5 de nov. de 2008

AIDS – ENTRE A PASTORAL E A CAMISINHA?

Boa Noite!

O jornal “O GLOBO” vem dando destaque, desde ontem, a uma série de organizações não governamentais, as populares ONGs que em conjunto com uma Pastoral da AIDS vinculada à Igreja Católica e que atua em regiões fronteiriças, estão distribuindo camisinhas a todos os jovens sob a lógica de que se não houver prevenção, haverá mortes.
É óbvio que a imprensa, e o referido jornal também o faz coloca a questão, novamente, sob a égide dos efeitos devastadores que a Síndrome traz, as seqüelas para o paciente e sociedade, além de sua família e por aí vai. Também fica claro, a quem olhar com imparcialidade, que os religiosos envolvidos destacam a situação particular dos locais onde vivem e a emergência de suas decisões, perante o quadro de total abandono social a que estão jogados os jovens naqueles lugares.
O que nos deixa frustrados é ver, mais uma vez, tanto espaço nobre da mídia escrita, segunda página e tudo, ser usado sem debaterem-se as causas do problema. A AIDS é uma grande seqüela social da sociedade com reflexos médicos, e não o contrário.
A Camisinha não é uma solução, e sim uma ilusão, uma peneira que pretendemos colocar diante dos nossos olhos para fugirmos da verdadeira discussão que devíamos ter: é este o modelo de sucesso para nossa juventude? Com a recomendação da camisinha teremos resolvidos o abandono que infligimos à Ética, o descaso pelos Valores que sustentam uma sociedade humana e o total abandono pela Moral, todos estes substituídos pela hipócrita mensagem de “liberdade”?
Que mundo é este? Que visão e respeito pela vida são estes, onde dizemos a um jovem: assuma todos os riscos, com total irresponsabilidade, desde que use preservativo? Trate a todos como meros objetos de desejo momentâneo, pois todos são descartáveis, MAS USE A CAMISINHA!
É uma pena que os religiosos e integrantes das ONGs não percebam o quanto estão sendo usados. Tristemente não usamos os jornais para discutirmos as verdadeiras causas e sim para direcionarmos críticas a este ou aquele setor.
Desse jeito, com certeza, a AIDS vai continuar a ser o que é: um flagelo para a humanidade; uma fonte de ganhos para a indústria farmacêutica; um espinho na carne de todos aqueles que ainda acreditam numa sociedade ética e verdadeiramente humana.

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