Boa Noite!
Às vezes somos surpreendidos na vida corporativa com decisões e políticas que fogem por completo de nossa compreensão. Parecem algo estranho e, normalmente, produzem resultados estranhos. Um gestor profissional deve saber conviver com frustrações e decepções. Mas nos tempos atuais, ele deve ser capaz de, rapidamente, superar suas angústias e transformar expectativas e medos em combustível para o seu 'motor da criatividade'. Recursos escassos, necessidades crescentes, competências ausentes. Sem a capacidade de gerar soluções alternativas que não fujam dos princípios éticos e nem dos resultados estratégicos, o que restará ao gestor?
Por isso, para que o fim de semana comece tal qual devem ser os dias dos gestores profissionais, deixo-lhes duas frases para reflexão:
"Dificuldade é a única desculpa que a história jamais aceita".
(Edward R. Murrow).
"Só existem dois dias no ano em que você não pode fazer nada
por sua vida: ontem e amanhã".
(Dalai Lama)
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
31 de mar. de 2009
GOLPE CONTRA A VERDADE
Boa Noite!
Está se articulando na Europa, mais precisamente na Inglaterra, um dos mais duros e cruéis golpes contra a vida e em defesa do aborto: a permissão para que clínicas que praticam este infanticídio e associações que “cuidam” de menores grávidas, possam elaborar e divulgar peças publicitárias de “orientação e educação sexual”.
Resta apenas que a comissão inglesa encarregada de fiscalizar as práticas televisivas, e que atende pelo pomposo nome de Broadcasting Committee of Advertising Practice (http://www.asa.org.uk/cap/about/cap_broadcast/), reformule o código vigente para incluir mais esta insana proposta.
Mas, de onde ela vem? Qual o fator que desencadeou este novo golpe contra a vida?
As raízes deste movimento estão na discussão havida no Parlamento inglês acerca de alguns números do sistema de saúde em 2007, a saber:
1. O Reino Unido alcançou em 2007 o posto de primeiro lugar em toda a Europa no número de jovens menores (abaixo de 18 anos) que estão grávidas. Para cada mil mulheres esperando um filho, 42 (quarenta e duas) ainda não completaram os 18 anos!
2. Este número preocupou os eminentes políticos ingleses, pois chega a ser mais do que o dobro da projeção com que se trabalhava no final dos anos 90 (20 em cada mil), a Organização Mundial de Saúde para os países desenvolvidos.
3. Destas jovens, cerca de 50% delas procurarão o sistema de saúde inglês para solicitarem o ABORTO, o que causou a elevação (entre 1977 e 2007), do número de casos para 198.499 no ano de 2007. Isto significa quase 600 abortos por dia, além das inúmeras consequências e sequelas para estas jovens, no restante de suas vidas, e por conta do sistema de saúde inglês.
4. De cada 20 jovens que pedem para se praticar o aborto, TRÊS, ou seja, 15% delas, possuem idade inferior a 14 ANOS!
Os números, pois, são alarmantes, quer pensemos como gestores de saúde, quer pensem os políticos de lá (e os daqui também) sob o aspecto de que isto tudo sobrecarrega o sistema, o que significa mais dinheiro, traduzindo-se: mais impostos e... menos votos! Note-se que questões essenciais como a vida humana, a preservação da saúde física e mental destas jovens e outras, não aparecem de forma concreta no documento final do parlamento. E qual a causa apontada por eles: insuficiente divulgação dos métodos contraceptivos pelas escolas e nas famílias!
Por isso, de forma lamentável, os políticos ingleses entenderam que a solução é usar a mídia e quebrar o “tabu” de não se permitir propagandas sobre o sexo, a camisinha e o aborto. E quem mais interessado em apoiá-las do que as clínicas que praticam este abjeto assassinato, ou as poderosas indústrias farmacêuticas que irão ganhar rios de dinheiro com os remédios que as jovens tomarão o restante de suas vidas, ou a mídia comprometida com ambos?
A única contra-recomendação da comissão será que as peças devem ser veiculadas em horários que não alcancem as crianças de menos de dez anos! Como se faz isto? Ou seja, é uma restrição para se marcar uma posição falsa: a de que se preocupa com as crianças.
Permitir a propaganda sexual na televisão é o mais duro golpe contra a verdade e a vida que já se aprovou no Velho Continente. Este gesto trará reflexos em todo o mundo, em especial neste nosso país, onde personalidades de saúde trocam seus currículos e suas histórias por momentos de fama e exposição na mídia, a qualquer custo.
Se aprovada a reforma, estaremos banalizando ainda mais o sexo, dando à promiscuidade a mesma categoria de um produto comercializável pela televisão, e relegando a vida à uma opção secundária, não principal.
Algumas organizações ligadas às igrejas que defendem o direito à vida já se manifestam contrárias ao absurdo projeto de reforma. Mas parece-me que a grande maioria da população está tratando o aborto da mesma forma com que trata a violência: só será importante no dia em que a vítima estiver dentro da nossa casa. Enquanto as vítimas forem os outros, ficamos omissos, silenciosos ou, o que é pior, covardemente complacentes.
Está se articulando na Europa, mais precisamente na Inglaterra, um dos mais duros e cruéis golpes contra a vida e em defesa do aborto: a permissão para que clínicas que praticam este infanticídio e associações que “cuidam” de menores grávidas, possam elaborar e divulgar peças publicitárias de “orientação e educação sexual”.
Resta apenas que a comissão inglesa encarregada de fiscalizar as práticas televisivas, e que atende pelo pomposo nome de Broadcasting Committee of Advertising Practice (http://www.asa.org.uk/cap/about/cap_broadcast/), reformule o código vigente para incluir mais esta insana proposta.
Mas, de onde ela vem? Qual o fator que desencadeou este novo golpe contra a vida?
As raízes deste movimento estão na discussão havida no Parlamento inglês acerca de alguns números do sistema de saúde em 2007, a saber:
1. O Reino Unido alcançou em 2007 o posto de primeiro lugar em toda a Europa no número de jovens menores (abaixo de 18 anos) que estão grávidas. Para cada mil mulheres esperando um filho, 42 (quarenta e duas) ainda não completaram os 18 anos!
2. Este número preocupou os eminentes políticos ingleses, pois chega a ser mais do que o dobro da projeção com que se trabalhava no final dos anos 90 (20 em cada mil), a Organização Mundial de Saúde para os países desenvolvidos.
3. Destas jovens, cerca de 50% delas procurarão o sistema de saúde inglês para solicitarem o ABORTO, o que causou a elevação (entre 1977 e 2007), do número de casos para 198.499 no ano de 2007. Isto significa quase 600 abortos por dia, além das inúmeras consequências e sequelas para estas jovens, no restante de suas vidas, e por conta do sistema de saúde inglês.
4. De cada 20 jovens que pedem para se praticar o aborto, TRÊS, ou seja, 15% delas, possuem idade inferior a 14 ANOS!
Os números, pois, são alarmantes, quer pensemos como gestores de saúde, quer pensem os políticos de lá (e os daqui também) sob o aspecto de que isto tudo sobrecarrega o sistema, o que significa mais dinheiro, traduzindo-se: mais impostos e... menos votos! Note-se que questões essenciais como a vida humana, a preservação da saúde física e mental destas jovens e outras, não aparecem de forma concreta no documento final do parlamento. E qual a causa apontada por eles: insuficiente divulgação dos métodos contraceptivos pelas escolas e nas famílias!
Por isso, de forma lamentável, os políticos ingleses entenderam que a solução é usar a mídia e quebrar o “tabu” de não se permitir propagandas sobre o sexo, a camisinha e o aborto. E quem mais interessado em apoiá-las do que as clínicas que praticam este abjeto assassinato, ou as poderosas indústrias farmacêuticas que irão ganhar rios de dinheiro com os remédios que as jovens tomarão o restante de suas vidas, ou a mídia comprometida com ambos?
A única contra-recomendação da comissão será que as peças devem ser veiculadas em horários que não alcancem as crianças de menos de dez anos! Como se faz isto? Ou seja, é uma restrição para se marcar uma posição falsa: a de que se preocupa com as crianças.
Permitir a propaganda sexual na televisão é o mais duro golpe contra a verdade e a vida que já se aprovou no Velho Continente. Este gesto trará reflexos em todo o mundo, em especial neste nosso país, onde personalidades de saúde trocam seus currículos e suas histórias por momentos de fama e exposição na mídia, a qualquer custo.
Se aprovada a reforma, estaremos banalizando ainda mais o sexo, dando à promiscuidade a mesma categoria de um produto comercializável pela televisão, e relegando a vida à uma opção secundária, não principal.
Algumas organizações ligadas às igrejas que defendem o direito à vida já se manifestam contrárias ao absurdo projeto de reforma. Mas parece-me que a grande maioria da população está tratando o aborto da mesma forma com que trata a violência: só será importante no dia em que a vítima estiver dentro da nossa casa. Enquanto as vítimas forem os outros, ficamos omissos, silenciosos ou, o que é pior, covardemente complacentes.
29 de mar. de 2009
A PORTABILIDADE FINANCEIRA
Boa Tarde!
No próximo dia 15 de abril entra em vigor a tão anunciada portabilidade dos planos de saúde, pela qual, como já discorremos anteriormente, grupos familiares ou indivíduos poderão migrar entre planos de mesmas características, sem cumprimento de carência. Repetidas vezes apresentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como algo próximo à oitava maravilha do mundo, a portabilidade está a cada dia mais próxima de ser, exclusivamente uma ferramenta de seleção de risco financeiro.
Vejamos porque:
1. Ao incentivar a troca meramente pela expectativa financeira, a ANS está criando uma cultura anti-saúde: ao invés de buscar melhor opção de cuidados, os clientes estão sendo “doutrinados” a calcularem, sob sua opinião (pura “achometria”), qual é a melhor operadora para a “doença” do seu parente e, assim, transferi-lo para aquela empresa. Portanto, ter uma aparência de solidez, na opinião do público formada sabe-se Deus por quem, é garantia de receber sinistralidade sem colchão de liquidez;
2. As operadoras que perderem estes clientes agravados, por sua vez, promoverão verdadeiras “queimas de preços”, para manterem os que se acham hígidos. Quem sabe testemunharemos “queimas de estoque de planos” ou “liquidações de final de estação”. Onde entra a priorização da atenção à saúde?
Como a ANS pensa estar levando as operadoras a desenvolveram um Modelo de Saúde, conforme preconiza e brada em todos os seus (inúmeros) eventos?
A portabilidade não deveria ser mais uma oportunidade perdida de levarmos efetivamente para o centro das discussões na saúde suplementar, o modelo de saúde adotado pelas operadoras. Ela jamais dará os frutos de qualificação pleiteados por todos ao depositar todas as suas fichas num modelo de incentivos meramente financeiros. Pior, ela termina por punir as operadoras que desenvolvem, ou pretendiam desenvolver, ações programáticas de saúde.
Assim fica difícil entender o que deseja a ANS para este mercado. Aliás, parece às vezes que a própria agência ainda não tem claro bastante o que realmente deseja. Todas estas oportunidades desperdiçadas, cedo ou tarde, cobrarão as suas contas a todo o setor suplementar.
No próximo dia 15 de abril entra em vigor a tão anunciada portabilidade dos planos de saúde, pela qual, como já discorremos anteriormente, grupos familiares ou indivíduos poderão migrar entre planos de mesmas características, sem cumprimento de carência. Repetidas vezes apresentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como algo próximo à oitava maravilha do mundo, a portabilidade está a cada dia mais próxima de ser, exclusivamente uma ferramenta de seleção de risco financeiro.
