Boa Noite!
Os jornais hoje dão-nos mais uma dos tribunais brasileiros na sua longa e incansável jornada dentro da Saúde Suplementar.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou sentança que condenou a UNIMED RJ, pela demora desta última em autorizar uma cirurgia cardíaca de paciente compradora de seus planos. A referida senhora veio a óbito no pós cirúrgico e o seu filho ingressou com pedido de reparação que foi acolhido pelo TJ - RJ. Este último fixou a reparação em R$ 20 mil que, agora, foram aumentados em 650% pelo STJ alcançando a cifra de R$ 150 mil.
As alegações do supremo tribunal? A condenação não seguiu os padrões das demais condenações nesta área e, assim, cabe a reparação.
O fato não foi objeto de denúncia pelo CREMERJ e nem ficamos sabedores de que aquele Conselho de Medicina determinou medidas retaliatórias contra a cooperativa, como costuma fazer com outras operadoras. Mas o fato concreto é que a justiça toma uma outra posição da justiça, sem que haja normas para embasá-las.
A ausência de um Código bem elaborado e discutido com toda a sociedade faz com que os juízes determinem e os tribunais amplifiquem sentenças e mais sentenças que ao invés de ordenar e organizar o setor transportam este cada vez mais perto do seu desarranjo total.
A que servirá isto?
Quem ganha com uma quebradeira generalizada nas operadoras de saúde suplementar? Será que também nossos julgadores encamparam a espatafúrdia tese da ANS de que uma concentração de operadoras neste mercado dará a ele uma "maior qualidade"?
Não estamos e nem devemos julgar o caso específico. As provas devem ser produzidas nos autos e ali se fará a produção do convencimento. Mas a repetição dos atos e em especial a imensa lacuna legislativa que possuímos deixa, qualquer gestor mais informado, a ligeira sensação de que estamos ladeira a baixo, quase ficando sem freios.
Judicializar o setor não trará a Saúde de qualidade que todos esperamos, mais, necessitamos. Enquanto o Congresso não assume seu papel legítimo e necessário, os tribunais vão produzindo seus acórdãos e a situação ficando cada vez mais difícil. É bom nos lembarmos destas questões quando forem abertas oficilmente as campanhas presidenciais (que já começaram). Pois, afinal, ao menos um compromisso verbal os candidatos devem assumir. Porém, mais garantido mesmo é continuar rezando.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
25 de out. de 2009
24 de out. de 2009
NÃO É A MAMÃE!
Boa Tarde!
Existia uma personagem de uma série, exibida na televisão nos anos 80, personificando um filhote de dinossauro que não conseguia falar mais nada a não ser: “Não é a mamãe!”. Em especial para o seu pai (dinossauro, também), e geralmente após ter aprontado alguma. Ficou famoso naquela época e virou costume entre os jovens, quando se desejava não ficar calado após alguma bobagem simplesmente repetir este bordão.
Pois bem, lembrei-me dele bastante esta semana, em especial após a lamentável e desastrosa entrevista concedida pelo Senhor Presidente da República ao jornal “Folha de São Paulo”, onde expressamente declarou que em busca de votos (e portanto de poder), Jesus se voltasse ao Brasil faria aliança até com Judas Iscariotes.
Lamentei por três aspectos a reportagem, e não apenas a deplorável frase proferida pelo maior servidor público brasileiro e aquele em que deveríamos todos nós nos espelhar quanto ao exemplo de dignidade e integridade. Deveríamos, mas não o podemos fazê-lo:
PRIMEIRO, porque toda a entrevista é um cabedel de arrogância e prepotência, onde o ex-metalúrgico e ex-líder dos trabalhadores do ABC paulista, demonstra quanto se travestiu de poder, acreditando-se hoje estar acima do bem e do mal e, parece-me, pensando ser eterno o poder, mesmo dos ditadores, o que ainda não é o seu caso.
SEGUNDO, porque deixa bastante transparente a metodologia de busca do poder adotada por ele e seus pares: vale tudo, qualquer coisa deve ser feita em busca dos votos, mesmo que esta coisa seja uma aliança com qualquer tipo de gente, retratado por ele na figura traiçoeira e egoísta do Judas Iscariotes. Se há poder, deixa-nos a impressão as tristes palavras presidenciais, então não existem limites para se alcançá-lo. O poder se justificaria simplesmente pelo poder. Já houve na História Geral quem adotasse esta prática. As seqüelas e dores deixadas por eles persistem ainda hoje nas famílias sobreviventes ao Holocausto.
