Boa Noite!
Alguns dias a nossa vida parece ser apenas uma sucessão dura e confusa de períodos temporais chamados por nós de horas. Deixamos que o desânimo e as decepções roubem de nós o que a vida possui de mais importante: sua função de ser uma ponte entre o finito e limitado, incompleto e doloroso, com o infinito e total, repleto e amoroso.
Esta canção que é tão bela na voz do Padre Fábio de Melo retrata bem quanto podemos ser feliz fazendo do infinito nossa maior prioridade, e tirando das mãos dos homens um poder que eles querem, mas nunca o terão: decidir sobre nossas almas e mentes!
Bom final de semana!
VIDA
Pelas ruas da cidade pessoas andam no vai e vem,
Vem o cair da tarde, vão nos seus passos como reféns
De uma vida sem saída, vida sem vida, mal ou bem
Pelos bancos desses parques ninguém se toca sem perceber
Que onde o sol se esconde o horizonte tenta dizer
Que há sempre um novo dia, a cada dia, em cada ser
Não é preciso uma verdade nova, uma aventura
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos, e dar de si, além do próprio gesto
E descobrir feliz que o amor esconde outro universo
Pelos becos, pelos bares, pelos lugares que ninguém vê
Há sempre alguém querendo uma esperança, sobreviver
Cada rosto é um espelho de um desejo de ser, de ter
Não é preciso uma verdade nova, uma aventura
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos, e dar de si, além do próprio gesto
E descobrir feliz que o amor esconde outro universo
Cada rosto é um espelho de um desejo de ser, de ter
Talvez quem sabe por esta cidade passe um anjo
E por encanto abra suas asas sobre os homens
E dê vontade de se dar aos outros sem medida
A qualidade de poder viver vida, vida.
Vida,
Vida.
GESTÃO DE PROCESSOS, DE PESSOAS, DE RECURSOS. POLÍTICA E ÉTICA NA SAÚDE E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DE TODOS OS QUE TRILHAM, OU DESEJAM PERCORRER O DESAFIANTE CAMINHO DA ADMINISTRAÇÃO.
30 de jan. de 2009
29 de jan. de 2009
A MAROLA CHEGOU!
Boa Noite!
Os principais jornais brasileiros anunciam hoje o profundo e preventivo corte efetuado pelo Governo federal no Orçamento 2009: R$ 37 BILHÕES. Este número significa uma redução de 25% sobre o total orçado pela União e aprovado pelo Congresso para gerir a máquina e promover os investimentos necessários ao crescimento do país, à manutenção de empregos e por aí vai.
Mantendo a mesma linha de sempre, o Planalto efetuou os cortes mais profundos nos ministérios mais periféricos (Turismo, Esportes e Meio Ambiente), preservando nominalmente, as verbas da Saúde (corte de 4%) e da Ciência e Tecnologia (corte de 4,1%). Sabemos, porém, que manter o valor no orçamento não quer dizer converter os empenhos em créditos. Mas, como sempre, o Governo quer manter as aparências.
A Marola citada pelo Presidente, num dos discursos mais irresponsáveis da história deste país, chegou até nós e como uma gigantesca onda. Ainda transponível, é bem verdade, mas uma perigosa onda.
Talvez se tivéssemos levado a sério o tamanho de uma crise mundial que repousa sobre o crédito, e que pode jogar o mundo numa depressão, não teríamos necessidade de corte tão profundo como este.
Talvez, se tempestivamente tivéssemos mobilizado todo o empresariado e governo, pudéssemos juntos ter identificado alternativas às inúmeras demissões que estão ocorrendo em nosso país e que, somente não pioraram as estatísticas de emprego porque as montadoras de automóveis, tão beneficiadas por este governo, estejam renovando as férias coletivas num desesperado esforço para resguardar os empregos dos trabalhadores.
Mas, vivemos num país que o “SE, QUASE, ERA, EX e VICE” não servem para nada!
A Marola chegou e os empresários de visão estão adotando medidas de enxugamento de custos para evitarem um quadro pior.
E o setor saúde suplementar?
Salvo raríssimas exceções, as preocupações têm sido individuais e as ações bastante localizadas. A discussão setorial, permanente e, principalmente, a oportunidade de construção de alternativas protetoras ao setor de forma coletiva estão solenemente esquecidas.
A própria ANS está discutindo outros pontos importantes, mas não assumiu ainda o seu papel de agente catalisador perante esta situação. Quando a crise mostrar sua face na saúde, pois chegar ela já chegou, talvez a Agência se dê por satisfeita com a “diminuição do número de operadoras”, confirmando seu desejo e projeção antigos.
Os empregos que isto significam, os valores que saem do mercado, a perda de qualidade que é possível ocorrer nos que ficam e, principalmente, a redução do acesso aos clientes, nada disto parecer ter sido listado como ameaça por nossos gestores estratégicos da Saúde.
A Marola do Governo Federal já chegou ao país. A ANS continua jogando pedrinhas no lago...
Os principais jornais brasileiros anunciam hoje o profundo e preventivo corte efetuado pelo Governo federal no Orçamento 2009: R$ 37 BILHÕES. Este número significa uma redução de 25% sobre o total orçado pela União e aprovado pelo Congresso para gerir a máquina e promover os investimentos necessários ao crescimento do país, à manutenção de empregos e por aí vai.
Mantendo a mesma linha de sempre, o Planalto efetuou os cortes mais profundos nos ministérios mais periféricos (Turismo, Esportes e Meio Ambiente), preservando nominalmente, as verbas da Saúde (corte de 4%) e da Ciência e Tecnologia (corte de 4,1%). Sabemos, porém, que manter o valor no orçamento não quer dizer converter os empenhos em créditos. Mas, como sempre, o Governo quer manter as aparências.
A Marola citada pelo Presidente, num dos discursos mais irresponsáveis da história deste país, chegou até nós e como uma gigantesca onda. Ainda transponível, é bem verdade, mas uma perigosa onda.
Talvez se tivéssemos levado a sério o tamanho de uma crise mundial que repousa sobre o crédito, e que pode jogar o mundo numa depressão, não teríamos necessidade de corte tão profundo como este.
Talvez, se tempestivamente tivéssemos mobilizado todo o empresariado e governo, pudéssemos juntos ter identificado alternativas às inúmeras demissões que estão ocorrendo em nosso país e que, somente não pioraram as estatísticas de emprego porque as montadoras de automóveis, tão beneficiadas por este governo, estejam renovando as férias coletivas num desesperado esforço para resguardar os empregos dos trabalhadores.
Mas, vivemos num país que o “SE, QUASE, ERA, EX e VICE” não servem para nada!
A Marola chegou e os empresários de visão estão adotando medidas de enxugamento de custos para evitarem um quadro pior.
E o setor saúde suplementar?
Salvo raríssimas exceções, as preocupações têm sido individuais e as ações bastante localizadas. A discussão setorial, permanente e, principalmente, a oportunidade de construção de alternativas protetoras ao setor de forma coletiva estão solenemente esquecidas.
A própria ANS está discutindo outros pontos importantes, mas não assumiu ainda o seu papel de agente catalisador perante esta situação. Quando a crise mostrar sua face na saúde, pois chegar ela já chegou, talvez a Agência se dê por satisfeita com a “diminuição do número de operadoras”, confirmando seu desejo e projeção antigos.
Os empregos que isto significam, os valores que saem do mercado, a perda de qualidade que é possível ocorrer nos que ficam e, principalmente, a redução do acesso aos clientes, nada disto parecer ter sido listado como ameaça por nossos gestores estratégicos da Saúde.
A Marola do Governo Federal já chegou ao país. A ANS continua jogando pedrinhas no lago...
28 de jan. de 2009
A UTI E A VIDA
Boa Noite!
Fiquei impressionado com o rumo que tomaram as discussões e análises acerca da trágica morte da modelo Mariana Bardi, cuja vida foi ceifada por uma infecção hospitalar, aos vinte e dois anos. A Sepse (antiga septicemia) é hoje uma das maiores causas de mortalidade entre os pacientes internados e a triste campeã de mortes para os que ocupam leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A minha surpresa é a discussão toda estar acontecendo em torno do fato de que ela possuía um quadro de infecção urinária, e que isto é “comum” entre mulheres, e que a infecção hospitalar pode acontecer e que é “esperável” a morte de quem contrai uma sepse, salvo se o médico entupir o paciente, previamente, das terríveis medicações que combatem a septicemia, ainda que às custas de diversas outras condições de saúde.
Desculpem-me os intensivistas, a quem reconheço e respeito por trabalho tão árduo e difícil, como é lidar com pacientes no estado mais grave e agudo, ou para falar em bom português, quando em geral tudo o mais já não foi usado ou não deu resultado! São profissionais sérios e dedicados, mas que estão na ponta final do sistema de saúde, e deveria ser assim que as UTI’s podem ser entendidas quanto ao importante papel que desempenham.
A falha do sistema não está na UTI e tampouco na sepse, que é uma probabilidade altíssima para quem ocupa leitos hospitalares e, especialmente, aqueles de alta complexidade. O que não funcionou foi, mais uma vez, o tratamento preventivo e um diagnóstico precoce e preciso. E para que isto pudesse ocorrer, e não estou falando e nem julgando o caso particular da modelo, é necessário mais do que a presença física de um médico.
Se tivéssemos nossa rede e as portas de entrada do nosso Sistema Público de Saúde dotadas das equipes multidisciplinares que estão previstas nas leis que o regem, bem como os equipamentos diagnósticos necessários e a estrutura adequada, com certeza teríamos mais matérias positivas para serem divulgadas do que as tragédias que diuturnamente ocupam nosso espaço nobre, sempre apresentadas a partir dos seus efeitos (pois chamam mais a atenção e audiência da população), do que da denúncia ética de suas causas.
As UTI’s estão cada vez melhor aparelhadas e suas equipes treinadas. As tentativas de humanização dos espaços que elas ocupam e a percepção de que os clientes/pacientes merecem cuidados que nos primórdios foram julgados dispensáveis, já dão resultados positivos para uma análise isenta e técnica. Mas a Terapia Intensiva não é a entrada do sistema, e sim sua ponta de saída!
As tragédias não deveriam ser atribuídas à UTI. Tampouco aos ambientes hospitalares. Para tratarem doenças de alto risco, e exatamente por isto, eles são lugares de elevado risco à saúde.
As perdas decorrem da imensa e confusa desestruturação do nosso sistema de saúde, que discursa sobre prevenção, mas vive sobre a falta constante de apoio financeiro, material e humano às equipes de atenção primária e aos serviços de emergência.
Fiquei impressionado com o rumo que tomaram as discussões e análises acerca da trágica morte da modelo Mariana Bardi, cuja vida foi ceifada por uma infecção hospitalar, aos vinte e dois anos. A Sepse (antiga septicemia) é hoje uma das maiores causas de mortalidade entre os pacientes internados e a triste campeã de mortes para os que ocupam leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A minha surpresa é a discussão toda estar acontecendo em torno do fato de que ela possuía um quadro de infecção urinária, e que isto é “comum” entre mulheres, e que a infecção hospitalar pode acontecer e que é “esperável” a morte de quem contrai uma sepse, salvo se o médico entupir o paciente, previamente, das terríveis medicações que combatem a septicemia, ainda que às custas de diversas outras condições de saúde.
