25 de fev. de 2010

A DITADURA QUE RESISTE AO TEMPO

Boa Noite!

A chegada do Presidente Lula, no dia 24 deste mês, em Cuba foi objeto de uma triste coincidência: a morte de um dos quase duzentos prisioneiros políticos mantidos pela ditadura de esquerda mais antiga do mundo. Fidel Castro repassou ao seu irmão Raul a representação política da Ilha, mas mantém a repressão com mão de ferro e nem sequer uma greve de fome, tal qual a que levou à morte o citado prisioneiro, foi capaz de sensibilizá-lo.
Os ditadores, num determinado momento, já não mais se reconhecem como seres humanos. Eles passam a sentirem-se semideuses, apenas sujeitos à morte e, ainda assim, num dia que parece nunca chegar. Já faz décadas que Fidel deixou de ser um líder que a bordo do Granma, um iate usado para aportar com seus homens em Cuba, pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, a pretexto de instaurar uma democracia e salvaguardar a vida dos oprimidos moradores de Cuba.
Fidel mudou. Como líder político deixou para trás os princípios democráticos que tantas vezes bradou em seus famosos discursos, para locupletar-se do poder absoluto e dos frutos materiais que as ditadures trazem. Como homem e advogado, rasgou os princípios do estado de direito, abriu mão das suas crenças para obter ajuda financeira a sua desastrada administração econômica e social, do antigo bloco comunista capitaneado pela URSS.
Não fosse a ajuda da Espanha e Cuba teria desaparecido há muito tempo.
O país forma doutores que irão dirigir táxis por não serem aproveitados numa sociedade economicamente falida.
O país desenvolve competências em saúde, mas não investe em infra-estrutura e tecnologias capazes de fazer a popilação perceber-se num processo de melhoria.
O país vive de apagões em apagões elétricosdecorrentes da ruína de sua estrutura energética.
Cuba impõe a sua população a lei da mordaça. E os que ousam se opor a ela são encarcerados e deixados à míngua para morrer. Fidel não está nem aí. Ele continua protegido por governantes qjue insistem em transferir para o decrépito ditador seu prestígio pessoal. A morte do prisioneiro não será sequer objeto de críticas.
Aliás, Fidel já se manifestou acerca do culpado pela morte do cubano: o Barack Obama! Não sou favorável ao populista americano, mas sinceramente, agora Fidel se superou!

Nenhum comentário: