31 de out. de 2011

QUANDO A EXCEÇÃO É A REGRA

Boa Tarde!

Um programa dominical da TV GLOBO exibiu ao longo de algumas semanas a dura realidade de pequenas empresas familiares em sua luta pela sobrevivência. Amparadas por consultores experientes, todas elas enfrentaram os dramas de gerenciar a si mesmo e aos empregados, disputar seu lugar ao sol e ainda driblar os problemas familiares e pessoais de todos os envolvidos. O resultado foi a vitória das três empresas, mas não a garantia de sua longevidade. Isto porque, para se manterem e ampliarem seu espaço mercadológico, afirmava com razão o âncora do programa, elas terão que assegurar de agora por diante o foco estratégico.
E é esta a questão. Como as empresas brasileiras possuem a capacidade de se mediocrizar! Não apenas perdem o foco estratégico como parecem seduzidas e escravas do pontual, do caso individual, daquilo que não expressa o todo e nem lhe serve de amostra. Elas mudam suas linhas de atuação, seus produtos e controles apenas para antenderem este ou aquele caso, legando a grande maioria de seus clientes às vontades e caprichos de uma meia dúzia de cliente que absolutamente lhe serão fiéis.
Trabalham e consomem recursos e esforços daqueles que lhes serão empedernidos adversários. Que coisa louca! Ou seria melhor dizer, amadora?
É preciso manter o foco estratégico. Não se deixar iludir pelos desvios momentâneos e, principalmente, não tornar a exceção a regra de toda a carteira de cliente.

28 de out. de 2011

RESULTADOS EM SAÚDE - O que medir?

Boa Noite!

Os resultados visíveis em um sistema de saúde, e por esta característica perfeitamente mensuráveis, serão basicamente os seguintes:


ECONÔMICOS: aqueles relacionados à redução da curva de crescimento dos custos per capita, que tornam possível o equilíbrio entre RECEITAS/DESPESAS. Não é possível se pensar em REDUÇÃO de gastos em quaisquer sistemas, quando temos absoluta certeza de que os fatores não genéticos interferem em mais de 70% na produção de tais desembolsos. Mas é razoável e correto esperar que a intervenção e gestão dos cuidados das populações abrangidas produzam uma curva mais próxima da linearidade, o que significaria a possibilidade do sistema desenvolver estratégias de captação de recursos em médio e longo prazo, fugindo da pressão do imediato.

FINANCEIROS: obtidos com a redução dos indicadores de consumo dos pacientes gerenciados em relação às populações análogas e que estejam fora da intervenção, permitindo a melhoria dos fluxos de caixa da organização, especialmente pela existência do crescimento vegetativo dos custos em saúde, variável totalmente fora da governabilidade do sistema. Esta parcela do resultado expressa monetariamente a melhor vinculação entre CONSUMO DE RECURSOS e as NECESSIDADES DE SAÚDE mapeadas e controladas pelo sistema.

SANITÁRIOS: aqueles que expressam os indicadores clássicos de sistemas de saúde em todo o mundo, já evidenciados e referendados pelos organismos internacionais ligados ao Setor e que demonstram o desenvolvimento das estratégias aprovadas para as populações assistidas. Os resultados sanitários devem ser medidas que expressem os acordos de trabalho existentes e, por sua vez, alimentam as análises de execução orçamentária dos respectivos sistemas.

A questão de como medi-los é debate aberto em nosso país, especialmente pela forte conotação financeira que a abertura de capital de diversos prestadores e planos de saúde impôs ao Setor Suplementar. Porém, se esquecermos a magnitude da intervenção em saúde e sua natural complexidade e intangibilidade, estaremos mediocrizando a forma de avaliar tais ações gerenciais de cuidados.

27 de out. de 2011

FATORES NÃO GENÉTICOS NO CÂNCER

Boa Noite!


Estudo efetuado recentemente pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais, e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.


Já é aceito pelos cientistas que paciente com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.

A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.

Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?

Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?

Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.

Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.

Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.

25 de out. de 2011

ESTRANHO MUNDO

Boa Tarde!



O que você faria se tivesse que optar um financiar apenas um único país, por conta da redução das doações em dinheiro, no combate ao eterno vilão da AIDS? Escolheria entre um país que sem quaisquer tipos de ajuda externa conseguiu reduzir em mais de 80% as infecções entre os mais jovens, ou outro onde este número aumentou. Refiro-me ao dinheiro para tratar os já infectados.

Quem você (tristemente) iria escolher? Quem fez o seu dever de casa ou o que não o fez? Quem está tomando conta de suas responsabilidades, ou quem apenas vai tocando segundo os modismos atuais?

Se você respondeu quem cumpre seus deveres, infelizmente, você jamais trabalhará na ONU. Refiro-me à UGANDA. Este país que resolveu cuidar da formação e da prevenção pela educação, ao invés de apenas centrar na distribuição de camisinhas (ou em campanhas ridículas como as que são feitas em nosso país), os pilares de sua campanha contra a AIDS.

Mesmo com toda a terrível herança da guerra civil, da fome e da miséria, os ugandenses tocaram seu programa e conseguiram resultados. E agora? Agora eles simplesmente pararam de receber ajuda para os pacientes já infectados. Só isso, como se isto fosse simples assim.

A campanha de educação baseada no combate à promiscuidade, à antecipação da vida sexual para os solteiros e ao costume tribal de infidelidade dos casados, provocou uma verdadeira revolução na sociedade daquele pequeno país africano, com reduções de 61 para 2% dos casos de meninas que antecipam o início de sua vida sexual. E qual é a contrapartida dos países ricos, aqueles que fabricam e vendem camisinhas como panacéia para este problema? Redução de até 88% nas verbas para tratamento dos quase 200 mil ugandenses já contaminados.

Estranho mundo este nosso. A prevenção tem que ser a distribuição de camisinhas, segundo a ONU, enquanto as ações de educação são punidas. O método que deu certo é condenado ao ostracismo, enquanto os países que fecham seus olhos às causas reais da AIDS continuam a receber polpudas injeções de dólares. Afinal de contas, Educação em Saúde não é mais uma ferramenta da Prevenção e da Promoção? E camisinha, é?

24 de out. de 2011

MELHOR É A PREVENÇÃO

Boa Tarde!


Terminou na sexta feira, dia 21 de outubro, no Rio de Janeiro, a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde reunindo representantes de mais de 100 países de todo o mundo que avançaram nas discussões acerca dos fatores que impactam e interferem sobre os Sistemas Sanitários e que não decorrem de questões de saúde. Todos os delegados  ratificaram a necessidade do tema DETERMINANTES SOCIAIS ser inserido na agenda da Organização Mundial de Saúde (OMS) uma vez que o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, câncer e doenças respiratórias) foi pauta da conferência de alto nível da ONU, realizada em setembro e acompanhada por autoridades e chefes de Estado de 193 países.

A pouca compreensão de uns e a deliberada omissão de outros faz com que a cada dia revigore-se a linha que trata da saúde como algo exclusivamente vinculado ao combate da doença. Nada mais absurdo e nem arcaico, esta postura é pior do que um retrocesso, pois em nosso caso, além do tempo não ser nosso aliado ele simplesmente não existe mais.
Em um dos painéis realizados, para termos uma idéia da urgência desta questão, denominado O papel do setor da saúde, incluindo os programas de saúde pública, na redução das desigualdades, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, manifestou seu receio de que a prática, já comum dos governos reduzirem o orçamento da área de saúde e de programas sociais torne-se a regra e não mais uma exceção, pela sua contínua repetição. "O mais importante é saber que as crises impulsionam mudanças, e a saúde tem a vantagem de ser um barômetro", afirmou, usando a linguagem diplomática para demonstrar o desperdício para governos e empresas que não sabem usar a saúde como um dos pilares mais importantes para o crescimento e a melhoria das sociedades que governam.
Como um dos exemplos mais gritantes a diretora informou que cerca de 85% dos países no mundo NÃO POSSUEM SISTEMAS DE CAUSA DE MORTALIDADE, ou seja, além de não identificarem o que precisa ser evitado, desperdiçam volumosos recursos para pagarem a MORTE e não preservarem a VIDA.
Será que alguém pode achar vantajoso isto?
Será que ainda é possível acreditarmos que medidas paliativas e incompletas voltadas simplesmente para a sinistralidade tornarão este ou aquele sistema de saúde, público ou privado, longevivo? O exemplo mais marcante talvesz tenha sido o do Marrocos. Após três anos de monitoramento de causas e efetiva ações de combate, que passam obrigatoriamente pelas intervenções no nível primário, a Ministra de Saúde daquele país pode comemorar com todos a redução de 50% das causas de mortalidade materna.
Se tenho menos mortalidade terei menos desembolso (pois o óbito é caro e requer expressivos aportes financeiros para nenhum resultado) e mais tempo laborativo útil das mulheres envolvidas nos programas. TODOS ganham. Qual é então a resistência? Talvez este devesse ser um tema central do próximo encontro.
De minha parte não consigo ver além do imediatismo, combinado com uma boa dose de desconhecimento técnico. Querer resultados imediatos e que não se sustentam foi um dos motores da sreformas implantadas nos Estados Unidos. E já conhecemnos bem os seus grandes resultados. Melhor a prevenção, do que lamber as feridas da falta de vis]ao.

21 de out. de 2011

MOMENTO DE MUDANÇAS

Boa Tarde!

Entrou na pauta da imprensa paulista o caso dos materiais pretensamente descartáveis ou para expurgo, por serem lixo hospitalar e que agora se 'descobriu' serem reaproveitáveis e estarem sobre diversas camas pobres em nosso país. Todos (que não atuam no mercado de saúde) se dizem estarrecidos, inquéritos estão sendo abertos e toda a parafernália da mídia foi acionada.
Antes de serem crucificados TODOS os donos de hospitais que certamente serão colocados em um único balaio, precisamos refletir de forma estratégica sobre a questão:

1. Inexiste NORMA JURÍDICA que regulamente o funcionamento dos hospitais. Isto faz com que a qualidade de suas gestões dependa das PESSOAS que os administram, de suas competências e de seu profissionalismo. Isto é quase nada para um setor que possui o argumento surrado, mas ainda usado, de que a 'saúde a qualquer custo' é o que importa.
Sem norma não há a sensação de punibilidade para os excessos. E a impunidade é a mãe de todas as violências, merecendo ser dito que cuida bem para que suas filhas cresçam a cada dia.

2. Inexiste a FISCALIZAÇÃO por parte das autoridades competentes. Sem a fiscalização é impossível o controle sanitário especialmente dos materiais que são tão regiamente cobrados às operadoras por serem 'descartados'. A omissão do Estado chega a ser asssustadora. E não será resolvida com discursos em momentos de crise, mas com ações concretas de reforço à estrutura da ANVISA e dos demais órgãos competentes para efetuá-la.

3. Existem donos e donos de hospitais. Mas é impossível a um empresário hospitalar, por mais competente que seja, visualizar TODA A CADEIA de operações de um hospital de grande porte. Aliás, nem sequer lhes é possível conhecer todos os funcionários e respectivos coordenadores de serviços. Os executivos destas complexas unidades de atendimento definem os processos, estabelecem as rotinas a serem seguidas e delegam tais conduções aos que irãi chefiar respectivas equipes. Mais do que isto eles não conseguem fazer. É humanamente impossível realizá-lo. Portanto, a investigação deve começar DOWN-TOP. Identificando se os crimes foram cometidos por instrução de tais empresários ou, em sua maioria, como acredito, à revelia deles. E aí, uma vez firmada a materialidade e autoria, punição rigorosa com tais deliquentes.

Espero que esta questãonão se transforme em mais um tabuleiro de vaidades. Os riscos trazidos com estas ações criminosas são imensos, mas o fato concreto nos permite ir além da punição: firmar processos e ajustar controles de tal forma que a saúde dos que se internam e daqueles que compram tecidos mais baratos seja, efetivamente, protegida.

20 de out. de 2011

CENTRALIZAÇÃO VERSUS GESTÃO

Boa  Tarde!

Discute-se muito no mundo corporativo a questão da centralização administrativa e operacional. Solução moderna, defenderão alguns ao observarem os crescentes custos administrativos que roubam preciosos recursos às organizações, em especial nos conturbados dias que atravessamos. Retrocesso! Bradarão outros em nome de uma construção coletiva de resultados que somente se dá pela participação mais efetiva dos diversos níveis empresariais, pois comprometimento não se alcança por decreto, nem por intimidação.

Afinal, quem está com a razão?

Escutei, dia desses, de um jovem e talentoso sacerdote católico (Padre Eric), uma historinha que permite, além de outras reflexões mais pessoais, construirmos um pensamento acerca desta questão corporativa:

“Uma jovem senhora, prestes a embarcar num vôo, resolveu comprar uma saquinho de deliciosas batatas fritas, de que tanto gostava, guardando-o dentro de uma de suas sacolas de mão. Após ter enfrentado um tumultuado embarque, ao chegar na aeronave sentou-se e resolveu relaxar, de preferência usufruindo de sua guloseima. Para seu espanto, viu o pacote de batatinhas aberto e depositado na mesa do gorducho senhor da cadeira vizinha. ‘Que ousadia’, pensou, ‘ter aberto minha bolsa e meu pacote de batatinhas!’ Encarando-o com rosto de poucos amigos, enfiou a mão no saco e retirou uma batatinha. O Senhor olhou-a um tanto surpreso, porém nada disse e, calmamente, retirou também uma batatinha. Enfurecida e silenciosamente a jovem senhora repetiu o gesto, seguida sempre pelo cavalheiro, até que, no pacote, só restou uma batatinha. ‘Só faltava agora ele querer comer a última!’, fuzilou em seu pensamento. Educadamente o cavalheiro apontou-lhe a última, num gesto educado, que ela rapidamente tratou de engolir, resmungando de forma irritada e audível. Ainda zangada, coletou rapidamente suas coisas no desembarque e sem demora tomou o primeiro taxi que apareceu. Ao chegar perto de casa, abriu sua sacola para pagar o taxi e, qual não foi sua surpresa, percebeu que o pacote de batatinhas que havia comprado lá repousava, intacto! Havia comido o pacote de batatinhas do vizinho!”

Ou seja, a arrogância, o individualismo e a forma egoísta de ver e avaliar o mundo ao seu redor não lhe permitiram perceber que se apossara e disputara algo que não lhe pertencia! E ainda tratando mal a quem lhe serviu, sem falar na grosseria e falta de educação!

E assim, de uma forma geral, são os defensores da centralização. Tornam-se arrogantes em seu poder, prepotentes no trato de seus subordinados e com pouca visão sistêmica para perceber os melhores caminhos para os processos dos quais é responsável. Não é à toa que, na maioria das vezes, os resultados das centralizações são pífios, ou mesmo piores do que o estado anterior. E aí, claro, a culpa torna-se mais importante do que a solução!

A centralização é uma opção estratégica que requer alta concentração de saberes técnicos e competência gerencial no órgão centralizador. Portanto, não é importante a discussão se ela é certa ou errada, e sim, se existe ou não este requisito essencial e intrínseco à decisão de se centralizar. Ela pode existir, se efetivada de maneira profissional e sempre atrelada à resultados efetivos e mensuráveis. Deve ser conduzida por técnicos habilitados e experientes, sob pena de tornar-se um mero instrumento de um poder cego e amador e que, como no caso do saco de batatinhas, só levará a organização à decepção e frustração futuras!

19 de out. de 2011

iNÃOPod!

Boa Noite!

Os jornais nos trazem hoje a informação de que o iPod ´tornou-se obsoleto e já se estuda sua aposentadoria definitiva, ou seja, sumir da linha de produção, no momento em que completa seus primeiros 10 anos de vida. É isto mesmo: mal está saindo da infância e entrando na pré-adolescência, a velocidade das mudanças tecnológicas tornou o agradável e leve aparelhino, descartável.
Ninguém que seja um mínimo de razoável pode condenar as melhorias que este rápido avanço da tecnologia nos trouxe e nos traz diariamente. O que me preocupa é ver a celeridade das mudanças nos equipamentos estar sendo transferido para a vida humana.
Quero dizer: as famílias já não se formam para construírem juntos laços duradouros e perenes, elas apenas estão 'testando' se dar certo. Se não der, joga fora como um aparelhinho de ouvir música.
Os filhos já não necessitam de pais perenes, pois as trocas constantes de pais e mães fazem com que a cada semana os filhos tenham referências diferente de pais ou mães.
Ora, sem famílias e sem vínculos onde irão parar nossos jovens?
Sem referências concretas, iniciadas em casa e através de testemunhos coerentes e densos, onde e em quem se espelharão nossas criança?
Parece que transformamos nossos valores em equipamentos tecnológicos: descartáveis, cada vez mais pequenos e perfeitamente esquecíveis quando os interesses econômicos se mostrarem presentes.
Desse jeito, não haverá futuro, nem para a sociedade,  nem para a humanidade.

ENCAMINHAMENTO PROFISSIONAL

Boa Noite!




Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:

1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.

2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.

Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.

17 de out. de 2011

A DURA LUTA CONTRA AS DROGAS

Boa Tarde!

Pesquisa veiculada pela imprensa através da Internet, retrata uma das tristes realidades a que está sendo destinada a nossa juventude: 33% dos jovens com até 18 anos já se embriagaram completamente, pelo menos uma vez nas suas curtas vidas. E mais, para 98% dos entrevistados é mais fácil comprar bebidas alcoólicas do que, quem sabe, balas e guloseimas.


É óbvio que já se começou a debater o efeito das propagandas de bebidas, veiculadas nos horários nobres e estreladas por atletas de cabeça vazia e/ou modelos vazias de (quase) tudo. Se já deve ser lamentado ver “atletas” que se dispõem a trocar seu exemplo de pessoa pública por um cachê, “vendendo” suas consciências, não se deveria esvaziar a discussão do fato olhando-se apenas o lado da propaganda e da mídia.

A propaganda vende o que é permitido pela Lei, ou aquilo que os donos dos canais de comunicação gostariam que o fosse. Portanto, ela é uma ferramenta que somente explora o lado “divertido” da bebida porque existe uma permissividade maior: da sociedade brasileira.

Somos nós que assinamos as propagandas, quando adotamos uma postura relativista para com a juventude, querendo que “viver o momento” seja justificativa para qualquer ato praticado pelos jovens, com medo de sermos considerados “retrôs”. Nós dizemos a eles que mergulhem no abismo do que surgir pela frente, pois só se vive “uma vez” e temos que “aproveitar cada momento”. Não é essa a postura dita “modernista”?

Bem, os jovens acreditaram em nós.

Eles estão mais irresponsáveis no sexo, pois acham que basta a camisinha e tudo está resolvido. Estão mais ávidos de consumir as drogas lícitas (cigarro e bebidas alcoólicas), mas também as ilícitas (não estamos fazendo passeatas pró-maconha?). Os jovens estão levando a sério nossos discursos, até porque não possuem a vivência para diferenciá-los quando são fúteis e vazios!

O álcool está vencendo a corrida contra a estabilidade e a saúde. A pergunta, frente à pesquisa e seu lamentável resultado, é: vamos novamente refugiarmo-nos na covardia de atacar os efeitos, ou mergulhar no profundo debate que pode nos levar de volta ao caminho da verdadeira felicidade e paz coletivas?

14 de out. de 2011

CONTRA OS TOTALITARISMOS

Boa Tarde!