TERCEIRO, porque retoma a tese que os petistas vem martelando há muito tempo da relativização da Ética. O poder se explica per si, e a ética não poderia impedir alguém de alcançá-lo. Acontece que a Ética não se modifica, nem se relativiza. Ela é um conjunto de padrões e atitudes que sobrepõem sempre o coletivo às aspirações individualistas e egoístas.
O poder é um meio de se modificar a sociedade para o alcance do bem comum. A ditadura é o poder exercido sob a visão e de acordo com as prioridades de um único ser, ou de um grupelho enclausurado no comando do Estado. Jesus não faria aliança com Judas, pois jamais teve o poder como objetivo individual, ou aspirou ao poder pelo poder. Também ele não trairia seus princípios e valores em busca de mandatos. Portanto, ao contrário do que erroneamente falou o Senhor Lula, não é Jesus quem faz aliança com qualquer um em busca de votos, ou de aumento de poder, ou de silêncio nos testemunhos, ou de negativas à instalação de CPI’s, ou de...
Existia uma personagem de uma série, exibida na televisão nos anos 80, personificando um filhote de dinossauro que não conseguia falar mais nada a não ser: “Não é a mamãe!”. Em especial para o seu pai (dinossauro, também), e geralmente após ter aprontado alguma. Ficou famoso naquela época e virou costume entre os jovens, quando se desejava não ficar calado após alguma bobagem simplesmente repetir este bordão.
Pois bem, lembrei-me dele bastante esta semana, em especial após a lamentável e desastrosa entrevista concedida pelo Senhor Presidente da República ao jornal “Folha de São Paulo”, onde expressamente declarou que em busca de votos (e portanto de poder), Jesus se voltasse ao Brasil faria aliança até com Judas Iscariotes.
Lamentei por três aspectos a reportagem, e não apenas a deplorável frase proferida pelo maior servidor público brasileiro e aquele em que deveríamos todos nós nos espelhar quanto ao exemplo de dignidade e integridade. Deveríamos, mas não o podemos fazê-lo:
PRIMEIRO, porque toda a entrevista é um cabedel de arrogância e prepotência, onde o ex-metalúrgico e ex-líder dos trabalhadores do ABC paulista, demonstra quanto se travestiu de poder, acreditando-se hoje estar acima do bem e do mal e, parece-me, pensando ser eterno o poder, mesmo dos ditadores, o que ainda não é o seu caso.
SEGUNDO, porque deixa bastante transparente a metodologia de busca do poder adotada por ele e seus pares: vale tudo, qualquer coisa deve ser feita em busca dos votos, mesmo que esta coisa seja uma aliança com qualquer tipo de gente, retratado por ele na figura traiçoeira e egoísta do Judas Iscariotes. Se há poder, deixa-nos a impressão as tristes palavras presidenciais, então não existem limites para se alcançá-lo. O poder se justificaria simplesmente pelo poder. Já houve na História Geral quem adotasse esta prática. As seqüelas e dores deixadas por eles persistem ainda hoje nas famílias sobreviventes ao Holocausto.
TERCEIRO, porque retoma a tese que os petistas vem martelando há muito tempo da relativização da Ética. O poder se explica per si, e a ética não poderia impedir alguém de alcançá-lo. Acontece que a Ética não se modifica, nem se relativiza. Ela é um conjunto de padrões e atitudes que sobrepõem sempre o coletivo às aspirações individualistas e egoístas.
O poder é um meio de se modificar a sociedade para o alcance do bem comum. A ditadura é o poder exercido sob a visão e de acordo com as prioridades de um único ser, ou de um grupelho enclausurado no comando do Estado. Jesus não faria aliança com Judas, pois jamais teve o poder como objetivo individual, ou aspirou ao poder pelo poder. Também ele não trairia seus princípios e valores em busca de mandatos. Portanto, ao contrário do que erroneamente falou o Senhor Lula, não é Jesus quem faz aliança com qualquer um em busca de votos, ou de aumento de poder, ou de silêncio nos testemunhos, ou de negativas à instalação de CPI’s, ou de...
18 de out. de 2009
EDUCAÇÃO E TECNIFICAÇÃO
Boa Noite!
