Boa Noite!
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (USA) divulga a obtenção de neurônios a partir de células da pele que são relativamente comuns, segundo notícia veiculada pela Folha nesta data. O fato é saudado com alegria por todos que necessitam de tratamentos neurológicos e também por aqueles que denunciam os perigos ocultos aos pacientes que se submetem aos experimentos com células-tronco embrionárias.
Além de moralmente condenável, o uso e descarte de embriões se contitui num verdadeiro extermínio que a cada dia se comprova, também, ser desnecessário. Os tecidos que são alterados a partir do uso de células-tronco desenvolvem um maior risco de formação de tumores, segundo os mesmos pesquisadores.
Por isso, a notícia também significa uma melhor expectativa para os pacientes que forem assim tratados ao reduzirem os riscos de uma futura detecção e formação de tumores.
Existem alternativas ao massacre dos embriões. Mas elas tem sido sistematicamente ocultadas da população pela grande mídia, ou pelos pesquisadores que poderiam explicá-las e levá-las ao conhecimento dos doentes. A pergunta que retorna sempre é: por que?
Se tecidos que passaram pelo estágio de células-tronco possuem risco elevado de tumoração, e consequentemente de uma futura malignidade que levaria tais pacientes a tratamentos quimioterápicos e maior risco de morte, por que não se incentiva e divulga estes experimentos alternativos? Se eles chegam a resultados de menor exposição para os pacientes, por que não merecem as verbas governamentais?
Sabe-se que as drogas destinadas aos tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos são altamente onerosas para os sistemas de saúde e desde há muito figuram entre as mais lucrativas para a poderosa indústria farmcêutica.
Também é comum o tratamento à base de drogas contra os tumores. Mas, será que estas questões possuem ligações que não conhecemos?
Perguntas e dúvidas sobre as quais apenas recebemos o silêncio como resposta.
Ao menos resta-nos o consolo de continuarmos a receber, escondidas num canto de um jornal que ainda é independente e livre, boas notícias para aquelas vítimas silenciosas dos interesses desconhecidos: os embriões humanos. Uma pequena esperança sempre se torna grande no coração daqueles que amam seus semelhantes.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
29 de jan. de 2010
28 de jan. de 2010
CORAGEM DE MANTER O QUE É CERTO
Boa Noite!
Os jornais noticiam hoje uma importante conquista da saúde coletiva brasileira para os pacientes portadores do vírus HIV: o governo conseguiu obter uma redução de gastos da ordem de R$ 118 milhões de reais na questão dos retrovirais como conseqüência da quebra de patentes.
Vale a pena lembrar: o então Ministro José Serra decidiu mudar a estratégia governamental perante a então intocável (e todo-poderosa) indústria farmacêutica. Chamou-a para uma negociação de preços mais justos, algo perfeitamente possível e conhecido por todos os que são gestores no segmento da Saúde Pública e Privada. O então Ministro e atual Governador de São Paulo afirmou em público, reiteradas vezes, que o intuito não era a quebra de patentes, mas o equilíbrio entre os ganhos da indústria e a possibilidade de se ampliar o atendimento aos pacientes aidéticos que um justo preço propiciaria.
A indústria farmacêutica despreza os gestores de saúde, sejam eles públicos ou privados. Porém, deveria ter entendido que nunca é uma boa opção se comprar briga com o Governo, pois a chave do cofre sempre acaba na mão dele.
Serra quebrou diversas patentes e iniciou o processo de fabricação. O Governo Lula acertadamente manteve a mesma estratégia, ainda que tenha diminuído a velocidade das negociações. Esta acertada opção permitiu o expressivo resultado obtido e divulgado hoje. Óbvio que o total de recursos necessários é bem maior do que a redução divulgada. Claro que ainda existem diversas negociações a serem feitas. Tudo isto é verdade.
Mas a lógica anterior foi quebrada e isto é irreversível!
A indústria farmacêutica deve rever sua posição, ao menos com relação à saúde pública. Embora não existam medidas concretas de aproximação dela (indústria) com os financiadores privados, aos quais continua reservar uma arrogante postura, ela foi obrigada a rever suas estratégias de imposição de vontades ao Governo federal.
Que bom se esta vitória, decorrente da coragem do governo de manter o que se fez de correto na gestão do ministro Serra, pudesse convencer os gestores de que é muito melhor investir em capacitação negocial e profissional dos seus quadros, do que gastar montanhas de recursos públicos em campanhas que incentivam a promiscuidade e o descuido na questão sexual, irresponsável atitude que somente contribui para com o aumento dos infectados.
Os jornais noticiam hoje uma importante conquista da saúde coletiva brasileira para os pacientes portadores do vírus HIV: o governo conseguiu obter uma redução de gastos da ordem de R$ 118 milhões de reais na questão dos retrovirais como conseqüência da quebra de patentes.
Vale a pena lembrar: o então Ministro José Serra decidiu mudar a estratégia governamental perante a então intocável (e todo-poderosa) indústria farmacêutica. Chamou-a para uma negociação de preços mais justos, algo perfeitamente possível e conhecido por todos os que são gestores no segmento da Saúde Pública e Privada. O então Ministro e atual Governador de São Paulo afirmou em público, reiteradas vezes, que o intuito não era a quebra de patentes, mas o equilíbrio entre os ganhos da indústria e a possibilidade de se ampliar o atendimento aos pacientes aidéticos que um justo preço propiciaria.
A indústria farmacêutica despreza os gestores de saúde, sejam eles públicos ou privados. Porém, deveria ter entendido que nunca é uma boa opção se comprar briga com o Governo, pois a chave do cofre sempre acaba na mão dele.
Serra quebrou diversas patentes e iniciou o processo de fabricação. O Governo Lula acertadamente manteve a mesma estratégia, ainda que tenha diminuído a velocidade das negociações. Esta acertada opção permitiu o expressivo resultado obtido e divulgado hoje. Óbvio que o total de recursos necessários é bem maior do que a redução divulgada. Claro que ainda existem diversas negociações a serem feitas. Tudo isto é verdade.
Mas a lógica anterior foi quebrada e isto é irreversível!
A indústria farmacêutica deve rever sua posição, ao menos com relação à saúde pública. Embora não existam medidas concretas de aproximação dela (indústria) com os financiadores privados, aos quais continua reservar uma arrogante postura, ela foi obrigada a rever suas estratégias de imposição de vontades ao Governo federal.
Que bom se esta vitória, decorrente da coragem do governo de manter o que se fez de correto na gestão do ministro Serra, pudesse convencer os gestores de que é muito melhor investir em capacitação negocial e profissional dos seus quadros, do que gastar montanhas de recursos públicos em campanhas que incentivam a promiscuidade e o descuido na questão sexual, irresponsável atitude que somente contribui para com o aumento dos infectados.
24 de jan. de 2010
DE VOLTA PARA O PASSADO
Bom Dia!
O polêmico texto do novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que desde sua pomposa e festiva festa de lançamento em 21 de dezembro de 2009, pelo próprio Presidente da República, vem causando estremecimentos entre militares e juristas, não se encerra nesta única questão.
Além de estabelecer a reabertura de processos encerrados com a Anistia, ou o que é pior, a instauração de processos após os prazos prescricionais quebrando a ordem do estado de Direito (sejam quem forem seus beneficiários esta é a Lei que assegura o Estado Democrático de Direito), o PNDH traz outras “novidades”.
Por exemplo: para o Governo Federal, a democracia exige que sejam retirados de todos os espaços públicos, escolas e similares quaisquer objetos de “culto religioso”, por afetarem e atacarem (sic) direitos de outrem.
Segundo o Governo, assim, os crucifixos que representam para todos os cristãos um gesto de amor e dedicação máximo do Filho de Deus para com os sers humanos, transformaram-se, para os ideólogos do referido plano, um gesto de desrespeito e afronta aos não-cristãos.
O absurdo é tamanho e replica, apenas, os movimentos realizados em alguns países europeus que, além de equivocados, possuem finalidade de atacar lideranças cristãs em campanhas contra o crime do aborto. Não é diferente por aqui.
Ao se proibir e mandar arrancar de uma parede um símbolo de amor (e não de adoração como alguns desinformados podem alegar), por estar em uma repartição pública, ou seja, um ambiente de uso coletivo do povo, o Governo não assegura a igualdade de crenças e sim a soberania do desamor.
De fato, a nossa sociedade não sabe mais, ou melhor, não quer mais saber de amar. A mídia (e agora o governo) não promove campanhas de amor ao próximo. Os gestos desta natureza são tão anunciados e arquitetados com vistas ao IBOPE que chegam em muitos casos a beirar o rídiculo, expondo pessoas carentes a todos os tipos de sujeição daqueles que somente têm direito ao pedido.
