Bom Dia!
Para qualquer profissional que atue na área de Saúde já não mais é novidade o fato de que a violência, conhecida no meio como “causas externas”, esteja entre os fatores campeões de morbidade e mortalidade para quaisquer sistemas. De fato, se foge da nossa governabilidade o controle sobre tais vetores, resta-nos aperfeiçoarmos no campo da CURA, além da educação e inclusão social, nas quais ainda resta muita coisa a ser feita. Possível de fazê-la.
Mas existe outra violência que silenciosamente corrompe nossos dias atuais, de forma invisível e que ataca os corações humanos tornando-os um músculo podre e fétido, do qual não brotam emoções e sim, egoísmos, injustiças e outras tantas maledicências, capazes de adoecer pessoas de bem, quanto não as levando à mortalidade. Refiro-me à violência contra a alma, o lado bom para o qual deveríamos todos seguir, que tornaria nossos dias menos injustos e nossas sociedades menos excludentes.
Esta violência é produzida através da disseminação de boatos, calúnias e falsas acusações, que na sua grande maioria buscam esconder falhas na competência, no caráter, ou em ambas, e tratam de acusar, perverter e converter as suas vítimas ao mesmo STATUS QUO daquele agressor. Quando se ataca o corpo, procura-se dobrar a vontade alheia, para que a vítima se conforme com o desejo imediato do agressor. Mas o ataque à alma busca dobrar o caráter do agredido, para que ele em algum momento julgue ser possível rever seus princípios, abrir mão da ética e adotar, iludido por uma falsa premissa de sobrevivência, o mesmo (mau) comportamento e atitudes dos agressores.
A violência física deixa cicatrizes no corpo, às vezes de forma irremediável, mas sempre existindo uma possibilidade de serem maquiadas, para que visualizá-las não traga às vítimas o momento sofrido nos quais foram produzidas. São preocupantes e torturantes, porque insistem em estar sob os olhos das vítimas como que a lembrar-lhes que o mal ronda a todos que seguem o caminho do bem.
Porém, a violência contra a alma deixa seqüelas invisíveis. Que estão fora dos alcances dos nossos olhos e que, talvez por isso mesmo, sejam capazes de omitir à consciência das vítimas que estas jamais deveriam imitar ou repetir os sórdidos comportamentos e atitudes dos vis agressores.
O Poder parece atrair agressores de almas. Como mariposas que giram em torno da luz, numa louca dança para a morte, os facínoras se travestem de senhores feudais para impor àqueles que perseguem toda a gama de ataques e sofrimentos tentando não destruir seus lugares, mas minar seus valores. Quando a sociedade não mais for capaz de se incomodar com tais injustiças, não teremos mais como vencer os desafios inúmeros que a ganância humana está criando para a sociedade e o meio ambiente do qual dependemos.
Quando os verdadeiros profissionais se tornarem coniventes com os agressores das almas, as corporações irão trilhar um rápido caminho para seus desaparecimentos. No final desta primeira década do Século XXI, num momento em que geralmente fazemos tantos discursos contra as injustiças, as violências, os egoísmos, enquanto sorvemos nossas bebidas preferidas e nossos pratos desejados, apenas para esquecermos pelos próximos doze meses nossas indignações, espero que sejamos capazes de manter, no mínimo, nossa capacidade de reagir contra os agressores de almas.
Antes que eles destruam o que existe de bom em cada vítima contra a qual se volta. Sendo capazes de nos indignarmos estaremos mostrando àqueles que hoje estão sendo atacados que eles não estão e jamais estarão sozinhos. O resto, tudo passa.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
29 de dez. de 2009
23 de dez. de 2009
O NATAL PASSOU POR VOCÊ?
Bom Dia!
Você já se pegou olhando para seus filhos e tomando um susto ao perceber que são adultos, homens e mulheres bonitos por dentro e por fora, e você jurava que ainda ontem eram suas crianças?
Ou teve uma surpresa quando resolveu folhear aquele álbum de fotografias que estava aposentado depois da máquina digital, e encontrou aquela foto que te fez recordar de um tempo no qual o futuro parecia um tempo tão distante e tão longo que você simplesmente não queria pensar a respeito?
Será que já esbarrou com aquele namorado ou namorada que há tanto tempo não via que simplesmente tinha esquecido, e percebeu que ele (ou ela) já não tem aquela pele macia e viscosa que tanto te encantava?
É, parece que você como eu, andamos tomando sustos com a passagem do tempo. Ela é mais rápida do que queríamos, por vezes mais dura do que havíamos sonhado e, com certeza, mais cheia de decepções do que nos haviam contado que seria. A vida é uma passagem contínua de lembranças, numa velocidade alucinante e que, por isso, precisa ser cuidada e carinhosamente administrada.
Por exemplo, o que andamos fazendo em relação aos nossos amigos? Esperando reencontrá-los num momento “inspirado” para dizermos a eles quanto o amamos? Esperando um momento de vitória para que eles vejam o quanto você fez sucesso na vida? Quem foi que te disse que a amizade precisa de sucessos para ser vivida?
Eu gosto muito daquela frase de um escritor famoso que disse ser a amizade um coração que bate em dois corpos distintos. De fato, nossos amigos não completam nossas vidas, eles são muito mais do que isso: eles são parte integrante do nosso coração.
Devemos estar felizes com suas alegrias e vitórias, mas devemos muito mais ser presentes nas suas tristezas. Cada um do seu jeito, seu amigo pedirá a sua ajuda, seu conselho, ou simplesmente seu silêncio solidário e camarada. Será que você estará lá?
Às vezes nem prestamos atenção nas decorações das casas no tempo do Natal. Olhamos, mas não vemos as luzes que procuram iluminar o mundo e deveriam fazer-nos lembrar de que o grande convidado deste tempo deve ser a luz de nossos olhos e, principalmente, do nosso coração. Mas nem sequer prestamos atenção nisso tudo, tão preocupados com tanto NADA.
É o nada do dinheiro, o nada do materialismo, o nada da inveja, o nada da ganância, o nada do orgulho, e outros nadas que, como o próprio nome já diz NADA agrega à vida pessoal, profissional e familiar. Mas estes nadas vão crescendo em nossa vida à medida que o TUDO (o amor, a fé, os amigos, a ética, os valores, os princípios, a religião, etc) vai sendo deixado para depois.
O Natal não deveria passar em nossas vidas. Ele deveria marcar um começo, ou ao menos um recomeço. Este é um tempo para se dizer que se ama. Experimente começá-lo com seus amigos.
Agarre o seu Natal, faça-o feliz, viva-o com fé, não deixe que ele passe por você.
Você já se pegou olhando para seus filhos e tomando um susto ao perceber que são adultos, homens e mulheres bonitos por dentro e por fora, e você jurava que ainda ontem eram suas crianças?
Ou teve uma surpresa quando resolveu folhear aquele álbum de fotografias que estava aposentado depois da máquina digital, e encontrou aquela foto que te fez recordar de um tempo no qual o futuro parecia um tempo tão distante e tão longo que você simplesmente não queria pensar a respeito?
Será que já esbarrou com aquele namorado ou namorada que há tanto tempo não via que simplesmente tinha esquecido, e percebeu que ele (ou ela) já não tem aquela pele macia e viscosa que tanto te encantava?
É, parece que você como eu, andamos tomando sustos com a passagem do tempo. Ela é mais rápida do que queríamos, por vezes mais dura do que havíamos sonhado e, com certeza, mais cheia de decepções do que nos haviam contado que seria. A vida é uma passagem contínua de lembranças, numa velocidade alucinante e que, por isso, precisa ser cuidada e carinhosamente administrada.
Por exemplo, o que andamos fazendo em relação aos nossos amigos? Esperando reencontrá-los num momento “inspirado” para dizermos a eles quanto o amamos? Esperando um momento de vitória para que eles vejam o quanto você fez sucesso na vida? Quem foi que te disse que a amizade precisa de sucessos para ser vivida?
Eu gosto muito daquela frase de um escritor famoso que disse ser a amizade um coração que bate em dois corpos distintos. De fato, nossos amigos não completam nossas vidas, eles são muito mais do que isso: eles são parte integrante do nosso coração.
Devemos estar felizes com suas alegrias e vitórias, mas devemos muito mais ser presentes nas suas tristezas. Cada um do seu jeito, seu amigo pedirá a sua ajuda, seu conselho, ou simplesmente seu silêncio solidário e camarada. Será que você estará lá?
Às vezes nem prestamos atenção nas decorações das casas no tempo do Natal. Olhamos, mas não vemos as luzes que procuram iluminar o mundo e deveriam fazer-nos lembrar de que o grande convidado deste tempo deve ser a luz de nossos olhos e, principalmente, do nosso coração. Mas nem sequer prestamos atenção nisso tudo, tão preocupados com tanto NADA.
É o nada do dinheiro, o nada do materialismo, o nada da inveja, o nada da ganância, o nada do orgulho, e outros nadas que, como o próprio nome já diz NADA agrega à vida pessoal, profissional e familiar. Mas estes nadas vão crescendo em nossa vida à medida que o TUDO (o amor, a fé, os amigos, a ética, os valores, os princípios, a religião, etc) vai sendo deixado para depois.
O Natal não deveria passar em nossas vidas. Ele deveria marcar um começo, ou ao menos um recomeço. Este é um tempo para se dizer que se ama. Experimente começá-lo com seus amigos.
Agarre o seu Natal, faça-o feliz, viva-o com fé, não deixe que ele passe por você.
22 de dez. de 2009
TRISTES PALAVRAS
Bom Dia!
Cuidado com as palavras. Quando elas são ditas com agressividade e não correção, com imposição e arrogância, ao contrário da firmeza e humildade, somente causam estragos. Um grande e triste exemplo que marcará para semnpre o currículo da candidata Dilma Roussef foram as palavras ditas em Copenhague. as explicações são típicas da Vilma: um subordinado é o culpado.
Mas quem vai fazer um pronunciamento mundial não pode deixar de ler e entender o que irá dizer.