“Paz em nosso tempo!”. Com estas palavras, o primeiro-ministro britânico Chamberlain saudou os súditos de sua majestade que se amontoavam no aeroporto de Londres, naquele chuvoso dia de 1938. Pretendia o fleumático político haver conseguido o fim da tensão na Europa, provocada pelas reivindicações nazistas de mais território (Lebensraum), através do silêncio. Isto porque, em fato inédito na história universal, duas nações independentes (Alemanha e Inglaterra), com a aquiescência de outras duas (França e Itália), decidiam e repartiam o território de um outro país autônomo - a Tchecoslováquia, sem a participação e concrdância desta última! A questão dos Sudetos, como ficaria conhecida, foi “solucionada” pelo criminoso silêncio da , então, potência mundial e colonial inglesa !

Sob a égide de não se interferir na autonomia alemã, permitia-se o desaparecimento da soberania do povo tcheco. Para não se afrontar o governo alemão, calaram-se os países denominados democratas. Sabedores do perigo trazido pelo nazi-fascismo, seus “oponentes” acreditaram que o tempo se encarregaria de acalmar o ditador Hitler. O silêncio asseguraria a PAZ, como se uma ditadura não entendesse ser, a omissão, o que realmente ela é: prova cabal de nossa covardia! Mas, por que resgatar-se a História ? Em que ela serve aos “nossos tempos”?

O crescimento da votação e das manifestações nazistas na Europa e em diversos países do mundo é algo preocupante, em especial quando nos deparamos com percentuais de votantes que superam em alguns casos os 30% dos eleitores. A aliança entre os dois partidos fascistas pode dar início a uma reação em cadeia lamentável sob todos os aspectos, e que traga de volta ao centro do poder destes países, nestes dias de crise econômica e omissão política dial, estas incansáveis viúvas de Hitler.

A atenção da opinião pública não pode ir se dirigindo a outros temas, os ânimos esmorecendo e o silêncio imperando! Os inimigos da democracia se alimentam do silêncio e omissão, para implantar lenta e continuamente seus pegajosos tentáculos. O mesmo comportamento omisso assumido pelas nações diante das exigências de Hitler toma novamente vulto e nos leva a indagar: quando se oficializarem as perseguições que já recomeçaram às minorias, aos judeus, às religiões, teremos outra atitude? Quando se retomar o extermínio de pessoas, de forma sistemática e cruel, adotaremos outra postura ? Ou será que, novamente, rigorosamente nada será feito?

Como o nosso povo, que tem sua força e beleza na miscigenação das raças, sua cultura como resultado de tantas culturas, pode conviver com grupos de “skinheads” nazistas, agredindo pessoas, violando sepulturas judias e pregando segregação racial em nosso país ? Como se explica o crescimento de produtora de vídeos e livros fundada pelo Sr. Siegfried E. Castan que se diz “revisionista”, e cujos textos divulgam o anti-semitismo , o ódio racial e outras “pérolas” da espécie?

Qual o papel que nosso líderes estão desempenhando neste momento crucial? O nazismo alimentou-se da crise econômica gerada a partir do Tratado de Versalhes, e buscou no anti-semitismo histórico já existente o combustível para manter tal chama acesa por, longos, doze anos (1933-1945). E a crise econômica mundial de nossos dias, por acaso produz injustiças diferentes?

A internet é assolada por inúmeros sites pregando a violência e a segregação, o ataque às minorias e às religiões. Parece-nos caber uma pergunta : o que nós, autodenominados democratas, estamos fazendo a respeito ? Que ações efetivas estamos tomando, quer de conscientização, quer de enfrentamento de tão perigosas distorções ?

O momento é de profunda reflexão, mas também de ação . É de posicionamentos firmes e públicos, fundados em coerência e respaldados historicamente, sem porém intransigências ou radicalismos inconseqüentes. Urge que os setores organizados da sociedade externem e multipliquem seus pontos de vista, para que seja minado, no nascedouro, este monstrengo cruel e impiedoso que é o nazismo. Certamente não será esta a postura mais fácil, e nunca o foi. Porém, sua alternativa é a acomodação, a passividade, o silêncio, o eterno esperar e ver o que acontece. O preço da omissão, contudo, será uma eterna espada de Dâmocles pairando sobre nossas cabeças!

11 de out. de 2011

MAIS UMA CONTRA O ABORTO

Boa Noite!


Dessa vez os defensores do aborto não poderão atribuir as notícias aos que se opõem a este método aniquilatório da vida humana, nem tampouco associar os resultados aos ditames desta ou daquela Igreja Cristã. Isto porque a pesquisa de que abordaremos hoje foi realizada entre 500 mulheres pela Universidade de Otago, na Nova Zelândia (fundada em 1869 é a mais antiga naquele país: http://www.otago.ac.nz/), e focou na questão das situações vivenciadas por ela, no estado pós-abortivo, em relação à Saúde Mental.

Estudando os problemas mentais que possam derivar da gravidez, os pesquisadores identificaram que 30% das mulheres que se submetem ao aborto desenvolvem ansiedade e/ou dependência química como agravos prevalentes.

Ou seja, ao optarem por interromper voluntariamente uma gravidez que julgam não desejarem, estas mulheres estão decidindo contra si mesmas. Elas voluntariamente se submetem a um grande sofrimento mental, pois não é possível a nenhum ser humano racional vislumbrar outra coisa no aborto que seja diferente de um assassinato consentido.

Existem outras opiniões e avaliações de pesquisadores, acerca destas constatações científicas que desmascaram as controvertidas hipóteses psiquiátricas e psicológicas que se levantavam favoráveis ao aborto e que podem ser achadas nos sites da BBC do Brasil e da Editora Cleófas.

O que eu gostaria de destacar é a questão do sofrimento mental. Exatamente sua prevenção e a certeza de que seria evitado pelo aborto é que são constantemente levantados como bandeiras pelos seus defensores, em especial aqueles que se dizem “especialistas” da saúde mental. Se a mulher não fizer o aborto, alegam, o seu grau de sofrimento será tamanho que resultará num problema de saúde.

Ora, a prevalência das doenças mentais em todas as populações do mundo, inclusive as que não podem realizar abortos em si próprios, como os homens, é algo que preocupa há décadas todos os estudiosos e está, quase sempre, associadas às pressões das empresas por resultados, o alto consumismo, além do individualismo que isola o ser humano dos seus pares e transforma-o num verdadeiro refém de uma ânsia desenfreada pelo sucesso material.

Agora, uma incidência de 30% de casos comprovados, numa população que já cometeu o aborto é um dado irrefutável de que o maior sofrimento mental imposto à mulher é, exatamente, praticar o aborto! Às mulheres foi reservado o dom de GERAR a vida, PROTEGÊ-LA em seu próprio ventre e ALIMENTÁ-LA enquanto desprotegida. Isto é natural.

A sociedade egoísta e materialista tenta vender para elas uma idéia de que o aborto, que é DESTRUIÇÃO de uma vida, de forma VIL e sem chance de DEFESA é algo natural e “moderno”. Mas as consciências e o senso de responsabilidade para com a vida estão incutidas no mais íntimo das mulheres e isto lhes causa, com absoluta certeza, um dano quase que irreversível, pois não é de uma ferida corporal que falamos, e sim uma imensa e incurável ferida na alma. O Aborto é um crime sórdido, travestido de uma modernidade que não consegue ser provada e, a partir deste estudo, desmascarado quanto à suposta proteção ao sofrimento mental que se alegava possuir.

10 de out. de 2011

CLAPTON

Boa Tarde!

Tive a oportunidade de comparecer, no domingo dia 09.10, ao show de Eric Clapton no HSBC Arena do Rio de Janeiro. O lugar estava quase que totalmente tomado por pessoas que foram ali prestigiar o artista genial na guitarra e um dos mais talentosos de todos os tempos. Todos buscávamos ver a alegria de atuar, a virtuosidade com que a dedicação e o trabalho árduos, ao longo de décadas, fizeram com que Clapton se tornasse um dos ícones do Rock em todos os tempos. O lugar na História da Música e no coração de seus fãs, o pop star já conquistou. Todos queriam agora sentir o carinho de quem nada mais precisa provar.
E foi aí que a coisa desandou, em minha opinião.
Eric Clapton foi britanicamente pontual, cumprindo duas horas de show sem intervalos e sem enrolações. Dedilhou sua guitarra magistralmente arrancando solos e compassos que não são fáceis de reproduzir e tampouco nos parecem desproporcionais à figura magra e parada que ocupa o palco. Mas ele não transmitiu a alegria de fazê-lo.
Ao contrário daquele artista que deixou todos os cariocas encantados no seu último show na cidade, feito na Praça da Apoteose há mais de dez anos, este Eric Clapton de domingo estava mecanicamente fazendo aquilo que sabe melhor do que quaisquer outros neste planeta: tocar guitarra.
Mas quem se dispôs a pagar ingressos de no mínimo R$ 240 não saiu de casa para ver um tocador de guitarra. Foram em busca de um músico inebriante, que vibrasse com seus acordes, que empolgasse sua audiência. A obrigação foi cumprida, mas ela não despertou a vontade de segui-lo.
Fiquei pensando em nossa vida como gestores. Com suas decepções e amarguras, com suas derrotas e incompreensões. E assustei-me com a possibilidade de que também nós, ainda que sem o virtuosismo do artista citado, possamos nos transformar em máquinas autômatas apenas cumprindo nossas obrigações ao invés de liderar nossos times. Como enfrentar as adversidades de tal forma que elas não nos levam à mecanicidade?
A resposta não é fácil. Aliás, nada na administração parece sê-lo.
Mas a inquietude deve permear nossos dias, para que não nos acomodemos na rotina da gestão. É duro, mas perceber o experiente artista apenas cumprindo seu papel, serviu-me ao menos de alerta para que estes equívocos não se tornem paradigmas de nossa vida executiva.
Quanto ao Clapton, para quem já quis promover "change the world" vão ficar boas lembranças de um fantástico tocador de guitarra que levou ao palco muitas coisas bonitas e eternas, mas esqueceu de levar sua alma ao show.