Neste momento de vacas magras, as empresas têm optado por adiar maiores investimentos na capacitação de seus quadros, preferindo realizar eventos isolados e focados mais no campo técnico operacional. Para isto conseguem multiplicadores também especializados na visão pontual das matérias que são objeto dos treinamentos e adiam a discussão acerca do investimento na formação de seus quadros.
Por trás da questão financeira e orçamentária está algo um tanto quanto esquecida de muitos: formamos ou tornamos aptos de maneira técnica nossos funcionários? Existe diferença entre formação e tecnificação?
A tecnificação centraliza suas atenções e prioridades na apreensão do MODUS OPERANDI por parte dos treinandos. Sua ênfase se dá naquilo que se está demonstrando, na operação, na prática, enfim no conjunto de informações, demonstrações e explicações que descrevem o produto ou a técnica objeto do evento. Ela considera o homem importante para a obtenção do fim, ou seja, de certa forma, torna-o MEIO para se alcançar determinado objetivo estratégico da corporação.
Por isso, eventos tecnicistas não admitem discussão, nem sequer apresentação de sugestões que aprimorem o que se demonstra. O treinando é mero agente passivo, pois o centro é o produto, o meio é o agente humano.
Já quando falamos sobre o processo educacional deslocamos o centro do sistema para o treinando. Ele é o objetivo principal da capacitação. Mudá-lo implicará em mudar o meio ambiente onde está inserido e, por esta nova postura, alcançar-se-á o objetivo estratégico pretendido. Portanto, o ser humano é o agente das mudanças e seu principal fim. Um treinamento educacional busca a adesão dos corações e mentes dos treinandos.
Formar o homem é que importa, este é o centro do processo, por ele é que a organização alcança um estado melhor do ponto de vista do mercado, de sua solidez e da longevidade desejada. Assim, o processo aprendizagem não pode existir sem a efetiva participação do treinando. Este é mais do que convidado, ele é incentivado a opinar construtivamente acerca do produto, que desta forma deverá se tornar mais rico e qualificado.
O MARKET SHARE final, dessa forma, passa pela sensação do trabalhador de que é parte efetiva na organização para a qual está prestando seus valiosos serviços. Empresas vencedoras em geral formam seus líderes, não os transformam em meros operadores de terminais. Colocar uma estação, um micro computador numa mesa, em frente a um empregado não deveria mais ser confundido com a disseminação ou avanço tecnológico de uma organização. Não é a máquina que traz a informação e, principalmente, a formação da pessoa. É o acesso que se favorece, aí sim, usando inclusive a máquina.
Existem empresas e empresas. Existem educadores e meros multiplicadores. Para quem deseja profissionais em seus quadros fica a orientação de que busque sempre educadores. Figurantes de treinamentos já existem à exaustão em nosso país. Agentes educacionais merecem não apenas oportunidades, mas remuneração que assegure a fidelidade a sua organização.
Neste momento de vacas magras, as empresas têm optado por adiar maiores investimentos na capacitação de seus quadros, preferindo realizar eventos isolados e focados mais no campo técnico operacional. Para isto conseguem multiplicadores também especializados na visão pontual das matérias que são objeto dos treinamentos e adiam a discussão acerca do investimento na formação de seus quadros.
Por trás da questão financeira e orçamentária está algo um tanto quanto esquecida de muitos: formamos ou tornamos aptos de maneira técnica nossos funcionários? Existe diferença entre formação e tecnificação?
A tecnificação centraliza suas atenções e prioridades na apreensão do MODUS OPERANDI por parte dos treinandos. Sua ênfase se dá naquilo que se está demonstrando, na operação, na prática, enfim no conjunto de informações, demonstrações e explicações que descrevem o produto ou a técnica objeto do evento. Ela considera o homem importante para a obtenção do fim, ou seja, de certa forma, torna-o MEIO para se alcançar determinado objetivo estratégico da corporação.
Por isso, eventos tecnicistas não admitem discussão, nem sequer apresentação de sugestões que aprimorem o que se demonstra. O treinando é mero agente passivo, pois o centro é o produto, o meio é o agente humano.
Já quando falamos sobre o processo educacional deslocamos o centro do sistema para o treinando. Ele é o objetivo principal da capacitação. Mudá-lo implicará em mudar o meio ambiente onde está inserido e, por esta nova postura, alcançar-se-á o objetivo estratégico pretendido. Portanto, o ser humano é o agente das mudanças e seu principal fim. Um treinamento educacional busca a adesão dos corações e mentes dos treinandos.
