Boa Noite!
Como cidadão brasileiro e torcedor apaixonado pelo futebol (cientificamente agora é doença masculina), estou muito triste com a eliminação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo. E o pior, perdendo de virada! Desde que Ayrton Senna morreu, o número 1 para nós virou meio que necessidade básica de saúde. Ultimamente, à exceção do vôlei, só visualizamos ser número 1 em comercial de cerveja. Por isso estou triste.
Mas como aprendiz de gestor confesso que não fiquei surpreso com a virada. Vejam bem a radiografia do jogo sob a lógica empresarial:
1o. tempo:
A empresa Brasil montou um esquema vitorioso, talvez até inesperado pelo concorrente principal (Holanda) que repetia sua tática passada. A concorrência tentava sufocar nossa empresa em nosso próprio campo, numa estratégia para a qual havíamos nos preparado, discutido e postado nossos melhores funcionários (os atletas). Portanto, pegos de surpresa, a concorrência bateu cabeça durante todo o primeiro tempo. Resultado: Brasil 1 a 0. Poderia ter sido mais. O que faltou? Opções de qualidade. Os nossos gestores (Dunga & Cia), preferiram levar para a Copa jogadores 'disciplinados'. Até aí tudo bem, o problema é que ser disciplinado não significa ser limitado.
Quando o gestor não quer alguém bom em seu time, porque esse alguém tem a coragem de dizer-lhe as verdades que não quer ouvir, ele, administrador, dá o passo decisivo para sua derrota.
O Brasil não tinha outros talentos. Resultado: a vantagem mínima, mas afinal, vantagem.
Intervalo:
Quando a supresa do nosso produto esmaece, a concorrência para seus processos para nos avaliar. Mas deixa tempo para fazermos o mesmo. E aí, neste momento, entra em ação a famosa e insuperável VISÃO SISTÊMICA. Ou seja, ver o todo, não apenas aquilo que lhe interessa, o seu mundinho ou suas ridículas crenças subjetivas.
Como não conseguimos ver o que aconteceu lá dentro (nas reuniões internas das empresas), restava aguardarmos a nova etapa.
2o. tempo:
A concorrência muda a estratégia. Recua a equipe e faz com que o Brasil necessita sair do esquema de jogo anterior. E aí vem a surpresa negativa: Dunga não mexeu em nada! Ele simplesmente acreditou que a Holanda voltaria igual! Ou seja, parece que ele achou o técnico holandês um clone seu (como será que se diz Dunga em holandês?).
O Brasil se atrapalha com a vantagem, começa a bater cabeça e aí um dos seus maiores gestores (o Júlio César), não orienta sua equipe e toma um gol inesperado. A vitória da concorrência ainda é algo possível, mas não certo. Porém a nossa equipe sentiu a falha operacional. O que faz nosso gestor maior? Nada.
Nada? Nada. Afinal, ele é o Dunga. Teimoso, turrão e mais teimoso. O time é esse e ponto final.
A concorrência tem que entender isso e se adequar ao meu time.
Mas o técnico holandês vê o jogo. Como um todo. Ele não é teimoso.
Muda a equipe, muda o esquema de jogo e passa a explorar o nervosismo da equipe brasileira.
O que acontece?
Nova confusão entre os gestores e mais um ganho da concorrência - 2 a 1 Holanda.
O que faz Dunga? Ele aproveita para provar que é o Dunga: após a expulsão (indisciplina???) de um jogador nosso, ele troca SEIS por MEIA DÚZIA. Como já havia falado aqui, ele tem medo de ousar, ou simplesmente não possui visão sistêmica.
Por um ou por outro motivo, estou a esta hora sentado e descarregando no computador as mágoas de mais uma derrota. Perdi como cidadão, mas reconheço como gestor que, mais uma vez, ganhou a Visão Sistêmica contra a Teimosia.
Que pena que ela, teimosia, estava sentada no comando da equipe brasileira...
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