28 de mar. de 2010

A FUGA

Boa Noite!

O Ser Humano deve ser o único animal que foge de si mesmo, ou ao menos tenta fazê-lo a maior parte do tempo. Fugimos dos compromissos que aparentemente irão tomar uma maior parcela do nosso tempo, mesmo quando reclamamos sozinhos ou aos amigos mais próximos do tédio e da ociosidade que estão dominando nossas vidas.
Fugimos daqueles que pedem nossa ajuda, estendendo para nós suas mãos e seus corações, mesmo quando declaramos que estamos fartos de tanta frivolidade, superficialidade e materialidade dos tempos atuais. O que não queremos é identificar, dentre as misérias que nos rodeiam no mundinho incompleto e imperfeito que edificamos por detrás dos muros que cercam nosso egoísmo cego.
Fugimos das posições corretas, que sabemos dever tomar, para nos refugiar na mediocridade que torna todos uma mesma massa amorfa e insossa, mesmo quando fazemos elaborados discursos e desenvolvemos filosóficas reflexões nos ambientes festivos e vazios de uma sociedade que há muito tempo quer esquecer sua vida e suas frustrações através de um mergulho livre na escuridão das dependências físicas e morais.
Fugimos das verdades que conhecemos, que lutamos contra nosso próprio ser tentando esquecê-las, mesmo sabendo que não conseguimos ir contra a natureza que provëm do divino, pois jamais apagaremos a pequena e infinita centelha que faz nossa vida ser viva, que é o amor daquele que nos criou. Também fugimos das verdades pedindo conselhos, pois precisamos que alguém mais íntegro e corajoso do que nós, jogue-nos na cara o imenso e incompreensíbel desperdício que tem sido a nossa vida.
Fugimos daquilo para que fomos criados. E por isso adoecemos, porque esta é uma fuga impossível.
Não existem homens maus. Existem homens bons que fogem da Justiça, lavam as mãos ao que é reto e, por isso, permitem que o Mal assuma o comando das ações daqueles que não pensam em ninguém.
Não existe o Poder. Existe a sensação de que alguém, por ocupar uma determinada posição no conjunto da sociedade, tudo pode fazer. E por isso, fugimos das responsabilidades de cidadãos e cidadãs.
Não podemos fugir. Não foi para isto que Deus nos criou.
Enfrentar o Mal e seus sequazes, os injustos e seus bajuladores, numa sociedade que apenas foge, não é uma tarefa fácil. Mas ela é possível. E é dentro da identificação das possibilidades, assim como da busca e defesa por torná-las concretas que os homens dedicados ao Bem construirão as bases de uma nova sociedade.
"Justiça e Paz se abraçarão", diz o Profeta. Cabe a nós promover o seu encontro.

27 de mar. de 2010

O PLANO "B"

Boa Tarde!

O imprevisto está mais presente no dia-a-dia de um gestor do que a maioria das ações projetadas, discutidas e planejadas. Graças a Deus! Imagine a monotonia e mesmo a inutilidade de um gestor, se tudo o que discutíssemos nos cenários e elencássemos nos planejamentos acontecesse direitinho!

Não, não somos adeptos do masoquismo. Nem gostamos de sofrer. Mas, depois de tanto caminhar não resta mais dúvida de que: são os momentos imprevisíveis e os fatos agudos que retiram de nós a maior parcela de criatividade e conhecimento que detemos.
Os acontecimentos inesperados podem ser a diferença entre sucesso e fracasso de um planejamento e, por consequência, de uma gestão. O tratamento dado a eles associado à celeridade e segurança das decisões ainda são os melhores caminhos para superá-los.

O gestor não pode passar sua vida à espreita do inesperado. Tampouco pode se deixar paralisar por ele. Novamente, o equilíbrio entre a rapidez da resposta e a segurança das medidas corretivas, em especial ajustando as causas para se minimizar possíveis repetições, surge como a melhor alternativa a ser seguida.

É óbvio que o tempo nem sempre está sobre nossa governabilidade total. Mas, é possível trabalhar com mais atenção os fatores aliados que surgem nas intercorrências, transformando-os em vetores favoráveis de mudança.