Formar o homem é que importa, este é o centro do processo, por ele é que a organização alcança um estado melhor do ponto de vista do mercado, de sua solidez e da longevidade desejada. Assim, o processo aprendizagem não pode existir sem a efetiva participação do treinando. Este é mais do que convidado, ele é incentivado a opinar construtivamente acerca do produto, que desta forma deverá se tornar mais rico e qualificado.
O MARKET SHARE final, dessa forma, passa pela sensação do trabalhador de que é parte efetiva na organização para a qual está prestando seus valiosos serviços. Empresas vencedoras em geral formam seus líderes, não os transformam em meros operadores de terminais. Colocar uma estação, um micro computador numa mesa, em frente a um empregado não deveria mais ser confundido com a disseminação ou avanço tecnológico de uma organização. Não é a máquina que traz a informação e, principalmente, a formação da pessoa. É o acesso que se favorece, aí sim, usando inclusive a máquina.
Existem empresas e empresas. Existem educadores e meros multiplicadores. Para quem deseja profissionais em seus quadros fica a orientação de que busque sempre educadores. Figurantes de treinamentos já existem à exaustão em nosso país. Agentes educacionais merecem não apenas oportunidades, mas remuneração que assegure a fidelidade a sua organização.
12 de out. de 2009
A INCLUSÃO DE RÁDIO
Boa Tarde!
Revi em um canal de televisão fechado o antigo filme chamado “Meu nome é Rádio”, que aborda um drama real vivido por um professor e treinador americano para incluir um jovem possuidor de retardo mental na escola em que lecionava (correspondente ao Ensino Médio brasileiro).
Com o apoio desconfiado de uns e o explícito desdém de outros, o professor vai enfrentando seus próprios fantasmas e o isolamento de todos os que lidam e defendem o direito de inclusão das pessoas com deficiência, até que consegue com um gesto extremo (óbvio, no final da película), dobrar os corações e em especial a mente de todos.
À época da filmagem, por volta do final dos anos 80, o motivador da história que tinha como apelido Rádio (James Edward Kennedy), ainda era vivo e atuante no time de futebol americano anteriormente treinado por seu mentor e protetor.
O que fica para nós é a questão da inclusão. De como ela é tratada com serenidade e firmeza pelo educador, sem protecionismos e sem paternalismos. O deficiente não deve ser colocado numa redoma de vidro, ou ter todos os seus atos “compreendidos”, como se suas limitações o tornassem acima do bem e do mal. Ao contrário, dando-lhe responsabilidades crescentes, porém sempre conjugadas ao respeito aos seus direitos naturais, as pessoas com deficiência podem e devem se integrar ao processo produtivo de uma nação contribuindo, menos para um eventual aumento de sua produtividade industrial, e sempre mais para que não nos esqueçamos da função social da propriedade privada e do crescimento sustentável.
Estranho tempo este nosso: a interação produziu em todos os habitantes do planeta Terra (e é positivo que o tenha feito) uma maior preocupação com as reservas naturais não renováveis; para com os animais em extinção; para com as florestas e matas que tão covardemente são massacradas na silenciosa omissão daqueles que são eleitos, também, para protegê-las. Mas em nada, ou quase nada, a globalização trouxe o ser humano para o centro das atenções e a vida para a coluna principal dos direitos a serem defendidos.
Ora, se não cuidamos das crianças e dos fetos, como poderemos afirmar que estamos cuidando bem dos que possuem deficiência? Esta luta ainda é solitária e efetuada em especial por aqueles que possuem pessoas assim em sua família. Desde que o nazismo resolveu exterminar os fetos (se oriundos de judeus) e os deficientes (pois consumiam e não produziam), a sociedade resolveu chocar-se com as histórias de terror que surgem, mas ignorá-los solenemente no seu dia-a-dia.
Rádio venceu por sua imensa vontade pessoal. Mas a oportunidade lhe foi dada pela perseverança do seu educador, amigo e verdadeiro irmão. Se olharmos em nossa volta, bastaríamos ser o educador para um único portador de deficiência e o mundo deles e o nosso seria melhor. Por que não experimentar?
Revi em um canal de televisão fechado o antigo filme chamado “Meu nome é Rádio”, que aborda um drama real vivido por um professor e treinador americano para incluir um jovem possuidor de retardo mental na escola em que lecionava (correspondente ao Ensino Médio brasileiro).
