Bom Dia!
Pesquisa divulgada hoje nos informa que os brasileiros não vinculam e nem atribuem os problemas reais e graves existentes no SUS ao chefe do executivo nacional. Não o fizeram com o Presidente Lula e nem o farão com a Presidenta Dilma. É uma espécie de pessoa sendo maior do que o cargo, o Líder maior do que a equipe que ele formou para ajudá-lo a liderar.
A informação não é boa, sob nenhum aspecto.
Analisando a questão administrativa, o povo brasileiro isenta o gestor maior da falta de comando, de propostas e de intrervenção efetiva numa das áreas mais importantes da gestão pública. O encarregado pelos votos de administrar o patrimônio público e criar alternativas de qualidade não responde pelos desmandos de uma dos principais ministérios.
No que diz respeito à questão política, sabemos que sem a pressão eleitoral, seja na eleição presente, seja nas próximas (em 2012), dificilmente o SUS será priorizado como objeto de mudanças concretas, quando o povo que sofre de suas carências não exige do chefe do Executivo que cuide de sua equipe.
Este estranho culto à personalidade, versão século XXI, poderá nos custar bem caro, antes mesmo do que imaginamos. Nosso país atravessou uma década de ventos favoráveis internacionais na economia, além da responsável manutenção da política econômica pela equipe do Ministério da Fazenda e Banco Central. Tudo isto junto deu direito ao governo de gastar bastante, além do necessário, ao fazer crescer a máquina administrativa ao invés de priorizar investimentos nas áreas mais estratégicas do governo (saúde e educação). Mas e o cenário futuro?
Sem qualificação e profissionalismo, dificilmente teremos a mesma situação na década vindoura. Portanto, cobrar da nossa Presidenta deveria estar na pauta de uma sociedade verdadeiramente democrática. É estranho que, após tanto tempo, estejamos com um discurso democrático sobre comportamentos que em nada ficam devendo a regimes indesejáveis. Tomara que esta postura popular não contamine os novos governantes...
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