Quem não possui o caminho alternativo (o plano "B"), certamente estará mais sujeito a se transformar em refém do imprevisto. Porém, àqueles que conseguirem desenvolver suas alternativas sem perder a visão do todo, sairão das situações críticas mais fortalecidos: como gestores, como pessoas e perante suas organizações.

Por isso, antes de lamentar as situações agudas, pare, respire e... agradeça! Ela pode ser o grande momento de você demonstrar toda a sua potencialidade retida!

24 de mar. de 2010

DROGA É QUESTÃO DE...

Boa Noite!

Foi lançado hoje em São Paulo, com a forte presença de Ministros de Estado e até um ex-Presidente, um novo livro acerca da questão das drogas. Emocionados com o assassinato cruel e frio do cartunista Glauco, vitimado por um dos seguidores da seita que consome litros e mais litros do alucinógeno conhecido como chá do Santo Daime, os presentes a solenidade, com ensaio ou não, estavam bem afinado com um único discurso: a droga é uma questão de... cultura!
É mais ou menos assim: se dizemos que a droga é uma questão de polícia então a sociedade exige que o aparelho repressor do estado intervenha, pois ela pode ceifar vidas inocentes (como o faz às dúzias nesta desmemoriada nação), favorecer o enriquecimento ilícito dos traficantes (já ouviram falar de algo assim?) e ameaçar a liberdade dos cidadãos (sem comentários). Portanto, se a droga está ligada a estas questões ela deve ser reprimida e os seus favorecedores, presos.
Se associamos a esta questão o aspecto da saúde, então cabe ao Estado tratar os dependentes, para que se libertem do vício e voltem a ser pessoas sãs, como todos tem o direito.
Os brilhantes representantes do Estado, do Governo e da Oposição optam pela saída de Pilatos: lavam as mãos. Ao dizer que a droga é uma questão de cultura, tais "lideranças" assumem que ela pode ou não ser considerada lícita; pode ou não ser objeto de reprimenda pelo Estado; pode ou não ser descriminalizada.
Pode ou não. Sim ou não.
É muito triste, mas a droga é uma questão de... vergonha.
De ter vergonha na cara, aqueles que eleitos para agir em nome do povo preferem deixá-lo ao relento, por si sozinho. De ter coragem de assumir o desastre que tem sido a tolerância velada, os olhos fechados à proliferação da dependência, fazendo com que convivamos, como vítimas e agentes passivos, das fumadas de maconheiros, dos desmandos e agitações, brigas e agressões dos consumidores urbanos do crack, e por aí vai.
Este tipo de discurso feito pelos políticos, aqueles que pedem seu voto para te proteger, denotam o grau de imbecilidade que eles atribuem a nós, pobres eleitores. O dia do troco vem aí.

23 de mar. de 2010

OURO 16

Boa Noite!


Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece! O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!

Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!

18 de mar. de 2010

VIDAS IMOLADAS

Boa Noite!

Esqueçam o que escrevi. Assim, um líder brasileiro rompeu há alguns anos com os compromissos pessoais que possuía com uma postura democrática e voltada à inclusão que o motivara a escrever, de forma intelectual e brilhante, livros e escritos diversos nos anos de chumbo, em favor dos perseguidos. Esqueceu que tudo o que levamos ao papel deve sair do fundo de nossa alma, sob pena de ser apenas algo superficial e frívolo que não resiste ao menor dissabor trazido pela vida.
A ânsia do poder faz com que homens inteligentes tentem passar uma esponja de água, não sobre o que escreveram, mas tentando varrer de dentro de si os princípios e valores sedimentados ao longo de suas vidas. Palavras podem atrair holofotes, dar projeção momentânea, mas não são capazes de assegurar a paz.
Agora, em nossos dias, outra liderança compara manifestantes políticos a marginais. Parece querer dizer-nos: esqueçam o que eu vivi.
Como se nós, meros cidadãos, fossemos atraídos apenas por aspectos físicos superficiais e repetidos, ou por rompantes que a pretexto de serem engraçadinhos soam a mediocridade e beiram algo grotesco e violento.
Não sou defensor de mártires, pois sinto imensamente a falta daqueles que, se vivos, poderiam contribuir para que tantas amnésias não ocorressem em nossos líderes. Preferia que dissidentes buscassem a voz possível de se obter numa ditadura, seja ela qual for, do que doarem suas vidas numa imolação que somente sensibilizará o 'mundo desenvolvido' se repetida em número que choque a HIGH SOCIETY mundial.
Mas não é possível não estarmos chocados com o silencioso grito de socorro que os sacrifícios cubanos trazem a todos nós. Fidel não enganou apenas o povo que o acolheu como libertador, quase um santo que descia de Sierra Maestra para dar ao povo sofrido com a ditadura de Fulgêncio Batista, novos e melhores dias. Fidel enganou a si mesmo, pensando ser algo diferente de um déspota que executou os que acreditaram cegamente em suas palavras e vendeu seu projeto e sua biografia à ditadura comunista soviética que o sustentou (e sua corte) por longas décadas.
Portanto, negar que os dissidentes políticos são vítimas é brigar com a realidade, jogar no lixo todas as lições que a democracia deveria ter trazido a todos nós.
Não consigo mais ficar zangado com nossos líderes. A tristeza de vê-los jogarem fora suas biografias é muito maior do que a decepção com suas omissões. São tantos discursos em nome da paz, e tantas atitudes favoráveis à guerra, que chego a duvidar da própria sanidade do povo brasileiro.

17 de mar. de 2010

É ALUCINÓGENO, MAS NÃO CRIA DEPENDÊNCIA (SIC)

Boa Noite!

O assassinato do cartunista GLAUCO, no último sábado, trouxe à tona a questão da legalização das drogas. O jovem e frio assassino, seguidor da própria vítima na seita do Santo Daime, já assumiu ser consumidor do chá alucinógeno que é consumido nos encontros dos seguidores, em busca de "maior aproximação com o divino".
Em verdade, trata-se de susbtância alucinógena que pode ser detectada no organismo dos seus consumidores até mesmo após 48 horas do último consumo havido. Isto demonstra o quanto ela se infiltra e permanece na corrente sanguínea dos seus consumidores.
Lamentável é testemunharmos as manifestações dos favoráveis à legalização das drogas que já se apressam em afirmar tratar-se de alucinógeno que... não cria dependência! Ou seja, cria-se mais uma categoria de permissibilidade: a da existência ou não de dependência para se tornar possível ou não consumir uma droga.
Nem mesmo uma tragédia que envolveu o mentor 'espiritual' da seita que induz e incentiva o consumo desenfreado deste 'chá', vitimado por um seguidor que ele levou ao contato com o 'divino', e que afirma ser o próprio Jesus, nada disto tudo parece levar à sanidade os defensores desta insanidade chamada legalização das drogas!
A vida humana, mesmo quando ceifada de forma tão cruel e estúpida, não parece significar mais do que a possibilidade de dependentes e do tráfico aferirem volumosas quantias pela legalização e consequente proliferação do consumo. Tornar a droga lícita pode não aumentar a quantidade consumida, mas aumentará a dependência dos que a consomem, os preços das novas 'opções' e, principalmente, destruirá famílias, lares e vidas humanas.
O Glauco descobriu isto tudo perdendo a sua vida e causando, sem desejar, a morte do seu filho. Que este sangue derramado faça os homens e mulheres de bem pensarem cuidadosamente antes de aderirem, por modismos, às absurdas manifestações e passeatas em favor da legalização. Droga é uma droga. Seu lugar é o lixo, não as vitrines de lojas!

14 de mar. de 2010

DORES PASSAGEIRAS

Boa Noite!