Com o apoio desconfiado de uns e o explícito desdém de outros, o professor vai enfrentando seus próprios fantasmas e o isolamento de todos os que lidam e defendem o direito de inclusão das pessoas com deficiência, até que consegue com um gesto extremo (óbvio, no final da película), dobrar os corações e em especial a mente de todos.
À época da filmagem, por volta do final dos anos 80, o motivador da história que tinha como apelido Rádio (James Edward Kennedy), ainda era vivo e atuante no time de futebol americano anteriormente treinado por seu mentor e protetor.
O que fica para nós é a questão da inclusão. De como ela é tratada com serenidade e firmeza pelo educador, sem protecionismos e sem paternalismos. O deficiente não deve ser colocado numa redoma de vidro, ou ter todos os seus atos “compreendidos”, como se suas limitações o tornassem acima do bem e do mal. Ao contrário, dando-lhe responsabilidades crescentes, porém sempre conjugadas ao respeito aos seus direitos naturais, as pessoas com deficiência podem e devem se integrar ao processo produtivo de uma nação contribuindo, menos para um eventual aumento de sua produtividade industrial, e sempre mais para que não nos esqueçamos da função social da propriedade privada e do crescimento sustentável.
Estranho tempo este nosso: a interação produziu em todos os habitantes do planeta Terra (e é positivo que o tenha feito) uma maior preocupação com as reservas naturais não renováveis; para com os animais em extinção; para com as florestas e matas que tão covardemente são massacradas na silenciosa omissão daqueles que são eleitos, também, para protegê-las. Mas em nada, ou quase nada, a globalização trouxe o ser humano para o centro das atenções e a vida para a coluna principal dos direitos a serem defendidos.
Ora, se não cuidamos das crianças e dos fetos, como poderemos afirmar que estamos cuidando bem dos que possuem deficiência? Esta luta ainda é solitária e efetuada em especial por aqueles que possuem pessoas assim em sua família. Desde que o nazismo resolveu exterminar os fetos (se oriundos de judeus) e os deficientes (pois consumiam e não produziam), a sociedade resolveu chocar-se com as histórias de terror que surgem, mas ignorá-los solenemente no seu dia-a-dia.
Rádio venceu por sua imensa vontade pessoal. Mas a oportunidade lhe foi dada pela perseverança do seu educador, amigo e verdadeiro irmão. Se olharmos em nossa volta, bastaríamos ser o educador para um único portador de deficiência e o mundo deles e o nosso seria melhor. Por que não experimentar?
10 de out. de 2009
PRÊMIOS À VENDA
Boa Noite!
A velocidade com que as pessoas e notícias atravessam todo o planeta em nossos dias é, certamente, um dos marcos desta sociedade globalizada. O mundo interage em tempo real, as catástrofes são conhecidas e comentadas entre o almoço e o café da tarde, numa proporção de comunicação jamais vista e, para muitos, jamais pensada como possível.
Tudo isto é verdade. Mas, ao mesmo tempo, os indicadores sociais não avançam, a violência não cede e a justiça social não chega. O mundo está mais informado, mas não está mais justo. Os homens se conhecem e interagem mais, porém a solidariedade está sendo transformada em se reparar com pequenas proporções a imensa dívida social que temos para com milhões de excluídos.
A comunicação até pode ser considerada como resultante do aperfeiçoamento tecnológico. Mas a verdadeira fraternidade requer o crescimento interno do homem. E isto, a globalização não está propiciando. Interagimos mais, ao tempo em que, com isto, vamos criando um véu de isolamento e insensibilidade para aqueles que mais sofrem.
Se não somos os autores materiais de tantas e repetidas injustiças, estamos na platéia que atende ao chamado da omissão, ou pelo menos na arquibancada da acomodação. Aceitamos as mentiras que são oficializadas pelas autoridades, aceitando-as de forma irracional, enquanto ao nosso lado, na portaria do nosso prédio, ou na esquina do nosso trabalho, ou nas cercanias do nosso clube, pululam as crianças da rua, os viciados, os marginalizados e, óbvio, o tráfico que explora a todos.
