26 de dez. de 2007

TEMPO DE REFLEXÃO

Bom Dia!

Esta época de festas sempre serve para revisitarmos nossos planos profissional e pessoal. É um momento que não pode ser interpretado como uma "parada", e sim como um novo reinício. Devemos buscar as coisas velhas, desgastadas e jogá-las no lixo das inutilidades. Aprender com o passado é sabedoria, ficar preso nele é imprudência.
As experiências servem de base a um profissional, nunca de amarras.
Este tempo deve ser de cada um.
Tempo de retomada. De se estabelecerem prioridades, de ajustarmos o foco de nossas vidas.
Não deveria ser um tempo de promessas, mas sim de compromissos.
Podemos e devemos ser melhores. Para conosco e com os que repartem suas competências, sonhos e produção profissional com cada líder que atua numa corporação.
Refletir e mudar. Mudar e melhorar.
Sendo melhores deveremos ser mais justos.
E como disse o sábio: justiça e paz se abraçarão!

20 de dez. de 2007

ATENÇÃO PRIMÁRIA: INCOMPREENSÕES OU FALTA DE OUSADIA?

Bom Dia!

Notícias de Portugal nos dão conta do embate que está se desenrolando entre a Ordem dos Médicos daquele país e o Governo, por conta da decisão de fechamento de Unidades Ambulatoriais e transferência dos Médicos de Família para realização de atendimento em centros hospitalares. Os representantes dos médicos projetam uma redução de 300 mil consultas, ou seja, atendimentos por ano com a medida, além dos evidentes problemas que acarretará a presença de generalistas em ambiente de alta complexidade, com demanda forte de atendimentos de emergência.
A questão que gostaria de suscitar é: os gestores de saúde pouco compreendem a abrangência da intervenção no nível primário ou estamos sendo pouco ousados nesta intervenção? Será que nos tornamos, aqueles que defendem a Atenção Primária, dogmáticos demais, burocráticos em excesso e não estamos perecebendo as mudanças culturais das sociedades?
Não se trata de alterar a linha mestra de atuação, não é isto. Mas, se a adesão dos clientes não se dá no nível esperado, como já debatemos aqui, e se os financiadores começam a colocar impecilhos na própria estrutura física das unidades, no mínimo deveríamos discutir o que está acontecendo.
Será que não está faltando criatividade e desenvolvimento de novas opções?

18 de dez. de 2007

ANS E A INCLUSÃO OBRIGATÓRIA DE PROCEDIMENTOS

Bom Dia!

Veicula-se hoje em alguns periódicos a posição da ABRAMGE, anunciada por seu Presidente, de impetrar ação judicial contra a ANS em virtude da Resolução que obriga os planos de mercado a ofertarem cem novos procedimentos, definidos como obrigatórios, sem a respectiva contrapartida financeira pelos clientes.
A ANS alega que são procedimentos essenciais à cobertura de saúde, ou seja, seu não oferecimento implicaria numa exposição ao risco por parte dos clientes.
As operadoras alegam que a única forme de se manterem equlibradas, tal qual exige a própria ANS, é compensar a inclusão dos novos procedimentos com um acréscimo atuarial de preços. Isto porque, existindo a oferta, na saúde, certamente se dará a demanda.
O triste disso tudo, além do litígio que em nada vai acrescentar de bom ao setor de saúde suplementar brasileiro, é constatar a incapacidade recorrente da ANS em discutir SAÚDE.
Não é possível ficar repetindo sempre que este ou aquele ator não adere aos projetos estratégicos que tanto beneficiariam os clientes da saúde suplementar; também não se pode mais acreditar que demonizando-se este ou aquele ator, ocorrerão ganhos para o sistema!
Está claro que a ANS não tem projetos estruturantes e voltados para a saúde coletiva desta parcela da população brasileira que já alcança os 48 milhões de usuários! Aos discursos e retóricas da Atenção Primária não se seguem medidas concretas que permitam sua viabilização! Enquanto isto, atritos e mais atritos, tensionamentos e mais tensionamentos. É assim que queremos agregar valor aos nossos clientes?
Lamentável o centro da discussão. E serão lamentáveis os seus desdobramentos, sejam eles quais forem, sejam quais forem as idéias que preponderarem!
Precisamos discutir um grande acordo, uma grande estratégia para a saúde suplementar no país. Enquanto ela existe, ou enquanto ainda pode ser chamada de saúde...