Associar o meio ambiente a um fator negativo ao desenvolvimento sustentável beira o imperdoável para alguém que quer parecer e repete à exaustão ser uma defensora do mundo e da democracia.
Acontece que os atos falhos trazem à tona nossas dúvidas ou nossos preconceitos, e agora paira sobre todos nós a cruz de Dâmocles: A candidata não acredita ou não defende o meio ambiente e a terra?
Triste democracia esta que nós estamos aceitando: candidatos mentem, governantes mentem, políticos se corrompem e nós, mesmo com imagens gravadas e com áudio insistimos em levar tudo isto como se fosse uma grande piada!
Cuidado com as palavras. Quando elas são ditas com agressividade e não correção, com imposição e arrogância, ao contrário da firmeza e humildade, somente causam estragos. Um grande e triste exemplo que marcará para semnpre o currículo da candidata Dilma Roussef foram as palavras ditas em Copenhague. as explicações são típicas da Vilma: um subordinado é o culpado.
Mas quem vai fazer um pronunciamento mundial não pode deixar de ler e entender o que irá dizer.
Associar o meio ambiente a um fator negativo ao desenvolvimento sustentável beira o imperdoável para alguém que quer parecer e repete à exaustão ser uma defensora do mundo e da democracia.
Acontece que os atos falhos trazem à tona nossas dúvidas ou nossos preconceitos, e agora paira sobre todos nós a cruz de Dâmocles: A candidata não acredita ou não defende o meio ambiente e a terra?
Triste democracia esta que nós estamos aceitando: candidatos mentem, governantes mentem, políticos se corrompem e nós, mesmo com imagens gravadas e com áudio insistimos em levar tudo isto como se fosse uma grande piada!
21 de dez. de 2009
A SEMANA BRANCA
Boa Noite!
Já houve um tempo, e não faz muitos anos, que estaríamos começando a melhor semana para se organizar as empresas, arrumar as gavetas e verificar o que se fez e o que se deixou de fazer ao longo do ano. Estávamos iniciando a semana do Natal e uma trégua na incansável maratona corporativa instalava-se, sem negociação, sem possibilidade de recusa, sem que quaiqsquer das partes houvesse pedido.
Os homens, poderosos e aspirantes, deixavam-se enlevar pelo anúncio e comemoração do nascimento de Cristo, abrandando corações de pedra e dando aos subordinados ao menos uma semana de relativa tranquilidade natalina. Bons tempos.
O mundo mudou. Sem saudosismos, mas com uma triste constatação de que a possibilidade de se aferir lucros cada vez maiores no Natal, pelo incentivo ao consumismo desenfreado, beirando quase ao irracional, transformou a semana branca, como podería ser denominada, numa semana cruenta.
Atropelam-se pessoas nas ruas, quase necessitando de guardas de trânsito nas calçadas, exigem-se números e mais números e enterra-se mais um dos já raros momentos nos quais as equipes e seus gestores poderiam refletir sobre as ações, corrigirem os desvios e buscarem maior fôlego para as batalhas do ano seguinte.
Não há mais tempo para se planejar nas empresas. Embora se construam, através de consultorias externas, nem sempre competentes para tal, modernos e sofisticados pacotes de planejamento, a vivência e troca de experiências que enriqueciam os resultados finais, capacitavam as equipes e renovavam as reservas motivacionais desapareceram.
E quanto mais os dirigentes falam da importância das Pessoas, do grande patrimônio que são os Recursos Humanos, do valor da Inclusão, menos elas praticam atos e dão testemunhos que autentiquem os belos e veroborrágicos discursos feitos.
Não foi apenas a semana branca que acabou, foi o verdadeiro "feeling" de liderança. Esta agora é confundida com planilhas de números, chicotes e comportamentos coniventes com maus funcionários. O tempo de arrumar a casa acabou. Agora, tal qual as ruas, os ambientes internos das empresas são turbilhões e caos organizados, iludindo gestores e donos, que cegos pela miopia do imediatismo somente acordarão quando a tinta vermelha dos resultados deficitários estiver escrevendo os epitáfios de suas empresas. Mas aí, é claro, sempre sobrarão alguns funcionários para serem acusados de... falta de planejamento?
Já houve um tempo, e não faz muitos anos, que estaríamos começando a melhor semana para se organizar as empresas, arrumar as gavetas e verificar o que se fez e o que se deixou de fazer ao longo do ano. Estávamos iniciando a semana do Natal e uma trégua na incansável maratona corporativa instalava-se, sem negociação, sem possibilidade de recusa, sem que quaiqsquer das partes houvesse pedido.
Os homens, poderosos e aspirantes, deixavam-se enlevar pelo anúncio e comemoração do nascimento de Cristo, abrandando corações de pedra e dando aos subordinados ao menos uma semana de relativa tranquilidade natalina. Bons tempos.
O mundo mudou. Sem saudosismos, mas com uma triste constatação de que a possibilidade de se aferir lucros cada vez maiores no Natal, pelo incentivo ao consumismo desenfreado, beirando quase ao irracional, transformou a semana branca, como podería ser denominada, numa semana cruenta.
