30 de jul. de 2010

POR QUE PRENDERAM A DOMENNIQUE?

Bom Dia!

Domennique é uma senhora francesa, de rosadas bochechas, sorriso doce e muito educada com seus vizinhos. Casada com um marceneiro tinha o sonho de mudar de casa, para uma mais ampla, onde suas duas filhas pudessem usufruir de um espaço maior e seu esposo de um quarto de ferramentas somente para ele. Conseguiram vender a casa antiga a um casal.
Bom, o casal resolveu plantar uma árvore no quintal, pois achou-o muito vazio e triste. Ao meterem a enxada na terra descobriram dois cadáveres. Dois  bebês recém-nascidos.
Chamaram a polícia, que resolveu investigar os antigos proprietários, uma vez que não havia nenhuma queixa de roubo de crianças na cidade e na região.
Ao investigarem a nova casa de Domennique descobriram outros SEIS recém-nascidos enterrados no quarto de ferramentas. Todos mortos há um bom tempo.
Domennique confessou todos os crimes e isentou o marido.
Como já tinha duas filhas, não tinha condições de criar mais filhos e não os queria. Por ser obesa, ficou grávida e o esposo sequer notou sua gravidez. Ela matou todos os filhos imediatamente após tê-los com ajuda de parteiras domiciliares. Ela está presa desde ontem na França e a sociedade pede sua condenação à prisão perpétua.
Talvez os que exigem a punição sejam os mesmos que defendem a legalização do aborto. Mas, então, qual a diferença?
Se uma mulher procura um médico e pede-lhe que assassine o feto, isto é legal e considerado pelos 'modernistas', um avanço nos direitos das mulheres. O feto ainda não tem suas feições definidas, mas já é uma vida na plenitude da palavra.
Domennique matou seus filhos após seus nascimentos, isto é considerado crime. O recém-nascido já possui suas feições definidas. Será que esta é a diferença?
Não é a vida que importa, mas o rostinho do bebê?
Não defendo o aborto. Considero-o a maior herança deixada pelo nazismo para o século XXI. Mas abomino a hipocrisia.
No assassinato existe o dolo, a vontade de produzir o resultado morte a qualquer custo. No aborto, também.
No assassinato existe o desequilíbrio entre o agressor e a vítima que, em geral, não tem o direito de se defender. No aborto, também.
No assassinato não se permite à vítima defender-se e suplicar pela mudança de atitude do agressor, do criminoso. No aborto, tmabém.
Então, por que Domennique está presa e os países legalizam o aborto?
Não estou defendendo que a Domennique seja solta, mas pedindo que a justiça mande para junto dela todos os que defendem este assassinato cruel e covarde chamado de aborto.

29 de jul. de 2010

VENCENDO AS PROVAÇÕES

Bom Dia!

Existem momentos difíceis em nossas vidas e existem tempos difíceis. Os momentos estão ligados às situações conjunturais, na sua grande maioria causadas por escolhas equivocadas de nossa parte, ou outras atitudes sob nossa governabilidade, ou seja, aos quais demos causa. Nossa impulsividade, ou mesmo um forte componente de egoísmo nesta ou naquela escolha joga-nos, e não o faz de forma inesperada, no centro de um turbilhão que parece nos encurralar de maneira forte.
Mas estes momentos requerem apenas um recuo em nossa arrogância. Uma revisitada em nossos princípios, uma retomada da fé que tantas vezes menosprezamos. Basta isso e eles, tão inusitado como surgiram, desaparecem deixando nos mais sábios, marcas que fortalecerão suas vidas e as posturas futuras. Nos que são menos sábios deixarão mágoas que nem o tempo, nem sábios conselhos, nem o tesouro da amizade conseguirá fazer desaparecer.
Duro de se enfrentar e vencer são os tempos difíceis. Assim entendo aqueles nos quais as provações surgem em nossas vidas, sem que as tenhamos causado, ou por vezes de lugares ou formas que jamais esperávamos surgir. Os tempos trazem tantas frustrações, traições e decepções que ferem muito além da superfície adornada da alma, isto que chamamos de corpo humano, e cofrrem o risco de se alojarem em nossa essência, nosso íntimo.
Se os momentos difíceis exigem a coragem de mudar, os tempos de provações determinam a humildade de se buscar o ombro amigo do amigo. Talvez em nenhum outro instante seja tão verdadeira a bela frase que afirma ser a amizade um coração que bate em dois corpos distintos, e que ela não conhece as distâncias físicas ou o tempo cronológico.
As provações requerem uma revisita à nossa base moral, um reforço concreto e profundo da fé, uma redescoberta das mãos que nos são estendidas das mais diversas formas possíveis e, quase sempre, despercebidas por nós antes de tais sofrimentos.
Toda esta tristeza deve gerar a maior compreensão do que seja a resiliência: a capacidade de enfrentar estas crises aprendendo com elas e não se deixando aprisionar pelas sequelas que inevitavelmente trazem.

