Bom Dia!
Conta a história, ainda que recheada e preenchida em muitas lacunas pelas lendas, que Xerxes, Imperador da Pérsia e Senhor de todo o mundo conhecido em seu tempo, decidiu concluir a conquista da Grécia (à época formada pelas famosas cidades-estados), de forma definitiva. Para isto armou-se com um exército até então nunca reunido: cerca de DOIS MILHÕES de soldados, além dos marinheiros que compunham a esquadra real, todos liderados por sua guarda pessoal, chamada de “Invencíveis”.
Invadindo a Grécia pelo Peloponeso, chegou ao estreito chamado de Termópilas (Portões de Fogo), onde a única passagem estreita e cercada de formações rochosas e do mar era defendida por 300 espartanos e cerca de 2.000 aliados, liderados pelo Rei Leônidas.
O Imperador Xerxes mandou um emissário alertar aos espartanos de que apenas com a entrega de suas armas teriam suas vidas poupadas, caso contrário seriam passados pelas cítaras persas. O Rei Leônidas, consciente do treinamento de seus homens e da importância histórica que revestia sua missão declarou: “Que venham pegá-las”.
Quando o mensageiro avisou que eram tantos os arqueiros persas que suas flechas, quando lançadas juntas encobririam a luz do sol, um espartano respondeu: “Que bom, lutaremos na penumbra!”. Desolado e surpreso o mensageiro voltou e o ataque começou.
Pensava o Imperador que seriam retidos pelos 300 de Esparta por um dia, ou dois no máximo. Foram mais de SETE dias de lutas, deixando cerca de SESSENTA MIL soldados persas mortos no campo de batalha, quando se venceu, graças a traição de um dos campesinos que vendeu uma passagem secreta pelas montanhas ao Imperador Xerxes, o forte, treinado e unido grupo dos defensores e seu líder.
Porém, estes dias perdidos foram o suficiente para que os gregos se organizassem, reunissem seus exércitos locais e terminassem por rechaçar os ataques subsequentes dos persas causando-lhes a mais vergonhosa derrota que um exército já sofreu.
Mais do que um exemplo de heroísmo patriótico, deveríamos tirar deste episódio o exemplo e ensinamento da união de um grupo bem treinado e liderado pelo testemunho, não por um retórico. Não devemos disseminar e nem permitir as discussões que se transformem em inimizades internas. Divergências sempre existirão em quaisquer grupos, mas conflitos internos enfraquecem as estruturas que sustentam a administração da organização e expõem aos nossos adversários os pontos nos quais, ao sermos atacados, não resistiremos muito tempo.
Os 300 de Esparta já são objeto de livros, filmes e debates em todos os cantos do mundo. Deveríamos imitar-lhes os exemplos não cruentos. Seja no testemunho que devemos dar aos nossos comandados, partilhando com eles da igualdade do acesso às informações, da capacitação constante e das dificuldades ou falta de recursos, seja na valorização e defesa da união de nossa equipe.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
31 de jan. de 2011
27 de jan. de 2011
NÃO CHORE OS SEUS ‘AIS’
Bom Dia!
Quanto nos importamos com os nossos “ais”? Chamo assim a todas as situações que já vivemos em nossa vida, onde o desfecho não era desejado, nem almejado ou sonhado por cada um de nós. Quando nossos sonhos viram fumaça, ou os passos tão arduamente projetados e planejados nos levam a canto algum, ou mesmo perdemos pessoas tão queridas que saem abruptamente de nossas vidas, encontramos milhares de motivos para lamúrias e lamentações.
Estes são os nossos “ais”. Choramos pelos cantos aqueles que se foram em detrimento do imenso amor e carinho que recebemos dos que estão vivos e querendo nos amar. Tornamo-nos prisioneiros da ausência, ao invés de celebrarmos e agradecermos a presença destas pessoas iluminadas em nossa vida.
Lamuriamos as oportunidades que não deram em nada, ao invés de agradecermos a experiência que recolhemos fazendo algo acontecer. Não importa se o resultado foi diverso daquilo que almejávamos: nós tentamos, mostramos nossas credenciais, fizemos com que o mundo onde estamos inseridos se tornasse diferente do que já foi antes de nossa intervenção. Qual a amplitude dela? Não importa.
Importa que nós fizemos o que era possível, recolheremos as vivências e seguiremos, mais amadurecidos, rumo ao futuro. Aprendemos com os acertos, mas nos tornamos diferenciados quando fazemos dos erros pontos de inflexão, ao invés de tratá-los como pedras de tropeço, barreiras invisíveis ao nosso caminhar.
Para que viver chorando nossos ‘ais’, quando recebemos tanto nesta vida dos amigos, dos professores e até mesmo daqueles que não nos querem bem? Quantas vezes desejando nos fazer o mal, aqueles que nos perseguem acabam por abrir janelas para nossa vida (pessoal e profissional), que sozinhos talvez jamais tivéssemos conseguido?
Não estou dizendo que é fácil, mas afirmo que é possível. Celebrar a vida e o que ela nos traz, cultivar os amigos independente da quilometragem que nos separe, manter a fé como um farol que guia navios tão frágeis perante as terríveis ondas de uma vida cheia de perdas e de ‘ais’. Sim, se quisermos, nós o conseguiremos!
Quanto nos importamos com os nossos “ais”? Chamo assim a todas as situações que já vivemos em nossa vida, onde o desfecho não era desejado, nem almejado ou sonhado por cada um de nós. Quando nossos sonhos viram fumaça, ou os passos tão arduamente projetados e planejados nos levam a canto algum, ou mesmo perdemos pessoas tão queridas que saem abruptamente de nossas vidas, encontramos milhares de motivos para lamúrias e lamentações.
Estes são os nossos “ais”. Choramos pelos cantos aqueles que se foram em detrimento do imenso amor e carinho que recebemos dos que estão vivos e querendo nos amar. Tornamo-nos prisioneiros da ausência, ao invés de celebrarmos e agradecermos a presença destas pessoas iluminadas em nossa vida.
Lamuriamos as oportunidades que não deram em nada, ao invés de agradecermos a experiência que recolhemos fazendo algo acontecer. Não importa se o resultado foi diverso daquilo que almejávamos: nós tentamos, mostramos nossas credenciais, fizemos com que o mundo onde estamos inseridos se tornasse diferente do que já foi antes de nossa intervenção. Qual a amplitude dela? Não importa.
Importa que nós fizemos o que era possível, recolheremos as vivências e seguiremos, mais amadurecidos, rumo ao futuro. Aprendemos com os acertos, mas nos tornamos diferenciados quando fazemos dos erros pontos de inflexão, ao invés de tratá-los como pedras de tropeço, barreiras invisíveis ao nosso caminhar.
Para que viver chorando nossos ‘ais’, quando recebemos tanto nesta vida dos amigos, dos professores e até mesmo daqueles que não nos querem bem? Quantas vezes desejando nos fazer o mal, aqueles que nos perseguem acabam por abrir janelas para nossa vida (pessoal e profissional), que sozinhos talvez jamais tivéssemos conseguido?
Não estou dizendo que é fácil, mas afirmo que é possível. Celebrar a vida e o que ela nos traz, cultivar os amigos independente da quilometragem que nos separe, manter a fé como um farol que guia navios tão frágeis perante as terríveis ondas de uma vida cheia de perdas e de ‘ais’. Sim, se quisermos, nós o conseguiremos!
21 de jan. de 2011
NEMO DAT QUOD NON HABET
Boa Tarde!
“Ninguém pode dar o que não tem”. Esta é a tradução literal deste brocardo latino. Ele não fala contra a mudança de vida em qualquer ser humano, ele nos faz refletir sobre o que somos versus aquilo que aparentamos ser.
Os homens esvaziam suas almas querendo encher seus bolsos. E tentam fazê-lo enganado suas consciências, como se isto fosse possível! Não podemos esperar que egoístas instalados em governos municipais, estaduais ou em nível federal, pensem medidas concretas voltadas para o coletivo da população.
Não deveríamos nos iludir acreditando que materialistas, escravos do dinheiro e obcecados pelo poder, dotados de poder irão promover o bem-social, a justiça e a equidade do acesso e da oportunidade.
Como queremos que pessoas sem amor no coração defendam a vida em todas as suas formas e etapas, quando a vida nada mais é do que o amor colocado na agenda diária do ser humano?
Não se consegue de alguém uma ação concreta cujo fundamento, cuja essência repouse numa opção de vida que a pessoa não fez, ou melhor dizendo, não o quer fazê-lo. Ninguém nasce isto ou aquilo. Nós nos tornamos aquilo que escolhemos para nossas vidas. E a partir destas escolhas os caminhos, ou os descaminhos, vão se construindo nas nossas vidas e nas daqueles que, de forma direta ou indireta, tem suas vidas cruzadas com as nossas.
“Ninguém pode dar o que não tem”. Esta é a tradução literal deste brocardo latino. Ele não fala contra a mudança de vida em qualquer ser humano, ele nos faz refletir sobre o que somos versus aquilo que aparentamos ser.
Os homens esvaziam suas almas querendo encher seus bolsos. E tentam fazê-lo enganado suas consciências, como se isto fosse possível! Não podemos esperar que egoístas instalados em governos municipais, estaduais ou em nível federal, pensem medidas concretas voltadas para o coletivo da população.
Não deveríamos nos iludir acreditando que materialistas, escravos do dinheiro e obcecados pelo poder, dotados de poder irão promover o bem-social, a justiça e a equidade do acesso e da oportunidade.
Como queremos que pessoas sem amor no coração defendam a vida em todas as suas formas e etapas, quando a vida nada mais é do que o amor colocado na agenda diária do ser humano?
Não se consegue de alguém uma ação concreta cujo fundamento, cuja essência repouse numa opção de vida que a pessoa não fez, ou melhor dizendo, não o quer fazê-lo. Ninguém nasce isto ou aquilo. Nós nos tornamos aquilo que escolhemos para nossas vidas. E a partir destas escolhas os caminhos, ou os descaminhos, vão se construindo nas nossas vidas e nas daqueles que, de forma direta ou indireta, tem suas vidas cruzadas com as nossas.
19 de jan. de 2011
FUTURO INCERTO PARA A SAÚDE SUPLEMENTAR
Boa Tarde!
Os jornais de SP noticiam mais fusão no setor de saúde suplementar:
1. A Rede Labs que pertence ao empresário Jorge Moll (Rede d'Or) encontra-se em fase final de incorporação pelo Grupo Fleury, o que envolve também os interesses da Bradesco Saúde. Caso se concretize o negócio, teremos consolidado em todo o país dois grandes grupos de diagnósticos: o DASA-Amil e o FLEURY-Bradesco Saúde. Ou seja, passam a ser ditados por estes importantes atores do segmento das operadoras o comportamento dos custos com exames complementares no país. Mais ainda, eles poderão alterar suas curvas de sinistralidade neste item de custos que já é, nos últimos três anos, a maior e mais preocupante dos itens que compõem a estrutura de custos em saúde das operadoras privadas.
2. A UNIMED que já tem seguradora e hospital próprio, entra definitivamente na categoria de investidor ao adquirir cerca de 30% do hospital Norte d'Or (Rio de Janeiro), pertencente ao grupo que leva o mesmo nome e ao seu associado (Grupo Badim). A operação expressa a tendência atual de que os recursos sejam investidos em serviços de ALTA COMPLEXIDADE que se mostram 'atraentes' quanto à rentabilidade, exatamente por lidarem com a capacidade de gerar ganhos quase que de forma incontrolável pelos demandantes de serviços.
São situações de mercado e não se há o que discutir. Mas reforça em mim a certeza de que não estamos examinando os sinais de fumaça no horizonte da saúde suplementar: se todos os empresários colocarem seus ovos numa única cesta (alta complexidade), quem irá bancar o sistema em 2020? Se as fusões são seguidas de expansões de leitos, especialmente os de UTI e Emergência, pela mesma lógica, quem irá intervir nos níveis onde a medicina ainda pode ser resolutiva?
Se não sou resolutivo, tenho que arcar com o preço disto. Se os preços atuais já não satisfazem os atores do nível primário, como ficarão perante todas estas mudanças daqui a dez anos (será que serão mesmo dez anos?)?
A visão e a competência dos empresários dos grupos envolvidos (Bradesco Saúde e Rede d'Or) é inquestionável. São homens de negócio que tiveram e mantém visões e projetos de futuro para suas empresas. O que me angustia é a situação do setor de saúde suplementar como um todo.
Não há incentivo para a intervenção resolutiva no nível primário.
Não há incentivo para empresas se organizarem como sistemas de saúde e, assim, oferecerem uma maior e melhor assistência aos seus clientes. E, principalmente,
NÃO HÁ DINHEIRO PARA BANCAR O CRESCIMENTO DOS CUSTOS!
Quem vai bancar tudo isto???
Os jornais de SP noticiam mais fusão no setor de saúde suplementar:
1. A Rede Labs que pertence ao empresário Jorge Moll (Rede d'Or) encontra-se em fase final de incorporação pelo Grupo Fleury, o que envolve também os interesses da Bradesco Saúde. Caso se concretize o negócio, teremos consolidado em todo o país dois grandes grupos de diagnósticos: o DASA-Amil e o FLEURY-Bradesco Saúde. Ou seja, passam a ser ditados por estes importantes atores do segmento das operadoras o comportamento dos custos com exames complementares no país. Mais ainda, eles poderão alterar suas curvas de sinistralidade neste item de custos que já é, nos últimos três anos, a maior e mais preocupante dos itens que compõem a estrutura de custos em saúde das operadoras privadas.
2. A UNIMED que já tem seguradora e hospital próprio, entra definitivamente na categoria de investidor ao adquirir cerca de 30% do hospital Norte d'Or (Rio de Janeiro), pertencente ao grupo que leva o mesmo nome e ao seu associado (Grupo Badim). A operação expressa a tendência atual de que os recursos sejam investidos em serviços de ALTA COMPLEXIDADE que se mostram 'atraentes' quanto à rentabilidade, exatamente por lidarem com a capacidade de gerar ganhos quase que de forma incontrolável pelos demandantes de serviços.
São situações de mercado e não se há o que discutir. Mas reforça em mim a certeza de que não estamos examinando os sinais de fumaça no horizonte da saúde suplementar: se todos os empresários colocarem seus ovos numa única cesta (alta complexidade), quem irá bancar o sistema em 2020? Se as fusões são seguidas de expansões de leitos, especialmente os de UTI e Emergência, pela mesma lógica, quem irá intervir nos níveis onde a medicina ainda pode ser resolutiva?
Se não sou resolutivo, tenho que arcar com o preço disto. Se os preços atuais já não satisfazem os atores do nível primário, como ficarão perante todas estas mudanças daqui a dez anos (será que serão mesmo dez anos?)?
A visão e a competência dos empresários dos grupos envolvidos (Bradesco Saúde e Rede d'Or) é inquestionável. São homens de negócio que tiveram e mantém visões e projetos de futuro para suas empresas. O que me angustia é a situação do setor de saúde suplementar como um todo.
Não há incentivo para a intervenção resolutiva no nível primário.
Não há incentivo para empresas se organizarem como sistemas de saúde e, assim, oferecerem uma maior e melhor assistência aos seus clientes. E, principalmente,
NÃO HÁ DINHEIRO PARA BANCAR O CRESCIMENTO DOS CUSTOS!
Quem vai bancar tudo isto???
18 de jan. de 2011
A VERDADEIRA VITÓRIA DO LÍDER
Boa Tarde!
Como é bom presenciarmos a vitória de um dos integrantes da equipe onde trabalhamos numa seleção! Não importa qual a forma desta. Nem mesmo se é complexa ou simplificada, feita em etapas ou de uma só vez. O motivante é a presença neste instante tão profundo de crescimento profissional!
A alegria em muitas ocasiões expressa-se por lágrimas. Elas parecem querer limpar as mazelas enfrentadas pelo candidato em sua vida (não apenas na empresa), as injustiças, as pretensões não alcançadas, os sonhos que tiveram de ficar adiados por um longo tempo.
É um momento que me serve de bálsamo contra as injustiças recebidas. Alimenta nossa alma vermos a explosão de vontade e a retomada do sonho, que parecem surgir de cada poro do aprovado. Como devemos saber aproveitar este momento!
Não consigo entender um gestor que não se preocupe com o crescimento pessoal e profissional dos seus liderados. Aliás, talvez seja esta a diferença básica dentre um ocupante de cargo e um líder: aquele que tem no poder seu metaprograma principal (o fim almejado), nada mais é do que um pequeno déspota portador de carimbo. Pequeno aqui no sentido de medíocre, mesquinho, passageiro.
O líder forma, pela cobrança, pela orientação, mas fundamentalmente pelo testemunho. Gestores que formam seus times serão vitoriosos sempre. Se não o parece a ridícula avaliação dos portadores de poder, com certeza será esta a imagem que deles guardarão seus comandados, para sempre.
Como é bom presenciarmos a vitória de um dos integrantes da equipe onde trabalhamos numa seleção! Não importa qual a forma desta. Nem mesmo se é complexa ou simplificada, feita em etapas ou de uma só vez. O motivante é a presença neste instante tão profundo de crescimento profissional!
A alegria em muitas ocasiões expressa-se por lágrimas. Elas parecem querer limpar as mazelas enfrentadas pelo candidato em sua vida (não apenas na empresa), as injustiças, as pretensões não alcançadas, os sonhos que tiveram de ficar adiados por um longo tempo.
É um momento que me serve de bálsamo contra as injustiças recebidas. Alimenta nossa alma vermos a explosão de vontade e a retomada do sonho, que parecem surgir de cada poro do aprovado. Como devemos saber aproveitar este momento!
Não consigo entender um gestor que não se preocupe com o crescimento pessoal e profissional dos seus liderados. Aliás, talvez seja esta a diferença básica dentre um ocupante de cargo e um líder: aquele que tem no poder seu metaprograma principal (o fim almejado), nada mais é do que um pequeno déspota portador de carimbo. Pequeno aqui no sentido de medíocre, mesquinho, passageiro.
O líder forma, pela cobrança, pela orientação, mas fundamentalmente pelo testemunho. Gestores que formam seus times serão vitoriosos sempre. Se não o parece a ridícula avaliação dos portadores de poder, com certeza será esta a imagem que deles guardarão seus comandados, para sempre.
14 de jan. de 2011
SEXTA COM JEAN JACQUES ROSSEAU
Boa Tarde!
Jacques Rosseau, (Genebra, 28 de Junho de 1712 - Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um filósofo, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata suíço. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês é também um precursor do romantismo. Independente de suas contradições, nunca se furtou de opinar sobre aquilo em que acreditava.
Nesta sexta, partilho com vocês algumas de suas máximas:
"Não contesto que a medicina seja útil a alguns homens, mas digo que ela é funesta ao gênero humano."
“O primeiro passo para o bem é não fazer o mal.”
“A força fez os primeiros escravos, a sua covardia perpetuou-os.”
“Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas.”
“A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser”.
“O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão”.
“A verdade não é a estrada para a riqueza.”