Como é frustrante para todos aqueles que não buscam glória pessoal, ou destaque individual, que abrem mão de seu amor-próprio, de suas mágoas antigas e por vezes mal curadas, enfim de tudo aquilo que aprisiona tantas carreiras na mediocridade, para buscar o bem comum, serem testemunhas de que, no final da primeira década do Século XXI, nunca esteve tão forte o prestígio e o poder dos medíocres.
Não mais se valoriza o saber. Em troca da fama vale tudo, até se expor em horário nobre uma coleção de seres frustrados, mal resolvidos e que chegam à beira de uma caricatura de si mesmos no afã de se alcançar uma momentânea e passageira admiração.
Não mais se valoriza a retidão. Incentiva-se a omissão recompensada, aquela que premia os mais rápidos nas bajulações ou na concordância com o que é incorreto, falso, superado. Procura-se agradar aos detentores de poder, copiar-lhes o estilo pessoal, ainda que seja o de um bufão numa corte poderosa. Ser um palhaço bem recompensado com as sobras que cai da mesa real parece ter ocupado o lugar da dignidade humana, aquela que exige que seres criados pelo poder divino para receberem da natureza o melhor, sejam tratados com tal por aqueles que hoje dominam os recursos materiais e monetários deste mundo finito.
Não mais se aceitam a experiência e a vivência dos mais velhos. São tratados como restolhos de uma sociedade que não mais acompanha a 'velocidade' de tempos tão modernos (sic). Incentiva-se que homens e mulheres de cabelos brancos tentem copiar posturas e formas de agir ridículas, desconectadas dos seus momentos e que lhes expões a situações no mínimo constangedoras. Estar idoso parece ter se transformado numa pena, agravada pelo criminoso fato de que os idosos continuam a pensar (e bem).
O mundo quer que as pessoas de bem desistam. Ele quer que elas deixem para trás seus valores, os princípios que as tornaram vencedoras, não por uma quantidade de coisas possuídas, que sejam capazes de serem valoradas e medidas. Mas vencedoras pelas coisas imateriais que solidamente formaram em suas vidas, no maior dos depósitos da bondade humana: um coração capaz de amar.
Ser bom, fazer o bem. Eis a fórmula mágica, talvez considerada superada por tantas celebridades de trinta segundos. Talvez desprezada por tantos poderosos de oito anos. Mas com certeza presente nos lábios de todos aqueles que já superaram a fase dos testes, e que hoje nos demonstram a certeza do caminho do bem e da honestidade.
Seja bom. Faça o bem. Reze pelos maus. O resto? Virá por acréscimo, somente isto importa, nada mais.

11 de mar. de 2010

UM ESTUPRO NÃO INFORMADO

Boa Noite!


Nesta semana em que todos os meios de comunicação resolvem colocar a mulher como pauta principal, numa manobra que até tenta nos fazer esquecer de como eles a tratam o resto do ano como um mero objeto, resolvi compartilhar com vocês algumas informações que recebi do médico ginecologista e obstetra Dermeval Fernandes e que não me recordo de tê-las ouvido em qualquer outro canal:

1. A FECUNDAÇÃO ARTIFICIAL HETERÓLOGA ou IN VITRO: possui riscos diversos, tanto no aspecto clínico quanto psicológico. Como se trata de uma implantação externa de espermatozóide na mulher, sem decorrência de ato conjugal, ela envolve uma série de requisitos pouco conhecidos.

A Mulher ovula um único óvulo mensal que efetua todo o seu ciclo e, se fecundado, vai se localizar no útero e daí por diante desenvolver-se nas etapas bastante conhecidas. Acontece que na fertilização heteróloga, para que financeiramente ela seja viável às empresas e assegure um “sucesso” maior, a mulher é inicialmente bombardeada com hormônios para produzir mais de um óvulo e aumentar, assim, as chances de fecundação. Isto pode causar diversas reações e efeitos colaterais, uma vez que altera a produção natural. Esta proliferação de óvulos e espermatozóides irá propiciar a formação de diversos embriões na mulher, sem que isto lhe seja comunicado.

2. A VIDA HUMANA começa na FUSÃO dos núcleos dos gametas (CARIOGAMIA), sendo este o preciso momento em que surge um novo SER. O novo sistema formado começa a trabalhar como uma nova vida.