Não sou contra que se façam campanhas e doações. Nem desejo que tantos apresentadores que ‘descobriram’ o valor da caridade televisionada deixem de fazê-lo. Gostaria apenas que tais gestos fossem organizados para que a educação do povo pela solidariedade e para o olhar sobre os que mais precisam ficasse mais latente e lembrada do que a ‘bondade’ deste ou daquele apresentador.
Mas, num país que a caridade permanece apenas se aumentar o IBOPE, como posso eu estar exigindo que o Governo entenda a cruz como um símbolo de amor? Como (e para quem) pedir que as crianças não sejam privadas de olhar e pensar a respeito deste símbolo que, anos depois, nós, adultos ‘racionais’ e ‘experientes’ esquecemos de colocar à frente de nossas vidas, atitudes e decisões?
Sabem, eu não concordo com a retirada dos crucifixos. E pretendo desobedecê-la na maior amplitude possível. Mas eu entendo que um país que estabelece como sua prioridade escolher quem vai ser eliminado de um ‘BBB’ tenha realmente esquecido o que é amar ao próximo. E quem governa um país de esquecidos também não tem obrigação de lembrar-se disto...
O polêmico texto do novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que desde sua pomposa e festiva festa de lançamento em 21 de dezembro de 2009, pelo próprio Presidente da República, vem causando estremecimentos entre militares e juristas, não se encerra nesta única questão.
Além de estabelecer a reabertura de processos encerrados com a Anistia, ou o que é pior, a instauração de processos após os prazos prescricionais quebrando a ordem do estado de Direito (sejam quem forem seus beneficiários esta é a Lei que assegura o Estado Democrático de Direito), o PNDH traz outras “novidades”.
Por exemplo: para o Governo Federal, a democracia exige que sejam retirados de todos os espaços públicos, escolas e similares quaisquer objetos de “culto religioso”, por afetarem e atacarem (sic) direitos de outrem.
Segundo o Governo, assim, os crucifixos que representam para todos os cristãos um gesto de amor e dedicação máximo do Filho de Deus para com os sers humanos, transformaram-se, para os ideólogos do referido plano, um gesto de desrespeito e afronta aos não-cristãos.
O absurdo é tamanho e replica, apenas, os movimentos realizados em alguns países europeus que, além de equivocados, possuem finalidade de atacar lideranças cristãs em campanhas contra o crime do aborto. Não é diferente por aqui.
Ao se proibir e mandar arrancar de uma parede um símbolo de amor (e não de adoração como alguns desinformados podem alegar), por estar em uma repartição pública, ou seja, um ambiente de uso coletivo do povo, o Governo não assegura a igualdade de crenças e sim a soberania do desamor.
De fato, a nossa sociedade não sabe mais, ou melhor, não quer mais saber de amar. A mídia (e agora o governo) não promove campanhas de amor ao próximo. Os gestos desta natureza são tão anunciados e arquitetados com vistas ao IBOPE que chegam em muitos casos a beirar o rídiculo, expondo pessoas carentes a todos os tipos de sujeição daqueles que somente têm direito ao pedido.
Não sou contra que se façam campanhas e doações. Nem desejo que tantos apresentadores que ‘descobriram’ o valor da caridade televisionada deixem de fazê-lo. Gostaria apenas que tais gestos fossem organizados para que a educação do povo pela solidariedade e para o olhar sobre os que mais precisam ficasse mais latente e lembrada do que a ‘bondade’ deste ou daquele apresentador.
Mas, num país que a caridade permanece apenas se aumentar o IBOPE, como posso eu estar exigindo que o Governo entenda a cruz como um símbolo de amor? Como (e para quem) pedir que as crianças não sejam privadas de olhar e pensar a respeito deste símbolo que, anos depois, nós, adultos ‘racionais’ e ‘experientes’ esquecemos de colocar à frente de nossas vidas, atitudes e decisões?
Sabem, eu não concordo com a retirada dos crucifixos. E pretendo desobedecê-la na maior amplitude possível. Mas eu entendo que um país que estabelece como sua prioridade escolher quem vai ser eliminado de um ‘BBB’ tenha realmente esquecido o que é amar ao próximo. E quem governa um país de esquecidos também não tem obrigação de lembrar-se disto...
21 de jan. de 2010
DE BAIXO PARA CIMA
Boa Noite!
Existem dois tipos de estratégias pelos quais se dissemina no interior de uma empresa os produtos que se deseja comercializar: TOP-DOWN (de cima para baixo), ou seja, sem o envolvimento direto das áreas que estão perante os clientes. Um bom exemplo é a empresa SUBMARINO que optou por um site auto ilustrativo, onde as principais informações dos produtos estão dispostas, o processo de compra é conduzido pelo cliente e a entrega feita sem qualquer necessidade de interface humana.
Óbvio que em tais casos existe um pré-requisito fundamental: o cliente SABE O QUE QUER ADQUIRIR. Ele já avaliou, pesquisou, buscou informações fora da citada empresa e, principalmente, já decidiu comprar. Portanto, resta apenas ao cliente escolher o ONDE vai realizar a consumação da compra.
Logo, empresas como a SUBMARINO jamais podem fidelizar senão pela correta entrega daquilo que foi comprado (local certo e tempo acordado no ato da aquisição).
As empresas de SAÚDE contudo, requerem estratégias de comercialização de seus produtos do tipo DOWN-TOP (de baixo para cima), especialmente se forem do ramo de serviços. Explico porque: por melhor e mais completo que seja o produto desenvolvido pela empresa, os clientes que buscam o setor de Saúde apresentam duas grandes peculiaridades:
1. Eles não sabem o que irão “comprar”. Coloco entre parênteses porque existe ainda a questão do terceiro pagador (operadoras) que influencia esta questão. Mas para efeito desta análise suponhamos que o cliente se financie. Ora, se eu não sei o que vou comprar a minha maior interface será com quem me vende, aonde eu compro e, apenas de forma subsequente (mas não prioritária), o que mesmo estou comprando. Se adiciono a isto o fato de que o cliente está fragilizado e ansioso, a participação da área de atendimento alcança proporções extraordinárias.
2. A Credibilidade Pessoal agrega mais valor para o cliente do que o Produto em si. Clientes do setor de Saúde Suplementar acreditam naquele que lhes orienta pela confiança desenvolvida e não pelo produto oferecido. É a credibilidade no profissional que faz o serviço tornar-se melhor, e não o contrário. Instalações, mobiliários e outros acessórios irão se tornar marcantes se a confiança pré-existente foi correspondida, ou se nasceu do primeiro contato uma expectativa positiva de credibilidade e resolutividade.
Portanto, empresas de saúde que querem sobreviver e crescer envolvem suas mais diversas áreas, com prioridade para os seus atendimentos, na VENDA de seus produtos. E chamo a envolvimento não apenas a um processo comunicativo efetivo, mas às estratégias motivacionais e às recompensas claramente e previamente estabelecidas.
Quanto mais o funcionário sente-se co-responsável pelo produto, ainda que para isto prevaleça seus interesses próprios, maior a chance de que a fidelização dos clientes ocorra. A credibilidade é o maior patrimônio (mesmo sendo intangível) que podemos obter no mercado de saúde suplementar. Ela resulta de um longo processo de maturação no qual a ética, a coerência entre assertivas e decisões, a transparência e, principalmente, a competência e habilidade no relacionamento com os clientes são requisitos imprescindíveis e essenciais.
Existem dois tipos de estratégias pelos quais se dissemina no interior de uma empresa os produtos que se deseja comercializar: TOP-DOWN (de cima para baixo), ou seja, sem o envolvimento direto das áreas que estão perante os clientes. Um bom exemplo é a empresa SUBMARINO que optou por um site auto ilustrativo, onde as principais informações dos produtos estão dispostas, o processo de compra é conduzido pelo cliente e a entrega feita sem qualquer necessidade de interface humana.
Óbvio que em tais casos existe um pré-requisito fundamental: o cliente SABE O QUE QUER ADQUIRIR. Ele já avaliou, pesquisou, buscou informações fora da citada empresa e, principalmente, já decidiu comprar. Portanto, resta apenas ao cliente escolher o ONDE vai realizar a consumação da compra.
Logo, empresas como a SUBMARINO jamais podem fidelizar senão pela correta entrega daquilo que foi comprado (local certo e tempo acordado no ato da aquisição).
As empresas de SAÚDE contudo, requerem estratégias de comercialização de seus produtos do tipo DOWN-TOP (de baixo para cima), especialmente se forem do ramo de serviços. Explico porque: por melhor e mais completo que seja o produto desenvolvido pela empresa, os clientes que buscam o setor de Saúde apresentam duas grandes peculiaridades:
1. Eles não sabem o que irão “comprar”. Coloco entre parênteses porque existe ainda a questão do terceiro pagador (operadoras) que influencia esta questão. Mas para efeito desta análise suponhamos que o cliente se financie. Ora, se eu não sei o que vou comprar a minha maior interface será com quem me vende, aonde eu compro e, apenas de forma subsequente (mas não prioritária), o que mesmo estou comprando. Se adiciono a isto o fato de que o cliente está fragilizado e ansioso, a participação da área de atendimento alcança proporções extraordinárias.