Vejamos porque:
1. Ao incentivar a troca meramente pela expectativa financeira, a ANS está criando uma cultura anti-saúde: ao invés de buscar melhor opção de cuidados, os clientes estão sendo “doutrinados” a calcularem, sob sua opinião (pura “achometria”), qual é a melhor operadora para a “doença” do seu parente e, assim, transferi-lo para aquela empresa. Portanto, ter uma aparência de solidez, na opinião do público formada sabe-se Deus por quem, é garantia de receber sinistralidade sem colchão de liquidez;
2. As operadoras que perderem estes clientes agravados, por sua vez, promoverão verdadeiras “queimas de preços”, para manterem os que se acham hígidos. Quem sabe testemunharemos “queimas de estoque de planos” ou “liquidações de final de estação”. Onde entra a priorização da atenção à saúde?
Como a ANS pensa estar levando as operadoras a desenvolveram um Modelo de Saúde, conforme preconiza e brada em todos os seus (inúmeros) eventos?
A portabilidade não deveria ser mais uma oportunidade perdida de levarmos efetivamente para o centro das discussões na saúde suplementar, o modelo de saúde adotado pelas operadoras. Ela jamais dará os frutos de qualificação pleiteados por todos ao depositar todas as suas fichas num modelo de incentivos meramente financeiros. Pior, ela termina por punir as operadoras que desenvolvem, ou pretendiam desenvolver, ações programáticas de saúde.
Assim fica difícil entender o que deseja a ANS para este mercado. Aliás, parece às vezes que a própria agência ainda não tem claro bastante o que realmente deseja. Todas estas oportunidades desperdiçadas, cedo ou tarde, cobrarão as suas contas a todo o setor suplementar.
26 de mar. de 2009
TRISTE EXEMPLO...
Boa Noite!
Temos sido torpedeados por diversas manifestações de feministas, supostamente em defesa da "liberdade"e maior "saúde"para as mulheres, vinculando tais reinvidicações à aprovação, por exemplo, do aborto em nosso país. Por diversas vezes, neste espaço e em diversos locais sérios, temos questionado a superficialidade destes pretensos debates (de uma só voz), e a realidade da preocupação com a melhoria da saúde das mulheres brasileiras.
Pois bem, infelizmente uma pesquisa realizada pelo G1 (Globonews), aponta que entre 2004 e 2008 aumentou em 50% o percentual de mulheres brasileiras que possuem acesso (por seus planos de saúde), mas não realizaram os exames preventivos necessários a sua faixa etária. Ou seja, a partir de desculpas como "falta de tempo", a pérfida discussão que a mídia brasileira vem travando, está desviando do foco da preocupação este segmento que marcadamente dava exemplo de cuidado e percepção das necessidades básicas de saúde.
A mulher brasileira está deixando seu lugar de destaque mundial nas ações de gestão de sua saúde, para se igualar ao irresponsável segmento masculino! Quem sabe alguma feminista bradará que: não cuidar da sua saúde é um grito de liberdade feminina!
Precisamos agir rápido.
Formar uma cultura voltada para a gestão de cuidados demanda tempo, persistência e coragem. Destruir uma percepção de saúde requer apenas: uma mídia tendenciosa, uma novela das oito onde anormais bradem as modernidades e o triste espetáculo causado por estes espécimes do nada que são as feministas.
Temos sido torpedeados por diversas manifestações de feministas, supostamente em defesa da "liberdade"e maior "saúde"para as mulheres, vinculando tais reinvidicações à aprovação, por exemplo, do aborto em nosso país. Por diversas vezes, neste espaço e em diversos locais sérios, temos questionado a superficialidade destes pretensos debates (de uma só voz), e a realidade da preocupação com a melhoria da saúde das mulheres brasileiras.
Pois bem, infelizmente uma pesquisa realizada pelo G1 (Globonews), aponta que entre 2004 e 2008 aumentou em 50% o percentual de mulheres brasileiras que possuem acesso (por seus planos de saúde), mas não realizaram os exames preventivos necessários a sua faixa etária. Ou seja, a partir de desculpas como "falta de tempo", a pérfida discussão que a mídia brasileira vem travando, está desviando do foco da preocupação este segmento que marcadamente dava exemplo de cuidado e percepção das necessidades básicas de saúde.
A mulher brasileira está deixando seu lugar de destaque mundial nas ações de gestão de sua saúde, para se igualar ao irresponsável segmento masculino! Quem sabe alguma feminista bradará que: não cuidar da sua saúde é um grito de liberdade feminina!
Precisamos agir rápido.
Formar uma cultura voltada para a gestão de cuidados demanda tempo, persistência e coragem. Destruir uma percepção de saúde requer apenas: uma mídia tendenciosa, uma novela das oito onde anormais bradem as modernidades e o triste espetáculo causado por estes espécimes do nada que são as feministas.
25 de mar. de 2009
A PREVENÇÃO E O ESTUDO DE FRAMINGHAM
Boa Noite!
Framingham é uma comunidade pequena (ainda não foi elevada à condição de cidade) que se localiza no Estado americano de Massachusetts, originada de uma incorporação de terras ocorrida por volta de 1700 pelo cidadão inglês de nome Thomas Danforth, oriundo de Framlingham – Grã-Bretanha. Por volta do ano 2000, ela contava com cerca de setenta mil habitantes, distribuídos em 68 Km2 o que a torna bastante populosa.
Mas esta pacata cidade, na qual funcionam diversas corporações industriais, também é palco, desde 1948, do mais importante estudo longitudinal já realizado acerca da epidemiologia das insuficiências cardíacas (IC). Naquele ano, um grupo de pesquisadores americanos, preocupados com a crescente incidência de casos, elevação da mortalidade e, claro, aumento dos gastos com as insuficiências, reuniu-se nos arredores do lugar e deu início a esta pesquisa que já alcança gerações distintas dos indivíduos pertencentes à população acompanhada.
Já são mais de 5.209 indivíduos avaliados bienalmente desde 1948, com a inclusão dos seus filhos a partir de 1971. Todos esses acompanhamentos se reúnem numa única base de dados que vem sendo empregada para determinar a incidência e a prevalência dos casos de insuficiência cardíaca, definida com critérios clínicos e radiográficos cientificamente reconhecidos e consistentes.
Agora, uma nova divulgação deveria encher os olhos das organizações e dirigentes de saúde em nosso país: com os trabalhos de prevenção e promoção, foi possível reduzir em 50% as mortes decorrentes de problemas cardiovasculares naquela população acompanhada, entre 1968 e 2000.
Ou seja, os Estados Unidos gastaram com problemas cardiovasculares, em 1989 (fonte:http://www.tecmeddeditora.com.br/catalogo/Xtras/Medicina/859927614X_amostra.pdf), cerca de 9 bilhões de dólares. Destes, mais ou menos 2% (ou seja: 180 milhões) foi o gasto com todas as ações de promoção e prevenção realizadas naquele país. Por outro lado, daquele mesmo montante, cerca de 70%, ou seja, 6 bilhões de dólares são despesas com tratamentos hospitalares. Se considerarmos que a redução da mortalidade, e mesmo da prevalência de casos de IC nos pacientes acompanhados, tem impacto direto sobre os gastos hospitalares, bem podemos afirmar que a promoção não apenas se paga, mas gera expressiva redução de desembolsos.
Mas, então porque não se investe em promoção?
Porque a miopia gerencial daqueles que decidem sobre os orçamentos públicos e privados em nosso país, não lhes permite enxergar além da próxima apresentação de balanço aos acionistas, ou eleitores, ou seja lá quem for.
Cuida-se do agora (e mal), em detrimento de uma estabilidade futura que assegure melhores resultados em saúde e longevidade pelo equilíbrio econômico e financeiro das organizações.
A prevenção à saúde paga um alto custo por exigir, para a real compreensão de sua importância estratégica, uma capacidade gerencial e visão sistêmica acuradas e dinâmicas. O mercado de saúde brasileiro insiste no imobilismo, na repetição de velhas, surradas e malfadadas soluções que, não deram certo nos lugares onde foram aplicadas, não viabilizaram as organizações que as adotaram e nem agregaram valor ao cliente. Porém, são soluções que asseguram o próximo balanço. Após o qual, esperam tais dirigentes, poderão estar “a salvos” em outras empresas. Tão salvos quanto um campeão olímpico de natação pode se sentir, de forma equivocada, ao se descobri no centro de um TSUNAMI...
Framingham é uma comunidade pequena (ainda não foi elevada à condição de cidade) que se localiza no Estado americano de Massachusetts, originada de uma incorporação de terras ocorrida por volta de 1700 pelo cidadão inglês de nome Thomas Danforth, oriundo de Framlingham – Grã-Bretanha. Por volta do ano 2000, ela contava com cerca de setenta mil habitantes, distribuídos em 68 Km2 o que a torna bastante populosa.
Mas esta pacata cidade, na qual funcionam diversas corporações industriais, também é palco, desde 1948, do mais importante estudo longitudinal já realizado acerca da epidemiologia das insuficiências cardíacas (IC). Naquele ano, um grupo de pesquisadores americanos, preocupados com a crescente incidência de casos, elevação da mortalidade e, claro, aumento dos gastos com as insuficiências, reuniu-se nos arredores do lugar e deu início a esta pesquisa que já alcança gerações distintas dos indivíduos pertencentes à população acompanhada.
Já são mais de 5.209 indivíduos avaliados bienalmente desde 1948, com a inclusão dos seus filhos a partir de 1971. Todos esses acompanhamentos se reúnem numa única base de dados que vem sendo empregada para determinar a incidência e a prevalência dos casos de insuficiência cardíaca, definida com critérios clínicos e radiográficos cientificamente reconhecidos e consistentes.
Agora, uma nova divulgação deveria encher os olhos das organizações e dirigentes de saúde em nosso país: com os trabalhos de prevenção e promoção, foi possível reduzir em 50% as mortes decorrentes de problemas cardiovasculares naquela população acompanhada, entre 1968 e 2000.
Ou seja, os Estados Unidos gastaram com problemas cardiovasculares, em 1989 (fonte:http://www.tecmeddeditora.com.br/catalogo/Xtras/Medicina/859927614X_amostra.pdf), cerca de 9 bilhões de dólares. Destes, mais ou menos 2% (ou seja: 180 milhões) foi o gasto com todas as ações de promoção e prevenção realizadas naquele país. Por outro lado, daquele mesmo montante, cerca de 70%, ou seja, 6 bilhões de dólares são despesas com tratamentos hospitalares. Se considerarmos que a redução da mortalidade, e mesmo da prevalência de casos de IC nos pacientes acompanhados, tem impacto direto sobre os gastos hospitalares, bem podemos afirmar que a promoção não apenas se paga, mas gera expressiva redução de desembolsos.
Mas, então porque não se investe em promoção?
Porque a miopia gerencial daqueles que decidem sobre os orçamentos públicos e privados em nosso país, não lhes permite enxergar além da próxima apresentação de balanço aos acionistas, ou eleitores, ou seja lá quem for.
Cuida-se do agora (e mal), em detrimento de uma estabilidade futura que assegure melhores resultados em saúde e longevidade pelo equilíbrio econômico e financeiro das organizações.
A prevenção à saúde paga um alto custo por exigir, para a real compreensão de sua importância estratégica, uma capacidade gerencial e visão sistêmica acuradas e dinâmicas. O mercado de saúde brasileiro insiste no imobilismo, na repetição de velhas, surradas e malfadadas soluções que, não deram certo nos lugares onde foram aplicadas, não viabilizaram as organizações que as adotaram e nem agregaram valor ao cliente. Porém, são soluções que asseguram o próximo balanço. Após o qual, esperam tais dirigentes, poderão estar “a salvos” em outras empresas. Tão salvos quanto um campeão olímpico de natação pode se sentir, de forma equivocada, ao se descobri no centro de um TSUNAMI...
24 de mar. de 2009
VERSATILIDADE NA CRISE
Boa Noite!