Atropelam-se pessoas nas ruas, quase necessitando de guardas de trânsito nas calçadas, exigem-se números e mais números e enterra-se mais um dos já raros momentos nos quais as equipes e seus gestores poderiam refletir sobre as ações, corrigirem os desvios e buscarem maior fôlego para as batalhas do ano seguinte.
Não há mais tempo para se planejar nas empresas. Embora se construam, através de consultorias externas, nem sempre competentes para tal, modernos e sofisticados pacotes de planejamento, a vivência e troca de experiências que enriqueciam os resultados finais, capacitavam as equipes e renovavam as reservas motivacionais desapareceram.
E quanto mais os dirigentes falam da importância das Pessoas, do grande patrimônio que são os Recursos Humanos, do valor da Inclusão, menos elas praticam atos e dão testemunhos que autentiquem os belos e veroborrágicos discursos feitos.
Não foi apenas a semana branca que acabou, foi o verdadeiro "feeling" de liderança. Esta agora é confundida com planilhas de números, chicotes e comportamentos coniventes com maus funcionários. O tempo de arrumar a casa acabou. Agora, tal qual as ruas, os ambientes internos das empresas são turbilhões e caos organizados, iludindo gestores e donos, que cegos pela miopia do imediatismo somente acordarão quando a tinta vermelha dos resultados deficitários estiver escrevendo os epitáfios de suas empresas. Mas aí, é claro, sempre sobrarão alguns funcionários para serem acusados de... falta de planejamento?
18 de dez. de 2009
LIDERANÇA E HONESTIDADE
Boa Noite!
Quando será que as lideranças de nosso país começarão a se preocupar com o seu testemunho? Até quando pensarão que tais situações (SER Líder e DAR Testemunho) podem ser dissociadas, ou mascaradas por pronunciamentos vazios, desconectados, desrespeitosos?
Não falo apenas das patéticas situações de suborno em cuecas, meias, bolsas, ou mesmo das esfarrapadas desculpas de compras de... panetones. Não me refiro a isto, o que já é bastante vergonhoso e trágico. Falo das inúmeras faces que estampam tanta esperança em momentos tão trágicos como os que estamos vivenciando aqui em São Paulo, dos mais sofredores, dos mais esquecidos, que se agarram em qualquer fio de esperança que seja dado a eles.
Tantos rostos possuidores de sulcos que registram as decepções e injustiças testemunhadas ao longo das suas vidas e que aguardam as repetidas promessas feitas, claro, sempre à frente de câmeras de televisão, em especial dos canais de maior audiência, para depois esqucê-las nos momentos em que os projetos de lei capazes de solucionar tantos problemas chega-lhes às mãos.
Pobre país este que vive de escândalos como forças propulsoras das mudanças de votos ou destes. Se as nações que dependem de heróis sempre são mais pobres, a história do nosso povo com certeza sempre será das mais tristes.
Nossos líderes adoram fazer discursos. Seja aqui, seja em Copenhague. O que eles esqueceram, desde há muito, é que um dia, num tempo que não estará sob suas governabilidades, esta multidão de excluídos cobrará cada uma das promessas feitas e deixará a todos estes enganadores, tão somente, o legado do esquecimento e da desonra.
Ser líder é vivenciar o testemunho a cada momento, defender a ética de forma intrasigente e ter na honestidade o maior dos valores que poderá legar aos seus liderados e sucessores.
Quando será que as lideranças de nosso país começarão a se preocupar com o seu testemunho? Até quando pensarão que tais situações (SER Líder e DAR Testemunho) podem ser dissociadas, ou mascaradas por pronunciamentos vazios, desconectados, desrespeitosos?
Não falo apenas das patéticas situações de suborno em cuecas, meias, bolsas, ou mesmo das esfarrapadas desculpas de compras de... panetones. Não me refiro a isto, o que já é bastante vergonhoso e trágico. Falo das inúmeras faces que estampam tanta esperança em momentos tão trágicos como os que estamos vivenciando aqui em São Paulo, dos mais sofredores, dos mais esquecidos, que se agarram em qualquer fio de esperança que seja dado a eles.
Tantos rostos possuidores de sulcos que registram as decepções e injustiças testemunhadas ao longo das suas vidas e que aguardam as repetidas promessas feitas, claro, sempre à frente de câmeras de televisão, em especial dos canais de maior audiência, para depois esqucê-las nos momentos em que os projetos de lei capazes de solucionar tantos problemas chega-lhes às mãos.
Pobre país este que vive de escândalos como forças propulsoras das mudanças de votos ou destes. Se as nações que dependem de heróis sempre são mais pobres, a história do nosso povo com certeza sempre será das mais tristes.
Nossos líderes adoram fazer discursos. Seja aqui, seja em Copenhague. O que eles esqueceram, desde há muito, é que um dia, num tempo que não estará sob suas governabilidades, esta multidão de excluídos cobrará cada uma das promessas feitas e deixará a todos estes enganadores, tão somente, o legado do esquecimento e da desonra.
Ser líder é vivenciar o testemunho a cada momento, defender a ética de forma intrasigente e ter na honestidade o maior dos valores que poderá legar aos seus liderados e sucessores.
16 de dez. de 2009
PREVENIR PELA INCLUSÃO
Boa Noite!
