Boa Noite!
Alguns Tribunais brasileiros começam a construir o absurdo conceito de que os bebês anencéfalos não merecem viver. São considerados, concretamente, vidas 'descartáveis', sem importância. A manutenção de tal gravidez, no conceito de quem defende esta forma de aborto autorizado, é desnecessária, seria um verdadeiro 'desperdício'. Vidas que não são importantes para o Estado podem ser executadas, segundo tais magistrados. Não é que escrevam isto. Nem mesmo o dizem. Mas decidem assim, com tal efeito.
É triste quando voltamo-nos para a história da humanidade e vemos que já houve esta situação anteriormente. Mudou apenas a população alvo. Agora, são os fetos (pela pressão dos que possuem interesses financeiros no aborto) e antes eram os judeus (pela pressão dos que possuíam interesses financeiros em seus bens). OU seja, mesmo com a mudança do público sofredor, o pano de fundo desta terrível chacina é o mesmo: interesses escusos, ganhos financeiros, nenhuma valorização pela vida humana.
Percebi apenas uma diferença: o silêncio na divulgação. A forma velada com que ela apareceu na imprensa, até deixando transparecer um certo receio de que a população que anda tão revoltada com a corrupção, por perceber que é manipulada pelos corruptos, venha talvez a identificar que, também no caso do aborto, a manipulação de suas mentes e corações beira às melhores práticas de ilusão e mentiras adotadas pelos nazistas.
Os judeus sofreram e pagaram com suas vidas. Por que muitos deles ao menos tiveram a possibilidade de viverem alguns anos de suas curtas vidas. Já os anencéfalos nem sequer terão direito a nascer...
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de set. de 2011
29 de set. de 2011
A POLÍTICA FARMACÊUTICA E OS PLANOS DE SAÚDE
Bom Dia!
A Agência Nacional de Saúde (ANS) encontra-se em plena discussão acerca da questão de Medicamentos nas operadoras de saúde privadas, especialmente sob uma lógica de intervenção assistencial voltada para a manutenção de estabilidade clínica. Depois de tantas resoluções que criam problemas para todos, inclusive para os clientes, parece que algum raio de sanidade gerencial aportou naquele lugar, o que deve ser saudado e aprovado por quem estuda a questão Saúde não como algo ideológico, e sim como um Sistema que se profissionaliza ou quebra de vez.
A falta de uma Política Nacional Farmacêutica que retire dos medicamentos seu componente meramente financeiro (situação atual e hegemônico) e coloque-os no amplo espectro da assistência gerenciada e qualificada, vem sendo sentida no caixa das operadoras, no bolso dos clientes e nos indicadores sanitários dos sistemas público e privado deste país, já há um bom tempo.
Falta-nos conhecimento para implementá-la? Não, penso que não. Falta vontade e vergonha.
Vontade de abrir uma mesa técnica, que seja capaz e competente a tal ponto que elabore ações e medidas concretas de implantação e acompanhamento dos resultados efetivamente observados.
Vergonha para pararmos com esta autoenganação de que, apenas com medidas restritivas e puramente negatórias, vamos conseguir algum tipo de equilíbrio PERENE, e não apenas resultados instantâneos e, por assim dizer, rapidamente solúveis, ou seja, desaparecem antes mesmo de se começar o próximo balanço.
Temos profissionais competentes para fazer esta discussão. E soube que uma das primeiras convidadades pela ANS foi a gestora de saúde Vilma Dias, que é responsável por todo o sistema de saúde de uma das maiores operadoras de autogestão deste país.
É, talvez ainda exista esperança para a ANS. Vale a pena acompanhar e cobrar.
A Agência Nacional de Saúde (ANS) encontra-se em plena discussão acerca da questão de Medicamentos nas operadoras de saúde privadas, especialmente sob uma lógica de intervenção assistencial voltada para a manutenção de estabilidade clínica. Depois de tantas resoluções que criam problemas para todos, inclusive para os clientes, parece que algum raio de sanidade gerencial aportou naquele lugar, o que deve ser saudado e aprovado por quem estuda a questão Saúde não como algo ideológico, e sim como um Sistema que se profissionaliza ou quebra de vez.
A falta de uma Política Nacional Farmacêutica que retire dos medicamentos seu componente meramente financeiro (situação atual e hegemônico) e coloque-os no amplo espectro da assistência gerenciada e qualificada, vem sendo sentida no caixa das operadoras, no bolso dos clientes e nos indicadores sanitários dos sistemas público e privado deste país, já há um bom tempo.
Falta-nos conhecimento para implementá-la? Não, penso que não. Falta vontade e vergonha.
Vontade de abrir uma mesa técnica, que seja capaz e competente a tal ponto que elabore ações e medidas concretas de implantação e acompanhamento dos resultados efetivamente observados.
Vergonha para pararmos com esta autoenganação de que, apenas com medidas restritivas e puramente negatórias, vamos conseguir algum tipo de equilíbrio PERENE, e não apenas resultados instantâneos e, por assim dizer, rapidamente solúveis, ou seja, desaparecem antes mesmo de se começar o próximo balanço.
Temos profissionais competentes para fazer esta discussão. E soube que uma das primeiras convidadades pela ANS foi a gestora de saúde Vilma Dias, que é responsável por todo o sistema de saúde de uma das maiores operadoras de autogestão deste país.
É, talvez ainda exista esperança para a ANS. Vale a pena acompanhar e cobrar.
28 de set. de 2011
ERA SÓ O QUE FALTAVA 2
Boa Tarde!
O cineasta Fernando Grostein, autor do filme "Quebrando o Tabu", mais um destes que fazem velada apologia à legalização da venda de drogas, publica artigo na Folha de São Paulo de 28.09.2011 onde defende que a legalização das drogas retiraria a venda das mãos dos barões do tráfico transferindo para os médicos por conhecerem as necessidades dos dependentes químicos.
Era só o que faltava! Jánão basta a triste confusão que presenciamos hoje na questão das órteses e próteses, onde os médicos escolhem linhas de materiais ao invés de se preocuparem com critérios técnicos de indicação e as necessidades dos clientes; já não bastam os problemas que vemos retratados em reportagens na mídia escrita e na televisão de trocas de medicamentos, prescrições erradas, uso de novas drogas sem justificativa, e por aí vai, e queremos agora, enqunato sociedade, transferiri ao médico o 'comando' da venda das drogas tornadas 'lícitas' (sic).
Até onde vai a cara de pau daqueles que defendem esta violência sem tamanho contra a juventude e a infância brasileiras?
Até onde vai a nossa amnésia sempre esquecendo das tragédias e assassinatos cometidos por conta do consumo desenfreado destas drogas, pelo fato de estarmos nos habituando à violência urbana?
Onde queremos chegar deixando que estes senhores que recebem financiamento com nossos impostos, usem de um espaço informativo para fazer defesa do que é indefensável?
O cineasta Fernando Grostein, autor do filme "Quebrando o Tabu", mais um destes que fazem velada apologia à legalização da venda de drogas, publica artigo na Folha de São Paulo de 28.09.2011 onde defende que a legalização das drogas retiraria a venda das mãos dos barões do tráfico transferindo para os médicos por conhecerem as necessidades dos dependentes químicos.
Era só o que faltava! Jánão basta a triste confusão que presenciamos hoje na questão das órteses e próteses, onde os médicos escolhem linhas de materiais ao invés de se preocuparem com critérios técnicos de indicação e as necessidades dos clientes; já não bastam os problemas que vemos retratados em reportagens na mídia escrita e na televisão de trocas de medicamentos, prescrições erradas, uso de novas drogas sem justificativa, e por aí vai, e queremos agora, enqunato sociedade, transferiri ao médico o 'comando' da venda das drogas tornadas 'lícitas' (sic).
Até onde vai a cara de pau daqueles que defendem esta violência sem tamanho contra a juventude e a infância brasileiras?
Até onde vai a nossa amnésia sempre esquecendo das tragédias e assassinatos cometidos por conta do consumo desenfreado destas drogas, pelo fato de estarmos nos habituando à violência urbana?
Onde queremos chegar deixando que estes senhores que recebem financiamento com nossos impostos, usem de um espaço informativo para fazer defesa do que é indefensável?
27 de set. de 2011
MERCADOS E CONFLITOS
Boa Tarde!
As Cooperativas Médicas estão entre as empresas mais endividadas do País. Quem fez este levantamento, divulgado em 26.09.2011 foi a revista Exame. A cooperativa de planos de saúde Umimed Paulistana liderou o ranking com um endividamento de 230%. A segunda posição foi ocupada pela Unimed Curitiba com um endividamento de 119,5% .O ranking fez a classificação pela reação exigível sobre o nível total em %. (Fonte: Saúde Business Web)
Talvez assim consigamos entender a pressão dos médicos sobre os preços dos demais planos, que vem gerando reações dos consumidores e até de próprios médicos. É preciso defender a empresa deles, ainda que seja às custas de suspensão de atendimento a pacientes e pedidos crescentes às demais operadoras. Tratamento desigual é a fonte que alimenta a injustiça em qualquer sistema do mundo. Mas a desigualdade um dia se vira contra o infrator, demore o quanto demorar.
Eis o depoimento que circula na internet de uma médica:
A relação entre operadoras de saúde e prestadores de serviço é analisada pela médica Isabella Vasconcelos de Oliveira. Consultora em avaliação de novas tecnologias e ex-gerente de regulação da CASSI, ela publicou o artigo abaixo na quarta-feira, 21 de setembro, dia da paralisação nacional do atendimento dos médicos pelos planos de saúde.
Médicos, Operadoras e eu
Hoje, 21 de setembro de 2011, meus colegas médicos brasileiros que atuam como prestadores para operadoras de saúde suplementar participaram de uma paralisação nacional em defesa de seus honorários. Defendem uma remuneração mais justa, de R$ 60,00 pela consulta, o que, comparado a serviços prestados por outros profissionais, realmente não é muito.
Concordo que as tabelas de remuneração estão defasadas e admiro quem luta pela valorização do trabalho médico. Entretanto, da forma como a mídia anuncia o fato à população, as operadoras ficam parecendo as vilãs da história, enquanto que a classe médica ocupa a posição de vítima.
Nós que estamos dentro do sistema, sabemos que as coisas não são tão simples assim. Só quem acompanha o dia-a-dia de uma operadora de saúde suplementar, constata que a responsabilidade pela atual relação entre OPs e médicos é de todos e que a situação não é assim tão claramente fragmentada.
Venho repetindo que a principal responsável pela inflação da saúde é a classe médica. É a caneta do médico que solicita exames desnecessários, indica cirurgias quando o tratamento padrão é o conservador, pede próteses de marcas e medicamentos de alto custo dos quais recebe participações financeiras e atualmente até indica advogados a pacientes para que eles entrem com liminares, quando seus planos de saúde negam algum procedimento. Não estou dizendo que todos os médicos agem desse modo, sabemos que é uma minoria. Mas temos que parar de fingir que essas coisas não acontecem.
E claro que também sabemos por outro lado que existem OPs que praticam glosas lineares, ferem contratos e interferem na conduta médica.
Mas o que é exatamente interferir na conduta médica? É querer conversar com o colega quando ele solicita algo que nós, como auditores médicos consideramos sem evidencias ou desnecessário? Por que somente nós auditores temos que nos preocupar com o custo da saúde? Isso não deveria ser uma obrigação de todos?
Hoje, durante a tarde, indeferi uma solicitação de uma colega obstetra que pedia uma internação de véspera para uma cesárea numa gestante portadora de estreptococo do grupo B. Sua conduta médica estava corretíssima: pretendia fazer a profilaxia da infecção do recém nato pela bactéria presente na mãe com um antibiótico venoso. O problema: a operadora teria que pagar uma diária a mais por isso. Como a profilaxia é feita 4 horas antes do parto/cesárea, não vi justificativa para internação de véspera. Caso a paciente internasse às 7 da manhã, poderia ser operada na parte da tarde com toda a segurança. Diante da negativa, a colega médica entrou em contato comigo para tentar justificar sua solicitação. Havia agendado a cesárea eletiva para às 9 da manhã e então precisava que a gestante internasse na véspera. Então pedi que ela remarcasse a cirurgia para mais tarde, pois isso não justificava uma internação na véspera e ela argumentou que tinha consultório à tarde e não queria desmarcá-lo. Quando eu, educadamente disse que isso não era argumento que justificasse um incremento de custo para a operadora, a colega se enfureceu e disse: "Isso é um abuso. Você, como minha colega médica deveria entender que tenho meus compromissos".
Pois bem, na cabeça da minha colega, os "seus compromissos" justificam a transferência do ônus para a operadora, e conseqüentemente para toda a carteira da empresa da paciente. Ela se acha coberta de razão e certamente engrossará a fila dos que dizem que as Ops interferem na conduta dos médicos.
Estou cansada de ouvir dos meus colegas que eles não têm que se preocupar com custo, mas sim com o paciente, pois precisam oferecer a ele o melhor atendimento possível. Correto. Mas e nós auditores de OPs, não estamos preocupados com os nossos beneficiários? Temos uma preocupação muito mais complexa que vai da saúde do paciente / indivíduo à saúde de todos os beneficiários de uma carteira. Pois quando um colega indica um procedimento desnecessário, são todos os beneficiários daquela carteira que pagam por ele (é o princípio do mutualismo). Quando será que a classe médica se conscientizará disso?
Para finalizar este belo dia, ouço no Jornal Nacional que o TCU auditou os hospitais federais no RJ e encontrou um rombo de 16 milhões de reais por desvios de verba. E o governo querendo nos impingir um novo imposto para financiar o rombo da saúde pública...
Algo está errado com o mundo ou estarei ficando louca?
As Cooperativas Médicas estão entre as empresas mais endividadas do País. Quem fez este levantamento, divulgado em 26.09.2011 foi a revista Exame. A cooperativa de planos de saúde Umimed Paulistana liderou o ranking com um endividamento de 230%. A segunda posição foi ocupada pela Unimed Curitiba com um endividamento de 119,5% .O ranking fez a classificação pela reação exigível sobre o nível total em %. (Fonte: Saúde Business Web)
Talvez assim consigamos entender a pressão dos médicos sobre os preços dos demais planos, que vem gerando reações dos consumidores e até de próprios médicos. É preciso defender a empresa deles, ainda que seja às custas de suspensão de atendimento a pacientes e pedidos crescentes às demais operadoras. Tratamento desigual é a fonte que alimenta a injustiça em qualquer sistema do mundo. Mas a desigualdade um dia se vira contra o infrator, demore o quanto demorar.
Eis o depoimento que circula na internet de uma médica:
A relação entre operadoras de saúde e prestadores de serviço é analisada pela médica Isabella Vasconcelos de Oliveira. Consultora em avaliação de novas tecnologias e ex-gerente de regulação da CASSI, ela publicou o artigo abaixo na quarta-feira, 21 de setembro, dia da paralisação nacional do atendimento dos médicos pelos planos de saúde.
Médicos, Operadoras e eu
Hoje, 21 de setembro de 2011, meus colegas médicos brasileiros que atuam como prestadores para operadoras de saúde suplementar participaram de uma paralisação nacional em defesa de seus honorários. Defendem uma remuneração mais justa, de R$ 60,00 pela consulta, o que, comparado a serviços prestados por outros profissionais, realmente não é muito.
