Boa Tarde!
Estamos iniciando as festas e farras que passaram, desde muitos anos atrás, a caracterizarem a tradicional festa do Carnaval. Daquele remoto momento de comemoração das colheitas, do qual se registram achados arqueológicos de quase 10 mil anos atrás, até o momento em que os homens resolveram usar o seu nome (CARNE VALE, algo como, adeus à carne), para marcar o início do importante tempo litúrgico para a Igreja Católica, pouca coisa resta no festejo atual.
Os homens e crianças pintavam-se como forma de espantar os maus espíritos que os atacariam, enquanto grupos e aos seus plantios. Pintar-se era uma idéia de proteção e união em torno do mesmo objetivo. Hoje, a pintura é para chamar atenção de uma única pessoa, em geral desnuda e louca por uma câmera de televisão, e jamais passa a idéia de associação.
As festas buscavam disseminar alegria e aliviar as tensões de uma sociedade que lutava por sua sobrevivência. O sentido era juntar todos num momento de relaxamento, uma verdadeira comemoração.
Nos dias atuais, incentiva-se à bebedeira desenfreada, causa básica de agressões, muitas delas físicas, ataques e todo tipo de vilania que se imaginar. Não contente com o fato, ainda somos obrigados a conviver com uma campanha publicitária do Ministério da Saúde que incentiva a promiscuidade, desde que feita com o uso da camisinha!
A mulher é usada como objeto, atribuindo-se o fato de ser alguém importante desde que não esqueça o preservativo. Outros idiotas reforçam que o preço da camisinha é tão barato que não pode ser esquecida na hora da avacalhação!
Desculpem-me. Não sou saudosista. E nem tampouco defensor de que toda a energia da juventude e daqueles que mantém sua vida saudável, deva ser reprimida ou enfurnada num casulo.
Mas na mesma intensidade com que acredito no legítimo direito do ser humano se divertir e ser feliz, tenho certeza de que ambas situações não podem ser concretas num ambiente doente, violento, desrespeitoso e que despreze a nossa capacidade de pensar.
Como posso aceitar que a promiscuidade, a mesma causa que disseminou rapidamente a AIDS em todo o mundo (junto com o uso de drogas), seja agora apontada pelo Ministério da Saúde brasileiro, como algo irrelevante para o controle epidêmico, pois tudo se resolve com a famigerada camisinha?
Como conviver com a campanha manipulatória que se faz contra a mulher, colocando-a como agente passiva da promiscuidade, e dando a isto o nome de “segurança feminina”?
Como aceitar o fato de que faltam remédios nos hospitais públicos, agentes sanitários para combater as endemias, médicos nas emergências, tudo falta por ausência de recursos, mas, para o Carnaval não faltarão camisinhas gratuitas (1 bilhão e 200 milhões, segundo o Governo petista)?
Sinceramente, não é esta a folia da alegria, do revigoramento, da união.
Esta é a festa dos insensatos, cujo bloco será puxado, mais uma vez, pelas autoridades de saúde deste país. Na próxima semana, acompanhem as estatísticas da violência. Elas serão apresentadas, claro, pelos órgãos da imprensa, entre uma tela e outra da “grande festa” realizada!
Nenhum comentário:
Postar um comentário