Calamos nossos corações enganando nossos ouvidos. Testemunhamos defensores do aborto e do genocídio dos fetos ser testemunhados pelo Nobel da Paz, como o Sr. Obama, antes mesmo de ter feito qualquer gesto CONCRETO de defesa da Paz mundial. Ao contrário, Obama é um populista, charmoso segundo as mulheres, mas falastrão e dissimulado no que tange às mudanças que disse, em sua campanha, ser capaz de fazer (YES, WE CAN).
Prêmios não alimentam quem passa fome. Prêmios não curam as feridas que a exclusão provocou naqueles alijados dos direitos básicos de um ser humano. Pregar a paz e autorizar a violência é mais do que um contra-senso, é a cruel repetição de todos os atos ditatoriais testemunhados pela história nestes últimos dois séculos.
A Paz social requer mais do que belos discursos. Ela exige dos cidadãos conscientes uma cobrança e participação mais efetivas nas vidas política e social do nosso país. O movimento de formiguinha pode parecer pequeno, mas é a partir dele que se alimenta uma grande reforma no mundo.
A velocidade com que as pessoas e notícias atravessam todo o planeta em nossos dias é, certamente, um dos marcos desta sociedade globalizada. O mundo interage em tempo real, as catástrofes são conhecidas e comentadas entre o almoço e o café da tarde, numa proporção de comunicação jamais vista e, para muitos, jamais pensada como possível.
Tudo isto é verdade. Mas, ao mesmo tempo, os indicadores sociais não avançam, a violência não cede e a justiça social não chega. O mundo está mais informado, mas não está mais justo. Os homens se conhecem e interagem mais, porém a solidariedade está sendo transformada em se reparar com pequenas proporções a imensa dívida social que temos para com milhões de excluídos.
A comunicação até pode ser considerada como resultante do aperfeiçoamento tecnológico. Mas a verdadeira fraternidade requer o crescimento interno do homem. E isto, a globalização não está propiciando. Interagimos mais, ao tempo em que, com isto, vamos criando um véu de isolamento e insensibilidade para aqueles que mais sofrem.
Se não somos os autores materiais de tantas e repetidas injustiças, estamos na platéia que atende ao chamado da omissão, ou pelo menos na arquibancada da acomodação. Aceitamos as mentiras que são oficializadas pelas autoridades, aceitando-as de forma irracional, enquanto ao nosso lado, na portaria do nosso prédio, ou na esquina do nosso trabalho, ou nas cercanias do nosso clube, pululam as crianças da rua, os viciados, os marginalizados e, óbvio, o tráfico que explora a todos.
Calamos nossos corações enganando nossos ouvidos. Testemunhamos defensores do aborto e do genocídio dos fetos ser testemunhados pelo Nobel da Paz, como o Sr. Obama, antes mesmo de ter feito qualquer gesto CONCRETO de defesa da Paz mundial. Ao contrário, Obama é um populista, charmoso segundo as mulheres, mas falastrão e dissimulado no que tange às mudanças que disse, em sua campanha, ser capaz de fazer (YES, WE CAN).
Prêmios não alimentam quem passa fome. Prêmios não curam as feridas que a exclusão provocou naqueles alijados dos direitos básicos de um ser humano. Pregar a paz e autorizar a violência é mais do que um contra-senso, é a cruel repetição de todos os atos ditatoriais testemunhados pela história nestes últimos dois séculos.
A Paz social requer mais do que belos discursos. Ela exige dos cidadãos conscientes uma cobrança e participação mais efetivas nas vidas política e social do nosso país. O movimento de formiguinha pode parecer pequeno, mas é a partir dele que se alimenta uma grande reforma no mundo.
3 de out. de 2009
ENTRE RESULTADOS E RESULTADOS
Boa Noite!
Costumamos falar muito em resultados nos últimos tempos. E nada mais acertado do que estabelecer-se algo estratégico, construtivo e mensurável para se aferir, quando se deseja gerir com profissionalismo e técnica qualquer organização. Mas, da mesma forma que visualizar e perseguir o futuro da empresa não nos permite abandonar ou não ter em conta o presente, o resultado não se esgota em si mesmo, não lhe é possível como finalidade maior ser usado para justificar qualquer coisa ou caminho que se tome para alcançá-lo.
Fins ilícitos não devem ser usados para objetivos lícitos. Não há reforma, mudança ou melhoria num resultado que se construir a partir de meios irregulares, incorretos ou ilícitos. Cria-se uma atmosfera de permissividade, onde a quebra dos critérios técnicos e da conduta ética será apenas uma questão de tempo. Desenvolvimento verdadeiro é aquele que inclui sem abandonar seus objetivos estratégicos, mas sem esquecer a centralidade que o homem DEVE POSSUIR na sociedade globalizada.