Concordo que as tabelas de remuneração estão defasadas e admiro quem luta pela valorização do trabalho médico. Entretanto, da forma como a mídia anuncia o fato à população, as operadoras ficam parecendo as vilãs da história, enquanto que a classe médica ocupa a posição de vítima.
Nós que estamos dentro do sistema, sabemos que as coisas não são tão simples assim. Só quem acompanha o dia-a-dia de uma operadora de saúde suplementar, constata que a responsabilidade pela atual relação entre OPs e médicos é de todos e que a situação não é assim tão claramente fragmentada.
Venho repetindo que a principal responsável pela inflação da saúde é a classe médica. É a caneta do médico que solicita exames desnecessários, indica cirurgias quando o tratamento padrão é o conservador, pede próteses de marcas e medicamentos de alto custo dos quais recebe participações financeiras e atualmente até indica advogados a pacientes para que eles entrem com liminares, quando seus planos de saúde negam algum procedimento. Não estou dizendo que todos os médicos agem desse modo, sabemos que é uma minoria. Mas temos que parar de fingir que essas coisas não acontecem.
E claro que também sabemos por outro lado que existem OPs que praticam glosas lineares, ferem contratos e interferem na conduta médica.
Mas o que é exatamente interferir na conduta médica? É querer conversar com o colega quando ele solicita algo que nós, como auditores médicos consideramos sem evidencias ou desnecessário? Por que somente nós auditores temos que nos preocupar com o custo da saúde? Isso não deveria ser uma obrigação de todos?
Hoje, durante a tarde, indeferi uma solicitação de uma colega obstetra que pedia uma internação de véspera para uma cesárea numa gestante portadora de estreptococo do grupo B. Sua conduta médica estava corretíssima: pretendia fazer a profilaxia da infecção do recém nato pela bactéria presente na mãe com um antibiótico venoso. O problema: a operadora teria que pagar uma diária a mais por isso. Como a profilaxia é feita 4 horas antes do parto/cesárea, não vi justificativa para internação de véspera. Caso a paciente internasse às 7 da manhã, poderia ser operada na parte da tarde com toda a segurança. Diante da negativa, a colega médica entrou em contato comigo para tentar justificar sua solicitação. Havia agendado a cesárea eletiva para às 9 da manhã e então precisava que a gestante internasse na véspera. Então pedi que ela remarcasse a cirurgia para mais tarde, pois isso não justificava uma internação na véspera e ela argumentou que tinha consultório à tarde e não queria desmarcá-lo. Quando eu, educadamente disse que isso não era argumento que justificasse um incremento de custo para a operadora, a colega se enfureceu e disse: "Isso é um abuso. Você, como minha colega médica deveria entender que tenho meus compromissos".
Pois bem, na cabeça da minha colega, os "seus compromissos" justificam a transferência do ônus para a operadora, e conseqüentemente para toda a carteira da empresa da paciente. Ela se acha coberta de razão e certamente engrossará a fila dos que dizem que as Ops interferem na conduta dos médicos.
Estou cansada de ouvir dos meus colegas que eles não têm que se preocupar com custo, mas sim com o paciente, pois precisam oferecer a ele o melhor atendimento possível. Correto. Mas e nós auditores de OPs, não estamos preocupados com os nossos beneficiários? Temos uma preocupação muito mais complexa que vai da saúde do paciente / indivíduo à saúde de todos os beneficiários de uma carteira. Pois quando um colega indica um procedimento desnecessário, são todos os beneficiários daquela carteira que pagam por ele (é o princípio do mutualismo). Quando será que a classe médica se conscientizará disso?
Para finalizar este belo dia, ouço no Jornal Nacional que o TCU auditou os hospitais federais no RJ e encontrou um rombo de 16 milhões de reais por desvios de verba. E o governo querendo nos impingir um novo imposto para financiar o rombo da saúde pública...
Algo está errado com o mundo ou estarei ficando louca?
O FIM DA EDUCAÇÃO
Bom Dia!
Uma criança de dez anos de idade furta o revólver de seu pai, dirige-se à Escola e atira, aparentemente sem causa visível na professora. Em seguida, sai da sala de aula vai até o corredor e atira de forma certeira contra a própria cabeça. A tragédia aconteceu em São Paulo, mas não me parece ser apenas paulista.
Fico me perguntando, e recordando meus filhos aos dez anos, tentando verificar e identificar o que melhorou nas informações que estes pré-adolescentes recebem para além da família, nos meios onde convivem com os coleguinhas, especialmente pela TV ou nos cinemas, nos jogos, nas redes sociais, e por aí vai.
Gostaria de poder apontar incrementos de informações eticamente corretas, ou que não criassem confusões sobre conceitos básicos que trazemos dentro de cada um de nós e que vamos aperfeiçoando com o passar dos anos, tal como a estrutura de uma família.
Tentei identificar tudo isto, desde o dia da tragédia. Não o consegui.
A sociedade pressiona os jovens e as suas crianças para que elas aceitem padrões de comportamento e postura que vão de encontro aos princípios morais que carregamos escritos em nossa alma. A mídia torpedeia e tenta minar qualquer padrão que não seja igual ao da 'moda', criando neles uma confusão mental digna de um manicômio. Os jogos, filmes e redes criam um mundo onde a violência é tão natural, a morte tão banal, que os jovens são incentivados a disputarem quem engana mais e mata mais do que os outros.
Tudo isto é feito como se não provocassem sequelas naqueles mais sensíveis.
A sensibilidade de alguém não aflora, não dá para ser medida, salvo em situações calamitosas e trágicas como esta. As lágrimas dos pais, o total e amplo desconsolo da mãe, a sensação de que algo foi feito errado vai perseguir os pais desta criança pelo resto de suas vidas. Apenas a fé pode dar-lhes força para seguir, mas talvez nem ela seja capaz de afastar-lhes os fantasmas da culpa e a dora da ausência.
A professora está traumatizada e ainda hospitalizada. Suas sequelas poderão afastá-la da sala de aula, ou torná-la leniente em relação aos padrões de comportamento que talvez ousasse defender num mundo tão pérfido.
Não sabemos. É cedo para atestarmos a concretude dos fatos que levaram aquela criança a puxar o gatilho. Mas já dá para afirmarmos que a educação que se apresenta enquanto sistema, definitivamente, ruiu.
Será que vamos continuar a nos omitir das grandes discussões que se avizinham?
Uma criança de dez anos de idade furta o revólver de seu pai, dirige-se à Escola e atira, aparentemente sem causa visível na professora. Em seguida, sai da sala de aula vai até o corredor e atira de forma certeira contra a própria cabeça. A tragédia aconteceu em São Paulo, mas não me parece ser apenas paulista.
Fico me perguntando, e recordando meus filhos aos dez anos, tentando verificar e identificar o que melhorou nas informações que estes pré-adolescentes recebem para além da família, nos meios onde convivem com os coleguinhas, especialmente pela TV ou nos cinemas, nos jogos, nas redes sociais, e por aí vai.
Gostaria de poder apontar incrementos de informações eticamente corretas, ou que não criassem confusões sobre conceitos básicos que trazemos dentro de cada um de nós e que vamos aperfeiçoando com o passar dos anos, tal como a estrutura de uma família.
Tentei identificar tudo isto, desde o dia da tragédia. Não o consegui.
A sociedade pressiona os jovens e as suas crianças para que elas aceitem padrões de comportamento e postura que vão de encontro aos princípios morais que carregamos escritos em nossa alma. A mídia torpedeia e tenta minar qualquer padrão que não seja igual ao da 'moda', criando neles uma confusão mental digna de um manicômio. Os jogos, filmes e redes criam um mundo onde a violência é tão natural, a morte tão banal, que os jovens são incentivados a disputarem quem engana mais e mata mais do que os outros.
Tudo isto é feito como se não provocassem sequelas naqueles mais sensíveis.
