Bom Dia!
O Valor Econômico do ontem nos trouxe a notícia de mais uma significativa aquisição na área de saúde, feita por uma das grandes operadoras odontológicas. É um fato esperado, diante das regras criadas e amplificadas pela ANS, desde sua fundação em 1998. As normas editadas pela agência contribuem para que o mercado de Saúde Suplementar caminhe, de forma quase que célere para um oligopólio, com poucas operadoras em todo o país.
Por outro lado, na rede de serviços, a carência na formação de sucessores e o baixo desenvolvimento de competências empresariais faz com que o nosso mercado local (Rio de Janeiro) esteja claramente numa rota irreversível de agrupamento de prestadores. Tudo isto é esperável, como disse. Mas, será que é o melhor para a qualidade tão almejada por todos?
É óbvio que se a projeção da ANS é de restarem apenas os mais competentes, o nível de qualidade e resolutividade tende, num primeiro momento, a se elevar. O descompasso entre as organizações é expressivo, quer sejam elas compradoras ou fornecedoras de serviços médico-hospitalares.
O que me deixa preocupado é o "dia seguinte". Reduzindo-se os atores, teremos uma competição em alto nível ou uma maior possibilidade de formação de oligopólio, com demarcações territoriais e grandes acordos corporativos? O que a história econômica mundial nos mostrou?
A competição do mercado é, para mim, a melhor concepção do capitalismo. Ela se mostrou historicamente tão importante que os regimes de esquerda, ao suprimi-la, assinaram suas próprias sentanças de morte, quanto ao aspecto econômico.
Sem concorrência não há estímulo, motivação e, principalmente, demonstração aos clientes que algo de melhor há de vir. Corremos o risco da mesmice, chata e enfadonha, do fornecedor único. Na Saúde, pior ainda, podemos estar dando um grande passo... para trás!
Por isso, a cada notícia de aquisições remexo-me na cadeira: torço para que os visionários reguladores pátrios estejam enxergando o que a História mostrou não ocorrer: um mercado pequeno, sem concorrência e com qualidade!
"ALEA JACTA EST!" como disse César, pois estamos atravessando o nosso Rubicão!
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