dia!


Entrou em vigor hoje, ao menos nas capitais e cidades onde a Justiça não concedeu liminares sustando seus efeitos, a resolução da Vigilância Sanitária que tenta moralizar, num mínimo possível, a oferta de medicamentos nas farmácias deste país.É fato que esta norma não é panacéia para os incontáveis problemas aos quais são expostos consumidores que, induzidos por uma mídia forte e presente, compram e tomam remédios muito além do que suas necessidades demandariam. Mas ela é um ponto base para o começo de um processo (já tardio) de moralização da oferta de fármacos.

Remédios não são docinhos e farmácias não são supermercados. Ao menos, não deveriam tentar sê-los. O consumidor passeia no supermercado e escolhe aleatoriamente os produtos que coloca nas cestas porque existe um pressuposto básico presente neste tipo de comércio: tudo o que está ali é possível de consumo e não causará, salvo excesso, danos a quem o consome. Onde isto é igual a uma farmácia? Mas, se os produtos são distintos e bem diferentes, também os riscos e perigos divergem, sempre contra os consumidores (no caso das farmácias), porque se permite que a apresentação visual de ambos esteja a cada dia mais parecidos? É contra este equívoco que a ANVISA, finalmente, resolveu agir.

Que pena a Justiça ter entrado no campo com sua metralhadora disparadora de liminares. Mas já que resolveu intervir, vamos torcer para que decida com base no bem maior que é a Saúde do Consumidor e não numa pretensa “quebra da liberdade de escolha”, fundamento alegado pelos donos de farmácias e que foi, preliminarmente, acatado por suas excelências. Não pode haver liberdade de escolha quando a vida é o objetivo-fim a ser preservado. Não existe escolha quando somos induzidos por uma forte e massiva propaganda que fala em alto e bom tom os “benefícios” daquela droga que desconhecemos e apenas anuncia, timidamente, no final dos anúncios que o médico deve ser procurado “se persistirem os sintomas”, ou seja, não sendo assim, viva a automedicação!

Isto não é liberdade de escolha, é o fim da preservação sistêmica da saúde de uma população. A medida da ANVISA não é o fim, e sim o começo de uma nova postura. Vamos torcer que não seja o Poder Judiciário a impedir esta importante tomada de posição da agência reguladora. A saúde da população merece.

18 de fev. de 2010

O MEIO E O FIM

Boa Tarde!

A RTP portuguesa informa hoje à tarde que o governo português resolveu criar uma Central de Compras para as Ilhas Açores, voltadas ao processo de aquisição de todos os materiais advindos de fornecedores e que sejam necessários aos postos de atendimento do Sistema de Saúde dos nossos patrícios. Com isto espera aliviar os locais de atendimento, "liberando-os" de todas as atividades que não sejam voltadas ao atendimento dos seus usuários e pacientes.
Bela teoria! Não é inusitada e nem moderna, mas sempre desperta aqui e acolá adeptos que aproveitam o ensejo para dar aquele corte nas estruturas e produzir assim uma bela economia... de nada! Sim porque o percentual de despesas administrativas, que envolvem as compras e aquisições destes materiais, no pior dos mundos chega a 18% deixando mais de 80% das despesas voltadas para a atividade-fim de um sistema de saúde.
Dentro em pouco estaremos com notícias de falta de material, tanto básico como de apoio, para os atendimentos, ou economia de nada feita às custas da qualidade do atendimento e por aí vai. Não é praga, simplesmente é assim que terminam estes idiotas discursos voltados a atacar não o problema central, mas sim aquelas estruturas que dão uma "economia de imediato", ainda que destrambelhem os sistemas logo em seguida.
Como dizia o ilustre Rui Barbosa, chega a doer de tanta bobagem...
Ajustar os processos-meio em quaisquer setores é sempre uma necessidade, em especial num momento histórico no qual os tempos e as mudanças acontecem quase que hora após hora. Fazê-los estratégias que consolidem e aprimorem os resultados é o principal desafio dos estudiosos e gestores profissionais que atuam no campo da Logística. Nunca foi tão necessário estar na quantidade certa, no tempo certo e na hora desejada pelo CLIENTE. Sim, pelo nosso cliente e não pelo teórico de plantão, ou pelo fiscal das normas internas, ou pelo xerife da controladoria ou por qualquer outra criatura que normatiza tanto que esquece de dar resultado.
O meio e o fim são gêmeos, não univitelinos, mas assemelhados quando olhamos para eles com a lógica do resultados sistêmico. Quando dissociados, ou viram tema de intervenções que não darão certo, como esta que comentamos acima, ou transformam o meio num fim... da picada!