Desculpem-me os intensivistas, a quem reconheço e respeito por trabalho tão árduo e difícil, como é lidar com pacientes no estado mais grave e agudo, ou para falar em bom português, quando em geral tudo o mais já não foi usado ou não deu resultado! São profissionais sérios e dedicados, mas que estão na ponta final do sistema de saúde, e deveria ser assim que as UTI’s podem ser entendidas quanto ao importante papel que desempenham.
A falha do sistema não está na UTI e tampouco na sepse, que é uma probabilidade altíssima para quem ocupa leitos hospitalares e, especialmente, aqueles de alta complexidade. O que não funcionou foi, mais uma vez, o tratamento preventivo e um diagnóstico precoce e preciso. E para que isto pudesse ocorrer, e não estou falando e nem julgando o caso particular da modelo, é necessário mais do que a presença física de um médico.
Se tivéssemos nossa rede e as portas de entrada do nosso Sistema Público de Saúde dotadas das equipes multidisciplinares que estão previstas nas leis que o regem, bem como os equipamentos diagnósticos necessários e a estrutura adequada, com certeza teríamos mais matérias positivas para serem divulgadas do que as tragédias que diuturnamente ocupam nosso espaço nobre, sempre apresentadas a partir dos seus efeitos (pois chamam mais a atenção e audiência da população), do que da denúncia ética de suas causas.
As UTI’s estão cada vez melhor aparelhadas e suas equipes treinadas. As tentativas de humanização dos espaços que elas ocupam e a percepção de que os clientes/pacientes merecem cuidados que nos primórdios foram julgados dispensáveis, já dão resultados positivos para uma análise isenta e técnica. Mas a Terapia Intensiva não é a entrada do sistema, e sim sua ponta de saída!
As tragédias não deveriam ser atribuídas à UTI. Tampouco aos ambientes hospitalares. Para tratarem doenças de alto risco, e exatamente por isto, eles são lugares de elevado risco à saúde.
As perdas decorrem da imensa e confusa desestruturação do nosso sistema de saúde, que discursa sobre prevenção, mas vive sobre a falta constante de apoio financeiro, material e humano às equipes de atenção primária e aos serviços de emergência.
26 de jan. de 2009
A DÚVIDA É O COMEÇO DO CONHECIMENTO
Boa Noite!
A frase que usei para dar título a esta reflexão não é, infelizmente, minha! Ela pertence a um sábio homem oriental chamado Gibran Khalil Gibran, possuidor de notável sensibilidade e compromisso ético que deveriam ser copiados por todos nós, orientais homens contemporâneos.
Gibran nos ensina que ao duvidarmos de algo não estamos necessariamente rejeitando-o, se o fazemos de coração puro e aberto. Buscaremos conhecê-lo melhor, entender as causas do que ocorreu e estudá-lo para firmamente elaborarmos nossas opiniões a respeito.
Pois bem, é cheio de dúvidas, mas querendo conhecê-lo melhor que falo hoje sobre as medidas assinadas na última sexta-feira (dia 23), pelo Presidente Obama, com relação à liberação de financiamento governamental nos Estados Unidos para as famigeradas pesquisas sobre contracepção, aborto e células-tronco. O novo presidente está, claramente, numa estratégia de desconstrução do malfadado governo Bush. Por isso, suas iniciais atitudes têm sido de desvincular sua imagem à do seu predecessor.
Primeiro: por que tanta preocupação com o maior desastre da história dos Estados Unidos, que foi o Governbo Bush? Será pelo fato de que Obama ainda não tem certeza se ele foi a causa da sua vitória, ou se o foi o desastrado Bush?
Segundo: não conheço vitórias ou sucessos construídos em cima do negativo, da destruição de algo feito por outrem. Aliás, o que teria sido construído por Bush nos oito longos e tenebrosos anos de sua "gestão"?
Terceiro e mais importante: como alguém que constrói toda a sua plataforma de discurso eleitoral sobre a valorização da vida adota, como uma de suas primeiras decisões, financiar a morte?
Obama quer ser popular. Hitler também o quis no início de sua sangrenta ditadura. Mao também o quis no início da sua Grande Caminhada, antes do banho de sangue que infligiu aos chineses que tanto o apoiaram. Poderia citar outras dúzias de crápulas que usaram do populismo como forma de inebriar seus eleitores.
Prefiro não falar dos nossos casos nacionais.
Também prefiro não julgar, ainda, o incipiente governo do Obama. Mas defender o aborto, ou querer agradar uma mídia que rapidamente eleva e destrói ídolos de barro nunca será um caminho ético e moral para uma verdadeira vitória, um sucesso construído a partir do BEM COMUM.
Que pena, Sr. Obama, que tantos votos tenham lhe dado muito poder, mas não lhe tenham servido para vislumbrar a beleza de uma vida humana que se forma e cuja origem não pertence a nenhum ser humano. Tomara que este equívoco e erro fatal, de colocar mihlões e milhões de dólares nas mãos de insensíveis comerciantes da vida humana seja algo único e passível de um arrependimento futuro. Espero sinceramente que não seja o início de uma gama de equívocos resultantes da intensa necessidade de estar aparecendo e agradando á mídia que não possui compromisso real com a defesa da vida humana, em especial aquela que, sem ter direito à voz, espera silenciosamente que governantes responsáveis e éticos a defenda!
A frase que usei para dar título a esta reflexão não é, infelizmente, minha! Ela pertence a um sábio homem oriental chamado Gibran Khalil Gibran, possuidor de notável sensibilidade e compromisso ético que deveriam ser copiados por todos nós, orientais homens contemporâneos.
Gibran nos ensina que ao duvidarmos de algo não estamos necessariamente rejeitando-o, se o fazemos de coração puro e aberto. Buscaremos conhecê-lo melhor, entender as causas do que ocorreu e estudá-lo para firmamente elaborarmos nossas opiniões a respeito.
Pois bem, é cheio de dúvidas, mas querendo conhecê-lo melhor que falo hoje sobre as medidas assinadas na última sexta-feira (dia 23), pelo Presidente Obama, com relação à liberação de financiamento governamental nos Estados Unidos para as famigeradas pesquisas sobre contracepção, aborto e células-tronco. O novo presidente está, claramente, numa estratégia de desconstrução do malfadado governo Bush. Por isso, suas iniciais atitudes têm sido de desvincular sua imagem à do seu predecessor.
Primeiro: por que tanta preocupação com o maior desastre da história dos Estados Unidos, que foi o Governbo Bush? Será pelo fato de que Obama ainda não tem certeza se ele foi a causa da sua vitória, ou se o foi o desastrado Bush?
Segundo: não conheço vitórias ou sucessos construídos em cima do negativo, da destruição de algo feito por outrem. Aliás, o que teria sido construído por Bush nos oito longos e tenebrosos anos de sua "gestão"?
Terceiro e mais importante: como alguém que constrói toda a sua plataforma de discurso eleitoral sobre a valorização da vida adota, como uma de suas primeiras decisões, financiar a morte?
Obama quer ser popular. Hitler também o quis no início de sua sangrenta ditadura. Mao também o quis no início da sua Grande Caminhada, antes do banho de sangue que infligiu aos chineses que tanto o apoiaram. Poderia citar outras dúzias de crápulas que usaram do populismo como forma de inebriar seus eleitores.
Prefiro não falar dos nossos casos nacionais.
Também prefiro não julgar, ainda, o incipiente governo do Obama. Mas defender o aborto, ou querer agradar uma mídia que rapidamente eleva e destrói ídolos de barro nunca será um caminho ético e moral para uma verdadeira vitória, um sucesso construído a partir do BEM COMUM.
Que pena, Sr. Obama, que tantos votos tenham lhe dado muito poder, mas não lhe tenham servido para vislumbrar a beleza de uma vida humana que se forma e cuja origem não pertence a nenhum ser humano. Tomara que este equívoco e erro fatal, de colocar mihlões e milhões de dólares nas mãos de insensíveis comerciantes da vida humana seja algo único e passível de um arrependimento futuro. Espero sinceramente que não seja o início de uma gama de equívocos resultantes da intensa necessidade de estar aparecendo e agradando á mídia que não possui compromisso real com a defesa da vida humana, em especial aquela que, sem ter direito à voz, espera silenciosamente que governantes responsáveis e éticos a defenda!
23 de jan. de 2009
HABEMUS PORTABILIDADE - Parte III
Boa Tarde!
Além da questão essencial, em minha opinião não observada pela ANS, do Modelo de Saúde, sobressaltam outras lacunas que poderiam ter sido supridas com oferta de diferenciais às operadoras que deles se ocupassem, como forma de incentivar o cliente a efetuar a migração.
Vejamos as principais:
A. Gestão da Rede de Prestadores de Serviços: a agência está desenvolvendo um modelo de configuração de rede que leva em conta diversos aspectos, tais como necessidades em Saúde, acesso geográfico e assistencial, dentre outros. Porém, a Portabilidade não vinculou de forma concreta estes dois aspectos, sob a lógica da operadora. Ou seja, esta poderá negociar redes distintas para produtos distintos, como forma de assegurar sua viabilidade financeira. Ora, qual a garantia que esta diferenciação se transformará em qualificação do mercado de prestadores de serviço? Nenhuma. Ao contrário, corremos sério risco, se esta questão parar por aqui, de vermos a punição às empresas que investiram em acreditação, qualidade e outros programas destinados a agregar valor ao serviço prestado.
B. Valorização das Operadoras que desenvolvem ações assistenciais ou programas de saúde/gerenciamento do risco: mais uma norma que sai, criando uma nova situação para todo o mercado e, novamente, o programa de qualificação cujos indicadores foram festivamente divulgados pela ANS é solenemente esquecido. Qual o diferencial para as operadoras que buscaram desenvolver ações assistenciais? E aquelas que investem expressivas parcelas de capital em programas de saúde? Qual a motivação para se ampliar medidas voltadas ao gerenciamento do risco, via de mão dupla quando falamos de qualidade em Saúde? Será que a agência realmente acredita no programa de qualificação que ela mesmo desenvolveu e implantou? Se a resposta é positiva, e acreditamos que seja, por que o ignora em todas as oportunidades que possui de valorizá-lo???
C. Preços diferenciados para produtos diferenciados: poderíamos ter uma flexibilização na questão dos preços das operadoras de destino, desde que estas oferecessem ações em Saúde. Teríamos assim, para o consumidor uma medida que protege efetivamente sua saúde e não apenas paga suas diárias num local de luxo onde vai adoecer com "conforto"; por outro lado, para as operadoras seria um sinalizador concreto de que vale a pena rever seus conceitos e superar a triste ilusão do "managed care". Mais uma vez a forma de tratamento é meramente financeira e não será premiada a criatividade e ousadia, ao contrário, foram mais uma vez prejudicadas.
A portabilidade, pois, veio para causar um novo momento no mercado de saúde suplementar, mas como vem acontecendo há algum tempo, a ANS desperdiçou a oportunidade de trazer uma nova forma de olhar e gerenciar a Saúde em nosso país. Que pena! Com novos discursos não mudamos velhos costumes, e sim com novos hábitos e novas atitudes.
