Boa Noite!
Os defensores do aborto costumam usar em suas pobres alegações e teses, que ele (o ato abortivo) seria o maior exemplo da liberdade e do direito de escolha das mulheres. Assim, pretendem ser reconhecidos como respeitadores dos direitos femininos, cavaleiros do respeito ao próximo e corajosos oponentes de perigosos e seculares organismos que se opõem (sic) a estes "grandes avanços".
Seja qual for a nossa opinião individual acerca do aborto, que reitero se configurar num delito contra a vida de indefesos e silenciosos seres humanos em minha opinião era de se esperar que tais pessoas tivessem uma atitude de respeito perante as opiniões alheias.
Mais ainda: se defendem um segmento que sempre foi tratado como minoria, sem direito às manifestações respeitosas e democráticas, os defensores do aborto deveriam lutar para que todas as demais categorias sociais pudessem expressar livremente seus pensamentos. Não é isto que pregam aos brados, em especial perante as câmeras de televisão?
Mas não se pode respeitar a verdade quando se prega a mentira.
Não se respeita o direito de outrem, quando se elimina vidas humanas que não podem ser ouvidas.
Não se defendem as mulheres quando se agridem os idosos.
Estou me reportando ao vídeo que está sendo veiculado desde 15.05.2009 na internet (endereço: https://webmail.cassi.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.youtube.com/watch?v=iiz4tfjSuPc) e que mostra a cruel, desumana e violenta prisão do Padre Norman Weslin, nos Estados Unidos, pela polícia do "cara" Obama, em virtude do crime que descreverei a seguir.
O Padre Weslin, com mais de 80 anos, resolveu protestar em frente á Universidade Notre Dame, nos EUA, contra o discurso em favor do aborto a ser proferido pelo “cara de lá”. Ele tomou uma cruz de madeira e saiu, andando pela calçada, sem atrapalhar o trânsito, recitando orações e cantando hinos religiosos. Estava acompanhado de amigos e fiéis que também rezavam. Não insultou ninguém. Não acusou e nem difamou ninguém. Simplesmente tentou exercer o seu direito de cidadão americano.
O sacerdote acreditou em algo que não existe: a democracia entre os que defendem o aborto.
Ele foi preso por quatro policiais, algemado e recolhido a um camburão com seus direitos lidos. Ele parecia, em diversos momentos não entender porque tantos policiais, jovens e fortes, enviados contra um idoso cidadão americano. Acontece, Padre, que ao falar contra o “cara de lá”, o senhor ousou desafiar a moda atual. A grande figura da mídia moderna. E, ao fazê-lo, o senhor tornou-se um cidadão do mundo. Daí a necessidade de sua prisão.
Quem sabe se a perda da sua liberdade não seja uma ferramenta permitida por Deus para que corações acorrentados pela mentira, falsidade e perversidade do aborto (e outras mentiras atuais), adquiram a luz que os libertará desta treva contemporânea?
Quem sabe a sua humilhação não alcance os insensíveis, os omissos, os cristãos mornos que se deixam enganar para não confrontarem as falsas ideologias que pululam nossas sociedades?
Quem sabe seja Deus que responderá, diretamente ao seu coração, a triste pergunta que pensei ouvir de seus lábios, no momento da prisão: “Por que prender um velho padre que protesta contra o assassinato de crianças?”
O aborto não é um direito, pois ninguém tem o direito de assassinar inocentes. Mas o aborto não deveria ser uma bandeira da Igreja Católica, e sim o legítimo movimento de todos os que defendem a dignidade humana.
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