10 de nov. de 2008

LIAMES INDUTÓRIOS DA METÁFORA EXPLICITADA

Boa Noite!

Você também não entendeu nada do título? Certo, está tudo bem. É que ele foi construído sob inspiração das normas introduzidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com relação ao TISS.
Para sermos justos, a decisão de informatizar o Setor de Saúde Suplementar é uma das mais arrojadas e acertadas daquela Agência, desde sua criação. Neste espaço já abordamos diversas vezes os ganhos e a moralidade que tal caminho trará aos atores da Saúde que desejam a evolução deste segmento e os ganhos reais para os nossos clientes.
A Estratégia de Implantação é que poderia ter sido melhor desenvolvida. Mas isto são favas passadas. O TISS é uma realidade e sua implantação uma norma vigente.
Acontece que participando do I Seminário Implanta TISS, ocorrido em São Paulo nos dias 30 e 31 de outubro, a representante da agência, Gerente Jussara Macedo afirmou que:
"O processo TISS, apesar de ser uma resolução normativa, é indutivo. Nós acreditamos no incentivo e não na punição".
Ou seja, a norma que implanta a maior mudança de paradigmas da Saúde Suplementar brasileiro não será usada coercitivamente, como o deve ser toda norma jurídica, exceto se a ANS assim o julgar.
Se alguém se manifestar contrário ao TISS será punido. Mas se for favorável e não implantá-lo será... compreendido? É uma incoerência total. Um retrocesso no processo que pode inviabilizar o programa. Se já não bastassem as surpreendentes posições de órgãos representativos contrários à modernização e legalização das cobranças, agora vem a Agência Reguladora dizer que a norma que ELA CRIOU não tem, ou não será, usada para fazer avançar o TISS!
É o fim da picada!
Já não é suficiente a falta de incentivos às empresas que desejam desenvolver programas de saúde?
Já não bastou a falta de visão sistêmica no desenvolvimento da estratégia de implantação do TISS?
Agora, se alguém diz que é favorável, e implanta, ele o faz porque quer? Quer dizer: ser contra, pode, desde que não se fale. Agora, implantar ou não tem diferença?
Entenderam agora o título? É igual a uma norma deste tipo: tem muitas palavras, mas tão confusas que cada um pode interpretá-las do jeito que quiser. Sinceramente, não me parecer ser este o melhor caminho para profissionalizarmos o mercado de saúde brasileiro.

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