Quando os embriões são formados em número superior a dois, para se evitar as supresas não prometidas às gestantes, os técnicos injetam, também sem a informação à mãe, em cada um deles uma dosagem de Cianeto de Potássio que lhes ocasionam uma parada cardíaca e depois de sua morte a expulsão (aborto espontâneo). Estima-se que para cada um embrião fecundado SEIS OUTROS SÃO ASSASSINADOS.
A injeção letal por Cianeto de Potássio é uma das heranças deixadas para nós pelos famigerados cientistas nazistas e foi usada para assassinar os judeus e doentes mentais (dentro outros recursos criados pelos seguidores de Hitler).

3. Também é investigado se quaisquer destes embriões possuem doenças genéticas para serem exterminados, numa verdadeira e cruel EUGENIA, que reproduz integralmente os conceitos e métodos desenvolvidos pelos pesquisadores alemães do Terceiro Reich. A isto atribuiu-se o nome eufemistico de DIAGNÓSTICO GENÉTICO.

4. Outra mentira, de criação inglesa, foi o “pré-embrião”. Em verdade o governo inglês quer usar embriões humanos em experiências e, para isso, inventou este “quase ser humano” rechaçado até mesmo pelos conselhos de medicina que defendem o aborto.

Em Resumo: a Fertilização IN VITRO é um estupro não informado às mulheres, que gera toda uma sequência de atos abortivos e cruéis, praticados contra a vida humana mais frágil e desamparada: aquela cujo choro não é ouvido, mas é percebido involuntariamente por sua mãe. Mais de 90% das mulheres que praticam aborto, inclusive espontâneo, apresentam sequelas psicológicas pelo resto de suas vidas.

9 de mar. de 2010

PREVENÇÃO PELO AGIR

Bom Dia!



Uma importante pesquisa realizada nos Estados Unidos e divulgada no final da semana passada foi objeto de destaque nos grandes jornais de São Paulo e Rio de Janeiro: os cientistas comprovaram ao menos dois lugares nos quais o HIV se... esconde! Literalmente falando, o vírus da AIDS, em todas as suas mutações, consegue “perceber” a presença na corrente sanguínea das drogas que compõem o coquetel e foge delas assumindo um estado latente, refugiando-se na medula óssea e nas células nervosas “T” localizadas na região do cérebro. Após determinado tempo ou por conta de mecanismos ainda não identificados, mas agora possíveis de serem mapeados, eles reativam e retomam seu destruidor trabalho retornando à circulação da pessoa infectada.
O resultado que se espera é detectar as formas como ele se desliga temporariamente, enganando os remédios e o próprio organismo, bem como o que ele usa para se reativar. Um grande passo foi dado com esta pesquisa divulgada em 08 de março aqui no País.
É possível percebermos a dificuldade da ciência com relação às formas de prevenção e cura, com vírus tão mutável quanto perigoso. Daí poderíamos refletir acerca das formas de prevenção que se tem divulgado.
Atribuir-se ao preservativo um alto poder de preservar o seu usuário de tais vírus deve ser questionado. Sendo tão mutável, e tão rapidamente se adaptando para sobreviver, como podemos assumir que a promiscuidade sexual, desde que com a presença da camisinha, vem a ser um “sexo seguro”?

Não será chegada a hora de sentarmos à mesa, como gente grande deveria fazer, e rediscutir com as igrejas a posição de prevenção moral? É a promiscuidade com camisinha o caminho seguro, ou a rediscussão do comportamento sexual tornando-o de novo uma expressão de sentimentos, ao invés da bestialidade instintiva com o qual o revestiram?
Tantas críticas foram feitas aos corajosos alertas e pronunciamentos das lideranças católicas, em especial na África, que mereceriam, face às descobertas acima citadas, no mínimo um pedido de desculpas. Mas, como a ciência nunca se desculpa, nem mesmo nos seus erros mais grotescos, resta-nos esperar que a discussão acerca da prevenção ao HIV assuma, tal qual a descoberta feita, a complexa questão central do tema: um comportamento sexual normal.
Uma sociedade hedonista pode ser muito boa para aqueles que exploram a prostituição, a pornografia, o tráfico de mulheres, o comércio sexual de jovens e crianças e por aí vai. Mas ela vai de encontro ao respeito humano, aos valores que construíram e protegem a sociedade humana da autodestruição, e a um mínimo e coerente padrão de comportamento de todos os que entendem o sexo como um valor agregado ao amor e não apenas uma irracional expressão de impulsividade que tornam quase semelhantes seres humanos e bestas irracionais.

5 de mar. de 2010

O NOVO ROL DA ANS

Boa Noite!



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) comentando ontem o novo Rol de Procedimentos por ela definido e que passa a ser exigido de todas as operadoras, afirmou que o impacto projetado nos custos das empresas não será superior a 1,1%. Ora, como este índice já foi contemplado no reajuste autorizado, as operadoras não apenas não terão prejuízos como ainda poderão ficar com alguma sobre reforçando seus combalidos caixas.
Como é que raciocina a ANS? A partir de um modelo de consumo que leva em conta o protocolo de aplicação. Por exemplo: o protocolo de uso do Rituximab no tratamento dos pacientes com Linfoma não Hodgkin (um tipo de câncer do sistema linfático) prevê que esta medicação quimioterápica somente possui resultados FAVORÁVEIS aos pacientes com mais de 59 anos de idade. Portanto, seu uso deveria estar restrito a esta faixa. Assim, a ANS pressupõe que uma nova tecnologia como esta (12 anos de mercado) somente produzirá os custos inerentes a sua prescrição nesta população.
Mas, quem garante que os atores do mercado seguirão os protocolos?

Por que a judicialização tem crescido, com ênfase nos procedimentos que não estão no ROL, ou mesmo alguns não recomendados pelos próprios técnicos? Será que é tão difícil a agência considerar como taxa de crescimento dos custos a média histórica, portanto real e comprovada, de evolução das despesas assistenciais das operadoras?

A Estratégia da ANS é “pilatiana”, com o perdão da Língua Materna. Ela lava as mãos do que acontece no mundo real em busca de consolidar suas vontades através da observação cautelosa e distanciada das confusões e atritos que suas normas causam. Ela prefere se omitir do fato de que ou se regula o setor como um TODO, incluídos portanto a totalidade dos seus atores, ou se caminha para a inviabilização do Modelo de Saúde que ela própria, a ANS, diz defender.
Mais uma vez a ANS joga para a torcida, sem se preocupar com os demais integrantes do seu time. Ela quer agradar a todos e consegue desagradar à maioria. Talvez acredite que assim procedendo irá acelerar a quebradeira das operadoras ‘pequenas’ ou que ela talvez julgue ‘dispensáveis’.

O fato concreto, para mim, é que ao deixar o consumidor sem uma concorrência que busque criar melhores alternativas para ele, a ANS criará um caos neste setor ou conseguirá implodir o que resta do SUS (pois será a única alternativa). Não gosto de ver desperdícios. Menos ainda quando estes se dão em momentos nos quais o mínimo de respeito às operadoras, por parte da Agência, propiciaria ganhos para todos e agregaria valor ao cliente comum. Que pena a Agência não querer pensar nisto. Apertem os cintos, pois com o novo rol, o piloto sumiu...

3 de mar. de 2010

SUCESSO POWER POINT

Bom Dia!


Apresentações bem elaboradas; técnicos que dominam o conteúdo dos slides e o dom da oratória; idéias que empolgam os dirigentes e todo o nível central da empresa; enfim, todos os fatores que aqueles responsáveis por sua confecção consideram essenciais para um retumbante sucesso.
E aí, quando a estratégia ou as ações chegam ao mundo real, onde vivem os nossos clientes, o resultado esperado não chega, o fiasco bate à porta de sua organização! O que aconteceu?
A resposta aparenta simplicidade em sua estrutura formal, mas extrema complexidade no que diz respeito ao surgimento do principal vínculo entre apresentações e resultados: a atitude de quem vende o produto, ou seja, daqueles que estão em frente aos nossos clientes!
Sucessos Power Point são aqueles que apenas causam efeitos positivos entre as quatro paredes do nível diretivo central das organizações. Mas, onde está o mercado? Nas salas bem decoradas dos seus dirigentes, ou nos pontos de atendimento, quer sejam eles presenciais, quer sejam à distância, ou mesmo virtuais. O mercado está onde o cliente está. Ele não é próximo à Sede da empresa, ou mesmo da casa de seus proprietários.