9 de out. de 2011

TRÁFICO LEGALIZADO

Bom Dia!

As autoridades americanas do Estado da Califórnia estão preocupadas e deflagraram uma campanha policial contra os traficantes que estão usando plantações e farmácias onde se vende MACONHA como forma de legalizarem o tráfico e a oferta às crianças. Lá no citado estado a droga é legalizada, usada para fins "medicinais", como o combate à dor, segundo os defensores de plantão.
O fato é que com a possibilidade de "esquentarem" dinheiro do crime e contarem com uma rede bem mais acessível de distribuição (e mais fácil) que são as farmácias, os traficantes vão se sentindo mais ousados e cada vez mais inovadores. Ora, mas o discurso não é exatamente o oposto?
Não escutamos quase que diariamente na mídia de que a legalização iria evitar a disseminação da venda, a redução dos pontos de entrega e dificultaria o tráfico de atuar e ganhar dinheiro? Não são estas as alegações dadas para a legalização?
O mundo real vem mais uma vez mostrar o equívoco da legalização de quaisquer tipos de drogas. A maconha sempre foi, e nunca o deixará de ser, um meio de se destruir vidas (para os que a consomem) e de construir fortunas com dinheiro sujo (para os que as vendem). A ponte entre ambos os fatores é o tráfico. Ao ser legalizada, a droga não perde absolutamente nenhum centímetro do seu espaço de atuação. Apenas as quadrilhas ganham o direito de ter seu próprio CGC, de usarem lugares aos quais nossos filhos podem ir sem nenhum tipo de desconfiança nossa - as farmácias e de aliciarem para as atividades criminosas profissões que até então estavam à margem destas investidas.
Um único lugar é o correto para as drogas: as fornalhas que são capazes de destruí-las totalmente, não permitindo que nem mesmo as cinzas sirvam para alguma coisa. É porque se servirem, tenham a certeza, o tráfico vai dar um jeito de vendê-las...

7 de out. de 2011

A SAÚDE BRASILEIRA

Boa Tarde!

Um falso médico foi detido ontem em Minas Gerais após ter atendido por mais de CINCO MESES como Clínico Geral num pronto socorro. O citado elemento foi empregado graças à 'ajuda' de sua esposa, esta médica com diploma que atua na região de Uberlândia e deu um 'jeitinho' dele ser contratado.
As prescrições eram efetuadas através do uso da ferramenta Google que o falso médico usava durante as 'consultas'. Após localizar a doença que supunha estar acometendo o paciente, o falsário pesquisava remédiso que a internet indicava e efetuava a prescrição.
Isto perdurou até que um dos pacientes, provavelmente com melhor conhecimento de informática, percebeu o que o médico fazia e efetuou a respectiva denúncia ao Conselho Regional de Medicina. Para a sorte de todos e certamente após comprovar que o falso médico não possuía inscrição, podendo assim ser obejto de punição, o CRM acionou as autoridades competentes.
Não há registro de vítimas. Nem de reclamações.
Anda muito bem a saúde deste país. Não é à toa que segunda a DataSenado, mais de 91% dos brasileiros REJEITAM totalmente a criação de outro imposto para a Saúde ou qualquer outra coisa. Dá prá suspeitar porque. Ou não?

6 de out. de 2011

A MORTE DE JOBS

Boa Noite,

Todos os jornais e meios de comunicação estão hoje debruçados sobre a morte de Stevie Jobs. Tratam de levantar este ou aquele aspecto de sua vida, tentando atrair a atenção do público, mas sempre convergindo no fato de que se trata de um dos maiores gênios no campo em que atuou, em todos os tempos. Sua morte prematura, aos 56 anos, vítima de uma das formas mais agressivas de câncer (o de pâncreas), encerra uma luta pela vida que perdurou por mais de uma década.
O que me fica nestes casos é a substância de nossa vida. Sim porque a forma, ou seja, todo o imenso poder econômico, financeiro e corporativo que o Jons possuía irão agora para outros, sucessores, herdeiros e até mesmo concorrentes, no caso da maluca vida das empresas. O que ele leva para a eternidade é aquilo que era em seu interior. Suas escolhas, suas ações, suas fraquezas.
Nem toda a fortuna dele foi capaz de dar-lhe uma ferramenta para vencer a doença, quem sabe mais agravada por uma adolescência e juventude regrada a drogas e abusos. Mas fiquei pensando todo o tempo que espero, sinceramente, que ele tenha construído seu caminho para a eternidade.
Que seus filhos, se os tiver, chorem agora pelo que ele era. Nunca pelo que ele tem.
Que seus amigos lamentam a não convivência física com o Jobs, ainda que possam ter forte esperança de sua presença no Reino dos Céus, por tudo de bom que fez e ajudou a fazer.
Que seus desafetos possam entender, ainda que tardiamente, a companhia sincera e honesta que não usufruíram, às vezes por coisas tão pequenas e sem sentido.
Um milionário, ou bilionário como Jobs pode ter tudo o que de material existe e o dinheiro pode comprar. Mas cada vez que um deles morre, rezo para que tenham tido neste vida e na que agora se inicia de verdade para eles, o bem mais precioso e valioso que Deus nos legou: a Paz.