As situações de crise devem levar os gestores a exercerem na plenitude duas de suas características mais importantes: a tolerância às frustrações e a versatilidade. Ser tolerante num momento em que tudo nos é negado, os recursos somem, os clientes param de comprar seus produtos, e o governo brasileiro nem se mexe para rever o cruel quadro tributário, parece ser um escudo oportuno de se erguer.
Mas é a versatilidade que propicia a saída, a retomada das ações de conquista de clientes, em suma a sobrevivência.
Versatilidade na gestão sempre deve significar a capacidade de diversificar, de usar ao máximo seus conhecimentos, saberes, habilidades, aptidões, tudo de tal forma que momentos de aparente risco sejam, também, fornecedores de grandes oportunidades.
Um exemplo de versatilidade na crise é o do borracheiro soteropolitano que, antevendo os reflexos dela (da marolinha) sobre o setor em que atua, diversificou: durante o dia, sua borracharia funciona como tal, cheia de pneus e colas, tanques de água e por aí vai; mas, à noite, se transforma no “Bar da Borracharia” (fonte: www.jblog.com.br) e, segundo a imprensa, ponto obrigatório da noitada em Salvador (BA).
O borracheiro-empresário percebeu a crise como algo que impacta, deve preocupar e, jamais, poderia ser minimizada como o fez de maneira irresponsável o Grande Irmão Petista. Mas isso não lhe serviu de trava, ou de desculpa para chorar. E sim, de combustível para vislumbrar outra possibilidade de negócio.
O apelo ao inusitado é forte componente de atração nos freqüentadores da vida noturna. E será que um bar dentro de uma borracharia encontra concorrente quanto ao inusitado?
Pensar estratégico é pensar de forma criativa e com foco nos resultados em caminhos diversos daqueles que trilhávamos nas condições normais de temperatura e pressão. A versatilidade se resume em usar todo o manancial de conhecimento e a experiência acumulada na vida pessoal e profissional.
Em tempos de crise, mais versatilidade e menos livros construídos em cima de chavões! Mais foco no cliente, nas delicadas mudanças de humores que as crises provocam neles, e menos discursos empolados e, geralmente, vazios de resultados!
As situações de crise devem levar os gestores a exercerem na plenitude duas de suas características mais importantes: a tolerância às frustrações e a versatilidade. Ser tolerante num momento em que tudo nos é negado, os recursos somem, os clientes param de comprar seus produtos, e o governo brasileiro nem se mexe para rever o cruel quadro tributário, parece ser um escudo oportuno de se erguer.
Mas é a versatilidade que propicia a saída, a retomada das ações de conquista de clientes, em suma a sobrevivência.
Versatilidade na gestão sempre deve significar a capacidade de diversificar, de usar ao máximo seus conhecimentos, saberes, habilidades, aptidões, tudo de tal forma que momentos de aparente risco sejam, também, fornecedores de grandes oportunidades.
Um exemplo de versatilidade na crise é o do borracheiro soteropolitano que, antevendo os reflexos dela (da marolinha) sobre o setor em que atua, diversificou: durante o dia, sua borracharia funciona como tal, cheia de pneus e colas, tanques de água e por aí vai; mas, à noite, se transforma no “Bar da Borracharia” (fonte: www.jblog.com.br) e, segundo a imprensa, ponto obrigatório da noitada em Salvador (BA).
O borracheiro-empresário percebeu a crise como algo que impacta, deve preocupar e, jamais, poderia ser minimizada como o fez de maneira irresponsável o Grande Irmão Petista. Mas isso não lhe serviu de trava, ou de desculpa para chorar. E sim, de combustível para vislumbrar outra possibilidade de negócio.
O apelo ao inusitado é forte componente de atração nos freqüentadores da vida noturna. E será que um bar dentro de uma borracharia encontra concorrente quanto ao inusitado?
Pensar estratégico é pensar de forma criativa e com foco nos resultados em caminhos diversos daqueles que trilhávamos nas condições normais de temperatura e pressão. A versatilidade se resume em usar todo o manancial de conhecimento e a experiência acumulada na vida pessoal e profissional.
Em tempos de crise, mais versatilidade e menos livros construídos em cima de chavões! Mais foco no cliente, nas delicadas mudanças de humores que as crises provocam neles, e menos discursos empolados e, geralmente, vazios de resultados!
22 de mar. de 2009
FUNCIONÁRIOS DE CAMISOLA
Bom Dia!
Na última sexta-feira, dia 20 de março, os jornais do Rio de Janeiro divulgaram uma
notícia tristemente interessante: o treinador Roberto Fernandes, do Figueirense, valoroso
clube de Santa Catarina, criou uma forma, digamos, inusitada de punir os atletas que tiverem
um mau desempenho, ou forem relapsos com suas obrigações de atleta: fazê-los treinarem de
camisola rosa no dia seguinte.
Como o meio esportivo é recheado de machões, vestir camisola e ainda mais rosa afeta diretamente
o atleta, chega mesmo a humilhá-lo e, assim, pensa o vetusto treinador, deverá provocar nele uma
mudança de postura e de vida. Percebe-se que é mais uma das inúmeras ações de "boa intenção" que
ultimamente pululam a realidade empresarial brasileira.
Claro, o treinador pensou em diversos aspectos, exceto num: a integridade e o respeito ao ser humano,
ocasionalmente atleta daquele clube. Mas essa é uma triste constatação contemporânea: em nome da
racionalidade, ou do comprometimento sistêmico, ou da dedicação profissional, ou de qualquer um
dos jargões usados por dirigentes incompetentes e mal preparados tecnicamente, atacam-se os funcionários,
desmotivam-nos, afetam sua segurança e amor-próprios e, depois desta avalanche massacrante, espera-se
deles uma maior produtividade! Mais resultados, dizem, são oriundos de maior quantidade de... mau-trato!
Está errada esta vertente empresarial! Estão errados os que nela acreditam!
Tratar de forma humilhante os funcionário não traz produtividade, e sim o pior tipo de inimigo que uma empresa pode ter: funcionários insatisfeitos são silenciosos inimigos.
Na última sexta-feira, dia 20 de março, os jornais do Rio de Janeiro divulgaram uma
notícia tristemente interessante: o treinador Roberto Fernandes, do Figueirense, valoroso
clube de Santa Catarina, criou uma forma, digamos, inusitada de punir os atletas que tiverem
um mau desempenho, ou forem relapsos com suas obrigações de atleta: fazê-los treinarem de
camisola rosa no dia seguinte.
Como o meio esportivo é recheado de machões, vestir camisola e ainda mais rosa afeta diretamente
o atleta, chega mesmo a humilhá-lo e, assim, pensa o vetusto treinador, deverá provocar nele uma
mudança de postura e de vida. Percebe-se que é mais uma das inúmeras ações de "boa intenção" que
ultimamente pululam a realidade empresarial brasileira.
Claro, o treinador pensou em diversos aspectos, exceto num: a integridade e o respeito ao ser humano,
ocasionalmente atleta daquele clube. Mas essa é uma triste constatação contemporânea: em nome da
racionalidade, ou do comprometimento sistêmico, ou da dedicação profissional, ou de qualquer um
dos jargões usados por dirigentes incompetentes e mal preparados tecnicamente, atacam-se os funcionários,
desmotivam-nos, afetam sua segurança e amor-próprios e, depois desta avalanche massacrante, espera-se
deles uma maior produtividade! Mais resultados, dizem, são oriundos de maior quantidade de... mau-trato!
Está errada esta vertente empresarial! Estão errados os que nela acreditam!
Tratar de forma humilhante os funcionário não traz produtividade, e sim o pior tipo de inimigo que uma empresa pode ter: funcionários insatisfeitos são silenciosos inimigos.
20 de mar. de 2009
ABAIXO AS GENERALIZAÇÕES!
Boa Noite!
Os jornais brasileiros reproduzem hoje uma pesquisa efetuada nos EUA, pelo periódico USA Today, e que pergunta aos americanos: “Você acha que as pessoas de Wall Street são tão honestas e éticas quanto as demais?”. O resultado em 2006 (antes da crise do SUBPRIME), foi de 41% como SIM (ou seja, eles acreditavam). E a última, efetuada na semana passada, alcançou o recorde negativo: apenas 26%, numa manifestação preocupante de descrédito e generalização.
O descrédito é esperado, uma vez que se incentivou largamente aos pequenos e médios investidores, a compra de papéis destas empresas envolvidas na irresponsável ciranda de crédito que originou esta crise mundial. Mais ainda, quando se têm executivos insensíveis ao momento, exigindo pagamentos de altíssimos bônus com dinheiro público, oriundo da taxação dos cidadãos que eles próprios deveriam ter cuidado, podemos esperar que o sistema esteja, no mínimo, destroçado em sua credibilidade.
Mas a generalização é que preocupa.
Primeiro, porque como toda unanimidade, a generalização de uma opinião ou de um conceito, sem buscar identificar as nuances do fato, a participação dos agentes e as responsabilidades específicas, é burra.
Segundo: ao se transformar todas as empresas e/ou todos os executivos numa mesma massa desinforme e rotulada de desonestos, chega-se à encruzilhada crucial: para onde irão as reservas e restantes de investimentos? Quem cuidará da poupança? Será que ainda existe (afora os fãs de Chávez e demais ditadores da espécie) alguém que acredita ser o inchaço do Estado a solução para alguma coisa?
O setor financeiro é mais um setor estratégico em uma nação. Seja ela desenvolvida ou não. Ele não é um setor “especial”, não deve receber mimos e nem privilégios. Mas deve ter garantido o seu direito de atuar, captar e financiar todos os setores produtivos da nação.
Para que isto funcione, punam-se os infratores. Aliás, bandido não deveria ter distinção, exceto quanto ao agravamento da pena por ter maior formação e capacitação (e não ao contrário).
Daí a se generalizar o que ocorreu traz sérios riscos à economia americana e, por reflexo direto e indireto, à estabilidade econômica mundial, já tão difícil na atual conjuntura. Por outro lado, este tipo de sentimento, bastante alimentado pela mídia sensacionalista, faz com que o Sr. Obama pose de super-herói, o que absolutamente ele não é. Aliás, o Presidente americano, até agora, tem procurado jogar para a platéia, agradar no presente e tem deixado o futuro para depois. Como qualquer adolescente irresponsável, coisa que ele certamente não mais o é, deveríamos perguntar: quando Obama resolver pensar em ações voltadas para o futuro, ainda dará tempo de se falar em futuro?
Ter cuidado com generalizações, vigiá-las e evitá-las é receita de bolo para gestores: antiga, bastante conhecida, mas certamente insubstituível.
Os jornais brasileiros reproduzem hoje uma pesquisa efetuada nos EUA, pelo periódico USA Today, e que pergunta aos americanos: “Você acha que as pessoas de Wall Street são tão honestas e éticas quanto as demais?”. O resultado em 2006 (antes da crise do SUBPRIME), foi de 41% como SIM (ou seja, eles acreditavam). E a última, efetuada na semana passada, alcançou o recorde negativo: apenas 26%, numa manifestação preocupante de descrédito e generalização.
O descrédito é esperado, uma vez que se incentivou largamente aos pequenos e médios investidores, a compra de papéis destas empresas envolvidas na irresponsável ciranda de crédito que originou esta crise mundial. Mais ainda, quando se têm executivos insensíveis ao momento, exigindo pagamentos de altíssimos bônus com dinheiro público, oriundo da taxação dos cidadãos que eles próprios deveriam ter cuidado, podemos esperar que o sistema esteja, no mínimo, destroçado em sua credibilidade.
Mas a generalização é que preocupa.
Primeiro, porque como toda unanimidade, a generalização de uma opinião ou de um conceito, sem buscar identificar as nuances do fato, a participação dos agentes e as responsabilidades específicas, é burra.
Segundo: ao se transformar todas as empresas e/ou todos os executivos numa mesma massa desinforme e rotulada de desonestos, chega-se à encruzilhada crucial: para onde irão as reservas e restantes de investimentos? Quem cuidará da poupança? Será que ainda existe (afora os fãs de Chávez e demais ditadores da espécie) alguém que acredita ser o inchaço do Estado a solução para alguma coisa?
O setor financeiro é mais um setor estratégico em uma nação. Seja ela desenvolvida ou não. Ele não é um setor “especial”, não deve receber mimos e nem privilégios. Mas deve ter garantido o seu direito de atuar, captar e financiar todos os setores produtivos da nação.
Para que isto funcione, punam-se os infratores. Aliás, bandido não deveria ter distinção, exceto quanto ao agravamento da pena por ter maior formação e capacitação (e não ao contrário).
Daí a se generalizar o que ocorreu traz sérios riscos à economia americana e, por reflexo direto e indireto, à estabilidade econômica mundial, já tão difícil na atual conjuntura. Por outro lado, este tipo de sentimento, bastante alimentado pela mídia sensacionalista, faz com que o Sr. Obama pose de super-herói, o que absolutamente ele não é. Aliás, o Presidente americano, até agora, tem procurado jogar para a platéia, agradar no presente e tem deixado o futuro para depois. Como qualquer adolescente irresponsável, coisa que ele certamente não mais o é, deveríamos perguntar: quando Obama resolver pensar em ações voltadas para o futuro, ainda dará tempo de se falar em futuro?
Ter cuidado com generalizações, vigiá-las e evitá-las é receita de bolo para gestores: antiga, bastante conhecida, mas certamente insubstituível.
18 de mar. de 2009
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA
Boa Noite!
Eis uma oportunidade imperdível para todos nós, meros eleitores e vítimas perpétuas do Imposto de Renda, de ajudarmos nossos queridos políticos a tomarem decisões corretas:
"Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas."
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis... Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil. SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM). E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE...
Eis uma oportunidade imperdível para todos nós, meros eleitores e vítimas perpétuas do Imposto de Renda, de ajudarmos nossos queridos políticos a tomarem decisões corretas:
"Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas."
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis... Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil. SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM). E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE...
17 de mar. de 2009
UM MERCADO QUE NÃO QUEBRA PARADIGMAS
Boa Noite!
A cada rodada de divulgação, por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar, dos números que, segundo ela, refletem a situação do Setor de Saúde Suplementar em nosso país, fico mais preocupado com meu emprego e o futuro de milhares outros postos de trabalho daqueles que nele atuam. De fato, no momento em que a agência descobriu ser uma seguradora (pertencente a um banco) o melhor plano do país, e uma das vertentes de avaliação ser a oferta de ações de promoção e prevenção à saúde, fico perguntando até que ponto a ANS tem sido justa com as demais empresas que desejam sobreviver.
Por outro lado até que ponto as operadoras estão realmente desejosas de encontrara novos caminhos para a longevidade que envolvam, definitivamente, intervenções em saúde e não apenas medidas voltadas ao risco financeiro que, tal qual chamas de uma fogueira, possuem brilho momentâneo e fulgaz.
É a velha, batida e repetida história do Paradigma. Todos concordam que devem ser atualizados, revistos, evoluídos. Todos repetem à exaustão, em especial nos eventos e encontros com seus subordinados que o sucesso está ligado a sua quebra. Todos gastam muito dinheiro com publicações e folders onde traçam em longas linhas as melhoras formas de quebrar os superados paradigmase construir outros fundados em sólida análise de cenário.
Tudo muito belo, mas... real? De verdade queremos transformar nossas ações de gestão em atualizações e novas contextualizações dos velhos princípios que inculcamos em nossos primeiros passos comoa dministradores? Ou somos reféns de nossos discursos vazios, pois feitos sob a égide de valores que não acreditamos?
O mercado de saúde brasileiro, público e privado, está cheio de oradores brilhantes. Pena que falte em muitos a humildade do aprendizado, caminho único para o crescimento profissional do gestor, bem como a fé em seus discursos, pressuposto básico para que suas ações coincidam com suas palavras. O mercado parece não querer quebrar seus velhos e ultrapassados paradigmas, mesmo sabendo que esta teimosia fará que tais paradigmas quebrem o mercado brasileiro.
A cada rodada de divulgação, por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar, dos números que, segundo ela, refletem a situação do Setor de Saúde Suplementar em nosso país, fico mais preocupado com meu emprego e o futuro de milhares outros postos de trabalho daqueles que nele atuam. De fato, no momento em que a agência descobriu ser uma seguradora (pertencente a um banco) o melhor plano do país, e uma das vertentes de avaliação ser a oferta de ações de promoção e prevenção à saúde, fico perguntando até que ponto a ANS tem sido justa com as demais empresas que desejam sobreviver.
Por outro lado até que ponto as operadoras estão realmente desejosas de encontrara novos caminhos para a longevidade que envolvam, definitivamente, intervenções em saúde e não apenas medidas voltadas ao risco financeiro que, tal qual chamas de uma fogueira, possuem brilho momentâneo e fulgaz.
É a velha, batida e repetida história do Paradigma. Todos concordam que devem ser atualizados, revistos, evoluídos. Todos repetem à exaustão, em especial nos eventos e encontros com seus subordinados que o sucesso está ligado a sua quebra. Todos gastam muito dinheiro com publicações e folders onde traçam em longas linhas as melhoras formas de quebrar os superados paradigmase construir outros fundados em sólida análise de cenário.
Tudo muito belo, mas... real? De verdade queremos transformar nossas ações de gestão em atualizações e novas contextualizações dos velhos princípios que inculcamos em nossos primeiros passos comoa dministradores? Ou somos reféns de nossos discursos vazios, pois feitos sob a égide de valores que não acreditamos?
O mercado de saúde brasileiro, público e privado, está cheio de oradores brilhantes. Pena que falte em muitos a humildade do aprendizado, caminho único para o crescimento profissional do gestor, bem como a fé em seus discursos, pressuposto básico para que suas ações coincidam com suas palavras. O mercado parece não querer quebrar seus velhos e ultrapassados paradigmas, mesmo sabendo que esta teimosia fará que tais paradigmas quebrem o mercado brasileiro.
13 de mar. de 2009
OS SUBTERRÂNEOS DO ABORTO
Boa Noite!
Alguns setores da sociedade brasileira estão requerendo junto ao Congresso Nacional a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Aborto. Fundamentam o pedido no fato de que todos os órgãos que defendem este ato criminoso atestam ser realizados milhares de abortos clandestinos em nosso país, com seqüelas para as mulheres, muitas delas irreversíveis.
Existe, também, todo um interesse no aspecto de materiais necessários para a realização de um procedimento abortivo, além de medicamentos que serão ministrados às pacientes, em diversos casos para o restante de suas vidas. Ou seja, há interesses ainda não bem quantificados e esclarecidos em toda esta questão.
Portanto, se o país deseja debater abertamente a questão do aborto, nada melhor do que fazê-lo no Poder Republicano onde um projeto de lei sobre o tema irá transitar e ser votado.
Parece razoável a propositura e com certeza de origem, ou ao menos aceita por todos os grupos e movimentos pró-aborto existentes no país, certo? Errado.
As manifestações dos grupos pró-aborto são CONTRÁRIAS ao debate público acerca do aborto, em especial num lugar onde sejam televisionados em cadeia nacional! Pasmem vocês, mas já há declarações de associações feministas manifestando-se contra a instalação da CPI do Aborto. Chegam mesmo a dizer que ela se trata da “CPI da excomunhão”, numa grosseira manifestação de que as repetidas alegações de defesa das mulheres por tais grupos pode não ser bem “reais”.
O que temem tais grupos ao se oporem a este debate? A resposta é simples: enquanto se discute o aborto a partir de frases e chavões repetidos por “lideranças” bastante desconhecidas, em horários nobres bastante direcionados a apoiá-las, não se está informando a população e sim deformando as verdades acerca deste crime.
Se o debate vai a público, ao menos aqueles defensores da vida terão condições de mostrar e demonstrar os equívocos, as falsas alegações e, principalmente, as mentiras sobre a liberdade, melhoria de saúde e outras bobagens que se pretende associar ao aborto.
Também serão demonstrados os reais interesses subterrâneos da indústria do aborto. Os ganhos financeiros para diversos envolvidos na questão. Aliás, no aborto, somente duas pessoas perdem: a criança, condenada à morte sem direito de defesa, sem piedade e sem alternativa; e a mulher que induzida a praticá-lo para ter uma vida “melhor”(sic), descobre após o ato violento, a dura, solitária e cruel realidade de se enfrentar as seqüelas pós-abortivas.
Por que os grupos defensores temem o debate público? Porque sabem que a população pode até ser enganada um bom tempo, com o auxílio da mídia interessada na legalização deste crime, mas que o povo jamais será iludido após travar conhecimento real com o mundo violento e sanguinário que está ligado à prática abortiva.
Alguns setores da sociedade brasileira estão requerendo junto ao Congresso Nacional a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Aborto. Fundamentam o pedido no fato de que todos os órgãos que defendem este ato criminoso atestam ser realizados milhares de abortos clandestinos em nosso país, com seqüelas para as mulheres, muitas delas irreversíveis.
Existe, também, todo um interesse no aspecto de materiais necessários para a realização de um procedimento abortivo, além de medicamentos que serão ministrados às pacientes, em diversos casos para o restante de suas vidas. Ou seja, há interesses ainda não bem quantificados e esclarecidos em toda esta questão.
Portanto, se o país deseja debater abertamente a questão do aborto, nada melhor do que fazê-lo no Poder Republicano onde um projeto de lei sobre o tema irá transitar e ser votado.
Parece razoável a propositura e com certeza de origem, ou ao menos aceita por todos os grupos e movimentos pró-aborto existentes no país, certo? Errado.
As manifestações dos grupos pró-aborto são CONTRÁRIAS ao debate público acerca do aborto, em especial num lugar onde sejam televisionados em cadeia nacional! Pasmem vocês, mas já há declarações de associações feministas manifestando-se contra a instalação da CPI do Aborto. Chegam mesmo a dizer que ela se trata da “CPI da excomunhão”, numa grosseira manifestação de que as repetidas alegações de defesa das mulheres por tais grupos pode não ser bem “reais”.
O que temem tais grupos ao se oporem a este debate? A resposta é simples: enquanto se discute o aborto a partir de frases e chavões repetidos por “lideranças” bastante desconhecidas, em horários nobres bastante direcionados a apoiá-las, não se está informando a população e sim deformando as verdades acerca deste crime.
Se o debate vai a público, ao menos aqueles defensores da vida terão condições de mostrar e demonstrar os equívocos, as falsas alegações e, principalmente, as mentiras sobre a liberdade, melhoria de saúde e outras bobagens que se pretende associar ao aborto.
Também serão demonstrados os reais interesses subterrâneos da indústria do aborto. Os ganhos financeiros para diversos envolvidos na questão. Aliás, no aborto, somente duas pessoas perdem: a criança, condenada à morte sem direito de defesa, sem piedade e sem alternativa; e a mulher que induzida a praticá-lo para ter uma vida “melhor”(sic), descobre após o ato violento, a dura, solitária e cruel realidade de se enfrentar as seqüelas pós-abortivas.
Por que os grupos defensores temem o debate público? Porque sabem que a população pode até ser enganada um bom tempo, com o auxílio da mídia interessada na legalização deste crime, mas que o povo jamais será iludido após travar conhecimento real com o mundo violento e sanguinário que está ligado à prática abortiva.
12 de mar. de 2009
O PIOR JÁ PASSOU...
Boa Noite!