O mercado é o lugar onde encontro meus clientes atuais, potenciais ou futuros. Por isso, quem está próximo a estes últimos deveriam estar não apenas presentes às apresentações bacanas que se fazem nas diretorias. Eles deveriam fazer a primeira análise delas. Não estou defendendo princípios socialistas ou bobagens da espécie. Funções estratégicas existem, são importantes e sempre existirão. Mas não agüento mais ver empresas jogarem rios de dinheiro pelo ralo, correndo atrás de análises e pareceres que não parecem outra coisa a não ser aquilo que são: lixo.

Estratégias e ações boas são aquelas que partem dos clientes, de suas necessidades externalizadas, possíveis ou ainda desconhecidas deles mesmos. Se envolvo as equipes e os níveis que com ele interagem, estou dando às áreas-meio da empresa os subsídios para que seus processos sempre revertam em agregar valor ao cliente e à própria empresa.
Se esqueço, ou dos clientes, ou de quem os atendem, continuo na trilha do sucesso Power Point: dura apenas o tempo da apresentação, em geral acaba com uma bela frase que cinco minutos depois ninguém mais lembra e gera sempre pedidos de ser enviada às pessoas presentes que quase nunca a usam. Em suma, não servem para gerar resultados. E sem resultados, o que será de uma organização?

1 de mar. de 2010

GERIR CUIDADOS E PRODUZIR EXAMES

Bom Dia!

No ano passado, o Governo investiu expressiva aprcela de recursos para dotar o Sistema Único de Saúde (SUS) de cerca de 1.700 aparelhos de mamografia, distribuídos em todo o país. Era a ferramenta requerida pelo Ministério da Saúde para desencadear uma ação nacional de prevenção ao Câncer de Mama. Por mais paradoxal que aparentasse, os defensores do Modelo de Saúde com base na prevenção primária silenciaram contra o fato.
E agora surgem os primeiros números desta "prevenção".
Os equipamentos estão ociosos e a produtividade não alcança 50% da capacidade instalada. Os exames realizados em geral não possuem a qualidade esperada, pois a estrutura montada foi totalmente voltada à produção dos exames e não se recordou do processo de acolhimento das mulheres, foco principal da iniciativa.
Mais uma vez, pois, constatamos que o maquinário de per si apenas favorece as inaugurações festivas e as fotos públicas. Mas decididamente não mudam a realidade naciona: o SUS é mal gerido tecnicamente; mal gerido estratégicamente e mal remunerado no segmento onde poderia captar e fidelizar um número expressivo de pacientes: atenção primária.
Gerir cuidados é ampliar a atenção, fazendo com que ela se desgarre do modelo teórico e, em geral, pouco flexível, levando-a ao encontro das necessidades da população assistida, referidas e mapeadas. Este tipo de intervenção não pode se dar ao luxo de se auto-avaliar. Ele deve ser percebido pelos seus usuários como agregador de valores em tal nível que nada (nem ninguém) a ele se sobreponha no momento de lembrar ou de escolher.
Quando fatores adversos, e os agravos estão bem à frente destes, parecem possuir velocidade superior às propostas e ações de saúde, exatamente aí é que a gestão de cuidados deve mostrar sua visão sistêmica: identificando os obstáculos; revendo suas estratégias; contornando as barreiras intransponíveis que, uma vez isoladas, não serão mais capazes de minar as forças da mudança.
O Governo não errou ao adquirir as máquinas. Ele se equivoca em atribuir-lhes algo que apenas o gerenciamento de cuidados bem executado e profissionalmente gerido tem condições de oferecer: resolutividade e satisfação dos usuários.