14 de fev. de 2010

ESTOU FORA!

Boa Noite!

"O que você fizer, eu estou dentro!" Com esta brilhante e inusitada frase, dentro dos meios sanitários, o Ministério da Saúde comemorou o primeiro dia de Carnaval em nosso país. É óbvio que esta frase é pronunciada por um pacote de camisinhas que ainda completa: "Com amor, ou apenas sexo, use sempre". O que consolida a estratégia adotada de prevenir pela avacalhação.
É isto mesmo: para os gestores estratégicos de saúde em nosso país o que interessa na prevenção é o uso da camisinha. E assim tem sido nestes últimos dez anos.
Bem, nada melhor do que os números para visualizrmos os "resultados" (sic) desta estratégia:
- para cada dez NOVAS mulheres infectadas, oito (ou seja 80%) possuem menos de dezoito anos de idade;
- para cada dez NOVOS infectados, 39% são homossexuais contra 22% de heterossexuais.

Ambos os públicos que estão mais contribuindo para engrossar as estatísticas desta doença letal, são exatamente aqueles que toda a mídia tem insistido em "liberar geral", como forma de expressar a "alegria de viver o momento". De fato, continuando na velocidade atual da AIDS, quase nenhum momento de tão curtas vidas restará para se conceituar como feliz.
A Campanha é irresponsável, procura ser "agradável" aos detentores do quarto poder (mídia) e em nada agrega à prevenção em tais públicos. Que tristeza ver tantos recursos e tamanha competência desperdiçada pelo afã de aparecer! Realmente, a não ser pelo espaço dado pelos jornais e imprensa televisiva, esta brilhante (sic) campanha de nada servirá. Continuaremos a ser testemunhas silenciosas deste extermínio voluntário e anunciado? Até quando?

11 de fev. de 2010

ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DO PARTO: A SOLUÇÃO FINAL DO ABORTO?

Boa Noite!