Em todos estes anos como administrador, nas áreas financeira e saúde, mudei completamente a minha percepção acerca desta frase, que uso como título hoje e que foi proferida ontem pelo Sr. Presidente da República. Ele, o Grande Irmão, se referia a sua mais recente avaliação da crise mundial.
Explico-me: ao ser questionado acerca do enorme tombo que tomou a economia brasileira no último trimestre de 2008, queda de 3,6%, o ilustre político, que já havia chamado a crise de “marolinha”, agora trata-a como coisa pertencente ao passado.
E aí eu fui pensar no que significa “o pior já passou”. Descobri que, mais uma vez, nosso Presidente comete dois equívocos:
1. A crise não passou. Ela está sendo combatida de forma séria, e diria mesmo ousada, por países que projetam melhor seus reflexos do que o nosso, e temem que a armadilha do consumo que vêm montando há décadas, caia-lhe agora em suas cabeças. Por isso, os governos não temem torrar suas reservas para manter empregos, evitar um depressão econômica e o surgimento de golpistas políticos tão comuns nestes instantes. Infelizmente, em nosso país, toda a “marolinha” tem sido sustentada, basicamente, pela legislação de fiscalização e controle bancário criada pelo então Presidente FHC, nos idos anos 90. Medidas efetivas e estruturais do governo, tímidas e muito localizadas.
2. O que é o pior para ele, pode não ser para nós. E aí gostaria de me deter no setor saúde suplementar. É de ficar estarrecido como os gestores estratégicos, público e privados, estão omissos na discussão da crise da Saúde, e dos reflexos diretos e indiretos que a falta de crédito trará, agora e depois para tão combalido setor nacional. Poucas foram as iniciativas e superficiais as análises.
A concentração que já é um fato concreto aumenta, e o desenvolvimento de especializações e competências continua solenemente ignorado. A guerra por preços persiste e tudo continua, como se tudo estivesse igual a antes.
Este é o grande problema da nova frase do Grande Irmão: pior em que referência? Com base em que parâmetros?
Dizer que o desemprego cresceu “apenas” 1 ou 2% parece ser bem pouco para leitores e ouvintes incautos ou desatentos, exceto para os milhares de trabalhadores e pais de família que estão inseridos neste percentual.
Nossos líderes continuam a querer vencer a crise com seus retóricos e retumbantes discursos. Nesta altura do campeonato, a falta de decisões e ações é tão grande que só nos resta rezar para que os líderes mundiais que estão trabalhando com afinco no seu combate acertem e, ao fazê-lo, aliviem a enorme omissão que rola em nosso país.
Em todos estes anos como administrador, nas áreas financeira e saúde, mudei completamente a minha percepção acerca desta frase, que uso como título hoje e que foi proferida ontem pelo Sr. Presidente da República. Ele, o Grande Irmão, se referia a sua mais recente avaliação da crise mundial.
Explico-me: ao ser questionado acerca do enorme tombo que tomou a economia brasileira no último trimestre de 2008, queda de 3,6%, o ilustre político, que já havia chamado a crise de “marolinha”, agora trata-a como coisa pertencente ao passado.
E aí eu fui pensar no que significa “o pior já passou”. Descobri que, mais uma vez, nosso Presidente comete dois equívocos:
1. A crise não passou. Ela está sendo combatida de forma séria, e diria mesmo ousada, por países que projetam melhor seus reflexos do que o nosso, e temem que a armadilha do consumo que vêm montando há décadas, caia-lhe agora em suas cabeças. Por isso, os governos não temem torrar suas reservas para manter empregos, evitar um depressão econômica e o surgimento de golpistas políticos tão comuns nestes instantes. Infelizmente, em nosso país, toda a “marolinha” tem sido sustentada, basicamente, pela legislação de fiscalização e controle bancário criada pelo então Presidente FHC, nos idos anos 90. Medidas efetivas e estruturais do governo, tímidas e muito localizadas.
2. O que é o pior para ele, pode não ser para nós. E aí gostaria de me deter no setor saúde suplementar. É de ficar estarrecido como os gestores estratégicos, público e privados, estão omissos na discussão da crise da Saúde, e dos reflexos diretos e indiretos que a falta de crédito trará, agora e depois para tão combalido setor nacional. Poucas foram as iniciativas e superficiais as análises.
A concentração que já é um fato concreto aumenta, e o desenvolvimento de especializações e competências continua solenemente ignorado. A guerra por preços persiste e tudo continua, como se tudo estivesse igual a antes.
Este é o grande problema da nova frase do Grande Irmão: pior em que referência? Com base em que parâmetros?
Dizer que o desemprego cresceu “apenas” 1 ou 2% parece ser bem pouco para leitores e ouvintes incautos ou desatentos, exceto para os milhares de trabalhadores e pais de família que estão inseridos neste percentual.
Nossos líderes continuam a querer vencer a crise com seus retóricos e retumbantes discursos. Nesta altura do campeonato, a falta de decisões e ações é tão grande que só nos resta rezar para que os líderes mundiais que estão trabalhando com afinco no seu combate acertem e, ao fazê-lo, aliviem a enorme omissão que rola em nosso país.
11 de mar. de 2009
CINTURA DE PILÃO
Boa Noite!
“Vem cá cintura fina, cintura de pilão, cintura de menina, vem cá meu coração!”
Estes versos foram imortalizados na voz pessoal e marcante do cantor Luiz Gonzaga, um dos maiores divulgadores das tradições, costumes e cultura nordestinas. Eles davam um destaque todo especial, e bastante em voga àquela época (décadas de 50 e 60), à beleza apresentada pelas mulheres de... cintura fina! Bom, vaidades à parte, e respectivas preferências, a questão da cintura fina voltou à tona associada a uma discussão atual, crescente e preocupante na saúde coletiva: a obesidade.
O aumento das reservas de gordura no corpo, para além das quantidades necessárias ao seu funcionamento e defesa, implicando em riscos e doenças que podem levar à morte, é uma das mais sucintas definições do que seja a OBESIDADE.
Ela está associada principalmente a fatores culturais e alimentares e, por isso, encontra-se em franca ascendência nos países ditos desenvolvidos. A geração coca-cola, ou fast-food, ou on-line, tem se mexido e praticado exercícios cada vez menos, tornando-se obesa cada vez mais.
É neste foco que gostaria de destacar a questão da cintura e do acúmulo de gordura nesta região. Durante muitos anos a preocupação central no controle da obesidade esteve relacionada ao acompanhamento do IMC (ou índice de massa corporal). Este indicador, que é resultado da divisão do peso de uma pessoa pelo quadrado de sua altura, expressa uma relação que devidamente tabelada levou, por muitos anos, os médicos e demais técnicos da saúde a focarem sua gestão de cuidados em pacientes com IMC igual ou superior a 30 (obesidade).
Porém, há algum tempo, a ciência detectou que situações existem onde apenas esta relação não caracteriza um problema de obesidade (por exemplo em atletas com massa muscular bem desenvolvida), ou pior, mascaram outros problemas em pessoas com IMC abaixo de 30.
Daí a identificação e atual preocupação com a chamada OBESIDADE CENTRAL (ou popularmente, a circunferência da cintura). A concentração de gordura na cintura que atinge principalmente os homens (a famosa barriga de maça), está diretamente relacionada ao surgimento de agravos cardiológicos e da mortalidade nestes pacientes.
A circunferência absoluta (>102 cm para homens e >88 cm para mulheres) e o índice cintura-quadril (>0.9 para homens e >0.85 para mulheres) são, ambos, utilizados como medidas da obesidade central. Esta situação é mais do que alarmante, em especial quando percebemos seu surgimento dentre as crianças e adolescentes.
"A obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos no Brasil, acusa a nutricionista Sylvia Elisabeth Sanner, de São Paulo. Entre as principais consequências, ela cita aumento de casos de diabetes e problemas cardiovasculares, além do aumento dos níveis de colesterol e triglicérides. De acordo com o médico-nutricionista Fábio Ancona Lopez, vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a obesidade infantil já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras. Independente das cifras, o médico argentino Júlio Ribeiro afirma, categórico, que a obesidade é uma das piores aquisições da civilização” (Fonte: http://boasaude.uol.com.br)
Esta questão de saúde não é objeto de ações concretas por parte das operadoras de saúde que continuam se omitindo em discutirem seus futuros e os de seus clientes. Por outro lado, apenas ações curativas dissociadas à reeducação alimentar familiar e escolar, tampouco serão capazes de reverter a curva de crescimento desta catástrofe contemporânea.
Por isso, dá-lhe cintura fina! O pilão é um instrumento usado na cozinha, para moer ingredientes culinários e que possui duas pontas bem cheias e o meio bem fino. A cintura fina, hoje, não é mais beleza e nem apenas vaidade, e sim uma necessidade em Saúde.
“Vem cá cintura fina, cintura de pilão, cintura de menina, vem cá meu coração!”
Estes versos foram imortalizados na voz pessoal e marcante do cantor Luiz Gonzaga, um dos maiores divulgadores das tradições, costumes e cultura nordestinas. Eles davam um destaque todo especial, e bastante em voga àquela época (décadas de 50 e 60), à beleza apresentada pelas mulheres de... cintura fina! Bom, vaidades à parte, e respectivas preferências, a questão da cintura fina voltou à tona associada a uma discussão atual, crescente e preocupante na saúde coletiva: a obesidade.
O aumento das reservas de gordura no corpo, para além das quantidades necessárias ao seu funcionamento e defesa, implicando em riscos e doenças que podem levar à morte, é uma das mais sucintas definições do que seja a OBESIDADE.
Ela está associada principalmente a fatores culturais e alimentares e, por isso, encontra-se em franca ascendência nos países ditos desenvolvidos. A geração coca-cola, ou fast-food, ou on-line, tem se mexido e praticado exercícios cada vez menos, tornando-se obesa cada vez mais.
É neste foco que gostaria de destacar a questão da cintura e do acúmulo de gordura nesta região. Durante muitos anos a preocupação central no controle da obesidade esteve relacionada ao acompanhamento do IMC (ou índice de massa corporal). Este indicador, que é resultado da divisão do peso de uma pessoa pelo quadrado de sua altura, expressa uma relação que devidamente tabelada levou, por muitos anos, os médicos e demais técnicos da saúde a focarem sua gestão de cuidados em pacientes com IMC igual ou superior a 30 (obesidade).
Porém, há algum tempo, a ciência detectou que situações existem onde apenas esta relação não caracteriza um problema de obesidade (por exemplo em atletas com massa muscular bem desenvolvida), ou pior, mascaram outros problemas em pessoas com IMC abaixo de 30.
Daí a identificação e atual preocupação com a chamada OBESIDADE CENTRAL (ou popularmente, a circunferência da cintura). A concentração de gordura na cintura que atinge principalmente os homens (a famosa barriga de maça), está diretamente relacionada ao surgimento de agravos cardiológicos e da mortalidade nestes pacientes.
A circunferência absoluta (>102 cm para homens e >88 cm para mulheres) e o índice cintura-quadril (>0.9 para homens e >0.85 para mulheres) são, ambos, utilizados como medidas da obesidade central. Esta situação é mais do que alarmante, em especial quando percebemos seu surgimento dentre as crianças e adolescentes.
"A obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos no Brasil, acusa a nutricionista Sylvia Elisabeth Sanner, de São Paulo. Entre as principais consequências, ela cita aumento de casos de diabetes e problemas cardiovasculares, além do aumento dos níveis de colesterol e triglicérides. De acordo com o médico-nutricionista Fábio Ancona Lopez, vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a obesidade infantil já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras. Independente das cifras, o médico argentino Júlio Ribeiro afirma, categórico, que a obesidade é uma das piores aquisições da civilização” (Fonte: http://boasaude.uol.com.br)
Esta questão de saúde não é objeto de ações concretas por parte das operadoras de saúde que continuam se omitindo em discutirem seus futuros e os de seus clientes. Por outro lado, apenas ações curativas dissociadas à reeducação alimentar familiar e escolar, tampouco serão capazes de reverter a curva de crescimento desta catástrofe contemporânea.