“A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero, mas não fazer o que não quero”.
“O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado”.
Um Bom final de semana!
Jacques Rosseau, (Genebra, 28 de Junho de 1712 - Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um filósofo, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata suíço. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês é também um precursor do romantismo. Independente de suas contradições, nunca se furtou de opinar sobre aquilo em que acreditava.
Nesta sexta, partilho com vocês algumas de suas máximas:
"Não contesto que a medicina seja útil a alguns homens, mas digo que ela é funesta ao gênero humano."
“O primeiro passo para o bem é não fazer o mal.”
“A força fez os primeiros escravos, a sua covardia perpetuou-os.”
“Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas.”
“A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser”.
“O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão”.
“A verdade não é a estrada para a riqueza.”
“A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero, mas não fazer o que não quero”.
“O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado”.
Um Bom final de semana!
13 de jan. de 2011
O CIGARRO E O SONO
Boa Tarde!
Um estudo publicado pela revista CHEST (http://chestjournal.chestpubs.org/) traz-nos mais uma comprovação dos malefícios do tabagismo, agora na área do sono. Exames de polissonografia, capazes de mensurar o nível de sono que é alcançado pelo paciente que a realiza, efetuados entre 40 fumantes e 40 não fumantes mostram que daqueles que fumam, quase 23% declaram não se sentirem repousados após dormirem. Dentre os não fumantes este percentual é de apenas 5%, esperável tendo em vista as outras situações pré-existentes e que interferem na qualidade do sono de uma pessoa (obesidade, ansiedade, depressão, etc).
Os pesquisadores perceberam pelas análises dos resultados que, aqueles fumantes, não conseguem alcançar o estágio do sono profundo, prejudicados pelo fato de que o primeiro estágio do sono não é alcançado graças ao efeito estimulante provocado pela nicotina.
Já na Filândia (Universidade de Helsinque), foram seguidos por cerca de trinta anos um grupo de fumantes, onde se constatou que o uso do cigarro inibe o sono, tornando-os insones. Por outro lado, ficando mais tempo acordados eles fumam mais o que os torna mais dependentes e forma o círculo vicioso e danoso ao seu estado de saúde.
Também perceberam que a crise de abstinência para os que deixam de fumar tem que ser muito bem acompanhada, pois gera diversas reações e sequelas no sono dos usuários do tabaco. Ou seja, ele afeta a qualidade do sono dos que fumam e, por algum tempo, dos que deixam de fumar.
O cigarro é uma das drogas mais perigosas, letais e lentamente assassinas que se comercializam em todos os países. Por isso, a iniciativa do Governo anterior, ainda não concretizada, de reduzir o espaço de divulgação de marca nas carteiras de cigarro, preenchendo-os com fotografias ainda mais reais sobre os efeitos desta droga, não apenas é louvável como deve ser defendida por todos nós.
Um estudo publicado pela revista CHEST (http://chestjournal.chestpubs.org/) traz-nos mais uma comprovação dos malefícios do tabagismo, agora na área do sono. Exames de polissonografia, capazes de mensurar o nível de sono que é alcançado pelo paciente que a realiza, efetuados entre 40 fumantes e 40 não fumantes mostram que daqueles que fumam, quase 23% declaram não se sentirem repousados após dormirem. Dentre os não fumantes este percentual é de apenas 5%, esperável tendo em vista as outras situações pré-existentes e que interferem na qualidade do sono de uma pessoa (obesidade, ansiedade, depressão, etc).
Os pesquisadores perceberam pelas análises dos resultados que, aqueles fumantes, não conseguem alcançar o estágio do sono profundo, prejudicados pelo fato de que o primeiro estágio do sono não é alcançado graças ao efeito estimulante provocado pela nicotina.
Já na Filândia (Universidade de Helsinque), foram seguidos por cerca de trinta anos um grupo de fumantes, onde se constatou que o uso do cigarro inibe o sono, tornando-os insones. Por outro lado, ficando mais tempo acordados eles fumam mais o que os torna mais dependentes e forma o círculo vicioso e danoso ao seu estado de saúde.
Também perceberam que a crise de abstinência para os que deixam de fumar tem que ser muito bem acompanhada, pois gera diversas reações e sequelas no sono dos usuários do tabaco. Ou seja, ele afeta a qualidade do sono dos que fumam e, por algum tempo, dos que deixam de fumar.
O cigarro é uma das drogas mais perigosas, letais e lentamente assassinas que se comercializam em todos os países. Por isso, a iniciativa do Governo anterior, ainda não concretizada, de reduzir o espaço de divulgação de marca nas carteiras de cigarro, preenchendo-os com fotografias ainda mais reais sobre os efeitos desta droga, não apenas é louvável como deve ser defendida por todos nós.
12 de jan. de 2011
A VITÓRIA DA HIPOCRISIA
Boa Tarde!
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anuncia, por seu presidente o médico Roberto d'Ávila, sua nova Resolução: caberá agora aos médicos a decisão sobre a natureza de uma consulta - se ela é de retorno ou não. As alegações do CFM são no sentido de que, com esta norma, serão coibidos os abusos das operadoras que se preocupam apenas com a questão financeira envolvida. Para os ouvintes dos jornais televisivos e os desinformados, nada parece mais acertado. Mas, é verdade?
O mecanismo de consulta de retorno foi desenvolvido pelas operadoras como forma de se evitar o abuso por parte dos médicos nas cobranças de consultas. Para entender melhor é preciso que clarifiquemos o produto 'consulta'. Um pacientes procura um profissional médico, seja a título de prevenção, seja em busca de cura e pede-lhe que: 1. Realize um exame completo e descubra eventuais causas para suas queixas ou necessidades de saúde; 2. Estabeleça um plano terapêutico que possibilite o regresso do paciente ao STATUS QUO anterior ao agravo; 3. Defina uma forma de prevenção ou acompanhamento de sua situação clínica.
O paciente DEVE sair do consultório médico com estes três resultados, fechando assim o ciclo que delimita o produto consulta e assegura ao médico o recebimento de seus honorários (privados, públicos ou de operadoras).
Ocorre que a proliferação dos exames e os desdobramentos que o próprio CFM ora condena, ora se omite, causaram uma drástica alteração neste quadro. Os médicos 'necessitam' quase que sempre de exames COMPLEMENTARES para fechamento do diagnóstico do paciente. Ou seja, A CONSULTA NÃO ESTÁ ENCERRADA.
Exatamente por isto, convencionou-se que o paciente teria até 30 dias para providenciar os exames DETERMINADOS pelo médico como IMPRESCINDÍVEIS ao fechamento do seu dignaóstico e, consequentemente, plano terapêutico. Este tempo está muito extenso, ou é pouco? Isto se deveria discutir. A remuneração deveria ser diferenciada para quem é mais resolutivo? Isto se deveria discutir. Existem abusos de operadoras? Isto se deveria punir.
Mas, nada disso foi escolhido pelo CFM. Que caminho adotou?
Simples, transferiu ao MÉDICO, aquele que deveria encerrar a consulta e não a encerra, o poder de decidir se a consulta está encerrada! É isso mesmo, para o CFM que pode transgredir é que deve julgar se houve ou não a transgressão!
É lamentável. É hipócrita. É contra a qualidade.
Acabamos de dar mais um passo em direção ao precipício. Diga-se de passagem: um passo gigantesco. Se a coisa colar, se não houver intervenção da (sempre) omissa ANS, teremos em breve novas medidas que façam a hipocrisia, ao invés da qualidade, a vitoriosa arma a ser usada na destruição da saúde suplementar.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anuncia, por seu presidente o médico Roberto d'Ávila, sua nova Resolução: caberá agora aos médicos a decisão sobre a natureza de uma consulta - se ela é de retorno ou não. As alegações do CFM são no sentido de que, com esta norma, serão coibidos os abusos das operadoras que se preocupam apenas com a questão financeira envolvida. Para os ouvintes dos jornais televisivos e os desinformados, nada parece mais acertado. Mas, é verdade?
O mecanismo de consulta de retorno foi desenvolvido pelas operadoras como forma de se evitar o abuso por parte dos médicos nas cobranças de consultas. Para entender melhor é preciso que clarifiquemos o produto 'consulta'. Um pacientes procura um profissional médico, seja a título de prevenção, seja em busca de cura e pede-lhe que: 1. Realize um exame completo e descubra eventuais causas para suas queixas ou necessidades de saúde; 2. Estabeleça um plano terapêutico que possibilite o regresso do paciente ao STATUS QUO anterior ao agravo; 3. Defina uma forma de prevenção ou acompanhamento de sua situação clínica.
O paciente DEVE sair do consultório médico com estes três resultados, fechando assim o ciclo que delimita o produto consulta e assegura ao médico o recebimento de seus honorários (privados, públicos ou de operadoras).
Ocorre que a proliferação dos exames e os desdobramentos que o próprio CFM ora condena, ora se omite, causaram uma drástica alteração neste quadro. Os médicos 'necessitam' quase que sempre de exames COMPLEMENTARES para fechamento do diagnóstico do paciente. Ou seja, A CONSULTA NÃO ESTÁ ENCERRADA.
Exatamente por isto, convencionou-se que o paciente teria até 30 dias para providenciar os exames DETERMINADOS pelo médico como IMPRESCINDÍVEIS ao fechamento do seu dignaóstico e, consequentemente, plano terapêutico. Este tempo está muito extenso, ou é pouco? Isto se deveria discutir. A remuneração deveria ser diferenciada para quem é mais resolutivo? Isto se deveria discutir. Existem abusos de operadoras? Isto se deveria punir.
Mas, nada disso foi escolhido pelo CFM. Que caminho adotou?
Simples, transferiu ao MÉDICO, aquele que deveria encerrar a consulta e não a encerra, o poder de decidir se a consulta está encerrada! É isso mesmo, para o CFM que pode transgredir é que deve julgar se houve ou não a transgressão!
É lamentável. É hipócrita. É contra a qualidade.
Acabamos de dar mais um passo em direção ao precipício. Diga-se de passagem: um passo gigantesco. Se a coisa colar, se não houver intervenção da (sempre) omissa ANS, teremos em breve novas medidas que façam a hipocrisia, ao invés da qualidade, a vitoriosa arma a ser usada na destruição da saúde suplementar.
11 de jan. de 2011
O CANAL QUE NÃO LEVA À SAÚDE
Boa Tarde!
É muito comum escutarmos elogios e referências às operadoras de saúde que atuam no segmento de odontologia. Seja porque elas abriram seu capital em bolsa, a partir dos fantásticos números de seu balanço, seja porque o crescimento de suas carteiras é algo, no mínimo, impressionante. Tudo a comemorar? Nem tanto.
De fato, o vertiginoso aumento dos planos vendidos demonstra a boa visão de mercado que tiveram os empresários, identificando demandas reprimidas e excelentes oportunidades de obterem rentabilidade financeira. Mas a pergunta certa é: o que desejam comprar os clientes de planos odontológicos?
Antes de abordar esta questão, um dado alarmante: no mesmo intervalo temporal de crescimento das carteiras de planos odontológicos, os principais serviços da cidade de SP que os atendem, registram um aumento de mais de 100% no número de pacientes que necessitam do tratamento que chamam “CANAL”. Qual a causa disto?
A forma de contratação dos serviços odontológicos prioriza exclusivamente os eventos que causem baixa sinistralidade. E para isso, as operadoras praticam preços mínimos, quase beirando o inviável financeiramente falando, se os prestadores não conseguirem volume. Por sua vez, o volume faz com que as intervenções sejam feitas quase numa linha de produção, desprezando-se cuidados preventivos e transformando uma restauração numa verdadeira operação ‘tapa-buraco’.
Isso tudo aliado à mudança de hábitos alimentares, poluição, tabagismo e outras formas de agressão aos dentes, estão tornando estes pacientes verdadeiras bombas-ambulantes com efeito retardado. As operadoras estão forçando uma intervenção que não resolve, do ponto de vista de saúde bucal, acreditando ser possível manter-se baixa sinistralidade futura.
Acontece que clientes não compram resultados positivos de balanço. Clientes compram assistência resolutiva e satisfação em sua vida pessoal, quando desembolsam valores para obter produtos de saúde. Por isso, minha avaliação é de que esta insatisfação vai explodir para as operadoras odontológicas no máximo em uma década.
E os dentistas? Bem, estes acreditam que no momento em que ocorre esta ‘explosão de insatisfação’, os clientes irão procurá-los, abrirão suas carteiras e lhes pagarão diretamente. É possível que isto ocorra? Sim. É provável? Não. Os altos custos dos materiais que usam, aliados aos aumentos e impactos financeiros que a inclusão de novas tecnologias provoca na saúde bucal, fazem com que seu otimismo seja, no mínimo, exagerado.