28 de jul. de 2010

NÃO ÀS DROGAS

Bom Dia!

Vivendo todo o país ainda sob a tragédia de ver um jovem desobedecer diversas leis penais e de trânsito, em especial invadindo uma via que estava fechada à circulação de automóveis, e esta sua atitude irresponsável e criminosa ceifar a vida de outro jovem, pouco se tem percebido os inúmeros discursos oportunistas que invadem a cabeça dos eleitores.
De todas elas, em minha opinião, a mais cruel e covarde é aquela que sob o (falso) pretexto de defesa da liberdade de escolha, apregoa a liberação do uso de drogas, desde que, obviamente, devidamente taxados por impostos e similares.
É cruel porque desconsidera todas as inúmeras tragédias que diariamente invadem os lares e as famílias brasileiras, sem que estas a peçam, com vidas ceifadas por traficantes ou outros drogados. Tantas perdas não são sentidas por se tratarem de pessoas anônimas, a maioria relegadas às classes sociais que não tem acesso à mídia e para as quais, as inconsoláveis lágrimas dos pais e das mães não encontrarão câmeras e nem repórteres solidários e comprometidos que não caiam no esquecimento. São dores que já nascem esquecidas ou solenemente ignoradas pelas autoridades, mídia e demais formadores de opinião.
É covarde porque mente ao apresentar a legalização como uma 'liberdade'. Como pode haver liberdade algo que implicará no final da liberdade para pais e educadores que, dia após dia, sentem em seus corações a dura perda da corrida contra a dependência química em todas as suas formas de ocorrência? Como pode haver liberdade em algo que escraviza? Como pode haver liberdade em algo que assegura, inexoravelmente, a morte aos que consomem? Que raios de liberdade é esta que não vejo, não comprovo e não acredito?
Os políticos, mais uma vez, estão jogando para a mídia. Eles acreditam quase tem certeza, de que para o lado que a mídia pender, a vitória sorrirá. Como ela continua em cima do muro, vale disparar para qualquer lado para atrair-lhe a simpatia.
E as famílias que sofrem a dor que não é retratada, quem as amparará?
E os pais que choram a imensa dor da saudade, causada por violenta ruptura, quem lhes dará consolo?
E os jovens que continuam a ser empurrados para uma liberalidade vazia e descomprometida com a verdade, quem os resgatará?
Não às drogas. E não aos que as apóiam, seja a que título for.

27 de jul. de 2010

VITORIOSOS SÃO OS QUE DECIDEM

Bom Dia!