NOVO FINANCIAMENTO OU NOVA GESTÃO?

Boa Tarde!

Superada a questão da votação da CPMF como fonte principal de financiamento para o Ministério de Saúde, proliferam os boatos de um "novo" imposto para a Saúde pública.
A questão do financiamento é discussão complexa e que, em nossos dias, alcança todos os países do mundo. O critério de substituir um imposto por outro, ao invés da discussão de eficiência é uma ultrapassada e arcaica estratégia nacional.
Este momento é muito rico para o Governo rever suas prioridades, dar mais foco à máquina estatal e priorizar o crescimento do país, não da máquina e estrutura governamentais. Ao invés de mais carga tributária, por que não mais carga gerencial? Ao invés de mais funcionários em nível de execução, por que não mais reguladores (auditores, fiscais, etc)?
Uma maior competência gerencial em toda a estrutura do governo dará maior resultado do que um maior volume de recursos em caixa que não são estruturantes e nem resguardam as políticas de futuro para o nosso país.
O desafio é pela competência. É um PAC interno, da porta do governo para dentro.
A tentação do aumento da carga tributária somente levará ao pecado da gula: come-se tanto que, no primeiro momento tem-se a sensação de prazer, apenas para resultar num tremendo (e às vezes mortal) mal-estar!
Governantes: fujam da tentação! Optem pela competência... sem mais impostos!

14 de dez. de 2007

DITOS E FEITOS...

Bom Dia!

Para que nossa sexta feira seja um dia de mudanças e reflexões, sempre esperando que as lições da democracia sejam usadas para tornar nossos dirigentes mais sábios e não mais onerantes, tributariamente falando, deixo-lhes algumas reflexões sobre GOVERNAR:

"Na eleição vendem-se sonhos, mas no governo é preciso mostrar resultados de modo a dar argumentos de defesa aos aliados
e tirar as armas de ataque das mãos dos adversários".
(Dora Kramer)

"Em política nunca se deve fazer uma reunião, muito menos uma prévia, sem que se saiba com antecedência qual será o resultado."
(Tancredo Neves)

13 de dez. de 2007

ESCUTAR E OUVIR

Bom Dia!

Aparentemente os dois verbos têm o mesmo significado. No dicionário as diferenças entre ambos podem ser consideradas sutis. No mundo corporativo e, em especial, na questão do atendimento ao cliente, infelizmente, as divergências são imensas... e perigosas!
Inúmeros se tornaram, neste começo de Século XXI, os canais para se ouvir os clientes: proliferam centrais de atendimento, os ditos call-centers; a internet propicia o famoso "Fale conosco"; as empresas criam especialistas ditos ouvidores, e por aí vai. Este imenso apareto, que mais lembra uma orelha gigantesca concede um falso acesso: os clientes falam, sugerem, queixam-se, para em troca receberem pedidos de desculpas protocolares, eletrônicos ou mecânicos. Mas, as causas que geraram o perigo invisível da insatisfação, foram escutadas?
Estamos realmente dando importância ao que o cliente está, livremente, informando-nos?
Estamos percebendo as nuances comportamentais, de preferência, ou mesmo os sinais de novas tendências que eles nos repassam de maneira espontânea e gratuita?
Os sábios nos ensinam que devemos aprender a ouvir.
Os clientes nos ensinam sabiamente que devemos aprender a ouvir e escutar o que nos dizem.
Ao ouvir bem, podemos aperfeiçoar os processos, as estruturas e toda a logística que envolve nossa organização. Ao ouvir e escutar, além de tudo isso, estamos nos habilitando a aperfeiçoar nosso portfólio de produtos ou mesmo antecipar as necessidades do mercado com novas ofertas.
O foco no cliente deveria ser a Visão mundial e homogênea das empresas e organizações em todos os setores.
O encantamento dos clientes requer que saibamos ouvi-los e escutá-los.

12 de dez. de 2007

COMEMORAR... O QUE?

Bom Dia!

Esta semana a UNICEF anunciou a primeira redução da mortalidade das crianças em todo o mundo, para menos de 10 milhões por ano. É isto mesmo: estamos comemorando(?) a queda dos óbitos daqueles que deveriam ser cuidados, tratados com carinho e educados para, num futuro não tão longínquo, darem a este planeta e seus habitantes melhores exemplos e conduções do que nós o fizemos.
Pois nos resta ficar alegres com o fato de que menos crianças morreram. Para ser exato: 9,7 milhões em 2006.
Um lado positivo é que a Atenção Primária, principal força motriz das ações tem um resultado incontestável: em 46 anos (1960 a 2006) foi capaz de fazer com que a mortalidade se reduziess em 60% (sessenta por cento)! Quanto menos mortalidade, menos gastos, mais qualidade de vida, mais sistema de saúde de fato e de direito!
O que dói é o número. Nove milhões de vidas jogadas fora pela teimosia dos dirigentes mundiais em reconhecer as ações primárias como vitais para a Saúde Coletiva.É fato que inaugurar um Hospital dá mais exposição à mídia do que instalar uma Equipe multidisciplinar. Talvez até venda mais cotas para a televisão. Mas, não traz as vidas destas crianças de volta.
Agora que estas vítimas do silêncio e da omissão se tornaram anjos, vamos pedir que intercedam junto ao Criador para amolecer os corações destes dirigentes e abrir seus olhos.
Quanto a nós, perseverar, perseverar e, nas férias, perseverar!

7 de dez. de 2007

DITOS E FEITOS...

Bom Dia!

A sexta feira é o prenúncio de um recomeço. Reduzimos a velocidade da semana, suspendemos no que é possível nossas frustrações e decepções e tentamos encontrar razões e forças para reiniciar a difícil batalha pela sobrevivência.

Por isso, resolvi trazer alguns pensamentos recolhidos e deixá-los como fonte de inspiração e reflexão para todos nós!

"O maior erro dos médicos é tentar curar o corpo sem curar a alma... corpo e alma são um e não podem ser tratados separadamente!"
(PLATÃO)

"Governar é a refinada técnica de criar problemas. Cujas soluções mantenham o povo em suspense".
(EZRA POUND)

Chega de falar em fim! Um bom recomeço a todos!

5 de dez. de 2007

EXPERIÊNCIA E SABEDORIA

Bom Dia!

Andei lendo uma entrevista do chefe do Departamento de Neuropsiquiatria da Faculdade de Nova Iorque (Dr. Elkhonon Goldberg) a respeito das revolucionárias teses que estão sendo desenvolvidas e testadas pelos pesquisadores daquele importante centro, relacionadas ao cérebro e seu comportamento no envelhecimento.
São teorias que contradizem as correntes atuais, pois afirmam que o processo de envelhecimento deste órgão humano não é linear, como se acreditava até então. Não sendo, assim, um caminho de mão única, o envelhecimento traz ganhos e não apenas perdas como acreditavam os estudiosos e a corrente hegemônica em nossos dias.
O fato do cérebro "saber" envelhecer explicaria, por exemplo, porque os mais velhos conseguem, em geral, enfrentar problemas de maior complexidade que as crianças: o acúmulo das experiências vividas é processado e transformado em soluções, desde que sejam efetuados os estímulos apropriados.
Ou seja, na vida e na gestão a sabedoria tem como base o saber acumulado, mais as experiências vividas e a forma correta de estimulá-las: mantendo os desafios constantes em nossas vidas! Eis nosso plano de vida profissional: fazer com que as adversidades sejam encaradas como desafios, nunca como desestímulos; manter os estudos e ser, sempre, todo o tempo, ético e mais ético. Assim ajudaremos o cérebro não a ficar mais velho, e sim, literalmente, mais experiente!