Além da questão essencial, em minha opinião não observada pela ANS, do Modelo de Saúde, sobressaltam outras lacunas que poderiam ter sido supridas com oferta de diferenciais às operadoras que deles se ocupassem, como forma de incentivar o cliente a efetuar a migração.
Vejamos as principais:
A. Gestão da Rede de Prestadores de Serviços: a agência está desenvolvendo um modelo de configuração de rede que leva em conta diversos aspectos, tais como necessidades em Saúde, acesso geográfico e assistencial, dentre outros. Porém, a Portabilidade não vinculou de forma concreta estes dois aspectos, sob a lógica da operadora. Ou seja, esta poderá negociar redes distintas para produtos distintos, como forma de assegurar sua viabilidade financeira. Ora, qual a garantia que esta diferenciação se transformará em qualificação do mercado de prestadores de serviço? Nenhuma. Ao contrário, corremos sério risco, se esta questão parar por aqui, de vermos a punição às empresas que investiram em acreditação, qualidade e outros programas destinados a agregar valor ao serviço prestado.
B. Valorização das Operadoras que desenvolvem ações assistenciais ou programas de saúde/gerenciamento do risco: mais uma norma que sai, criando uma nova situação para todo o mercado e, novamente, o programa de qualificação cujos indicadores foram festivamente divulgados pela ANS é solenemente esquecido. Qual o diferencial para as operadoras que buscaram desenvolver ações assistenciais? E aquelas que investem expressivas parcelas de capital em programas de saúde? Qual a motivação para se ampliar medidas voltadas ao gerenciamento do risco, via de mão dupla quando falamos de qualidade em Saúde? Será que a agência realmente acredita no programa de qualificação que ela mesmo desenvolveu e implantou? Se a resposta é positiva, e acreditamos que seja, por que o ignora em todas as oportunidades que possui de valorizá-lo???
C. Preços diferenciados para produtos diferenciados: poderíamos ter uma flexibilização na questão dos preços das operadoras de destino, desde que estas oferecessem ações em Saúde. Teríamos assim, para o consumidor uma medida que protege efetivamente sua saúde e não apenas paga suas diárias num local de luxo onde vai adoecer com "conforto"; por outro lado, para as operadoras seria um sinalizador concreto de que vale a pena rever seus conceitos e superar a triste ilusão do "managed care". Mais uma vez a forma de tratamento é meramente financeira e não será premiada a criatividade e ousadia, ao contrário, foram mais uma vez prejudicadas.
A portabilidade, pois, veio para causar um novo momento no mercado de saúde suplementar, mas como vem acontecendo há algum tempo, a ANS desperdiçou a oportunidade de trazer uma nova forma de olhar e gerenciar a Saúde em nosso país. Que pena! Com novos discursos não mudamos velhos costumes, e sim com novos hábitos e novas atitudes.
22 de jan. de 2009
HABEMUS PORTABILIDADE - Parte II
Bom Dia!
As inovações que acontecerão no mercado de Saúde Suplementar decorrentes da Portabilidade ainda são desconhecidas. Uns dirigentes falam de mais um degrau subido pelos consumidores, no reconhecimento de seus direitos e na incitação à uma concorrência que agregue valor aos produtos comercializados. Outros apontam para a viabilização das redes distintas de prestadores de serviços, como ferramenta de vialização econômica e financeira do setor.
Alguns, porém, ao invés do ufanismo ou do derrotismo, optam por analisar os pontos positivos que a RN 186 trouxe à luz das lacunas e carências que, mais uma vez, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não soube, ou não pode, ou não quis suprir.
Aponto, dentre outras, as principais carências que, em minha opinião, podem tornar a portabilidade, tal qual implantada, mais um episódio pirotécnico eleitoreiro ao invés de um marco efetivo de qualificação do setor regulamentado por aquela agência:
1. A PORTABILIDADE NÃO REFORÇA E NEM CONSOLIDA O MODELO DE SAÚDE DEFENDIDO E ASSUMIDO TEORICAMENTE PELA ANS: toda a questão das coberturas que devem ser fiscalizadas e autorizadas para viabilizar-se a migração, está centrada sob a análise da oferta de serviços e o campo financeiro (preço dos produtos). Ou seja, a possibilidade de que a migração se desse, mesmo com majoração das prestações desde que a operadora de destino oferta-se programas de saúde, açõs de vigilância de risco ou medidas voltadas à promoção de saúde, foram solenemente omitidas da Resolução. Parece-nos que a ANS ainda não percebeu que ao editar tais normas ela faz história, pois cria uma situação que dificilmente será apagada da Saúde Coletiva de nosso país. Ora, em que instante pretende a agência adotar medidas concretas que viabilizem o Modelo de Atenção Integral? Até quando, pensa ela ser capaz de apoiar por discursos um modelo que, repetidamente, ela omite e esquece nos momentos de criação de novos paradigmas? Ou será que, mais uma vez, estamos percebendo o esfacelamento da ANS em diversas mini-agências, com projetos, concepções e, o que é pior, normatizações próprias que não obedecem a um único projeto estratégico?
Existem outras carências que iremos abordar neste espaço, mas temos que começar pela mais importante: o modelo de saúde só existe nos discursos e nas vontades dos dirigentes da agência. Ele não consegue ser percebido nas infindáveis Resoluções Normativas que implantam medidas concretas e inovadoras para a Saúde Suplementar. Desse jeito, será mais fácil achar o caminho para Shangrilá do que modificarmos todo um sistema voltado para o consumo e não a produção qualificada de ações de saúde!
Continuaremos com as lacunas...
As inovações que acontecerão no mercado de Saúde Suplementar decorrentes da Portabilidade ainda são desconhecidas. Uns dirigentes falam de mais um degrau subido pelos consumidores, no reconhecimento de seus direitos e na incitação à uma concorrência que agregue valor aos produtos comercializados. Outros apontam para a viabilização das redes distintas de prestadores de serviços, como ferramenta de vialização econômica e financeira do setor.
Alguns, porém, ao invés do ufanismo ou do derrotismo, optam por analisar os pontos positivos que a RN 186 trouxe à luz das lacunas e carências que, mais uma vez, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não soube, ou não pode, ou não quis suprir.
Aponto, dentre outras, as principais carências que, em minha opinião, podem tornar a portabilidade, tal qual implantada, mais um episódio pirotécnico eleitoreiro ao invés de um marco efetivo de qualificação do setor regulamentado por aquela agência:
1. A PORTABILIDADE NÃO REFORÇA E NEM CONSOLIDA O MODELO DE SAÚDE DEFENDIDO E ASSUMIDO TEORICAMENTE PELA ANS: toda a questão das coberturas que devem ser fiscalizadas e autorizadas para viabilizar-se a migração, está centrada sob a análise da oferta de serviços e o campo financeiro (preço dos produtos). Ou seja, a possibilidade de que a migração se desse, mesmo com majoração das prestações desde que a operadora de destino oferta-se programas de saúde, açõs de vigilância de risco ou medidas voltadas à promoção de saúde, foram solenemente omitidas da Resolução. Parece-nos que a ANS ainda não percebeu que ao editar tais normas ela faz história, pois cria uma situação que dificilmente será apagada da Saúde Coletiva de nosso país. Ora, em que instante pretende a agência adotar medidas concretas que viabilizem o Modelo de Atenção Integral? Até quando, pensa ela ser capaz de apoiar por discursos um modelo que, repetidamente, ela omite e esquece nos momentos de criação de novos paradigmas? Ou será que, mais uma vez, estamos percebendo o esfacelamento da ANS em diversas mini-agências, com projetos, concepções e, o que é pior, normatizações próprias que não obedecem a um único projeto estratégico?
Existem outras carências que iremos abordar neste espaço, mas temos que começar pela mais importante: o modelo de saúde só existe nos discursos e nas vontades dos dirigentes da agência. Ele não consegue ser percebido nas infindáveis Resoluções Normativas que implantam medidas concretas e inovadoras para a Saúde Suplementar. Desse jeito, será mais fácil achar o caminho para Shangrilá do que modificarmos todo um sistema voltado para o consumo e não a produção qualificada de ações de saúde!
Continuaremos com as lacunas...
21 de jan. de 2009
HABEMUS PORTABILIDADE! - Parte I
Bom Dia!
Enfim, após tantas idas e vindas, nasceu a medida que introduz no mercado suplementar do Brasil o direito à portabilidade entre planos. A Resolução Normativa n. 186, de 15/01/2009, traz aos consumidores brasileiros este importante direito, que alcança todos os planos de saúde, de qualquer espécie e natureza, desde que contratados a partir de 01 de janeiro de 1999.
As estimativas dos segmentos envolvidos é de que, observadas todas as regras de transição e as exigências contidas nas normas, deverão ser beneficiados pela possibilidade de mudança um conjunto de usuários que representa mais de 12% do total de participantes da Saúde Suplementar, ou seja, cerca de 6 milhões de brasileiros.
Este tema, bastante polêmico, traz como quaisquer outras novidades, aspectos positivos, carências e requisitos a serem observados.
Comecemos destes últimos. As regras a serem observadas, segundo a RN 186, para mudança de planos exigem:
1. Que o contrato com a operadora tenha sido assinado após 01/01/1999.
Ou seja, a ANS corretamente distingue os contratos e produtos elaborados a partir de suas fiscalização e da introdução do marco regulamentador, daqueles outros comercializados até 31.12.1998 e que, em tese, resultarem de livre vontade do beneficiário em adquiri-los, nos moldes ofertados pelas operadoras de saúde. Este fato é muito mais importantes do que se parece. Novamente a agência tenta "forçar" os clientes que possuem planos velhos a migrarem para produtos sujeitos à ação reguladora da ANS, o que lhes daria, teoricamente, maior proteção. Embora a medida seja paliativa em relação a esta última questão (a da migração), sinaliza para todo o mercado de que persiste a discussão dentro da agência quanto à forma que deve se dar a este movimento, embora não mais existam divergências de que ele deverá ocorrer quando os interesses extra-mercado de saúde assim o permitirem (a medida é anti-popular e arrepia qualquer político).
2. O consumidor deve estar adimplente na operadora de origem.
Sem dúvida um grande avanço. Já passou da hora em que a ANS deve forçar o consumidor a cumprir um requisito básico e essencial da prestação de serviços: só pode exigir direitos quem cumpriu com seus deveres. Estava se tornando uma verdadeira brincadeira a exigência de prestação, cobradas através das malditas tutelas antecipadas, sem que se fosse observada a contraprestação por parte do consumidor. Foi o paternalismo que nos colocou, enquanto Sistema de Saúde privado, numa grande e complexa confusão. Não serão atitudes paternalistas que nos ajudarão a sair dela rumo ao profissionalismo tão almejado.
Se o consumidor não é fiel cumpridor de suas obrigações, não pode exigir as vantagens da portabilidade.
3. O preço do novo produto deve ser igual ou menor do que o produto de origem.
Se a portabilidade é uma garantia de direitos ao consumidor, não faz sentido ele exercê-la quando a contraprestação escolhida livremente por ele traga-lhe maior comprometimento econômico. Ou seja, se mudo do plano que possuo é para incentivar uma concorrência qualificada e não por questões subjetivas em relação à operadora da qual participo até então. Como a portabilidade deve ser exercida no mês de aniversário do contrato ou, no máximo, no mês subsequente, todas as informações de que necessita o consumidor PARA REALIZAR ESTA PERMUTA JÁ LHES FORAM DISPONIBILIZADAS! A plenitude da informação deve gerar uma situação vantajosa financeiramente para o consumidor, pois em caso contrário uma das razões essenciais da portabilidade despareceria.