Por isso, dá-lhe cintura fina! O pilão é um instrumento usado na cozinha, para moer ingredientes culinários e que possui duas pontas bem cheias e o meio bem fino. A cintura fina, hoje, não é mais beleza e nem apenas vaidade, e sim uma necessidade em Saúde.
10 de mar. de 2009
ABORTO E MENTIRAS
Boa Noite!
O que você pensaria se escutasse as seguintes sugestões:
1. para reduzir a violência e as mortes causadas pelas balas perdidas, a polícia passa a ter o direito de atirar em qualquer transeunte que aparente ser suspeito, sem perguntar nada antes, sem revistá-lo, enfim... mirar e apontar, perguntar depois (se o alvo ainda estiver vivo);
2. para reduzir a dependência química suspender a fabricação e comercialização de qualquer droga artificial que possa ser usada para tal, tais como medicações analgésicas, oncológicas, etc. Não interessa os que delas dependem, pois deseja-se o bem da parcela maior da população.
Parecem absurdas? E realmente são. Quando falamos de violência urbana, a ela devemos sempre associar questões estruturais de maior complexidade e pouca visibilidade, tais como: a violência doméstica contra as crianças, a falta de ensino dos princípios e verdades morais nas escolas, a exclusão social, a perda da Fé e sua substituição por uma ânsia de consumir e TER mais do que SER.
Todos nós, corretamente diríamos que não se pode conter a violência urbana dando maior poder à polícia para praticar outra forma de violência. É lógico, é sensato, é humano afirmar-se isto e defender-se um outro caminho.
Por outro lado, querer reduzir os drogados prejudicando o consumo de medicações daqueles que sentem dor, que necessitam de forma quase que trágica destas drogas lícitas, chega a soar um absurdo! Claro, a vida humana tem que estar sempre no centro das ações de saúde, das políticas governamentais, das prioridades dos gestores públicos do nosso país.
Se há um problema causado pela droga, que se ataquem as causas, aumente-se a educação e se procure tornar menos “atraente” o terrível mundo das drogas. Quantas vezes ouvimos especialistas e membros da sociedade clamarem contra a repressão desencadeada contra o viciado: “Ele é uma vítima”, “Já não pode mais expressar suas vontades, deve ser tratado e não castigado”, e por ai vai. Inúmeras vezes se falou da proteção a tantos jovens que se tornaram indefesos pela maldita dependência criada pelas drogas.
Chega a dar uma impressão de que somos coerentes, que conseguimos discernir entre causa e efeitos, entre autores e vítimas, entre escolhas individuais que repercutem sobre os próprios indivíduos e aquelas que atingem toda a coletividade e, por isso, não se deve chamá-las de escolhas.
Mas, infelizmente, não somos coerentes...
O dia internacional da mulher se transformou na passeata pró-aborto em todo o país. Pessoas dos mais diversos lugares, das mais distintas religiões, pareciam tomadas de um frenético desejo de aparecer frente as câmeras para dar, cada um mais do que o outro, um “corajoso” testemunho em favor do aborto.
O aborto é a violência mais pérfida e cruel, praticada em nome da defesa contra a violência. Para se reparar a violência praticada contra uma criança, uma jovem ou uma mulher adulta, milhares de manifestantes pedem que seja legitimada outra violência. Esta última contra inocentes que nada, repito, nada tiveram a ver com o ato criminoso praticado. Claro, nem todas pensam no estupro. Ousaria dizer que muitas pensam igual àquela mulher cujo testemunho dizia: “Não queria aquela COISA dentro de mim”.
É isto a que a vida humana está sendo restringida em toda esta pseudo-discussão: a uma COISA.
Não se quer mais ter compromisso para formar uma família. Não se deseja mais constituir um lar. O que vale é o “ficar”, o aproveitar os “momentos”. Nada que seja perene parecer merecer de muitos o respeito e a admiração que deveriam. Ora, a vida é algo perene, constante e divina. Logo, entrou na categoria das “coisas” que não se deve valorizar.
A violência não será extinta com mais violência. Mas as mulheres que se deixarem iludir pelo aborto, terão suas vidas alteradas, de forma negativa, para sempre. Isto é concreto, é científico, é comprovado. Mas isto não interesse à mídia. Como a ela não interessa, também, a declaração e o testemunho daqueles que realmente conviveram com o drama da menina pernambucana, ANTES do crime de aborto contra ela praticado. Para estes testemunhos, que denunciam as mentiras que estão sendo contadas, o silêncio e a omissão.
O que você pensaria se escutasse as seguintes sugestões:
1. para reduzir a violência e as mortes causadas pelas balas perdidas, a polícia passa a ter o direito de atirar em qualquer transeunte que aparente ser suspeito, sem perguntar nada antes, sem revistá-lo, enfim... mirar e apontar, perguntar depois (se o alvo ainda estiver vivo);
2. para reduzir a dependência química suspender a fabricação e comercialização de qualquer droga artificial que possa ser usada para tal, tais como medicações analgésicas, oncológicas, etc. Não interessa os que delas dependem, pois deseja-se o bem da parcela maior da população.
Parecem absurdas? E realmente são. Quando falamos de violência urbana, a ela devemos sempre associar questões estruturais de maior complexidade e pouca visibilidade, tais como: a violência doméstica contra as crianças, a falta de ensino dos princípios e verdades morais nas escolas, a exclusão social, a perda da Fé e sua substituição por uma ânsia de consumir e TER mais do que SER.
Todos nós, corretamente diríamos que não se pode conter a violência urbana dando maior poder à polícia para praticar outra forma de violência. É lógico, é sensato, é humano afirmar-se isto e defender-se um outro caminho.
Por outro lado, querer reduzir os drogados prejudicando o consumo de medicações daqueles que sentem dor, que necessitam de forma quase que trágica destas drogas lícitas, chega a soar um absurdo! Claro, a vida humana tem que estar sempre no centro das ações de saúde, das políticas governamentais, das prioridades dos gestores públicos do nosso país.
Se há um problema causado pela droga, que se ataquem as causas, aumente-se a educação e se procure tornar menos “atraente” o terrível mundo das drogas. Quantas vezes ouvimos especialistas e membros da sociedade clamarem contra a repressão desencadeada contra o viciado: “Ele é uma vítima”, “Já não pode mais expressar suas vontades, deve ser tratado e não castigado”, e por ai vai. Inúmeras vezes se falou da proteção a tantos jovens que se tornaram indefesos pela maldita dependência criada pelas drogas.
Chega a dar uma impressão de que somos coerentes, que conseguimos discernir entre causa e efeitos, entre autores e vítimas, entre escolhas individuais que repercutem sobre os próprios indivíduos e aquelas que atingem toda a coletividade e, por isso, não se deve chamá-las de escolhas.
Mas, infelizmente, não somos coerentes...
O dia internacional da mulher se transformou na passeata pró-aborto em todo o país. Pessoas dos mais diversos lugares, das mais distintas religiões, pareciam tomadas de um frenético desejo de aparecer frente as câmeras para dar, cada um mais do que o outro, um “corajoso” testemunho em favor do aborto.
O aborto é a violência mais pérfida e cruel, praticada em nome da defesa contra a violência. Para se reparar a violência praticada contra uma criança, uma jovem ou uma mulher adulta, milhares de manifestantes pedem que seja legitimada outra violência. Esta última contra inocentes que nada, repito, nada tiveram a ver com o ato criminoso praticado. Claro, nem todas pensam no estupro. Ousaria dizer que muitas pensam igual àquela mulher cujo testemunho dizia: “Não queria aquela COISA dentro de mim”.
É isto a que a vida humana está sendo restringida em toda esta pseudo-discussão: a uma COISA.
Não se quer mais ter compromisso para formar uma família. Não se deseja mais constituir um lar. O que vale é o “ficar”, o aproveitar os “momentos”. Nada que seja perene parecer merecer de muitos o respeito e a admiração que deveriam. Ora, a vida é algo perene, constante e divina. Logo, entrou na categoria das “coisas” que não se deve valorizar.
A violência não será extinta com mais violência. Mas as mulheres que se deixarem iludir pelo aborto, terão suas vidas alteradas, de forma negativa, para sempre. Isto é concreto, é científico, é comprovado. Mas isto não interesse à mídia. Como a ela não interessa, também, a declaração e o testemunho daqueles que realmente conviveram com o drama da menina pernambucana, ANTES do crime de aborto contra ela praticado. Para estes testemunhos, que denunciam as mentiras que estão sendo contadas, o silêncio e a omissão.
7 de mar. de 2009
O EVENTO VIOLÊNCIA E O ABORTO
Boa Noite!
Como se já não bastasse a enorme quantidade de dados conflitantes que se espalha pela mídia acerca do aborto, tema difícil e complexo, e que na maioria das vezes usa de falsas simplificações para “explicá-lo”, agora nós vamos ter que agüentar nosso Ministro da Saúde polemizando com os religiosos.
“A Igreja tem sua opinião, a Saúde trabalha pela defesa da vida e das pessoas” (Jornal O GLOBO, de 06.03.09, página 12). Estas palavras do Ministro Temporão, que realmente gosta de estar na mídia, abrem uma nova postura do maior gestor estratégico (quanto ao posto ocupado) da Saúde em nosso país.
O Ministro atacava a decisão de um bispo católico acerca do estupro e indução ao aborto de uma menina de 9 anos pelo padrasto, ou seja, por aquele homem trazido à casa por sua mãe natural. O religioso católico excomungou os médicos e a polêmica já estaria implantada sem a brilhante contribuição do Ministro televisivo. Mas ele não resiste.
Numa semana marcada pela triste constatação de que as UPA’s, unidades que não cuidam da atenção primária, nem da secundária, não são emergências e, agora, nem mesmo seus criadores sabem o que fazer delas, seria de se estranhar a omissão do gestor da Saúde Pública sobre o assunto. Mas ele silencia, ou fala sobre algo que não lhe diz respeito!
Certo ou errado, o bispo irá prestar contas ao líder da Igreja, que já demonstrou ter a coragem suficiente para assumir decisões ou revê-las à luz de argumentos sólidos, prestados por pessoas que mantém sua coerência. É uma discussão de Igreja a excomunhão, e não do Sr. Ministro da Saúde. Aliás, o que pensa o Sr. Ministro sobre a violência cometida contra a menor?
“Fiquei impactado com os eventos”(reportagem acima citada).
O Ministro Temporão ficou “impactado”, ou seja, estarrecido, afetado, surpreso. Notem que não existe um verbo de ação! Nada!
Será que nosso Ministério da Saúde já contabilizou quanto conseguiu evitar de contaminação ao distribuir mais de CEM MILHÕES de camisinhas no carnaval e incentivar a promiscuidade como arma de defesa contra a AIDS? Ainda que exatamente a promiscuidade esteja em todas as pesquisas sobre AIDS como uma das principais causas de sua propagação?
Quanto foi efetiva a campanha que desembolsou mais de UM MILHÃO DE REAIS para comprar gel lubrificante usado nas relações homossexuais, sob a alegação de que assim se estaria incentivando o uso do preservativo e, apesar da promiscuidade, evitar-se a contaminação?
Qual a ação efetiva para se resgatar o trabalho de promoção à saúde, e as estruturas do SUS que estão caindo aos pedaços pelo orçamento ínfimo que o Sr. Ministro considera o possível?
Ontem, o Sr. Ministro Temporão ditava como o Presidente dos Estados Unidos devia fazer para resolver o problema de saúde americano: implantar o SUS lá!
Hoje, ele chama a violência de evento, o aborto de medida de saúde e abre uma polêmica sobre a ação do bispo, ao invés de medidas que se evitem a crescente violência contra crianças e mulheres neste país.