2. A Credibilidade Pessoal agrega mais valor para o cliente do que o Produto em si. Clientes do setor de Saúde Suplementar acreditam naquele que lhes orienta pela confiança desenvolvida e não pelo produto oferecido. É a credibilidade no profissional que faz o serviço tornar-se melhor, e não o contrário. Instalações, mobiliários e outros acessórios irão se tornar marcantes se a confiança pré-existente foi correspondida, ou se nasceu do primeiro contato uma expectativa positiva de credibilidade e resolutividade.
Portanto, empresas de saúde que querem sobreviver e crescer envolvem suas mais diversas áreas, com prioridade para os seus atendimentos, na VENDA de seus produtos. E chamo a envolvimento não apenas a um processo comunicativo efetivo, mas às estratégias motivacionais e às recompensas claramente e previamente estabelecidas.
Quanto mais o funcionário sente-se co-responsável pelo produto, ainda que para isto prevaleça seus interesses próprios, maior a chance de que a fidelização dos clientes ocorra. A credibilidade é o maior patrimônio (mesmo sendo intangível) que podemos obter no mercado de saúde suplementar. Ela resulta de um longo processo de maturação no qual a ética, a coerência entre assertivas e decisões, a transparência e, principalmente, a competência e habilidade no relacionamento com os clientes são requisitos imprescindíveis e essenciais.
19 de jan. de 2010
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM...
Boa Noite!
O Brasil tem uma enorme possibilidade de trazer de volta à tona personalidades que pensávamos já estar trilhando outros caminhos, ou buscando o esquecimento geral aos fatos nebulosos nos quais se envolveram. Por isso, supreendi-me com a volta do ex-ministro José Dirceu (PT-SP) no jornal O GLOBO (eletrônico), com um artigo no qual analisa a necessidade de serem reformadas as normas brasileiras que disciplinam a Saúde Suplementar, em especial pela questão (absurda) do ressarcimento ao SUS pelas operadoras, por pretensos usos de seus usuários da rede pública.
O Sr. José Dirceu cita as repetidas colocações da Dra. Lígia Bahia que insiste nesta questão, apresentando-a como se fosse o grande ponto a ser resolvido em nosso país. Ele entra num campo que aparentemente não domina, pois sequer traz dados concretos e números precisos sobre este tão famoso ‘uso da rede do SUS pelas operadoras’. E talvez não os traga porque a ANS insiste em não apresentá-los.
Dizer que “x” milhões são devidos pelas operadoras deveria corresponder a todo um arquivo bem elaborado e concreto de quando, como, por quem e em que lugar foi produzido este atendimento. Não é bem assim que chegam as cobranças, ao menos aquelas a que tive acesso, em operadoras de segmentos tão díspares quanto a autogestão e seguradoras.
É lamentável que a cidadania tenha sido desqualificada pela ANS ao proibir nós, cidadãos brasileiros no pleno exercício de seus direitos, de termos acesso à rede pública do SUS, nos específicos lugares em que ela possui qualidade e resolutividade, apenas porque possuímos um plano de saúde pago com o nosso suado salário! Porém, fica mais difícil entender que num país que caminha para um quase total abandono do seu Modelo de Saúde Coletiva, ao menos na saúde suplementar, pela total ausência de estratégias e políticas públicas da ANS para incentivá-lo, escolha este assunto ridículo (do ressarcimento) como mote principal de qualquer discussão estratégica.
Mas, será que há repercussão quanto a esta discussão? Ou talvez se pretenda com ela envolver as massas eleitorais e deixar-se de lado as importantes questões estratégicas que devem ser efetuadas neste ano de eleições gerais tanto quanto ao SUS, quanto ao setor que efetivamente anda e apresenta tantas possibilidades – a saúde suplementar?
O ex-ministro voltou bem ao seu estilo: batendo, tentando usar a técnica para mandar recados, mas principalmente criando um mote eleitoreiro que talvez em sua visão poderá render auspiciosos lucros nos debates eleitorais futuros. Quando será que nossas lideranças e autoridades perceberão que estamos jogando fora as inúmeras possibilidades que a situação internacional nos presenteou? Inclusive reparando esta grave distorção que me discrimina (e a todos vocês) como cidadão brasileiro?
O Brasil tem uma enorme possibilidade de trazer de volta à tona personalidades que pensávamos já estar trilhando outros caminhos, ou buscando o esquecimento geral aos fatos nebulosos nos quais se envolveram. Por isso, supreendi-me com a volta do ex-ministro José Dirceu (PT-SP) no jornal O GLOBO (eletrônico), com um artigo no qual analisa a necessidade de serem reformadas as normas brasileiras que disciplinam a Saúde Suplementar, em especial pela questão (absurda) do ressarcimento ao SUS pelas operadoras, por pretensos usos de seus usuários da rede pública.
O Sr. José Dirceu cita as repetidas colocações da Dra. Lígia Bahia que insiste nesta questão, apresentando-a como se fosse o grande ponto a ser resolvido em nosso país. Ele entra num campo que aparentemente não domina, pois sequer traz dados concretos e números precisos sobre este tão famoso ‘uso da rede do SUS pelas operadoras’. E talvez não os traga porque a ANS insiste em não apresentá-los.
Dizer que “x” milhões são devidos pelas operadoras deveria corresponder a todo um arquivo bem elaborado e concreto de quando, como, por quem e em que lugar foi produzido este atendimento. Não é bem assim que chegam as cobranças, ao menos aquelas a que tive acesso, em operadoras de segmentos tão díspares quanto a autogestão e seguradoras.
É lamentável que a cidadania tenha sido desqualificada pela ANS ao proibir nós, cidadãos brasileiros no pleno exercício de seus direitos, de termos acesso à rede pública do SUS, nos específicos lugares em que ela possui qualidade e resolutividade, apenas porque possuímos um plano de saúde pago com o nosso suado salário! Porém, fica mais difícil entender que num país que caminha para um quase total abandono do seu Modelo de Saúde Coletiva, ao menos na saúde suplementar, pela total ausência de estratégias e políticas públicas da ANS para incentivá-lo, escolha este assunto ridículo (do ressarcimento) como mote principal de qualquer discussão estratégica.
Mas, será que há repercussão quanto a esta discussão? Ou talvez se pretenda com ela envolver as massas eleitorais e deixar-se de lado as importantes questões estratégicas que devem ser efetuadas neste ano de eleições gerais tanto quanto ao SUS, quanto ao setor que efetivamente anda e apresenta tantas possibilidades – a saúde suplementar?
O ex-ministro voltou bem ao seu estilo: batendo, tentando usar a técnica para mandar recados, mas principalmente criando um mote eleitoreiro que talvez em sua visão poderá render auspiciosos lucros nos debates eleitorais futuros. Quando será que nossas lideranças e autoridades perceberão que estamos jogando fora as inúmeras possibilidades que a situação internacional nos presenteou? Inclusive reparando esta grave distorção que me discrimina (e a todos vocês) como cidadão brasileiro?
16 de jan. de 2010
AS TREVAS E A LUZ
Boa Noite!
Quanto mais escura a noite, quanto maiores as trevas tanto mais parece que estamos encolhendo, diminuindo, sumindo perante nossos medos e temores. Mesmo nos ambientes que conhecemos, junto aos móveis e utensílios que durante a luz nos servem, as trevas fazem parecer ameaçadores como se quisessem nos engolir.
Os sons se amplificam e a insegurança permeia cada passo nosso levando-nos inexoravelmente à paralisia. Ainda que estejamos num caminho pelo qual já tenhamos trilhado por diversas vezes, a escuridão retira de nossa razão a autoconfiança para seguir adiante.
Mas, para reacender nossa esperança basta-nos um mínimo de luz, uma pequena réstia que seja que atravesse a negra face dos nossos medos e instale de volta em nossos corações o suave despertar da fé.
Nestes momentos, de absoluta escuridão até mesmo a pálida luz que emana de um vaga-lume (um pirilampo), serve para nos apontar o caminho. Não que ela seja por si mesma, capaz de superar o negrume que nos envolve, porém, basta sua presença para que nos sintamos de novo capazes de vencer, de encontrarmos pontos de apoio a partir dos quais retomaremos a direção da luz.
Pequenos vaga-lumes se agigantam no papel de fomentadores da esperança daqueles que se encontram nas trevas, da mesma forma que pequenas palavras, gestos ou testemunhos devem nos alimentar, mais do alimento espiritual de onde brotam a fé e a esperança do que de qualquer outro valor material que nem ao menos serve para tornar menos temeroso o escuro e amargo torpor que as trevas podem nos jogar.
A depressão é uma escuridão na qual os vaga-lumes existem, insistem em aparecer, mas sua ajuda necessita da vontade daquele que está cercado da negra noite de dor e solidão, de desânimo e desesperança que parecem nunca acabar.
Para aqueles que amam, resta a dor das palavras feridas que emanam dos que estão aprisionados pela depressão, sem que tenhamos o direito de desistir de nosso papel de condutores da luz. Nem que seja uma tênue luz de vaga-lumes.
Quanto mais escura a noite, quanto maiores as trevas tanto mais parece que estamos encolhendo, diminuindo, sumindo perante nossos medos e temores. Mesmo nos ambientes que conhecemos, junto aos móveis e utensílios que durante a luz nos servem, as trevas fazem parecer ameaçadores como se quisessem nos engolir.
Os sons se amplificam e a insegurança permeia cada passo nosso levando-nos inexoravelmente à paralisia. Ainda que estejamos num caminho pelo qual já tenhamos trilhado por diversas vezes, a escuridão retira de nossa razão a autoconfiança para seguir adiante.
Mas, para reacender nossa esperança basta-nos um mínimo de luz, uma pequena réstia que seja que atravesse a negra face dos nossos medos e instale de volta em nossos corações o suave despertar da fé.
Nestes momentos, de absoluta escuridão até mesmo a pálida luz que emana de um vaga-lume (um pirilampo), serve para nos apontar o caminho. Não que ela seja por si mesma, capaz de superar o negrume que nos envolve, porém, basta sua presença para que nos sintamos de novo capazes de vencer, de encontrarmos pontos de apoio a partir dos quais retomaremos a direção da luz.
Pequenos vaga-lumes se agigantam no papel de fomentadores da esperança daqueles que se encontram nas trevas, da mesma forma que pequenas palavras, gestos ou testemunhos devem nos alimentar, mais do alimento espiritual de onde brotam a fé e a esperança do que de qualquer outro valor material que nem ao menos serve para tornar menos temeroso o escuro e amargo torpor que as trevas podem nos jogar.
A depressão é uma escuridão na qual os vaga-lumes existem, insistem em aparecer, mas sua ajuda necessita da vontade daquele que está cercado da negra noite de dor e solidão, de desânimo e desesperança que parecem nunca acabar.
Para aqueles que amam, resta a dor das palavras feridas que emanam dos que estão aprisionados pela depressão, sem que tenhamos o direito de desistir de nosso papel de condutores da luz. Nem que seja uma tênue luz de vaga-lumes.
13 de jan. de 2010
AS TRAGÉDIAS DA VIDA MODERNA
Boa Tarde!
Por que as tragédias são tão duras para com as pessoas que fazem o bem? Depois da noite de medo e dor que travessou a América Central e ceifou a vida de pobres haitianos, de dedicados soldados brasileiros e da defensora das crianças chamada Zilda Arns, parece que nada faz sentido. Mas as tragédias existem desde que o homem foi criado e até o momento de seu resgate elas continuarão a atravessar nossas vidas sem que as chamemos, e deixarão a dor em nossos corações das mais diferentes formas.
As pessoas boas que foram vítimas dos cataclismas no Haiti não deveriam deixar-nos apenas saudades, mas especialmente os seus testemunhos. Elas dedicaram suas vidas às coisas mais preciosas que existem: aquelas nas quais acreditamos. Quando colocamos nossos corações numa opção de vida, quando não deixamos que nada e nem ninguém quebre a nossa fé, os nossos princípios, as verdades pelas quais vivemos, a vida deixa de ser algo repetitivo e enfadonho e vai se tornar uma experiência renovada, forte e que dá sentido a qualquer coisa que nos aconteça, inclusive as tragédias.
Trabalhei como voluntário da Pastoral da Alimentação Alternativa, que esteve no início dos trabalhos coordenado por Dona Zilda. Trabalhava no interior da Paraíba, numa região tão pobre e sem recursos que as famílias mais numerosas viam, impotentes, suas crianças morrerem de fome em virtude da total ausência de amparo ou assistência em especial nos períodos de estiagem, por parte dos poderes públicos. Ela nos mostrou que enquanto buscávamos alimentos, poderíamos usar os produtos da terra, em especial diversos que eram descartados como “sobras”.
Nada se perde quando o que se busca é feito através do amor ao próximo. Somente se ganha com a experiência do voluntariado e da dedicação, seja qual for o dom que recebemos do Criador. Dona Zilda deu um forte exemplo de que quando desejamos ajudar, sempre é possível encontrar um caminho.
Como mulher forte e decidida teve seus momentos de tensionamento com autoridade e outros de seus pares, mas o que fica é o seu testemunho. Aliás, morreu porque se encontrava num país pobre e aviltado desde sua colonização até os dias atuais, fazendo conferências para mostrar que é possível resgatar os mais sofridos do cruel destino que os homens poderosos lhes reservaram.
A saudade é o termômetro do amor que se tem por alguém. Mas ela não é estática e nem impeditiva da ação, ao contrário, deve ser o combustível para mantermos os trabalhos, o foco e a solidariedade que podem, apenas elas, resolverem a grande ferida da injustiça social construída no mundo pelo capitalismo inconseqüente e descomprometido.
Por que as tragédias são tão duras para com as pessoas que fazem o bem? Depois da noite de medo e dor que travessou a América Central e ceifou a vida de pobres haitianos, de dedicados soldados brasileiros e da defensora das crianças chamada Zilda Arns, parece que nada faz sentido. Mas as tragédias existem desde que o homem foi criado e até o momento de seu resgate elas continuarão a atravessar nossas vidas sem que as chamemos, e deixarão a dor em nossos corações das mais diferentes formas.
As pessoas boas que foram vítimas dos cataclismas no Haiti não deveriam deixar-nos apenas saudades, mas especialmente os seus testemunhos. Elas dedicaram suas vidas às coisas mais preciosas que existem: aquelas nas quais acreditamos. Quando colocamos nossos corações numa opção de vida, quando não deixamos que nada e nem ninguém quebre a nossa fé, os nossos princípios, as verdades pelas quais vivemos, a vida deixa de ser algo repetitivo e enfadonho e vai se tornar uma experiência renovada, forte e que dá sentido a qualquer coisa que nos aconteça, inclusive as tragédias.
Trabalhei como voluntário da Pastoral da Alimentação Alternativa, que esteve no início dos trabalhos coordenado por Dona Zilda. Trabalhava no interior da Paraíba, numa região tão pobre e sem recursos que as famílias mais numerosas viam, impotentes, suas crianças morrerem de fome em virtude da total ausência de amparo ou assistência em especial nos períodos de estiagem, por parte dos poderes públicos. Ela nos mostrou que enquanto buscávamos alimentos, poderíamos usar os produtos da terra, em especial diversos que eram descartados como “sobras”.
Nada se perde quando o que se busca é feito através do amor ao próximo. Somente se ganha com a experiência do voluntariado e da dedicação, seja qual for o dom que recebemos do Criador. Dona Zilda deu um forte exemplo de que quando desejamos ajudar, sempre é possível encontrar um caminho.
Como mulher forte e decidida teve seus momentos de tensionamento com autoridade e outros de seus pares, mas o que fica é o seu testemunho. Aliás, morreu porque se encontrava num país pobre e aviltado desde sua colonização até os dias atuais, fazendo conferências para mostrar que é possível resgatar os mais sofridos do cruel destino que os homens poderosos lhes reservaram.
A saudade é o termômetro do amor que se tem por alguém. Mas ela não é estática e nem impeditiva da ação, ao contrário, deve ser o combustível para mantermos os trabalhos, o foco e a solidariedade que podem, apenas elas, resolverem a grande ferida da injustiça social construída no mundo pelo capitalismo inconseqüente e descomprometido.
DITOS REFERENTES À SAÚDE
Bom Dia!
Costumo recolher algumas frases ditas por personalidades ou lideranças, em momentos públicos (pelo compromisso que devem gerar), para depois analisá-las, tanto quanto ao testemunho dado por cada uma destas figuras, como para analisar a certeza (ou equívoco) constatado.
Eis algumas relativas à Saúde (entre parênteses o autor e o momento, quando possível), deixo-as para as meditações e análises de todos:
"Na sociedade ocidental considera-se como doente, ou seja, como aquele que tem direito aos cuidados médicos, quem se sinta como tal. Entretanto, dar o nome de "doença" a uma sensação penosa, a esses mal-estares que as pessoas sentem, é um fato cultural... A necessidade de dar um nome para a doença...constitui o principal e mais imediato problema do paciente: dar nome ao diabo já é uma forma de exorcizá-lo".
"A banalização do sofrimento se expressa em nosso meio na própria banalização da morte. ... Assistimos a uma variação da importância do sofrimento dependendo de com quem ou onde aconteça".
"Etimologicamente, paciente quer dizer sofredor...é possível notar o quanto o modelo médico atual está dissociado da preocupação com o sofrimento humano... Segundo este modelo, todos os problemas que são postos dentro de um consultório médico têm sua origem no indivíduo mesmo, ou mais ainda, no seu corpo e exigem portanto, soluções biológicas".
"A advertência de Platão "O maior erro dos médicos é tentar curar o corpo sem curar a alma. Entretanto, corpo e alma são um e não podem ser tratados separadamente", continua atual, denunciando o modelo médico contemporâneo".(Marco Antonio Alves Brasil, A Ética do Sofrimento Humano, in Ética e Saúde Mental, Ed. TOPBOOKS, 2a. Edição, 2001, organizado por Ana Cristina Figueiredo e João Ferreira da Silva Filho)
" Em 80% dos casos de pacientes infelizes (com os resultados da cirurgia de Lasik/PRK), não há nada de errado com a cirurgia, mas havia de errado com as expectativas".
(Wallace Chamon, Professor da UNIFESP - SP, na Folha de São Paulo de 31.08.03).
" Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida, porque a última curva da estrada será a melhor".
(Henry van Dyke)
"Nos primeiros anos de estudo, o aluno (de Medicina) é um idealista e nos últimos anos, um cínico".
(Giovani Berlinguer,no livro MEDICINA E POLÍTICA, 1978).
"O Caminho para a saúde não está na medicina ".
(Jayme Landmann, 1981).
Costumo recolher algumas frases ditas por personalidades ou lideranças, em momentos públicos (pelo compromisso que devem gerar), para depois analisá-las, tanto quanto ao testemunho dado por cada uma destas figuras, como para analisar a certeza (ou equívoco) constatado.
Eis algumas relativas à Saúde (entre parênteses o autor e o momento, quando possível), deixo-as para as meditações e análises de todos:
"Na sociedade ocidental considera-se como doente, ou seja, como aquele que tem direito aos cuidados médicos, quem se sinta como tal. Entretanto, dar o nome de "doença" a uma sensação penosa, a esses mal-estares que as pessoas sentem, é um fato cultural... A necessidade de dar um nome para a doença...constitui o principal e mais imediato problema do paciente: dar nome ao diabo já é uma forma de exorcizá-lo".
"A banalização do sofrimento se expressa em nosso meio na própria banalização da morte. ... Assistimos a uma variação da importância do sofrimento dependendo de com quem ou onde aconteça".
"Etimologicamente, paciente quer dizer sofredor...é possível notar o quanto o modelo médico atual está dissociado da preocupação com o sofrimento humano... Segundo este modelo, todos os problemas que são postos dentro de um consultório médico têm sua origem no indivíduo mesmo, ou mais ainda, no seu corpo e exigem portanto, soluções biológicas".
"A advertência de Platão "O maior erro dos médicos é tentar curar o corpo sem curar a alma. Entretanto, corpo e alma são um e não podem ser tratados separadamente", continua atual, denunciando o modelo médico contemporâneo".(Marco Antonio Alves Brasil, A Ética do Sofrimento Humano, in Ética e Saúde Mental, Ed. TOPBOOKS, 2a. Edição, 2001, organizado por Ana Cristina Figueiredo e João Ferreira da Silva Filho)
" Em 80% dos casos de pacientes infelizes (com os resultados da cirurgia de Lasik/PRK), não há nada de errado com a cirurgia, mas havia de errado com as expectativas".
(Wallace Chamon, Professor da UNIFESP - SP, na Folha de São Paulo de 31.08.03).
" Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida, porque a última curva da estrada será a melhor".
(Henry van Dyke)
"Nos primeiros anos de estudo, o aluno (de Medicina) é um idealista e nos últimos anos, um cínico".
(Giovani Berlinguer,no livro MEDICINA E POLÍTICA, 1978).
"O Caminho para a saúde não está na medicina ".
(Jayme Landmann, 1981).
12 de jan. de 2010
FALÁCIAS SANITÁRIAS
Boa Tarde!
Às vezes dá para pensarmos que todas as autoridades mundiais pensam de forma uníssona na questão de saúde. Isto não quer dizer que este “padrão” coloque a Saúde como um sistema estratégico, prioritário nas suas decisões, ou mesmo que todos eles levem a sério o trato e zelo para com as necessidades sanitárias das populações sob suas responsabilidades.
Ouso dizer isto a partir da nova e bastante agitada polêmica acerca dos SCANNERS recomendados pelos órgãos de segurança européia a serem implantados nos aeroportos internacionais (logo, logo nesta república), como medida que busca, segundo os especialistas desta área, aumentar o rastreamento dos terroristas que voltaram a ameaçar a vida de quem se utiliza deste importante meio de transporte.
Tudo ia bem até que as autoridades de saúde italianas quiseram ouvir os especialistas, pois estes aparelhos que funcionam com base nas emissões radioativas (tais quais aquelas que nos cobrem nos exames de imagem, nas tomografias e ressonâncias, por exemplo), podem afetar a saúde dos passageiros em especial nas situações de maior risco como a gravidez.
Era o que bastava para se deflagrar toda uma série de debates e exigências dos especialistas para se resguardar a saúde das pessoas que irão se submeter compulsoriamente a este exame nos aeroportos europeus.
Estranho mundo, estranhos tempos.
A mesma radiação que é livremente usada nas mais diversas prescrições de exames por imagens, que tão pouco obedecem aos protocolos defendidos pelos radiologistas sérios e comprometidos que atuam neste campo, e que geram números de exames per capita no setor de saúde suplementar para lá de absurdos, agora é vilã quando se trata de segurança pública!
As autoridades alegam que sem os scanners fica quase impossível se detectar as diversas armas que as novas substâncias químicas fazem fugir das portas detectoras de metais que são usadas na atualidade. Por isso, o perigo de exposição à radiação levantado pelos especialistas restringe a atuação da polícia e, com isso, expõe a todos que usem o transporte aéreo.
Porém, a radiação que é candidamente esquecida quando se solicitam exames de imagem para os pacientes, sejam eles necessários ou absurdamente inexplicáveis, agora é razão de preocupação para técnicos da saúde que, em muitas vezes são os mesmos prescritores.
O que acontece? Por que tanto cuidado com a exposição à radiação dos usuários de um aeroporto, que permanecerão num tempo inferior ao que dura, por exemplo, uma ressonância, expostos à radiação, enquanto se banaliza a realização de exames de imagem sem se levar em conta suas corretas indicações, ouvindo-se os especialistas de verdade?
Fica difícil fazer uma discussão (a segurança nos aeroportos) esquecendo-se solenemente a outra (a segurança nos exames por imagem). Ou será que a idéia é realmente não discutirmos a segunda situação?
Às vezes dá para pensarmos que todas as autoridades mundiais pensam de forma uníssona na questão de saúde. Isto não quer dizer que este “padrão” coloque a Saúde como um sistema estratégico, prioritário nas suas decisões, ou mesmo que todos eles levem a sério o trato e zelo para com as necessidades sanitárias das populações sob suas responsabilidades.
Ouso dizer isto a partir da nova e bastante agitada polêmica acerca dos SCANNERS recomendados pelos órgãos de segurança européia a serem implantados nos aeroportos internacionais (logo, logo nesta república), como medida que busca, segundo os especialistas desta área, aumentar o rastreamento dos terroristas que voltaram a ameaçar a vida de quem se utiliza deste importante meio de transporte.
Tudo ia bem até que as autoridades de saúde italianas quiseram ouvir os especialistas, pois estes aparelhos que funcionam com base nas emissões radioativas (tais quais aquelas que nos cobrem nos exames de imagem, nas tomografias e ressonâncias, por exemplo), podem afetar a saúde dos passageiros em especial nas situações de maior risco como a gravidez.
Era o que bastava para se deflagrar toda uma série de debates e exigências dos especialistas para se resguardar a saúde das pessoas que irão se submeter compulsoriamente a este exame nos aeroportos europeus.
Estranho mundo, estranhos tempos.
A mesma radiação que é livremente usada nas mais diversas prescrições de exames por imagens, que tão pouco obedecem aos protocolos defendidos pelos radiologistas sérios e comprometidos que atuam neste campo, e que geram números de exames per capita no setor de saúde suplementar para lá de absurdos, agora é vilã quando se trata de segurança pública!