Estudo efetuado recentemente pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais, e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.
Já é aceito pelos cientistas que paciente com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.
A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.
Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?
Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?
Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.
Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.
Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.
Estudo efetuado recentemente pela Universidade de Yale (EUA) aponta em sua conclusão que a solidão aumenta os riscos de desenvolvimento e aumento de agressividade do câncer de mama, além de sua mortalidade. Ainda que estas observações tenham sido alcançadas com cobaias animais, e necessitem de maiores estudos com seres humanos, já apontam para fatores preocupantes aos gestores de sistemas de saúde: as necessidades de sairmos todos das intervenções meramente assistenciais, buscando definitivamente o Cuidado com o Ser Humano como um todo.
Já é aceito pelos cientistas que paciente com câncer que possuem depressão têm piores indicadores sanitários e apresentam uma maior perda de sobrevida quando comparados àqueles que não têm esta doença mental. Embora não se deva estabelecer uma relação direta, fica claro que o grau de sofrimento mental causado pela depressão desestabiliza e piora os mecanismos de defesa naturais do corpo humano, facilitando o trabalho dos agentes da doença.
A humanidade continua a ser violentada (não encontro outro termo) com o cruel assédio da mídia e de seus sequazes na venda das máquinas e equipamentos “modernos” capazes de “promover a saúde” (sic). Enquanto isso, aspectos tão vitais e sensíveis como a inclusão daqueles que pelo sofrimento mental se auto-excluíram do convívio social e familiar, são relegados ao esquecimento, pouco estudados e, quando identificados, mal atacados.
Qual a estratégia da saúde e dos seus agentes para combater este mal moderno, que causa dores silenciosas e não físicas aos que dela padecem, e que atende pelo nome de solidão? Será que alguém duvida ser este o grande problema de saúde coletiva que atinge as grandes cidades em nosso país, e agora o sabemos, no restante do mundo?
Por que as nossas ações de saúde, desenvolvidas para grupos, continuam a insistir em formas que não sensibilizam e por isso não atraem as pessoas solitárias (e sofredoras)?
Está na hora de retomarmos as discussões jogando fora paradigmas obsoletos e que não revertem em resultados sanitários. A pesquisa americana, quando concluída em nível de evidência dentre os seres humanos, não apontará outro resultado distinto do encontrado nos ratinhos: o sofrimento causado pela solidão faz com que o ser humano tenha seu quadro agravado. E para tratar, prevenir ou curar sofrimentos e solidões devemos usar o conhecimento contextualizado e voltado às massas que estão sob nossa responsabilidade.
Sem máquinas, mas também sem as velhas máscaras ideológicas e, por isso mesmo, anacrônicas e míopes. Revisitemos os conceitos básicos, adaptemo-los às necessidades atuais e retomemos o caminho da saúde integral.
Não apenas porque é o melhor caminho, mas simplesmente porque não existe outro se queremos realmente falar de Atenção Primária. Penso que ainda dá tempo.
15 de dez. de 2009
DÁ-ME UMA TV E TE DAREI SAÚDE...
Boa Noite!
O blog do Noblat traz-nos a notícia de que o Ministro da Saúde propõe a criação de uma Lei que obrigue os canais a cobrarem espaço publicitário mais barato nos momentos de crise na saúde. Ou seja, se há crise segundo, segundo o próprio Ministro, fica barateado o espaço na TV. Ou sdeja, quanto pior a situação da saúde para a população, maior o espaço para visualizarmos na TV nosso comadante da saúde despejando idéias e falações, até mesmo algumas orientações.
É duro, mas não tem jeito. O Ministro gostou da idéia de estar na TV. E até mesmo no instante em que discute grandes crises da saúde coletiva, sua prioridade parece ser a de ocupar mais espaço na mídia.
Como seremos um sistema de primeiro mundo? Como teremos ações de educação em saúde, prevenção e promoção?
De um lado a ANS com suas normas que tanto falam da Atenção primária e tanto promovem a medicina de grupo; de outro um técnico que teve atuação tão brilhante no passado, mas que definitivamente parece ter-se rendido aos encantos de aparecer na televisão. Que 15 minutos duradouros de fama...
O blog do Noblat traz-nos a notícia de que o Ministro da Saúde propõe a criação de uma Lei que obrigue os canais a cobrarem espaço publicitário mais barato nos momentos de crise na saúde. Ou seja, se há crise segundo, segundo o próprio Ministro, fica barateado o espaço na TV. Ou sdeja, quanto pior a situação da saúde para a população, maior o espaço para visualizarmos na TV nosso comadante da saúde despejando idéias e falações, até mesmo algumas orientações.
É duro, mas não tem jeito. O Ministro gostou da idéia de estar na TV. E até mesmo no instante em que discute grandes crises da saúde coletiva, sua prioridade parece ser a de ocupar mais espaço na mídia.
Como seremos um sistema de primeiro mundo? Como teremos ações de educação em saúde, prevenção e promoção?
De um lado a ANS com suas normas que tanto falam da Atenção primária e tanto promovem a medicina de grupo; de outro um técnico que teve atuação tão brilhante no passado, mas que definitivamente parece ter-se rendido aos encantos de aparecer na televisão. Que 15 minutos duradouros de fama...