Quando os adeptos do nazismo assumiram o poder, preocuparam-se de imediato em tomar para si as rédeas da mídia em toda a Alemanha, condição essencial à implantação dos seus programas de exclusão, perseguição e exterminação das populações consideradas sub-raças. Embora todos os que a eles se opuseram tenham sofrido, os asseclas de Hitler notabilizaram-se em castigar e assassinar os judeus, apenas pelo fato de serem integrantes de uma raça. Ao judeu não foi permitido falar. Tampouco defender-se. Em nome dos interesses maiores do VOLK (povo), adotaram-se decisões técnicas (sic) que resguardassem o avanço e as melhorias (sic) que adviriam das Leis Raciais de Nuremberg (1935).
Mas, mesmo os nazistas, tinham receio de que termos que denotassem a verdade do que iriam fazer atraíssem pessoas de boa vontade, ou ainda os ‘mornos’, aqueles que formam suas opiniões muito mais em função do que se está escrito, do vernáculo em si, do que avaliando a agressividade ou injustiça contidas numa questão. Por isso, reunidos em Wansee (1941), organizaram de forma gerencial e sistematizada, atentando para os padrões ‘técnicos’ necessários, o expurgo total e geral do povo judeu, através da “Solução Final”. Este eufemismo procurava amenizar o assassinato contínuo e promovido nos ouvidos de uma população que não queria ou não podia saber da verdade por trás das palavras. Inexistia a rede mundial de computadores e TODOS os órgãos de informação estavam sujeitos ao Estado. Enfim, uma ditadura cruel e com mãos sujas de sangue.
O quadro acima é aquele que me ocorre a cada vez que escuto o Ministério da Saúde falar, bem como os parlamentares eleitos e que defendem, sobre o projeto da “Antecipação Terapêutica do Parto”. Este eufemismo quer dizer o aborto legalizado em nosso país. Ele pretende retirar a voz de todos os fetos, que já não possuem o direito à vida e são assemelhados a ‘coisas descartáveis’, dando às mães o livre e absurdo direito de escolher quem vai morrer.
Não precisamos falar da natureza divina da vida. Basta examinarmos os requisitos de uma democracia e constataremos que o direito à vida, desde sua concepção, é princípio basilar de uma sociedade que se diz igualitária e solidária. Embriões e Fetos não são coisas, mas vidas que pulsam e necessitam, por ainda não terem voz, da intransigente defesa de seus interesses por parte dos demais cidadãos. Deixar que sejam exterminados, em nome da ciência (sic), dos avanços (sic) ou das liberdades femininas (sic) é não querer saber da verdade e, assim, ser coniventes com mais um extermínio de crianças.
Não é este o mundo justo e de oportunidades iguais que tanto se apregoa. Não vejo avanço em se repetir um massacre contra seres que não podem falar, mas que vivem e merecem viver. Precisamos de gestos concretos, como bem o dizem os defensores do movimento Brasil Sem Aborto (www.brasilsemaborto.com.br), precisamos de vozes corajosas, precisamos de corações capazes de se colocarem no lugar daqueles que mesmo tendo um coração não são lembrados pelos donos do poder.

10 de fev. de 2010

PERDOA-ME POR TE TRAÍRES

Boa Noite!

O Ministério da Saúde divulga portaria pela qual está banida, ao menos legalmente no país, a nefasta prática do vale-desconto para remédios distribuídos pelos consultórios "cadastrados". Nem ao menos ela começa a vigorar e já surgem os "defensores" dos mais fracos que argumentam ser um absurdo o final de tais "descontos", que conseguem reduzir em até 60% os preços nas farmácias, simplesmente pela apresentação de um pedaço de papel carimbado com o CRM do profissional que o entregou.
Mundo estranho este das indústrias farmacêuticas: estipula-se nas farmácias um preço que assegura rentabilidade e sobrevivência legal às empresas que fabricam fármacos. Entretanto, meramente pela indicação num papel de um médico cadastrado este preço sofre reduções de mais da metade do preço.
Qual o segredo para tal redução? Por que ela se condiciona ao pedaço de papel? Qual a razão para se excluírem os pobres mortais que não tem a sorte de bater à porta dum "cadastrado"?
Está certo o Ministério da Saúde e seus órgãos. Da mesma forma como a quebra da patente foi uma ação visionária e decorrente de uma excelente visão de futuro, banir-se a prática perniciosa de preços artificiais inflados ou reduzidos apenas para causar uma boa impressão é, sem dúvida, o primeiro passo para um dia sabermos afinal qual é o preço real (e justo) de comercialização de um remédio.
As indústrias farmacêuticas precisam definir qual o papel e o conceito que desejam ter perante os financiadores do setor de saúde suplementar: aquele que ensaiaram quando a crise parecia ser maior do que afinal foi, ou o outro que permanece arraigado na maioria das cabeças pensantes e que as associa à falta de vontade de negociar, ao estigma de não respeitarem os atores do setor e, principalmente, a de não se preocuparem com os clientes-pacientes de forma sanitária.

9 de fev. de 2010

DERROTAS VERSUS FRACASSOS

Boa Noite!