Transferir as responsabilidades próprias para outros, parecer ser uma tônica destes últimos seis anos em nosso país. Dizer que não sabe o que aconteceu transformou-se em princípio de conduta para muitas autoridades. Brinca-se com a vida, despreza-se a nossa inteligência, condena-se à morte um modelo de saúde que tinha tudo para dar certo. Onde iremos parar?
Como se já não bastasse a enorme quantidade de dados conflitantes que se espalha pela mídia acerca do aborto, tema difícil e complexo, e que na maioria das vezes usa de falsas simplificações para “explicá-lo”, agora nós vamos ter que agüentar nosso Ministro da Saúde polemizando com os religiosos.
“A Igreja tem sua opinião, a Saúde trabalha pela defesa da vida e das pessoas” (Jornal O GLOBO, de 06.03.09, página 12). Estas palavras do Ministro Temporão, que realmente gosta de estar na mídia, abrem uma nova postura do maior gestor estratégico (quanto ao posto ocupado) da Saúde em nosso país.
O Ministro atacava a decisão de um bispo católico acerca do estupro e indução ao aborto de uma menina de 9 anos pelo padrasto, ou seja, por aquele homem trazido à casa por sua mãe natural. O religioso católico excomungou os médicos e a polêmica já estaria implantada sem a brilhante contribuição do Ministro televisivo. Mas ele não resiste.
Numa semana marcada pela triste constatação de que as UPA’s, unidades que não cuidam da atenção primária, nem da secundária, não são emergências e, agora, nem mesmo seus criadores sabem o que fazer delas, seria de se estranhar a omissão do gestor da Saúde Pública sobre o assunto. Mas ele silencia, ou fala sobre algo que não lhe diz respeito!
Certo ou errado, o bispo irá prestar contas ao líder da Igreja, que já demonstrou ter a coragem suficiente para assumir decisões ou revê-las à luz de argumentos sólidos, prestados por pessoas que mantém sua coerência. É uma discussão de Igreja a excomunhão, e não do Sr. Ministro da Saúde. Aliás, o que pensa o Sr. Ministro sobre a violência cometida contra a menor?
“Fiquei impactado com os eventos”(reportagem acima citada).
O Ministro Temporão ficou “impactado”, ou seja, estarrecido, afetado, surpreso. Notem que não existe um verbo de ação! Nada!
Será que nosso Ministério da Saúde já contabilizou quanto conseguiu evitar de contaminação ao distribuir mais de CEM MILHÕES de camisinhas no carnaval e incentivar a promiscuidade como arma de defesa contra a AIDS? Ainda que exatamente a promiscuidade esteja em todas as pesquisas sobre AIDS como uma das principais causas de sua propagação?
Quanto foi efetiva a campanha que desembolsou mais de UM MILHÃO DE REAIS para comprar gel lubrificante usado nas relações homossexuais, sob a alegação de que assim se estaria incentivando o uso do preservativo e, apesar da promiscuidade, evitar-se a contaminação?
Qual a ação efetiva para se resgatar o trabalho de promoção à saúde, e as estruturas do SUS que estão caindo aos pedaços pelo orçamento ínfimo que o Sr. Ministro considera o possível?
Ontem, o Sr. Ministro Temporão ditava como o Presidente dos Estados Unidos devia fazer para resolver o problema de saúde americano: implantar o SUS lá!
Hoje, ele chama a violência de evento, o aborto de medida de saúde e abre uma polêmica sobre a ação do bispo, ao invés de medidas que se evitem a crescente violência contra crianças e mulheres neste país.
Transferir as responsabilidades próprias para outros, parecer ser uma tônica destes últimos seis anos em nosso país. Dizer que não sabe o que aconteceu transformou-se em princípio de conduta para muitas autoridades. Brinca-se com a vida, despreza-se a nossa inteligência, condena-se à morte um modelo de saúde que tinha tudo para dar certo. Onde iremos parar?
5 de mar. de 2009
NÃO JOGUE FORA SEU TALENTO...
Boa Noite!
Existe uma parábola na Bíblia Católica que fala de um gestor (patrão) que necessitava realizar uma viagem demorada e resolveu distribuir sua reserva entre os empregados de maior confiança. Assim, ele repartiu peças de ouro (talentos) e disse-lhes que prestariam contas no seu retorno.
Dois dos três empregados cuidaram de gerir bem os valores recebidos, usando dos seu potencial e multiplicando o que receberam. Um outro, mais acomodado e preguiçoso, tratou de enterrar o talento para devolvê-lo ao dono no seu regresso.
É óbvio que o patrão, ao voltar, não gostou nada da atitude mesquinha, egoísta e covarde do terceiro empregado e baniu-o de sua presença. As explicações teológicas são bonitas e profundas. Mas gostaria de deter-me, a partir desta rica mensagem deixada por Jesus Cristo, no aspecto mundano das negociações.
Negociadores são profissionais que desenvolvem habilidades e técnicas para construírem pontes entre os objetivos de sua empresa (conhecidos e dominados por eles), e os da outra parte com quem negociam (nem sempre claros e quase nunca conhecidos). Nunca se deveria confundir negociação com imposição. A violência para impor o que se deseja é uma característica da ditadura, que é uma exceção, e nunca da negociação, que é um processo de construção coletiva.
Mas, da mesma forma que os gestores que receberam os talentos de ouro, os negociadores devem estar COMPROMETIDOS com o processo, para que suas habilidades gerem resultados, com a utilização da técnica adequada. E aí é que mora o perigo...
Tenho testemunhado ao longo destes anos, casos e mais casos de pessoas com infindáveis recursos pessoais, muitos deles carentes em tantos profissionais, e que poderiam ter sido brilhantes negociadores. Por que o verbo no condicional?
Porque estes indivíduos se acomodaram nas suas habilidades e esqueceram que a negociação constrói pontes sobre águas que pareciam inicialmente turvas, e nunca favorecem o surgimento de “ilhas”.
O desperdício destes talentos sempre tem, para mim, uma causa comum: a vaidade e a covardia. Dizer-se negociador enche tanto um sujeito despreparado e imaturo, que inflado por sua vaidade ele se torna cego e, muitas vezes, incapaz de perceber a montanha de bobagens que vai deixando por onde passa, ou nos processos em que toca. Por outro lado, por perder a referência do profissionalismo, e consequentemente sua capacidade de autocrítica, estas pessoas desenvolvem todo um discurso falacioso e vazio que justifique a sua imensa covardia em agir.
Começam a acreditar que apenas “devolvendo” o talento que receberam do patrão serão capazes de enganá-lo, levá-lo na conversa, “dar uma volta” como dizem os jovens de hoje. Ledo engano. Mortal equívoco.
O negociador vive das suas habilidades, mas principalmente negocia por sua credibilidade. E quando esta se esvai, termina sua necessidade para o grupo onde esteve inserido.
As empresas precisam aprender a cobrar exatamente aquele resultado capaz de ser alcançado com as condições materiais mínimas que dispuseram aos seus negociadores. Mas este necessitam recordar, sempre, que dentro do 100% que é possível, nada menos pode ser desejado e alcançado! Discursos vazios, desculpas desconexas e retórica falaciosa, podem até servir para justificar troca de ministros numa ditadura arcaica e jurássica como a existente na ilha de Cuba, mas nunca poderiam surgir nas argumentações daqueles que desejam ser, efetivamente, negociadores profissionais!
Existe uma parábola na Bíblia Católica que fala de um gestor (patrão) que necessitava realizar uma viagem demorada e resolveu distribuir sua reserva entre os empregados de maior confiança. Assim, ele repartiu peças de ouro (talentos) e disse-lhes que prestariam contas no seu retorno.
Dois dos três empregados cuidaram de gerir bem os valores recebidos, usando dos seu potencial e multiplicando o que receberam. Um outro, mais acomodado e preguiçoso, tratou de enterrar o talento para devolvê-lo ao dono no seu regresso.
É óbvio que o patrão, ao voltar, não gostou nada da atitude mesquinha, egoísta e covarde do terceiro empregado e baniu-o de sua presença. As explicações teológicas são bonitas e profundas. Mas gostaria de deter-me, a partir desta rica mensagem deixada por Jesus Cristo, no aspecto mundano das negociações.
Negociadores são profissionais que desenvolvem habilidades e técnicas para construírem pontes entre os objetivos de sua empresa (conhecidos e dominados por eles), e os da outra parte com quem negociam (nem sempre claros e quase nunca conhecidos). Nunca se deveria confundir negociação com imposição. A violência para impor o que se deseja é uma característica da ditadura, que é uma exceção, e nunca da negociação, que é um processo de construção coletiva.
Mas, da mesma forma que os gestores que receberam os talentos de ouro, os negociadores devem estar COMPROMETIDOS com o processo, para que suas habilidades gerem resultados, com a utilização da técnica adequada. E aí é que mora o perigo...
Tenho testemunhado ao longo destes anos, casos e mais casos de pessoas com infindáveis recursos pessoais, muitos deles carentes em tantos profissionais, e que poderiam ter sido brilhantes negociadores. Por que o verbo no condicional?
Porque estes indivíduos se acomodaram nas suas habilidades e esqueceram que a negociação constrói pontes sobre águas que pareciam inicialmente turvas, e nunca favorecem o surgimento de “ilhas”.
O desperdício destes talentos sempre tem, para mim, uma causa comum: a vaidade e a covardia. Dizer-se negociador enche tanto um sujeito despreparado e imaturo, que inflado por sua vaidade ele se torna cego e, muitas vezes, incapaz de perceber a montanha de bobagens que vai deixando por onde passa, ou nos processos em que toca. Por outro lado, por perder a referência do profissionalismo, e consequentemente sua capacidade de autocrítica, estas pessoas desenvolvem todo um discurso falacioso e vazio que justifique a sua imensa covardia em agir.
Começam a acreditar que apenas “devolvendo” o talento que receberam do patrão serão capazes de enganá-lo, levá-lo na conversa, “dar uma volta” como dizem os jovens de hoje. Ledo engano. Mortal equívoco.
O negociador vive das suas habilidades, mas principalmente negocia por sua credibilidade. E quando esta se esvai, termina sua necessidade para o grupo onde esteve inserido.
As empresas precisam aprender a cobrar exatamente aquele resultado capaz de ser alcançado com as condições materiais mínimas que dispuseram aos seus negociadores. Mas este necessitam recordar, sempre, que dentro do 100% que é possível, nada menos pode ser desejado e alcançado! Discursos vazios, desculpas desconexas e retórica falaciosa, podem até servir para justificar troca de ministros numa ditadura arcaica e jurássica como a existente na ilha de Cuba, mas nunca poderiam surgir nas argumentações daqueles que desejam ser, efetivamente, negociadores profissionais!
4 de mar. de 2009
A SAÚDE DOS OLHOS COMEÇA NA BOCA
Boa Noite!
Um estudo realizado na Inglaterra por pesquisadores ligados à Universidade de Liverpool, acerca da Degeneração Macular correlacionada à idade, provou que o risco de se desenvolver esta grave doença pode ser diminuído em 20%, se as refeições diárias forem bastante servidas de FRUTAS, VERDURAS e NOZES.
A degeneração é uma doença que causa redução expressiva da capacidade de enxergar e leva à cegueira, em especial indivíduos com idade superior aos 50 anos. Completando-se esta pesquisa com o estudo americano publicado na revista ARCHIVES OF INTERNAL MEDICINE (http://archinte.ama-assn.org/), verifica-se a enorme importância das vitaminas B6 e B12 neste trabalho preventivo (e de quebra, para as mulheres, na redução de doenças cardiovasculares).
Os principais fatores de risco estabelecidos para esta doença são: a idade (após os 70 anos, cerca de 40% da população já demonstra sinais clínicos dela); o sexo (a prevalência é muito maior nas mulheres), a cor dos olhos clara, a excessiva exposição aos raios solares (em especial após as 10 horas da manhã), o tabagismo, a hipertensão, a obesidade e, claro, a predisposição genética.
A questão da prevenção é que torna essencial o tempo da sua intervenção. A presença da vitaminas e do ácido graxo Ômega 3, presente no Salmão e nas verduras de folhas verdes, por exemplo, torna o seu consumo necessário desde as idades mais jovens. Pensar em prevenção equivale a realizar um planejamento de longo prazo. É uma maratona, não uma corrida de com metros.
Mas, e se já se possui a doença, a dieta ainda teria alguma importância? Sim. É o que afirma um amplo estudo internacional, efetuado com cerca de 4mil pessoas por onze centros de pesquisa e denominado AREDS1 (http://foundationforahealthyamerica.com/AREDS1.htm). Segundo ele, é possível diminuir-se o desenvolvimento da degeneração, se adotada a dieta rica nos espécies já citadas aqui. Estão em curso outras etapas desta pesquisa (AREDS 2 e 3), e em algum tempo teremos novos desdobramentos sobre os efeitos do uso destes alimentos sobre o preocupante agravo.
Ou seja, como afirma a jornalista Antonella Sparvoli (Corriere della Sera, 03.03.09), é possível decidirmos sobre o futuro e a saúde de nossos olhos, à mesa e em torno de belos e deliciosos pratos! Por que não o fazemos? Porque privilegiamos a cura, embora não desejemos a doença. Porque os gestores de saúde querem a prevenção como uma roleta num cassino, onde peças são jogadas e o resultado é imediato! Vale a pena lembrar que, no cassino, o imediatismo leva sempre à derrota dos jogadores, quem ganha, no final, é sempre a mesa. Se não levarmos a prevenção como uma ponte entre um presente e o futuro almejado, continuaremos a tratar saúde como se fosse uma ficha de um jogo de azar.
Um estudo realizado na Inglaterra por pesquisadores ligados à Universidade de Liverpool, acerca da Degeneração Macular correlacionada à idade, provou que o risco de se desenvolver esta grave doença pode ser diminuído em 20%, se as refeições diárias forem bastante servidas de FRUTAS, VERDURAS e NOZES.
A degeneração é uma doença que causa redução expressiva da capacidade de enxergar e leva à cegueira, em especial indivíduos com idade superior aos 50 anos. Completando-se esta pesquisa com o estudo americano publicado na revista ARCHIVES OF INTERNAL MEDICINE (http://archinte.ama-assn.org/), verifica-se a enorme importância das vitaminas B6 e B12 neste trabalho preventivo (e de quebra, para as mulheres, na redução de doenças cardiovasculares).
Os principais fatores de risco estabelecidos para esta doença são: a idade (após os 70 anos, cerca de 40% da população já demonstra sinais clínicos dela); o sexo (a prevalência é muito maior nas mulheres), a cor dos olhos clara, a excessiva exposição aos raios solares (em especial após as 10 horas da manhã), o tabagismo, a hipertensão, a obesidade e, claro, a predisposição genética.
A questão da prevenção é que torna essencial o tempo da sua intervenção. A presença da vitaminas e do ácido graxo Ômega 3, presente no Salmão e nas verduras de folhas verdes, por exemplo, torna o seu consumo necessário desde as idades mais jovens. Pensar em prevenção equivale a realizar um planejamento de longo prazo. É uma maratona, não uma corrida de com metros.
Mas, e se já se possui a doença, a dieta ainda teria alguma importância? Sim. É o que afirma um amplo estudo internacional, efetuado com cerca de 4mil pessoas por onze centros de pesquisa e denominado AREDS1 (http://foundationforahealthyamerica.com/AREDS1.htm). Segundo ele, é possível diminuir-se o desenvolvimento da degeneração, se adotada a dieta rica nos espécies já citadas aqui. Estão em curso outras etapas desta pesquisa (AREDS 2 e 3), e em algum tempo teremos novos desdobramentos sobre os efeitos do uso destes alimentos sobre o preocupante agravo.
Ou seja, como afirma a jornalista Antonella Sparvoli (Corriere della Sera, 03.03.09), é possível decidirmos sobre o futuro e a saúde de nossos olhos, à mesa e em torno de belos e deliciosos pratos! Por que não o fazemos? Porque privilegiamos a cura, embora não desejemos a doença. Porque os gestores de saúde querem a prevenção como uma roleta num cassino, onde peças são jogadas e o resultado é imediato! Vale a pena lembrar que, no cassino, o imediatismo leva sempre à derrota dos jogadores, quem ganha, no final, é sempre a mesa. Se não levarmos a prevenção como uma ponte entre um presente e o futuro almejado, continuaremos a tratar saúde como se fosse uma ficha de um jogo de azar.
1 de mar. de 2009
SOBRE ÂNCORAS E RAÍZES
Bom dia!
As âncoras são peças de ferro usadas para fixar um navio em algum lugar, durante um tempo, mas nunca de forma definitiva. Elas dão segurança e impedem que alterações não previstas ocorram enquanto se trabalha internamente na embarcação. Elas tornam possível realizar reparos, rever coisas quebradas e consertá-las, antes do momento em que se necessite singrar outros mares, vencer outros desafios.
As âncoras não impedem a caminhada do barco nas águas calmas ou revoltas. Elas são apoios necessários para vencê-las com intrepidez e confiança.
Já as raízes são extensões das plantas, quase sempre invisíveis, mas que propiciam a seiva, o alimento vital para a sua sobrevivência. As raízes se infiltram em toda a terra que conseguirem vencer, e fazem a planta ficar fixa, firme e coesa com o chão onde brotou, resistindo aos ventos desfavoráveis e aproveitando as brisas que refrescam.
As raízes dão sustentabilidade à vida das plantas a que pertencem, fixando-as no manancial de onde se garantem suas vidas e seu crescimento.
Por que tudo isto?
Porque não consigo me acalmar com as enormes confusões que percebo nos dias atuais, em pessoas boas, de todas as idades, mas incapazes de perceber o que deve ser âncora e aquilo que deveria ser a sua raiz, tanto no aspecto pessoal, quanto profissional, em suas vidas.
A formação profissional, a busca do saber, o conhecimento que se agrega pela coragem de fazer, pela perseverança de estudar e pesquisar – são âncoras para nossas vidas. Elas nos darão pontos de apoio importantes, em momentos de tensionamento, nas grandes crises que enfrentaremos como profissionais, gestores e pessoas, mas elas jamais podem ser o objetivo-fim em nossa existência terrestre.
Conhecimento gera dados e informações, mas não forma o caráter de alguém e nem assegura que uma pessoa seja ética apenas por possuí-lo. O saber é uma âncora. Importante, necessário e, nos dias conturbados e difíceis em que vivemos, essencial ao sucesso profissional. Mas jamais podemos esperar que ele molde seres humanos para viverem com o respeito recíproco e voltado à construção solidária e coletiva de uma sociedade melhor e mais justa. São âncoras...
Os princípios morais, éticos e os valores fundados sobre o respeito ao próximo, estas são as raízes do nosso crescimento pessoal, espiritual e profissional. São raízes porque nos fixam no terreno da honestidade, da integridade, da solicitude, da justiça e da paz. São raízes porque buscam de forma contínua e incessante revigorar-nos e mostrar-nos, nos momentos de ventos adversários a importante seiva que existe dentro de cada um de nós e que atende pelo singelo, mas robusto, nome de Fé.
O Ser é uma raiz. E por isso o nosso testemunho deve ser coerente, imparcial e uníssono. Não pode haver relativismos nos campos da moral, da ética e da honestidade. As raízes não aparecem de forma material, e quase nunca são visíveis e olho nu.
Mas elas jamais abandonam o coração das pessoas de boa vontade.
Basta você querer vê-las, e as encontrará. Basta você permitir e elas guiarão sua vida em todos os momentos de adversidade.As âncoras nos apóiam, as raízes nos conduzem. As âncoras nos informam, enchendo nossa vaidade própria, mas as raízes enchem nossos corações com a seiva insubstituível da verdade, da justiça e da paz. Saber usá-las, sem misturá-las, mas dando a cada uma a prioridade devida é o grande segredo para vencer as ondas do medo e da depressão nas quais este mundo materialista e egoísta insiste em nos ver afogar
As âncoras são peças de ferro usadas para fixar um navio em algum lugar, durante um tempo, mas nunca de forma definitiva. Elas dão segurança e impedem que alterações não previstas ocorram enquanto se trabalha internamente na embarcação. Elas tornam possível realizar reparos, rever coisas quebradas e consertá-las, antes do momento em que se necessite singrar outros mares, vencer outros desafios.
As âncoras não impedem a caminhada do barco nas águas calmas ou revoltas. Elas são apoios necessários para vencê-las com intrepidez e confiança.
Já as raízes são extensões das plantas, quase sempre invisíveis, mas que propiciam a seiva, o alimento vital para a sua sobrevivência. As raízes se infiltram em toda a terra que conseguirem vencer, e fazem a planta ficar fixa, firme e coesa com o chão onde brotou, resistindo aos ventos desfavoráveis e aproveitando as brisas que refrescam.
As raízes dão sustentabilidade à vida das plantas a que pertencem, fixando-as no manancial de onde se garantem suas vidas e seu crescimento.
Por que tudo isto?
Porque não consigo me acalmar com as enormes confusões que percebo nos dias atuais, em pessoas boas, de todas as idades, mas incapazes de perceber o que deve ser âncora e aquilo que deveria ser a sua raiz, tanto no aspecto pessoal, quanto profissional, em suas vidas.
A formação profissional, a busca do saber, o conhecimento que se agrega pela coragem de fazer, pela perseverança de estudar e pesquisar – são âncoras para nossas vidas. Elas nos darão pontos de apoio importantes, em momentos de tensionamento, nas grandes crises que enfrentaremos como profissionais, gestores e pessoas, mas elas jamais podem ser o objetivo-fim em nossa existência terrestre.
Conhecimento gera dados e informações, mas não forma o caráter de alguém e nem assegura que uma pessoa seja ética apenas por possuí-lo. O saber é uma âncora. Importante, necessário e, nos dias conturbados e difíceis em que vivemos, essencial ao sucesso profissional. Mas jamais podemos esperar que ele molde seres humanos para viverem com o respeito recíproco e voltado à construção solidária e coletiva de uma sociedade melhor e mais justa. São âncoras...
Os princípios morais, éticos e os valores fundados sobre o respeito ao próximo, estas são as raízes do nosso crescimento pessoal, espiritual e profissional. São raízes porque nos fixam no terreno da honestidade, da integridade, da solicitude, da justiça e da paz. São raízes porque buscam de forma contínua e incessante revigorar-nos e mostrar-nos, nos momentos de ventos adversários a importante seiva que existe dentro de cada um de nós e que atende pelo singelo, mas robusto, nome de Fé.
O Ser é uma raiz. E por isso o nosso testemunho deve ser coerente, imparcial e uníssono. Não pode haver relativismos nos campos da moral, da ética e da honestidade. As raízes não aparecem de forma material, e quase nunca são visíveis e olho nu.
Mas elas jamais abandonam o coração das pessoas de boa vontade.
Basta você querer vê-las, e as encontrará. Basta você permitir e elas guiarão sua vida em todos os momentos de adversidade.As âncoras nos apóiam, as raízes nos conduzem. As âncoras nos informam, enchendo nossa vaidade própria, mas as raízes enchem nossos corações com a seiva insubstituível da verdade, da justiça e da paz. Saber usá-las, sem misturá-las, mas dando a cada uma a prioridade devida é o grande segredo para vencer as ondas do medo e da depressão nas quais este mundo materialista e egoísta insiste em nos ver afogar
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