13 de dez. de 2009
O ABORTO E O CRIME
Boa Tarde!
Está circulando pela internet um vídeo onde uma americana, sobrevivente de uma tentativa de aborto aos 8 meses de gravidez, declara de forma equilibrada e emocionante, sua adesão livre e firme pela vida. Ela demonstra a pressão exercida pelas clínicas já famosas e conhecidas mundialmente, que se constituem em verdadeiras fábricas da morte, ceifando vidas inocentes, destruindo o restante das vidas daquelas que irresponsavelmente acreditam no aborto como solução para as bobagens feitas, e tudo isto em função de ganhos financeiros.
Qual a diferença entre assassinar um feto que está no útero e uma criança que já nasceu? Do ponto de vista da vida humana, nenhuma. Ora, as defensoras deste crime hediondo alegam que os fetos, por serem retirados ou expulsos antes do nascimento, não possuem um “rosto”, uma “personalidade”.
É mais ou menos assim: não tem rosto definido, portanto é algo feio (?) e passível de ser assassinado. Ou seja, as mães de crianças que a sociedade não considerar como belas, ou de rosto bem definido, correm o risco de perdê-las, em nome da “liberdade da mulher de decidir”.
Não consigo entender o que se passa na cabeça de uma mãe que condena à morte a vida que ela própria gerou. Como ela pode recusar parte de si mesma? Como pode arrancar de seu coração o amor que nasce de forma instantânea no momento em que a vida é concebida, tanto pela centelha espiritual que vem de Deus, quanto pela aglomeração e ajuntamento de genes que advém dos responsáveis pela gestação.
Até quando as mulheres se deixarão enganar por manipuladores e escroques que se locupletam de imensas quantias de dinheiro fornecidas por uma imensa, cruel e sanguinária fábrica da morte que é a rede de clínicas de aborto em todo o mundo?
Lamentável a conivência e o incentivo de lideranças, empresários e donos da mídia. Lamentável a concessão de prêmios de paz a defensores da morte. Lamentável a morte de tantas crianças, vítimas inocentes e silenciosas da ganância de uns poucos.
Devemos ter a coragem de denunciar, divulgar e combater, com todas as nossas forças esta imensa prática nazista de se assassinar seres indefesos, por eles considerados... descartáveis.
David Salviano
Dezembro/2009
Está circulando pela internet um vídeo onde uma americana, sobrevivente de uma tentativa de aborto aos 8 meses de gravidez, declara de forma equilibrada e emocionante, sua adesão livre e firme pela vida. Ela demonstra a pressão exercida pelas clínicas já famosas e conhecidas mundialmente, que se constituem em verdadeiras fábricas da morte, ceifando vidas inocentes, destruindo o restante das vidas daquelas que irresponsavelmente acreditam no aborto como solução para as bobagens feitas, e tudo isto em função de ganhos financeiros.
Qual a diferença entre assassinar um feto que está no útero e uma criança que já nasceu? Do ponto de vista da vida humana, nenhuma. Ora, as defensoras deste crime hediondo alegam que os fetos, por serem retirados ou expulsos antes do nascimento, não possuem um “rosto”, uma “personalidade”.
É mais ou menos assim: não tem rosto definido, portanto é algo feio (?) e passível de ser assassinado. Ou seja, as mães de crianças que a sociedade não considerar como belas, ou de rosto bem definido, correm o risco de perdê-las, em nome da “liberdade da mulher de decidir”.
Não consigo entender o que se passa na cabeça de uma mãe que condena à morte a vida que ela própria gerou. Como ela pode recusar parte de si mesma? Como pode arrancar de seu coração o amor que nasce de forma instantânea no momento em que a vida é concebida, tanto pela centelha espiritual que vem de Deus, quanto pela aglomeração e ajuntamento de genes que advém dos responsáveis pela gestação.
Até quando as mulheres se deixarão enganar por manipuladores e escroques que se locupletam de imensas quantias de dinheiro fornecidas por uma imensa, cruel e sanguinária fábrica da morte que é a rede de clínicas de aborto em todo o mundo?
Lamentável a conivência e o incentivo de lideranças, empresários e donos da mídia. Lamentável a concessão de prêmios de paz a defensores da morte. Lamentável a morte de tantas crianças, vítimas inocentes e silenciosas da ganância de uns poucos.
Devemos ter a coragem de denunciar, divulgar e combater, com todas as nossas forças esta imensa prática nazista de se assassinar seres indefesos, por eles considerados... descartáveis.
David Salviano
Dezembro/2009
10 de dez. de 2009
ENTRE SELVAS E LOBOS
Bom Dia!
O Governo anunciou hoje seu novo "pacote de bondades natalinas". A pretexto de resgatar os valores e poder aquisitivo dos salários dos aposentados, ele pretende conceder um expressivo reajuste sobre os valores pagos. Isto vem culminar com duas semanas de lama escorrendo por todos os noticiários acerca do incrível escândalo brasiliense. Incrível não pelo fato de retratar políticos corruptos e "pastores" lenientes. Mas pelo descarado e inusitado fato de que um dos corruptos se armava de vídeos para usar em defesa próprio quando (e se) fosse descoberto ou ocorresse uma briga entre os cúmplices.