4. Cumprimento de TODAS as carências antes da migração e permanência mínima de dois anos (três anos nos casos de cobertura parcial temporária).
Com esta cautela, a portabilidade procura não inviabilizar os planos de saúde por ocasião da migração. Porém, a não regulamentação das redes assistenciais ainda permanece como fator que pode trazer baixa qualidade da oferta para os usuários que aderirem à migração. A agência está prometendo para o ano em curso o aprofundamento desta questão e sua normatização. Inclusive a abertura de uma ampla consulta pública para que este novo marco regulatório traga qualidade com efetividade ao setor e não puna os empresários de visão que ainda atuam no setor.
5. A consulta ao site da ANS para se comprovar a equivalência entre os planos de origem e o de destino.
Apesar da pobreza de fiscalização, no que diz respeito às coberturas realmente exercidas após a homologação dos produtos pela ANS, esta assegura que o exame feito assegurará aos consumidores o grande objetivo da portabilidade: o acesso pleno ao mercado de saúde suplementar.
Bom, com base em tudo isto a medida é um sucesso! Será?
Existem lacunas, quando examinamos de forma sistêmica a RN 186 que iremos aprofundar a seguir.
Enfim, após tantas idas e vindas, nasceu a medida que introduz no mercado suplementar do Brasil o direito à portabilidade entre planos. A Resolução Normativa n. 186, de 15/01/2009, traz aos consumidores brasileiros este importante direito, que alcança todos os planos de saúde, de qualquer espécie e natureza, desde que contratados a partir de 01 de janeiro de 1999.
As estimativas dos segmentos envolvidos é de que, observadas todas as regras de transição e as exigências contidas nas normas, deverão ser beneficiados pela possibilidade de mudança um conjunto de usuários que representa mais de 12% do total de participantes da Saúde Suplementar, ou seja, cerca de 6 milhões de brasileiros.
Este tema, bastante polêmico, traz como quaisquer outras novidades, aspectos positivos, carências e requisitos a serem observados.
Comecemos destes últimos. As regras a serem observadas, segundo a RN 186, para mudança de planos exigem:
1. Que o contrato com a operadora tenha sido assinado após 01/01/1999.
Ou seja, a ANS corretamente distingue os contratos e produtos elaborados a partir de suas fiscalização e da introdução do marco regulamentador, daqueles outros comercializados até 31.12.1998 e que, em tese, resultarem de livre vontade do beneficiário em adquiri-los, nos moldes ofertados pelas operadoras de saúde. Este fato é muito mais importantes do que se parece. Novamente a agência tenta "forçar" os clientes que possuem planos velhos a migrarem para produtos sujeitos à ação reguladora da ANS, o que lhes daria, teoricamente, maior proteção. Embora a medida seja paliativa em relação a esta última questão (a da migração), sinaliza para todo o mercado de que persiste a discussão dentro da agência quanto à forma que deve se dar a este movimento, embora não mais existam divergências de que ele deverá ocorrer quando os interesses extra-mercado de saúde assim o permitirem (a medida é anti-popular e arrepia qualquer político).
2. O consumidor deve estar adimplente na operadora de origem.
Sem dúvida um grande avanço. Já passou da hora em que a ANS deve forçar o consumidor a cumprir um requisito básico e essencial da prestação de serviços: só pode exigir direitos quem cumpriu com seus deveres. Estava se tornando uma verdadeira brincadeira a exigência de prestação, cobradas através das malditas tutelas antecipadas, sem que se fosse observada a contraprestação por parte do consumidor. Foi o paternalismo que nos colocou, enquanto Sistema de Saúde privado, numa grande e complexa confusão. Não serão atitudes paternalistas que nos ajudarão a sair dela rumo ao profissionalismo tão almejado.
Se o consumidor não é fiel cumpridor de suas obrigações, não pode exigir as vantagens da portabilidade.
3. O preço do novo produto deve ser igual ou menor do que o produto de origem.
Se a portabilidade é uma garantia de direitos ao consumidor, não faz sentido ele exercê-la quando a contraprestação escolhida livremente por ele traga-lhe maior comprometimento econômico. Ou seja, se mudo do plano que possuo é para incentivar uma concorrência qualificada e não por questões subjetivas em relação à operadora da qual participo até então. Como a portabilidade deve ser exercida no mês de aniversário do contrato ou, no máximo, no mês subsequente, todas as informações de que necessita o consumidor PARA REALIZAR ESTA PERMUTA JÁ LHES FORAM DISPONIBILIZADAS! A plenitude da informação deve gerar uma situação vantajosa financeiramente para o consumidor, pois em caso contrário uma das razões essenciais da portabilidade despareceria.
4. Cumprimento de TODAS as carências antes da migração e permanência mínima de dois anos (três anos nos casos de cobertura parcial temporária).
Com esta cautela, a portabilidade procura não inviabilizar os planos de saúde por ocasião da migração. Porém, a não regulamentação das redes assistenciais ainda permanece como fator que pode trazer baixa qualidade da oferta para os usuários que aderirem à migração. A agência está prometendo para o ano em curso o aprofundamento desta questão e sua normatização. Inclusive a abertura de uma ampla consulta pública para que este novo marco regulatório traga qualidade com efetividade ao setor e não puna os empresários de visão que ainda atuam no setor.
5. A consulta ao site da ANS para se comprovar a equivalência entre os planos de origem e o de destino.
Apesar da pobreza de fiscalização, no que diz respeito às coberturas realmente exercidas após a homologação dos produtos pela ANS, esta assegura que o exame feito assegurará aos consumidores o grande objetivo da portabilidade: o acesso pleno ao mercado de saúde suplementar.
Bom, com base em tudo isto a medida é um sucesso! Será?
Existem lacunas, quando examinamos de forma sistêmica a RN 186 que iremos aprofundar a seguir.
20 de jan. de 2009
A CRISE MUNDIAL - Parte II
Bom Dia!
Os bancos estavam lastreando suas aplicações em cima destes papéis – as cédulas hipotecárias, para poderem continuar a oferecer créditos imobiliários e atender à demanda, enfrentando a concorrência! Ou seja, sem certeza da liquidez, e sem preocupações mínimas, básicas, de cautela para com créditos elevados e refinanciados, o sistema bancário americano usou e abusou da moeda escritural, obtida sem quaisquer garantias.
Ou seja: o americano de classe média queria sua casa própria e, além disto, ter um padrão de vida pautado por um consumo desenfreado. Para isto contraiu empréstimos elevados, sob a ilusão de manutenção de taxa de juros baixa, e acreditando num poder aquisitivo elevado, ainda que sem fundamento nenhum de que tudo isto pudesse permanecer indefinidamente. O sistema bancário para manter uma concorrência irracional, alavancou os empréstimos concedidos em cima de papéis sem liquidez e que não resistiriam a um choque ou balança negativo do mercado. Quebrou, assim, a regra básica do sistema financeiro que é diminuir riscos, aumentando a rentabilidade. Os bancos fizeram o contrário: em operações de alto risco abriram mão de quaisquer mecanismos de liquidez e segurança.
E o governo americano... Bem esse não foi competente para ver a imensa formação de nuvens escuras no horizonte e, quando viu a tempestade já caindo, demorou demais a decidir e intervir. Acreditando que o mercado se resolveria por si próprio, as autoridades monetárias americanas decidiram... Esperar!
Qual o resultado disto tudo?
No momento em que pressionado pela situação econômica, o Federal Reserve (espécie de Banco Central americano), começou a elevar a taxa básica de juros, aumentando o custo do dinheiro e, simultaneamente, a economia começou a apresentar certa estagnação, cumulada com o crescimento da dívida interna dos Estados Unidos, tudo acumulado resultou num desastre. Os devedores começaram a não pagar. A inadimplência custou caro aos bancos, pois ao retomarem os imóveis descobriram que seus valores estavam muito acima do real e, o que é pior, não haviam interessados na compra destes bens. Mais ainda, como tinham alavancado seus ativos com papéis podres, não possuíam agora condições de honrar seus compromissos, pois eles não restauravam a liquidez necessária.
Não havia dinheiro nos bancos, nem nos bolsos dos devedores. Medida imediata: suspensão dos créditos, para que os bancos não falissem por falta de dinheiro para fechar seus balanços. Sem crédito na praça, os demais setores produtivos que deles necessitam para tocar suas atividades diárias começaram a restringir a produção e o fantasma do desemprego e da depressão surgiu, inicialmente como uma certeza americana e, posteriormente, numa sociedade globalizada, como verdadeiro desastre mundial.
Portanto, a crise apresenta uma tendência que é alarmante: a de enfrentarmos uma DEPRESSÃO MUNDIAL, isto é: queda no consumo, desemprego, inflação em queda e recessão. O pior é que os economistas são bem taxativos: não conhecem remédio para uma depressão.
Quando presenciamos, portanto, medidas adotadas pelos governos europeus e o próprio (des) governo americano, temos que louvar a seriedade e coragem do que estão fazendo. Mas, é importante rezarmos, pois não sabemos se as medidas serão eficazes e bastantes. Fazer bravatas, ou usar palavras bobas para se referir a crise, como tem sido prática constante dos governantes brasileiros, pode induzir nossa população que tudo está bem, ou de que estamos completamente blindados à esta profunda crise, e isto não é bem verdade.
Os bancos estavam lastreando suas aplicações em cima destes papéis – as cédulas hipotecárias, para poderem continuar a oferecer créditos imobiliários e atender à demanda, enfrentando a concorrência! Ou seja, sem certeza da liquidez, e sem preocupações mínimas, básicas, de cautela para com créditos elevados e refinanciados, o sistema bancário americano usou e abusou da moeda escritural, obtida sem quaisquer garantias.
Ou seja: o americano de classe média queria sua casa própria e, além disto, ter um padrão de vida pautado por um consumo desenfreado. Para isto contraiu empréstimos elevados, sob a ilusão de manutenção de taxa de juros baixa, e acreditando num poder aquisitivo elevado, ainda que sem fundamento nenhum de que tudo isto pudesse permanecer indefinidamente. O sistema bancário para manter uma concorrência irracional, alavancou os empréstimos concedidos em cima de papéis sem liquidez e que não resistiriam a um choque ou balança negativo do mercado. Quebrou, assim, a regra básica do sistema financeiro que é diminuir riscos, aumentando a rentabilidade. Os bancos fizeram o contrário: em operações de alto risco abriram mão de quaisquer mecanismos de liquidez e segurança.
E o governo americano... Bem esse não foi competente para ver a imensa formação de nuvens escuras no horizonte e, quando viu a tempestade já caindo, demorou demais a decidir e intervir. Acreditando que o mercado se resolveria por si próprio, as autoridades monetárias americanas decidiram... Esperar!
Qual o resultado disto tudo?
No momento em que pressionado pela situação econômica, o Federal Reserve (espécie de Banco Central americano), começou a elevar a taxa básica de juros, aumentando o custo do dinheiro e, simultaneamente, a economia começou a apresentar certa estagnação, cumulada com o crescimento da dívida interna dos Estados Unidos, tudo acumulado resultou num desastre. Os devedores começaram a não pagar. A inadimplência custou caro aos bancos, pois ao retomarem os imóveis descobriram que seus valores estavam muito acima do real e, o que é pior, não haviam interessados na compra destes bens. Mais ainda, como tinham alavancado seus ativos com papéis podres, não possuíam agora condições de honrar seus compromissos, pois eles não restauravam a liquidez necessária.
Não havia dinheiro nos bancos, nem nos bolsos dos devedores. Medida imediata: suspensão dos créditos, para que os bancos não falissem por falta de dinheiro para fechar seus balanços. Sem crédito na praça, os demais setores produtivos que deles necessitam para tocar suas atividades diárias começaram a restringir a produção e o fantasma do desemprego e da depressão surgiu, inicialmente como uma certeza americana e, posteriormente, numa sociedade globalizada, como verdadeiro desastre mundial.
Portanto, a crise apresenta uma tendência que é alarmante: a de enfrentarmos uma DEPRESSÃO MUNDIAL, isto é: queda no consumo, desemprego, inflação em queda e recessão. O pior é que os economistas são bem taxativos: não conhecem remédio para uma depressão.
Quando presenciamos, portanto, medidas adotadas pelos governos europeus e o próprio (des) governo americano, temos que louvar a seriedade e coragem do que estão fazendo. Mas, é importante rezarmos, pois não sabemos se as medidas serão eficazes e bastantes. Fazer bravatas, ou usar palavras bobas para se referir a crise, como tem sido prática constante dos governantes brasileiros, pode induzir nossa população que tudo está bem, ou de que estamos completamente blindados à esta profunda crise, e isto não é bem verdade.
A CRISE MUNDIAL - CAUSAS E EFEITOS - Parte I
Boa Tarde!
Todos os meios de comunicação retratam a cada dia um crescente tensionamento ocorrido entre os principais governos do mundo, causado pela crise mundial. Os líderes responsáveis procuram desenvolver estratégias de contenção, bem como liberar valores que impulsionem as economias de seus países, para que o grande fantasma, temido por todos, não surja definitivamente: a depressão econômica.
Mas, afinal que crise é esta? E por que ela é tão temida por economistas renomados e experientes?
As origens desta crise reportam-se a duas gravíssimas falhas cometidas pelo mercado que, até então, pretendia ocupar o lugar de destaque na regulamentação das atividades financeiras e no controle das operações de crédito em todo o mundo: o sistema americano. Os bancos e as incorporadoras imobiliárias, a partir da constatação de desejo de consumo dos americanos em relação à casa própria, iniciaram uma série de ofertas de empréstimos imobiliários, que seriam assegurados pelas hipotecas dos mesmos imóveis. Até aí nenhuma novidade para todos nós, e também nenhum problema: as hipotecas são calculadas com o valor de mercado dos bens gravados e possuem um teto para que se garanta alguma queda deste preço, sem prejuízo da liquidez da operação contratada.
O problema teve início quando os proprietários dos novos imóveis descobriram que poderiam hipotecar de novo os mesmos imóveis, e que os bancos não estavam guardando as cautelas necessárias para este re-financiamento. Com o dinheiro em mãos, ao invés de liquidarem seus compromissos anteriores, os “felizes” devedores iniciaram um consumo desenfreado, buscando carros, viagens, jóias e outros tipos de gastos que apenas aumentavam suas dependências, sem aliviar seu endividamento total.
Por outro lado, com a febre do crédito, e a falsa impressão de crescimento causada pela excessiva dependência do PIB americano para com o consumo interno daquele país, os preços dos imóveis oferecidos para venda começaram a subir. Chegaram a níveis alarmantes, bem embaixo das vistas do Governo Bush que nada viu. Aliás, parecer ser uma tônica do fracassado governo que termina na próxima semana: ou viu coisas que não existiam, como as armas nucleares do Iraque, ou não viu coisas aberrantes como o crescente endividamento, sem lastro, dos consumidores americanos.Mas ainda havia uma outra coisa, pior!
Todos os meios de comunicação retratam a cada dia um crescente tensionamento ocorrido entre os principais governos do mundo, causado pela crise mundial. Os líderes responsáveis procuram desenvolver estratégias de contenção, bem como liberar valores que impulsionem as economias de seus países, para que o grande fantasma, temido por todos, não surja definitivamente: a depressão econômica.
Mas, afinal que crise é esta? E por que ela é tão temida por economistas renomados e experientes?
As origens desta crise reportam-se a duas gravíssimas falhas cometidas pelo mercado que, até então, pretendia ocupar o lugar de destaque na regulamentação das atividades financeiras e no controle das operações de crédito em todo o mundo: o sistema americano. Os bancos e as incorporadoras imobiliárias, a partir da constatação de desejo de consumo dos americanos em relação à casa própria, iniciaram uma série de ofertas de empréstimos imobiliários, que seriam assegurados pelas hipotecas dos mesmos imóveis. Até aí nenhuma novidade para todos nós, e também nenhum problema: as hipotecas são calculadas com o valor de mercado dos bens gravados e possuem um teto para que se garanta alguma queda deste preço, sem prejuízo da liquidez da operação contratada.
O problema teve início quando os proprietários dos novos imóveis descobriram que poderiam hipotecar de novo os mesmos imóveis, e que os bancos não estavam guardando as cautelas necessárias para este re-financiamento. Com o dinheiro em mãos, ao invés de liquidarem seus compromissos anteriores, os “felizes” devedores iniciaram um consumo desenfreado, buscando carros, viagens, jóias e outros tipos de gastos que apenas aumentavam suas dependências, sem aliviar seu endividamento total.
Por outro lado, com a febre do crédito, e a falsa impressão de crescimento causada pela excessiva dependência do PIB americano para com o consumo interno daquele país, os preços dos imóveis oferecidos para venda começaram a subir. Chegaram a níveis alarmantes, bem embaixo das vistas do Governo Bush que nada viu. Aliás, parecer ser uma tônica do fracassado governo que termina na próxima semana: ou viu coisas que não existiam, como as armas nucleares do Iraque, ou não viu coisas aberrantes como o crescente endividamento, sem lastro, dos consumidores americanos.Mas ainda havia uma outra coisa, pior!
18 de jan. de 2009
RESPONSABILIDADE DE TODOS
Boa Noite!
É comum dizermos que as ações de mudança necessitam de atitudes concretas, bem mais do que os belos e vazios discursos que escutamos de muitos líderes em nosso país. De fato, não me parece correta a afirmação de que precisamos de normas para mudar a situação de insegurança reinante. Este pecado nós não devemos atribuir aos nossos legisladores.
Leis existem e às pencas. O que falta, na maioria das situações que nos chocam e agridem, são as atitudes de quem deveria tomá-las. Digo tudo isto, com ênfase na questão da violência urbana e da segurança pública como forma de introduzir meu reconhecimento e alegria com o tema escolhido pela Igreja Católica para ser refletido e aprofundado durante o ano, em especial na Campanha da Fraternidade.
Abordar a Segurança Pública, seus acertos isolados e seus equívocos enquanto sistema, a partir de uma posição concreta e corajosa, que será levada aos púlpitos de todo o país pelos sacerdotes e prelados daquela Igreja é, no mínimo, um serviço social que traduz a preocupação e responsabilidade social da instituição para com todos os brasileiros, católicos ou não.
A Campanha da Fraternidade já é um evento ansiosamente esperado por todos os brasileiros conscientes, pelos temas que coloca em discussão e que, invariavelmente, alcançam os dois campos mais importantes de uma ação desta envergadura: a formação cristã, para aqueles que integram o catolicismo e a formação na cidadania para todos que se debruçam com seriedade sobre os temas, livros e debates/eventos produzidos.
A Segurança em nosso país somente deixará de ser esta tragédia anunciada e vivida por todos, onde os cidadãos de bem são reféns, vivem cercados e isolados, amedrontados e escondidos, tendo hora para sair e para chegar, enquanto os marginais são livres para irem onde querem, quando e como querem e, de quebra, ganhar alguns trocadinhos roubando-nos, quando as organizações que possuem força de denunciar e mudar, adotarem medidas concretas comos estão fazendo os católicos.
Que belo exemplo a todos nos dá a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão que democraticamente discute e escolhe estes temas, ouvindo seus bispos e analisando as propostas à luz das Escrituras e da Tradição, com a força do Magistério da Igreja.
Como é bom podermos ainda sonhar que, um dia, teremos não apenas a Campanha da Fraternidade a levar adiante ações concretas, mas o conjunto das organizações democráticas que sobrevivem neste páis. Quem sabe, assim procedendo, não consigamos convencer nossos governantes que, de discursos estamos fartos! Queremos mesmo, de todo o coração, ações com menor estardalhaço, maior perenidade e melhor eficácia. Queremos voltar a ser, como cidadão de bem, homens livres e com a faculdade de ir e vir assegurada pelo Estado.
É comum dizermos que as ações de mudança necessitam de atitudes concretas, bem mais do que os belos e vazios discursos que escutamos de muitos líderes em nosso país. De fato, não me parece correta a afirmação de que precisamos de normas para mudar a situação de insegurança reinante. Este pecado nós não devemos atribuir aos nossos legisladores.
Leis existem e às pencas. O que falta, na maioria das situações que nos chocam e agridem, são as atitudes de quem deveria tomá-las. Digo tudo isto, com ênfase na questão da violência urbana e da segurança pública como forma de introduzir meu reconhecimento e alegria com o tema escolhido pela Igreja Católica para ser refletido e aprofundado durante o ano, em especial na Campanha da Fraternidade.
Abordar a Segurança Pública, seus acertos isolados e seus equívocos enquanto sistema, a partir de uma posição concreta e corajosa, que será levada aos púlpitos de todo o país pelos sacerdotes e prelados daquela Igreja é, no mínimo, um serviço social que traduz a preocupação e responsabilidade social da instituição para com todos os brasileiros, católicos ou não.
A Campanha da Fraternidade já é um evento ansiosamente esperado por todos os brasileiros conscientes, pelos temas que coloca em discussão e que, invariavelmente, alcançam os dois campos mais importantes de uma ação desta envergadura: a formação cristã, para aqueles que integram o catolicismo e a formação na cidadania para todos que se debruçam com seriedade sobre os temas, livros e debates/eventos produzidos.
A Segurança em nosso país somente deixará de ser esta tragédia anunciada e vivida por todos, onde os cidadãos de bem são reféns, vivem cercados e isolados, amedrontados e escondidos, tendo hora para sair e para chegar, enquanto os marginais são livres para irem onde querem, quando e como querem e, de quebra, ganhar alguns trocadinhos roubando-nos, quando as organizações que possuem força de denunciar e mudar, adotarem medidas concretas comos estão fazendo os católicos.
Que belo exemplo a todos nos dá a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão que democraticamente discute e escolhe estes temas, ouvindo seus bispos e analisando as propostas à luz das Escrituras e da Tradição, com a força do Magistério da Igreja.