A derrota é algo que faz parte da caminhada de qualquer gestor, seja qual for o mercado em que atue, a experiência possuída e a competência desenvolvida. Ela marca, faz sofrer, traz consigo dois terríveis associados: a solidão e o esquecimento.
As vitórias sempre são coletivas, até mesmo para uns aproveitadores que jamais nos ajudaram, mas que se tornam os mais rápidos nos cumprimentos e nas fotos. Porém, as derrotas sempre são solitárias.
Ninguém gosta de sofrê-las, mas elas doem mais nos que possuem competência e galgaram sua caminhada profissional através dela.
As palavras que os verdadeiros amigos nos dirigem (e como falo de verdadeiros são poucos nestas horas), parecem nos fazer sentir mais distantes de tudo o que projetáramos realizar, suspensos pela avalanche das mudanças que estão além de nossa governabilidade.
Derrota, segundo a Etimologia (Dicionário Houaiss), quer dizer “quebra da rota, do caminho”. Ela é algo passageiro, que causa uma certa confusão na estrada planejada, mas não a termina.
A derrota não pode se transformar num fracasso. Fracasso tem a ver com o barulho estrepitoso que resulta de uma queda. Quando se cai, de forma tão forte e violenta, pode-se nunca mais retornar-se ao estado anterior. Altera-se não o tempo do percurso, mas a própria consistência daquele que caminhava. Os fracassos quebram a alma, a vontade e a perseverança daqueles que deixam as derrotas serem neles convertidas. Por isso, em especial nos momentos que foge de nossos pés o chão que julgáramos firme, ou surgem armadilhas que não pensávamos existir, ou mesmo recebemos de quem não deveria fazer, decisões que derrotam nossos projetos, precisamos ser tolerantes à frustração e superar, rápido tanto quanto possível, o triste e amargo sabor de termos perdido.
As derrotas devem fazer com que nos arrependamos de atitudes ou ações que fizemos ou que deveríamos tê-las feito. O arrependimento é o primeiro degrau da estrada que nos colocará novamente no caminho do sucesso.
Os fracassos incutem em nós contraditórios sentimentos de culpa. E a culpa é o maior grilhão a nos impedir de alcançar a redenção e a retomada.

5 de fev. de 2010

O CUSTO LABORATIVO DA NÃO PREVENÇÃO

Boa Noite!




A Central Única dos Trabalhadores (CUT), através dos seus principais dirigentes, divulgou em 04.02.2010 pela Folha de São Paulo, o montante gasto entre 2003/2008 pelo governo federal com acidentes de trabalho e aposentadorias decorrentes de insalubridade: R$ 72,7 bilhões. Isto quer dizer que, a cada dia nestes 5 anos desembolsaram-se 39 milhões de reais para se pagar pela não prevenção nos ambientes de trabalho.
É óbvio que as ações de promoção e prevenção não são mágicas, e nem capazes de retirar água da pedra. Corretamente implantadas elas evitam os agravos que podem ser gerenciados, mas principalmente educam e formam os seus participantes quanto aos cuidados pessoais para com a Saúde.
No ambiente de trabalho, contudo, as ações de promoção impactam diretamente sobre os afastamentos e, também, quanto à produtividade. Tornam os funcionários menos tensos e serve para mostrar-lhes o interesse das empresas para com sua integridade pessoal.
Nada disto é novidade para ninguém. Mas, então porque quase 72 mil pessoas em plena idade laborativa foram aposentadas no mesmo período por invalidez, ou seja, por não mais apresentarem condições de permanecerem no mercado de trabalho?
A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo. Enquanto as empresas falam mais e gastam crescentes quantias em estratégias de marketing que estão centralizadas na valorização das pessoas-clientes que consomem, estão distanciadas das pessoas-trabalhadoras.
Parece que as palavras de per si, sem quaisquer outras ações concretas e perceptíveis pelos empregados, bastam para que estes últimos se sintam motivados e reconhecidos! Ou seja, todos os mimos e cuidados para com os que compram são superficiais, pois não se pode compreender a valorização de um em detrimento do abandono da pessoa-trabalhador.
As políticas e diretrizes de pessoas nas empresas não estão voltadas para o ser humano, não os reconhecem como seres que vivem, não lhes admite possuir necessidades básicas. São epitáfios e não valores, as frases que preenchem os espaços das peças de comunicação, quadros e avisos de circulação interna nas empresas.
O Lucro que é resultado da comercialização de produtos manufaturados por pessoas e produzido também por estas, está produzindo uma estranha raça para os seus detentores: o ser humano que vive, mas que não existe. O empregado vive porque respira, anda, bate o ponto e produz. Porém, ele não é considerado um ser vivente, uma vez que suas necessidades nem são mapeadas e se o forem, jamais estarão na lista de prioridades dos empresários
Desta inversão total das relações laborativas é que surge a principal causa dos números acima veiculados. As mudanças defendidas pelas centrais sindicais, por outro lado, buscam tornar cada vez mais subjetivo o estabelecimento do nexo causal, ação que é mais paternalista do que propriamente defensora da justiça. E nesta confusão toda se continua a não se discutir o principal ponto: afinal, o Lucro e a Economia existem e foram organizadas para servir à humanidade e promover o ser humano, ou para servirem-se deste último?

4 de fev. de 2010

SINAL DE ALERTA

 Boa Noite!

Dados divulgados no final do mês passado pela CONIC e que estão servindo de subsídio à discussão da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano (ECONOMIA E VIDA), trazem importantes dados para a reflexão dos gestores estratégicos no mercado de saúde suplementar.
A carga tributária sobre as classes mais baixas de assalariados (até 5 salários-mínimos mensais de renda), alcançaram a casa dos 30% e são quase 12% maiores do que àquela que incide sobre os que ganham mais de 30 salários mínimos por mês.
Durante o Governo Lula estes números não apenas se mantiveram como cresceu mais a tributação sobre os que menos ganham. Exatamente é esta a população que mais deseja adquirir planos de saúde, e especificamente a que mais tem se inserido na classe dos consumidores neste setor. Mas, se a tributação está maior, como se pode explicar o aumento de consumo neste segmento?
Antes, um outro dado alarmante: quem ganha até 03 SM mensais, destina 197 dias de trabalho para pagar todos os tributos diretos e indiretos que estão em vigor no Brasil, contra 106 dias dos que ganham MAIS de 30 salários mínimos por mês. É mais um dado que significa menos dinheiro no bolso destes ávidos compradores de planos e coberturas populares na saúde suplementar.
Qual a explicação deste aparente contra-senso? As transferências governamentais. Mais de 50% do aumento da renda per capita final da população de até 05 SM mensais decorrem dos programas sociais que, por sua vez, se alimentam dos tributos recolhidos da classe média.
Estamos assim, numa armadilha: não se recuperou o poder real dos salários de tal forma que o consumo promova a solidariedade e justiça social. Os ganhos decorrem de uma parcela que, em tese, é transitória e não definitiva (bolsas disso, daquilo, etc). E o que é pior: quem está mais folgado ou já tem seu plano de saúde, ou não lhe é fiel.
Portanto, quando vemos a concentração no país e juntamos a essa análise as distorções tributárias que insistimos em manter e que unem as ações concretas dos governos de direita ou de esquerda, cabe-nos ligar um enorme sinal amarelo! Mercado de serviços que é, a saúde suplementar necessita de crescimento real, de aumento do poder aquisitivo dos salários, de melhor distribuição de renda. Sem isso, daqui a pouco também nas operadoras a concentração irá promover uma devastação na concorrência e oferta de produtos.

3 de fev. de 2010

E O OSCAR VAI PARA...

Boa Noite!