A sensibilidade de alguém não aflora, não dá para ser medida, salvo em situações calamitosas e trágicas como esta. As lágrimas dos pais, o total e amplo desconsolo da mãe, a sensação de que algo foi feito errado vai perseguir os pais desta criança pelo resto de suas vidas. Apenas a fé pode dar-lhes força para seguir, mas talvez nem ela seja capaz de afastar-lhes os fantasmas da culpa e a dora da ausência.
A professora está traumatizada e ainda hospitalizada. Suas sequelas poderão afastá-la da sala de aula, ou torná-la leniente em relação aos padrões de comportamento que talvez ousasse defender num mundo tão pérfido.
Não sabemos. É cedo para atestarmos a concretude dos fatos que levaram aquela criança a puxar o gatilho. Mas já dá para afirmarmos que a educação que se apresenta enquanto sistema, definitivamente, ruiu.
Será que vamos continuar a nos omitir das grandes discussões que se avizinham?
22 de set. de 2011
HOSPITAIS BOUTIQUES
Boa Tarde!
Os noticiários da TV trazem a informação do auto de flagrante efetuado no dia 21.09, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com a apreensão de medicamentos vencidos, rótulos adulterados e controles de validade forjados. Os infratores foram autuados no local da apreensão e removidos para a Delegacia, aguardando a deliberação do titular quanto à fiança.
Parece que estamos falando de uma batida policial num morro qualquer da cidade maravilhosa, não é verdade? Infelizmente falamos de um hospital. É isso mesmo, um hospital geral, com leitos de alta complexidade e situado estrategicamente numa área densamente habitada da capital fluminense.
Parece que estamos falando da rede pública, do SUS, não é verdade?
Infelizmente falamos de um hospital privado, caríssimo, que faz parte do grupo de elite dos hospitais brasileiros. Trata-se da Clínica São Vicente da Gávea. Hospital tradicional, fundado por um dos maiores ícones do combate à Iatrogenia na comunidade médica brasileira, e que agora ocupa as páginas e espaços da mídia com esta triste constatação: falhou a gestão ou o controle gerencial? Nunca o saberemos.
Pelas pessoas que o compõem, pelos técnicos que nele atuam, será mais confortável pensar que houve falha no controle dos estoques. A primeira alegação dada é ridícula: trata-se de devoluções que eram para ser entregues aos fornecedores e que estavam guardadas... junto com os medicamentos de rotina! Prefiro acreditar na quebra do controle pelo farmacêutico responsável e equipe. Assusta menos.
Hospitais boutique crescem tanto que passam a sofrer dos males do gigante obeso: de tão grandes, acabam por ter suas áreas operacionais envolvidas em brumas das quais somente conseguem enxergar pontos brancos; de tão 'engordurados' não conseguem enxergar seus pés, os órgãos que os apóiam, ou seja, as áreas-meio. O problema é que possuem uma área de marketing e comunicação tão boas e agressivas que não aceitam discutir estas questões.
E se acontecerem erros? Bem, na medicina o que cobre o erro é a terra.
Os noticiários da TV trazem a informação do auto de flagrante efetuado no dia 21.09, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com a apreensão de medicamentos vencidos, rótulos adulterados e controles de validade forjados. Os infratores foram autuados no local da apreensão e removidos para a Delegacia, aguardando a deliberação do titular quanto à fiança.
Parece que estamos falando de uma batida policial num morro qualquer da cidade maravilhosa, não é verdade? Infelizmente falamos de um hospital. É isso mesmo, um hospital geral, com leitos de alta complexidade e situado estrategicamente numa área densamente habitada da capital fluminense.
Parece que estamos falando da rede pública, do SUS, não é verdade?
Infelizmente falamos de um hospital privado, caríssimo, que faz parte do grupo de elite dos hospitais brasileiros. Trata-se da Clínica São Vicente da Gávea. Hospital tradicional, fundado por um dos maiores ícones do combate à Iatrogenia na comunidade médica brasileira, e que agora ocupa as páginas e espaços da mídia com esta triste constatação: falhou a gestão ou o controle gerencial? Nunca o saberemos.
Pelas pessoas que o compõem, pelos técnicos que nele atuam, será mais confortável pensar que houve falha no controle dos estoques. A primeira alegação dada é ridícula: trata-se de devoluções que eram para ser entregues aos fornecedores e que estavam guardadas... junto com os medicamentos de rotina! Prefiro acreditar na quebra do controle pelo farmacêutico responsável e equipe. Assusta menos.
Hospitais boutique crescem tanto que passam a sofrer dos males do gigante obeso: de tão grandes, acabam por ter suas áreas operacionais envolvidas em brumas das quais somente conseguem enxergar pontos brancos; de tão 'engordurados' não conseguem enxergar seus pés, os órgãos que os apóiam, ou seja, as áreas-meio. O problema é que possuem uma área de marketing e comunicação tão boas e agressivas que não aceitam discutir estas questões.
E se acontecerem erros? Bem, na medicina o que cobre o erro é a terra.
21 de set. de 2011
DE TANTO TENTAR
Boa Tarde!
Os médicos realizam em 21.09.2011, em todo o país, mais uma paralisação (é a segunda somente este ano) contra os pacientes, usando como pretexto os 'baixos preços pagos pelas operadoras de saúde'. Segundo o Dr. Aloísio Tibiriçá, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM) não é possível aceitar um valor inferior a R$ 60,00 considerado o mínimo para uma consulta não ser considerada 'aviltante'.
No início deste ano, na primeira paralisação, este valor 'mínimo' era de R$ 80,00. Mas de lá para cá saíram alguns acordos com as cooperativas médicas na base de R$ 62,00 e agora o novo valor exigido é de R$ 60.
Em todos os segmentos de serviço, quando os fornecedores estão descontentes com os compradores, aqueles que lhes pagam os honorários, os movimentos de paralisação ocorrem contra estes últimos. Os médicos inovaram. Eles paralisam o atendimento dos que sofrem, dos pacientes, daqueles aos quais juraram devotar atenção, consideração e tratamento independentemente do valor da consulta.
Por que eles fazem isto? Por que simplesmente não pedem o descredenciamento das operadoras que aviltam seus honorários e colocam um ponto final nesta (chata) discussão em que todos acreditam (ou fingem acreditar) nas alegações apresentadas por um lado e pelo outro?
A resposta é simples, mas triste: os médicos pressionam seus pacientes porque acreditam que podem fazer tudo e os pacientes jamais ficarão chateados com eles. Ainda estão na época em que os pacientes eram suas propriedades. Penso que deveriam olhar melhor em volta.
O tempo mudou, os costumes foram alterados e esta 'fidelidade canina' começa a dar sinais de cansaço. Aqui e ali escutam-se vozes reclamando desta falta total de coerência, principalmente quando se perecebe que os movimentos de paralisação não são dirigidos a TODOS os planos de saúde e sim a alguns escolhidos por critérios muitas vezes incompreensíveis e desconhecidos, ou não divulgados.
Os médicos continuam a tentar, reiteradamente, fazer com que seus pacientes os abandonem e procurem outros que não se deixem envolver com estas manobras de mercado. De tanto tentar, um dia eles vão conseguir. Quem sabe, talvez antes mesmo que esperem...
Os médicos realizam em 21.09.2011, em todo o país, mais uma paralisação (é a segunda somente este ano) contra os pacientes, usando como pretexto os 'baixos preços pagos pelas operadoras de saúde'. Segundo o Dr. Aloísio Tibiriçá, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM) não é possível aceitar um valor inferior a R$ 60,00 considerado o mínimo para uma consulta não ser considerada 'aviltante'.
No início deste ano, na primeira paralisação, este valor 'mínimo' era de R$ 80,00. Mas de lá para cá saíram alguns acordos com as cooperativas médicas na base de R$ 62,00 e agora o novo valor exigido é de R$ 60.
