Bom Dia!
Os leitores do jornal "O GLOBO" de hoje, têm a oportunidade de ver estampado na primeira página do periódico uma foto que considero histórica: a catalã Carme Chacón assumindo, grávida de sete meses, o Ministério da Defesa espanhol. Que coisa boa vermos uma mulher, por sua competência e desenvoltura, ocupar cargo tão estratégico e que, até então, era privativo dos homens. E mais, assumindo a nobre e difícil função maternal, num momento em que todos os meios de comunicação do mundo atacam a vida e defendem a exterminação dos embriões humanos.
Que bom podermos presenciar o reconhecimento das aptidões e capacidade técnica pelo governante espanhol. E a coragem de, sendo a mulher Carme a mais indicada para o cargo, adotar a escolha indo de encontro ao machismo incompetente que ainda existe. Sim, machismo incompetente mesmo!
Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar talentos em nossas organizações. Seja por criarmos rótulos discriminatórios, seja por lotearmos cargos em função de sexo, cor ou raça. Quantas vezes os talentos estão ao nosso alcance, pedindo para serem lapidados, querendo trabalhar e dar resultados para as organizações, e a miopia, o egoísmo gerencial fazem com que sejam desviados de suas potencialidades!
Pobres ocupantes dos cargos de gerência! Não merecem ser chamados de gestores aqueles que não conseguem perceber o limite entre decidir e impor; entre controlar e ceifar; entre orientar e embarreirar!
O povo latino-americano sempre encontrou dificuldades na sua formação histórica, social e política. Sempre presenciou seus recursos seram levados para outros lugares, deixando para trás uma eterna necessidade de recomeço. Talvez por isso, e pelas características de formação de nosso povo (diversas raças, diversas nãções em uma só nação), tenhamos tão em conta a criatividade em todos os níveis de nossa sociedade! Por que desperdiçá-la? Por que não associá-la à qualificação dos produtos e evolução dos resultados?
Talentos existem, e muitos. Criatividade deveria ser produto de exportação dos latinos. Um dos papéis primordiais dos verdadeiros gestores é unir ambos, fazendo com que o crescimento seja algo bom para a coletividade humana e não apenas para uns poucos que se auto-denominam gestores.
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