A falta de Ética transformou o cenário político brasileiro numa hodienda selva em que na falta de comida (ou suborno) para tantos predadores (ou corruptos), os lobos mais fortes (ou mais experimentados nesta sujeira) atacam com vigor quaisquer oportunidades ou formas de se locupletarem do erário público. Aliás, erário público não existe de forma autônoma: ele resulta do seu e do meu dinheiro, extraído de nossos bolsos de forma direta e indireta.
Não conseguimos enxergar, assim, na atitude de um governo que prega seriedade na gestão da coisa pública e concede aumento a ser pago por um sistema previdenciário que está falido, nada mais diferente do que oportunismo, ação eleitoreira e, lamentavelmente, a criação de mais débitos a serem pagos com o suor e as lágrimas dos trabalhadores brasileiros.
Lobos e mais lobos. Uma enorme matilha.
Patos e mais patos, um enorme conjunto de cidadãos.
O que fazer?
O Governo anunciou hoje seu novo "pacote de bondades natalinas". A pretexto de resgatar os valores e poder aquisitivo dos salários dos aposentados, ele pretende conceder um expressivo reajuste sobre os valores pagos. Isto vem culminar com duas semanas de lama escorrendo por todos os noticiários acerca do incrível escândalo brasiliense. Incrível não pelo fato de retratar políticos corruptos e "pastores" lenientes. Mas pelo descarado e inusitado fato de que um dos corruptos se armava de vídeos para usar em defesa próprio quando (e se) fosse descoberto ou ocorresse uma briga entre os cúmplices.
A falta de Ética transformou o cenário político brasileiro numa hodienda selva em que na falta de comida (ou suborno) para tantos predadores (ou corruptos), os lobos mais fortes (ou mais experimentados nesta sujeira) atacam com vigor quaisquer oportunidades ou formas de se locupletarem do erário público. Aliás, erário público não existe de forma autônoma: ele resulta do seu e do meu dinheiro, extraído de nossos bolsos de forma direta e indireta.
Não conseguimos enxergar, assim, na atitude de um governo que prega seriedade na gestão da coisa pública e concede aumento a ser pago por um sistema previdenciário que está falido, nada mais diferente do que oportunismo, ação eleitoreira e, lamentavelmente, a criação de mais débitos a serem pagos com o suor e as lágrimas dos trabalhadores brasileiros.
Lobos e mais lobos. Uma enorme matilha.
Patos e mais patos, um enorme conjunto de cidadãos.
O que fazer?
4 de dez. de 2009
A SOLIDARIEDADE DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
Bom Dia!
O Líder máximo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, declarou de público que a doação de órgãos por parte dos vivos é um ato de solidariedade e assim o será compreendido em todos os momentos da vida terrena e eterna para os cristãos. Assim, com tal posicionamento expresso e assumido, orientou a todas as dioceses em todo o mundo que auxiliem com informações e desenvolvam ações para incentivar a prática de doação de católicos.
A atitude é corajosa, correta e integradora. A doação de órgãos é um ato de amor ao próximo, em especial porque o podemos fazer para aqueles a quem sequer conhecemos (como no caso do transplante de medula), além de ser a única alternativa de vida para muitos pacientes que estão sofrendo na fila há diversos anos.
Mas, não estamos falando da mesma doação que a imprensa tanto brada defender e incentivar? Não é daquela doação que já foi tema de novelas e similares globais? Ora, claro que sim! Então, porque o silêncio da imprensa acerca desta corajosa posição do chefe de bilhões de pessoas em todo o planeta?
Será que a perseguição ao Papa é tão implacável que impede aos donos mundiais da comunicação enxergarem tão preciosa oportunidade para tornarmos esta questão de saúde ponto permanente da agenda de discussão em todos os sistemas?
Que bom a adesão do Papa. Mas que imperdoável a omissão da mídia. Tomara que as autoridades não adotem a mesma postura e ampliem as possibilidades de parcerias que tal posicionamento permite, gerando o aumento do número de transplantes e, assim, devolvendo a chance de viver a tantos que hoje estão sofrendo.
O Líder máximo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, declarou de público que a doação de órgãos por parte dos vivos é um ato de solidariedade e assim o será compreendido em todos os momentos da vida terrena e eterna para os cristãos. Assim, com tal posicionamento expresso e assumido, orientou a todas as dioceses em todo o mundo que auxiliem com informações e desenvolvam ações para incentivar a prática de doação de católicos.
A atitude é corajosa, correta e integradora. A doação de órgãos é um ato de amor ao próximo, em especial porque o podemos fazer para aqueles a quem sequer conhecemos (como no caso do transplante de medula), além de ser a única alternativa de vida para muitos pacientes que estão sofrendo na fila há diversos anos.
Mas, não estamos falando da mesma doação que a imprensa tanto brada defender e incentivar? Não é daquela doação que já foi tema de novelas e similares globais? Ora, claro que sim! Então, porque o silêncio da imprensa acerca desta corajosa posição do chefe de bilhões de pessoas em todo o planeta?
Será que a perseguição ao Papa é tão implacável que impede aos donos mundiais da comunicação enxergarem tão preciosa oportunidade para tornarmos esta questão de saúde ponto permanente da agenda de discussão em todos os sistemas?
Que bom a adesão do Papa. Mas que imperdoável a omissão da mídia. Tomara que as autoridades não adotem a mesma postura e ampliem as possibilidades de parcerias que tal posicionamento permite, gerando o aumento do número de transplantes e, assim, devolvendo a chance de viver a tantos que hoje estão sofrendo.
2 de dez. de 2009
PARA BAIXO DO TAPETE
Bom Dia!
Quantas vezes, no início de sua carreira, o gestor se depara com uma situação para a qual, segundo sua primeira avaliação, não consegue encontrar uma alternativa? Não consigo pensar em momento mais angustiante em toda minha curta vida gerencial, que no próximo ano completará dezenove anos, do que tal instante.
Parece que toda a nossa segurança, os manuais e livros lidos e relidos, as assertivas e os jargões já não fazem mais nenhum sentido, de nada servem. Falta-nos o ar que o gestor respira: o sucesso. Sobram as dúvidas, as incertezas, as dúvidas sobre nosso futuro, nosso nome, nossa credibilidade.
Este é um momento de inflexão na vida de um executivo.
Dois caminhos apenas surgirão:
UM, aquele escolhido pelos vitoriosos. Sofrer com o problema gerado, pensando e refletindo sobre cada etapa que o fez tornar-se concreto, até que o cérebro levado ao extremo do pensar, concatene a solução adequada. Óbvio que ouvir outros administradores mais experientes, debater soluções técnicas com sua equipe e, principalmente, ter a coragem de assumir suas responsabilidades na questão, ajudarão o gestor de sucesso a optar pelo caminho da verdade, da transparência, do encarar os desafios para aprender como superá-los (ou contorná-los).
O outro caminho é o da perdição: esconder os problemas, empurrando-os com a barriga (ou com a caneta, ou com a covardia), para debaixo de um invisível tapete chamado incompetência gerencial. Deixar para lá ou fazer de conta que não é com ele não são posturas gerenciais, são atos de idiotas travestidos de gestores e dotados (ao menos por um tempo) com o poder que o cargo traz. Não assumindo sua responsabilidade, este pseudo gestor perde a legitimidade e respeito de sua equipe, a credibilidade dos seus superiores e o espaço mercadológico que apenas os executivos assertivos, transparentes e corajosos possuirão.
Não se deve jogar os problemas para baixo do tapete. O montinho que surge desta atitude não derrubará apenas os subordinados, mas sim a própria empresa. Ao ser descoberto, o problema que foi covardemente adiado será fator denegridor do ocupante do cargo gerencial e causa certa do seu afastamento da empresa que nele tanto confiou.
Quantas vezes, no início de sua carreira, o gestor se depara com uma situação para a qual, segundo sua primeira avaliação, não consegue encontrar uma alternativa? Não consigo pensar em momento mais angustiante em toda minha curta vida gerencial, que no próximo ano completará dezenove anos, do que tal instante.
Parece que toda a nossa segurança, os manuais e livros lidos e relidos, as assertivas e os jargões já não fazem mais nenhum sentido, de nada servem. Falta-nos o ar que o gestor respira: o sucesso. Sobram as dúvidas, as incertezas, as dúvidas sobre nosso futuro, nosso nome, nossa credibilidade.
Este é um momento de inflexão na vida de um executivo.
Dois caminhos apenas surgirão:
UM, aquele escolhido pelos vitoriosos. Sofrer com o problema gerado, pensando e refletindo sobre cada etapa que o fez tornar-se concreto, até que o cérebro levado ao extremo do pensar, concatene a solução adequada. Óbvio que ouvir outros administradores mais experientes, debater soluções técnicas com sua equipe e, principalmente, ter a coragem de assumir suas responsabilidades na questão, ajudarão o gestor de sucesso a optar pelo caminho da verdade, da transparência, do encarar os desafios para aprender como superá-los (ou contorná-los).
O outro caminho é o da perdição: esconder os problemas, empurrando-os com a barriga (ou com a caneta, ou com a covardia), para debaixo de um invisível tapete chamado incompetência gerencial. Deixar para lá ou fazer de conta que não é com ele não são posturas gerenciais, são atos de idiotas travestidos de gestores e dotados (ao menos por um tempo) com o poder que o cargo traz. Não assumindo sua responsabilidade, este pseudo gestor perde a legitimidade e respeito de sua equipe, a credibilidade dos seus superiores e o espaço mercadológico que apenas os executivos assertivos, transparentes e corajosos possuirão.
Não se deve jogar os problemas para baixo do tapete. O montinho que surge desta atitude não derrubará apenas os subordinados, mas sim a própria empresa. Ao ser descoberto, o problema que foi covardemente adiado será fator denegridor do ocupante do cargo gerencial e causa certa do seu afastamento da empresa que nele tanto confiou.
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