De uma coisa nós não podemos fugir: a CBF é rápida em suas decisões, especialmente quando elas ocorrem após um retumbante fracasso, como aquele ocorrido na Copa do Mundo. Sim, o nosso ex-treinador Dunga teve a liberdade de optar o caminho a seguir, sua forma de relacionar-se com a Imprensa e os torcedores, tudo em nome da vitória.
Ele fez como quis e colheu o que plantou. A CBF parece ter aprendido a lição de que competência não se constrói com um NOME e de forma mágica. Ela resulta de anos de estudo, trabalho, mais trabalho e, principalmente, resultados alcançados versus recursos disponibilizados!
O aprendizado serve para todos nós, gestores de equipes. A nossa obrigação fundamental é de formá-las, capacitá-las, voltá-las para a vitória conjunta, coletiva, estrutural. Mas para que isto seja real, concreto, é preciso que tenhamos a coragem de escolher aqueles que se destacam por seu COMPROMETIMENTO.
É isto mesmo. Não se encontram vitoriosos prontos, acabados, em estantes ou prateleiras de mercados ou lojas.
Vencedores são aqueles que pelo seu comprometimento e engajamento comprovados, receberam dos seus líderes os insumos de informação, capacitação e exemplos necessários para se obter os resultados desejados. Cabe aos gestores decidir, com muita rapidez, quem é quem no grupo, não permitindo que bons funcionários sejam 'contaminados' por maus exemplos.
A CBF esperou a derrota para tomar a decisão. Esta é a praxe do futebol.
Mas na vida corporativa, em especial nas empresas privadas onde não existem outros impedimentos à qualidade e à eficiência, decidir rápido, sem conotações pessoais e com visão sistêmica, tornam-se os critérios fundamentais para que um gestor transforme grupos em equipes vitoriosas. Esperar, assim, não deixa de ser uma forma velada de covardia, de não decisão. Cada um tem a responsabilidade que aceitou e o compromisso com o resultado que viabiliza sua organização. A receita, pois, é agir!

17 de jul. de 2010

A (NOVA) VITÓRIA DO MOSQUITO

Bom Dia!

Pesquisas realizadas e divulgadas em 16.07 pelo Ministério da Saúde trazem-nos mais uma derrota do Sistema Público de Saúde em nosso país: cresceu em 94% em relação ao mesmo período do ano passado o número de mortes causadas pela Dengue.
A dor das perdas das vidas é aumentada quando recordamos quais as grandes prioridades defendidas em público pelo mesmo Ministério ao longo destes últimos 12 meses. Piora mais se lembramos que a epidemis de Dengue é previsível, com data marcada para acontecer e... quase que totalmente evitável.
As ações preventivas passam pela educação continuada em Saúde de toda a apopulação, responsabilidade que extrapola o campo do Ministério da Saúde, mas que jamais terá êxito se este não asumir o papel que lhe compete.
Fiquei tentado em pesquisar o tempo dedicado a isto na televisão e no rádio, locais onde o governo federal e os estaduais sempre possuem considerável espaço e janela quase que aberta diariamente para incentivar nossa população a educar-se sanitariamente falando. Mas, desisti. Porque não precisa.
Gastamos minutos preciosos nos debates sobre a cirurgia de troca de sexo, as unidades especiais para os homossexuais e as lésbicas (dentro da rede SUS), o aborto, a camisinha, enfim, estes temas que nada agregam à saúde e menos ainda ao desenvolvimento de uma consciência coletiva de prevenção e defesa da vida.
Nestas últimas duas semanas, de manhã à madrugada, o foco do governo tem sido a intromissão na educação dos filhos pelos pais, com a lei anti-beliscão. Ou seja, imiscuir-se na família tem sempre a prioridade que deveria usufruir as ações de prevenção em Saúde. É um caminho sem volta, até porque não dá mais tempo para este governo atual mudar nada disso que faz (ou não?) há oito anos.
Resta-nos esperar pelo futuro governante.
Seja masculino ou feminino, rezemos para que seja coerente.
Num país ainda marcado por desigualdades sociais imensas, por falta de pensamento proativo nas mais diversas esferas de atuação pública e por uma imensa carência de competência gerencial nos cargos mais estratégicos, esperemos que o vitorioso ou a vitoriosa levem a sério a Saúde Pública.
Todos nós seríamos mais felizes e agradecidos com isto. Por enquanto, feliz mesmo, continua apenas este rídiculo, minúsculo e famigerado mosquito.

16 de jul. de 2010

SOU CONTRA ASSASSINATOS!

Bom Dia!


A ministra Nilcéia Freira em artigo escrito na Folha de 14.07.2010 pede à sociedade que permita às mães de crianças anencéfalas que não as “obriguemos a sofrer”. Não tenho o poder de imiscuir-me nos pensamentos mais distantes destas grávidas, para assim medir-lhes o “sofrimento” detectado pela ministra, mas gostaria de abordar o problema por outra ótica. Até que ponto estamos nós, sociedade que busca relativizar todas as esferas de vida existentes, inclusive a própria existência do ser humano, contribuindo, ou pior, criando este sofrimento?
Quando passamos a dizer que avanço é praticar uma forma ‘modernizada’ de eugenia, nos moldes daquela praticada por governos e estados totalitários do século passado, e com isso pressionarmos todas as gestantes que se encontram nesta situação, não somos nós que criamos esta ‘necessidade de descarte’?
Nos momentos em que deixamos de ver a vida servindo a vida, para rotularmos este ou aquele ser humano de passível de descarte, não somos nós que estamos infligindo a TODA a sociedade um sofrimento irreal e agressivo?
Quando devíamos ser solidários ao choque da mãe que recebe a notícia, dando-lhe apoio e sustentação para a árdua missão que teria pela frente, aumentamos sua dor e sua angústia ao exigir-lhe que assassine o feto que gerou, porque este, incompleto, não merece viver.
Sra. Ministra, não há hipocrisia nisto? Ou ao menos, se a palavra soar muito dura, egoísmo? Por que não criarmos uma corrente de apoio à vida, ao invés de pressões para que legalizemos a morte?
Por que não jogar toda sua inteligência, tão bem demonstrada no artigo bem escrito, na produção de leis que amparem estas mães e façam da vida que não irá prosperar a vida para tantos que dela podem receber um exemplo ou algo mais?
Por que relativizamos a vida, quando nos é tão cara?

14 de jul. de 2010

A ILUSÃO DA FORMA

Bom Dia!

O Ministério Público em nosso país tem participado de importantes e decisivas mobilizações em defesa dos direitos coletivos de nossa sociedade. Porém, todas suas vitórias nos mais diversificados setores ainda não foi bastante para fazer com que os ilustres representantes do MP ingressem com medidas efetivas de melhoria da Saúde Suplementar. Os precipitados pareceres e as ações quiméricas fazem com que a inserção do MP na Saúde se assemelhe sempre a uma ação voltada para a forma e não pela melhoria do seu conteúdo.
A última deles deixa bem claro isto. Preocupados com o número de mortes ocorridos nas cirurgias plásticas, o MP resolveu impetrar ação que obrigue as clínicas plásticas a possuírem... Unidades de Terapia Intensiva, ou seja, UTIs. Alegam que no caso de problemas durante as plásticas, a remoção de pacientes para outros hospitais é fator que contribui para tantos óbitos.
Ou seja, os procuradores ouviram o canto do galo, mas não localizaram sua fonte.
A maioria dos óbitos que chegam ao conhecimento do público decorrem de paradas cardíacas que não foram revertidas principalmente pela inexistência ou insuficiência dos carrinhos de parada, ou falta de habilidade dos médicos presentes aos eventos. E para tais situações, a existência de uma UTI em nada vai fazer a diferença.
A UTI pressupõe que já houve uma intervenção anterior que estabilizou hemodinamicante o paciente e, aí sim, cabe-lhe a monitorização cardíaca e respiratória e a intervenção em intercorrências futuras. Ora, no momento da parada o procedimento não é de remoção para uma UTI. Isto será o fim do paciente. A intervenção imediata e correta é que fará a diferença. Depois da urgência estabilizada, a remoção pode ser feita sim para outro local sem maiores riscos agregados aos já enfrentados pelo paciente.
Ter uma UTI é criar uma ilusão de que a forma prevalece sobre o conteúdo, neste caso, o saber médico de intervir numa situação máxima de risco de morte que é uma parada cardíaca. Não é a parafernália da UTI o mais importante e sim o saber médico. se este último não existe, o primeiro será apenas um 'enfeite de luxo'. E exatamente por ser de luxo custará caro. Inviabilizará a maioria das clínicas e reduzirá o acesso da população que deseja fazer uma plástica.
Reduzir o acesso sem agregar a qualidade... É este o objetivo do MP? Não acredito. Por isso, prefiro julgar que, mais uma vez, o desconhecimento, ou as perguntas feitas nos fóruns errados, levar-nos-ão a mais uma solução 'Tabajara' como o diz um famoso grupo de comediantes.

