23 de jun. de 2008

O MAL DA CERVEJINHA

Bom Dia!

Especialistas europeus em doenças do fígado, reunidos para seu congresso anual, na cidade de Milão (Itália), manifestaram-se bastante preocupados com o excessivo consumo de bebidas alcóolicas por parte dos mais jovens (adolescentes) e das mulheres, e com o aumento inesperado do adoecimento destes grupos, no segmento no qual atuam.
O costume de se ingerir uma ou duas cervejinhas, principalmente no horário do almoço, está servindo como atrativo inicial ao aumento de consumo de álcool e tornando os jovens e as mulheres viciadas no que chamam "mal do cotovelo" (referindo-se ao movimento feito com o braço para beber).
É alarmante o fato, em especial no momento em que aos quatro cantos dos mundo proclama-se a total democratização das informações que deveria levar a sociedade a um melhor estado e qualidade de vida. As causas e consequências do consumo exagerado de álcool são públicas, notórias e cada vez mais discutidas em diversos fóruns e meios de comunicação. Então, por que este alerta dos cientistas e médicos europeus também vale para nós?
Existem causas que se reportam aos aspectos pessoais da existência humana. O vazio deixado pela supervalorização do TER, aliado a uma exarcebada importância do CONSUMO sobre a vida das pessoas, estão entre as principais causas do vazio existencial que alcança muitos dos seres humanos. Este é um tema que não pode ser esquecido na análise desta questão, por técnicos sérios.
Mas, observando o lado do mercado, detectamos que durante as duas últimas décadas, estivemos tão absortos pela campanha anti-tabagismo que, simplesmente, deixamos a bebida quse que liberada totalmente! E as indústrias da morte foram efetivas em seu trabalho de marketing: passaram a construir comerciais leves, desvinculados de qualquer símbolo religioso (para não alertar os consumidores do conflito para aqueles que vivem sua religiosidade), engraçados, cheios de pessoas jovens e saudáveis e, principalmente, repletos de mulheres belas, saradas e, sempre, bebendo!
Mais ainda, invadiram o horário nobre, detectaram os segmentos de programas acompanhados pelos jovens e, absurdo dos absurdos, passaram a patrocinar o... ESPORTE!!! Como se pode associar ao saudável exercício do esporte, como seu patrocinador, um vício dos mais perigosos para os esportistas profissionais ou amadores?
Estivemos voltados à praga do tabaco. Esquecemos a erva daninha do álcool. Resultado: ela se alastrou, infiltrou-se nos lares e nas vidas dos nossos adolescentes e, agora, começa a cobrar a vida dos que estão dependentes do álcool.
A pergunta difícil é: com o volume de verbas que estas empresas despejam em toda a mídia, ano após ano, onde se dará o debate público desta questão?

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