Ruim não é esperar para ver quem tem razão. Ruim é verificar que a saúde bucal, tão importante para a atenção integral em saúde, apesar de toda fanfarra atual, continua relegada a um plano secundário. Fazer canais, sejam eles pagos por clientes privados, sejam eles (mal) remunerados pelas operadoras que inserem e peridontia entre suas coberturas, não quer dizer dar ao indivíduo a saúde que ele deseja, que ele merece.
É muito comum escutarmos elogios e referências às operadoras de saúde que atuam no segmento de odontologia. Seja porque elas abriram seu capital em bolsa, a partir dos fantásticos números de seu balanço, seja porque o crescimento de suas carteiras é algo, no mínimo, impressionante. Tudo a comemorar? Nem tanto.
De fato, o vertiginoso aumento dos planos vendidos demonstra a boa visão de mercado que tiveram os empresários, identificando demandas reprimidas e excelentes oportunidades de obterem rentabilidade financeira. Mas a pergunta certa é: o que desejam comprar os clientes de planos odontológicos?
Antes de abordar esta questão, um dado alarmante: no mesmo intervalo temporal de crescimento das carteiras de planos odontológicos, os principais serviços da cidade de SP que os atendem, registram um aumento de mais de 100% no número de pacientes que necessitam do tratamento que chamam “CANAL”. Qual a causa disto?
A forma de contratação dos serviços odontológicos prioriza exclusivamente os eventos que causem baixa sinistralidade. E para isso, as operadoras praticam preços mínimos, quase beirando o inviável financeiramente falando, se os prestadores não conseguirem volume. Por sua vez, o volume faz com que as intervenções sejam feitas quase numa linha de produção, desprezando-se cuidados preventivos e transformando uma restauração numa verdadeira operação ‘tapa-buraco’.
Isso tudo aliado à mudança de hábitos alimentares, poluição, tabagismo e outras formas de agressão aos dentes, estão tornando estes pacientes verdadeiras bombas-ambulantes com efeito retardado. As operadoras estão forçando uma intervenção que não resolve, do ponto de vista de saúde bucal, acreditando ser possível manter-se baixa sinistralidade futura.
Acontece que clientes não compram resultados positivos de balanço. Clientes compram assistência resolutiva e satisfação em sua vida pessoal, quando desembolsam valores para obter produtos de saúde. Por isso, minha avaliação é de que esta insatisfação vai explodir para as operadoras odontológicas no máximo em uma década.
E os dentistas? Bem, estes acreditam que no momento em que ocorre esta ‘explosão de insatisfação’, os clientes irão procurá-los, abrirão suas carteiras e lhes pagarão diretamente. É possível que isto ocorra? Sim. É provável? Não. Os altos custos dos materiais que usam, aliados aos aumentos e impactos financeiros que a inclusão de novas tecnologias provoca na saúde bucal, fazem com que seu otimismo seja, no mínimo, exagerado.
Ruim não é esperar para ver quem tem razão. Ruim é verificar que a saúde bucal, tão importante para a atenção integral em saúde, apesar de toda fanfarra atual, continua relegada a um plano secundário. Fazer canais, sejam eles pagos por clientes privados, sejam eles (mal) remunerados pelas operadoras que inserem e peridontia entre suas coberturas, não quer dizer dar ao indivíduo a saúde que ele deseja, que ele merece.
7 de jan. de 2011
PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA...
Boa Tarde!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Obs.: Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
Quanta sabedoria ensejam os grandes escritos da humanidade para todos nós! Às vezes fico pensando na revolução que ocorreria, pacífica e gratificante, contínua e justa, se os homens não apenas lessem o que já foi escrito, mas vivessem cada um dos ensinamentos.
Mal de sexta-feira? É, pode ser. Mas vejam alguns exemplos que se usados modificariam as vidas das corporações, dos seus funcionários e, em especial, dos seus clientes.
Pensem, reflitam e, principalmente, incorporem às suas vidas:
"A burocracia é um sistema gigantesco gerido por pigmeus."
[Honoré Balzac]
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossas trevas, o que mais nos assusta. Nos perguntamos, 'Quem sou eu para ser brilhante, grandioso, talentoso e famoso?' Na verdade, quem não somos? Você é uma criança de Deus. Seu jogo despretensioso não serve ao mundo. Não há nada errado com o retrocesso, assim as pessoas não se sentem inseguros com você. Nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de nós. Não apenas dentro de alguns de nós; mas em todos nós. E quando deixarmos nossa própria luz brilhar, conscientemente daremos às pessoas permissão para fazerem o mesmo. Quando tivermos nos libertado de nosso medo, nossa presença automaticamente libertará aos outros."
[Nelson Mandela]
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."
Obs.: Trecho de Metal Contra as Nuvens.
[Renato Russo]
"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
[Clarice Lispector]
Bom Final de semana!
6 de jan. de 2011
LAGRIMAS DA OMISSÃO
Bom Dia!
As lágrimas da senhora que conta ter passado dez anos juntando seu dinheirinho para comprar um barranco por R$ 13 mil e que, com a tempestade de ontem em São Paulo, perdeu tudo, são feridas que devem atingir diretamente nossos corações. É fácil se falar que os 'pobres são teimosos'. É até covardia dizer que 'eles deveriam sair de lá antes das tragédias'. Sair para onde? Como eles pagarão uma pensão, ou um hotel, se a grande maioria deles encontra-se na linha da pobreza (menos de R$ 140,00 de salário mensal)?
Até quando seremos omissos?
Os governos entram, mudam, ou repetem-se, fazendo sempre o mesmo discurso cínico e oportunista: quem está na oposição critica quem está no governo; quem está no governo joga a culpa em São Pedro para as tempestades que TODOS SABEM QUE IRÃO OCORRER! Ao coitado do Santo não é facultado a palavra.
Covardes. Omissos. Relapsos.
Os políticos acreditam na nossa amnésia eleitoral. Se os habitantes de São Paulo não se lembram de quem votaram (75%) uma semana após as eleições desta ano (segundo o DATAFOLHA), como irão se lembrar das omissões e falsas promessas?
É triste ver uma pobre mulher, lutadora e trabalhadora chorar. Mas o pior é a certeza de que outras lágrimas, vidas e prejuízos se seguirão, até o carnaval chegar... E aí...
As lágrimas da senhora que conta ter passado dez anos juntando seu dinheirinho para comprar um barranco por R$ 13 mil e que, com a tempestade de ontem em São Paulo, perdeu tudo, são feridas que devem atingir diretamente nossos corações. É fácil se falar que os 'pobres são teimosos'. É até covardia dizer que 'eles deveriam sair de lá antes das tragédias'. Sair para onde? Como eles pagarão uma pensão, ou um hotel, se a grande maioria deles encontra-se na linha da pobreza (menos de R$ 140,00 de salário mensal)?
Até quando seremos omissos?
Os governos entram, mudam, ou repetem-se, fazendo sempre o mesmo discurso cínico e oportunista: quem está na oposição critica quem está no governo; quem está no governo joga a culpa em São Pedro para as tempestades que TODOS SABEM QUE IRÃO OCORRER! Ao coitado do Santo não é facultado a palavra.
Covardes. Omissos. Relapsos.
Os políticos acreditam na nossa amnésia eleitoral. Se os habitantes de São Paulo não se lembram de quem votaram (75%) uma semana após as eleições desta ano (segundo o DATAFOLHA), como irão se lembrar das omissões e falsas promessas?
É triste ver uma pobre mulher, lutadora e trabalhadora chorar. Mas o pior é a certeza de que outras lágrimas, vidas e prejuízos se seguirão, até o carnaval chegar... E aí...
4 de jan. de 2011
ENTRE O TACAPE E A GAVETA
Boa Noite!
Alguns modismos são recorrentes. Eles surgem num determinado momento vivido pela sociedade e é explicado por diversos dos pensadores de plantão, como atrelados a este fato ou aquele. Decorridos anos, ou às vezes décadas, e com a sociedade completamente mudada (tanto para melhor como para pior), a moda ressurge e aí, bem, temos que nos deparar com outras explicações dos eternos “cérebros pensantes”.
Este preâmbulo é necessário para falarmos de duas “modas” gerenciais que, infelizmente, voltaram à tona. Como não tenho percebido uma maior franqueza dos nossos pensadores ao falar sobre elas, atrevo-me a fazê-lo.
Começo pela moda do TACAPE. Para os incautos ou aqueles que faltaram no dia em que o professor discorreu sobre as tribos indígenas, o tacape era o agradável instrumento usado pelos aborígenas para esmagar ou amassar, ou ambas as coisas, os seus adversários. Claro que os índios apenas os usavam na defesa de sua sobrevivência. Não havendo registro de que algum cacique tenha manejado o tacape para intimidar seus índios subordinados, ou mesmo para demonstrar um poder maior do que tem, ou ainda para ocultar sua própria incompetência. Os historiadores nunca detectaram traços deste perfil... nos índios!
Porém, nas empresas, o tacape rola solto! Ele é usado para silenciar os técnicos, quando ousam falar verdades que não querem ser ouvidas. Também serve para eliminar os que pensam de maneira diferente dos caciques. A estratégia tacape não resolve os problemas da organização, mas é bem capaz de deixá-los escondidos, sob uma falsa manta de profissionalismo, até que um próximo cacique tenha a coragem de desentocá-los e enfrentá-los (se ainda der tempo). O tacapista intimida, persegue e consegue expulsar a grande maioria dos bons índios, mas não deve ser capaz de fazer naufragar a aldeia inteira. Ele é transitório, pois como confia apenas no seu tacape, no dia em que o esconderem dele, coitado, ficará completamente perdido e sem saber o que fazer.
Já a estratégia GAVETA tem uma outra conotação. Ela não requer truculência e sim, omissão graduada. Explico-me: ao invés de decidir, ou porque não sei bem do que se trata, ou porque não sei bem o que faço, ou porque faço o que quero e não sei o bem que isto não fará à empresa, o poderoso de plantão simplesmente joga em sua gaveta todos os projetos, propostas e trabalhos de suas equipes.
É a famosa PTR (Pasta que o Tempo Resolve). O insigne chefe vai acumulando nas suas gavetas os processos, projetos e afins, na doce ilusão de que, com o tempo, o subordinado relega, o seu gestor desiste ou o cliente esquece. O problema maior é que nenhum destes três pensa assim.
Para os dirigentes-gaveta, seus subordinados desenvolvem um temor ritual (enquanto ele estiver naquela cadeira, fazem de conta que o respeitam, depois...). Seus gestores adiam os projetos e se comportam como caramujos enquanto a maré passa por cima (atolam-se na lama, agüentam todas as sujeiras, mas sobrevivem). Mas os clientes, ah! estes não temem, não se comportam e nem esquecem!
Perdem a credibilidade na empresa e buscam outra empresa. E para não ver isto acontecer, o gestor gaveta retira dela, ou de seu baú o tacape e, agitando-o, tenta fazer o mundo real encaixar-se no seu sonho (ou pesadelo). O problema é que tanto o mundo real, como nossos clientes se incomodam com a gaveta, mas não temem em nada o tacape ou o barulho de quem o porta: sempre haverá um concorrente de plantão!
Alguns modismos são recorrentes. Eles surgem num determinado momento vivido pela sociedade e é explicado por diversos dos pensadores de plantão, como atrelados a este fato ou aquele. Decorridos anos, ou às vezes décadas, e com a sociedade completamente mudada (tanto para melhor como para pior), a moda ressurge e aí, bem, temos que nos deparar com outras explicações dos eternos “cérebros pensantes”.
Este preâmbulo é necessário para falarmos de duas “modas” gerenciais que, infelizmente, voltaram à tona. Como não tenho percebido uma maior franqueza dos nossos pensadores ao falar sobre elas, atrevo-me a fazê-lo.
Começo pela moda do TACAPE. Para os incautos ou aqueles que faltaram no dia em que o professor discorreu sobre as tribos indígenas, o tacape era o agradável instrumento usado pelos aborígenas para esmagar ou amassar, ou ambas as coisas, os seus adversários. Claro que os índios apenas os usavam na defesa de sua sobrevivência. Não havendo registro de que algum cacique tenha manejado o tacape para intimidar seus índios subordinados, ou mesmo para demonstrar um poder maior do que tem, ou ainda para ocultar sua própria incompetência. Os historiadores nunca detectaram traços deste perfil... nos índios!
Porém, nas empresas, o tacape rola solto! Ele é usado para silenciar os técnicos, quando ousam falar verdades que não querem ser ouvidas. Também serve para eliminar os que pensam de maneira diferente dos caciques. A estratégia tacape não resolve os problemas da organização, mas é bem capaz de deixá-los escondidos, sob uma falsa manta de profissionalismo, até que um próximo cacique tenha a coragem de desentocá-los e enfrentá-los (se ainda der tempo). O tacapista intimida, persegue e consegue expulsar a grande maioria dos bons índios, mas não deve ser capaz de fazer naufragar a aldeia inteira. Ele é transitório, pois como confia apenas no seu tacape, no dia em que o esconderem dele, coitado, ficará completamente perdido e sem saber o que fazer.