5 de out. de 2011

UMA MINA DE VONTADE

Boa Noite!

Toda a minha vida ouvi dos meus pais e dos meus avós que a mola propulsora de qualquer mudança é a VONTADE. Quer estejamos falando de alterações profissionais, quer falemos de mudanças interiores, nada se alcança sem uma vontade firma, decidida e pronta para enfrentar turbulências e desafios. Jamais tive quaisquer dúvidas da sabedoria de meus genitores, nem pairou uma mínima sombra acerca da sempre atualidade do seu ensinamento.
Mas confesso que somente quando alcançei o nível administrativo é que pude quantificar o tamanho e os reflexos desta questão. Sem VONTADE não existirá profissionalismo. Tampouco equipes capacitadas e nem mesmo resultados. É ela que está na base da pirâmide das mudanças, sendo o principla combustível das vitórias. Podemos mesmo dizer que a vontade é a armadura da vitória: sem a competência não produziria efeitos, mas com esta última torna-se imbatível.
Vivemos em São Paulo uma terrível crise de vontade, especialmente por parte dos mais jovens. Falta-lhes garra, aspirações e projetos de futuro. Fico me quetionando se tudo isto não está sendo arrancado de seus cérebros por aqueles insuportáveis aparelhos de IPod, que de tão altos volumes, não apenas destroem os aparelhos auditivos dos seus portadores, mas demonstram sua alienação, além de um gosto horrível por músicas (músicas?).
Gostaria de achar uma mina de VONTADE. Eu não usaria nada dela, mas criaria uma obrigação para todos que conheço ingerir doses dela, cavalares, ao menos três vezes ao dia.

3 de out. de 2011

RECORDAR PARA VIVER

Boa Noite!

Não sei porque, mas lendo sobre os noticiários políticos do nosso país, bateu-me uma vontade de rever esta história:
Conta a lenda que a Rainha Elissa de Tiro, revoltada com o assassinato de seu esposo, o Rei, pelo próprio irmão, numa disputa fraticida pelo trono, assumiu o comando de diversos membros da sua corte e, com parte do tesouro real a bordo, singrou os mares do Mediterrâneo em busca de um novo lar. Chegando às costas da região que atualmente forma a Líbia, deparou-se com um lugar tão belo que resolveu ali aportar. Ao descer e tentar construir uma nova cidade foi surpreendida com a chegada do imperador local que do alto de sua arrogância e menosprezando-a, talvez por ser uma mulher sem marido (um absurdo para à época - oito séculos antes de Cristo), afirmou que daria a ela toda a terra que pudesse colocar num couro de um boi sagrado.


Elissa não titubeou: "Aceito o seu desafio e sua palavra, majestade". Imediatamente mandou que fosse sacrificado o melhor dos bois que compunha o rebanho de sua propriedade. Em seguida determinou que o couro do animal fosse cuidadosamente retirado, curtido e cortado em tiras, das mais finas possíveis, mas que pudessem ser amarradas umas as outras sem partirem.

Com isto, adquiriu uma corda que compunha o couro do animal, tão imensa que o imperador, constrangido e humilhado, teve que ceder-lhe as terras nas quais foi fundada a cidade de Cartago.

O imperador menosprezou a inteligência, pois possuía o poder material local. Elissa valorizou-a e, assim, não apenas sobreviveu à humilhação que o rei tentara impor-lhe como adquiriu vantagens para sua equipe.

Verdade ou não, daí em diante os cartagineses sempre foram citados e lembrados por persistirem nos momentos de adversidade, surpreendendo seus opositores, mesmo quando estes últimos possuíam forças materiais superiores (como é o caso de Aníbal e a invasão de Roma através dos Alpes).

A Lenda ainda hoje nos serve de reflexão e aprendizado.

Não são poucos os momentos nos quais nos deparamos com forças que possuem, senão a superioridade material que apregoam, mas ao menos o poder suficiente para nos deixarem abatidos e desmotivados. Se pensarmos, nestes instantes, apenas em nós mesmos, poderemos desistir de fazer-lhes oposição através do único mecanismo pelo qual os profissionais vencem os medíocres: a inteligência.

Este é o exemplo de Elissa: um raciocínio rápido somente é possível quando se possui conteúdo que o fundamente. E o conteúdo não resulta de dinheiro, arrogância ou poder temporal. O conteúdo é fruto de todo um processo de crescimento, maturidade e criticidade que apenas o tempo e a perseverança são capazes de assegurar. Claro, a vontade de cada um é o combustível essencial. Não sei como era a face da (talvez) mitológica Elissa. Mas admiro-lhe a coragem de não se deixar dobrar e a certeza que depositou na vitória da inteligência sobre a arrogância, do conteúdo sobre a superficialidade.