10 de jul. de 2010

ÍDOLOS NÃO SÃO LÍDERES

Bom Dia!

Todo o país acompanha estarrecido o desenrolar das investigações acerca do assassinato praticado pelo goleiro Bruno do Clube Regatas Flamengo. Para uns, a Elisa foi vítima da impunidade que assola este país há décadas; para outros, ela representa o completo descasamento entre o fato de ser tratado como ídolo da consciência que tais pessoas deveriam ter de sua responsabilidade social para com a imensa legião de admiradores e fãs.
Para mim, indo além da frieza demonstrada por este jovem de 25 anos, que na própria delegacia se mostrou mais preocupado com sua participação na Copa de 2014 do que com as acusações de ser mandante da morte de um ser humano, fica a clara comprovação de que ídolos não são necessariamente líderes.
O ídolo é fruto de uma conjuração de fatos superficiais, tais como: a importância que a mídia, especialmente a televisiva destaca para o fato; a capacidade de manter um certo padrão de atuação pelo tempo que sirva para os financiadores do lugar onde atua; interesses políticos; etc. Ídolos são produtos literalmente instantâneos, onde basta adicionar-se a substância indicada e se tem, por um intervalo temporal, algo que se admira. Assim, o ídolo precisa financiar sua permanência no noticiário, 'criando' fatos que permitam seu nome não ser esquecido.
O líder resulta da forja diária que produz o trabalho digno, a atuação ética e a perseverança na defesa dos princípios e valores nos quais acredita. Líderes demandam tempo para chegarem ao amadurecimento pessoal e profissional. A liderança é percebida por todos aqueles que não estejam contaminados de preconceitos, normalmente reconhecida até por adversários e concorrentes, pois desperta a admiração mais profunda que existe na sociedade: aquela que é gratuita, não requer uma contrapartida. Um líder sempre será lembrado pelo que disse, ou aquilo que construiu, ou a coragem demonstrada no enfrentamento dos inimigos da liberdade, ou pelo amor gratuito que deu à humanidade.
A liderança alcança o coração das pessoas. Os ídolos dizem respeito às emoções: superficiais, transitórias e nem sempre reais.
Quando imitamos os líderes que sempre surgem em nossa vida, uns por tempo considerável para que os identifiquemos e deles apreendamos muitas lições e sabedoria, outros de forma fulgaz, mas intensa o suficiente para deixar em nossos corações suas marcas indeléveis, sempre estaremos caminhando e nos tornando pessoas e profissionais melhores.
Quando imitamos os ídolos corremos o quase que certo risco de nos tornarmos rídiculos como eles são, quando acaba o glamour, ou vazios como eles se apresentam, quando o momento requer um conteúdo de que não são e nunca serão formados.
Ao sorrir para o delegado que o interrogava, sem saber que estava sendo filmado, o Bruno não demonstrou apenas frieza. Ele alcançou a máxima expressão da idolatria: vazio de conteúdo, cego de princípios, inútil como exemplo.

7 de jul. de 2010

A MÍDIA DO LIXO

Bom Dia!


O que tem a ver uma mulher vestida de LINGERIE, na Praça de São Pedro no Vaticano, em frente à Basílica que é o maior símbolo de sua religião para os católicos, segurando uma cruz em tom ameaçador contra um sacerdote de batina e sob as palavras: “Pedofilia não”? Pasmem vocês, mas segundo a empresa DU LOREN, esta é a forma ‘revolucionária’ e ‘chocante’ de ‘denunciar’ as ‘hipocrisias’ dos nossos tempos.

Ou seja, para a DU LOREN, vender roupas de baixo está associada a atacar a fé e a religião de milhões de pessoas neste país. Qual a razão disto?

Ora, quando se esvazia de uma sociedade sua substância moral, graças à relativização que se falsamente denomina ‘modernismo’, qualquer aberração e atrocidade passam a ser chamadas de ‘ousadia’. É ousado aquele que é agressivo, aético, pornográfico, etc. O que em tempos normais seria uma agressão a todos os cidadãos que não compartilham com este tipo de sujeira, passa a ser encarado como sinal dos novos tempos.

A campanha (?) da DU LOREN é vazia de conteúdo, talvez por seus produtos não apresentarem nenhuma evolução digna de ser trabalhada na mídia. Por não ter substância, ela optou pelo ataque perverso, mentiroso e cruel contra a Igreja Católica.

Dizer que os padres são pedófilos, quando o número de sacerdotes que cometeram este hediondo crime chega a 0,2% é, no mínimo, demonstrar que além de má fé, o autor desta campanha possui uma ignorância crônica ou uma amnésia seletiva. Além do mau gosto total da campanha, percebe-se uma aposta de que os católicos não reagirão a mais este ataque. Não se devia apostar nisto. Violência não se combate com violência, mas com atitudes firmes de quem se sente ofendido.

E a maior delas num país capitalista é bem simples: não comprar os produtos desta marca! Este é o nosso direito. Mais do que isto: é nosso dever para demonstrarmos a esta ‘ilustre’ empresa de que, ao esvaziar sua campanha publicitária, pela pobreza de seus produtos, ela nos deu o direito de trocarmos de empresa. A hora é esta, a resposta é esta.

3 de jul. de 2010

VISÃO SISTÊMICA 2 X 1 TEIMOSIA

Boa Noite!