Em todos os segmentos de serviço, quando os fornecedores estão descontentes com os compradores, aqueles que lhes pagam os honorários, os movimentos de paralisação ocorrem contra estes últimos. Os médicos inovaram. Eles paralisam o atendimento dos que sofrem, dos pacientes, daqueles aos quais juraram devotar atenção, consideração e tratamento independentemente do valor da consulta.
Por que eles fazem isto? Por que simplesmente não pedem o descredenciamento das operadoras que aviltam seus honorários e colocam um ponto final nesta (chata) discussão em que todos acreditam (ou fingem acreditar) nas alegações apresentadas por um lado e pelo outro?
A resposta é simples, mas triste: os médicos pressionam seus pacientes porque acreditam que podem fazer tudo e os pacientes jamais ficarão chateados com eles. Ainda estão na época em que os pacientes eram suas propriedades. Penso que deveriam olhar melhor em volta.
O tempo mudou, os costumes foram alterados e esta 'fidelidade canina' começa a dar sinais de cansaço. Aqui e ali escutam-se vozes reclamando desta falta total de coerência, principalmente quando se perecebe que os movimentos de paralisação não são dirigidos a TODOS os planos de saúde e sim a alguns escolhidos por critérios muitas vezes incompreensíveis e desconhecidos, ou não divulgados.
Os médicos continuam a tentar, reiteradamente, fazer com que seus pacientes os abandonem e procurem outros que não se deixem envolver com estas manobras de mercado. De tanto tentar, um dia eles vão conseguir. Quem sabe, talvez antes mesmo que esperem...
20 de set. de 2011
ESTRATÉGIAS PARA VENCER
Bom Dia!
Existem dois tipos de estratégias pelos quais se dissemina no interior de uma empresa os produtos que se deseja comercializar: TOP-DOWN (de cima para baixo), ou seja, sem o envolvimento direto das áreas que estão perante os clientes. Um bom exemplo é a empresa SUBMARINO que optou por um site auto ilustrativo, onde as principais informações dos produtos estão dispostas, o processo de compra é conduzido pelo cliente e a entrega feita sem qualquer necessidade de interface humana.
Óbvio que em tais casos existe um pré-requisito fundamental: o cliente SABE O QUE QUER ADQUIRIR. Ele já avaliou, pesquisou, buscou informações fora da citada empresa e, principalmente, já decidiu comprar. Portanto, resta apenas ao cliente escolher o ONDE vai realizar a consumação da compra.
Logo, empresas como a SUBMARINO jamais podem fidelizar senão pela correta entrega daquilo que foi comprado (local certo e tempo acordado no ato da aquisição).
As empresas de SAÚDE contudo, requerem estratégias de comercialização de seus produtos do tipo DOWN-TOP (de baixo para cima), especialmente se forem do ramo de serviços. Explico porque: por melhor e mais completo que seja o produto desenvolvido pela empresa, os clientes que buscam o setor de Saúde apresentam duas grandes peculiaridades:
1. Eles não sabem o que irão “comprar”. Coloco entre parênteses porque existe ainda a questão do terceiro pagador (operadoras) que influencia esta questão. Mas para efeito desta análise suponhamos que o cliente se financie. Ora, se eu não sei o que vou comprar a minha maior interface será com quem me vende, aonde eu compro e, apenas de forma subsequente (mas não prioritária), o que mesmo estou comprando. Se adiciono a isto o fato de que o cliente está fragilizado e ansioso, a participação da área de atendimento alcança proporções extraordinárias.
2. A Credibilidade Pessoal agrega mais valor para o cliente do que o Produto em si. Clientes do setor de Saúde Suplementar acreditam naquele que lhes orienta pela confiança desenvolvida e não pelo produto oferecido. É a credibilidade no profissional que faz o serviço tornar-se melhor, e não o contrário. Instalações, mobiliários e outros acessórios irão se tornar marcantes se a confiança pré-existente foi correspondida, ou se nasceu do primeiro contato uma expectativa positiva de credibilidade e resolutividade.
Portanto, empresas de saúde que querem sobreviver e crescer envolvem suas mais diversas áreas, com prioridade para os seus atendimentos, na VENDA de seus produtos. E chamo a envolvimento não apenas a um processo comunicativo efetivo, mas às estratégias motivacionais e às recompensas claramente e previamente estabelecidas.
Quanto mais o funcionário sente-se co-responsável pelo produto, ainda que para isto prevaleça seus interesses próprios, maior a chance de que a fidelização dos clientes ocorra. A credibilidade é o maior patrimônio (mesmo sendo intangível) que podemos obter no mercado de saúde suplementar. Ela resulta de um longo processo de maturação no qual a ética, a coerência entre assertivas e decisões, a transparência e, principalmente, a competência e habilidade no relacionamento com os clientes são requisitos imprescindíveis e essenciais.
Existem dois tipos de estratégias pelos quais se dissemina no interior de uma empresa os produtos que se deseja comercializar: TOP-DOWN (de cima para baixo), ou seja, sem o envolvimento direto das áreas que estão perante os clientes. Um bom exemplo é a empresa SUBMARINO que optou por um site auto ilustrativo, onde as principais informações dos produtos estão dispostas, o processo de compra é conduzido pelo cliente e a entrega feita sem qualquer necessidade de interface humana.
Óbvio que em tais casos existe um pré-requisito fundamental: o cliente SABE O QUE QUER ADQUIRIR. Ele já avaliou, pesquisou, buscou informações fora da citada empresa e, principalmente, já decidiu comprar. Portanto, resta apenas ao cliente escolher o ONDE vai realizar a consumação da compra.
Logo, empresas como a SUBMARINO jamais podem fidelizar senão pela correta entrega daquilo que foi comprado (local certo e tempo acordado no ato da aquisição).
As empresas de SAÚDE contudo, requerem estratégias de comercialização de seus produtos do tipo DOWN-TOP (de baixo para cima), especialmente se forem do ramo de serviços. Explico porque: por melhor e mais completo que seja o produto desenvolvido pela empresa, os clientes que buscam o setor de Saúde apresentam duas grandes peculiaridades:
1. Eles não sabem o que irão “comprar”. Coloco entre parênteses porque existe ainda a questão do terceiro pagador (operadoras) que influencia esta questão. Mas para efeito desta análise suponhamos que o cliente se financie. Ora, se eu não sei o que vou comprar a minha maior interface será com quem me vende, aonde eu compro e, apenas de forma subsequente (mas não prioritária), o que mesmo estou comprando. Se adiciono a isto o fato de que o cliente está fragilizado e ansioso, a participação da área de atendimento alcança proporções extraordinárias.
2. A Credibilidade Pessoal agrega mais valor para o cliente do que o Produto em si. Clientes do setor de Saúde Suplementar acreditam naquele que lhes orienta pela confiança desenvolvida e não pelo produto oferecido. É a credibilidade no profissional que faz o serviço tornar-se melhor, e não o contrário. Instalações, mobiliários e outros acessórios irão se tornar marcantes se a confiança pré-existente foi correspondida, ou se nasceu do primeiro contato uma expectativa positiva de credibilidade e resolutividade.
Portanto, empresas de saúde que querem sobreviver e crescer envolvem suas mais diversas áreas, com prioridade para os seus atendimentos, na VENDA de seus produtos. E chamo a envolvimento não apenas a um processo comunicativo efetivo, mas às estratégias motivacionais e às recompensas claramente e previamente estabelecidas.
Quanto mais o funcionário sente-se co-responsável pelo produto, ainda que para isto prevaleça seus interesses próprios, maior a chance de que a fidelização dos clientes ocorra. A credibilidade é o maior patrimônio (mesmo sendo intangível) que podemos obter no mercado de saúde suplementar. Ela resulta de um longo processo de maturação no qual a ética, a coerência entre assertivas e decisões, a transparência e, principalmente, a competência e habilidade no relacionamento com os clientes são requisitos imprescindíveis e essenciais.