Como é bom podermos ainda sonhar que, um dia, teremos não apenas a Campanha da Fraternidade a levar adiante ações concretas, mas o conjunto das organizações democráticas que sobrevivem neste páis. Quem sabe, assim procedendo, não consigamos convencer nossos governantes que, de discursos estamos fartos! Queremos mesmo, de todo o coração, ações com menor estardalhaço, maior perenidade e melhor eficácia. Queremos voltar a ser, como cidadão de bem, homens livres e com a faculdade de ir e vir assegurada pelo Estado.
15 de jan. de 2009
E O SR. OBAMA?
Boa Tarde!
Os americanos estão de novo Presidente. Eleito democraticamente num verdadeiro massacre eleitoral que tão bem espelhou a decepção e desencanto dos americanos com o Presidente Bush e seu inesgotável arsenal de mediocridade e asneiras, começa neste mês de Janeiro/2009 o reinado do Mr. Obama.
Óbvio que qualquer pessoa de bom senso, em quaisquer lugares dos mundo, está torcendo e rezando, não necessariamente nesta ordem, pela justeza de suas políticas de governo, pelo acerto das medidas econômicas que adotará e, se Deus ajudar, pela priorização da PAZ mundial e não do favorecimento da indústria de armas.
Mas, daqui do meu insignificante cantinho, e neste espaço onde busco repartir com os que prestigiam este blog, minhas crenças, filosofia de vida e princípios, gostaria de pensar num campo que ainda surge como uma icógnita no Presidente Obama: a Saúde!
Para ser mais específico: o destino e as reformas que ele pretende implantar, e espero que o faça, no falido e combalido Managed Care. Chega de ilusões, mentiras e omissões. A América do Norte precisa rever todo o sistema, fugir do lugar comum do resultado a todo custo, apenas para poucos balanços e começar a pensar Saúde Coletiva como gente grande deve fazer. Afinal, agindo como criança, sem querer assumir suas responsabilidades e erros, sem priorizar a atenção integral ao invés de falsos resultados financeiros, os americanos conseguiram a grande proeza de reunir, no seu sistema de saúde os dois piores extremos: PIOR CUSTO e PIORES INDICADORES (relativos ao gasto havido).
Mas, o que pensa mesmo o Sr. Obama a respeito? Bom, como a campanha dele foi fácil, bastando falar mal do Bush, não ficou muita coisa de concreta, a respeito de seus planos para o futuro. Por isso, enquanto todos estiverem comemorando, seja a importante vitória de um negro para a presidência do país mais racista do mundo, seja a possibilidade de um combate mais efetivo à crise mundial que atemoriza a todos os homens de bom senso, seja lá o que for, eu pretendo ficar por aqui, quietinho, mas rezando, para que Obama seja o que prometeu ser: alguém que pode tornar viável um novo caminho para o bem-comum dos americanos (claro, com importantes reflexos para todos nós).
Why not? (por que não?)
Os americanos estão de novo Presidente. Eleito democraticamente num verdadeiro massacre eleitoral que tão bem espelhou a decepção e desencanto dos americanos com o Presidente Bush e seu inesgotável arsenal de mediocridade e asneiras, começa neste mês de Janeiro/2009 o reinado do Mr. Obama.
Óbvio que qualquer pessoa de bom senso, em quaisquer lugares dos mundo, está torcendo e rezando, não necessariamente nesta ordem, pela justeza de suas políticas de governo, pelo acerto das medidas econômicas que adotará e, se Deus ajudar, pela priorização da PAZ mundial e não do favorecimento da indústria de armas.
Mas, daqui do meu insignificante cantinho, e neste espaço onde busco repartir com os que prestigiam este blog, minhas crenças, filosofia de vida e princípios, gostaria de pensar num campo que ainda surge como uma icógnita no Presidente Obama: a Saúde!
Para ser mais específico: o destino e as reformas que ele pretende implantar, e espero que o faça, no falido e combalido Managed Care. Chega de ilusões, mentiras e omissões. A América do Norte precisa rever todo o sistema, fugir do lugar comum do resultado a todo custo, apenas para poucos balanços e começar a pensar Saúde Coletiva como gente grande deve fazer. Afinal, agindo como criança, sem querer assumir suas responsabilidades e erros, sem priorizar a atenção integral ao invés de falsos resultados financeiros, os americanos conseguiram a grande proeza de reunir, no seu sistema de saúde os dois piores extremos: PIOR CUSTO e PIORES INDICADORES (relativos ao gasto havido).
Mas, o que pensa mesmo o Sr. Obama a respeito? Bom, como a campanha dele foi fácil, bastando falar mal do Bush, não ficou muita coisa de concreta, a respeito de seus planos para o futuro. Por isso, enquanto todos estiverem comemorando, seja a importante vitória de um negro para a presidência do país mais racista do mundo, seja a possibilidade de um combate mais efetivo à crise mundial que atemoriza a todos os homens de bom senso, seja lá o que for, eu pretendo ficar por aqui, quietinho, mas rezando, para que Obama seja o que prometeu ser: alguém que pode tornar viável um novo caminho para o bem-comum dos americanos (claro, com importantes reflexos para todos nós).
Why not? (por que não?)
12 de jan. de 2009
AO SABOR DAS ONDAS
Boa Tarde!
Verão, ano novo, férias. Tempo de reduzir a velocidade para reabastecer a máquina e construir um novo período. Deixar tudo para lá e aproveitar o descanso são fórmulas que escutamos todos os anos. Não estão erradas, ao contrário. O que ocorre é que omitem uma parte da verdade que envolve as férias: são período de formação de propósitos, de estabelecimento de bases para o restante do ano laborativo. Por isso são tão importantes, para isso devem ser remuneradas pelos empregadores.
Não se deve atribuir o desenvolvimento de todo um período de trabalho, seja ele anual ou qual for, meramente ao "acaso". A oportunidade é uma rua construída com ajuda de desconhecidos, mas sempre resulta do esforço daquele que a busca. E para que existam oportunidades, devem ser firmados compromissos, propósitos pessoais e prioritários.
Este tempo é, assim, uma parada rica para o EU. Aquele momento em que nos pegamos pensando sobre acertos e equívocos, projetos e futuro almejado. As férias nos afastam das nossas atividades cotidianas especialmente para nos aproximarmos de nós mesmos.
Um antigo e sábio filósofo chamado Sêneca dizia que nenhum vento é favorável para quem não sabe aonde quer chegar. Eu não apenas afirmo a veracidade e sapiência desta constatação, como digo-lhes que: para quem não aproveita os momentos de parada no trabalho para definir seus propósitos e compromissos pessoais no período imediatamente posterior às férias, nem mesmo a doce e suave brisa do mar lhe será favorável! Ainda que ela venha de uma paradisíaca praia nordestina!
Verão, ano novo, férias. Tempo de reduzir a velocidade para reabastecer a máquina e construir um novo período. Deixar tudo para lá e aproveitar o descanso são fórmulas que escutamos todos os anos. Não estão erradas, ao contrário. O que ocorre é que omitem uma parte da verdade que envolve as férias: são período de formação de propósitos, de estabelecimento de bases para o restante do ano laborativo. Por isso são tão importantes, para isso devem ser remuneradas pelos empregadores.
Não se deve atribuir o desenvolvimento de todo um período de trabalho, seja ele anual ou qual for, meramente ao "acaso". A oportunidade é uma rua construída com ajuda de desconhecidos, mas sempre resulta do esforço daquele que a busca. E para que existam oportunidades, devem ser firmados compromissos, propósitos pessoais e prioritários.
Este tempo é, assim, uma parada rica para o EU. Aquele momento em que nos pegamos pensando sobre acertos e equívocos, projetos e futuro almejado. As férias nos afastam das nossas atividades cotidianas especialmente para nos aproximarmos de nós mesmos.
Um antigo e sábio filósofo chamado Sêneca dizia que nenhum vento é favorável para quem não sabe aonde quer chegar. Eu não apenas afirmo a veracidade e sapiência desta constatação, como digo-lhes que: para quem não aproveita os momentos de parada no trabalho para definir seus propósitos e compromissos pessoais no período imediatamente posterior às férias, nem mesmo a doce e suave brisa do mar lhe será favorável! Ainda que ela venha de uma paradisíaca praia nordestina!
8 de jan. de 2009
SEM ÓDIO, SEM MEDO
Bom Dia!
Gostaria de partilhar com vocês este poema, que recebi ontem de uma querida amiga e irmã.
Ele nos faz pensar sobre os medos que nos prendem, aqueles que nos tornam reféns de nós mesmos e os que nos tornam meros escravos de outros.
Que este ano seja um ano de menos ódios. Mas para isso precisamos deixar de lado nossos medos.
Eis a canção:
Miedo
Cantores: Lenine e Julieta Venegas
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dotor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de espera e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa onde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de ecnontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que dá
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar...
E você? Tem medo de quê?
Gostaria de partilhar com vocês este poema, que recebi ontem de uma querida amiga e irmã.
Ele nos faz pensar sobre os medos que nos prendem, aqueles que nos tornam reféns de nós mesmos e os que nos tornam meros escravos de outros.
Que este ano seja um ano de menos ódios. Mas para isso precisamos deixar de lado nossos medos.
Eis a canção:
Miedo
Cantores: Lenine e Julieta Venegas
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dotor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de espera e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa onde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de ecnontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que dá
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar...
E você? Tem medo de quê?
7 de jan. de 2009
NÃO ANDE ATRÁS DE FANTASMAS!
Bom Dia!
Quantos fantasmas estamos permitindo que povoem nossas vidas - pessoal e profissional? Chamo de fantasmas aquelas criaturas desorientadas, muitas delas providas de um poder temporário e certamente insustentável, mas que possuem um raro poder de atormentar, confundir e desviar nossos caminhos daqueles projetos traçados há anos, construídos com suor e lágrimas, marcados pelos exemplos magnânimos e belos que recebemos ao longo de nossas vidas. Afinal, a quem atrelamos nossos projetos? A estes seres imateriais, que nada possuem de substância para nossas vidas e que, com absoluta certeza, desaparecerão dos nossos horizontes tão rapidamente quanto surgiram, pois nada possuem para resguardar sequer seus rídiculos espaços herdados de outros poderosos?
Chega de ver fantasmas. Eles não existem!
Chega de procurar fantasmas, pois nada em nossas vidas eles acrescentarão!
Chega de valorizar os fantasmas, assim somente daremos poder a quem nada tem.
Em nossa vida deveríamos ter referenciais concretos, pessoas que passaram ou ainda estão nelas e que nos dão, em especial através de seus testemunhos, os exemplos que nos motivam, guiam e constroem o futuro que almejamos.
Quantos exemplos podemos colher, gratuitamente, de pessoas que fazem parte do nosso cotidiano das mais diversas maneiras. Basta darmos a elas a prioridade que merecem, como seres humanos, em especial, como seres que refletem a luz da Criação.
Nossa vida foi feita para ser de luz, não de sombras.
Nosso profissionalismo deve ser aquele que produz formação e justiça, nunca meros episódios de cavalheirismo hipócrita e farisaico.
Busquem exemplos que os levem para o alto. Esqueçam os fantasmas. Não andem atrás deles. São ilusões de ótica: sem base começaram e sem erro se esvairão nas brumas da mediocridade que os produziram.
Quantos fantasmas estamos permitindo que povoem nossas vidas - pessoal e profissional? Chamo de fantasmas aquelas criaturas desorientadas, muitas delas providas de um poder temporário e certamente insustentável, mas que possuem um raro poder de atormentar, confundir e desviar nossos caminhos daqueles projetos traçados há anos, construídos com suor e lágrimas, marcados pelos exemplos magnânimos e belos que recebemos ao longo de nossas vidas. Afinal, a quem atrelamos nossos projetos? A estes seres imateriais, que nada possuem de substância para nossas vidas e que, com absoluta certeza, desaparecerão dos nossos horizontes tão rapidamente quanto surgiram, pois nada possuem para resguardar sequer seus rídiculos espaços herdados de outros poderosos?
Chega de ver fantasmas. Eles não existem!
Chega de procurar fantasmas, pois nada em nossas vidas eles acrescentarão!
Chega de valorizar os fantasmas, assim somente daremos poder a quem nada tem.
Em nossa vida deveríamos ter referenciais concretos, pessoas que passaram ou ainda estão nelas e que nos dão, em especial através de seus testemunhos, os exemplos que nos motivam, guiam e constroem o futuro que almejamos.
Quantos exemplos podemos colher, gratuitamente, de pessoas que fazem parte do nosso cotidiano das mais diversas maneiras. Basta darmos a elas a prioridade que merecem, como seres humanos, em especial, como seres que refletem a luz da Criação.
Nossa vida foi feita para ser de luz, não de sombras.
Nosso profissionalismo deve ser aquele que produz formação e justiça, nunca meros episódios de cavalheirismo hipócrita e farisaico.
Busquem exemplos que os levem para o alto. Esqueçam os fantasmas. Não andem atrás deles. São ilusões de ótica: sem base começaram e sem erro se esvairão nas brumas da mediocridade que os produziram.
6 de jan. de 2009
VALOROSOS AGENTES DA SAÚDE PÚBLICA
Bom Dia!
Notícias veiculadas pela Internet nos dão conta de que passadas as castigantes chuvas que atingiram Belo Horizonte, começou um importante trabalho nas casas: a limpeza e desinfecção. Estes são recursos necessários para que se minimizem os riscos com as doenças que acompanham os episódios de enchentes. E como a população mais pobre sempre é a mais sofrida e devastada por tais eventos, urge que o trabalho seja feito o mais rápido possível.
A boa nova é a participação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Estes valorosos promotores de saúde integraram-se de forma ordenada e técnica a este trabalho, orientando as famílias sobre a forma de correta de desinfecção, ampliando a eficácia da limpeza e diminuindo, com certeza, a incidência de agravos.
Os ACS são vetores da promoção cujo trabalho é tão importante quanto é esquecido, ou mesmo desconhecido da maioria da população brasileira de classe média para cima. Eles são como formiguinhas da Saúde Pública, incansáveis trabalhadores em prol de melhores indicadores sanitários. A visão da saúde como um todo, uma intervenção integral, não poderia ter melhor exemplo do que este que acompanhamos na capital mineira.
Tomara que as outras cidades atingidas estejam fazendo o mesmo. E que os demais municípios brasileiros percebam a fantástica relação custo versus benefício de se formarem e manterem tais brigadas da saúde em seus orçamentos anuais.
Tomara que os dirigentes nacionais de saúde retomem a discussão real da gestão de cuidados, construída por agentes valorosos e dedicados, ainda que quase nunca reconhecidos e menos ainda divulgados os importantes resultados de suas intervenções sanitárias.
Notícias veiculadas pela Internet nos dão conta de que passadas as castigantes chuvas que atingiram Belo Horizonte, começou um importante trabalho nas casas: a limpeza e desinfecção. Estes são recursos necessários para que se minimizem os riscos com as doenças que acompanham os episódios de enchentes. E como a população mais pobre sempre é a mais sofrida e devastada por tais eventos, urge que o trabalho seja feito o mais rápido possível.
A boa nova é a participação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Estes valorosos promotores de saúde integraram-se de forma ordenada e técnica a este trabalho, orientando as famílias sobre a forma de correta de desinfecção, ampliando a eficácia da limpeza e diminuindo, com certeza, a incidência de agravos.
Os ACS são vetores da promoção cujo trabalho é tão importante quanto é esquecido, ou mesmo desconhecido da maioria da população brasileira de classe média para cima. Eles são como formiguinhas da Saúde Pública, incansáveis trabalhadores em prol de melhores indicadores sanitários. A visão da saúde como um todo, uma intervenção integral, não poderia ter melhor exemplo do que este que acompanhamos na capital mineira.
Tomara que as outras cidades atingidas estejam fazendo o mesmo. E que os demais municípios brasileiros percebam a fantástica relação custo versus benefício de se formarem e manterem tais brigadas da saúde em seus orçamentos anuais.
Tomara que os dirigentes nacionais de saúde retomem a discussão real da gestão de cuidados, construída por agentes valorosos e dedicados, ainda que quase nunca reconhecidos e menos ainda divulgados os importantes resultados de suas intervenções sanitárias.
4 de jan. de 2009
A NAU DOS INSENSATOS
Bom Dia!
A imprensa brasileira tem se esmerado, nestes últimos anos, em valorizar e destacar a necessidade de serem "respeitadas as liberdades individuais", contra os que chama "arcaicos" conceitos defendidos em especial pelas igrejas cristãs, com maior ênfase nas críticas aos católicos. Em geral, estas "liberdades" aparecem em temas voltados para a vida ou para o sexo, denominado de "livre" por eles. Por isso, fui tomado de grande surpresa quando li a reportagem sobre a nova "liberdade" (sic) criada pelos portadores de HIV ou por aqueles que praticam o sexo desenfreado, mas ainda são HIV negativo: o BAREBACKING. Este Termo advém da palavra inglesa que significa montar em pelo livre (sem sela), e é usada pelos vaqueiros nos rodeios para designar o maior desafio e prova de coragem deles para com os touros, dentro das arenas.
No caso das orgias praticadas por defensores do hedonismo, ela é usada para expressar a prática de sexo em grupos onde proliferam HIV positivos e quaisquer outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis, a título de "ousadia e coragem de macho". Chegaria a ser risível, se não fosse trágico e, antes disto, se não representasse a materialização da imensa campanha que a mídida vem fazendo no sentido de que tudo se pode fazer, desde que em nome de uma pretensa "felicidade"!
Para vocês terem uma idéia, reportagem do JB, de ontem, dia 03.01, dá conta de um anúncio publicado nos jornais paulistas e cuja chamada é: "Procuram-se HIVs", para se divulgar uma festa fechada onde vale tudo em termos sexuais, desde que sem qualquer tipo de "prevenção" daquelas tão decantadas pelos nossos governantes e gestores da saúde pública deste país.
Ah, existe uma exigência: só homens entram nestas orgias, pois eles estão dando um basta à ditadura das camisinhas. Óbvio que o nosso Ministro da Saúde deverá se manifestar contrário a este tipo de "evento". Citará a importância do uso da camisinha, ainda que deixe claro sua posição de que cada um faz o que quiser lá dentro. Ou seja, lembra-me um pouco aquela triste frase de um político, aliás aliado do governo atual: "Estupra, mas não mata". Se usar o preservativo, e assim, na opinião do Sr. Ministro, reduzir o perigo de contaminação pelo HIV, então... pode!
O mundo real desmente o Sr. Ministro da Saúde, pois o número de infectados no Brasil já ultrapassou a casa do meio milhão de pessoas e, somente no ano passado, foram detectados mais de 33 mil novos casos! A infeliz campanha promovida pelo Ministério, onde se deixa a mensagem de que com o uso da camisinha se pode fazer tudo, até sexo no meio da praça (e com banda de música tocando, lembram?), está sendo lida pelos mais jovens como um "liberou geral".
A AIDS não é, apenas, um problema de saúde pública: é especialmente um problema de formação e defesa de princípios morais e éticos. Ou seja, tudo o que não se quer discutir a respeito desta epidemia mundial que pode deixar de existir no momento exato em que a humanidade assim o desejar! A AIDS não é contagiosa, ela é voluntariosa. Depende de cada um de nós sua extinção. A discussão sobre esta doença tem que ocorrer num campo mais amplo, onde se envolvam os três aspectos bem destacados no ano passado pelo Papa Bento XVI: Fé, Família e Formação.
Tratar a AIDS como uma oportunidade de se fazer populismo, ou de se agradar às forças dominantes pela crítica às igrejas cristãs, irá fazer com que continuem crescendo o número de infectados e, principalmente, a nau dos insensatos: os irresponsáveis que buscam, através de orgias divulgadas em anúncios pagos, contrair o vírus para, assim, "livrarem-se da ditadura da camisinha"!
A imprensa brasileira tem se esmerado, nestes últimos anos, em valorizar e destacar a necessidade de serem "respeitadas as liberdades individuais", contra os que chama "arcaicos" conceitos defendidos em especial pelas igrejas cristãs, com maior ênfase nas críticas aos católicos. Em geral, estas "liberdades" aparecem em temas voltados para a vida ou para o sexo, denominado de "livre" por eles. Por isso, fui tomado de grande surpresa quando li a reportagem sobre a nova "liberdade" (sic) criada pelos portadores de HIV ou por aqueles que praticam o sexo desenfreado, mas ainda são HIV negativo: o BAREBACKING. Este Termo advém da palavra inglesa que significa montar em pelo livre (sem sela), e é usada pelos vaqueiros nos rodeios para designar o maior desafio e prova de coragem deles para com os touros, dentro das arenas.
No caso das orgias praticadas por defensores do hedonismo, ela é usada para expressar a prática de sexo em grupos onde proliferam HIV positivos e quaisquer outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis, a título de "ousadia e coragem de macho". Chegaria a ser risível, se não fosse trágico e, antes disto, se não representasse a materialização da imensa campanha que a mídida vem fazendo no sentido de que tudo se pode fazer, desde que em nome de uma pretensa "felicidade"!
Para vocês terem uma idéia, reportagem do JB, de ontem, dia 03.01, dá conta de um anúncio publicado nos jornais paulistas e cuja chamada é: "Procuram-se HIVs", para se divulgar uma festa fechada onde vale tudo em termos sexuais, desde que sem qualquer tipo de "prevenção" daquelas tão decantadas pelos nossos governantes e gestores da saúde pública deste país.
Ah, existe uma exigência: só homens entram nestas orgias, pois eles estão dando um basta à ditadura das camisinhas. Óbvio que o nosso Ministro da Saúde deverá se manifestar contrário a este tipo de "evento". Citará a importância do uso da camisinha, ainda que deixe claro sua posição de que cada um faz o que quiser lá dentro. Ou seja, lembra-me um pouco aquela triste frase de um político, aliás aliado do governo atual: "Estupra, mas não mata". Se usar o preservativo, e assim, na opinião do Sr. Ministro, reduzir o perigo de contaminação pelo HIV, então... pode!
O mundo real desmente o Sr. Ministro da Saúde, pois o número de infectados no Brasil já ultrapassou a casa do meio milhão de pessoas e, somente no ano passado, foram detectados mais de 33 mil novos casos! A infeliz campanha promovida pelo Ministério, onde se deixa a mensagem de que com o uso da camisinha se pode fazer tudo, até sexo no meio da praça (e com banda de música tocando, lembram?), está sendo lida pelos mais jovens como um "liberou geral".