Fins lícitos nunca devem ser aplicados para objetivos ilícitos. Não há concorrência quando se usa normas legais para se impor situações ou negociações que farão desaparecer outras empresas, em especial pela coação. Mercado se deve ganhar pela competência, pela capacidade de se agregar valor ao seu produto, enquanto os demais focam apenas no diferencial financeiro - o preço. Ter sucesso é ser capaz de equilibrar a tríade composta de: clientes satisfeitos e vinculados; funcionários competitivos e respeitados; portfólio conduzido pelo capital intelectual e não pelo financeiro.
Fins lícitos para objetivos lícitos. Esta é a receita de um crescimento sustentável. O mundo não pode prescindir do desenvolvimento. Ser igual na pobreza era a receita apregoada pela revolução marxista que, em seu nome, desrespeitou os direitos humanos, violou as regras essenciais da democracia, assassinou as vozes que se opunham a ela e buscou retirar do ser humano sua centralidade e sua capacidade de avaliar ações e necessidades da sociedade humana.
A busca pelo equilíbrio empresarial passa pela construção de resultados estruturais e ninguém pode querer entender mercado e desenvolvimento sem esta premissa. Porém, não a qualquer custo. Não de toda forma e menos ainda com qualquer meio. A licitude e a ética não são valores anacrônicos ou de outros tempos. São atuais, essenciais e diferenciadores de uma sociedade que ao crescer pretende incluir, ou ao excluir quer desconhecer a verdade de que a violência é o resultado mais rápido, mais visível e sempre presente nos lugares onde a injustiça e a exclusão prevaleceram.
Costumamos falar muito em resultados nos últimos tempos. E nada mais acertado do que estabelecer-se algo estratégico, construtivo e mensurável para se aferir, quando se deseja gerir com profissionalismo e técnica qualquer organização. Mas, da mesma forma que visualizar e perseguir o futuro da empresa não nos permite abandonar ou não ter em conta o presente, o resultado não se esgota em si mesmo, não lhe é possível como finalidade maior ser usado para justificar qualquer coisa ou caminho que se tome para alcançá-lo.
Fins ilícitos não devem ser usados para objetivos lícitos. Não há reforma, mudança ou melhoria num resultado que se construir a partir de meios irregulares, incorretos ou ilícitos. Cria-se uma atmosfera de permissividade, onde a quebra dos critérios técnicos e da conduta ética será apenas uma questão de tempo. Desenvolvimento verdadeiro é aquele que inclui sem abandonar seus objetivos estratégicos, mas sem esquecer a centralidade que o homem DEVE POSSUIR na sociedade globalizada.
Fins lícitos nunca devem ser aplicados para objetivos ilícitos. Não há concorrência quando se usa normas legais para se impor situações ou negociações que farão desaparecer outras empresas, em especial pela coação. Mercado se deve ganhar pela competência, pela capacidade de se agregar valor ao seu produto, enquanto os demais focam apenas no diferencial financeiro - o preço. Ter sucesso é ser capaz de equilibrar a tríade composta de: clientes satisfeitos e vinculados; funcionários competitivos e respeitados; portfólio conduzido pelo capital intelectual e não pelo financeiro.
Fins lícitos para objetivos lícitos. Esta é a receita de um crescimento sustentável. O mundo não pode prescindir do desenvolvimento. Ser igual na pobreza era a receita apregoada pela revolução marxista que, em seu nome, desrespeitou os direitos humanos, violou as regras essenciais da democracia, assassinou as vozes que se opunham a ela e buscou retirar do ser humano sua centralidade e sua capacidade de avaliar ações e necessidades da sociedade humana.
A busca pelo equilíbrio empresarial passa pela construção de resultados estruturais e ninguém pode querer entender mercado e desenvolvimento sem esta premissa. Porém, não a qualquer custo. Não de toda forma e menos ainda com qualquer meio. A licitude e a ética não são valores anacrônicos ou de outros tempos. São atuais, essenciais e diferenciadores de uma sociedade que ao crescer pretende incluir, ou ao excluir quer desconhecer a verdade de que a violência é o resultado mais rápido, mais visível e sempre presente nos lugares onde a injustiça e a exclusão prevaleceram.
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