Já a estratégia GAVETA tem uma outra conotação. Ela não requer truculência e sim, omissão graduada. Explico-me: ao invés de decidir, ou porque não sei bem do que se trata, ou porque não sei bem o que faço, ou porque faço o que quero e não sei o bem que isto não fará à empresa, o poderoso de plantão simplesmente joga em sua gaveta todos os projetos, propostas e trabalhos de suas equipes.
É a famosa PTR (Pasta que o Tempo Resolve). O insigne chefe vai acumulando nas suas gavetas os processos, projetos e afins, na doce ilusão de que, com o tempo, o subordinado relega, o seu gestor desiste ou o cliente esquece. O problema maior é que nenhum destes três pensa assim.
Para os dirigentes-gaveta, seus subordinados desenvolvem um temor ritual (enquanto ele estiver naquela cadeira, fazem de conta que o respeitam, depois...). Seus gestores adiam os projetos e se comportam como caramujos enquanto a maré passa por cima (atolam-se na lama, agüentam todas as sujeiras, mas sobrevivem). Mas os clientes, ah! estes não temem, não se comportam e nem esquecem!
Perdem a credibilidade na empresa e buscam outra empresa. E para não ver isto acontecer, o gestor gaveta retira dela, ou de seu baú o tacape e, agitando-o, tenta fazer o mundo real encaixar-se no seu sonho (ou pesadelo). O problema é que tanto o mundo real, como nossos clientes se incomodam com a gaveta, mas não temem em nada o tacape ou o barulho de quem o porta: sempre haverá um concorrente de plantão!
3 de jan. de 2011
O TIME É O SEGREDO DO JOGO...
Bom Dia!
O time é o segredo do jogo. Levamos anos repetindo esta frase até acreditarmos nela de verdade. Sua composição não é tarefa fácil. Aliás, se eu tivesse que efetuar uma classificação das maiores adversidades encontradas, elencaria, como primeira dentre todas a formação do time.
É complexo, pois envolve pessoas totalmente diferentes e diferenciadas. De vontades, formações, personalidades e, principalmente, objetivos estratégicos distintos, quando não conflitantes.
Quantas vezes idealizamos nosso time com aquelas figurinhas que julgamos serem as premiadas, apenas para nos decepcionarmos no primeiro momento em que são chamadas a demonstrar seu caráter, sua ética, sua fidelidade ao que foi decidido, seu comprometimento.
O time não são as pessoas que “gostaríamos”, ao menos não para as empresas e os gestores profissionais. Sua composição acontece por força da competência mensurada e não do desejo de nossos sentidos.
O verdadeiro gestor não se deixe enganar pela primeira impressão, ou pela disfarçada superficialidade que tanto encontramos em nossos dias. Ele rapidamente reconhece o bom “player” e faz com que ele se integre a sua equipe.
O time é o segredo do jogo. É óbvio que a bola precisa estar cheia. Isto é, o produto a ser vendido tem que ser no mínimo atrativo. Mas sinceramente, até bola murcha time bom vende! Ao contrário, você pode ter o melhor produto do mundo em suas mãos, que uma má equipe irá desperdiçá-lo, é somente uma questão de tempo.
Esta questão é tão vital para o sucesso de uma gestão que, pela primeira vez em minha vida, eu vejo uma revista semanal brasileira, de grande circulação, dar-se ao trabalho de analisar, um por um, todos os integrantes do ministério da nova Presidenta do país. À parte as opiniões expressadas, o tom da revista está na importância que a escolha terá para a implantação do (extenso) programa de governo anunciado pela nova mandatária do país.
Se a escolha foi correta os resultados surgirão, no tempo justo.
Se, porém, os nomes surgiram de acordos políticos e partidários, logo logo a Presidente descobrirá a importância de ter um bom time. Pena que, se isto acontecer, não apenas ela sofrerá e menos ainda será ela a única a pagar por não ter escolhido bem.
O time é o segredo da gestão.
O time é o segredo do jogo. Levamos anos repetindo esta frase até acreditarmos nela de verdade. Sua composição não é tarefa fácil. Aliás, se eu tivesse que efetuar uma classificação das maiores adversidades encontradas, elencaria, como primeira dentre todas a formação do time.
É complexo, pois envolve pessoas totalmente diferentes e diferenciadas. De vontades, formações, personalidades e, principalmente, objetivos estratégicos distintos, quando não conflitantes.
Quantas vezes idealizamos nosso time com aquelas figurinhas que julgamos serem as premiadas, apenas para nos decepcionarmos no primeiro momento em que são chamadas a demonstrar seu caráter, sua ética, sua fidelidade ao que foi decidido, seu comprometimento.
O time não são as pessoas que “gostaríamos”, ao menos não para as empresas e os gestores profissionais. Sua composição acontece por força da competência mensurada e não do desejo de nossos sentidos.
O verdadeiro gestor não se deixe enganar pela primeira impressão, ou pela disfarçada superficialidade que tanto encontramos em nossos dias. Ele rapidamente reconhece o bom “player” e faz com que ele se integre a sua equipe.
O time é o segredo do jogo. É óbvio que a bola precisa estar cheia. Isto é, o produto a ser vendido tem que ser no mínimo atrativo. Mas sinceramente, até bola murcha time bom vende! Ao contrário, você pode ter o melhor produto do mundo em suas mãos, que uma má equipe irá desperdiçá-lo, é somente uma questão de tempo.
Esta questão é tão vital para o sucesso de uma gestão que, pela primeira vez em minha vida, eu vejo uma revista semanal brasileira, de grande circulação, dar-se ao trabalho de analisar, um por um, todos os integrantes do ministério da nova Presidenta do país. À parte as opiniões expressadas, o tom da revista está na importância que a escolha terá para a implantação do (extenso) programa de governo anunciado pela nova mandatária do país.
Se a escolha foi correta os resultados surgirão, no tempo justo.
Se, porém, os nomes surgiram de acordos políticos e partidários, logo logo a Presidente descobrirá a importância de ter um bom time. Pena que, se isto acontecer, não apenas ela sofrerá e menos ainda será ela a única a pagar por não ter escolhido bem.
O time é o segredo da gestão.
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