As autoridades alegam que sem os scanners fica quase impossível se detectar as diversas armas que as novas substâncias químicas fazem fugir das portas detectoras de metais que são usadas na atualidade. Por isso, o perigo de exposição à radiação levantado pelos especialistas restringe a atuação da polícia e, com isso, expõe a todos que usem o transporte aéreo.
Porém, a radiação que é candidamente esquecida quando se solicitam exames de imagem para os pacientes, sejam eles necessários ou absurdamente inexplicáveis, agora é razão de preocupação para técnicos da saúde que, em muitas vezes são os mesmos prescritores.
O que acontece? Por que tanto cuidado com a exposição à radiação dos usuários de um aeroporto, que permanecerão num tempo inferior ao que dura, por exemplo, uma ressonância, expostos à radiação, enquanto se banaliza a realização de exames de imagem sem se levar em conta suas corretas indicações, ouvindo-se os especialistas de verdade?
Fica difícil fazer uma discussão (a segurança nos aeroportos) esquecendo-se solenemente a outra (a segurança nos exames por imagem). Ou será que a idéia é realmente não discutirmos a segunda situação?
8 de jan. de 2010
A MÍDIA E A HOMOSSEXUALIDADE
Boa Noite!
Pesquisa do Estadão divulgada hoje e realizada no final do ano passado em São Paulo, com a participação de mais de duzentos jovens entre 10 e 24 anos de idade constatou que mais de 30% deles optaram em se assumir como homossexuais antes de terem completado 15 anos de idade. Ou seja, antes mesmo de terem completado sua maturação pessoal eles seguiram o caminho que lhes foi apontado como o de plena realização sexual e, óbvio, afetiva e pessoal.
Mais ainda, até os 24 anos de idade, estas pessoas já haviam tido relações com mais de 10 parceiros (42% dos homens e 35% das mulheres) e com mais de cinco e menos de 10 (20% dos homens e 30% das mulheres). Ou seja, a escolha feita pelos adolescentes está intrinsecamente ligada à promiscuidade sexual e não ao estabelecimento de laços firmes no campo do afeto.
É difícil como pai perceber que as crianças não estão mais recebendo as ponderações e orientações que lhes impeçam cair nesta armadilha estabelecida pela mídia mundial, de que se forem por este ou aquele caminho, se adotarem esta ou aquela opção poderão "liberar geral".
Será que estas pessoas, trocando de parceiro praticamente a cada 12 meses, após assumirem suas escolhas, estão hoje mais felizes, mais completas, menos solitárias? Se é isto porque continuam a crescer os números de dependência química entre os jovens numa razão desproporcional ao volume de campanhas de informação e esclarecimento realizadas?
Até quando seremos omissos em relação à mídia que apresenta, em novelas, séries, filmes, peças publicitárias e outros mecanismos massivos, a questão da opção sexual como se fosse algo capaz de dar "liberdade" ou manter um ser humano numa "prisão"?
A felicidade é associada a um frenético e irracional festival sexual, como se a troca de parceiros numa grande velocidade fosse o requisito necessário para preencher de amor vidas tão conturbadas e, em tantos casos, tão solitárias.
Possuo amigos homossexuais. Alguns deles são para mim verdadeiros irmãos. Mas são pessoas maduras, que alcançaram a maturidade pessoal e profisisonal e, por isso, sabem dos efeitos que estão associados as suas escolhas. Não posso e nem devo julgá-los. Mas posso e devo manifestar-me contra esta sórdida mídia que lança em cabeças adolescentes um falso caminho de "liberdade", para seres que ainda nem sabem quais são (e se existem) grilhões que os aprisionam.
Talvez seja o momento de diminuirmos os arquivos e apresentações bonitinhas e usarmos a rede para darmos um alerta geral, não contra o que as pessoas são, mas contra a farsa que está produzindo seres que, talvez, nem saibam ainda o que desejam ser.
Pesquisa do Estadão divulgada hoje e realizada no final do ano passado em São Paulo, com a participação de mais de duzentos jovens entre 10 e 24 anos de idade constatou que mais de 30% deles optaram em se assumir como homossexuais antes de terem completado 15 anos de idade. Ou seja, antes mesmo de terem completado sua maturação pessoal eles seguiram o caminho que lhes foi apontado como o de plena realização sexual e, óbvio, afetiva e pessoal.
Mais ainda, até os 24 anos de idade, estas pessoas já haviam tido relações com mais de 10 parceiros (42% dos homens e 35% das mulheres) e com mais de cinco e menos de 10 (20% dos homens e 30% das mulheres). Ou seja, a escolha feita pelos adolescentes está intrinsecamente ligada à promiscuidade sexual e não ao estabelecimento de laços firmes no campo do afeto.
É difícil como pai perceber que as crianças não estão mais recebendo as ponderações e orientações que lhes impeçam cair nesta armadilha estabelecida pela mídia mundial, de que se forem por este ou aquele caminho, se adotarem esta ou aquela opção poderão "liberar geral".
Será que estas pessoas, trocando de parceiro praticamente a cada 12 meses, após assumirem suas escolhas, estão hoje mais felizes, mais completas, menos solitárias? Se é isto porque continuam a crescer os números de dependência química entre os jovens numa razão desproporcional ao volume de campanhas de informação e esclarecimento realizadas?
Até quando seremos omissos em relação à mídia que apresenta, em novelas, séries, filmes, peças publicitárias e outros mecanismos massivos, a questão da opção sexual como se fosse algo capaz de dar "liberdade" ou manter um ser humano numa "prisão"?
A felicidade é associada a um frenético e irracional festival sexual, como se a troca de parceiros numa grande velocidade fosse o requisito necessário para preencher de amor vidas tão conturbadas e, em tantos casos, tão solitárias.
Possuo amigos homossexuais. Alguns deles são para mim verdadeiros irmãos. Mas são pessoas maduras, que alcançaram a maturidade pessoal e profisisonal e, por isso, sabem dos efeitos que estão associados as suas escolhas. Não posso e nem devo julgá-los. Mas posso e devo manifestar-me contra esta sórdida mídia que lança em cabeças adolescentes um falso caminho de "liberdade", para seres que ainda nem sabem quais são (e se existem) grilhões que os aprisionam.
Talvez seja o momento de diminuirmos os arquivos e apresentações bonitinhas e usarmos a rede para darmos um alerta geral, não contra o que as pessoas são, mas contra a farsa que está produzindo seres que, talvez, nem saibam ainda o que desejam ser.
7 de jan. de 2010
A PRESSA É INIMIGA DO PROFISSIONALISMO
Bom Dia!
Meus filhos tem pressa. Os meus amigos e conhecidos também me dizem que os filhos deles sofrem desta mesma e ansiosa pressa. Alguns apressados me dirão que é uma característica da juventude querer mudanças, querer novos tempos, melhores e mais justos. Mas ter pressa não significa mudar, Nem para dentro e, assim, tampouco para o ambienbte social onde se está inserido. A mudança requer um tempo de maturação que, se por um lado não pode ser generalizado pelas especificidades de cada um de nós, seres humanos, também não poderá, por outro lado estar associado à queima de etapas,
Porém, a pressa da juventude de hoje não está associada às mudanças, e é isto que me preocupa enormemente: ela se associa à frenética busca de poder.
O jovem aprendiz quer começar hoje e amanhã já superar (e descartar) seu mestre. O jovem funcionário quer tomar posse hoje em sua função (às vezes a primeira de sua carreira profissional) e amanhã já quer o cargo de gerente (ou mesmo diretor), em especial para demitir seus chefes atuais, incapazes de aceitar todas as suas idéias, na forma, tempo e celeridade que julgam ser as verdades absolutas. Aliás, os jovens nem sequer conhecem as empresas onde começam a trabalhar, ou mesmo tiveram tempo para se apropriarem da cultura organizacional e já se acham, ou sentem-se frustrados por não serem os seus altos executivos!
Não querem saber de maturação, ou amadurecimento profissional, ou adquirir a sabedoria que somente o tempo é capaz de dar. São iniciantes que desejam começar suas carreiras pelo topo da pirâmide de cargos das suas empresas, como se ganância e ansiedade fossem sinônimos de sucesso e acertos decisórios.
Os jovens esqueceram das boas maneiras, apesar da árdua luta de seus pais e mentores para mostrar-lhes que o verdadeiro mercado é aquele que conjuga respeito aos conceitos de ética e transparência em todas as direções.
A mídia ensina-lhes egoísmo, o viver aqui e agora e danem-se os demais que estão ao seu redor. Mas, o que se vê nos dias atuais? Jovens felizes? Jovens executivos realizados? Estagiários que vislumbram futuros promissores? É isso que encontramos?
A velocidade da Informação mudou e, é óbvio, o tempo de amadurecimento profissional e do encarreiramento organizacional encolheram. Até aí nada que uma mudança de geração não explique e absorva. Porém, estão transformando as funções administrativas e gerenciais em degraus do poder. E associando o poder ao TER e ao DIFERENCIAL existencial. São mentiras e equívocos que se esvaziam sozinhos, mas que arrastam para os abismos onde se refugiam os jovens e demais esperanças do nosso mercado (e dos nossos círculos pessoais).
Saber amadurecer é um dos requisitos do gestor de sucesso: nem tão devagar que se pare e nem tão rápido que se perca pelo cansaço e falta de temperança. Não podemos fugir deste difícil papel, sob pena de não termos seguimento aos revolucionários avanços que a concepção e prática gerencial vivenciaram em especial nesta primeira década do Século XXI.
Meus filhos tem pressa. Os meus amigos e conhecidos também me dizem que os filhos deles sofrem desta mesma e ansiosa pressa. Alguns apressados me dirão que é uma característica da juventude querer mudanças, querer novos tempos, melhores e mais justos. Mas ter pressa não significa mudar, Nem para dentro e, assim, tampouco para o ambienbte social onde se está inserido. A mudança requer um tempo de maturação que, se por um lado não pode ser generalizado pelas especificidades de cada um de nós, seres humanos, também não poderá, por outro lado estar associado à queima de etapas,
Porém, a pressa da juventude de hoje não está associada às mudanças, e é isto que me preocupa enormemente: ela se associa à frenética busca de poder.
O jovem aprendiz quer começar hoje e amanhã já superar (e descartar) seu mestre. O jovem funcionário quer tomar posse hoje em sua função (às vezes a primeira de sua carreira profissional) e amanhã já quer o cargo de gerente (ou mesmo diretor), em especial para demitir seus chefes atuais, incapazes de aceitar todas as suas idéias, na forma, tempo e celeridade que julgam ser as verdades absolutas. Aliás, os jovens nem sequer conhecem as empresas onde começam a trabalhar, ou mesmo tiveram tempo para se apropriarem da cultura organizacional e já se acham, ou sentem-se frustrados por não serem os seus altos executivos!
Não querem saber de maturação, ou amadurecimento profissional, ou adquirir a sabedoria que somente o tempo é capaz de dar. São iniciantes que desejam começar suas carreiras pelo topo da pirâmide de cargos das suas empresas, como se ganância e ansiedade fossem sinônimos de sucesso e acertos decisórios.
Os jovens esqueceram das boas maneiras, apesar da árdua luta de seus pais e mentores para mostrar-lhes que o verdadeiro mercado é aquele que conjuga respeito aos conceitos de ética e transparência em todas as direções.
A mídia ensina-lhes egoísmo, o viver aqui e agora e danem-se os demais que estão ao seu redor. Mas, o que se vê nos dias atuais? Jovens felizes? Jovens executivos realizados? Estagiários que vislumbram futuros promissores? É isso que encontramos?
A velocidade da Informação mudou e, é óbvio, o tempo de amadurecimento profissional e do encarreiramento organizacional encolheram. Até aí nada que uma mudança de geração não explique e absorva. Porém, estão transformando as funções administrativas e gerenciais em degraus do poder. E associando o poder ao TER e ao DIFERENCIAL existencial. São mentiras e equívocos que se esvaziam sozinhos, mas que arrastam para os abismos onde se refugiam os jovens e demais esperanças do nosso mercado (e dos nossos círculos pessoais).
Saber amadurecer é um dos requisitos do gestor de sucesso: nem tão devagar que se pare e nem tão rápido que se perca pelo cansaço e falta de temperança. Não podemos fugir deste difícil papel, sob pena de não termos seguimento aos revolucionários avanços que a concepção e prática gerencial vivenciaram em especial nesta primeira década do Século XXI.
5 de jan. de 2010
O TURISMO E A SAÚDE
Bom Dia!
Após tantas e mal passadas verbas para o Sistema Público de Saúde (SUS), advindas de orientações e prioridades no mínimo questionáveis assumidas pelo Ministro de Estado José Temporão, agora somos surpreendidos neste começo terrível de ano de outra pérola (sic): nunca na história deste país se teve tantas verbas voltadas para o Ministério do Turismo, em detrimento daquelas que deveriam ser alocadas na área da Saúde!
Pasmem, mas reportagem do Estado de São Paulo em sua edição de hoje aponta-nos que as emendas legislativas, aquelas apresentadas pelos deputados também para atender as orientações dos seus partidos, e automaticamente do governo ou da oposição, alcançam, na área de Turismo - cerca de R$ 700 milhões de reais.
Ao passo em que, para a Saúde irão cerca de R$ 960 milhões, mais ou menos um terço do que seria necessário para atender o SUS em todo o país. Vale lembrar que, após a criação deste brilhante pasta ministerial pelo Sr. Presidente Lula, para ela foram alocadas as verbas destinadas a carros de som, shows de artistas em comícios, e outras coisas assemelhadas.
Triste coincidência? Bom, eu não acredito em coincidências.
Acredito que mais uma vez a Saúde está relegada, jogada e destinada ao véu do esquecimento, agora em 2010 em função de dois acontecimentos que travam sempre a consciência e responsabilidade do povco brasileiro: a Copa do Mundo e as Eleições Presidenciais.
O SUS sempre aparece no meio dos discursos, em frente às câmeras de televisão. Apenas para ser esquecido da lista de prioridades, ver seus insuficientes recursos cortados e, agora, ser humilhado pela imensa necessidade dos políticos brasileiros proverem o "circo" que anestesie a lembrança dos seus eleitores.
Vamos esperar pelo pronunciamento do Sr. Ministro televisisvo, se é que ele vai conseguir tempo, entre tantas entrevistas para analisar tal fato dentro do Orçamento Nacional.
Após tantas e mal passadas verbas para o Sistema Público de Saúde (SUS), advindas de orientações e prioridades no mínimo questionáveis assumidas pelo Ministro de Estado José Temporão, agora somos surpreendidos neste começo terrível de ano de outra pérola (sic): nunca na história deste país se teve tantas verbas voltadas para o Ministério do Turismo, em detrimento daquelas que deveriam ser alocadas na área da Saúde!
Pasmem, mas reportagem do Estado de São Paulo em sua edição de hoje aponta-nos que as emendas legislativas, aquelas apresentadas pelos deputados também para atender as orientações dos seus partidos, e automaticamente do governo ou da oposição, alcançam, na área de Turismo - cerca de R$ 700 milhões de reais.
Ao passo em que, para a Saúde irão cerca de R$ 960 milhões, mais ou menos um terço do que seria necessário para atender o SUS em todo o país. Vale lembrar que, após a criação deste brilhante pasta ministerial pelo Sr. Presidente Lula, para ela foram alocadas as verbas destinadas a carros de som, shows de artistas em comícios, e outras coisas assemelhadas.
Triste coincidência? Bom, eu não acredito em coincidências.
Acredito que mais uma vez a Saúde está relegada, jogada e destinada ao véu do esquecimento, agora em 2010 em função de dois acontecimentos que travam sempre a consciência e responsabilidade do povco brasileiro: a Copa do Mundo e as Eleições Presidenciais.
O SUS sempre aparece no meio dos discursos, em frente às câmeras de televisão. Apenas para ser esquecido da lista de prioridades, ver seus insuficientes recursos cortados e, agora, ser humilhado pela imensa necessidade dos políticos brasileiros proverem o "circo" que anestesie a lembrança dos seus eleitores.
Vamos esperar pelo pronunciamento do Sr. Ministro televisisvo, se é que ele vai conseguir tempo, entre tantas entrevistas para analisar tal fato dentro do Orçamento Nacional.
4 de jan. de 2010
TRAGÉDIAS ANUNCIADAS
Bom Dia!
Já neste início de 2010 os brasileiros testemunham a repetição das tragédias ocasionadas pelas tempestades de verão que assolam, especialmente, a região sudeste do país. Ano passado convivemos com as enchentes no Nordeste e agora com os desabamentos no Sudeste. Fatos distintos?
As tragédias nunca são iguais. Elas alcançam pessoas sofredoras, excluídas de uma sociedade omissa e que aceita como brincadeiras de mau gosto as repetitivas desculpas das autoridades em todos os níveis da gestão pública. Mas, definitivamente, elas não deveriam causar surpresas para nós, gestores de saúde.
Os sistemas de saúde de atenção integral preconizam que associados às intervenções sanitárias, para que consigamos um melhor estade de vida para as populações assistidas necessitamos da efetiva intervenção do estado naqueles sentores onde apenas o Gestor Público pode resolver, querendo, as necessidades coletivas.
