Bom dia!
O Departamento Nacional de Trânsito baixou uma norma que obriga todos os compradores de carros, que tiveram chamadas das montadoras, os chamados "RECALL", a comparecerem sob pena de ficarem registrados, nos prontuários dos veículos, os seus não comparecimentos. Com isto, o DENATRAN espera que os preços dos automóveis caiam e, assim, os proprietários sejam constrangidos a obedecerem aos chamados. O mote é a segurança coletiva. Que bonito! Mas, é justo?
O RECALL é um chamado das montadoras, basicamente em algumas situações específicas:
1. A montadora descobre que houve um ERRO DE PROJETO e, caso não seja promovida a devida correção, o comprador (ou seja, o cliente), que acreditou em sua propaganda e pagou cada pedacinho do referido automóvel ficará submetido a risco de morte (para si e para terceiros).
2. A fabricante descobre, após as vendas, que houvem um ERRO NAS PEÇAS USADAS, seja pela falta de qualidade, seja pela configuração indevida. Novamente o cliente foi enganado e ele DEVE ir até a concessionária para resolver o problema.
Apenas para ficar nestas duas situações, qual é o grande problema do RECALL?
O cliente comprou algo que não lhe foi entregue. Submete-se a risco desconhecido e, após a descoberta, fica obrigado a ir até a concessionária, por sua conta, esperar e ter paciência com o péssimo atendimento que é a marca uníssona da maioria das marcas que atuam no país e ficar sem o carro até a data que os referidos senhores determinam unilateralmente para a devolução do veículo.
Todo o prejuízo decorrente de não poder usar do carro que comprou tão caro é do cliente.
Todo o risco de ter sido enganado pela marca que lhe prometeu maravilhas e lhe entregou problemas, também é do cliente.
Toda a paciência por estar sozinho nesta confusão, sem qualquer apoio ou medida disciplinar pelo estado, é do cliente.
E agora, em nosso avançado rincão natal, a culpa de tudo isso é do... cliente!
Ou nós nos submetemos, ou nós seremos de novo punidos, quando da venda do veículo!
Realmente Orwell tinha razão. É a sociedade do Grande Irmão. Da vigilância que pune e não favorece o cliente. Do totalitarismo legal. Estou enojado com esta norma do DENATRAN. É mais uma omissão do estado que favorece o mais poderoso contra o mais exposto. É o cliente recebendo a culpa que é da fábrica de automóveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário