Bom Dia!
É muito triste lermos nos jornais de hoje que os pesquisadores americanos chegaram a conclusão de que nos casos de depressão no público jovem (menores de 16 anos) o melhor tratamento é o que resulta de uma combinação de terapia e medicação.
Lamentável pelo aspecto sanitário, pois a terapia traz seus benefícios, mas não é isenta dos riscos de se criar uma dependência que torne o jovem, futuro adulto, num ser pela metade, reduzindo sua autonomia e autoconfiança. Desastrosa a constatação pelo campo das drogas que os mesmos devem tomar, pesadas e viciantes, com todas as sequelas que conhecemos associadas aos medicamentos usados nas patologias mentais.
Se é assustador tudo isto, mais ainda o percentual de incidência (foi de 4,5 a 8% em 10 anos), o que fica mais aterrorrizador é que uma das causas continua solenemente ignorada pelos estudiosos: o materialismo da sociedade contemporânea.
Aos jovens, em especial os pré-adolescentes, apresenta-se uma sociedade onde a vitória, o sucesso, a glória humana, estão associados ao TER. O possuir algo material, mais do que atender necessidades e expectativas foi e é a cada dia transformado, melhor dizendo, distorcido como um fator capaz de gerar confiança e alegria individuais.
Noções básicas e inerentes ao ser humano do tipo: família, solidariedade, coletivo e humanização das relações passam a ser associadas ao retrocesso, apresentadas como se fossem dogmas religiosos e não uma real e intrínseca necessidade do ser humano.
A matéria prevalece, para os formadores de opinião, sobre os fundamentos da sociedade humana, como se fosse possível apagar o código genético e moral que está ligado à existência do homem e arraigada no seu mais íntimo espaço: sua alma.
O resultado desta desastrosa intervenção, promotora do consumo pelo consumo, do materialismo como forma de "aproveitar o momento", e da equivocada ilusão de que se pode modificar a parte imaterial do ser humano, bem pode ser expressa, dentre outros, no aumento da taxa de depressão acima citada. E a solução, claro, para esta sociedade que briga com o real é, segundo os "especialistas", a medicação e a terapia! Não é mais fácil educar? Não é mais rico formar cidadãos com espírito solidário? Não é mais humano tratar os jovens como o que eles realmente são: seres humanos? Ou será que isto não é discutido por não servir para vender medicações???
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de jun. de 2009
29 de jun. de 2009
QUAL É O FOCO?
Bom Dia!
Pesquisa realizada pela Folha de São Paulo e veiculada nas suas edições de ontem e hoje dão conta da enorme lacuna que existe no combate à cegueira decorrente da Catarata, agravo que em nossos dias já é perfeitamente identificável e superado, com expressivos ganhos para a qualidade de vida dos pacientes. O periódico trata a questão como um desafio (Editoriais, página A2) e aponta para um não atendimento de cerca de 39% da demanda existente.
É fato que o tempo nesta questão deve ser precisamente acompanhado, pois a precipitação ou a demora excessiva podem causar danos irreversíveis aos agravados. A Folha cuidou de apurar, ainda, o custo médio desta cirurgia (com a Lente Intraocular) e chegou a um valor de R$ 571 por operação.
À parte as questões de sempre de gestão no Sistema Pública e que certamente contribuem para parcela desta demanda reprimida, o que ocorre na área da Saúde Suplementar? Ora, o de sempre: os eternos conflitos entre o foco sanitário e os ganhos financeiros.
Para se ter uma idéia, na área das operadoras de autogestão, no Estado de São Paulo, apenas a LENTE já é cobrada por valores que variam entre R$ 800 e R$ 1.300 causando apenas este item um acréscimo de mais de 100% do custo apurado pelo jornal acima citado!
Se agregarmos os honorários médicos, materiais e descartáveis, será fácil chegar a um patamar de 200% de incremento no valor médio apurado pela pesquisa. Mas, bradarão alguns, como se comparar preços públicos com os privados?
Realmente esta é uma questão lamentável:
1. Na área pública os preços são definidos por portarias, autoaplicáveis e emandas de quem compra o serviço. Por isso, alguns profissionais reclamam de que tais referências não se coadunam com os custos e investimentos por eles realizados.
2. No Setor Suplementar, por outro lado, nenhuma norma existe para reger a formação de preços e, por isso, vale a lei da selva: quem mais tem poder no mercado local impõe aos compradores de serviços os preços que deseja praticar. Por outro lado, tais situações são combatidas com as glosas e, no ápice do encontro de tantos equívocos é que encontramos as grandes causas de tantos e intermináveis conflitos.
A questão, portanto, não é de formação de preço, mas de FOCO.
Uma cobertura assistencial que tivesse surgido das reais necessidades de saúde da população brasileira, já bastantes mapeadas e estudadas por sérios e diversificados pesquisadores e gestores de saúde, apontaria para os eventos que, no Rol da ANS, representassem efetivamente a prioridade necessária à nossa população. Mas a Agência prefere "jogar para a torcida" e busca incluir todos os eventos que por esta ou aquela razão vêm à mídia, ainda que nem sempre possam ser chamados de prioridades de um sistema de saúde.
Desta forma, ausentando-se o regulador sistêmico dos canais de discussão técnica, tanto das definições de prioridades de cobertura, quanto das formas legais de definição de preços (falo de princípios, não de tabelas!), entrega-se a cobrança destes últimos às estratégias que enumerei no início desta reflexão, geradoras de atritos e enfrentamentos.
Ninguém ganha com esta briga: os prestadores de serviços perdem ao dedicar considerável tempo de suas agendas em processos que deveriam ser fechados rapidamente e que dizem respeito, apenas, às atividades meio de sua profissão; por outro lado, os compradores de serviços tornam-se cada vez mais estigmatizados pela mídia que não entende (ou não quer entender?) as situações de abuso que ocorrem neste Setor; mas, principalmente, perdem os nossos pacientes/clientes/usuários que são obrigados a assistirem num desconfortável camarote da agonia, os agentes capazes de promover sua Saúde degladiando-se numa infrutífera disputa de poder.
Pesquisa realizada pela Folha de São Paulo e veiculada nas suas edições de ontem e hoje dão conta da enorme lacuna que existe no combate à cegueira decorrente da Catarata, agravo que em nossos dias já é perfeitamente identificável e superado, com expressivos ganhos para a qualidade de vida dos pacientes. O periódico trata a questão como um desafio (Editoriais, página A2) e aponta para um não atendimento de cerca de 39% da demanda existente.
É fato que o tempo nesta questão deve ser precisamente acompanhado, pois a precipitação ou a demora excessiva podem causar danos irreversíveis aos agravados. A Folha cuidou de apurar, ainda, o custo médio desta cirurgia (com a Lente Intraocular) e chegou a um valor de R$ 571 por operação.
À parte as questões de sempre de gestão no Sistema Pública e que certamente contribuem para parcela desta demanda reprimida, o que ocorre na área da Saúde Suplementar? Ora, o de sempre: os eternos conflitos entre o foco sanitário e os ganhos financeiros.
Para se ter uma idéia, na área das operadoras de autogestão, no Estado de São Paulo, apenas a LENTE já é cobrada por valores que variam entre R$ 800 e R$ 1.300 causando apenas este item um acréscimo de mais de 100% do custo apurado pelo jornal acima citado!
Se agregarmos os honorários médicos, materiais e descartáveis, será fácil chegar a um patamar de 200% de incremento no valor médio apurado pela pesquisa. Mas, bradarão alguns, como se comparar preços públicos com os privados?
Realmente esta é uma questão lamentável:
1. Na área pública os preços são definidos por portarias, autoaplicáveis e emandas de quem compra o serviço. Por isso, alguns profissionais reclamam de que tais referências não se coadunam com os custos e investimentos por eles realizados.
2. No Setor Suplementar, por outro lado, nenhuma norma existe para reger a formação de preços e, por isso, vale a lei da selva: quem mais tem poder no mercado local impõe aos compradores de serviços os preços que deseja praticar. Por outro lado, tais situações são combatidas com as glosas e, no ápice do encontro de tantos equívocos é que encontramos as grandes causas de tantos e intermináveis conflitos.
A questão, portanto, não é de formação de preço, mas de FOCO.
Uma cobertura assistencial que tivesse surgido das reais necessidades de saúde da população brasileira, já bastantes mapeadas e estudadas por sérios e diversificados pesquisadores e gestores de saúde, apontaria para os eventos que, no Rol da ANS, representassem efetivamente a prioridade necessária à nossa população. Mas a Agência prefere "jogar para a torcida" e busca incluir todos os eventos que por esta ou aquela razão vêm à mídia, ainda que nem sempre possam ser chamados de prioridades de um sistema de saúde.
Desta forma, ausentando-se o regulador sistêmico dos canais de discussão técnica, tanto das definições de prioridades de cobertura, quanto das formas legais de definição de preços (falo de princípios, não de tabelas!), entrega-se a cobrança destes últimos às estratégias que enumerei no início desta reflexão, geradoras de atritos e enfrentamentos.
Ninguém ganha com esta briga: os prestadores de serviços perdem ao dedicar considerável tempo de suas agendas em processos que deveriam ser fechados rapidamente e que dizem respeito, apenas, às atividades meio de sua profissão; por outro lado, os compradores de serviços tornam-se cada vez mais estigmatizados pela mídia que não entende (ou não quer entender?) as situações de abuso que ocorrem neste Setor; mas, principalmente, perdem os nossos pacientes/clientes/usuários que são obrigados a assistirem num desconfortável camarote da agonia, os agentes capazes de promover sua Saúde degladiando-se numa infrutífera disputa de poder.
26 de jun. de 2009
PÉS DE BARRO
Bom Dia!
Com a morte do cantor pop Michael Jackson, ocorrida ontem à tarde nos Estados Unidos, toda a mídia está explorando o tema da "tragédia da vida pessoal". Ainda que sem usar a palavra DESTINO, ela aparece de forma bem subjetiva nas inúmeras reportangens, entrevistas e análises feitas em todas as grades de programação de todos os canais (TV e Rádio). Realmente deve ser lamentada a morte de alguém aos 50 anos, nos tempos atuais, tanto quanto nos entristecemos pelas inúmeras mortes de fetos e crianças, sob as mais variadas formas em todo o planeta.
Porém, a grande discussão que esta fatalidade nos traz não será, penso eu, efetuada: os ídolos de pés de barro fabricados pela mídia para serem veículos de sua idéias, manipulados pelo consumo imposto pelos defensores do materialismo e, depois de esgotada sua cota de adesão das novas vítimas, descartados do noticiário ou, como no caso de Michael Jackson, transformados num grotesco e bizarro personagem de fofocas internacionais.
A sociedade de consumo não vê o ser humano, não porque não seja capaz de fazê-lo, mas simplesmente porque ele não é importante. Seu dinheiro e sua capacidade de adquirir bens, sim.
A mídia cria ídolos a partir das coisas mais idiotas possíveis: um novo cantor (de uma única canção); uma dupla sertaneja que é usada em propagandas de cerveja; jogadores de futebol, e por aí vai. Não se valoriza a essência das pessoas, aquilo que elas trazem de bom, de luz, de mudanças construtivas para o mundo onde vive.
O que nós somos não conta para esta mídia globalizada, e sim o que nós temos e, principalmente, o que fazemos com o que temos. E assim a sociedade vai se despersonalizando, tornando-se autômata e passando a tratar os seres humanos como peças descartáveis quando não mais são capazes de consumir (de forma direta) ou servirem de incentivo ao consumo indireto de outros.
Se a vida de Michael Jackson é uma sucessão de tragédias pessoais e familiares, o que fizeram com este rapaz, artista brilhante e polivalente, chega a ser um atentado à vida: fizeram dele um autômato, sem face, sem cor, sem alma.
Agora, e até a próxima tragédia que se abata sobre a humanidade, quando novamente mudará de foco, toda a mídia irá explorar os escândalos e os erros cometidos por ele. Que pena não terem, em sua vida, procurado ajudá-lo quando de forma tão estranha pediu, por diversas vezes, socorro à humanidade.
É muito forte a tentação para sermos ídolos com pés de barro. De todos os lugares, sob diversificadas formas, ela surge e procura nos envolver com seu canto de sereia. Porém, aquilo que somos e que sempre nos leva ao que transcende a matéria deve prevalecer, seja em nossa vida pessoal, profissional, religiosa, social.
Com a morte do cantor pop Michael Jackson, ocorrida ontem à tarde nos Estados Unidos, toda a mídia está explorando o tema da "tragédia da vida pessoal". Ainda que sem usar a palavra DESTINO, ela aparece de forma bem subjetiva nas inúmeras reportangens, entrevistas e análises feitas em todas as grades de programação de todos os canais (TV e Rádio). Realmente deve ser lamentada a morte de alguém aos 50 anos, nos tempos atuais, tanto quanto nos entristecemos pelas inúmeras mortes de fetos e crianças, sob as mais variadas formas em todo o planeta.
Porém, a grande discussão que esta fatalidade nos traz não será, penso eu, efetuada: os ídolos de pés de barro fabricados pela mídia para serem veículos de sua idéias, manipulados pelo consumo imposto pelos defensores do materialismo e, depois de esgotada sua cota de adesão das novas vítimas, descartados do noticiário ou, como no caso de Michael Jackson, transformados num grotesco e bizarro personagem de fofocas internacionais.
A sociedade de consumo não vê o ser humano, não porque não seja capaz de fazê-lo, mas simplesmente porque ele não é importante. Seu dinheiro e sua capacidade de adquirir bens, sim.
A mídia cria ídolos a partir das coisas mais idiotas possíveis: um novo cantor (de uma única canção); uma dupla sertaneja que é usada em propagandas de cerveja; jogadores de futebol, e por aí vai. Não se valoriza a essência das pessoas, aquilo que elas trazem de bom, de luz, de mudanças construtivas para o mundo onde vive.
O que nós somos não conta para esta mídia globalizada, e sim o que nós temos e, principalmente, o que fazemos com o que temos. E assim a sociedade vai se despersonalizando, tornando-se autômata e passando a tratar os seres humanos como peças descartáveis quando não mais são capazes de consumir (de forma direta) ou servirem de incentivo ao consumo indireto de outros.
Se a vida de Michael Jackson é uma sucessão de tragédias pessoais e familiares, o que fizeram com este rapaz, artista brilhante e polivalente, chega a ser um atentado à vida: fizeram dele um autômato, sem face, sem cor, sem alma.
Agora, e até a próxima tragédia que se abata sobre a humanidade, quando novamente mudará de foco, toda a mídia irá explorar os escândalos e os erros cometidos por ele. Que pena não terem, em sua vida, procurado ajudá-lo quando de forma tão estranha pediu, por diversas vezes, socorro à humanidade.
É muito forte a tentação para sermos ídolos com pés de barro. De todos os lugares, sob diversificadas formas, ela surge e procura nos envolver com seu canto de sereia. Porém, aquilo que somos e que sempre nos leva ao que transcende a matéria deve prevalecer, seja em nossa vida pessoal, profissional, religiosa, social.
22 de jun. de 2009
O OURO BRANCO
Bom Dia!
Uma pesquisa desenvolvida na Inglaterra por estudiosos ligados à universidade de Southampton, e divulgada através do Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism (http://jcem.endojournals.org), realizada com cerca de 600 mulheres britânicas, demonstrou que todos os recém-nascidos que foram mantidos o maior tempo possível mamando no seio materno, apresentavam aos quatro anos de idade uma massa expressivamente menor de gordura.
Os pesquisadores procuraram averiguar se existiriam fatores genéticos que explicassem tal questão, mas a hipótese foi descartada. Resta assim agregarmos aos já inúmeros benefícios do leite materno mais este: um corpo saudável e esbelto. Alguns especialistas apontam que os fatores mais importantes para definir uma futura obesidade estariam situados nos doze primeiros meses de vida da criança.
Alimentando-se do leite materno, expressivo número dos fatores de risco seriam eliminados o que daria ao futuro jovem amplas condições de não engrossar a fila dos obesos. Mais ainda, se lembrarmos que alguns médicos americanos defendem, a partir de um trabalho feito com 200 jovens holandeses, que nos três primeiros meses de vida, o bebê que adquire peso muito rapidamente passa a desenvolver diversos fatores de incremento dos riscos cardiológicos futuros, estaremos diante de mais uma lição da vida contra a indústria farmacêutica: prevenir não é isolar-se do mundo, nem tampouco abandonar a totalidade das boas coisas da vida. Antes, a prevenção é uma tomada de consciência acerca do excesso, evitando-o e jamais acreditando que o estado saúde plena possa ser reavido ou restaurado por uma droga artificialmente fabricada.
Toda a reportagem completa está no Corriere della Sera (18.06.2009). Mas o Ouro Branco está a nossa disposição se assim o valorizarmos.
Uma pesquisa desenvolvida na Inglaterra por estudiosos ligados à universidade de Southampton, e divulgada através do Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism (http://jcem.endojournals.org), realizada com cerca de 600 mulheres britânicas, demonstrou que todos os recém-nascidos que foram mantidos o maior tempo possível mamando no seio materno, apresentavam aos quatro anos de idade uma massa expressivamente menor de gordura.
Os pesquisadores procuraram averiguar se existiriam fatores genéticos que explicassem tal questão, mas a hipótese foi descartada. Resta assim agregarmos aos já inúmeros benefícios do leite materno mais este: um corpo saudável e esbelto. Alguns especialistas apontam que os fatores mais importantes para definir uma futura obesidade estariam situados nos doze primeiros meses de vida da criança.
Alimentando-se do leite materno, expressivo número dos fatores de risco seriam eliminados o que daria ao futuro jovem amplas condições de não engrossar a fila dos obesos. Mais ainda, se lembrarmos que alguns médicos americanos defendem, a partir de um trabalho feito com 200 jovens holandeses, que nos três primeiros meses de vida, o bebê que adquire peso muito rapidamente passa a desenvolver diversos fatores de incremento dos riscos cardiológicos futuros, estaremos diante de mais uma lição da vida contra a indústria farmacêutica: prevenir não é isolar-se do mundo, nem tampouco abandonar a totalidade das boas coisas da vida. Antes, a prevenção é uma tomada de consciência acerca do excesso, evitando-o e jamais acreditando que o estado saúde plena possa ser reavido ou restaurado por uma droga artificialmente fabricada.
Toda a reportagem completa está no Corriere della Sera (18.06.2009). Mas o Ouro Branco está a nossa disposição se assim o valorizarmos.
19 de jun. de 2009
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Boa Tarde!
Os noticiários divulgam hoje, na maioria dos locais relacionados com a Saúde, a entrada em funcionamento, no interior de São Paulo do PET CT, equipamento que reúne as duas tecnologias mais "avançadas" atualmente no campo da imagem: a tomografia computadorizada, usada em imagens anatômicas e o PET usado para imagens metabólicas.
Tal situação será uma grande "melhoria" para os pacientes oncológicos uma vez que a nova tecnologia permite um melhor rastreamento de tumores cancerígenos. Nada contra as boas notícias. Em especial para os portadores de neoplasias que tanto carecem delas.
Mas o foco está errado. Este novo exame, cujo custo estimado no país será de R$ 3,5 mil por evento, além de demais itens a ele relacionados, constitui-se numa nova ferramenta cuja eficácia dependerá de algo anterior e essencial: a capacidade diagnóstica do médico e a intervenção primária na gestão de cuidados destes pacientes.
Às vezes a tecnologia na Saúde parece0-me uma repetição do romance de Aldous Huxley, em que as máquinas se tornam tão necessárias que os homens buscam humanizá-las enquanto se tornam mais autômatos que nunca. Pois assim me parece hoje os anúncios acerca de tecnologias novas em Saúde: elas são mostradas como tão resolutivas que a intervenção e o conhecimento que as gerou, técnico e humano, parece até desnecessário ao processo de cura.
Os noticiários divulgam hoje, na maioria dos locais relacionados com a Saúde, a entrada em funcionamento, no interior de São Paulo do PET CT, equipamento que reúne as duas tecnologias mais "avançadas" atualmente no campo da imagem: a tomografia computadorizada, usada em imagens anatômicas e o PET usado para imagens metabólicas.
Tal situação será uma grande "melhoria" para os pacientes oncológicos uma vez que a nova tecnologia permite um melhor rastreamento de tumores cancerígenos. Nada contra as boas notícias. Em especial para os portadores de neoplasias que tanto carecem delas.
Mas o foco está errado. Este novo exame, cujo custo estimado no país será de R$ 3,5 mil por evento, além de demais itens a ele relacionados, constitui-se numa nova ferramenta cuja eficácia dependerá de algo anterior e essencial: a capacidade diagnóstica do médico e a intervenção primária na gestão de cuidados destes pacientes.
Às vezes a tecnologia na Saúde parece0-me uma repetição do romance de Aldous Huxley, em que as máquinas se tornam tão necessárias que os homens buscam humanizá-las enquanto se tornam mais autômatos que nunca. Pois assim me parece hoje os anúncios acerca de tecnologias novas em Saúde: elas são mostradas como tão resolutivas que a intervenção e o conhecimento que as gerou, técnico e humano, parece até desnecessário ao processo de cura.
17 de jun. de 2009
A DIFÍCIL TAREFA DA PREVENÇÃO
Bom Dia!
Um levantamento realizado no Reino Unido e divulgado pelo National Cancer Intelligence Network aponta que nos casos de constatação positiva de câncer, dos tipos de detecção primária, ou seja, de maior probabilidade de cura, dentre a população masculina, a mortalidade é expressamente maior (2,5 vezes) do que entre as mulheres.
E a causa apontada pelos pesquisadores ingleses é uma velha conhecida nossa: a teimosia e resistência às ações de prevenção e também de cura. Os homens se constituem num público com muitas peculiaridades, na questão da Gestão de Cuidados em Saúde.
Por um lado, são mais temerosos em relação ao adoecimento, mas não buscam e demonstram forte resistência na adesão aos programas de prevenção desenvolvidos, quer pelo Estado, quer por sistemas privados de saúde.
Também adiam, quase no limite da irresponsabilidade, a ida aos serviços de saúde quando perecebem ou mesmo sofrem com sintomas clínicas de qualquer natureza. Querem algo como uma máquina automática de solução dos problemas, mas que ainda venha até onde eles estão!
Entretanto, quando adoecem e, finalmente, recebem uma prescrição médica, cumprem-na apenas pelo tempo de julgarem estarem "melhor" dos seus sintomas e, por isso, auto-abandonarem seus tratamentos.
Assim, a pesquisa não deveria causar nenhuma surpresa para os gestores de saúde. Porém, se lembrarmos que as mulheres estão mudando seus hábitos de prevenção, e passando a copiar o universo masculino nesta postura quase que suicida, o quadro fica preocupante.
A vinculação às ações de saúde requerem uma nova linguagem de oferta por parte dos serviços, públicos ou privados. Num tempo em que a globalização criou um fortíssimo apelo ao consumo imediato, tentar fidelizar clientes na prevenção e promoção apenas repetindo que num "futuro distante e incerto", eles "poderão" ser vítimas de "algo que não se consegue definir o que será", sinceramente, não vai dar certo.
Está na hora de desenvolvermos um marketing específico para a prevenção. E a melhor forma para isto, como sempre, será OUVIR O CLIENTE. Mas de forma aberta, deixando que seus devaneios e sonhos sejam explicitados, para filtrarmos e viabilizarmos com as lentes da gestão o que pode ser concretizado de forma sistêmica e universal. Estamos bastante atrasados nesta formulação. E as Academias, infelizmente, vivendo uma discussão ideológica que pode até encher congressos estudantis, mas absolutamente alterarão o grave e preocupante quadro apresentado.
Um levantamento realizado no Reino Unido e divulgado pelo National Cancer Intelligence Network aponta que nos casos de constatação positiva de câncer, dos tipos de detecção primária, ou seja, de maior probabilidade de cura, dentre a população masculina, a mortalidade é expressamente maior (2,5 vezes) do que entre as mulheres.
E a causa apontada pelos pesquisadores ingleses é uma velha conhecida nossa: a teimosia e resistência às ações de prevenção e também de cura. Os homens se constituem num público com muitas peculiaridades, na questão da Gestão de Cuidados em Saúde.
Por um lado, são mais temerosos em relação ao adoecimento, mas não buscam e demonstram forte resistência na adesão aos programas de prevenção desenvolvidos, quer pelo Estado, quer por sistemas privados de saúde.
Também adiam, quase no limite da irresponsabilidade, a ida aos serviços de saúde quando perecebem ou mesmo sofrem com sintomas clínicas de qualquer natureza. Querem algo como uma máquina automática de solução dos problemas, mas que ainda venha até onde eles estão!
Entretanto, quando adoecem e, finalmente, recebem uma prescrição médica, cumprem-na apenas pelo tempo de julgarem estarem "melhor" dos seus sintomas e, por isso, auto-abandonarem seus tratamentos.
Assim, a pesquisa não deveria causar nenhuma surpresa para os gestores de saúde. Porém, se lembrarmos que as mulheres estão mudando seus hábitos de prevenção, e passando a copiar o universo masculino nesta postura quase que suicida, o quadro fica preocupante.
A vinculação às ações de saúde requerem uma nova linguagem de oferta por parte dos serviços, públicos ou privados. Num tempo em que a globalização criou um fortíssimo apelo ao consumo imediato, tentar fidelizar clientes na prevenção e promoção apenas repetindo que num "futuro distante e incerto", eles "poderão" ser vítimas de "algo que não se consegue definir o que será", sinceramente, não vai dar certo.
Está na hora de desenvolvermos um marketing específico para a prevenção. E a melhor forma para isto, como sempre, será OUVIR O CLIENTE. Mas de forma aberta, deixando que seus devaneios e sonhos sejam explicitados, para filtrarmos e viabilizarmos com as lentes da gestão o que pode ser concretizado de forma sistêmica e universal. Estamos bastante atrasados nesta formulação. E as Academias, infelizmente, vivendo uma discussão ideológica que pode até encher congressos estudantis, mas absolutamente alterarão o grave e preocupante quadro apresentado.
16 de jun. de 2009
VELHO FANTASMA
Bom Dia!
Com o início da lei antitabagista em São Paulo, e pelas repercussões que normas desta magnitude em uma metrópole mundial causam, as discussões acerca do cigarro proliferam em todas as esferas da sociedade. De fato, com as quedas nos que consomem o fumo, sob suas mais diversas formas de apresentação, seria realmente necessário tamanha intervenção estatal?
A resposta, pasmem, é sim. Pois a premissa não é mais verdade absoluta. A queda do número dos fumantes ativos não é mais verdade absoluta em todo o mundo, como muitos acreditavam.
As constantes campanhas e legislações fizeram com que muitos HOMENS fumantes abandonassem o vício. Por serem, à época a imensa maioria, este abandono causou uma sensível redução da quantidade de viciados.
Mas o quadro está mudando em diversos países europeus e no mundo.
O quadro de ex-fumantes na Europa caiu entre 2008 e 2009 de 18 para 14%. Isto quer dizer duas coisas:
1. Diversas pessoas que haviam abandonado o vício retornaram. Em tais casos, agrava-se sua situação de saúde e o risco para o sistema, pois o ex-fumanete que volta tende a consumir uma maior quantidade de tabaco, estimulado pela própria dependência química.
2. Aumentou o número de MULHERES que começaram a fumar, especialmente entre aquelas de menor faixa etária. Em especial com o ingresso dos países que estavam fora da Comunidade Européia, os pesquisadores perceberam a elevada incidência de novos fumantes no sexo feminino. E dentre as causas nunca podemos esquecer que repousa a triste campanha promovida por toda a mídia acerca da "liberdade" da mulher. Esta liberdade nunca é associada à paz, à proteção da vida, à estabilidade emocional e familiar, e sim ao negativo, à morte, aos vícios como se estes representassem a libertação.
Como pode ser chamado de livre alguém que é prisioneiro da droga, de um vício, de um erro? No mínimo tratamos de uma falácia! Na Itália, segundo o CORRIERE DELLA SERA, já são 50% de retorno daqueles que pretensamente haviam largado o tabaco, em até um ano da data do suposto abandono.
Velhos fantasmas que retornam por razões simples na descrição, mas bastante complexas no tratamento: normas legais criam uma situação nova quando sua fiscalização pode ser realizada de forma efetiva. E isto absolutamente parece ser o acso das legislações anti-tabagistas que conhecemos. Mas, o mais importante é que, associados a estas leis, DEVEM existir ações de Educação em Saúde, para que o largar o vício seja uma escolha e nunca aparente ser uma imposição. Os homens até assumem suas escolhas, mas sempre fugirão dos seus medos. Seja esta fuga para o caminho certo, ou para outros de pior qualidade.
Com o início da lei antitabagista em São Paulo, e pelas repercussões que normas desta magnitude em uma metrópole mundial causam, as discussões acerca do cigarro proliferam em todas as esferas da sociedade. De fato, com as quedas nos que consomem o fumo, sob suas mais diversas formas de apresentação, seria realmente necessário tamanha intervenção estatal?
A resposta, pasmem, é sim. Pois a premissa não é mais verdade absoluta. A queda do número dos fumantes ativos não é mais verdade absoluta em todo o mundo, como muitos acreditavam.
As constantes campanhas e legislações fizeram com que muitos HOMENS fumantes abandonassem o vício. Por serem, à época a imensa maioria, este abandono causou uma sensível redução da quantidade de viciados.
Mas o quadro está mudando em diversos países europeus e no mundo.
O quadro de ex-fumantes na Europa caiu entre 2008 e 2009 de 18 para 14%. Isto quer dizer duas coisas:
1. Diversas pessoas que haviam abandonado o vício retornaram. Em tais casos, agrava-se sua situação de saúde e o risco para o sistema, pois o ex-fumanete que volta tende a consumir uma maior quantidade de tabaco, estimulado pela própria dependência química.
2. Aumentou o número de MULHERES que começaram a fumar, especialmente entre aquelas de menor faixa etária. Em especial com o ingresso dos países que estavam fora da Comunidade Européia, os pesquisadores perceberam a elevada incidência de novos fumantes no sexo feminino. E dentre as causas nunca podemos esquecer que repousa a triste campanha promovida por toda a mídia acerca da "liberdade" da mulher. Esta liberdade nunca é associada à paz, à proteção da vida, à estabilidade emocional e familiar, e sim ao negativo, à morte, aos vícios como se estes representassem a libertação.
Como pode ser chamado de livre alguém que é prisioneiro da droga, de um vício, de um erro? No mínimo tratamos de uma falácia! Na Itália, segundo o CORRIERE DELLA SERA, já são 50% de retorno daqueles que pretensamente haviam largado o tabaco, em até um ano da data do suposto abandono.
Velhos fantasmas que retornam por razões simples na descrição, mas bastante complexas no tratamento: normas legais criam uma situação nova quando sua fiscalização pode ser realizada de forma efetiva. E isto absolutamente parece ser o acso das legislações anti-tabagistas que conhecemos. Mas, o mais importante é que, associados a estas leis, DEVEM existir ações de Educação em Saúde, para que o largar o vício seja uma escolha e nunca aparente ser uma imposição. Os homens até assumem suas escolhas, mas sempre fugirão dos seus medos. Seja esta fuga para o caminho certo, ou para outros de pior qualidade.
12 de jun. de 2009
A LEI SECA E AS MULHERES
Boa Noite!
Levantamento realizado pelo Governo do estado de São Paulo, relativo ao primeiro ano de vigência da Lei Seca nos trouxe poucos pontos considerados avanços e algumas surpresas desagradáveis.
Como melhorias podem ser citadas: a queda da curva de crescimento dos acidentes, quanto às vítimas fatais e uma pequena, mas já perceptível mudança de cultura dentre os condutores de veículos (mais velhos) na questão do nível de consumo versus condições de condução de um veículo automotor.
No lado negativo, contudo, duas grandes preocupações:
1. os JOVENS não foram ainda sensibilizados para a questão da prevenção e já caminham para liderar os casos de acidentes, inclusive aqueles com vítimas fatais;
2. as MULHERES lideram as estatísticas de casos comprovados de motoristas dirigindo embriagado, tomando mais este triste lugar dos homens que eram ampla maioria há poucos anos atrás.
De fato, mais do que nunca, a mídia joga na adoção de práticas das mais absurdas pelas mulheres o grande diferencial do "tratamento igual". É um absurdo total a verdadeira lavagem cerebral que pretende acabar com a discriminação, mas que apenas tem causado entre o público feminino, especialmente as mais jovens, o abandono das ações preventivas em Saúde, a desvalorização da vida pela prática de atos criminosos como o descarte de embriões, a promiscuidade tida como liberdade e o crime do aborto consentido.
Este estudo traz mais uma faceta desta incoerente e covarde campanha conduzida e orquestrada pelas forças que atuam na surdina em nossa sociedade local e mundial, e que objetivam com tudo isto, exclusivamente, a criação de mercados consumidores para todas estas drogas e práticas hediondas que perdem espaço nos países ditos de "primeiro mundo".
Neste sentido, talvez valesse a pena nós lermos algo mais diferente do usual. Fugirmos um pouco da mídia ajustada e acertada e corrermos para jornalistas independentes. Deixo-lhes, além destas tristes notícias um destes canais: www.midiasemmascara.org.
Levantamento realizado pelo Governo do estado de São Paulo, relativo ao primeiro ano de vigência da Lei Seca nos trouxe poucos pontos considerados avanços e algumas surpresas desagradáveis.
Como melhorias podem ser citadas: a queda da curva de crescimento dos acidentes, quanto às vítimas fatais e uma pequena, mas já perceptível mudança de cultura dentre os condutores de veículos (mais velhos) na questão do nível de consumo versus condições de condução de um veículo automotor.
No lado negativo, contudo, duas grandes preocupações:
1. os JOVENS não foram ainda sensibilizados para a questão da prevenção e já caminham para liderar os casos de acidentes, inclusive aqueles com vítimas fatais;
2. as MULHERES lideram as estatísticas de casos comprovados de motoristas dirigindo embriagado, tomando mais este triste lugar dos homens que eram ampla maioria há poucos anos atrás.
De fato, mais do que nunca, a mídia joga na adoção de práticas das mais absurdas pelas mulheres o grande diferencial do "tratamento igual". É um absurdo total a verdadeira lavagem cerebral que pretende acabar com a discriminação, mas que apenas tem causado entre o público feminino, especialmente as mais jovens, o abandono das ações preventivas em Saúde, a desvalorização da vida pela prática de atos criminosos como o descarte de embriões, a promiscuidade tida como liberdade e o crime do aborto consentido.
Este estudo traz mais uma faceta desta incoerente e covarde campanha conduzida e orquestrada pelas forças que atuam na surdina em nossa sociedade local e mundial, e que objetivam com tudo isto, exclusivamente, a criação de mercados consumidores para todas estas drogas e práticas hediondas que perdem espaço nos países ditos de "primeiro mundo".
Neste sentido, talvez valesse a pena nós lermos algo mais diferente do usual. Fugirmos um pouco da mídia ajustada e acertada e corrermos para jornalistas independentes. Deixo-lhes, além destas tristes notícias um destes canais: www.midiasemmascara.org.
9 de jun. de 2009
SE...
Bom Dia!
Se Anne Frank fosse viva estaria completando, na próxima sexta-feira dia 12 de junho, 80 anos de idade. Refiro-me à adorável garota holandesa que morreu vítima da intolerância e da exclusão nazista a todos que fossem nascidos da raça judia.
Hitler promoveu a maior das mudanças do Direito Positivo da história, ao decretar as Leis Raciais em Nuremberg (1935), apenas dois anos após sua ascensão ao poder. Por elas, todos os que eram legítimos cidadãos alemães, perdiam praticamente todos os direitos se fossem declarados judeus.
Não foi dada oportunidade às vítimas desta violência absurda para se defenderem. As alegações de que tais medidas melhorariam a vida dos arianos e trariam maior liberdade bastavam para as podres mentes fascistas.
É a mesma coisa que assistimos nos dias atuais, quando encontramos parlamentares participando de passeatas em favor da liberalização do uso de drogas, ou quando testemunhamos a covarde campanha veiculada em nosso país em favor do aborto.
Tanto no caso das drogas, quanto no silencioso assassinato de fetos, pretende-se modificar o Direito Positivo, arguindo-se maior liberdade aos usuários e melhor vida às mulheres que pretendem cometer este desatino criminoso. Não é uma triste repetição das práticas nazistas?
Anne Frank tinha doze anos quando foi enviada ao campo de concentração. Lá ela contraiu Tifo em virtude das péssimas condições alimentares e de higiene que grassavam estes locais de terror e miséria humanas. Não se deu a ela o direito de falar. Ninguém pode defendê-la, pois até isto era negado pelos nazistas aos judeus.
Ela foi uma vítima da omissão dos ocidentais, em especial dos países mais ricos que preferiram concordar com todos os desatinos de Hitler, enquanto este armava o grande conflito, a enfrentar a verdade e adotar as práticas corretas.
Ela foi vítima dos líderes de esquerda da época que, embora defensores de ideologias supostamente antagônicas ao nazi-fascismo, mostraram desde então seu oportunismo em aprovar pactos e acordos que também lhes assegurasse algum tipo de poder.
Ela foi vítima do silêncio e da covardia de todos que preferiram acreditar no que dizia a mídia de então: melhor vida e mais liberdade. E nós, o que faremos acerca do Aborto e das Drogas? Esperaremos que outras crianças como Anne não possam ter o direito de envelhecer?
Se Anne Frank fosse viva estaria completando, na próxima sexta-feira dia 12 de junho, 80 anos de idade. Refiro-me à adorável garota holandesa que morreu vítima da intolerância e da exclusão nazista a todos que fossem nascidos da raça judia.
Hitler promoveu a maior das mudanças do Direito Positivo da história, ao decretar as Leis Raciais em Nuremberg (1935), apenas dois anos após sua ascensão ao poder. Por elas, todos os que eram legítimos cidadãos alemães, perdiam praticamente todos os direitos se fossem declarados judeus.
Não foi dada oportunidade às vítimas desta violência absurda para se defenderem. As alegações de que tais medidas melhorariam a vida dos arianos e trariam maior liberdade bastavam para as podres mentes fascistas.
É a mesma coisa que assistimos nos dias atuais, quando encontramos parlamentares participando de passeatas em favor da liberalização do uso de drogas, ou quando testemunhamos a covarde campanha veiculada em nosso país em favor do aborto.
Tanto no caso das drogas, quanto no silencioso assassinato de fetos, pretende-se modificar o Direito Positivo, arguindo-se maior liberdade aos usuários e melhor vida às mulheres que pretendem cometer este desatino criminoso. Não é uma triste repetição das práticas nazistas?
Anne Frank tinha doze anos quando foi enviada ao campo de concentração. Lá ela contraiu Tifo em virtude das péssimas condições alimentares e de higiene que grassavam estes locais de terror e miséria humanas. Não se deu a ela o direito de falar. Ninguém pode defendê-la, pois até isto era negado pelos nazistas aos judeus.
Ela foi uma vítima da omissão dos ocidentais, em especial dos países mais ricos que preferiram concordar com todos os desatinos de Hitler, enquanto este armava o grande conflito, a enfrentar a verdade e adotar as práticas corretas.
Ela foi vítima dos líderes de esquerda da época que, embora defensores de ideologias supostamente antagônicas ao nazi-fascismo, mostraram desde então seu oportunismo em aprovar pactos e acordos que também lhes assegurasse algum tipo de poder.
Ela foi vítima do silêncio e da covardia de todos que preferiram acreditar no que dizia a mídia de então: melhor vida e mais liberdade. E nós, o que faremos acerca do Aborto e das Drogas? Esperaremos que outras crianças como Anne não possam ter o direito de envelhecer?
7 de jun. de 2009
A ENCRUZILHADA DO MANAGED CARE
Bom Dia!
O Presidente Obama, em sua conversa semanal dos sábados, destacou e colocou como questão de Estado a reforma do sistema de saúde americano. Usou argumentos bastante expressivos quando lembramos que os EUA ainda são a maior das economias do mundo, tais como:
= o impacto que causa sobre o crescimento da economia americana as sucessivas perdas que estão sofrendo com o sistema de gerenciamento da assistência (o que nós conhecemos por Manage Care): segundo a Casa Branca a reforma da saúde aumentaria o crescimento econômico em mais de 2% em 2020 e quase 8% em 2030, se conseguir reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa de crescimento anual dos custos de saúde. Portanto, se considerarmos um PIB de quase 15 trilhões de dólares, dá para se projetar o quanto significa esta necessidade.
= a projeção feita de que em menos de uma década, o americano estará gastando cerca de 20% de tudo o que ganha apenas para manter uma cobertura de saúde. Saliente-se que não há satisfação com ela e nem a sensação de proteção desejada. Este cenário trata apenas de manter algo que propicie o acesso. Assim, americanos que votam estarão com menos dinheiro e mais insatisfação, ou seja, dinamite pura para políticos!
= os consumos das famílias, com uma reforma eficiente, seriam acrescidos de 2.600 dólares nos próximos dez anos, e de quase 10.000 daqui a vinte anos. Para uma economia toda fundamentada sobre o consumo, dá para imaginar o que isto significa!
Tudo isto posto, parece então que o Sr. Obama está no caminho certo. Certo? Errado! A sensibilidade do Presidente americano com a quastão saúde é oportuna, atual e necessária. Seu discurso de inclusão é mais do que eleitoral e sim urgente, pelo próprio estado caótico do sistema atual. Mas o caminho escolhido é desastroso. Obama quer fazer uma reforma populista, incluindo mais pessoas pela redução da intervenção qualificada!
Seu projeto inicial quer levar mais especilistas e reduzir os generalistas. Deseja ampliar as policlínicas e retirar as verbas governamentais de programas de saúde hoje direcionados às patologias crônicas mais agravantes, que contudo afetam a minoria da população. Obama quer mais gente aplaudindo, em troca de mais pessoas sofredoras abandonadas.
Claro que esta postura está coerente com todas as medidas que vem adotando desde sua posse. Obama concorda, de maneira não transparente, com ações de eugenia e similares, e tem aprovado medidas nesta linha desde o dia de sua posse. A reforma do sistema managed care, então, pode produzir num momento posterior a sua implantação, e quando passarem a euforia e ilusão iniciais, um monstro ainda mais excludente do que o atual.
Mas, como sabemos, estes efeitos demoram a ocorrer na saúde. E, aí, o Sr. Obama já terá concluído seus dois mandatos conseguidos através do populismo barato e oportunista que tem carcaterizado seus atos e escolhas até agora.
Que pena! Ao invés de fazer e construir a história, Obama prefere destruir aqueles que a defendem. Realmente ele é o "cara de lá"!
O Presidente Obama, em sua conversa semanal dos sábados, destacou e colocou como questão de Estado a reforma do sistema de saúde americano. Usou argumentos bastante expressivos quando lembramos que os EUA ainda são a maior das economias do mundo, tais como:
= o impacto que causa sobre o crescimento da economia americana as sucessivas perdas que estão sofrendo com o sistema de gerenciamento da assistência (o que nós conhecemos por Manage Care): segundo a Casa Branca a reforma da saúde aumentaria o crescimento econômico em mais de 2% em 2020 e quase 8% em 2030, se conseguir reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa de crescimento anual dos custos de saúde. Portanto, se considerarmos um PIB de quase 15 trilhões de dólares, dá para se projetar o quanto significa esta necessidade.
= a projeção feita de que em menos de uma década, o americano estará gastando cerca de 20% de tudo o que ganha apenas para manter uma cobertura de saúde. Saliente-se que não há satisfação com ela e nem a sensação de proteção desejada. Este cenário trata apenas de manter algo que propicie o acesso. Assim, americanos que votam estarão com menos dinheiro e mais insatisfação, ou seja, dinamite pura para políticos!
= os consumos das famílias, com uma reforma eficiente, seriam acrescidos de 2.600 dólares nos próximos dez anos, e de quase 10.000 daqui a vinte anos. Para uma economia toda fundamentada sobre o consumo, dá para imaginar o que isto significa!
Tudo isto posto, parece então que o Sr. Obama está no caminho certo. Certo? Errado! A sensibilidade do Presidente americano com a quastão saúde é oportuna, atual e necessária. Seu discurso de inclusão é mais do que eleitoral e sim urgente, pelo próprio estado caótico do sistema atual. Mas o caminho escolhido é desastroso. Obama quer fazer uma reforma populista, incluindo mais pessoas pela redução da intervenção qualificada!
Seu projeto inicial quer levar mais especilistas e reduzir os generalistas. Deseja ampliar as policlínicas e retirar as verbas governamentais de programas de saúde hoje direcionados às patologias crônicas mais agravantes, que contudo afetam a minoria da população. Obama quer mais gente aplaudindo, em troca de mais pessoas sofredoras abandonadas.
Claro que esta postura está coerente com todas as medidas que vem adotando desde sua posse. Obama concorda, de maneira não transparente, com ações de eugenia e similares, e tem aprovado medidas nesta linha desde o dia de sua posse. A reforma do sistema managed care, então, pode produzir num momento posterior a sua implantação, e quando passarem a euforia e ilusão iniciais, um monstro ainda mais excludente do que o atual.
Mas, como sabemos, estes efeitos demoram a ocorrer na saúde. E, aí, o Sr. Obama já terá concluído seus dois mandatos conseguidos através do populismo barato e oportunista que tem carcaterizado seus atos e escolhas até agora.
Que pena! Ao invés de fazer e construir a história, Obama prefere destruir aqueles que a defendem. Realmente ele é o "cara de lá"!
A TRAGÉDIA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA
Boa Noite!
Nem bem a dor e comoção nacionais busca acomodar-se à Fé que deve manter-nos acima das tragédias pessoais, e à necessidade da Vida seguir adiante, para os parentes das vítimas do Vôo da Air France, e nós, seus irmãos e solidários seres humanos, e mais uma grande tragédia assola nosso pobre-rico país.
Começou a tramitar no final desta semana, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Emenda Constitucional que institui a ditadura em nosso país. Sim, falo do terceiro mandato. Passo inicial adotado por todos os últimos ditadores sul-americanos para dilapidar a democracia e fazer-se "legalmente" um déspota eleito.
Quanto teremos a lamentar se tudo isto for, como indicam as pesquisas, aprovado pelos ilustres representantes do povo e sancionado pelo Sr. Lula.
Que pena vermos um metalúrgico que, independentemente de discordarmos das opções que adotou ao assumir o poder, e dos inúmeros pecados e omissões praticados, possuia um currículo invejável quanto á vitória pessoal e política que obteve.
Ao rasgar seu currículo, o que fará se sancionar esta lei de exceção, o Sr. Lula estará assumindo como reais todas as acusações que seus opositores vem fazendo a si e aos integrantes do seu governo.
Não existe democracia com perpetuação de poder em mãos de um só indivíduo. Se o governo petista é vitorioso, o projeto petista é que seria respaldado e reconduzido ao governo. Não há de se falar de apropriar-se do poder, colocando-o nas mãos de um só. Isto é ditadura, aquilo antes descrito, democracia.
O terceiro mandato é golpismo. Daqueles que nem os governos militares ousaram fazer. De uma forma tão descarada que custa acreditar estar sendo conduzido por um partido que sempre, em todos os seus anos de existência fez questão de ser identificado por lutar contra os ditadores.
É a internação da democracia, encarcerada de novo sob os interesses de um grupelho oportunista e inimigo da Ética. Esperemos (e rezemos) para que o Sr. Lula não continue a rasgar sua história, pois se o fizer, estará mergulhando nosso país, de novo, nas trevas da ditadura.
Nem bem a dor e comoção nacionais busca acomodar-se à Fé que deve manter-nos acima das tragédias pessoais, e à necessidade da Vida seguir adiante, para os parentes das vítimas do Vôo da Air France, e nós, seus irmãos e solidários seres humanos, e mais uma grande tragédia assola nosso pobre-rico país.
Começou a tramitar no final desta semana, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Emenda Constitucional que institui a ditadura em nosso país. Sim, falo do terceiro mandato. Passo inicial adotado por todos os últimos ditadores sul-americanos para dilapidar a democracia e fazer-se "legalmente" um déspota eleito.
Quanto teremos a lamentar se tudo isto for, como indicam as pesquisas, aprovado pelos ilustres representantes do povo e sancionado pelo Sr. Lula.
Que pena vermos um metalúrgico que, independentemente de discordarmos das opções que adotou ao assumir o poder, e dos inúmeros pecados e omissões praticados, possuia um currículo invejável quanto á vitória pessoal e política que obteve.
Ao rasgar seu currículo, o que fará se sancionar esta lei de exceção, o Sr. Lula estará assumindo como reais todas as acusações que seus opositores vem fazendo a si e aos integrantes do seu governo.
Não existe democracia com perpetuação de poder em mãos de um só indivíduo. Se o governo petista é vitorioso, o projeto petista é que seria respaldado e reconduzido ao governo. Não há de se falar de apropriar-se do poder, colocando-o nas mãos de um só. Isto é ditadura, aquilo antes descrito, democracia.
O terceiro mandato é golpismo. Daqueles que nem os governos militares ousaram fazer. De uma forma tão descarada que custa acreditar estar sendo conduzido por um partido que sempre, em todos os seus anos de existência fez questão de ser identificado por lutar contra os ditadores.
É a internação da democracia, encarcerada de novo sob os interesses de um grupelho oportunista e inimigo da Ética. Esperemos (e rezemos) para que o Sr. Lula não continue a rasgar sua história, pois se o fizer, estará mergulhando nosso país, de novo, nas trevas da ditadura.
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