30 de out. de 2007

ABORTO E REMÉDIOS

Bom Dia!

O líder máximo da Igreja Católica, Papa Bento XVI, retoma na Itália a importante discussão acerca do aborto, sob a lógica da proteção da vida e não do poder sobre o corpo feminino, como priorizam os defensores dos métodos abortivos. Ele agrega a esta importante ação dos católicos, a venda na Itália de fármacos prescritos com a finalidade abortiva, clamando os farmacêuticos à objeção de suas consciências.
A preocupação do Santo Padre está focada sobre um país onde a venda destes remédios só pode ocorrer mediante prescrição médica, na forma da Lei vigente na Itália. A Federação que representa as farmácias (FEDERMA), alega não poder adotar nenhuma ação sem que haja "modificação da Lei". Ou seja, se a vida está sendo atacada por uma lacuna da legislação, os farmacêuticos italianos seguirão cumprindo as ordens, ainda que sabedores do imenso morticídio que será causado pela ingestão destes fármacos.
A situação de Saúde das gestantes que fazem uso destas drogas abortivas não é tema analisado pela FEDERMA, mesmo com a precisa provocação do Papa. A qualidade de vida pós-aborto, sob os aspectos físico e mental destas mulheres, também não.
Se a vida dos fetos, uma preciosa vida humana, não é mais o centro das discussões entre os defensores do aborto, o que mais podemos esperar?
A banalização da violência e da morte está cada vez mais nos levando à insensibilidade e frieza para com os nossos semelhantes. Esquecemos que, cada um de nós, pode e deve levar estas discussões para nossos grupos e locais de atuação, sem aderirmos aos modismos ou sem esquecermos as sólidas bases sobre as quais deve ser construído um mundo igualitário e justo. Certamente, o aborto não traz nenhuma justiça. Pelo menos, no pouco que entendo de leis, para os fetos assassinados.

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