18 de fev. de 2009

ANS E O MERCADO DE SAÚDE SUPLEMENTAR

Boa Noite!

A agência reguladora divulga um tipo de “alerta” aos usuários de saúde a respeito de suas operadoras. É que foi divulgado o novo “ranking” das empresas que atuam na saúde suplementar, através do programa de qualificação implantado pela ANS e que atribui notas entre 0 e 1 (da pior situação para a melhor).
E, segundo a agência, as operadoras de alcançam um universo de 9 milhões de usuários não alcançaram o desempenho mínimo esperado (0,4). Isto quer dizer que não possuem ações de saúde, ou dificultam os acessos de seus usuários ou não controlam suas despesas e estão em sinal de perigo.
E porque permanecem procuradas? Pela questão única do preço de oferta de seus produtos. Os brasileiros anseiam por um plano de saúde, é o seu objeto de desejo atual, muito mais que a casa própria. E por isso são levados a acreditar que, adquirindo algo que possam pagar, o seu desejo está satisfeito.
Ledo engano!
O preço tem haver diretamente com a cobertura oferecida, as exclusões previstas e, principalmente, a qualidade da rede assistencial existente. Mas como o cliente vai saber de tudo isto?
Apenas por uma forte e constante campanha de esclarecimento, uma verdadeira ação de educação em saúde. Possuímos diversas operadoras sérias nos mais distintos segmentos atualmente existentes. Mas o usuário deve ser informado e não apenas “alertado” por quem deveria gerenciar estrategicamente o mercado suplementar!
Fico preocupado com essa posição de observadora que grassa os comunicados da ANS de distanciamento solene do problema. Ao gestor cabe enfrentar os problemas e não apontá-los como se fosse da responsabilidade de outrem.
A agência tem uma boa idéia nas mãos, que é o programa de qualificação, resta-nos saber se produzirá um grande filme, um clássico, que se perpetue no tempo, ou uma relés produção barata que rapidamente se torne esquecida...

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