Resolvi iniciar uma campanha para que o Oscar (prêmio norte americano concedido pela Academia de Cinema daquele país), seja concedido de forma excepcional ao nosso Ministério da Saúde. Sim, pela criatividade medíocre e pela absoluta falta do que fazer, a campanha de "Carnaval com Saúde e Prevenção" deste ano vai trazer a voz de Luana Piovani falando como... uma camisinha falante!
Agora, a camisinha que já foi parte de uma banda de música, também já incentivou o sexo geral e animal no meio da rua, vai ensinar a uma jovem e a um homossexual como, usando a camisinha, ter um Carnaval "seguro" (sic).
Ou seja, mesmo com os dados de contaminação crescendo entre os jovens de 13 a 19 anos, mesmo com a mortalidade grassando vidas que seriam tão importantes para uma nação que está ficando velha rápido demais, mesmo que estejamos falando de vidas humanas ceifadas pela AIDS, nada disso importa para o Ministério da Saúde(?).
O que vale é o liberou geral, desde que usando a camisinha. Mesmo que os vírus do HIV tenham dimensões distintas em suas dezenas de mutações, e coloquem em risco o uso do preservativo para com a proteção máxima, nem isso segura os nossos "gestores federais de saúde".
Pobre juventude. Pobre País. Pobre sociedade.
A campanha quer manter uma posição que a mídia "aceita" e, por isso mesmo, assegura espaço publicitário tão importante em todo o tempo, mas especialmente num ano eleitoral. Logo, preparem-se para verem desfilar centenas de entrevistas rápidas com os brilhantes "criadores" desta "fantástica" campanha.
Aguentar camisinha falando já é de lascar! Mas, falando e ensinando errado chega a ser digno de um oscar: ilusões que bem apresentadas até parecem ser verdadeiras.

2 de fev. de 2010

MAIS PÍLULA, MAS E A SAÚDE?

Boa Noite!


O mercado farmacêutico, assim compreendido o consumo de todas as drogas autorizadas num determinado país, irá crescer no Brasil entre 2010 e 2013 exatamente o dobro da taxa de crescimento prevista para o Mundo! Ou seja, para todos os brasileiros, consumir fármacos é algo rotineiro e definitivamente incorporado aos hábitos de consumo, mas e a Saúde?

Quanto mais se fala, produzem-se discursos e apresentações sofisticadas acerca das ações de promoção e prevenção em saúde, tanto mais são ingeridas cápsulas e comprimidos que mais parecem pílulas mágicas capazes de nos trazer (além de seus efeitos colaterais e reações adversas, das quais não se separa) uma agradável e irresistível sensação de proteção! Mas, isto quer dizer saúde?

Prevenir, para nossa população, parece ter sido atrelado de forma definitiva a consumir as drogas farmacêuticas autorizadas. É um processo de aculturação que ganhou vida própria e foge das sérias intervenções que resistem aos modismos. Ao menos esta é a única explicação possível que encontro (e também livre de ameaças judiciais).

Nos próximos três anos galgaremos mais uma posição dentre os países consumidores de remédios, alcançando uma nada modesta 8ª. posição que muito alegra e engrandece as indústrias farmacêuticas, isso sem que contar que surpresas sempre podem acontecer neste campo de consumo de fármacos! Quem sabe subamos mais? Mas, e a saúde estará também nesta impressionante curva ascendente?

Bom, não devia ser surpresa para mim.

Um país que tem em suas farmácias gôndolas de supermercado; onde remédios são organizados como se fossem produtos de fácil e tranquilo acesso, como se fossem itens inocentes e isentos de riscos. Um país que aprova leis para regularizar a oferta de remédios, apenas para vê-las serem ignoradas e não fiscalizadas, não cumpridas e não respeitadas, afinal o que poderíamos esperar? Consumo e não prevenção, é isso que poderíamos esperar e o que acontece.

Mais remédios necessitam de mais doenças. Mas, e a saúde hein?