Como cidadão brasileiro e torcedor apaixonado pelo futebol (cientificamente agora é doença masculina), estou muito triste com a eliminação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo. E o pior, perdendo de virada! Desde que Ayrton Senna morreu, o número 1 para nós virou meio que necessidade básica de saúde. Ultimamente, à exceção do vôlei, só visualizamos ser número 1 em comercial de cerveja. Por isso estou triste.
Mas como aprendiz de gestor confesso que não fiquei surpreso com a virada. Vejam bem a radiografia do jogo sob a lógica empresarial:
1o. tempo:
A empresa Brasil montou um esquema vitorioso, talvez até inesperado pelo concorrente principal (Holanda) que repetia sua tática passada. A concorrência tentava sufocar nossa empresa em nosso próprio campo, numa estratégia para a qual havíamos nos preparado, discutido e postado nossos melhores funcionários (os atletas). Portanto, pegos de surpresa, a concorrência bateu cabeça durante todo o primeiro tempo. Resultado: Brasil 1 a 0. Poderia ter sido mais. O que faltou? Opções de qualidade. Os nossos gestores (Dunga & Cia), preferiram levar para a Copa jogadores 'disciplinados'. Até aí tudo bem, o problema é que ser disciplinado não significa ser limitado.
Quando o gestor não quer alguém bom em seu time, porque esse alguém tem a coragem de dizer-lhe as verdades que não quer ouvir, ele, administrador, dá o passo decisivo para sua derrota.
O Brasil não tinha outros talentos. Resultado: a vantagem mínima, mas afinal, vantagem.
Intervalo:
Quando a supresa do nosso produto esmaece, a concorrência para seus processos para nos avaliar. Mas deixa tempo para fazermos o mesmo. E aí, neste momento, entra em ação a famosa e insuperável VISÃO SISTÊMICA. Ou seja, ver o todo, não apenas aquilo que lhe interessa, o seu mundinho ou suas ridículas crenças subjetivas.
Como não conseguimos ver o que aconteceu lá dentro (nas reuniões internas das empresas), restava aguardarmos a nova etapa.
2o. tempo:
A concorrência muda a estratégia. Recua a equipe e faz com que o Brasil necessita sair do esquema de jogo anterior. E aí vem a surpresa negativa: Dunga não mexeu em nada! Ele simplesmente acreditou que a Holanda voltaria igual! Ou seja, parece que ele achou o técnico holandês um clone seu (como será que se diz Dunga em holandês?).
O Brasil se atrapalha com a vantagem, começa a bater cabeça e aí um dos seus maiores gestores (o Júlio César), não orienta sua equipe e toma um gol inesperado. A vitória da concorrência ainda é algo possível, mas não certo. Porém a nossa equipe sentiu a falha operacional. O que faz nosso gestor maior? Nada.
Nada? Nada. Afinal, ele é o Dunga. Teimoso, turrão e mais teimoso. O time é esse e ponto final.
A concorrência tem que entender isso e se adequar ao meu time.
Mas o técnico holandês vê o jogo. Como um todo. Ele não é teimoso.
Muda a equipe, muda o esquema de jogo e passa a explorar o nervosismo da equipe brasileira.
O que acontece?
Nova confusão entre os gestores e mais um ganho da concorrência - 2 a 1 Holanda.
O que faz Dunga? Ele aproveita para provar que é o Dunga: após a expulsão (indisciplina???) de um jogador nosso, ele troca SEIS por MEIA DÚZIA. Como já havia falado aqui, ele tem medo de ousar, ou simplesmente não possui visão sistêmica.
Por um ou por outro motivo, estou a esta hora sentado e descarregando no computador as mágoas de mais uma derrota. Perdi como cidadão, mas reconheço como gestor que, mais uma vez, ganhou a Visão Sistêmica contra a Teimosia.
Que pena que ela, teimosia, estava sentada no comando da equipe brasileira...

2 de jul. de 2010

A PRAGA DOS ALMOFADINHAS

Bom Dia!

Você conhece algum almofadinha? Sabe aquele cara, em geral levado pelas mãos ou favores de alguém para uma posição de muita projeção social, e que parecer recém-saído de um livro de auto-ajuda voltado para gestores?
Eles repetem jargões antigos, que decoraram com muito esmero, checaram no dicionário o significado de cada uma das palavras que os compõem, ainda que não pratique ou não acredite em quase nada do que fala. O almofadinha é um chato, antes de todas as outras drogas que ele representa.
Gosta muito de falar em outros idiomas e, por isso, jamais vai dizer que lhe quer fazer uma avaliação de sua atuação, ele quer um "feed-back".
Ele acha 'sinergia' em tudo o que deseja, claro se os demais concordarem com tudo o que ele quer. É sinergia prá cá, sinergia prá lá. Sei lá como se chama a filhinha (coitada) desse camarada... será Sinergia?
Ele é um legítimo representante dos modismos: conhece-os e repete-os de  forma mecânica e praticamente sem pensar. Aliás, pensar não é o forte do almofadinha. Ele não tem tempo para isto: está puxando o saco de alguém, ou melhor dizendo, formando sua "net".
Descobri que o almofadinha não é um adjetivo. É um substantivo e se liga a esta doença altamente contagiosa e com grande incidência nos mercados modernos. Ele está um pouco acima dos imbecis, mas ainda abaixo dos energúmenos, porém ganhando bastante terreno.
Por isso, acredite você ou não em Deus (e eu tenho certeza da sua existência), não se esqueça de pedir ao Criador todo dia:
"Senhor,
Livrai-me dos almofadinhas,
Deixai-o felizes e trancados em suas casas.
Mas se tua infinita misericórdia impedir de retê-los ali,
Pai de Misericórdia,
Levai-os para trabalharem na concorrência.
Amém!"