As catástrofes advindas de estações climáticas cada vez mais descontroladas, ou ao menos fora dos padrões esperáveis, têm um forte componente causador o desequilíbrio térmico mundial. Este mesmo fator que deu origem a tantas bravatas, viagens e pronunciamentos dos nossos representantes na Conferência de Copenhague, apenas para em seguida resultar num pífio compromisso concreto do Brasil e, junto com os demais países, num encontro que condenou nosso planeta à destruição lenta e gradual. É verdade que tais fatores estão fora da governabilidade dos governos municipais, estaduais e federais.
Mas, e o resto dos fatores que causam as tragédias?
A fiscalização das áreas de reserva florestal e das nascentes de rios, onde foi incrementada? Quando foi objeto de estruturação? Lembrem-se que ex-aliada do governo atual rompeu com o mesmo e abandonou seu posto no Poder Central especialmente pela falta de cumprimento dos objetivos assumidos nas campanhas presidenciais do Sr. Presidente.
O desenvolvimento de um programa de retirada das populações das áreas de risco, a que ponto anda? Em cada tragédia assistimos aos inúmeros vôos e sobrevôos das autoridades, e de suas infinitas promessas de intervenção. Quais as ações concretas?
A rede de esgotos e de despoluição das baías e rios que poderia evitar grande parte das enchentes, quando e onde estas ocorrem pelo entupimento de tal rede, deveriam ser objeto de ações contínuas de drenagem e limpeza. Cadê as medidas pertinentes?
Ora, como podemos dizer que as tragédias nos surpreendem?
Causa surpresa a amnésia que assola a mentalidade do povo brasileiro. Causa tristeza a maneira irresponsável como a omissão das autoridades em todos os níveis tem sido aceita por todos, sem protestos, sem cobranças.
Causa surpresa como a população pobre, apesar de tantas perdas ainda mantém sua esperança em dias melhores. "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar" disse o poeta (Gil), e talvez seja esta a melhor explicação possível para o otimismo que reaparecerá, tão logo cessem as tempestades de verão. É muito pouco para o que este povo merece...
Já neste início de 2010 os brasileiros testemunham a repetição das tragédias ocasionadas pelas tempestades de verão que assolam, especialmente, a região sudeste do país. Ano passado convivemos com as enchentes no Nordeste e agora com os desabamentos no Sudeste. Fatos distintos?
As tragédias nunca são iguais. Elas alcançam pessoas sofredoras, excluídas de uma sociedade omissa e que aceita como brincadeiras de mau gosto as repetitivas desculpas das autoridades em todos os níveis da gestão pública. Mas, definitivamente, elas não deveriam causar surpresas para nós, gestores de saúde.
Os sistemas de saúde de atenção integral preconizam que associados às intervenções sanitárias, para que consigamos um melhor estade de vida para as populações assistidas necessitamos da efetiva intervenção do estado naqueles sentores onde apenas o Gestor Público pode resolver, querendo, as necessidades coletivas.
As catástrofes advindas de estações climáticas cada vez mais descontroladas, ou ao menos fora dos padrões esperáveis, têm um forte componente causador o desequilíbrio térmico mundial. Este mesmo fator que deu origem a tantas bravatas, viagens e pronunciamentos dos nossos representantes na Conferência de Copenhague, apenas para em seguida resultar num pífio compromisso concreto do Brasil e, junto com os demais países, num encontro que condenou nosso planeta à destruição lenta e gradual. É verdade que tais fatores estão fora da governabilidade dos governos municipais, estaduais e federais.
Mas, e o resto dos fatores que causam as tragédias?
A fiscalização das áreas de reserva florestal e das nascentes de rios, onde foi incrementada? Quando foi objeto de estruturação? Lembrem-se que ex-aliada do governo atual rompeu com o mesmo e abandonou seu posto no Poder Central especialmente pela falta de cumprimento dos objetivos assumidos nas campanhas presidenciais do Sr. Presidente.
O desenvolvimento de um programa de retirada das populações das áreas de risco, a que ponto anda? Em cada tragédia assistimos aos inúmeros vôos e sobrevôos das autoridades, e de suas infinitas promessas de intervenção. Quais as ações concretas?
A rede de esgotos e de despoluição das baías e rios que poderia evitar grande parte das enchentes, quando e onde estas ocorrem pelo entupimento de tal rede, deveriam ser objeto de ações contínuas de drenagem e limpeza. Cadê as medidas pertinentes?
Ora, como podemos dizer que as tragédias nos surpreendem?
Causa surpresa a amnésia que assola a mentalidade do povo brasileiro. Causa tristeza a maneira irresponsável como a omissão das autoridades em todos os níveis tem sido aceita por todos, sem protestos, sem cobranças.
Causa surpresa como a população pobre, apesar de tantas perdas ainda mantém sua esperança em dias melhores. "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar" disse o poeta (Gil), e talvez seja esta a melhor explicação possível para o otimismo que reaparecerá, tão logo cessem as tempestades de verão. É muito pouco para o que este povo merece...
1 de jan. de 2010
DÁ-ME UM TESTEMUNHO E ACREDITAREI EM TUAS PALAVRAS!
Bom Dia!
Uma teoria é um conjunto logicamente construído, bem elaborado, esteticamente organizado e que em geral confere ao seu autor certa aura de respeitabilidade, requisito essencial ao processo de reconhecimento público. As teorias embasam discussões e pesquisas que podem (sem necessariamente significar que irão) levar organizações e grupos humanos a rever suas métricas, táticas e mesmo estratégias que concretizem os fins a que se destinam.
A retórica, por sua vez, é representada por uma convincente apresentação e defesa das teorias conhecidas. Porém, não deveríamos esquecer que nem teorias, nem retóricas, per si, ainda que brilhantes em si próprias serão capazes de mudar o curso da história humana se não forem capazes de serem associadas aos testemunhos pessoais e o comprometimento efetivo das lideranças organizacionais.
Uma Liderança que dá um testemunho, mas não possui o conhecimento teórico de que necessita, tornar-se-á pobre, esvaziando-se no decorrer do tempo pela absoluta falta de capacidade de responder às encruzilhadas decisórias que inevitavelmente enfrentará.
Mas, um líder sem testemunho, que se pretende apoiar apenas na propagação de teorias ou discursos retóricos nada mais é do que uma pantomima, uma farsa, um pesadelo que parece não terminar nunca.
Equipes são capacitadas pelo embasamento teórico das suas lideranças, porém somente serão agentes de mudanças se tiverem como referencial, como farol numa tempestade noturna, o testemunho de seus líderes.
Produzir textos teóricos requer apenas um trabalho físico e intelectual.
Proferir discursos requer concentração, condicionamento e mente descansada.
Porém, comportar-se de acordo com o que se apregoa requer espírito de equipe, comprometimento interno, ética e a humildade exercida com a firmeza que apenas os verdadeiros vencedores, os eternos campeões possuem.
Que 2010 produza nos nossos líderes, e também naqueles que desejam ardentemente sê-los, o espírito de coletividade que somente podemos constatar pelo testemunho constante e coerente com seus ideais.
Uma teoria é um conjunto logicamente construído, bem elaborado, esteticamente organizado e que em geral confere ao seu autor certa aura de respeitabilidade, requisito essencial ao processo de reconhecimento público. As teorias embasam discussões e pesquisas que podem (sem necessariamente significar que irão) levar organizações e grupos humanos a rever suas métricas, táticas e mesmo estratégias que concretizem os fins a que se destinam.
A retórica, por sua vez, é representada por uma convincente apresentação e defesa das teorias conhecidas. Porém, não deveríamos esquecer que nem teorias, nem retóricas, per si, ainda que brilhantes em si próprias serão capazes de mudar o curso da história humana se não forem capazes de serem associadas aos testemunhos pessoais e o comprometimento efetivo das lideranças organizacionais.
Uma Liderança que dá um testemunho, mas não possui o conhecimento teórico de que necessita, tornar-se-á pobre, esvaziando-se no decorrer do tempo pela absoluta falta de capacidade de responder às encruzilhadas decisórias que inevitavelmente enfrentará.
Mas, um líder sem testemunho, que se pretende apoiar apenas na propagação de teorias ou discursos retóricos nada mais é do que uma pantomima, uma farsa, um pesadelo que parece não terminar nunca.
Equipes são capacitadas pelo embasamento teórico das suas lideranças, porém somente serão agentes de mudanças se tiverem como referencial, como farol numa tempestade noturna, o testemunho de seus líderes.
Produzir textos teóricos requer apenas um trabalho físico e intelectual.
Proferir discursos requer concentração, condicionamento e mente descansada.
Porém, comportar-se de acordo com o que se apregoa requer espírito de equipe, comprometimento interno, ética e a humildade exercida com a firmeza que apenas os verdadeiros vencedores, os eternos campeões possuem.
Que 2010 produza nos nossos líderes, e também naqueles que desejam ardentemente sê-los, o espírito de coletividade que somente podemos constatar pelo testemunho constante e coerente com seus ideais.
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