17 de set. de 2011
HIPOCRISIA ESTATAL
Boa Noite!
Algumas posições adotadas pelos setores do governo que cuidam da fiscalização do mercado de saúde suplementar são tão controversas que chegam a assustar mesmo os gestores mais antigos, que já viram muita coisa. Uma delas, sem dúvida, é a 'descoberta' do CADE de que a fusão entre AMIL e MEDIAL gera concentração em algumas regiões de São Paulo.
Ora, isso não é um propósito da operação, e sim uma consequência da regulamentação do mercado de saúde. Aliás, a concentração de operadoras é um objetivo defendido, declarado e assumido pela ANS, agência governamental encarregada de 'qualificar' o citado mercado. Através das suas incontáveis normas e instruções, a ANS tem forçado neste seus onze anos de vida o desaparecimento de todos os pequenos planos de saúde, que provinham o acesso das populações de menor renda exatamente pelo fato de serem regionalizados e não possuírem estrutura e rede com complexidade elevada.
Por diversas vezes e de diferentes formas, a ANS demonstrou que gostaria de sumir com tais empresas, como de fato vem acontecendo, dando como certa a concentração e mais, associando esta última à qualificação do setor. Então, porque agora se fala em punir as empresas que uniram suas operações?
Não trabalho em nenhuma delas e tampouco faço defesa cega de ambas, mas sinceramente é hipocrisia imputar a ambas o cumprimento de algo que o próprio Estado quase que 'exige' das empresas privadas.
Algumas posições adotadas pelos setores do governo que cuidam da fiscalização do mercado de saúde suplementar são tão controversas que chegam a assustar mesmo os gestores mais antigos, que já viram muita coisa. Uma delas, sem dúvida, é a 'descoberta' do CADE de que a fusão entre AMIL e MEDIAL gera concentração em algumas regiões de São Paulo.
Ora, isso não é um propósito da operação, e sim uma consequência da regulamentação do mercado de saúde. Aliás, a concentração de operadoras é um objetivo defendido, declarado e assumido pela ANS, agência governamental encarregada de 'qualificar' o citado mercado. Através das suas incontáveis normas e instruções, a ANS tem forçado neste seus onze anos de vida o desaparecimento de todos os pequenos planos de saúde, que provinham o acesso das populações de menor renda exatamente pelo fato de serem regionalizados e não possuírem estrutura e rede com complexidade elevada.
Por diversas vezes e de diferentes formas, a ANS demonstrou que gostaria de sumir com tais empresas, como de fato vem acontecendo, dando como certa a concentração e mais, associando esta última à qualificação do setor. Então, porque agora se fala em punir as empresas que uniram suas operações?
Não trabalho em nenhuma delas e tampouco faço defesa cega de ambas, mas sinceramente é hipocrisia imputar a ambas o cumprimento de algo que o próprio Estado quase que 'exige' das empresas privadas.
16 de set. de 2011
A FATALIDADE
Bom dia!
A saúde é um campo muito duro de atuação. Não bastassem os problemas e estruturais, negociais e regulatórios com os quais os gestores formam suas agendas diárias, ainda temos que conviver (e aprender a superar) as perdas de vidas por razões não mais esperáveis nesta segunda década do Século XXI.
São situações impensáveis, como a morte de uma jovem senhora de 32 anos de idade por pressão alta. Não nos cabe julgar as equipes e instituições envolvidas, pois a medicina não é uma ciência exata, tampouco os médicos são deuses (aceitem este fato ou não). É a triste sensação de impotência cumulada com a certeza de que enquanto gastamos mais de 90% de nossas cargas horárias discutindo esta ou aquela incorporação tecnológica, nem os 10% restante dedicamos de forma integral à discussão da produção efetiva da Saúde.
Vivemos uma fantasia de mercado de primeiro mundo, acreditando termos uma cultura, um sistema estruturado e governos comprometidos, como é possível identificar em países desenvolvidos (de verdade), enquanto nossas necessidades de saúde (e consequentemente nossa qualidade de vida) terão que ser resolvidas no terceiro mundo.
Não é uma doce ilusão.
É mais um pesadelo que já dura há muito tempo. Apenas continuamos acreditando que ele será resolvido sem abrirmos os nossos olhos e, de frente, encararmos as causas verdadeiras e punir os responsáveis. Até que isto aconteça, se é que um dia acontecerá, teremos que secar as lágrimas dos parentes destas pessoas queridas que continuarão a ser números da famigerada "fatalidade".
Será que fatalidade é uma doença???
A saúde é um campo muito duro de atuação. Não bastassem os problemas e estruturais, negociais e regulatórios com os quais os gestores formam suas agendas diárias, ainda temos que conviver (e aprender a superar) as perdas de vidas por razões não mais esperáveis nesta segunda década do Século XXI.
São situações impensáveis, como a morte de uma jovem senhora de 32 anos de idade por pressão alta. Não nos cabe julgar as equipes e instituições envolvidas, pois a medicina não é uma ciência exata, tampouco os médicos são deuses (aceitem este fato ou não). É a triste sensação de impotência cumulada com a certeza de que enquanto gastamos mais de 90% de nossas cargas horárias discutindo esta ou aquela incorporação tecnológica, nem os 10% restante dedicamos de forma integral à discussão da produção efetiva da Saúde.
Vivemos uma fantasia de mercado de primeiro mundo, acreditando termos uma cultura, um sistema estruturado e governos comprometidos, como é possível identificar em países desenvolvidos (de verdade), enquanto nossas necessidades de saúde (e consequentemente nossa qualidade de vida) terão que ser resolvidas no terceiro mundo.
Não é uma doce ilusão.
É mais um pesadelo que já dura há muito tempo. Apenas continuamos acreditando que ele será resolvido sem abrirmos os nossos olhos e, de frente, encararmos as causas verdadeiras e punir os responsáveis. Até que isto aconteça, se é que um dia acontecerá, teremos que secar as lágrimas dos parentes destas pessoas queridas que continuarão a ser números da famigerada "fatalidade".
Será que fatalidade é uma doença???
14 de set. de 2011
ESPANTALHOS E GESTORES
Boa Noite!
Os agricultores costumam montar espantalhos em suas lavouras, juntando para isto pedaços de roupas velhas, como forma de assustar os pássaros indesejados, mantendo-os longe dos produtos e frutos existentes no terreno. Este tipo de artefato usado para afastar algo de alguma coisa não é, porém, de uso exclusivo de quem cultiva a terra.
Infelizmente, cresce o número de administradores que se parecem, a cada dia mais, com verdadeiros espantalhos, espantando para longe de si suas equipes e liderados, seus técnicos e suas competências.
Liderar pessoas e grandes equipes causa medo, é verdade. Mas os receios devem servir de combustível motivacional às nossas carreiras, nunca para acuar-nos ou, pior, desenvolver um falso senso de sobrevivência calcado no afastamento e distanciamento das pessoas para com seus gestores.
Os liderados buscam alguém que saiba, possua competência própria, mas essencialmente dê com sua postura e dedicação, um testemunho vivo dos ensinamentos e conhecimentos possuídos. É preciso ser decidido e corajoso, mas fundamentalmente se necessita da coerência e do exemplo. Acesso não quer dizer ser “bonzinho”. Da mesma forma que, para quem nunca tentou, o acesso nunca existiu. Tal qual a Física, à ação de querer deve corresponder a reação de permitir.
Quem causa repulsa na sua equipe está dominado pelo Mal do Espantalho: seu interior é vazio e preenchido de refugos, trapos velhos e outros panos indesejados que não dão ao boneco, conteúdo ou substância. O administrador-espantalho reprime o seu próprio crescimento profissional e também dos seus comandados. Corre o risco de se tornar apenas um bobo conduzindo um grupo de ‘zumbis’! Não há substância neste processo e os resultados, se aparecerem, serão pífios e passageiros.
O Espantalho procura silenciar as competências e calar os questionamentos através do afastamento pelo descaso ou através da imposição de barreiras àqueles a quem deveria formar e capacitar. Empresas que os toleram estão enveredando por um labirinto do qual muito provavelmente não conseguirão sair! É bom rever os conceitos de perfil, alterar suas escolhas e jogar, rapidinho, os espantalhos para fora do armário.
Os agricultores costumam montar espantalhos em suas lavouras, juntando para isto pedaços de roupas velhas, como forma de assustar os pássaros indesejados, mantendo-os longe dos produtos e frutos existentes no terreno. Este tipo de artefato usado para afastar algo de alguma coisa não é, porém, de uso exclusivo de quem cultiva a terra.
Infelizmente, cresce o número de administradores que se parecem, a cada dia mais, com verdadeiros espantalhos, espantando para longe de si suas equipes e liderados, seus técnicos e suas competências.
Liderar pessoas e grandes equipes causa medo, é verdade. Mas os receios devem servir de combustível motivacional às nossas carreiras, nunca para acuar-nos ou, pior, desenvolver um falso senso de sobrevivência calcado no afastamento e distanciamento das pessoas para com seus gestores.
Os liderados buscam alguém que saiba, possua competência própria, mas essencialmente dê com sua postura e dedicação, um testemunho vivo dos ensinamentos e conhecimentos possuídos. É preciso ser decidido e corajoso, mas fundamentalmente se necessita da coerência e do exemplo. Acesso não quer dizer ser “bonzinho”. Da mesma forma que, para quem nunca tentou, o acesso nunca existiu. Tal qual a Física, à ação de querer deve corresponder a reação de permitir.
Quem causa repulsa na sua equipe está dominado pelo Mal do Espantalho: seu interior é vazio e preenchido de refugos, trapos velhos e outros panos indesejados que não dão ao boneco, conteúdo ou substância. O administrador-espantalho reprime o seu próprio crescimento profissional e também dos seus comandados. Corre o risco de se tornar apenas um bobo conduzindo um grupo de ‘zumbis’! Não há substância neste processo e os resultados, se aparecerem, serão pífios e passageiros.
O Espantalho procura silenciar as competências e calar os questionamentos através do afastamento pelo descaso ou através da imposição de barreiras àqueles a quem deveria formar e capacitar. Empresas que os toleram estão enveredando por um labirinto do qual muito provavelmente não conseguirão sair! É bom rever os conceitos de perfil, alterar suas escolhas e jogar, rapidinho, os espantalhos para fora do armário.
12 de set. de 2011
O SUCESSO E O PINGUE-PONGUE
Boa Noite!
O Jogo de pingue-pongue foi criado na Inglaterra, no Século XIX, e tornou-se tão popular (tênis de mesa) que é capaz de nos fornecer interessantes elementos de reflexão e análise de vida profissional e pessoal, além dos importantes momentos de lazer que propicia. As regras deste jogo colocam dois desafiadores (ou duas duplas) interagindo através do uso de uma ferramenta igual para ambos (as raquetes), buscando impulsiona a bolinha rumo ao campo oposto, com tal efeito (mais do que força bruta) que impeça o adversário de responder à jogada.
É uma disputa das habilidades e competências técnicas de cada um dos contendores, que é vencido por aquele que domina a técnica e dispõe dela de tal forma que acumula mais resultados positivos do que seu desafiante. Não existe forma de “ludibriar” ou “enganar” os árbitros, pois as regras são absolutamente técnicas, transparentes e previamente conhecidas. Portanto, será vencedor, efetivamente, quem estiver melhor preparado e for capaz de transformar esta questão individual em resultados práticos.
Assim deveriam ocorrer as disputas no mercado corporativo. Uma vez definidas as regras do jogo (pelas legislações e normas regulamentárias), os desafiantes (concorrentes que podem ser empresas privadas e/ou organismos públicos) buscariam os pontos necessários às suas vitórias (mercado e satisfação dos clientes ou usuários).
O grande diferencial seria a habilidade de cada ator no jogo, ou seja, gestores competentes e técnicos, escolhidos de forma justa e transparente e ocupando os lugares de maior complexidade e necessidade corporativa.
Por que, então, isto não ocorre, ao menos de forma hegemônica no mercado? Será que é culpa da bolinha (o famoso “ruído de comunicação”)?
Acontece que nós gestores buscamos, na maioria das vezes, reconhecimentos públicos e espalhafatosos das nossas competências individuais, em detrimento dos resultados coletivos que deveríamos viabilizar em nossas organizações e empresas. Possuímos uma infindável carência de destaque, de reconhecimento explícito, que se não deixa de ser importante, jamais poderiam se sobrepor aos grandes objetivos estratégicos das organizações, sejam quais forem os mercados onde atuam. Nossa ansiedade domina o bom senso e equilíbrio gerenciais, sufocando-os e colocando-os num plano secundário.
Quando agimos assim, a meritocracia abandona o palco, empurrada para fora do tablado pelo individualismo egoísta e egocêntrico, tornando o pseudo gestor um poço de vaidade e presunção. Um passo para o abismo...
Na vida profissional e pessoal dos gestores, bem como nas rotinas diárias das organizações, o sucesso deveria ser, como no pingue-pongue conseqüência da junção das competências individuais mais as habilidades das equipes e do foco nos objetivos estratégicos. Egoísmo não gera sucesso; no máximo gera ilusão, ou pior, trapaça!
O Jogo de pingue-pongue foi criado na Inglaterra, no Século XIX, e tornou-se tão popular (tênis de mesa) que é capaz de nos fornecer interessantes elementos de reflexão e análise de vida profissional e pessoal, além dos importantes momentos de lazer que propicia. As regras deste jogo colocam dois desafiadores (ou duas duplas) interagindo através do uso de uma ferramenta igual para ambos (as raquetes), buscando impulsiona a bolinha rumo ao campo oposto, com tal efeito (mais do que força bruta) que impeça o adversário de responder à jogada.
É uma disputa das habilidades e competências técnicas de cada um dos contendores, que é vencido por aquele que domina a técnica e dispõe dela de tal forma que acumula mais resultados positivos do que seu desafiante. Não existe forma de “ludibriar” ou “enganar” os árbitros, pois as regras são absolutamente técnicas, transparentes e previamente conhecidas. Portanto, será vencedor, efetivamente, quem estiver melhor preparado e for capaz de transformar esta questão individual em resultados práticos.
Assim deveriam ocorrer as disputas no mercado corporativo. Uma vez definidas as regras do jogo (pelas legislações e normas regulamentárias), os desafiantes (concorrentes que podem ser empresas privadas e/ou organismos públicos) buscariam os pontos necessários às suas vitórias (mercado e satisfação dos clientes ou usuários).
O grande diferencial seria a habilidade de cada ator no jogo, ou seja, gestores competentes e técnicos, escolhidos de forma justa e transparente e ocupando os lugares de maior complexidade e necessidade corporativa.
Por que, então, isto não ocorre, ao menos de forma hegemônica no mercado? Será que é culpa da bolinha (o famoso “ruído de comunicação”)?
Acontece que nós gestores buscamos, na maioria das vezes, reconhecimentos públicos e espalhafatosos das nossas competências individuais, em detrimento dos resultados coletivos que deveríamos viabilizar em nossas organizações e empresas. Possuímos uma infindável carência de destaque, de reconhecimento explícito, que se não deixa de ser importante, jamais poderiam se sobrepor aos grandes objetivos estratégicos das organizações, sejam quais forem os mercados onde atuam. Nossa ansiedade domina o bom senso e equilíbrio gerenciais, sufocando-os e colocando-os num plano secundário.
Quando agimos assim, a meritocracia abandona o palco, empurrada para fora do tablado pelo individualismo egoísta e egocêntrico, tornando o pseudo gestor um poço de vaidade e presunção. Um passo para o abismo...
Na vida profissional e pessoal dos gestores, bem como nas rotinas diárias das organizações, o sucesso deveria ser, como no pingue-pongue conseqüência da junção das competências individuais mais as habilidades das equipes e do foco nos objetivos estratégicos. Egoísmo não gera sucesso; no máximo gera ilusão, ou pior, trapaça!
9 de set. de 2011
RESTA-NOS OLHAR O FUTURO
Boa Tarde!
"Quando tudo o mais estiver perdido, ainda restará o futuro" (BOVEC)
Às vezes precisamos recorrer aos pensadores para não jogarmos a toalha nesta área de saúde suplementar. De um lado a ANS que insiste em criar factóides, um atrás do outro, apresentados como a última panacéia para a plena satisfação dos clientes de planos de saúde, enquanto de outro a realidade insiste em se mostrar em toda a sua grandeza.
Os dez maiores planos do país cresceram no ano passado 9,2% segundo os dados divulgados ontem pelos maiores jornais brasileiros e sites de saúde. Isto quer dizer que a concentração aumentou ainda mais. A concentração é o grande objetivo da Agência que, segundo ela, acreditar ser esta a melhor estratégia para a qualificação do serviço oferecido. Ou seja, quanto menos opções existirem para os clientes, melhor elas serão, segundo a nossa agência reguladora.
Não consigo ser convencido disto. Cada vez que busco na história dos mercados em todo o mundo situações de concentração, mais deparo-me com formações de cartéis ou oligopólios que em nada, absolutamente nada, vieram agregar aos clientes e ao desenvolvimento das tecnologias.
Por que então seremos nós os diferentes, a exceção?
É isto que provoca o desânimo ao qual me referi.
Do outro lado, o governo lava as mãos e embarca nos factóides tentando usufruir de popularidade que acredita ser provocada por resoluções normativas tão estapafúrdias e mal elaboradas, à exemplo da RN 259, que precisam de uma outra Resolução Normativa para serem... explicadas (RN 268)! É o cúmulo! Chegamos ao fim!
Ou será que ainda não?
"Quando tudo o mais estiver perdido, ainda restará o futuro" (BOVEC)
Às vezes precisamos recorrer aos pensadores para não jogarmos a toalha nesta área de saúde suplementar. De um lado a ANS que insiste em criar factóides, um atrás do outro, apresentados como a última panacéia para a plena satisfação dos clientes de planos de saúde, enquanto de outro a realidade insiste em se mostrar em toda a sua grandeza.
Os dez maiores planos do país cresceram no ano passado 9,2% segundo os dados divulgados ontem pelos maiores jornais brasileiros e sites de saúde. Isto quer dizer que a concentração aumentou ainda mais. A concentração é o grande objetivo da Agência que, segundo ela, acreditar ser esta a melhor estratégia para a qualificação do serviço oferecido. Ou seja, quanto menos opções existirem para os clientes, melhor elas serão, segundo a nossa agência reguladora.
Não consigo ser convencido disto. Cada vez que busco na história dos mercados em todo o mundo situações de concentração, mais deparo-me com formações de cartéis ou oligopólios que em nada, absolutamente nada, vieram agregar aos clientes e ao desenvolvimento das tecnologias.
Por que então seremos nós os diferentes, a exceção?
É isto que provoca o desânimo ao qual me referi.
Do outro lado, o governo lava as mãos e embarca nos factóides tentando usufruir de popularidade que acredita ser provocada por resoluções normativas tão estapafúrdias e mal elaboradas, à exemplo da RN 259, que precisam de uma outra Resolução Normativa para serem... explicadas (RN 268)! É o cúmulo! Chegamos ao fim!
Ou será que ainda não?
4 de set. de 2011
IMPOSTOS E CIGARROS
Boa Tarde!
As declarações do Ministro Padilha de que pretende defender junto ao Congresso Nacional um aumento das alíquotas de Impostos sobre DPVAT, Cigarro e Bebidas, destinando-o ao Ministério da Saúde deve ser saudada e apoiada. Desde que isto não signifique, no caso específico do DPVAT, um maior ônus aos proprietários de automóveis.
Já o mesmo não vale em minha opinião, para os tributos que oneram os consumidores de tabaco e de álcool. Para estes, o imposto não apenas poderia como deveria ser incrementado expressivamente. Fumar e beber não são necessidades do ser humano, são opções exercidas livremente por eles. E estas escolhas causam a sua destruição e criam riscos para todos os que convivem com eles, ou seja, são verdadeiras ameaças coletivas.
Como ex-fumante posso falar de cátedra acerca da teimosia daqueles que se deixam tornar-se dependentes do fumo. Eles sabem o mal que estão causando a si próprios, conhecem os malefícios da fumaça do cigarro aos fumantes passivos e, ainda assim, não resistem a uma baforadinha. Portanto, nada mais justo do que serem imputados pelo perigo que volunatriamente trazem aos outros. É um dolo consentido.
Vale a mesma coisa para o álcool que, além de tudo, causa a desagregação e destruição da própria família do viciado, a perda de suas relações de amizade e, em várias ocasiões, seu alijamento profissional e social. Mesmo a dependência química sendo uma doença, o primeiro trago sempre é uma escolha livre do indivíduo.
Ora, num país em que a consciência coletiva é provocada pelo tamanho do ataque ao bolso do individuo, merece elogios a fala do Ministro Padilha, feita ontem em Salvador (BA). Tomara que inspirado pelos bons ventos da capital baiana ele se anime a levar adiante esta cruzada. Que esta correta postura não se torne apenas mais uma fala de palanque.
Os incomodados que larguem o cigarro e desistam da bebida, para o bem de todos.
As declarações do Ministro Padilha de que pretende defender junto ao Congresso Nacional um aumento das alíquotas de Impostos sobre DPVAT, Cigarro e Bebidas, destinando-o ao Ministério da Saúde deve ser saudada e apoiada. Desde que isto não signifique, no caso específico do DPVAT, um maior ônus aos proprietários de automóveis.
Já o mesmo não vale em minha opinião, para os tributos que oneram os consumidores de tabaco e de álcool. Para estes, o imposto não apenas poderia como deveria ser incrementado expressivamente. Fumar e beber não são necessidades do ser humano, são opções exercidas livremente por eles. E estas escolhas causam a sua destruição e criam riscos para todos os que convivem com eles, ou seja, são verdadeiras ameaças coletivas.
Como ex-fumante posso falar de cátedra acerca da teimosia daqueles que se deixam tornar-se dependentes do fumo. Eles sabem o mal que estão causando a si próprios, conhecem os malefícios da fumaça do cigarro aos fumantes passivos e, ainda assim, não resistem a uma baforadinha. Portanto, nada mais justo do que serem imputados pelo perigo que volunatriamente trazem aos outros. É um dolo consentido.
Vale a mesma coisa para o álcool que, além de tudo, causa a desagregação e destruição da própria família do viciado, a perda de suas relações de amizade e, em várias ocasiões, seu alijamento profissional e social. Mesmo a dependência química sendo uma doença, o primeiro trago sempre é uma escolha livre do indivíduo.
Ora, num país em que a consciência coletiva é provocada pelo tamanho do ataque ao bolso do individuo, merece elogios a fala do Ministro Padilha, feita ontem em Salvador (BA). Tomara que inspirado pelos bons ventos da capital baiana ele se anime a levar adiante esta cruzada. Que esta correta postura não se torne apenas mais uma fala de palanque.
Os incomodados que larguem o cigarro e desistam da bebida, para o bem de todos.
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