A AIDS não é, apenas, um problema de saúde pública: é especialmente um problema de formação e defesa de princípios morais e éticos. Ou seja, tudo o que não se quer discutir a respeito desta epidemia mundial que pode deixar de existir no momento exato em que a humanidade assim o desejar! A AIDS não é contagiosa, ela é voluntariosa. Depende de cada um de nós sua extinção. A discussão sobre esta doença tem que ocorrer num campo mais amplo, onde se envolvam os três aspectos bem destacados no ano passado pelo Papa Bento XVI: Fé, Família e Formação.
Tratar a AIDS como uma oportunidade de se fazer populismo, ou de se agradar às forças dominantes pela crítica às igrejas cristãs, irá fazer com que continuem crescendo o número de infectados e, principalmente, a nau dos insensatos: os irresponsáveis que buscam, através de orgias divulgadas em anúncios pagos, contrair o vírus para, assim, "livrarem-se da ditadura da camisinha"!
2 de jan. de 2009
PROJETO PARA O FUTURO
Boa Tarde!
Comeaçamos mais um ano. E vamos escutar ao menos por mais uma semana acerca de projeções, previsões e outras bobagens da espécie acerca do ano que se inicia. O coitado do 2009 nem teve tempo ainda de respirar e já se começa a atribuir a ele toda espécie de problemas, catástrofes e tragédias que emergem exclusivamente da vontade dos homens e de seus egoístas projetos. Ou, da falta destes últimos.
De fato, preocupado com o destino que terá em nosso país o Modelo de Atenção Primária em Saúde (APS), popularizado através da estratégia de Saúde da Família, resolvi buscar desde o início do Governo do Presidente Lula todos os pontos que abordassem esta questão e desenhassem nem que fosse um simples esboço de um projeto de futuro para os tempos futuros e a sobrevida da APS.
Eu sou um daqueles que ainda acreditam que o Sr. Presidente não irá manchar sua trajetória política com um terceiro mandato, opção que beira à ditadura, mesmo sabendo da admiração que nosso Grande Irmão tem pelos ditadores Chavez e Fidel. E assim, como creio na democracia declarada, trabalho com a hipótese de que, seja a Sra. Vilma, ou o Sr. Serra, ambos manterão o Modelo de Saúde declarado e legalmente assumido pelo SUS, em seus governos pós-Lula.
A questão é que não achei nada, nem assemelhado a um projeto de futuro. Todos os sites do Governo estão cheios de propaganda populista, bolsa disto ou daquilo, fotos, fotos, e mais fotos do Grande Irmão Petista. Mas nenhum projeto de futuro.
O que isto quer dizer?
O Modelo de Saúde é a espinha dorsal de um sistema de saúde. Sem ele, nada se põe de pé: prevenção, promoção, ações programáticas, e por aí vai. Se o Modelo não é assumido na realidade ele se torna meramente uma filosofia de pára-choque de caminhão: muitos decoram, outros admiram o que está escrito, mas ninguém leva muito a sério. E não se acreditar no modelo assistencial que se escolheu é o primeiro passo em direção ao cadafalso.
Busco as declarações do Ministro da Saúde e também fico preocupado. Onde estão as metas estratégicas e estruturais, aquelas que servem de base à construção programática do Modelo APS? Onde estão as bases concretas do financiamento e a priorização orçamentária para as atividades organizacionais do SUS?
Aliás, para onde foram as promessas de fortalecimento, reforço e ampliação do SUS? Será que o Governo acredita ter iludido a população consciente brasileira, quanto à ampliação do SUS, pela autorização que deu para a cirurgia de mudança de sexo? Realmente é este nosso objetivo ou desafio prioritário?
Pobre 2009... Nem bem começou e já estamos cobrando dele o acontecimento de tudo aquilo que, mais uma vez, nossos líderes políticos prometeram. Mas penso que há uma razão: como 2009 é um ente abstrato e mudo, fica bem jogar em suas costas a irresponsabilidade daqueles que tem costas largas.
Comeaçamos mais um ano. E vamos escutar ao menos por mais uma semana acerca de projeções, previsões e outras bobagens da espécie acerca do ano que se inicia. O coitado do 2009 nem teve tempo ainda de respirar e já se começa a atribuir a ele toda espécie de problemas, catástrofes e tragédias que emergem exclusivamente da vontade dos homens e de seus egoístas projetos. Ou, da falta destes últimos.
De fato, preocupado com o destino que terá em nosso país o Modelo de Atenção Primária em Saúde (APS), popularizado através da estratégia de Saúde da Família, resolvi buscar desde o início do Governo do Presidente Lula todos os pontos que abordassem esta questão e desenhassem nem que fosse um simples esboço de um projeto de futuro para os tempos futuros e a sobrevida da APS.
Eu sou um daqueles que ainda acreditam que o Sr. Presidente não irá manchar sua trajetória política com um terceiro mandato, opção que beira à ditadura, mesmo sabendo da admiração que nosso Grande Irmão tem pelos ditadores Chavez e Fidel. E assim, como creio na democracia declarada, trabalho com a hipótese de que, seja a Sra. Vilma, ou o Sr. Serra, ambos manterão o Modelo de Saúde declarado e legalmente assumido pelo SUS, em seus governos pós-Lula.
A questão é que não achei nada, nem assemelhado a um projeto de futuro. Todos os sites do Governo estão cheios de propaganda populista, bolsa disto ou daquilo, fotos, fotos, e mais fotos do Grande Irmão Petista. Mas nenhum projeto de futuro.
O que isto quer dizer?
O Modelo de Saúde é a espinha dorsal de um sistema de saúde. Sem ele, nada se põe de pé: prevenção, promoção, ações programáticas, e por aí vai. Se o Modelo não é assumido na realidade ele se torna meramente uma filosofia de pára-choque de caminhão: muitos decoram, outros admiram o que está escrito, mas ninguém leva muito a sério. E não se acreditar no modelo assistencial que se escolheu é o primeiro passo em direção ao cadafalso.
Busco as declarações do Ministro da Saúde e também fico preocupado. Onde estão as metas estratégicas e estruturais, aquelas que servem de base à construção programática do Modelo APS? Onde estão as bases concretas do financiamento e a priorização orçamentária para as atividades organizacionais do SUS?
Aliás, para onde foram as promessas de fortalecimento, reforço e ampliação do SUS? Será que o Governo acredita ter iludido a população consciente brasileira, quanto à ampliação do SUS, pela autorização que deu para a cirurgia de mudança de sexo? Realmente é este nosso objetivo ou desafio prioritário?
Pobre 2009... Nem bem começou e já estamos cobrando dele o acontecimento de tudo aquilo que, mais uma vez, nossos líderes políticos prometeram. Mas penso que há uma razão: como 2009 é um ente abstrato e mudo, fica bem jogar em suas costas a irresponsabilidade daqueles que tem costas largas.
1 de jan. de 2009
PÁGINA VIRADA...
Boa Tarde!
Caminhamos para o término de 2008. Em geral, nestas últimas horas, voltam à mente os episódios que mais nos marcaram ao longo deste ano. Obviamente, por provocarem dor e a sensação de perda, os fatos mais tristes saltam a fila e teimam em ficar passando em nossa mente, como lembranças que pretendem definir o que foi para todos nós o ano que se encerra.
As boas lembranças acabam intimidadas, reprimidas, para que não façamos o essencial neste momento: uma confrontação entre tudo o que foi positivo e tudo o que chamamos de negativo, com nossa limitada compreensão humana.
É preciso rever os momentos negativos, para retirarmos deles as lições que nos farão melhores, mais fortes e, se cuidadosos, menos repetitivos naquelas causas que os provocaram e que estejam sob nossa governabilidade.
Mas é fundamental começarmos a exercer uma forte disciplina sobre nossa mente, para resgatarmos os bons momentos que vivenciamos. Como foram importantes para nossa vida e o quanto contribuem ainda hoje para que avancemos rumo ao nosso futuro!
As tristezas ocupam a parte recente da nossa memória, e por isso devem ser trabalhadas com esperança e bastante Fé. Por outro lado, as alegrias sedimentam as bases de nosso equilíbrio, os fundamentos da nossa ética e a perseverança em tudo o que é honesto e decente. Por isso parecem se localizar nos recônditos de nossa mente, não sendo por isso de fácil lembrança. Mas são as alegrias que nos fazem ser o que realmente somos, ao passo em que as tristezas nos descaracterizam e, se deixarmos que elas conduzam nossas vidas, transformam-nos em grotescas máscaras do que um dia já fomos.
Viver as alegrias como se esta vida fosse apenas formada delas, é ser um irresponsável e despreparado para os desafios de crescer como ser humano. Porém, deixar que as tristezas conduzam nossos pensamentos e ações é permitir que o desconsolo, a mediocridade e a covardia sejam os vetores do desastre futuro em que se transformará a nossa vida.
Vamos virar as páginas de tristezas que foram escritas durante 2008. Mas deixemos sempre abertas e voltadas para nós as páginas de alegrias que alimentarão nossas vidas!
Caminhamos para o término de 2008. Em geral, nestas últimas horas, voltam à mente os episódios que mais nos marcaram ao longo deste ano. Obviamente, por provocarem dor e a sensação de perda, os fatos mais tristes saltam a fila e teimam em ficar passando em nossa mente, como lembranças que pretendem definir o que foi para todos nós o ano que se encerra.
As boas lembranças acabam intimidadas, reprimidas, para que não façamos o essencial neste momento: uma confrontação entre tudo o que foi positivo e tudo o que chamamos de negativo, com nossa limitada compreensão humana.
É preciso rever os momentos negativos, para retirarmos deles as lições que nos farão melhores, mais fortes e, se cuidadosos, menos repetitivos naquelas causas que os provocaram e que estejam sob nossa governabilidade.
Mas é fundamental começarmos a exercer uma forte disciplina sobre nossa mente, para resgatarmos os bons momentos que vivenciamos. Como foram importantes para nossa vida e o quanto contribuem ainda hoje para que avancemos rumo ao nosso futuro!
As tristezas ocupam a parte recente da nossa memória, e por isso devem ser trabalhadas com esperança e bastante Fé. Por outro lado, as alegrias sedimentam as bases de nosso equilíbrio, os fundamentos da nossa ética e a perseverança em tudo o que é honesto e decente. Por isso parecem se localizar nos recônditos de nossa mente, não sendo por isso de fácil lembrança. Mas são as alegrias que nos fazem ser o que realmente somos, ao passo em que as tristezas nos descaracterizam e, se deixarmos que elas conduzam nossas vidas, transformam-nos em grotescas máscaras do que um dia já fomos.
Viver as alegrias como se esta vida fosse apenas formada delas, é ser um irresponsável e despreparado para os desafios de crescer como ser humano. Porém, deixar que as tristezas conduzam nossos pensamentos e ações é permitir que o desconsolo, a mediocridade e a covardia sejam os vetores do desastre futuro em que se transformará a nossa vida.
Vamos virar as páginas de tristezas que foram escritas durante 2008. Mas deixemos sempre abertas e voltadas para nós as páginas de alegrias que alimentarão nossas vidas!
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