31 de mar. de 2008

PÍLULA DO DIA SEGUINTE: O ABORTO DAS 72 HORAS

Bom dia!
"Arbet macht frei" (numa tradução aproximada: só o trabalho liberta). Esta inscrição pairava no pórtico principal do complexo de extermínio nazista Auschwitz-Birkenau e usava uma verdade para criar a falsa impressão de esperança aos que entravam no famigerado campo. Os judeus e demais perseguidos, após terem sofrido tanta humilhação e dor, recebiam dos seus carrascos, já decididos a exterminá-los um pequeno alento. Em verdade, era mais uma requintada forma de tortura, agora mental, antes da solução final. O que tudo isto tem a ver com o aborto e com a pílula do dia seguinte?
A pílula do dia seguinte, também chamada de contraceptivo de emergência ou pós-coital, é um fármaco preparado à base de hormônios (estrogênio/progestogênio ou ambos combinados), e que se deve segundo seu fabricante ser ingerido até 72 horas "após ocorrer uma relação sexual desprotegida". Ela causará a não fixação do ÓVULO FECUNDADO no "interior do útero (a nidação), através da desestruturação do endométrio (parede interna do útero)". Ainda segundo o fabricante, a gravidez para a OMS só tem início quando da implantação do óvulo fecundado no útero, situação na qual a pílula não mais produziria seus efeitos contraceptivos.
Interessante o uso do vernáculo pela indústria farmacêutica... Tal qual o fez o nazista autor da frase que está acima reproduzida, usa-se de um artifício para induzir a mulher que a pílula não produz um aborto. O fármaco cria uma situação não natural que impede as paredes do endométrio de fixarem o óvulo fecundado. Isto é afirmado pela própria bula do remédio. A vida existe, ela quer ficar no lugar correto para terminar seu desenvolvimento e é impedida por uma força alheia ao processo natural: a reação produzida pela droga farmacêutica. E isto não é "considerado" aborto! Mais ainda, as reações no organismo da mulher pela interrupção forçada da gestação, o trauma psicológico, o sofrimento emocional... Nada disto importa?
A vida descartada usando-se a força do mais poderoso contra o mais fraco, o mais desprotegido, nada disto importa? O que importa para a ciência hoje? Para que serve a ciência se não proteger e viabilizar a vida humana plena, com qualidade e em todos os seus momentos? Cerca de 25% dos visitantes deste singelo espaço acreditam que a pílula não é abortiva. Quantos deles receberam estas informações? Quantos deles absorverão estas informações?
Quem lida e atua na saúde precisa estar informado. Não de maneira pré-concebida, mas de uma forma responsável e completa. Debates que não se prestem a isto são pobres em si mesmos. Serviços de informação que, por razões que desconhecemos, não levam a todos uma verdade total, prestam-se a desinformar a população!
Pobres de conteúdo, pobres de espírito.

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